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domingo, 9 de março de 2014

POM 2014: Ponto final





1. O Portugal O' Meeting 2014 está a chegar ao fim. Tomo o meu lugar no autocarro que leva os atletas para as partidas do último dia e, enquanto troco de lente na máquina fotográfica e revejo a carga da bateria, ele senta-se ao meu lado. Cumprimentamo-nos e, não tarda nada, a conversa anima-se. Sem que nada o fizesse prever, de habitual entrevistador, passo a entrevistado. Quer saber mais de mim, como é que faço no terreno, se ando com um mapa. Digo-lhe que sim, que peço na partida o mapa de Elite Masculina e Feminina, cruzo os pontos comuns a ambos e traço o meu próprio percurso. Compreende o porquê de lhe aparecer à frente com tanta frequência. Mas quer saber mais. Digo-lhe que sou Enfermeiro, falamos de Orientação de Precisão, explico-lhe em traços gerais a génese da disciplina em Portugal e ele compreende a minha paixão. Chama-lhe “deformação profissional”. Rimos. A conversa segue outros rumos, falamos do tempo e da Suécia, falamos do próximo Campeonato da Europa. É uma conversa calma e pacata, daquelas que apetece prolongar no tempo, saborear. Mas a curta viagem chega subitamente ao fim. Cumprimentamo-nos de novo e desejo-lhe boa sorte. Uma hora e meia mais tarde, é ele o vencedor do Portugal O' Meeting, depois de quatro vitórias em outras tantas etapas. Parabéns Thierry Gueorgiou!


2. Há no esforço de comunicação em torno dum evento um aspeto que me agrada. Podemos não conseguir medir o impacto das notícias na opinião pública e qual o retorno que isso acarreta para a modalidade, mas conseguimos perceber quantas e quais as notícias que saem. Mais importante ainda, conseguimos ver em que orgãos de Comunicação Social isso ocorre. Fernando Costa tem sido incansável em compilar as notícias em torno do Portugal O' Meeting e em agrupá-las no respetivo “clipping” na página da Orievents – http://www.orievents.com/events/portugal-o-meeting-2014/clipping-pom-2014/. O resultado final é extraordinário. Vale a pena passar por lá e perceber a visibilidade e notoriedade do evento.


3. Parte integrante do Portugal O' Meeting desde 2010, a Orientação de Precisão marcou importante presença nesta edição, com o Parque da Senhora dos Verdes a oferecer condições ímpares para a prática da disciplina. De vencedores e vencidos já aqui se falou, tal como da importância desta etapa no processo de apuramento da seleção nacional que estará em Palmela nos Europeus do próximo mês de Abril. Em tempo de rescaldo, porém, importa voltar a olhar os mapas e “regressar” ao terreno, podendo fazê-lo de forma virtual no Ibéria O-Prec - https://www.facebook.com/groups/486553704794121/ - um grupo criado com o intuito de juntar os aficionados portugueses e espanhóis em torno desta disciplina, mas que começa a ser procurado pela fina flor da Orientação de Precisão mundial. Não deixe de passar por lá e participe no debate. A Orientação de Precisão agradece!


4. Na passada segunda-feira, a página do Orientovar no Facebook perguntava quantas vitórias consecutivas tinha alcançado Simone Niggli em etapas do Portugal O' Meeting, depois de Maria Magnusson ter quebrado a invencibilidade com o triunfo na etapa de Distância Média WRE. A participação foi escassa, resumindo-se a dois "apostadores" - um disse "dez", outro disse "mil" (!) - mas a verdade é que a memória é curta. Há dois anos, precisamente na etapa de Distância Média WRE do POM 2012, disputada no Sátão, Lina Strand batera a campeoníssima. A resposta certa seria "sete" vitórias, uma vez que Simone Niggli venceu a última etapa desse POM, alcançou um pleno vitorioso em 2013 e venceu as duas primeiras etapas do POM 2014. E Thierry Gueorgiou? Alguém sabe quantos triunfos consecutivos leva já o "Rei da Distância Média"?


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sexta-feira, 7 de março de 2014

POM 2014: Julio Guerra e Remo Madella vencem etapa de Orientação de Precisão



O segundo dia do Portugal O' Meeting 2014 teve um aliciante extra. Para os aficionados da Orientação de Precisão, a etapa levada a cabo no Parque da Senhora dos Verdes constituiu um desafio de enorme complexidade e qualidade técnica. No final, Júlio Guerra e Remo Madella foram os mais precisos.


Em Dia de Carnaval, o Parque da Senhora dos Verdes, nas imediações de Gouveia, foi palco da segunda etapa da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2014. Integrado nesse evento maior que é o Portugal O' Meeting, o PreO POM 2014 foi organizado pelo CPOC – Clube Português de Orientação e Corrida e pela Câmara Municipal de Gouveia. O tempo pouco convidativo afastou mais de metade dos atletas inicialmente inscritos, saldando-se em 67 o número de concorrentes que lograram concluir o percurso.

Num terreno absolutamente fantástico para a prática desta exigente disciplina, Acácio Porta-Nova desenhou um percurso ao longo de 1000 metros, constituído por vinte pontos, aos quais se devem somar dois pontos cronometrados. Interpretando de forma superior as características do terreno, o traçador do percurso soube privilegiar as técnicas clássicas de decisão, ao encontro dos elementos característicos e das formas do relevo, traduzidas em curvas de nível. Lamentavelmente, uma falha na descrição de um dos pontos levou à sua anulação, mas nem por isso a prova perdeu valor e interesse, cotando-se como uma das mais exigentes e apuradas tecnicamente até hoje levadas a cabo em Portugal.


Nomes e números

Entre os participantes, refira-se a presença de todos os grandes nomes da Orientação nacional, com natural destaque para os campeões nacionais em título, João Pedro Valente (CPOC) e Ricardo Pinto (DAHP), respetivamente nas classes Aberta e Paralímpica. Em causa estavam, para além da Taça de Portugal da disciplina, o apuramento para os Campeonatos da Europa, cuja última cartada se jogava precisamente aqui. Quanto à forte presença estrangeira, não passaram despercebidos os britânicos John Kewley e Charles Bromley-Gardner, ambos do SLOW, o italiano Remo Madella (REM), o espanhol António Hernandez (FrontelaO) e ainda o vencedor da edição anterior do Portugal O' Meeting na Classe Aberta, o holandês Mark Heikoop (Individual).

Na Classe Aberta, Remo Madella (REM) não deixou os seus créditos por mãos alheias e foi o grande vencedor com apenas dois pontos falhados. Na segunda posição, com menos um ponto que o vencedor, quedaram-se o britânico Charles Bromley-Gardner e o português João Pedro Valente. Quanto à Classe Paralímpica, Júlio Guerra (DAHP) demonstrou uma vez mais a sua apetência pelos terrenos de Gouveia (há sensivelmente um ano sagrou-se aqui Campeão Ibérico) e foi o grande vencedor com 13 pontos corretos. Atrás de si, registe-se a excelente prestação do estreante Cláudio Poiares (CRN), com menos três pontos que o vencedor. Ricardo Pinto fechou o pódio com 9 pontos.


Seleção nacional praticamente definida

Conferidos os resultados, o Ranking da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2014 sofreu fortes mexidas, com Luís Nóbrega (COV – Natura) a assumir a liderança da Classe Aberta com 157,13 pontos. Na Classe Paralímpica, Júlio Guerra segue agora na frente com 169,87 pontos. Mais importante, talvez, é o facto de Cláudio Tereso (ATV) ter garantido uma presença na seleção que representará o nosso país nos Campeonatos da Europa, juntando o seu nome aos de Nuno Pires (Ori-Estarreja), Luís Leite (GD4C), Joaquim Margarido (CRN) e Ricardo Pinto. Entretanto, no intuito de completar o leque de selecionados, foi aberta a possibilidade a alguns atletas de poderem vir a integrar os trabalhos da seleção. São eles Júlio Guerra e José Laiginha Leal (CRN), ambos na Classe Paralímpica, e ainda, na Classe Aberta, Luís Nóbrega, João Pedro Valente, Jorge Baltazar (GDU Azoia), Luís Sérgio (ATV) e Inês Domingues (COC). A lista definitiva dos atletas que representarão Portugal nos Europeus de Palmela será divulgada no início da próxima semana.


Resultados

Classe Paralímpica
1. Julio Guerra (DAHP) 13/19 pontos
2. Cláudio Poiares (CRN) 10/19 pontos
3. Ricardo Pinto (DAHP) 9/19 pontos
4. Ana Paula Marques (DAHP) 7/19 pontos
5. Ana Leça (Individual) 5/19 pontos
6. Ricardo Bastos (CRN) 4/19 pontos
7. António Amorim (1/19 pontos)

Classe Aberta
1. Remo Madella (REM) 17/19 pontos
2. Charles Bromley-Gardner (SLOW) 16/19 pontos
3. João Pedro Valente (CPOC) 16/19 pontos
4. Luís Leite (GD4C) 15/19 pontos
5. Alexandre Reis (ADFA) 14/19 pontos
6. Luis Sérgio (ATV) 14/19 pontos
7. Inês Domingues (COC) 14/19 pontos
8. Mark Heikoop (Individual NED) 14/19 pontos
9. Urtzi Iglesias (Cobi) 14/19 pontos
10. Cláudio Tereso (ATV) 14/19 pontos

Resultados completos e demais informações em http://www.pom.pt/pt/





Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quarta-feira, 5 de março de 2014

Portugal O' Meeting 2014: Mapas


Portugal O' Meeting 2014 (Gouveia)

Distância Intermédia, Vila Nova de Tázem (Dia 1)






Distância Média, Arcozelo da Serra (Dia 2)




Distância Média WRE, Arcozelo da Serra (Dia 3)




Distância Longa, Arcozelo da Serra (Dia 4)






Sprint, Gouveia (Dia 1)


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

terça-feira, 4 de março de 2014

Portugal O' Meeting 2014: Thierry Gueorgiou e Simone Niggli os grandes vencedores



Com a participação de mais de 1600 atletas, chegou ao fim o Portugal O' Meeting 2014. Na única etapa de Distância Longa desta edição, Thierry Gueorgiou e Simone Niggli foram os primeiros a partir... e a chegar!


Está dada por concluída a 19ª edição do Portugal O' Meeting, a mais importante prova do calendário regular nacional de Orientação Pedestre. A organização – a cargo do CPOC – Clube Português de Orientação e Corrida e da Câmara Municipal de Gouveia – reservou para este último dia uma etapa de Distância Longa, revisitando alguns dos mais emblemáticos pontos dos dias anteriores, numa mescla perfeita de complexidade técnica e exigência física.

As partidas em sistema de 'chasing start' apresentavam à partida vantagens confortáveis para os líderes dos escalões de Super Elite Masculina e Elite Feminina, respetivamente Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) e Simone Niggli (OK Tisaren), de tal forma que só um cataclismo poderia ditar uma reviravolta na classificação final. E se é verdade que os cataclismos acontecem – que o diga a própria Simone Niggli, apenas 8ª classificada na etapa anterior -, isso não sucedeu na etapa de hoje e ambos os atletas foram mesmo os mais rápidos, ampliando as suas vantagens ante a concorrência.


Ensaio muito positivo”

Na Super Elite masculina, Thierry Gueorgiou foi o único atleta a baixar da uma hora e vinte de prova, cumprindo os 13,9 km do seu percurso em 1:19:47. A segunda posição coube ao suiço Andreas Rüedlinger (Leksands OK), com mais 2:21, enquanto o terceiro lugar foi para o checo Jan Petrzela (OK Kare), com um registo de 1:22:12. Com os resultados apurados na derradeira etapa, Thierry Gueorgiou confirmou a liderança e venceu o Portugal O' Meeting pela quarta vez (terceira consecutiva). Mas foi possível assistir a verdadeiras “cambalhotas” na classificação, da sensacional subida de Andreas Rüedlinger do 17º lugar para o 6º no final, ao “trambolhão” do sueco Oskar Sjöberg (OK Linné), da 4ª posição para um lugar fora do top-10.

No final, Thierry Gueorgiou mostrava-se satisfeito com a vitória, “mesmo que a concorrência não tenha sido tão forte como em anteriores edições.” Para o multi-campeão francês, “o conjunto das quatro provas do Portugal O' Meeting mostraram que estou bem, cometi muito poucos erros e acabou por ser um ensaio muito positivo para os momentos seguintes.” Falando um pouco desta derradeira prova, Thierry disse: “Era o que estava à espera, uma mistura de todos os terrenos das etapas precedentes, o que se tornou muito interessante, com as partes mais técnicas dos segundo e terceiro dias e muitas opções nas pernadas mais longas.” O balanço, no momento, é “francamente positivo”, mas “temos pela frente o Campeonato da Europa e há imensas coisas ainda por afinar. A partir daqui é trabalhar mais a fundo ainda, meter muito volume de treino e esperar que todo esse trabalho possa vir a ser recompensado”, concluiu.


Bons desafios técnicos em terrenos de grande qualidade”

Oitavo classificado na etapa inaugural, Jan Prochazka foi subindo paulatinamente na classificação até alcançar o segundo lugar no final. Algo que o atleta comenta desta forma: “Fiquei surpreendido com meu resultado no final da primeira etapa, mas penso que os jovens Suecos começaram muito fortes e fizeram um bom trabalho. Não estive nos primeiros lugares desde o início, mas após as duas etapas de Distância Média penso que consegui o segundo lugar por uma margem tranquila e acreditei que seria possível guardar essa vantagem.”

