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quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE ORIENTAÇÃO 2011: IMPRESSÕES (V)




Mais um ano chega ao fim e eu ainda continuo sem ser “bi” [campeã sul-americana]... he he he. Posso afirmar que fiz uma boa preparação e um óptimo treino para essa competição que sempre considerei muito importante. As minhas esperanças de conquistar o titulo quase acabaram quando descobri que Lena Eliasson viria para a competição, mas ao mesmo tempo fiquei feliz por ter uma atleta de tão alto nível competindo com nós. A sua presença é uma motivação a mais para as atletas brasileiras. Contento-me com o terceiro lugar e já pensando em dedicar-me ainda mais para chegar ao lugar mais alto do pódio no ano que vem. Em relação à organização do Campeonato Sul-Americano 2011, não esteve a contento, pois houve vários problemas que já foram citados por outros atletas, mas a área escolhida para a competição foi óptima, muito exigente do ponto de vista técnico e também físico.
Mirian Ferraz Pasturiza, 3º lugar D21E


O Campeonato Sul-Americano 2011 acabou. Não como desejei, pois trabalhei duro ao longo dos últimos meses, melhorei muito minha performance fisica, graças ao meu técnico João Albano, mas faltou-me o trabalho técnico e daí o meu resultado, o 9º lugar geral no Campeonato. Contudo estou feliz. À organização, em particular à Equipa que organizou o Campeonato Sul-Americano deste ano 2011, dou os meus parabéns. Não tenho experiência quanto a organização em eventos desse porte, porém, desde o ano de 2005 quando comecei a praticar Orientação e pela qual sou apaixonado e vivo, até hoje deu para ter um pouco de noção quanto ao assunto "organização". Todos nós, os que participámos no evento, temos algo a elogiar e algo a reclamar. De facto precisamos melhorar...

No Brasil e no Mundo, todos os serviços prestados aos clientes têm sempre no seu último processo de fabrico e exposição ao utilizador final um rigoroso trabalho de Controlo de Qualidade (CQ) que permite que o produto chegue as prateleiras quase na perfeição...Talvez esse CQ esteja faltando no processo final de entrega dos mapas aos "clientes-atletas” aqui no Brasil. Posso citar dois exemplos do factor organizacional deste Campeonato, um positivo e outro negativo. Positivo, tenho que " tirar o chapéu" ao Cartógrafo e Traçador de Percursos, pois conseguiram criar um obra de arte no terreno, um lugar super difícil, pesado, e eles conseguiram deixar perfeito, fiquei encantado. Negativo, o facto de estarmos no período de Verão em quase todo o país - na região sul, onde foi o evento, não é diferente -, com os traçados dos mapas muito duros e com desníveis considerados pesados, inclusive para as categorias Elite, faltaram-nos pontos de água. Nos percursos Médio e Longo a carência número um foi a ausência de ÁGUA, no Médio não teve ponto de água e no Longo teve um, mas alguns tiveram a sorte de chegar ao local assinalado no mapa e encontrar, outros não. Nada! De facto, houve mesmo alguns atletas que desistiram devido ao factor desidratação. Gostaria de mencionar o meu respeito aos organizadores de eventos como este que ocorreu entre os dias 08 e 11 de Dezembro de 2011 e também fazer notar que as minhas palavras descritas neste texto não sugerem o encerramento das portas a estes homens corajosos e heróis, mas tão somente evidenciar que as criticas do presente servem para um aperfeiçoamento no futuro. Enfim, acredito na Orientação do meu país.
Robson Rengifo, 9º lugar H21E


Este foi o meu primeiro Sul-Americano na categoria Elite e confesso que fiquei muito nervosa, as minhas pernas tremiam a cada partida. Posso dizer que os mapas estavam muito bons, bastante técnicos. Cometi alguns erros por falta de confiança e habilidade técnica, mas valeu a experiência, pois em cada percurso feito houve uma enorme aprendizagem que não foi só adquirida por mim, mas com certeza por todos. Foi muito gratificante fazer parte deste belíssimo evento que reúne tantas culturas e onde se falam tantas línguas. Essa troca de experiências e novas amizades que se faz é um troféu que levo para a minha vida. Sinto-me muito feliz e realizada com o resultado de 5º lugar, conquista esta graças à persistência, determinação, apoio e o incentivo de amigos e de pessoas queridas que estiveram sempre do meu lado torcendo por mim e dando-me muita força. Tal como noutros Campeonatos, este não foi perfeito. Ouvi muitas críticas e reclamações que a meu ver deverão ser analisadas e estudadas para não se repetir,em concretizando com isto a evolução deste maravilhoso desporto. Espero evoluir neste Novo Ano que se aproxima e isto desejo também a todos, com o objectivo de cada um contribuir para o desenvolvimento da Orientação no Brasil.
Elaine Lenz, 5º lugar D21E


Fazendo uma análise em termos pessoais, o percurso da estafeta era muito difícil, o que de certa forma nos dava confiança tendo em vista o nível técnico do meu trio. Terminámos em terceiro lugar, mas passámos durante a prova pelo primeiro e segundo lugar. Ficámos muito felizes, pois foi a primeira vez que o trio do Natura CO subiu ao pódio este ano. A prova de Sprint foi uma prova muito boa, de alto nível dos percursos e bom traçado mas senti dificuldades na parte física e acabei em nono lugar. Por não ter passado à final, não tive problemas com pontos repetidos. A prova de Distância Média era extremamente difícil e tive sorte de não cometer erros graves, no entanto o relevo não possibilitava a corrida e a progressão e como tenho preferência por rotas pequenas, não desviei para os caminhos. Fiquei em nono novamente. A prova de Distância Longa não era tão difícil quanto a anterior, mas apresentava um desnível muito acentuado. Infelizmente, o desgaste físico não me possibilitou completar a prova. Abandonei a mesma no ponto 8 de 26 com uma hora de percurso.

Em termos organizativos, fiz parte da organização do evento de forma indirecta, pois alguns dos atletas do meu clube foram solicitados para compor a equipe. A Cartografia estava bem, no entanto é preciso ter mais cuidado com o uso do GPS para marcar os pontos dentro da floresta. O mínimo de erro do instrumento faz com que o azimute numa área de floresta densa fique prejudicado, facto que ocorreu com o ponto da Elite masculina no WRE. Os percursos, na grande maioria, estavam além das possibilidades de cada categoria, mostrando que o Traçador tem experiência em traçar percursos para Elite. Em relação ao restante da competição, o pequeno número de organizadores fez com que faltassem acções para o bem estar dos atletas (água, lista de partidas, resultados, instalações...), porém tenho a certeza que isso será levado em consideração nas competições que ocorrerão em 2012. O Campeonato Sul-Americano mudou de local repentinamente e isto teve um custo para todos os organizadores e participantes.
Sara Weis, 11º lugar D21E



[Fotos gentilmente cedidas por António Carlos Silva, extraídas do Álbum em https://picasaweb.google.com/100370412801553008243/SulamericanoDeOrientacao201102]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE ORIENTAÇÃO 2011: IMPRESSÕES (IV)




Dum modo geral, o Campeonato Sul-Americano de Orientação 2011 correu bem e constituiu um óptimo final de ano para a Orientação Brasileira. Quanto ao meu resultado, ficou dentro das expectativas, pois fiz uma boa preparação para este Campeonato. Na prova de Sprint, sabia que seria difícil alcançar um lugar entre os três primeiros, portanto o 5º lugar assenta-me bem. Estava preparado e confiante para vencer as provas de Distância Média e de Distância Longa, mas um erro tirou-me o primeiro lugar na Média. Ainda assim fiquei feliz e parti confiante para a prova de Distância Longa onde consegui realizar, se não o melhor, um dos melhores percursos da minha vida.

Quanto à organização foi razoável, mas vários problemas tiraram o brilho da competição. Os mapas da Estafeta e da prova de Sprint continham muitas imperfeições, a final da prova de Sprint tinha dez pontos de controlo repetidos, o mapa da prova de Sprint era adaptado da ISOM, na prova de Distância Média houve um ponto mal marcado e na prova de Distância Longa faltaram pontos de água. Quanto aos aspectos positivos, destaco a escolha da área dos percursos, a elevada exigência física e técnica das provas de Distância Média e de Distância Longa, o local da estrutura muito bom e a participação de atletas estrangeiros de renome internacional, o que é excelente para o desenvolvimento do nosso desporto.
Leandro Pereira Pasturiza, Campeão Sul-Americano de Orientação 2011 (H21E)


Os percursos foram bastante técnicos e exigiram muita preparação física. Creio que os que estavam mais bem preparados fisicamente tiveram um ponto muito forte a seu favor. Pessoalmente não me apresentei muito bem pois estava bastante gripada e no último dia tive até de abandonar pois o percurso era bastante exigente em termos de desnível, mas gostei muito da parte técnica. Os únicos pontos negativos foram em relação à Estafeta, que foi em terreno muito sujo e assustou alguns atletas da "N" e a organização do Sprint pois foi muito “bagunçado”, com a partida sendo feita em direcção ao público.
Elizete Araujo, 13ª classificada D21E


Foi o meu primeiro Sul-Americano de Orientação. Já participei em algumas provas de Orientação em Portugal, inclusive uma etapa da Taça de Portugal, e vejo que os mapas do Sul-Americano tinham qualidade. Na minha opinião o local do evento deveria ter sido e sempre perto de alguma cidade que tenha Aeroporto, para que assim possam vir atletas de todos os lugares. Eu moro à 1000 quilómetros do local e precisei fazer uma viagem de 13 horas de carro, ou seja, de avião eu iria à Europa com esse tempo. Para mim em comparação com outros atletas de outros lugares, por exemplo, atletas do Rio de Janeiro, alguns vieram de autocarro e viajaram mais de 24 horas e outros vieram de avião até Porto Alegre e viajaram de carro por mais 450 quilómetros.

Faltou um pouco mais agilidade de informações dos resultados. E também na última etapa (prova de Distância Longa) faltou água no percurso. Havia água, é certo, mas no percurso e do meu ponto de vista seriam necessários mais uns dois pontos de água. A organização também deveria ter um alojamento com mais chuveiros e sanitários e num único lugar. Teria sido mais fixe por estarem a maioria dos atletas juntos, já que eram por volta dos 380 atletas. Os mapas estavam bons mas em vegetação verde claro. Havia vários caminhos no terreno, mas no mapa não constavam,tirando esse detalhe o mapa estava de óptima qualidade. Enfim, a organização está de parabéns, mas faltaram uns pormenores na logística.
Jonas Junckes, 17º lugar H21E



[Fotos gentilmente cedidas por António Carlos Silva, extraídas do Álbum em https://picasaweb.google.com/100370412801553008243/SulamericanoDeOrientacao201102]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE ORIENTAÇÃO 2011: IMPRESSÕES (III)




Apesar das dificuldades impostas pelo terreno e pelos percursos extremamente técnicos, a sensação de dever cumprido contagiou a todos. Inclusive para aqueles que foram agraciados com os belíssimos troféus e medalhas do Campeonato. Os vencedores nas categorias Homens Elite e Damas Elite foram, respectivamente, Leandro Pasturiza e Lena Eliasson. Os resultados estão disponíveis na página da Confederação Brasileira de Orientação, em .

O último dia de competição foi, também, um bom momento de confraternização. Mérito da organização, que realizou a prova numa bela estância. Frequentadores assíduos do local tiveram a oportunidade de receber explicações dos próprios atletas sobre a modalidade Orientação. Quem sabe, dali, poderão surgir novos praticantes!

Não poderíamos deixar de citar, entretanto, alguns factos que precisam de melhor avaliação, tanto por parte dos organizadores como da parte dos nossos orientistas. Os pontos destacados a seguir objectivam, tão somente, provocar uma reflexão para a melhoria dos nossos próximos eventos. Felizmente, a lista é pequena, o que indica que estamos no caminho certo.
  • A final de Sprint para as categorias Homens/Damas Elite não utilizou a pista sobre a barragem como trajecto para a Chegada. Teria sido uma óptima oportunidade para os espectadores apreciarem melhor a chegada dos atletas;
  • Alguns mapas, ou balizas, apresentaram falhas no dia 1 (Estafetas);
  • Pouca sinalização indicativa dos locais de prova;
  • A população e o comércio das cidades que sediaram o evento desconheciam a realização do Campeonato Sul-Americano de Orientação 2011;
  • Os atletas não foram avisados previamente sobre que áreas poderiam utilizar na estância (Distância Longa).
De muito positivo restou a saudade antecipada dos eventos de Orientação, já que este foi o encerramento da temporada 2011 para os brasileiros. Um ano de novas amizades, aprendizagem constante, superação de desafios e a certeza de que em 2012 teremos um pouco mais de tudo isso. E, com certeza, melhorando significativamente.




[Fotos gentilmente cedidas por António Carlos Silva, extraídas do Álbum em https://picasaweb.google.com/100370412801553008243/SulamericanoDeOrientacao201102]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE ORIENTAÇÃO 2011: IMPRESSÕES (II)




Este Sul-Americano, com toda a certeza, foi a conclusão de um grande esforço que almejava desde o Sul-Americano de 2010. No de 2011 a montagem de percursos e mapa para a Elite classifico como nota 10, pois é uma superação para qualquer atleta brasileiro encarar um percurso com uma área densa e com grande exigência técnica e principalmente física. Porém escutei muitos comentários das demais categorias que sofreram com a vegetação e exigência fisica. Um detalhe importante que percebi foi a falta de água no percurso. Adoro o clima entre os orientistas (amizade). O que eu achei que mudou dentre as competições em que participei foi que a entrega de prémios não ocorreu no horário previsto, mas os organizadores aceleraram o máximo possível para que ocorresse. No meu ponto de vista as partidas poderiam ter lugar mais cedo para que acelerasse mais ainda as cerimónias de entrega de prémios, digo isso porque muitos atletas precisam pegar a estrada após a competição. Quero finalizar dizendo que exponho a minha opinião em virtude de melhorias para os futuros Campeonatos, porém somos nós, atletas, junto com os organizadores, que faremos disto uma concretização. O Brasil tem muito a crescer neste desporto e, se de mãos dadas permanecermos, a tendência é acelerar mais ainda este crescimento.
Leticia Saltori, Vice-Campeã Sul-Americana de Orientação 2011 (D21E)


Não sou um bom crítico mas tenho que ser realista com o resultado da competição. Fiquei muito feliz com o meu resultado – primeiro lugar na prova de Sprint e terceiro lugar final -, pois não me preparei para o tipo de terreno da competição. A respeito da competição, ficou a desejar. Houve um grande erro na parte técnica, ouve erro no percurso de Distância Média WRE ponto 16 número 68. O clima estava muito quente e a organização da competição não providenciou água no percurso, o mesmo acontecendo na prova de Distância Longa. A final de Sprint tinha 10 pontos repetidos (os pontos tinham sido já colocados anteriormente na prova de Estafetas e na qualificatória do Sprint) e o Sul-Americano não atendeu a parte técnica e logística dos atletas de diversas categorias. O Brasil já realizou competições melhores que este Sul-Americano 2011.
Sidnaldo Farias Sousa, 3º lugar H21E


Infelizmente não tive uma boa impressão. Vou tentar resumir sem ser parcial. O mapa estava muito bom e a área exigiu muito dos atletas, pois as provas de Distância Média e de Distância Longa foram realizadas em áreas predominantemente verdes, ou seja, de progressão lenta. Acho que isso prejudicou boa parte dos atletas. O meu clube trouxe ao Brasil este ano David Andersson e Lena Eliasson que ficaram treinando connosco durante alguns dias no Rio de Janeiro e estes sentiram grande exigência na competição. O mais triste foi que quase todos os atletas de Elite verificaram um ponto de controlo colocado em posição errada, e o pior: foi um evento WRE. Outro facto ruim foi a pouca disposição de água no percurso em dias quentes de prova. Muitos atletas reclamaram e alguns se sentiram mal a ponto de abandonar a prova. Os percursos, além de terem sido em área de vegetação bem densa, tiveram também muito desnível e a exigência física foi muito grande ao nível de todas as categorias, especialmente das mais avançadas. Os Boletins não foram disponibilizados em tempo determinado pelas normas da IOF para eventos WRE e saíram com informações erradas, porém corrigidas. A disputa na categoria Elite Feminina foi grande pelo segundo lugar. Uma revelação, Letícia Saltori, mostrou que vem para ficar no cenário da Orientação e recebeu muitos elogios dos atletas suecos. Na Elite Masculina, o sueco David Andersson, lesionado, não esteve no Brasil para disputar o primeiro lugar, que ficou com o atleta Leandro Pasturiza novamente. Leandro é um especialista em áreas verdes e de grande exigência física. Atletas do Chile estiveram no Sul-Americano com um número significativo de crianças e jovens. Foi bastante interessante ver os novatos interagindo com os atletas suecos. No geral a prova teve um bom mapa, um bom traçado de percursos, mas erros primários como a colocação de ponto errado e que não foi considerado recurso pelo júri técnico, que nem respondeu ao protesto feito por três atletas. A estrutura logística da prova foi razoável. Gostaria de ter escrito outras palavras, mas desta vez não foi possível.
Ronaldo Almeida, 15º lugar H21E



[Fotos gentilmente cedidas por António Carlos Silva, extraídas do Álbum em https://picasaweb.google.com/100370412801553008243/SulamericanoDeOrientacao201102]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE ORIENTAÇÃO 2011: IMPRESSÕES (I)




O meu resultado foi bom. Na Estafeta, o trio formado por Vanderlei José Bortoli , Ironir Alberto Ev e eu ficámos na primeira posição na categoria H Adulto. Foquei e treinei bastante para a prova de Sprint e para a prova de Distância Média, ficando em segundo lugar no Sprint e em terceiro na Média. Já na prova de Distância Longa, cheguei bastante desgastado fisicamente depois de quatro provas e precisava manter-me concentrado e calmo durante o percurso. Eu não gosto muito de provas longas, fiquei em terceiro lugar e no segundo lugar da classificação Geral. Agradeço a todos os que me ajudaram a treinar e que torceram por mim. Sobre a Organização, foi boa mas teve pontos negativos. Na Estafeta, uma parte do mapa onde era para ser 409 estava 407 e na prova de Distância Média o ponto 16 todos os atletas erraram, alguma coisa estava errado no local ou no mapa. Também deveria ter havido mais pontos de água na prova de Distância Média e principalmente na prova de Distância Longa e várias vezes os atletas tiveram que inquirir a organização sobre assuntos de ordem vária. Isto perturba totalmente a concentração do atleta. O traçado dos percursos estavam muito bom e as áreas de competição também eram muito boas. Termino desejando um Feliz Natal e um Feliz 2012 a todos os orientistas e à minha namorada e orientista da categoria D20E pelo amor que sinto por ela estar ao meu lado este ano.
Cléber Baratto Vidal, Vice-Campeão Sul-Americano de Orientação 2011 (H21E)


Considero que os mapas estavam num nível técnico muito bom e os percursos foram traçados com uma variedade grande de rotas, o que desenvolve o sentido de decisão do atleta. Infelizmente alguns pontos da organização deixaram a desejar, como podemos citar: o croqui de acesso e o fraco balizamento para a chegada nos locais dos eventos; a falta de limpeza dos sanitários; a falta de segurança devido ao trânsito em estradas que cruzavam o percurso de Sprint; a demora e a ausência das listas de partida e resultados, seja no local da prova seja na Internet. Como em qualquer grande evento organizado, existem pontos altos e baixos, mas que estas críticas não sejam encaradas negativamente, mas que sejam apenas para colaborar com a evolução da nossa Orientação brasileira!
Guilherme Ressel Flores, 16º lugar H21E


Em minha opinião, este Sul-Americano deixou a desejar em aspectos essenciais como a água no percurso (na prova de Distância Média, pelo menos no mapa de Elite, não estava mencionado o local de ponto de água no mapa e para agravar não estava em ponto algum do nosso percurso e na prova de Distância Longa muitos não conseguiram localizar o ponto de água ou a água já tinha terminado para os últimos), menores de idade trabalhando na tarefa de distribuição de água por longos períodos e ponto errado na prova de Distância Média. Acho indispensável o mapa ser inédito para os atletas como CamBOr e Sul-Americano. No restante, dou os meus parabéns à organização.
Fábio Kuczkoski, 11º lugar H21E


A competição do Sul-Americano de 2011 na cidade de Santana do Livramento RS, esteve bem mas longe daquilo que deveria estar. Na prova de Sprint prevaleceu muito a condição física, devido à Final ser feita na mesma área da Qualificatória e com muitos pontos que já tinham sido usados na manhã, e esta área poderia ser melhor aproveitada faltando um pouco mais de atenção do traçador de percurso e do cartógrafo que pecou em detalhes. A prova de Distância Média teve lugar numa área bastante pesada e quanto a isto não há nada a dizer, pois a diversidade do terreno faz parte da Orientação. O que não pode acontecer é vermos muitos atletas reclamando devido a um ponto errado. O mapa era muito pobre, principalmente no detalhe das curvas de nível, com algumas distâncias distorcidas, mas o traçado de percursos estava bom. A prova de Distância Longa teve lugar numa área de vegetação nativa bastante pesada também, mas acho que foi o melhor dia, onde tivemos um bom traçado dos percursos e poucos problemas verificados no mapa, o que deu mais lealdade ao resultado da competição.

Pois bem, visto que 2011 está a terminar e o calendário de actividades orientistas no Brasil encerrou com o Sul-Americano realizado neste final de semana, podemos dizer que tivémos um ano com muitas actividades, tanto em competições militares como nas do calendário da Confederação Brasileira de Orientação. Nós, atletas, desenvolvemo-nos muito quando podemos participar em competições importantes como as que participámos com a equipa militar do Brasil aí em Portugal no mês de Março deste ano, e com isso ficamos mais exigentes e cobramos mais dos nossos dirigentes para que possamos ter competições aqui no Brasil com o mesmo nível das que são levadas a cabo na Europa. E sabemos que o podemos fazer, como já foi feito aqui por pessoas que estavam neste grupo e que, quando organizam, o fazem com a qualidade que se espera. Infelizmente temos aqui no Brasil muitos egos, paradigmas, que as pessoas precisam deixar de lado e pensar não apenas em si, mas em prol da Orientação. Sou amante deste desporto há mais de doze anos e farei tudo o que estiver ao meu alcance para que possamos melhorar cada vez mais.
Gilson Schropfer, 8º lugar H21E



[Fotos gentilmente cedidas por António Carlos Silva, extraídas do Álbum em https://picasaweb.google.com/100370412801553008243/SulamericanoDeOrientacao201102]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

domingo, 11 de dezembro de 2011

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE ORIENTAÇÃO 2011: TÍTULOS PARA LEANDRO PEREIRA PASTURIZA E LENA ELIASSON




A história como que se repetiu. Leandro Pereira Pasturiza alcançou pela quinta vez o título de Campeão Sul-Americano de Orientação, ao levar de vencida a derradeira prova da competição. No sector feminino, Lena Eliasson não fez por menos e somou três vitórias nas três provas disputadas.


Foi mais uma vitória arrancada a ferros, a de Leandro Pereira Pasturiza, na derradeira etapa do XIV Campeonato Sul-Americano de Orientação. O atleta do Clube de Orientação San Marti partia para a prova de Distância Longa na quarta posição e não dependia apenas de si, já que a Sidnaldo Farias de Sousa (Kaapora CO) ou a Vanderlei José Bortoli (COS) bastaria o segundo lugar para alcançarem, pela primeira vez, o título mais desejado, o de Campeão Sul-Americano de Orientação. A verdade é que Leandro Pasturiza fez o que lhe competia, vencendo a prova na distância de 9.100 metros (29 pontos de controlo, 380 metros de desnível) em 1:24:01 e deixando atrás de si, nas segunda e terceira posições, Ironir Alberto Ev (COS) e Cleber Baratto Vidal (Natura CO) – campeão sul-americano em 2009 - a 8:57 e 14:47 de diferença, respectivamente. Sidnaldo Sousa não foi além da sexta posição, a 22:43 de Pasturiza, enquanto Vanderlei Bortoli se quedava mais atrás ainda, no 8º lugar, a 24:42 do vencedor. Contas feitas, Leandro Pasturiza volta a arrecadar o título pela quinta vez nos últimos sete anos, com um total de 109 pontos. Na segunda posição, com 107 pontos, classificou-se Cleber Baratto Vidal, enquanto o terceiro posto foi para Sidnaldo farias Sousa, com 104 pontos.

No sector feminino, Lena Eliasson (Suécia) voltou a não dar hipóteses à concorrência, cumprindo os 6.500 metros do seu percurso (13 pontos de controlo, 230 metros de desnível) em 1:15:39. A segunda classificada, Letícia Silva Saltori (CO Gralha Azul), quedou-se a distantes 17:54 da vencedora, enquanto o terceiro lugar coube a Tânia de Carvalho, a vencedora da competição no ano transacto, com um registo de 1:44:55. Ao fazer o pleno de vitórias, Lena Eliasson arrecadou um total de 120 pontos e sagrou-se Campeã Sul-Americana de Orientação 2011, quebrando um ciclo de quatro vitórias de outras tantas atletas brasileiras (a finlandesa Sofia Olsson, em 2006, havia sido a última atleta europeia a vencer a competição). Letícia Saltori viria a ser uma brilhante vice-campeã, com um total de 107 pontos, contra os 105 pontos de Mirian Ferraz Pasturiza, terceira classificada.

Consulte os resultados completos desta derradeira etapa em http://www.helga-o.com/webres/index.php?lauf=186&year=0&country= e veja AQUI o escalonamento final do XIV Campeonato Sul-Americano de Orientação.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE ORIENTAÇÃO 2011: LUTA ACESA PELO TÍTULO DE ELITE MASCULINA




O Campeonato Sul-Americano de Orientação entra na recta final e a luta pelo título masculino está mais acesa do que nunca. A prova de Distância Média ditou Vanderlei José Bortoli como o grande vencedor, sendo agora quatro os atletas com aspirações à vitória final. No sector feminino, a sueca Lena Eliasson continua a não deixar os seus créditos por mãos alheias e, uma vez mais, foi a grande vencedora.


Toca da Raposa, em Santana do Livramento, assistiu à segunda etapa do XIV Campeonato Sul-Americano de Orientação. A prova de Distância Média foi disputada por 380 orientistas, distribuídos por 68 escalões de competição e um escalão aberto. De acordo com o blogue “Orientista em Rota” - http://orientistaemrota.blogspot.com/ -, do amigo António Carlos Silva, a prova teve lugar “num terreno bem movimentado e com vegetação fechada”, no qual os “atletas tiveram que aplicar bem todas as técnicas da Orientação”. No artigo pode ler-se ainda que “a linha de chegada foi ultrapassada por atletas extenuados, mas sabedores de que os percursos apresentaram alto grau de dificuldade.”

No sector feminino, Lena Eliasson (Suécia) voltou a evidenciar toda a sua qualidade e venceu com relativa facilidade, cumprindo o percurso de 4.200 metros (13 pontos de controlo, 160 metros de desnível) em 54:17. Com mais 3:59, na segunda posição, classificou-se Mirian Ferraz Pasturiza (COSAM), ao passo que Tânia De Carvalho (COUFRJ) fechou o pódio na terceira posição com o tempo de 1:05:37. A pontuação do Campeonato Sul-Americano de Orientação 2011 dá um reforço da liderança a Lena Eliasson, ao passo que Mirian Ferraz Pasturiza e Letícia Da Silva Saltori seguem nas posições imediatas, separadas entre si por dois escassos pontos.

Quanto à prova masculina, Vanderlei José Bortoli (COS) foi o grande vencedor, ao concluir o seu percurso de 4.600 metros (31 pontos de controlo, 220 metros de desnível) em 48:03, menos 1:06 que o segundo classificado, Leandro Pereira Pasturiza (COSAM). Cleber Baratto Vidal, com um registo de 51:47, foi o terceiro classificado, enquanto Sidnaldo Farias Sousa, o vencedor da prova de Sprint disputada na véspera, concluiu na quarta posição, a 4:19 do vencedor. Contas feitas, são precisamente estes quatro atletas que se encontram a um passo da vitória, com Leandro Pereira Pasturiza a ter, aparentemente, a tarefa mais complicada, já que quatro pontos o separam dos líderes, Sidnaldo Farias Sousa e Vanderlei José Bortoli. Mas se recordarmos a enorme “cambalhota” que a última etapa do Sul-Americano 2010 provocou nas classificações, conferindo a Pasturiza uma tão saborosa quanto inesperada vitória, é tempo de afirmar que... prognósticos só mesmo no final.

Resultados completos da prova de Distância Média em http://www.helga-o.com/webres/index.php?lauf=183&year=0&country=.



[Fotos gentilmente cedidas por António Carlos Silva, extraídas do Álbum em https://picasaweb.google.com/100370412801553008243/SulamericanoDeOrientacao201102]


Saudações orientistas e... boas rotas!

JOAQUIM MARGARIDO

sábado, 10 de dezembro de 2011

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE ORIENTAÇÃO 2011: SIDNALDO FARIAS SOUSA E LENA ELIASSON SPRINTARAM PARA A VITÓRIA




Prosseguiu o XIV Campeonato Sul-Americano de Orientação 2011, com a prova de Sprint a ter lugar no dia de ontem, em Rivera. Nos escalões principais, Sidnaldo Farias Sousa (Kaapora CO) e Lena Eliasson (Suécia) alcançaram vitórias por margens confortáveis.


No segundo dia do Campeonato Sul-Americano de Orientação, a caravana orientista regressou de novo a Rivera onde, na véspera, tinha arrancado o evento com a prova de Estafetas. A prova de Sprint marcou o arranque da competição propriamente dita, uma vez que os vencedores são encontrados pelo somatório de pontos alcançados em três etapas (Sprint, Distância Média e Distância Longa).

Recorrendo às palavras de António Carlos Silva, no seu excelente Orientista em Rota, “pela manhã houve a seletiva na qual os 12 primeiros homens e as 7 primeiras damas se classificaram para uma emocionante disputa que ocorreria à tarde.” A tarde foi recheada de emoções fortes, com a vitória em muitos dos escalões a ser disputada até ao último segundo. No escalão H21Elite, Sidnaldo Farias Sousa (Kaapora CO) concluiu o percurso de 3100 metros (23 pontos de controlo, 90 metros de desnível) em 16:08 e com uma vantagem praticamente de um minuto sobre o segundo classificado, Cleber Baratto Vidal (Natura CO). Ronaldo André dos Santos (FORJ) e Vanderlei José Bortoli (COS) travaram intenso duelo pelo lugar mais baixo do pódio, com a vantagem a sorrir a Santos por escassos dois segundos. No quinto lugar classificou-se o vencedor da anterior edição do Sul-Americano, Leandro Pereira Pasturiza (COSAM). Grande favorito à vitória, o sueco David Andersson não foi além do 16º lugar, a distantes 3:44 do vencedor.


Lena Eliasson vence e convence

Em Damas Elite, a sueca Lena Eliasson não deixou os seus créditos por mãos alheias e mostrou o porquê de ter sido medalha de bronze na final de Sprint do Campeonato do Mundo WOC 2011 e de ser actualmente a nº 6 do Mundo. Eliasson cumpriu os 2600 metros do seu percurso (21 pontos de controlo, 70 metros de desnível) em 16:18, deixando a segunda classificada, Leticia da Silva Saltori (COGA) a mais de cinco minutos de diferença. Mirian Ferraz Pasturiza (COSAM) fechou o pódio com o tempo de 22:34. Referência para as vitórias alcançadas pelos atletas chilenos do TAGUA TAGUA em dez escalões de competição e ainda para o português José Pires (CPOC), 4º classificado no escalão H50A com o tempo de 23:38, a 3:26 do vencedor, o brasileiro Paulo França Silva (COCAPRI).

Numa apreciação sucinta à forma como decorreu este segundo dia do Campeonato Sul-Americano de Orientação, António Carlos Silva refere que, “ao contrário do dia anterior, os percursos propiciaram muita velocidade e exigiram grande concentração na tomada de decisões.” Encerrada a “fase uruguaia” do evento, os Campeonatos prosseguem hoje e amanhã em Santana do Livramento, já em solo brasileiro. Tudo para acompanhar em http://orientistaemrota.blogspot.com/ ou aqui, no seu Orientovar.




[Fotos gentilmente cedidas por António Carlos Silva, extraídas do Álbum em https://picasaweb.google.com/100370412801553008243/SulamericanoDeOrientacao201102]


Saudações orientistas e... boas rotas!

JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

CAMPEONATO SUL-AMERICANO DE ORIENTAÇÃO 2011: A FESTA JÁ COMEÇOU!




Teve ontem início o último grande evento do ano, no que à Orientação brasileira diz respeito. Até ao próximo domingo, Santana do Livramento será a sede do Campeonato Sul-Americano de Orientação 2011, competição que aqui acompanharemos numa parceria com o blogue “Orientista em Rota”, do nosso grande amigo António Carlos Silva.


Depois de ter recebido, no primeiro fim de semana de Junho, a segunda etapa do CamBOr – Campeonato Brasileiro de Orientação 2011, Santana do Livramento volta a ser palco duma grande competição de Orientação. Trata-se do XIV Campeonato Sul-Americano de Orientação que desde ontem decorre naquela região sul do Brasil, e se estende até ao próximo domingo.

Organizado pelo COFRON – Clube de Orientação da Fronteira, CSO – Confederação Sul-Americana de Orientação, CBO – Confederação Brasileira de Orientação e FGO – Federação Gaúcha de Orientação, o Campeonato Sul-Americano de Orientação 2011 é composto por uma prova de Estafetas, uma prova de Sprint (qualificatórias e final), uma prova de Distância Média WRE (pontuável para o ranking mundial) e uma prova de Distância Longa, disputadas por esta ordem ao longo dos quatro dias de duração do evento.


Lena Eliasson e David Andersson, as estrelas do evento

Com Edson dos Santos Azevedo na Direcção Geral e tendo Dejair Barreto Silva como Supervisor IOF, o evento conta com uma participação superior a quatro centenas de atletas, distribuídos por 71 escalões. Destes, o particular destaque vai para Lena Eliasson, 6ª classificada do ranking mundial feminino e David Andersson, 29º classificado do ranking mundial masculino, ambos da Suécia e, inquestionavelmente, as grandes estrelas da prova. É com estas duas figuras que todos os grandes orientistas brasileiros de Elite se irão bater, a começar por Tânia Carvalho e Leandro Pasturiza, vencedores da anterior edição do evento, e seguindo com nomes como os de Mirian Ferraz Pasturiza e Gilmar Stefler, Sônia de Conti e Juscelino Karnikowski ou Sara Weis e Cleber Baratto Vidal. Presentes ainda cinco atletas argentinos em representação da ADORA – Associação de Orientação da República da Argentina, trinta e sete chilenos do clube Tagua Tagua, um atleta uruguaio, o português José Pires (CPOC) e ainda um dos pais da Orientação um pouco por todo o lado – inclusive em Portugal (!) -, o sueco Peo Bengtsson.

Já ontem, no mapa de Rivera - do outro lado da fronteira, no vizinho Uruguai - teve lugar a prova de Estafetas a qual, de acordo com as palavras de António Carlos Silva, no seu blogue “Orientista em Rota” - http://orientistaemrota.blogspot.com/ -, “surpreendeu grande parte dos atletas”, uma vez que “os percursos foram maiores e a vegetação apresentou dificuldade para ser transposta”. O autor do artigo acrescenta que “alguns aspectos observados devem ser discutidos em uma outra oportunidade, para que não fiquem no esquecimento ou venham a ocorrer novamente”, mas faz questão de referir que “agora é hora de homenagear os vitoriosos atletas que enfrentaram o desafio.”



Acompanhe o XIV Campeonato Sul-Americano de Orientação em http://orientistaemrota.blogspot.com/ ou aqui, no seu Orientovar.

[Fotos gentilmente cedidas por António Carlos Silva, extraídas do seu Álbum em https://picasaweb.google.com/100370412801553008243/SulamericanoDeOrientacao201102]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO