segunda-feira, 30 de novembro de 2015

25 Anos FPO: Núcleo Associativo de Santo Tirso



Numa altura em que festejamos os 25 anos da FPO, qual a palavra que de imediato lhe vem à mente?

Pinto André (P. A.) - Jovialidade. Depois de um quarto de século no desenvolvimento desportivo nacional, em que se aglutinaram praticantes de todas as idades, um pouco por todo o território nacional, proporcionando uma constante troca de experiências e convívio entre gerações, é de parabenizar a FPO pelo esforço dos seus dirigentes e clubes associados por conseguir tal objectivo. Nota-se vitalidade nos diferentes agentes que nos permite vislumbrar um futuro promissor de grandes êxitos.

Qual a “dívida” que o NAST tem para com a Federação em matéria do seu aparecimento e desenvolvimento?

P. A. - Em virtude do encerramento de atividade do TST, vimo-nos forçados a procurar alternativas para dar continuidade ao projecto que delineamos desde o ano de 2000. Deparamo-nos com várias alternativas, alterar os estatutos do TST; criar um clube novo só com a modalidade de Orientação; associarmo-nos ao NAST – Núcleo Associativo de Santo Tirso – que promove diversas atividades de “Ar Livre”. Depois de alguma discussão e algum tempo de maturação das diferentes alternativas, optamos por nos associar ao NAST, cujos órgão sociais nos receberam de braços abertos, garantindo-nos todo o apoio possível, mais a nível de recursos humanos, uma vez que o clube não possui grandes recursos materiais e financeiros, dada a sua jovialidade, foi fundado em Janeiro de 2013. Neste processo tivemos sempre o apoio da FPO, prestando-nos toda a colaboração solicitada, facultando-nos todo o material de filiação, como se se tratasse de um clube já associado, pois fomos dispensados do pagamento de taxas de mudanças de clube. Como sempre, a FPO esteve ao nível daquilo a que nos habituou. Aproveitamos para manifestar o nosso agradecimento à FPO e seus técnicos, assim como a todos os clubes associados que sempre manifestaram simpatia e compreensão à nossa mudança.

Como definiria o NAST neste momento?

P. A. - O NAST é um clube jovem, nascido em 16 de Janeiro de 2013, com dirigentes jovens, dinâmicos e ansiosos por desenvolver as diferentes atividades associadas: Ciclismo, BTT, Trail e, agora, Orientação. É um bom principio. Tem no seu “menu”, a nível de organização de provas, o STUT – Santo Tirso Ultra Trail, 2ª edição, a realizar no dia 14 de Fevereiro de 2016; a Maratona de BTT, 3ª edição, no mês de Setembro de 2016. Quanto à Orientação, além das provas locais que continuamos a organizar, estamos a preparar-nos para nos candidatarmos à organização de uma prova Corrida de Aventura, aproveitando as condições naturais que o Concelho de Santo Tirso nos oferece, talvez para 2016, mas o mais certo será para 2017, e uma prova de Orientação Pedestre da Taça de Portugal a realizar em 2017/2018. A apresentação destas candidaturas está condicionada pela formação técnica de alguns jovens atletas de Orientação, em algumas tarefas específicas que esperamos que sejam resolvidas a curto prazo. Podemos afirmar que a “juventude” apresenta potencialidades para acreditarmos que temos futuro.

Como vê o atual estado da Orientação em Portugal?

P. A. - Como sabemos, a Orientação esteve no “top” de novidades desportivas a nível nacional, tornando-se numa modalidade em franco crescimento. Mas a “Troika” desmoralizou todo o processo, pondo em risco a sua evolução. De qualquer forma continuamos a acreditar que é possível crescer, bastando observar a paciência, abnegação, dedicação e voluntariado de todos os agentes desportivos ligados à modalidade. Pelo NAST não desistimos. A Luta continua.

Três ideias breves para três tópicos muito concretos: Comunicação, Desporto Escolar e Provas Locais.

P. A. - Comunicação - Nos tempos que correm, as novas tecnologias de comunicação/informação são uma mais valia para o desenvolvimento desportivo nacional e para a Orientação em particular. A facilidade de chegar a todos é hoje muito rápida e eficaz. Será, com certeza, uma potencialidade a ser aproveitada por todos os agentes.

Desporto Escolar - O Desporto Escolar, continua a ser uma base de prática desportiva de onde poderão surgir novos talentos desportivos que, num futuro próximo, venham a engrossar a nossa modalidade. Santo Tirso continua com a Orientação no Desporto Escolar, contando com o apoio do NAST.

Provas Locais - As provas locais têm sido, para nós, uma oportunidade de divulgação da modalidade, assim como uma oportunidade de formação dos nosso atletas a nível técnico e organizativo. Consideramos as provas locais uma aposta ganha, devido à sua informalidade, fica ao critério dos organizadores a sua implementação. O Dia Nacional da Orientação é disso um exemplo.

Um desejo neste soprar das 25 velas.

P. A. - Venham mais 25 velas…


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

domingo, 29 de novembro de 2015

25 Anos FPO: Clube de Orientação do Alto-Alentejo




Numa altura em que festejamos os 25 anos da FPO, qual a palavra que de imediato lhe vem à mente?

João Real (J. R.) - Felicidades. Felicidades por estes 25 anos.

Qual a “dívida” que o COAAL tem para com a Federação em matéria do seu aparecimento e desenvolvimento?

J. R. - A dívida principal que eu vejo serão as amizades que se têm feito ao longo deste tempo em que andamos na Orientação, o conhecimento da modalidade, o fugir da rotina do dia a dia, cada prova é uma prova, a natureza, o ar puro. O COAAL é um clube pequeno, começou com meia dúzia a fazer provas e entretanto já aumentámos para o dobro, principalmente nos escalões secundários, pois os conhecimentos ainda são poucos. Na altura em que foi fundado, o clube era muito ativo no seio militar, nomeadamente em Estremoz, mas neste momento os militares já são menos e começam a aparecer civis bastante interessados.

Como definiria o COAAL neste momento?

J. R. - O COAAL neste momento está a crescer, está a ter mais interessados na modalidade, está a ter mais atletas federados e assíduos nas provas. O maior feito para o COAAL é, ao longo destes anos, perceber todo o esforço, dedicação e empenho dos seus atletas, independentemente da classificação ou escalão. O que importa é a participação. Iniciativas, continuamos a promover junto das escolas com o Ori-Escolas e levamos a cabo treinos de preparação e ações de divulgação.

Como vê o atual estado da Orientação em Portugal?

J. R. - A Orientação em Portugal está a perder aderentes. A Federação deverá tomar medidas nesse ponto pois o que interessa é crescer, aumentando o número de participantes e dando-lhes as merecidas condições.

Três ideais breves para três tópicos muito concretos: Comunicação, Desporto Escolar e Provas Locais.

J. R. - Comunicação - Deveria de haver mais divulgação da modalidade, pois quando se fala em Orientação há ainda muita gente que mostra pouco conhecimento, apesar de haver o Magazine OTV que é uma excelente ajuda na divulgação.

Desporto Escolar - A Orientação no Desporto Escolar deveria ser a nível nacional, pois era uma grande ajuda para que todos os jovens tivessem contato com a modalidade.

Provas Locais - É pena terem pouca aderência pois são poucas e penso que precisamente por esse motivo têm tão pouco participação.

Um desejo neste soprar das 25 velas.

J. R. - Que a Orientação comece a crescer.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sábado, 28 de novembro de 2015

25 Anos FPO: Clube Ibérico de Montanhismo e Orientação




Numa altura em que festejamos os 25 anos da FPO, qual a palavra que de imediato lhe vem à mente?

Isaú Alves (I. A.) - Juventude com maturidade. Porque 25 anos é pouco em termos temporais, mas tem-se conseguido muito no que se refere a organização, qualidade dos eventos, formação e evolução da modalidade.

Qual a “dívida” que o CIMO tem para com a Federação em matéria do seu aparecimento e desenvolvimento?

I. A. - O CIMO pertence ao núcleo dos fundadores da nossa Federação, sendo o sócio nº 3 ( os nº 1 e 2 já não existem). O clube oficialmente nasceu em 1992, reunindo um vasto grupo de atletas, muitos deles militares, alguns mais interessados no Montanhismo e outros na Orientação. Muitos clubes surgiram após os seus fundadores terem passado primeiro pelo CIMO e posteriormente decidido constituir novas associações mais próximo das suas residências. Ao longo da sua existência, este clube já organizou próximo de duas dezenas de troféus de Orientação, incluindo dois Portugal O' Meeting, bem como dezenas de provas de caráter local. No âmbito da cartografia, o CIMO apresentou desde o início da modalidade vários técnicos que têm contribuído para o elevado nível nesse âmbito, sendo reconhecidos em Portugal e no estrangeiro. O clube dispõe também de um imenso espólio em áreas cartografadas, que têm sido disponibilizadas para outros parceiros desportivos, incluindo o Desporto Escolar e as Forças Armadas.

Como definiria o CIMO neste momento?

I. A. - Atualmente o CIMO sofre da conjuntura sócio-económica e da perda de valores associativos da nossa sociedade, com especial relevância no contexto jovem. Sentimos uma crise de aparecimento de novos atletas e dirigentes. As autarquias e o Estado Central reduzem o seu apoio às associações e clubes, privilegiando as empresas de animação turística. Aos dirigentes e aos técnicos dos clubes são exigidas responsabilidades de formação e de organização, que em geral são suportadas por eles próprios, devido à debilidade financeira dos clubes. O trabalho associativo é feito especialmente pelos poucos resistentes mais velhos. Após o POM de 2008, organizámos em 2014 uma prova da Taça de Portugal no Cabo Espichel e neste ano de 2015, outra, em Proença-a-Nova. Atualmente temos um reduzido número de atletas em competição e não temos qualquer organização prevista para breve. Enfim, estamos em crise!

Como vê o atual estado da Orientação em Portugal?

I. A. - A Orientação em Portugal parece-nos estar também a refletir a crise que a nossa sociedade atravessa. Os apoios estatais são reduzidos, as autarquias também não podem apoiar, muitos clubes não têm meios financeiros para desenvolver as suas atividades, nem propor novas organizações. O Desporto Escolar, primeiro fornecedor de atletas aos clubes, está cada vez mais estrangulado financeiramente e além disso desmotivando a adesão dos professores, sobrecarregados com imensas burocracias. As exigências pela organização dos eventos são cada vez  mais rigorosas. As avaliações das provas são talvez algo exageradas, desmotivando os pequenos clubes, que se vêem confrontados com imenso trabalho, sem retorno financeiro e pouco reconhecidos no seu esforço. Cada vez temos menos atletas nas provas. As deslocações são muito dispendiosas. Aparecem outras ofertas de lazer mais atrativas para o praticante, que prefere rumar a outros destinos, em vez de se deslocar por vezes a centenas de quilómetros, para ir fazer uma prova que se prevê ter uma duração muito reduzida. Os clubes com alguma capacidade financeira são os que rotativamente vão organizando os POMs, que é a única prova que dá alguma receita significativa. Parece-nos que teremos que debater a situação da Orientação em Portugal, pois de contrário iremos ter três ou quatro clubes a organizar provas quase só para os seus atletas.

Três ideias breves para três tópicos muito concretos: Comunicação, Desporto Escolar e Provas Locais.

I. A. - Comunicação – Necessária mais abertura e diálogo construtivo.

Desporto Escolar – É preciso apostar em políticas de saúde para a nossa população, que incluirão a valorização da educação física e do desporto escolar no nosso sistema de ensino público.

Provas locais – Para serem relevantes e captarem praticantes, têm que estar apoiadas no desenvolvimento do Desporto Escolar e na valorização da prática associativa.

Um desejo neste soprar das 25 velas.

I. A. - Desejo que se inverta a situação atual e que, daqui a cinco anos, no 30º aniversário, tenhamos recuperado dos números de praticantes perdidos nos últimos cinco anos.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

25 Anos FPO: Núcleo de Aventura e Desporto de Albergaria dos Doze




Numa altura em que festejamos os 25 anos da FPO, qual a palavra que de imediato lhe vem à mente?

Jorge Gaspar (J. G.) - “Já”. Pois é, o tempo passa rápido e, apesar de não ter 25 anos ligado a Orientação, já tenho mais de 20 anos, e tudo passou muito depressa.

Qual a "dívida" que o N.A.D.A. tem para com a Federação em matéria do seu aparecimento e desenvolvimento?

J. G. - O N.A.D.A. - Núcleo de Aventura e Desporto de Albergaria dos Doze foi fundado em 11 de Outubro de 1996 com o principal objectivo de promover, divulgar e praticar actividades de desporto, aventura e lazer. Esta associação surgiu no seguimento das ideias de um grupo de amigos que sentia a necessidade de criar alternativas ao desporto rei (futebol), única modalidade praticada na altura em Albergaria dos Doze. Quando o N.A.D.A. surgiu algumas modalidades começaram a ser praticadas/divulgadas por este núcleo, o BTT, os Carros de Rolamentos, a Pesca, o Rally, o Tiro ao Prato, a Canoagem, o Paint Ball, as Actividades com Cordas, os Jogos Populares, o Cicloturismo e a Orientação, estas foram e são algumas das actividades que os Albergarienses passaram a ter ao seu dispor. A Orientação continua a ser a única modalidade de competição em que somos federados, e onde alcançamos alguns resultados interessantes, nomeadamente alguns títulos de Clube Campeão e Vice-campeão Nacional de Orientação em BTT quer em seniores quer em veteranos. A juntar a estes resultados o N,A.D.A. também tem alguns resultados a nível individual bastante interessantes e ainda algumas internacionalizações de atletas. Tem sido através dos resultados alcançados sobre tudo na Orientação em BTT, e através dos eventos organizados que temos conseguido alguma projecção e reconhecimento a nível nacional, por isso podemos dizer que esta é a principal “divida” do N.A.D.A. à Orientação.

Como definiria o N.A.D.A. neste momento?(por favor, exemplifique com alguns feitos alcançados em 2015 e com iniciativas relevantes agendadas já para 2016 e 2017)

J. G. - O N.A.D.A. é um clube de aldeia, no lote de todos os atletas que passaram pelo clube cerca de 90% são residentes em Albergaria dos Doze. Neste momento um grande motivo de orgulho é ter atletas Albergienses a representar as cores da nossa selecção de Ori BTT, quer em seniores quer em jovens. Quanto ao futuro a nível organizativo na Orientação o N.A.D.A. não se candidatou para os próximos anos a nenhum evento de nível nacional, porque entendemos que nos deveríamos focar nos próximos tempos num projecto que temos em mãos, o Parque de Aventura e Lazer de Albergaria dos Doze, esse sim é o principal objectivo dos próximos anos.

Como vê o atual estado da Orientação em Portugal?

J. G. - Se por um lado os eventos internacionais realizados em Portugal estão de saúde e recomendam-se, também é sabido que os eventos de âmbito nacional têm pedido muitos atletas, á 7/8 anos atrás tínhamos eventos com muitos participantes desde então ano após ano somos cada vez menos. Temos de repensar o quadro competitivo nacional, provavelmente temos de voltar em força as provas regionais, parece-me que é por que temos de caminhar para ver novamente a orientação portuguesa crescer.

Três ideias breves para três tópicos muito concretos: Comunicação, Desporto Escolar e
Provas Locais.

J. G. - Comunicação: É a base, se não comunicamos ficamos isolados de tudo e de todos, tem de se apostar forte na comunicação para atrair novos praticantes.

Desporto Escolar: Importantíssimo para incutir o bichinho e o gosto pela modalidade.

Provas Locais: É o futuro, se não voltarmos às provas locais/regionais a modalidade vai continuar a perder atletas, temos de criar um quadro competitivo de âmbito regional alargado para ter um quadro competitivo nacional forte, estável e participado.

Um desejo neste soprar das 25 velas.

J. G. - Qualidade nos eventos já temos, só falta mesmo é os participantes, portanto o meu desejo é
que o número de atletas aumente significativamente, caso contrário …


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Orientovar sopra oito velas: O Adeus às Armas!


Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”
II Timóteo 4:07


No dia em que o Orientovar completa oito anos de vida, pareceu-me apropriado refletir sobre a frase do apóstolo Paulo na segunda carta a Timóteo. Fica claro que o combate de Paulo não é literalmente uma batalha, uma guerra, mas uma imagem que descreve a vida do cristão, o seu comportamento sobretudo em relação a perseverar na fé. A vida do cristão é feita de escolhas e a liberdade que lhe é dada faz com que seja dele a opção sobre o caminho a tomar. Esse processo, designa-o Paulo por “combate”. O resultado final ditará se se trata dum “bom” ou “mau” combate. Mas será que não acontece o mesmo com a Orientação?

Durante os últimos oito anos, a vida do Orientovar foi uma vida de combate. Um combate que chega agora ao fim. A decisão foi devidamente ponderada e está tomada. As 3207 mensagens postadas ao longo dos últimos 2923 dias são reveladoras do que foram oito anos deste combate. É chegado finalmente o momento de contemplar a obra com o devido distanciamento, rever os milhares de horas de trabalho em prol da modalidade e conseguir perceber nelas um modesto contributo para a coleção de factos e feitos que marcaram, indelevelmente, o mais importante período da história da Orientação em Portugal. Daí, com uma pontinha de orgulho, considerar que “combati o bom combate”.

O Orientovar ainda irá permanecer ativo durante algum tempo mais. Há momentos que importa recordar, há amigos que não posso esquecer. Há, sobretudo, bastante trabalho ainda “enfileirado” e que será partilhado nos próximos dias, levando-nos até essa data histórica que é o 19 de Dezembro de 2015, dia em que a Federação Portuguesa de Orientação soprará as suas primeiras 25 velas. Depois disso, serenamente, o Orientovar deixará de respirar. Acabará a carreira. Mas guardará a fé!


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Raid Aventura de Idanha 2015: Triunfos de Los Martinez - Tierra Trágame e dos irmãos Marques na derradeira etapa da Taça de Portugal de Corridas de Aventura



Com a realização do Raid Aventura de Idanha 2015, chegou ao fim a temporada oficial de competições pontuáveis para a Taça de Portugal nas quatro disciplinas tuteladas pela Federação Portuguesa de Orientação. Numa altura em que as atenções se viram já para a próxima temporada, a nota de destaque vai para as turmas “Los Martinez – Tierra Tragame” e “Os Marques”, vencedores em Idanha nos escalões de Aventura e Promoção, respetivamente, e para o “Arouplás – CUCUteam”, o grande vencedor da Taça de Portugal de Corridas de Aventura 2015.


Cotando-se como um dos Municípios do País mais ativos em matéria de eventos de Orientação da presente temporada, Idanha-a-Nova recebeu no passado fim de semana o “Raid Aventura de Idanha 2015 / Challenger de Penha Garcia”, prova pontuável para o Ranking da Taça de Portugal de Corrida de Aventuras e que colocou um ponto final na presente temporada. Organizada pela Associação dos Deficientes das Forças Armadas, Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e Federação Portuguesa de Orientação, o evento chamou àquele município raiano um total de 23 equipas de competição, 10 no escalão de Aventura e 13 no escalão de Promoção. É importante destacar a presença da Seleção Nacional de Prientação em BTT, com um total de cinco equipas, conferindo um significativo impulso ao escalão de Promoção. A este propósito, Alexandre Reis, Diretor Técnico do evento, faz questão de “louvar a visão estratégica do selecionador nacional, Daniel Marques, que ao promover um estágio para uma prova de aventura, quebrou alguns mitos e aproveitou valências de outra disciplina para proporcionar aos seus atletas outras experiências, fortalecer o espírito de grupo, de sacrifício e, ao mesmo tempo, treinar.”

A competição assentou arraiais em Penha Garcia no sábado e em Proença-a-Velha no domingo, comn todas as etapas a terem como ponto de partida e de chegada o mesmo local. Mais espetáculo, maior visibilidade da modalidade junto da população local e menor impacto logística, tanto para as equipas como para quem teve de arcar com a tarefa de levantar um evento exigente, foram aspetos importantes que tiraram o devido partido desta solução organizativa. No sábado, para além da etapa de canoagem e score 100, as equipas tiveram oportunidade de voltar aos terrenos dos campeonatos da Europa de Orientação em BTT 2015, com duas etapas desta disciplina. No domingo, foi a oportunidade de regressarem ao terreno da última prova da Taça de Portugal por ali realizada.

Quanto à competição propriamente dita, importa referir que, no escalão de Aventura, a turma espanhola Los Martinez – Tierra Trágame teve na turma do Millennium BCP1 um concorrente à altura, com ambas as equipas empatadas em pontos no final da 4ª etapa. Foi apenas na 5ª etapa – um segmento de Orientação em BTT noturno a encerrar o primeiro dia de provas – que os espanhóis lograram distanciar-se ligeiramente dos seus adversários diretos, segurando depois a escassa vantagem de dois pontos nas duas etapas que preencheram o segundo dia de provas. No escalão de Promoção, foram três as equipas que lutaram afincadamente entre si pela vitória, conseguindo o pleno nas cinco etapas disputadas e terminando empatadas entre si com o mesmo número de pontos. Venceram Os Marques – com Daniel Marques e Guilherme Marques, dois dos melhores orientistas em BTT nacionais –, graças à superior rapidez das suas prestações, deixando os seus adversários diretos a distâncias consideráveis. Importa referir, ainda que de forma provisória e enquanto se aguarda a publicação do Ranking Final da Taça de Portugal de Corridas de Aventura 2015, que o Arouplás CUCUteam é o grande vencedor da temporada, seguido das turmas do Exército 1 e Sulslowly – Sagres Centro das Descobertas.


Resultados

Escalão Aventura
1. Los Martinez – Tierra Trágame – 77 CPs (16:50:28)
2. Millennium BCP1 – 74 CPs (17:20:57)
3. Arouplás CUCUteam – 70 CPs (17:27:06)
4. Exército 1 – 63 CPs (18:36:43)
5. Escola Naval – 60 CPs (16:38:47)
6. CSS Pinhal Frades – 60 CPs (16:57:04)

Escalão Promoção
1. Marques – 51 CPs (17:03:04)
2. Barreiro Esteves – 51 CPs (19:21:03)
3. Simões Loução – 51 CPs (19:53:33)
4. Mateus – 46 CPs (15:59:59)
5. PRN – 42 CPs (16:18:10)
6. Arouplás – CUCUteam 2 – 42 CPs (20:24:52)

Resultados completos e demais informações em http://raid-idanha2015.weebly.com/classificaccedilotildees.html.

[Foto gentilmente cedida por Alexandre Reis / plus.google.com]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Venha conhecer... Silvia Silva



Chamo-me… SILVIA Cristina Lopes SILVA
Nasci no dia… 15 de Outubro de 1986
Vivo em… Olhão
A minha profissão é… Guarda Prisional
O meu clube… COAAL – Clube de Orientação do Alto Alentejo
Pratico orientação desde… 2011

Na Orientação…

A Orientação é… uma forma de estar!
Para praticá-la basta… motivação!
A dificuldade maior é… o terreno e o clima!
A minha estreia foi em… Castelo Branco!
A maior alegria… ter ido ao pódio!
A tremenda desilusão… não tenho!
Um grande receio… não superar as minhas expectativas!
O meu clube… é tudo; foi o clube que me lançou e que fez de mim o que sou hoje!
Competir é… superar-me todos os dias!
A minha maior ambição… conseguir cada vez mais!

como na Vida!

Dizem que sou… divertida e risonha!
O meu grande defeito… teimosia!
A minha maior virtude… ser amiga do meu amigo!
Como vejo o mundo… mal!
O grande problema social… a política!
Um sonho… fazer a minha filha feliz!
Um pesadelo… não conseguir que a minha filha tenha o mínimo possível!
Um livro… “O Alquimista”, de Paulo Coelho!
Um filme… “Juntos ao Luar”, de Lasse Hallström!
Na ilha deserta não dispensava… água!


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

PrisMagazine nº 3 acaba de ser publicada



Mantendo uma regularidade invejável, a PrisMagazine acaba de ver publicada mais uma edição, para gáudio dos seus (cada vez mais) leitores. Entre os inúmeros assuntos de interesse abordados neste número, um há que nos diz particular respeito: Chama-se “Magia” e trata-se de um conto extraído do livro “Crónicas Norte Alentejano O' Meeting 2010”, da autoria de Joaquim Margarido.


Pelo terceiro mês consecutivo, a PrisMagazine salta para a banca virtual. Revista especializada em Orientação, dirigida por Jeremias Queiroga, a publicação deste mês faz questão, desde logo, de se associar à campanha “Novembro Azul”, alertando para o Câncro da Próstata e para a importância do seu rastreio em indivíduos com idade acima dos 40 anos. Ao longo de 56 páginas, são inúmeros os motivos de interesse abordados, fazendo da PrisMagazine, uma vez mais, uma publicação de leitura obrigatória.

Sem desprimor para com todos os outros artigos apresentados, o Orientovar permite-se realçar, pelo seu interesse histórico e pela riqueza dos documentos que o contextualizam, o artigo que aborda “A Evolução dos Mapas de Orientação no Paraná (1994-1999)”. Nele, Carlos Alberto Xavier, Diretor Técnico da Federação Paranaense de Orientação e Presidente do Conselho de Árbitros da CBO, enumera as “barreiras, restrições e dificuldades” da Orientação Paranaense nesses primeiros anos de vida. Entre os exemplares de mapas apresentados – os quais dão bem a noção da evolução sofrida ao longo dos anos -, destaque para o mapa “Faxinal do Céu, Pinhão – Paraná”, palco da 1ª etapa do I Campeonato Brasileiro de Orientação CamBOr 1999, na realidade o primeiro evento oficial da Confederação Brasileira de Orientação.

Joacy Dantas e a Associação Caatinga Trekkers são, respetivamente, o atleta e o clube em destaque neste número da PrisMagazine. Imperdível também é a Entrevista com o belga Michael Hock, uma personalidade muito conceituada no Brasil e que é o responsável pelo desenvolvimento do Helga-O, um software para provas de Orientação com bastante impacto na Bégica, em França e no Brasil. A derradeira nota vai para o pequeno artigo intitulado “Magia”, onde se reproduz um conto extraído do livro “Crónicas Norte Alentejano O' Meeting 2010”, de Joaquim Margarido, e que é o resultado da parceria que o Orientovar e a PrisMagazine mantêm desde o primeiro número desta publicação.

Para ler na íntegra a PrisMagazine nº 003 (Novembro 2015), aceda à página http://issuu.com/revistaprismamagazine/docs/prizmagazine_num003. Boas leituras!


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

Venha conhecer... Zélia Viana



Chamo-me… ZÉLIA da Conceição Campos VIANA
Nasci no dia… 05 de Outubro de 1983
Vivo na… Maia
A minha profissão é… Operadora de Clientes
O meu clube… .COM – Clube de Orientação do Minho
Pratico orientação desde… 2013

Na Orientação…

A Orientação é… uma paixão, um gosto, uma diversão!
Para praticá-la basta… ter boa preparação física, ser rápido, perspicaz e inteligente!
A dificuldade maior é… navegar a azimute!
A minha estreia foi no… Porto City Race, faz agora dois anos!
A maior alegria… conseguir o primeiro lugar!
A tremenda desilusão… procurar os pontos e não os encontrar!
Um grande receio… magoar-me!
O meu clube… é uma família, é uma escola e é um amparo!
Competir é… divertir-me!
A minha maior ambição… ser Campeã Nacional!

como na Vida!

Dizem que sou… extrovertida, dinâmica e perspicaz!
O meu grande defeito… ser teimosa!
A minha maior virtude… ser solidária!
Como vejo o mundo… um monte de desafios!
O grande problema social… a injustiça social!
Um sonho… apenas ser feliz!
Um pesadelo… perder a minha família!
Um livro… “Duas Irmãs, um Rei”, de Philippa Gregory!
Um filme… “O Pianista”, de Roman Polanski!
Na ilha deserta não dispensava… o meu telemóvel e o meu irmão!

No próximo episódio venha conhecer Sílvia Silva.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

IX Congresso de Orientação: "City Race"



Baseado na experiência de sucesso do Londres City Race, quatro cidades uniram esforços e lançaram, em 2014, o City Race Euro Tour. Este ano o certame conheceu a sua segunda edição em seis cidades europeias e, internamente, foi decidido aplicar o modelo a seis cidades do Norte e Centro do País, dando origem à primeira edição do Portugal City Race. Foi precisamente sobre o conceito “City Race” que Hugo Borda d'Água se debruçou no IX Congresso de Orientação, respondendo agora a algumas questões colocadas pelo Orientovar.


Falar de City Race é falar de quê? Este é um produto iminentemente turístico ou é muito mais do que isso?

Hugo Borda d'Água (H. B. d'A.) - City Race é conseguir trazer para as grandes cidades provas de Orientação que permitam ao participantes praticar Desporto e usufruir de uma compente Turistica das cidades. O objectivo é conseguir ter, no mesmo espaço, atletas a competir, pessoas a efetuar a sua caminhada habitual mas com o mapa da prova, participantes que vão para conhecer melhor os recantos da cidade e pessoas que vão percorrer os vários pontos turisticos através do Percurso Turistico. Todos estes fatores, agregados ao facto de os eventos ocorrerem nos locais onde estão as grandes áreas populacionais, tornam o conceito também importante para atrair novos praticantes não federados na Orientação.

Já que fala nisso, a essência do chamado Percurso Turístico parece-me ser uma das grandes ideias do City Race. Há já autarquias a tirar partido desta ideia e a valorizá-la?

H. B. d'A. - Não tenho conhecimento que já existam autarquias a desenvolver esse trabalho. Será algo que se vai continuar a promover no futuro, de modo a que o percurso Turistico não acabe no evento organizado e possa continuar activo para todos os que visitem o local. Promover esse tipo de oferta a partir dos Postos de Turismo, por exemplo, independentemente de haver ou não prova, haver ou não monitores, pode ser uma excelente medida.

De que estratégias lançaria mão para “vender” o conceito City Race a um purista da Orientação?

H. B. d'A. - A estatégia mais clara de todas é que um evento “City Race” é uma prova de Orientação que nas suas bases em nada se desvia dos eventos que todos os praticantes já conhecem. Além disso, toda a estrutura organizativa destas provas é assegurada por clubes já com muita experiência na organização de eventos de Orientação, garantindo a validação de todos as regras inerentes a um evento de Orientação. No entanto, além desses fatores comuns, tem outros que acabam por ser mais valias para quem é praticante de Orientação. As provas são médias/longas, realizadas no interior das cidades, permitindo conhecer muitos recantos desconhecidos do local da prova; além dos percursos abertos, também existem percursos turisticos para quem vai acompanhar os participantes; os percursos são definidos de forma a garantir a máxima segurança de todos os atletas, visto que muitas vezes percorrem áreas de considerável dimensão em zonas urbanas onde existe trânsito.

Com base nos números que apresentou no Congresso de Orientação, não se consegue perceber, do leque de participantes, quantos são, efectivamente, novos participantes. E digo isto porque me parece ser esta um parâmetro perfeitamente legítimo para aferir o sucesso destas iniciativas. Consegue adiantar algo nesta matéria?

H. B. d'A. - Foram apresentados números da relação entre escalões abertos e de competição. Sobre os novos praticantes, ainda estamos a analisar esses dados. No entanto, essa análise deve ser efectuada não só em relação ao numero de novos praticantes mas também na frequência com a qual marcaram presença nos eventos. Este é um aspecto importante para avaliar se o circuito contribui para a fidelização das pessoas à pratica da modalidade, depois das primeiras experiências. Este tema dos novos praticantes é um dos pontos importantes para medir o sucesso destes eventos mas não nos podemos esquecer de todos os outros, como a qualidade das organizações. Em 2015 tivemos organizações de qualidade muito elevada, efetuadas com grande dinamismo por todos os clubes.

De que forma se torna importante para os clubes o seu envolvimento no Portugal City Race?

H. B. d'A. - Os clubes envolvidos no Portugal City Race, acabam por ter uma excelente oportunidade para captar novos praticantes devido ao facto de o evento que organizam se realizar, na maioria dos casos, na cidade em que o clube desenvolve a sua actividade. Este acaba por ser um um fator importante para permitir às pessoas, que vão tendo contacto com o clube ao longo do tempo, experimentar a modalidade sem necessidade de grandes deslocações. Existe também a possibilidade de os clubes captarem novos praticantes também nas suas participações em outros eventos do circuito, devido à proximidade e ao modelo dos eventos. A divulgação conjunta de todos os eventos também acaba por ser importante para o trabalho realizado pelos clubes e contribui para que não seja “cada um por si”. Existirão muitos outros aspectos, dependendo de cada clube e das suas circunstâncias.

Este modelo City Race é um produto acabado ou pensa que há ainda aspectos que merecem ser trabalhados no sentido da sua melhoria?

H. B. d'A. - Penso que está longe de ser um produto acabado. Em Portugal efetuámos a primeira experiência em 2015, a qual serve de base para se definirem alterações e melhorias para 2016. Continuará a ser grande objectivo, em 2016, conseguir atrair mais pessoas fora do circulo habitual da Orientação, implicando isso reunir todas as ideias que possam melhorar os dados desta primeira edição. Outro dos aspectos que ainda irá ter algumas alterações será a dispersão geográfica dos eventos, de acordo com as cidades interessadas em integrar o circuito em 2016.

Mas existe já algo de concreto em relação ao próximo ano?

H. B. d'A. - Estamos a definir o calendário para 2016 e é certo que irão entrar novas cidades. O modelo de provas vai ser idêntico, existindo o desafio de aumentar o número de cidades e a dispersão geográfica, sem perder de vista os objectivos base do circuito.

Em que aspetos diferem o Circuito Nacional Urbano e o Portugal City Race? Não há o risco de um enfraquecer o outro ou de se enfraquecerem mutuamente?

H. B. d'A. - Esta época quase todos os eventos do Portugal City Race estiveram integrados no Ranking do Circuito Nacional Urbano, de forma a também contribuir para manter esse circuito activo. No entanto, esse risco penso que vai ser uma realidade, caso o objectivo e o modelo de provas de ambos os circuitos forem os mesmos. Por exemplo, o CiNu acabou por se tornar um misto de provas integradas em eventos da Taça de Portugal ou isoladas. O Portugal City Race tem como objectivo estar sempre isolado dos eventos da Taça de Portugal, de modo a existir um foco completo neste evento. Se não existir uma diferenciação clara neste aspecto, as pessoas vão acabar por se dispersar mais. É um tema que vamos avaliar com a FPO, de modo a que os dois circuitos possam sair a ganhar em 2016.

Numa altura em que nos preparamos para celebrar os 25 Anos da FPO, pedia-lhe um voto para a Federação Portuguesa de Orientação e para todos os orientistas e, em particular, para este novo conceito que é o City Race .

H. B. d'A. - Para a FPO, felicitar pelos 25 anos e fazendo votos que nos próximos anos se conseguia manter o que já está bem e dar a volta a alguns dos aspectos que nos preocupam a todos, nomeadamente o número de praticantes. Quanto ao City Race, espero que se desenvolva e se afirme como um conceito que os participantes disfrutem e que contribua para trazer novos praticantes para a modalidade.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

City Race Euro Tour 2015: Ranking final com vitórias de Jack Kosky e Merill Mägi



Eduardo Gil Marcos e Violeta Feliciano Sanjuan foram os grandes vencedores da derradeira etapa do City Race Euro Tour 2015, disputada no passado domingo, em Sevilha. As boas prestações de Jack Kosky e Merill Mägi nesta etapa permitiram-lhes garantir a vitória no Ranking final da segunda edição do City Race Euro Tour.


Com a realização da etapa de Sevilha, chegou ao fim a segunda edição do City Race Euro Tour. O certame teve o seu início em Antuérpia, no passado dia 06 de setembro, estendendo-se depois a Londres, Porto, Cracóvia e Barcelona, para terminar na capital da Andaluzia no passado domingo. A nota de exito desta derradeira etapa é dada pela excelente participação de cerca de 1200 atletas de 18 países, mas também pela apresentação desta modalidade a três centenas de participantes locais, pela notável mobilização dum elevado número de órgãos de comunicação social, nomeadamente a televisão, e pela eleição criteriosa dos percursos, combinando na perfeição o rigor técnico e o desafio da orientação com uma “visita guiada” a uma cidade de encantos mil.

O City Race Euro Tour Sevilha 2015 foi apenas uma das três etapas – curiosamente a última – desse evento maior que foi o Sevilha O' Meeting 2015. Disputada no casco histórico de Sevilha, sob percursos de Distância Longa, a prova viu os espanhóis Eduardo Gil Marcos (Tjalve) e Violeta Feliciano Sanjuan (Colivenc) triunfarem nos escalões de Elite Masculina e Feminina, respetivamente. A vitória de Eduardo Gil Marcos consumou-se após tremenda luta com o alicantino Antonio Martínez Pérez (Colivenc), batido pela escassa margem de 8 segundos. A terceira posição coube a outro grande senhor da Orientação Pedestre espanhola, Andreu Blanes Reig (Colivenc), ficando as quarta e quinta posições com os portugueses Tiago Gingão Leal (GD4C) e Tiago Martins Aires (GafanhOri). Quanto às senhoras, o triunfo de Violeta Feliciano Sanjuan não sofre contestação, deixando as suas colegas de equipa, Alicia Gil Sanchéz e Natalia Gurchenkova, respetivamente segunda e terceira classificadas, a uma distância próxima dos dois minutos. A portuguesa Raquel Costa (GafanhOri) concluiu na quarta posição.

Refira-se, a título de curiosidade, que Andreu Blanes Reig e António Martinez Pérez venceram, respetivamente, as etapas de Distância Média e de Sprint do Sevilha O' Meeting 2015, no que à Elite Masculina diz respeito, tendo Raquel Costa levado de vencida ambas as etapas referidas no escalão de Elite Feminina. No somatório de pontos das três etapas, Andreu Blanes Reig e Raquel Costa foram os grandes vencedores do Sevilha O' Meeting 2015. Quanto ao Ranking final do City Race Euro Tour 2015, apesar de não se encontrar oficialmente publicado, é possível afirmar que o triunfo no escalão de Elite Masculina pertenceu ao britânico Jack Kosky, do Clube UDOC (8º classificado em Sevilha), seguido do seu compatriota Mark Burley (Bristol Orienteering) e do belga Dieter Coen (TROL). Quanto à Elite Feminina, a vitória sorriu à estoniana Merill Mägi, da turma OK Kape (5ª classificada em Sevilha), seguida da sua compatriota Maiki Jaadmaa (OK Võru) e da norueguesa Lone Karin Brochmann (Bækkelagets SK).


Resultados
City Race Euro Tour Sevilha 2015

Elite Masculina
1. Eduardo Gil Marcos (Tjalve) 50:08 (+ 00:00)
2. Antonio Martínez Pérez (Colivenc) 50:16 (+ 00:08)
3. Andreu Blanes Reig (Colivenc) 51:06 (+ 00:58)
4. Tiago Gingão Leal (GD4C) 51:45 (+ 01:37)
5. Tiago Martins Aires (GafanhOri) 53:50 (+ 03:42)
6. Clément Demeuse (C.O. Liège) 56:27 (+ 06:19)

Elite Feminina
1. Violeta Feliciano Sanjuan (Colivenc) 50:23 (+ 00:00)
2. Alicia Gil Sánchez (Colivenc) 52:09 (+ 01:46)
3. Natalia Gurchenkova (Colivenc) 52:15 (+ 01:52)
4. Raquel Costa (GafanhOri) 53:29 (+ 03:06)
5. Merill Mägi (OK Kape) 54:08 (+ 03:45)
6. Carolina Delgado (GD4C) 55:11 (+ 04:48)

Vencedores outros escalões
Jovens M/F – Miguel Garrido Corral (Veleta) e Nerea González Peña (Toledo-O)
Juniores M/F – Elmar Montero Cárceles (GODIH) e Maria Prieto Del Campo (Malarruta)
Veteranos M/F – Santiago Jiménez Molina (GOCAN) e Marion Büchli (Swiss O-Tours)
Superveteranos M/F – James Crawford (GO) e Delia Kingsbury (WRE)
Ultraveteranos M/F – Mike Godfree (DVO) e Liz Godfree (DVO)

Informações e resultados completos em http://sevillaomeeting.es/en/.

[Foto: Juan David Pérez-Caballero / picasaweb.google.com]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Ori-Trail/Rogaine: Taça de Portugal arranca na próxima temporada



O Ori-Trail/Rogaine de Orientação Pedestre será parte integrante dos Quadros Competitivos Nacionais de Orientação da próxima temporada. Ao convénio de cooperação que acaba de ser assinado com a Federação Espanhola de Orientação, junta-se a divulgação dum conjunto de eventos que, no seu todo, constituirão a primeira edição da Taça de Portugal desta disciplina.


Depois de termos assistido, no ano que agora termina, à realização da primeira edição da Liga Espanhola de Ultrascore/Rogaine, Portugal segue as mesmas pisadas e prepara-se para dar corpo a um certame idêntico, composto por seis etapas, que se estenderão de 09 de Abril a 05 de Novembro do próximo ano. Conseguir um maior desenvolvimento da Orientação na Península Ibérica, incrementar e estreitar relações entre os praticantes de ambos os países, promover a troca de conhecimentos, métodos de treino e outros, definir provas de Orientação de participação conjunta e liderar e aumentar a cooperação com os países Sul-Americanos e Africanos, são os objetivos deste convénio de acordo firmado entre a Federação Portuguesa de Orientação e a sua congénere espanhola no passado dia 11 de Novembro.

A introdução da disciplina de Ori-Trail/Rogaine de Orientação Pedestre – nome pelo qual o Rogaine será conhecido entre nós -, está garantida para 2016, com o seguinte quadro competitivo:
  • 09 de Abril – FEDO (Madrid);
  • 25 de Abril – GDU Azoia (Sesimbra);
  • 28 de Maio – ADFA (Setúbal);
  • 03 de Julho – COA (Abrantes);
  • 24 de Setembro – CN Alvito + COALA (Viana do Alentejo);
  • 05 de Novembro – CPOC (Lisboa).
A prova de 5 de Novembro integrará o Campeonato Ibérico desta disciplina. A Federação Portuguesa de Orientação faz saber que, no tocante à Taça de Portugal 2017, existem ainda duas vagas para eventos por preencher.

[Foto: wrc2013.rogaining.ru]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

IX Congresso de Orientação: "FPO/Clubes - Compromisso para uma década"



Com 20 anos de actividade voluntária ao serviço da Orientação em Portugal, José Fernandes é uma das figuras mais conhecidas e estimadas no seio da modalidade. Subordinada ao tema “FPO/Clubes – Compromisso para uma década”, a sua apresentação no âmbito do IX Congresso de Orientação constitui, por si só, um manifesto de enorme coragem e frontalidade, que deve merecer a melhor atenção da parte de todos. Ao Orientovar, o atleta, técnico e dirigente “esmiuçou” alguns pontos da sua apresentação, revelando uma visão clara e realista do actual momento da nossa Orientação.


O que permite diferenciar um clube dum grande clube? Há grandes clubes na Orientação em Portugal?

J. F. - Para a nossa dimensão, considero que há clubes grandes em Portugal. Serão os quatro ou cinco com maior número de sócios. São clubes que apresentam recursos humanos para fazer face a grandes organizações e apresentam um grande número de atletas nas diversas competições. Isso é bom para a modalidade e tem todo o meu apoio; o que eu não apoio é que esses clubes, de uma forma sistemática, se apropriem de valores formados nos clubes de menor dimensão. Os clubes pequenos, para mim, são os que pelo número de sócios ou técnicos não conseguem por si só aspirar à realização de eventos com algum peso, no entanto acho que o podem fazer em parceria com outros clubes e recomendo vivamente esse tipo de parcerias. Os nossos vizinhos espanhóis, nesse aspecto, são muito mais abertos. No passado mês de Setembro participei no XXVI Troféu Martin Kronlund, nos arredores de Madrid, no qual se disputou também o Campeonato Ibérico de Orientação de Precisão; esse evento foi organizado em conjunto por três clubes de Madrid, dos dezassete existentes naquela cidade, segundo as últimas informações de que disponho.

Duma forma geral, há da parte dos clubes um défice de níveis de integração e de popularidade nos meios onde estão inseridos, comparativamente com outras associações”, e isto são palavras suas que eu subscrevo inteiramente. Os outros sabem fazer melhor o trabalho do que nós?

J. F. - Não quero dizer que sabem fazer melhor do que nós esse trabalho. O que se passa, no meu entender, é que sendo a Orientação uma modalidade não muito conhecida por enquanto e que nos "atira" permanentemente para o interior da floresta, torna a tarefa de nos darmos a conhecer bastante mais difícil do que outras associações, cuja ação é feita directamente com o público em geral. Creio que uma das fórmulas para nos tornarmos mais populares poderá passar por interagirmos mais com as associações de jovens e outras, nos locais onde desenvolvermos a nossa ação.

Há anos que acompanho o Portugal O' Meeting e há anos que me pergunto porque é que os clubes potenciais organizadores nos anos seguintes não investem uns “patacos” e levam à prova um conjunto de entidades “escolhidas a dedo”, numa manobra de charme e de sensibilização para aquilo que me parece essencial. E o essencial são apoios, matéria que abordou na sua apresentação. Também aqui falhamos redondamente?

J. F. - O POM já é a maior prova de inverno a nível mundial e concordo que pode ser melhor "vendida" aos potenciais beneficiários dos dividendos que esse evento já arrasta consigo. Gostaria muito que os possíveis apoios que viessem por via desse evento fossem canalizados para quem realmente dá o corpo ao manifesto. Seja como for, o POM já é um evento que, bem gerido, dá um bom retorno aos seus organizadores e seria bom que no futuro a atribuição desta organização carecesse de uma candidatura conjunta de pelo menos dois clubes. Já houve algumas edições, poucas, que foram organizadas em parcerias de dois clubes e correram muito bem.

Ainda relativamente ao POM, permita-me que faça um pouco de história sobre o seu formato actual. Há cerca de dezoito anos, meia dúzia de "loucos" da ARCCa, Associação Recreativa e Cultural do Campo - que em 2002 deu lugar ao .COM, Clube de Orientação do Minho -, liderados pelo José Carlos Pires e por mim próprio, resolveram organizar pela primeira vez em Portugal uma prova com quatro dias de competição. Em Fevereiro de 1998, no fim de semana que antecedeu o Carnaval e na segunda e terça feira de Carnaval, aconteceu a primeira edição dos Quatro Dias do Minho, na Serra da Cabreira, nos concelhos de Vieira do Minho e Cabeceiras de Basto, que contou com a presença de vários atletas estrangeiros (alguns deles ainda vêm todos os anos), entre os quais a campeã do mundo de distância média em titulo, a austríaca Lucie Böhm. Nessa altura o POM já se realizava todos os anos, numa prova de dois dias, num fim de semana. Em 1999, nos mapas de Santa Isabel, no concelho de Terras de Bouro, a ARCCa organizou a segunda edição dos Quatro Dias do Minho no mesmo fim de semana do Carnaval e no próprio, tal como no ano anterior. Foi a segunda prova de quatro dias de competição realizada em Portugal e de novo com a presença de atletas estrangeiros de referência. Em 2000 a FPO apropriou-se da data e organizou-se o primeiro POM com quatro dias de competição como ainda hoje acontece. Esse POM foi organizado pelo Ori-Estarreja, em Mira, onde se utilizou pela primeira vez o sistema SI. Estes acontecimentos já não devem fazer parte da memória da maioria dos atuais orientistas portugueses, mas a ideia de uma prova desta dimensão no Inverno nasceu de uma "loucura" de meia dúzia de elementos da ARCCa, numa altura em que os percursos eram marcados nos mapas com uma matriz, uma espécie de carimbo que tinha que ser composto para cada percurso diferente e se usava o sistema de cartão de controlo durante a prova. Quanto aos Quatro dias do Minho, a ARCCa, e depois o .COM, continuaram a organizá-lo anualmente até à sexta edição e depois de dois em dois anos a partir de 2008 até 2012, cada vez com maiores dificuldades de encaixar essa prova numa boa data.

Outra “ferida” onde “coloca o dedo” é a desproporção entre as receitas líquidas e as despesas efetuadas, acabando os clubes por “funcionar muito apoiados numa espécie de mecenato interno exercido principalmente pelos seus dirigentes e técnicos”. E todos sabemos o quanto isso desgasta e, com o tempo, acaba por afastar muitos dos melhores. Qual a responsabilidade da FPO nesta situação? Pode a FPO fazer melhor no tocante à busca de apoios e à sua repartição pelos clubes?

J. F. - As grandes despesas dos clubes estão relacionadas com a participação dos seus atletas em provas da Taça de Portugal. Tal como sugiro nas ideias que expus, os encargos dos clubes podem ser aliviados com uma redução do número de provas desse ranking e, na minha opinião, sete fins de semana chegam para definir os campeões. Relativamente a apoios federativos, a FPO tem vindo a beneficiar cada vez menos dos apoios oficiais como é sobejamente conhecido por todos. Apesar disso, manteve os apoios aos clubes na federação e renovação da inscrição dos jovens. Na Orientação em BTT assume o pagamento das inscrições de todos os jovens, tem também apoios especiais na Orientação de Precisão, tem investido como nunca nas selecções, isto tudo numa altura em que em Portugal a ordem foi cortar em tudo. Na situação actual não é fácil conseguir-se grandes apoios ou patrocínios, pelo que para se apoiar directamente alguns projectos de clubes, não vejo outra forma de o fazer senão desinvestindo nomeadamente nas selecções, que neste momento consomem a grande fatia do investimento da Federação e não sei se seria uma decisão acertada. E já que tocamos neste ponto, não posso deixar de manifestar que o investimento que se tem feito nas selecções provém principalmente das organizações de provas da IOF, que a FPO tem conseguido para Portugal e levado a cabo com um conjunto muito alargado de voluntários amigos da modalidade, dirigidos por um competentíssimo e incansável Augusto Almeida.

A forma como elenca aquilo a que chama “desequilíbrios” é quase uma visão catastrofista da modalidade. A que distância estamos de bater no fundo?

J. F. - Os nossos desequilíbrios não são de agora. Alguns deles, os que se referem ao nosso nível técnico, são antigos e persistentes. Eu creio que se criou a ilusão de que, pelo facto de desde há vários anos realizarmos alguns bons eventos, já tínhamos atingido um grau de desenvolvimento elevado, mas isso não é real. Os restantes desequilíbrios de que falo também não são de agora e no entanto temos conseguido resistir. A situação em que estamos ainda é sustentável porque se vai renovando de ano para ano, no entanto, para nos desenvolvermos precisamos de aumentar o número de atletas jovens, de formar para melhorarmos o nosso nível técnico e competitivo e precisamos de novos dirigentes, que venham abraçar a causa e não para fazer apenas uma pequena incursão por ela.

Devemos concordar, dum modo geral, com as medidas de sustentabilidade e desenvolvimento que advoca, mas... como é que se aumenta o número de clubes em Portugal? E acredita mesmo que aumentar o nível técnico e físico dos percursos dos escalões de competição nas provas da Taça de Portugal é solução, quando é o próprio a afirmar aquilo que é uma evidência, a de termos um nível competitivo muito baixo na maioria dos escalões e inexistente em alguns?

J. F. - Desde o início da introdução da Orientação em Portugal no meio civil, que os clubes que se formaram, ajudaram à criação de outros clubes. Sendo a Orientação uma modalidade com uma componente técnica tão importante, não vejo outra forma de se constituírem novos clubes senão com esse apoio. Existiram e existem nos diversos clubes atletas de todas as áreas do nosso território e há vários casos em que esses atletas e, ao mesmo tempo, técnicos, decidiram abraçar novos projectos nas suas áreas de origem e assim nasceram vários clubes. Creio que os clubes nunca estiveram tão fechados em torno de si próprios como hoje e isso é um grande problema. Sinal desta minha sensação é a quase total ausência de parcerias entre eles e uma demissão muito grande na participação do debate de assuntos comuns, como sejam as reuniões de clubes ou as Assembleias Gerais da FPO. Quanto ao aumento da dificuldade física e técnica de que falo, expliquei que esta é uma necessidade se quisermos melhorar as prestações dos nossos atletas jovens e seniores (apenas estes) nas competições internacionais, mas será uma medida que não pode ser aplicada da imediato e terá que ser precedida de uma aposta muito grande na formação.

Como avalia a evolução no campo do Desporto Escolar? Matéria-prima não falta, mas são poucos os professores de Educação Física ligados à modalidade que investem os seus recursos no ensino da Orientação no meio escolar. Não seria importante incluir no compromisso todos os outros professores (e que são muitos) que, sendo orientistas, fogem de dar Orientação aos seus alunos “como o diabo da cruz”?

J. F. - Estou ligado à Orientação no desporto escolar logo a seguir aos meus primeiros anos na modalidade e já lá vão 20 anos. Sempre assisti à participação de muitos jovens em todas as provas que ajudei a organizar e o meu clube sempre organizou pelo menos uma por ano, para o ranking da DREN. Matéria prima temos. Professores na Orientação também há bastantes. A Orientação dá muito trabalho? Claro que dá. A Orientação no Desporto Escolar pode funcionar bem sem o apoio dos clubes? Não vejo como. Foi por este motivo que o .COM fundou a EDOM, Escola Desportiva de Orientação do Minho, que tem protocolos com diversas escolas do distrito de Braga. Penso que quando os clubes apoiarem os professores que tenham formação na Orientação, lhes forneçam mapas e os ajudem a pôr em marcha projectos nessa área, haverá de certeza quem esteja disposto a dar esse passo. Até lá julgo isso bastante difícil, porque ensinar Orientação, para além de dar muito trabalho, exige um instrumento imprescindível, o mapa.

Há um aspeto sobre o qual não encontro uma linha nesta proposta de compromisso FPO/Clubes e que é o da Comunicação. Isto intriga-me, devo confessar. Que relevância tem, afinal, a Comunicação para a FPO e para os Clubes?

J. F. - Confesso que não sou um especialista em Comunicação, mas que ela tem relevância para a FPO e para os clubes, não tenho dúvidas que tem. Penso que temos todos que aproveitar melhor as redes sociais para esse fim, já que a comunicação paga é cara e para se ter retorno tem que ser persistente.

No “caderno de encargos” em matéria de compromissos FPO/Clubes são dadas sugestões importantes, mas falar em “evitar o recrutamento dos melhores valores dos pequenos clubes” parece-me polémico. Não acha que esta “migração” tem ajudado mais os jovens atletas a permanecerem agarrados à modalidade do que mantendo-se em clubes onde escasseiam os estímulos competitivos?

J. F. - Creio que a migração dos melhores valores dos pequenos para os grandes clubes tem vários pontos negativos e os positivos tenho muita dificuldade em descortiná-los. Amputar um pequeno clube do um valor seguro ou quase, significa retirar-lhe uma referência, significa retirar-lhe protagonismo a nível local e não só, significa retirar-lhe poder de afirmação e capacidade técnica. Resumindo, significa um grande prejuízo para quem levou a que esse jovem fosse cobiçado e levado sem qualquer contrapartida. Quanto aos ganhos relativos aos visados, pelo que temos assistido ao longo dos anos, a não ser alguns benefícios de ordem material, não consigo vislumbrar nenhum caso em que essas transferências redundassem num sucesso minimamente palpável. Os jovens atletas, que já conseguiam nos clubes de origem resultados com algum significado, limitam-se a continuar a conseguir resultados similares e as suas carreiras seguem sem que as acelerações eventualmente esperadas aconteçam.

De que forma é que a Orientação em BTT, a Orientação de Precisão e as Corridas de Aventura “encaixam” no compromisso FPO/Clubes? Os apoios especiais de que já beneficiam devem ser reforçados, sob pena de podermos vir a assistir ao seu desaparecimento?

J. F. - Penso que essas três vertentes são as que beneficiam de mais apoios da FPO actualmente. A Federação tem feito um grande esforço e também junto dos clubes para manter essas variantes da Orientação a funcionar o melhor possível, mas esse objectivo não depende apenas desse esforço. A crise de participação na Orientação em BTT tem como principal motivo os custos inerentes aos equipamentos utilizados nessa vertente e às grandes deslocações que por vezes tem que se fazer para participar numa prova, quando se tem por perto um passeio de BTT ou uma maratona à disposição. Sobre as Corridas de Aventura, não tenho opinião formada por não ser suficientemente conhecedor. Sobre a Orientação de Precisão, o que me parece é que o que falta será mesmo um aumento dos níveis de participação, mas isso dependente completamente da decisão de cada um.

Acredita mesmo ser possível o crescimento em número ao ritmo de 150 novos filiados anuais nos próximos dez anos?

J. F. - Pelos registos que temos, todos os anos se inscrevem novos atletas em número bastante superior aos 150. O problema é que outros saem ou não conseguimos "segurar" todos os que chegam. Para conseguirmos este objectivo penso que será necessário aproximarmos mais a modalidade do principal alvo de todas as Federações, o Desporto Escolar, mas isso penso que só poderá ser feito com uns calendários competitivos mais amigos da modalidade.

Numa altura em que nos preparamos para celebrar os 25 Anos da FPO, pedia-lhe um voto para a Federação Portuguesa de Orientação e para todos os orientistas.

J. F. - O meu voto é que daqui a 25 anos a FPO e todos os seus filiados comemorem os 50 anos deste desporto fantástico em Portugal, com muitos motivos de satisfação e de orgulho.

Saudações orientistas.

Joaquim Margarido