Questionado sobre a etapa que mais lhe “encheu as medidas”, Jan elege a segunda, “ainda mais interessante que a terceira, apesar dos problemas quanto à legibilidade do mapa” e faz o balanço de mais uma passagem por Portugal: “Depois de correr o Model Event, confesso que as expectativas não eram as melhores, mas no final as etapas mostraram bons desafios técnicos em terrenos de grande qualidade. Nos Campeonatos Mediterrânicos do fim de semana passado, tinha a sensação de estar a perder velocidade, mas as três primeiras etapas do Portugal O' Meeting vieram mostrar que a velocidade está a melhorar de dia para dia. É nesse particular aspeto que irei fazer incidir a minha atenção no próximo mês e espero estar pronto para correr rápido nos Campeonatos da Europa, algo que eu julgo deverá ser muito importante.”


Lisa Risby, surpreendentemente (ou talvez não)

Na prova feminina, Simone Niggli (OK Tisaren) esteve de novo em grande plano, fazendo uma grande prova no tempo de 1:14:46 para 10,5 km de prova. A sueca Annika Billstam (OK Linné) viria a conseguir o segundo melhor tempo, gastando mais um minuto e meio que a vencedora, enquanto a terceira posição na etapa coube à finlandesa Riina Kuuselo (Tampereen Pyrintö), redimindo-se aqui das prestações menos conseguidas nas etapas anteriores e terminando a 2:11 da vencedora. No cômputo geral das quatro etapas, Simone Niggli foi a grande vencedora, o que sucede pela quinta vez consecutiva e pela sexta vez em termos gerais (a atleta venceu o seu primeiro POM no início da sua brilhante carreira, em 2002).

Vencedora da etapa pontuável para o ranking mundial disputada ontem, Maria Magnusson (Sävedalens AIK) soube segurar a segunda posição, concluindo no final a pouco mais de dez minutos da vencedora. Campeã do Mundo junior de Distância Longa e Vice-Campeã do Mundo de Distância Média em título, a muito jovem sueca Lisa Risby (OK Kare) merece igualmente o título de estrela deste Portugal O' Meeting, ao subir cinco lugares na etapa derradeira, quedando-se num honroso terceiro lugar. Segunda classificada em 2013, a sueca Annika Billstam esteve sensacional nesta derradeira etapa, o que lhe viria a garantir a quarta posição final. Em sentido contrário esteve a sueca Kristin Lofgren (Varegg), terceira classificada à entrada para a última etapa e que acabou por sucumbir à dureza do percurso, caindo para o 9º lugar final.


O Portugal O' Meeting vale sempre a pena”

Tal como Thierry Gueorgiou, também Simone Niggli expressava o seu contentamento no final: “É claro que estou muito feliz por mais uma vitória e penso que fiz três grandes provas e uma muito má. Em qualquer dos casos, senti-me estável durante toda a semana e no fim de semana e foi mais uma bela experiência em terrenos surpreendentemente exigentes, pelo que o Portugal O' Meeting vale sempre a pena”. Recuando vinte e quatro horas, Simone lança ainda um breve olhar sobre a prova “muito má”: “O problema teve a ver apenas com a falta de cuidado na leitura do mapa. Devia tê-lo feito muito devagar e ler cada pedra no mapa. O terreno era absolutamente inesperado e não consegui reagir da melhor maneira, mas são coisas que acontecem e estou contente porque hoje voltei a fazer uma boa prova.”

Como reagiu ao olhar para o mapa e perceber que iria revisitar, na parte final do percurso, os terrenos da véspera, eis a questão seguinte. A atleta dá uma gargalhada e responde: “Não posso dizer que fiquei assustada mas foi algo que me passou pela cabeça e encarei como uma possibilidade de poder fazer melhor. Mas penso que o traçado de percursos foi extremamente correto, dando a possibilidade de, mesmo a uma escala de 1:15000, poder ver que os pontos estavam bem marcados no terreno e podiam ser alcançados sem ser por mera questão de sorte. Talvez tenha feito hoje a minha melhor prova, sem cometer grandes erros e, bom, estou muito contente.” Vamos voltar a vê-la ganhar o Portugal O' Meeting nos próximos cinco anos? (risos) “Veremos. Penso que a minha forma irá decair ano após ano mas sim, tenho muita experiência e espero voltar de novo nos próximos anos.”


É isto que eu amo!”

Para Maria Magnusson, segunda classificada, correr para a vitoria implicava recuperar 6:05 de desvantagem para Simone Niggli. Tarefa impossível? A atleta responde: “A minha atenção nunca esteve centrada em Simone Niggli. Apenas me preocupei em fazer uma boa prova. Sentia o corpo muito cansado, mas estar inteiramente focada nas etapas de Distância Média fez com que, também mentalmente, me sentisse bastante cansada. Não cometi grandes erros, fiz a prova possível mas ainda assim estou bastante contente. Não foi a minha melhor prova, mas foi uma prova controlada do início ao fim.”

Escolher uma das quatro etapas como a preferida é, no caso de Maria Magnusson, tarefa fácil: “A prova de ontem, claro (risos). Mas também gostei muito da segunda etapa. Penso que foram duas Distâncias Médias muito boas, bastante exigentes tecnicamente, verdadeiras provas de topo. Todas as provas de Distância Média deveriam ser assim e espero que a Orientação se mantenha assim, embora deva confessar a minha preocupação no que respeita ao futuro. Cada vez vemos mais provas de Sprint, cada vez vemos mais corrida fácil.” Marcar presença no Portugal O' Meeting foi algo que não esteve desde sempre nos planos da atleta: “Os meus plan os iniciais passavam pela Eslovénia, mas uma vez que a seleção da Suécia marcou para aqui as provas de qualificação para os Campeonatos da Europa, vim. Esperava um Campo de Treino técnico mas isto foi, na verdade, bem melhor do que estava à espera. As competições foram tão técnicas e tão boas, foi mesmo excelente. Se voltar a haver aqui uma prova, voltarei seguramente. É isto que eu amo!”


Resultados Finais

Homens Super Elite
1. Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) 3:16:26
2. Jan Prochazka (Kalevan Rasti) 3:33:26 (+17:00)
3. Hannu Airila (Kalevan Rasti) 3:35:31 (+19:05)
4. Olli-Markus Taivanen (Pellon Ponsi) 3:39:45 (+23:19)
5. Jakob Lööf (MOKS) 3:41:14 (+24:48)
6. Andreas Rüedlinger (Leksands OK) 3:41:36 (+25:10)
7. Jan Petrzela (OK Kare) 3:41:54 (+25:28)
8. Andreu Blanes (Colivenc) 3:42:59 (+26:33)
9. Rassmus Andersson (OK Linné) 3:43:44 (+27:18)
10. Lauri Sild (Hiidenkiertäjät) 3:48:58 (+32:32)

Damas Elite
1. Simone Niggli (OK Tisaren) 3:25:58
2. Maria Magnusson (Sävedalens AIK) 3:36:15 (+10:17)
3. Lisa Risby (OK Kare) 3:43:45 (+17:47)
4. Annika Billstam (OK Linné) 3:43:55 (+17:57)
5. Karoliina Sundberg (Lynx) 3:43:57 (+17:59)
6. Ulrika Uotila (Koovee) 3:44:12 (+18:14)
7. Outi Ojanen (Kangasala SK) 3:44:17 (+18:19)
8. Riina Kuuselo (Tampereen Pyrintö) 3:44:36 (+18:38)
9. Kristin Lofgren (Varegg) 3:51:57 (+25:59)
10. Anna Nähri (IFK Göteborg) 3:54:48 (+28:50)

Tudo para conferir em http://www.pom.pt/pt/

Joaquim Margarido



segunda-feira, 3 de março de 2014

Portugal O' Meeting 2014: O dia de Maria!



No dia em que o sol se dignou, ainda que de forma envergonhada, a visitar Gouveia e o Portugal O' Meeting 2014, Maria Magnusson foi a grande estrela deste terceiro dia de provas, interrompendo uma alucinante série de triunfos de Simone Niggli. Quanto à Super Elite masculina, aqui não houve surpresas e Thierry Gueorgiou continua a ser o “homem do momento”.


Arcozelo da Serra voltou a viver um dia animado e diferente com a disputa da terceira etapa do Portugal O' Meeting 2014. Organizado pelo CPOC – Clube Português de Orientação e Corrida e pela Câmara Municipal de Gouveia, o evento fez recair o grosso das atenções sobre a etapa de hoje, uma prova de Distância Média pontuável para o ranking mundial da modalidade. E que prova! Num terreno do mais técnico que existe em Portugal, foram muitos aqueles que soçobraram, deitando tudo a perder logo na parte inicial do percurso.

Não foi este o caso de Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti), vencedor com o tempo de 34:46, à frente do sueco Albin Ridefelt (OK Linné) e do checo Jan Prochazka (Kalevan Rasti), que gastaram mais 1:39 e 2:42 que o francês, respetivamente. Thierry que falou dum “mergulho” alucinante no mapa: “Não foi nada fácil esse início. Senti-me 'atacado' pelo terreno, com pontos muito próximos, um espaço muito fechado e extremamente difícil, a exigir máxima concentração. Tive de passar para segundo plano a ideia de correr depressa, em detrimento da leitura do mapa. Não cometi erros, penso, mas também não fui rápido nesta parte inicial. Depois, nas pernadas mais longas, sim, foi possível imprimir alguma velocidade. Mas foi uma super-prova num terreno atípico, gostei mesmo muito.” Confessando não estar à espera duma “surpresa” destas, o Campeão do Mundo de Distância Longa fez questão de salientar que “aquilo que tem sido fantástico nestes três dias do Portugal O' Meeting é que em todas eles nos têm sido oferecidos terrenos diferentes e desafios também diferentes. É isso que eu acho incrível, esta diversidade dos terrenos em Portugal e que me dão a possibilidade de testar o meu momento de forma a diferentes níveis.”

Falando de mais uma vitória, ainda por cima na etapa rainha do Portugal O' Meeting 2014, Gueorgiou referiu que “é algo sempre bom, sobretudo porque numa etapa difícil e com a necessidade de recuperar alguma desvantagem à passagem pelo ponto de espectadores. Daí ter sido obrigado a 'puxar' com força na parte final da prova, algo muito importante nesta fase de preparação para o Campeonato da Europa.” Ver interrompida esta série impressionante de vitórias é algo que o atleta se recusa a aceitar: “Vou correr a última etapa de forma muito séria e, nesta fase de preparação, o meu interesse vai no sentido de conseguir o melhor tempo. Será uma prova muito longa com 16 km, a escala será de 1:15000, vamos certamente visitar pontos em terrenos distintos uns dos outros e vai ser uma bela e divertida prova.”


Ganhar foi um super bónus!”

No escalão de elite feminina, a Suécia colocou três atletas suas nos lugares do pódio. Maria Magnusson (Sävedalens AIK) foi a grande vencedora, com o tempo incrível de 34:50, enquanto Annica Gustafsson (IFK Lidingö) foi segunda, a distantes 3:48 e a terceira posição coube a outra atleta do IFK Lidingö, Helena Karlsson, com o tempo de 39:09. Simone Niggli (OK Tisaren) esteve muito abaixo daquilo a que habituou os aficionados da modalidade, não indo além do 8º lugar, a 6:34 (!) da vencedora. “Não estava mesmo nada à espera de ganhar. Esperava apenas fazer uma boa prova do ponto de vista técnico, tal como tinha feito ontem. Era esse o meu objetivo, mas... quer dizer, ganhar foi um super bónus! E também bater Simone Niggli, o que acontece pela primeira vez. Penso que está muito bem assim (risos). Foram estas as primeiras palavras de Maria Magnusson, a grande vencedora da prova desta manhã, que de seguida falou da sua prova: “Mantive-me focada o tempo todo. Num terreno tão detalhado como este, é necessário manter a calma e ignorar aquela estranha sensação de que estamos a correr demasiado devagar. O importante é estar concentrado a tempo inteiro. Eu sabia isso, sabia que estava a fazer bem as coisas e acabei por ganhar aqui imenso tempo nesta fase inicial do percurso.”

Haverá ainda a hipótese de vermos Maria Magnusson inscrever o seu nome no lugar de eleição do quadro de honra da prova? Isto é algo que a atleta sueca vê apenas como “uma possibilidade”. De acordo com as suas impressões, “a seleção da Suécia aproveitou o primeiro e o terceiro dias para fazer provas de qualificação para os Campeonatos da Europa e esses dias foram realmente especiais para mim. Amanhã espero uma prova muito divertida, outra bela competição e depois veremos.” Duas palavras ainda, a primeira para a muito jovem Carolina Delgado (GD4C), melhor portuguesa no dia de hoje com o tempo de 53:06 (62º lugar na geral), a arrancar aqui a primeira vitória da sua carreira numa etapa pontuável para a Taça de Portugal no escalão de Elite feminina. E também para o melhor português, o “regressado” Diogo Miguel (Ori-Estarreja), 58º classificado a 12:39 do vencedor.


Resultados

Homens Super Elite
1. Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) 34:46
2. Albin Ridefelt (OK Linné) 36:25 (+1:39)
3. Jan Prochazka (Kalevan Rasti) 37:28 (+2:42)
4. Hannu Airila (Kalevan Rasti) 38:15 (+3:29)
5. Oskar Sjöberg (OK Linné) 38:17 (+3:31)
6. Anton Östlin (MOKS) 38:21 (+3:35)
7. Lauri Sild (Hiidenkiertäjät) 38:53 (+4:07)
8. Olli-Markus Taivanen (Pellon Ponsi) 39:07 (+4:21)
9. Jonas Viytautas Gvildys (IGTISA) 39:17 (+4:31)
10. Antonio Martinez (Colivenc) 39:23 (+4:37)

Damas Elite
1. Maria Magnusson (Sävedalens AIK) 34:50
2. Annica Gustafsson (IFK Lidingö) 38:38 (+3:48)
3. Helena Karlsson (IFK Lidingö) 39:09 (+4:19)
4. Marttiina Joensuu (SK Pohjantähti) 39:56 (+5:06)
5. Jannina Gustafsson (SK Uusi) 40:08 (+5:18)
6. Heini Wenman (SK Pohjantähti) 40:09 (+5:19)
7. Anna Josefine Engström (AOOK) 40:15 (+5:25)
8. Simone Niggli (OK Tisaren) 41:24 (+6:34)
9. Elin Mansson (IFK Göteborg) 41:25 (+6:35)
10. Ulrika Uotila (Koovee) 41:35 (+6:45)

Tudo para conferir em http://www.pom.pt/pt/

Saudações orientistas.

Joaquim Margarido



domingo, 2 de março de 2014

Portugal O' Meeting 2014: Thierry Gueorgiou e Simone Niggli reforçam liderança



Com novas vitórias de Thierry Gueorgiou e Simone Niggli, chegou ao fim a primeira metade do Portugal O' Meeting 2014. Na competição paralela, a etapa de Orientação de Precisão teve como grandes vencedores Julio Guerra e Remo Madella, respetivamente na Classe Paralímpica e Aberta.


Sem surpresa, assim podemos classificar as vitórias de Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) e Simone Niggli (OK Tisaren) na segunda etapa do Portugal O' Meeting 2014 disputada esta manhã em Arcozelo da Serra, no concelho de Gouveia. Os dois atletas levam uma série impressionante de triunfos na maior prova portuguesa do calendário regular de Orientação Pedestre, tendo dado hoje mais um passo de gigante com vista à conquista do quarto POM, no caso de Thierry Gueorgiou e do sexto POM (quinto consecutivo), no caso de Simone Niggli.

Numa prova de Distância Média de grande exigência física e técnica, Thierry Gueorgiou levou a melhor ante a concorrência, vencendo com o tempo de 35:55. O seu colega de equipa, o checo Jan Prochazka, foi segundo a 2:25 enquanto a terceira posição coube ao espanhol Andreu Blanes (Colivenc), com mais 3:03 que Gueorgiou. António Martínez (Colivenc) foi outro atleta espanhol a alcançar um grande resultado, quedando-se na quinta posição com o tempo de 40:23. Grande figura no dia de ontem, o sueco Oskar Sjöberg (OK Linné) não foi hoje além do 24º lugar com o tempo de 43:51, enquanto Tiago Romão (ADFA) foi o melhor português no 35º lugar, a 9:52 do vencedor.

No escalão de Elite feminina, Simone Niggli venceu com o tempo de 40:19, enquanto a sueca Maria Magnusson (Sävedalens AIK ) e a finlandesa Outi Ojanen (Kangasala SK) foram segunda e terceira, respetivamente, com mais 2:13 e 2:37 que a vencedora. As suecas Annica Gustafsson (IFK Lidingö) e Annika Billstam (OK Linné) ficaram muito aquém das excelentes performances da véspera, enquanto a melhor portuguesa foi Patrícia Casalinho (COC), ocupando o 48º lugar a 16:22 de Simone Niggli.


Remo Madella e Julio Guerra, os mais precisos

O Portugal O' Meeting 2014 prosseguiu durante a tarde de hoje com a realização duma etapa de Orientação de Precisão. Pontuável para a Taça de Portugal desta disciplina, a prova teve lugar no Parque da Senhora dos Verdes e contou com a presença de todos os melhores atletas portugueses e também de alguns estrangeiros de nomeada, casos do holandês Mark Heikoop (Individual), 5º classificado nos Mundiais de 2012 e vencedor da etapa de Orientação de Precisão do POM 2013, e do italiano Remo Madella (REM). E foi precisamente este último o grande vencedor na Classe Aberta, com 17/19 pontos. O britânico Charles Bromley-Gardner (SLOW) concluiu no segundo lugar com 16/19 pontos, tantos quantos o campeão nacional, João Pedro Valente (CPOC), terceiro classificado. Na Classe Paralímpica, Júlio Guerra (DAHP) viria a confirmar a sua apetência pelos terrenos de Gouveia, vencendo com um 'score' de 13/19 pontos, contra 10/19 pontos de Cláudio Poiares (CRN) e 9/19 de Ricardo Pinto (DAHP).

Uma última referência para a etapa de Sprint Urbano, realizada ao início da noite de ontem e que teve no lituano Arturs Paulins (IGTISA) e na canadiana Emily Kemp (PFU) os grandes vencedores, à frente do espanhol Antonio Martinez e da francesa Lauriane Beauvisage (PFU), respetivamente.


Resultados

Homens Super Elite
1. Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) 35:55
2. Jan Prochazka (Kalevan Rasti) 38:20 (+2:25)
3. Andreu Blanes (Colivenc) 38:58 (+3:03)
4. Hannu Airila (Kalevan Rasti) 39:23 (+3:28)
5. Antonio Martinez (Colivenc) 40:23 (+4:28)
6. Severi Kymäläinen (Tampereen Pyrinto) 40:34 (+4:39)
7. Jussi Suna (TuMe) 40:46 (+4:51)
8. Julian Dent (IFK Lidingö) 41:05 (+5:10)
9. Jonas Vytautas Gvildys (IGTISA) 41:30 (+5:35)
10. Jan Petrzela (OK Kare) 41:42 (+5:47)

Damas Elite
1. Simone Niggli (OK Tisaren) 40:19
2. Maria Magnusson (Sävedalens AIK) 42:32 (+1:13)
3. Outi Ojanen (Kangasala SK) 42:56 (+2:37)
4. Henna-Riika Haikonen (AnttU) 43:16 (+2:57)
5. Emily Kemp (PFU) 43:38 (+3:19)
6. Anna Nähri (IFK Göteborg) 44:30 (+4:11)
7. Karoliina Sundberg (Lynx) 44:41 (4:22)
8. Lisa Risby (OK Kare) 45:03 (+4:44)
9. Ulrika Uotila (Koovee) 46:52 (+6:33)
10. Kristin Lofgren (Varegg) 47:01 (+6:42)

Tudo para conferir em http://www.pom.pt/pt/


Saudações orientistas.


Joaquim Margarido



sábado, 1 de março de 2014

POM 2014: Thierry Gueorgiou e Simone Niggli entram com o pé direito



Começa a não ser fácil encontrar um título para as provas de orientação de nível internacional em Portugal que não inclua os nomes de Thierry Gueorgiou e Simone Niggli. Tem sido assim nos anos mais recentes, foi assim igualmente no fim de semana passado e a história volta a repetir-se na etapa inaugural do Portugal O' Meeting 2014. Num terreno muito técnico, os dois atletas souberam melhor que ninguém pôr em campo as suas enormes qualidades, demonstrando uma vez mais o porquê de serem os líderes do ranking mundial.


Com o Inverno a chegar ao fim, afinam-se pormenores para os primeiros grandes embates da temporada e o Portugal O' Meeting, naturalmente, está na rota dos maiores nomes da orientação mundial. O prestígio grangeado pela prova portuguesa fez com que Thierry Gueorgiou e Simone Niggli, a par de mais um excelente punhado de atletas de Elite, tenham voltado costas à Taça do Mundo que decorre na Turquia, rumando uma vez mais a Portugal. À sua espera terão quatro dias da melhor orientação, o primeiro dos quais decorreu já na manhã e início da tarde de hoje, em Vila Nova de Tázem, no concelho de Gouveia. Organizado pelo CPOC – Clube Português de Orientação e Corrida e pela Câmara Municipal de Gouveia, a etapa inaugural contou com a participação de perto de 1600 atletas, numa prova de Distância Intermédia de elevada exigência técnica e que decorreu sob condições climatéricas adversas.

Thierry Gueorgiou e Simone Niggli venceram de forma incontestada, deixando no ar a sensação de que os voltaremos a ver no lugar mais alto do pódio, no final dos quatro dias de duração do evento, tal como sucedeu em 2012 e em 2013. Gueorgiou voltou hoje a estar ao seu melhor nível, dominando do início ao fim da prova e deixando o seu mais próximo adversário, o sueco Oskar Sjöberg, a mais de três minutos de diferença. Na prova feminina, Simone Niggli esteve irrepreensível na segunda metade do percurso, recuperando duma desvantagem de 45 segundos, para no final relegar as suecas Annica Gustafsson e Annika Billstam – esta última, segunda classificada no POM 2013 – para as posições imediatas, a 1:15 e 1:17 de diferença, respetivamente.


Surpresa!

No final, Simone Niggli mostrava-se surpreendida com o resultado: “Foi um enorme desafio e devo confessar a minha surpresa quando soube que tinha vencido. Tive muitos problemas no início da prova e penso que era um percurso muito difícil, mesmo havendo um grande número de trilhos. Quando entramos nestes terrenos com muita pedra, é necessário ter muita atenção. Por vezes tive enorme dificuldade em ler o mapa de forma precisa, era tudo preto.” Quanto à recuperação na parte final do percurso, a atleta deixa a sua análise: “Quando passei no ponto de espectadores, não ouvi que tinha 45 segundos de desvantagem e ainda bem que não ouvi (risos). Procurei fazer os pontos uns após os outros e aquilo que eu penso é que a Annika [Billstam] terá perdido a prova nesta segunda metade.” A terminar, a antevisão dos próximos dias: “O resultado não é o mais importante, uma vez que já estou retirada da alta competçião e venho em busca de terrenos interessantes. Corri ontem o Model Event e foi muito bonito. Penso que os terrenos serão um pouco assim amanhã e nos restantes dias. Há ainda muitos pontos para fazer e espero poder fazê-los o melhor possível.”


Resultados

Homens Super Elite
1. Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) 45:58
2. Oskar Sjöberg (OK Linné) 49:15 (+3:17)
3. Erik Ivarsson Sandberg (IFK Lidingö) 50:14 (+4:16)
4. Albin Ridefelt (OK Linné) 50:27 (+4:29)
5. Lauri Sild (Hiidenkiertäjät) 50:42 (+4:44)
6. Oskari Liukkonen (Hiidenkiertäjät) 50:46 (+4:48)
7. Rassmus Andersson (OK Linné) 50:55 (+4:57)
8. Jan Prochazka (Kalevan Rasti) 51:26 (+5:28)
9. Anton Östlin (MOKS) 51:38 (+5:40)
10. Jakob Lööf (MOKS) 51:42 (+5:44)

Damas Elite
1. Simone Niggli (OK Tisaren) 49:29
2. Annica Gustafsson (IFK Lidingö) 50:44 (+1:15)
3. Annika Billstam (OK Linné) 50:46 (+1:17)
4. Helena Karlsson (IFK Lidingö) 52:49 (+3:20)
5. Kristin Lofgren (Varegg) 53:38 (+4:09)
6. Elin Mansson (IFK Göteborg) 54:19 (+4:50)
7. Ulrika Uotila (Koovee) 54:56 (+5:27)
8. Karoliina Sundberg (Lynx) 55:07 (+5:38)
9. Outi Ojanen (Kangasala SK) 55:33 (+6:04)
10. Anna Bachman (IFK Lidingö) 55:39 (+6:10)

Informações completas em http://www.pom.pt/pt/

Saudações orientistas.

Joaquim Margarido



quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

Portugal O' Meeting 2014: Carnaval em Gouveia, de mapa e bússola na mão



Começou a ser “cozinhado” há dois anos, quando a Federação Portuguesa de Orientação decidiu atribuir a sua organização ao Clube Português de Orientação e Corrida, e vai “levantar fervura” nos quatro primeiros dias de Março. É o Portugal O' Meeting, o maior evento do calendário regular nacional de Orientação Pedestre e que apresenta como ingredientes os magníficos terrenos de Gouveia, a qualidade duma equipa organizativa com provas dadas e as duas maiores estrelas do firmamento da orientação mundial, Thierry Gueorgiou e Simone Niggli.


Para os orientistas portugueses, não é novidade nenhuma: Carnaval é no Portugal O' Meeting! É assim desde o ano 2000 e a festa está de volta uma vez mais, estendendo-se a folia aos quatro primeiros dias de Março, pela primeira vez na região da Serra da Estrela. O “namoro” do Clube Português de Orientação e Corrida com o município de Gouveia teve o seu primeiro grande momento em 2011, com a realização do I Meeting de Orientação de Gouveia, prosseguiu em 2013 com o Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre e tem este ano o seu ponto culminante com a realização da 19ª edição do Portugal O' Meeting. O número de participantes ascende a 1737 atletas de 21 países, incidindo a oferta em duas etapas de Distância Média, uma etapa de Distância Intermédia, uma etapa de Distância Longa e ainda um Sprint urbano noturno e uma etapa de Orientação de Precisão.

Projetadas em mapas e terrenos com as características ideais para a prática da modalidade, as etapas do Portugal O' Meeting 2014 distribuem-se por Vila Nova de Tázem, Arcozelo da Serra, Gouveia e Parque da Senhora dos Verdes, prometendo colocar aos participantes desafios de elevado nível técnico e onde o prazer da orientação será uma constante. Que o diga o líder do ranking mundial masculino, o francês Thierry Gueorgiou, para quem “é no Inverno que se ganham as medalhas do Verão”. E daí que não troque o Portugal O' Meeting por qualquer outro evento, nem mesmo pela própria Taça do Mundo que, precisamente nesta mesma altura, vê disputar-se na Turquia a sua ronda inaugural. E se é verdade que a elite mundial virou este ano as costas a Portugal e tanto Thierry Gueorgiou como a líder do ranking mundial feminino, a suiça Simone Niggli, são das poucas exceções à regra, não é menos verdade que o prestígio grangeado pela prova portuguesa, sobretudo nos últimos cinco anos, fez com que a procura, em termos globais, não sofresse quebras. Inclusivamente, a etapa de Orientação de Precisão do Portugal O' Meeting prepara-se para ultrapassar pela primeira vez a fasquia da centena de participantes no nosso país, com um total de 137 inscritos, entre os quais alguns dos maiores vultos mundiais desta exigente disciplina.

Mas o Portugal O' Meeting 2014 não se resume apenas aos aspetos inerentes à competição, havendo todo um programa social direta ou indiretamente ligado ao evento. A começar, desde logo, pela presença de Fernanda Ribeiro, a figura mais valiosa de sempre do Atletismo português, que empresta o seu nome ao Portugal O' Meeting 2014 a título de embaixadora. Também o banquete do evento terá por palco um dos estabelecimentos de restauração mais conhecidos e conceituados do País. E há ainda em Gouveia, para além da tradicional Feira do Queijo da Serra da Estrela, todo o programa do Carnaval da Serra, que terá no corso carnavalesco e no enterro do Entrudo os seus pontos mais altos.

Tudo bons motivos para uma visita orientada a Gouveia, ao ritmo do Carnaval. Programas para conferir em http://www.pom.pt/pt/ e http://www.cm-gouveia.pt/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido



segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

POM 2014: A ANTEVISÃO DE LUÍS SANTOS



Vem aí o mais importante evento do nosso calendário regular de Orientação. A quatro semanas do Portugal O' Meeting e numa altura em que o número de inscritos se aproxima rapidamente do milhar, fomos ao encontro de Luís Santos, o seu Diretor. Em exclusivo, a antevisão de quatro dias que prometem muita qualidade e emoção.


A última vez que o Clube Português de Orientação e Corrida organizou o Portugal O' Meeting foi em 2009. Cinco anos volvidos, quais as grandes diferenças em matéria organizativa relativamente à edição de Mora?

Luís Santos - Eu diria que estes dois eventos (POM 2009 e POM 2014) são assumidamente os pilares da vida de uma instituição desportiva como o CPOC. Todos os resultados desportivos obtidos, todos os outros momentos da vida do clube se esbatem na intensidade e no envolvimento que um evento desta natureza exige de um clube como o nosso. Os paralelismos entre o POM 2009 e o POM 2014 são muitos mas as diferenças também ficam claras entre um e o outro.

Em 2009 procurámos garantir diversidade quanto aos terrenos de prova, enquanto agora buscamos, acima de tudo, zonas de excelente qualidade, sempre com muitos elementos rochosos, embora com uma diferença que irá ser notada pelos atletas, a floresta no primeiro e terceiro dia e terreno aberto no segundo e no quarto dia. Em 2009 mobilizámos mais de 80 pessoas ao passo que agora o grupo mobiliza pouco mais de 60. Somos menos, mas o grupo está mais eficiente e unido. Em 2009 o apoio da Câmara Municipal de Mora foi decisivo para um evento de qualidade e agora, em 2014, voltamos a ter um município muito empenhado, talvez por termos criado projetos similares em que o POM acaba por ser o corolário lógico de uma aposta crescente em eventos de Orientação, cada vez mais interessantes e apelativos para todos. Finalmente, diria que em 2009 o ponto mais fraco do evento foi um jantar regional que correu mal e em 2014, apesar de ser uma área que naturalmente não dominamos, não vamos correr riscos. A escolha recaiu no conhecido Restaurante O Albertino, no Folgosinho, e a animação cultural que está a ser preparada também será uma mais valia para esse momento.

Com o processo de preparação do evento a entrar na fase decisiva, pedia-lhe que traçasse um retrato do que está feito e do que falta fazer.

L. S. - É difícil responder a esta questão sem ser demasiado exaustivo, pois há imenso trabalho a decorrer (a título de curiosidade, a minha próxima tarefa irá ser identificar os pontos marcados no terreno que não podem ser marcados com estaca, por estarem colocados em terreno rochoso). No entanto, naquilo que mais interessa aos praticantes, os mapas estão todos concluídos com exceção de um dos dois Model Event e os percursos estão todos desenhados, já foram testados e estão agora em revisão final. Parte do trabalho que agora decorre é referente a aspetos logísticos e de comunicação, onde existe um enorme empenho do Município de Gouveia, nomeadamente na preparação de uma sessão informativa / conferência de imprensa que deverá decorrer em Lisboa, no próximo dia 11 de Fevereiro.

Para um clube de Oeiras, a questão das distâncias é seguramente um problema maior. A falta dum “clube de ligação” na região obriga a um esforço redobrado por parte do CPOC, que terá, eventualmente, na Câmara Municipal de Gouveia, a sua “muleta”. Das suas palavras, infere-se que a articulação entre o CPOC e a autarquia tem decorrido da melhor forma e que falamos todos a mesma língua.

L. S. - Pessoalmente, dá-me muito mais gozo fazer mais de 600 kms para preparar um evento em terrenos desta qualidade do que fazer 40 ou 50 kms para ir a locais com pouco interesse técnico. Isto para dizer que a distância também se esbate quando fazemos as coisas com entusiasmo e dedicação. Muito desse entusiasmo é devido, naturalmente, à forma como o município de Gouveia se envolveu intensamente na preparação do evento, mas também na modalidade. A única coisa que continuamos a não conseguir é o envolvimento de associações desportivas locais.

Suponho que a autarquia terá ficado pouco agradada com a decisão da Federação Portuguesa de Orientação em negar ao CPOC e a Gouveia a atribuição duma prova pontuável para o ranking mundial em 2015.

L. S. - Na verdade, a intensidade com que a autarquia se tem envolvido na modalidade fez com que sentissem ainda mais do que nós a rejeição da nossa candidatura por parte da FPO. E creio que poderão vir a solicitar esclarecimentos diretos à Federação, embora nós lhes tenhamos comunicado os motivos apresentados pela FPO e que se prendem com a rotatividade de clubes organizadores.

Considerando a proximidade do Europeu de Palmela, sente que este POM esteja a ser vítima duma menor atenção por parte da Federação Portuguesa de Orientação do que em anteriores edições?

L. S. - Sei que a FPO tem muito com que se preocupar com os preparativos do Europeu de Abril (onde também estou envolvido como supervisor nacional), mas na minha opinião o POM 2014 e o CPOC não estão a ter grande apoio por parte da FPO: o facto de haver um evento no fim-de-semana anterior com 3 WRE's, a rejeição do WRE de 2015 e principalmente a sugestão de não considerar dois dos dias do Portugal O'Meeting como pontuáveis para a Taça de Portugal foram recebidos por nós com preocupação. Este ano é o CPOC a organizar e daremos certamente o nosso melhor, mas o POM não é algo que se deva menosprezar e é provavelmente a mais conhecida “marca” da nossa modalidade em Portugal. Há que preservá-la.

Quanto ao Europeu, não podemos esquecer que o POM 2008 no Algarve foi o menos participado dos últimos oito anos, por ter coincidido com o ano de organização do WMOC em Portugal. Este ano o Europeu é ainda mais próximo do POM (logo no mês seguinte, em Abril) e o POM não serve para preparação do Europeu - os terrenos são diferentes e os cartógrafos também -, pelo que já receávamos o impacto negativo resultante da proximidade dos dois eventos. Devo assinalar que o projeto POM 2014 se iniciou antes de ser conhecida a candidatura de Portugal à organização do Europeu deste ano. Devido à proximidade do CPOC a Palmela, poderia ter havido da nossa parte uma participação muito mais forte no Europeu, que assim se tornou impossível.

Nas duas últimas edições, o POM ganhou notoriedade por via dos seus percursos. A eleição de uma das suas etapas como percurso do ano em 2012 e 2013 implica, da parte das organizações das edições seguintes, um acréscimo de responsabilidade e redobradas atenções na preparação do evento. Como é que o CPOC recebe esta “herança”?

L. S. - Essas eleições foram bastante agradáveis para o conhecimento da qualidade organizativa dos clubes portugueses e para a mais valia do nome “Portugal O' Meeting” nos meios da Orientação internacional, mas em nada alteram a forma como o CPOC desenvolve o seu trabalho a nível técnico. O Luís Gonçalves (Sprint), o Acácio Porta Nova (Orientação de Precisão), eu (1º dia) e a Mariana Moreira (3º dia) isolados, estaremos certamente aquém da qualidade com que alguns dos traçados referidos foram desenvolvidos, mas o trabalho efetuado tem um grande envolvimento de toda a equipa, recolhendo ainda mais valias dos supervisores (António Amador e Joaquim Margarido) e também dos mais experientes do CPOC como são os casos da Vera Alvarez e do João Valente e de muitos outros através dos testes realizados. O produto final a nível de percursos que estará à disposição dos participantes irá resultar deste trabalho de conjunto. E desta vez sem as condicionantes que limitaram o Ibérico porque não há neve nos terrenos onde a prova irá decorrer, no sopé da Serra da Estrela.

Apesar do caráter coletivo que expliquei, a mais valia do trabalho técnico assenta no valor individual de dois técnicos que “cresceram” no clube e que, apesar de serem profissionais, continuam a dedicar muito ao clube. Já em 2009, o trabalho técnico assentou na qualidade dos mapas do Tiago Aires e da Raquel Costa (com a exceção do 1º dia e do sprint) e agora voltam a ser eles o suporte técnico do evento, e mais uma vez com um trabalho de grande qualidade. Para além da prospeção e seleção de terrenos, todo o trabalho cartográfico foi desenvolvido pela Raquel e pelo Tiago e o menos que posso dizer é que se trata dum trabalho notável.

A realização, na mesma data, da ronda inaugural da Taça do Mundo, em Antalya (Turquia), levaria a supôr um decréscimo drástico do índice de participação e da própria qualidade competitiva do evento. Mas nomes como os de Thierry Gueorgiou, Albin Riedefelt, David Andersson, Vilius Aleliunas ou Simone Niggli, numa altura em que o número de inscritos se aproxima rapidamente do milhar, parece não corresponder em absoluto às previsões mais pessimistas. Que leitura faz da situação e quais as expectativas quanto aos números finais?

L. S. - Bom, eu diria que, para a Federação Internacional de Orientação, o Portugal O'Meeting ou não existe ou é evento a abater. Não só foi marcado um evento da Taça do Mundo a colidir com o Portugal O'Meeting como, para minorar a “ameaça” do POM à prova da Turquia, ainda foram alteradas as regras, tornando agora obrigatória a presença dos atletas em todas as competições da Taça do Mundo para que possam classificar-se. A mais de um ano, tentámos que os turcos alterassem a data (com o conhecimento e a placidez de quem não quer resolver nada da IOF), mas por razões de tradição (dizem ter aquele evento sempre no primeiro fim de semana de Março) também não aceitaram essa possibilidade.

Diria que nos preparámos psicologicamente para uma quebra nas presenças e para números a rondar os 1200 participantes, sabendo de antemão que iria haver divisão nas maiores estrelas da Orientação Mundial entre os dois eventos. Pessoalmente, é uma enorme alegria que atletas como o Thierry Gueorgiou ou a Simone Niggli tenham optado por Portugal em detrimento da Turquia, mesmo tendo lá as suas fortes Seleções representadas. E se, efetivamente, a prova turca cativou muitos participantes pelo simples facto de ser uma prova da Taça do Mundo, os atletas de outros escalões têm estado a surgir com a mesma intensidade de outros anos no POM e creio que é já certo, a praticamente um mês do início do evento, que iremos ficar bem acima dos 1200 participantes que estabelecemos como objetivo mínimo.

Mas o POM não é apenas Orientação Pedestre. A etapa de Precisão, na tarde de domingo, promete atrair à Senhora dos Verdes todos os melhores orientistas nacionais e ainda um número interessante de orientistas de craveira mundial, casos do britânico John Kewley ou do italiano Remo Madella, por exemplo. Quer falar-nos um pouco sobre este acontecimento?

L. S. - Temos apostado nesta disciplina da Orientação, desde os primeiros tempos pela mão do Alexandre Romeiras e atualmente com o Acácio Porta Nova. Sempre foi intenção do CPOC não descurar esta interessante vertente da modalidade e a importância que concedemos a esta etapa pode constatar-se pelo facto de termos produzido um mapa exclusivamente para a Orientação de Precisão. A prova vai decorrer num espaço muito agradável, o Parque da Senhora dos Verdes, que se situa muito próximo da Arena do 2º dia do evento.

Sei que vai desejar que S. Pedro seja um dos patrocinadores da prova, como aconteceu em Mora, e sei que a Serra da Estrela, a despeito do POM, merece sempre uma visita. Mas remeteria estes assuntos para uma última palavra, convidando-o a deixar-nos as impressões finais, em jeito de voto ou de convite (ou ambos).

L. S. - Sim, seria importante poder contar com o São Pedro na edição deste ano do Portugal O'Meeting. Independentemente disso, a Serra da Estrela tem inúmeros locais de grande beleza, haja ou não neve. Atualmente, o planalto está coberto de neve, o que terá pouco impacto na prova e condicionando apenas a realização de um dos Model Event, agendado para o Vale do Rossim, precisamente para dar a conhecer o magnífico mapa que lá temos e que foi usado para o Ibérico mas que optámos por não usar no POM. Não podemos esquecer que o Carnaval de Gouveia também tem uma forte tradição e que há entidades envolvidas com a organização que permitirão proporcionar grandes momentos gastronómicos como são os casos dos restaurantes O Albertino, no Folgosinho, e do Ponte dos Cavaleiros, bem dentro do mapa do Arcozelo.



Toda a informação em http://www.pom.pt/pt/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido