quarta-feira, 30 de setembro de 2015

IV Ori-BTT de Idanha-a-Nova / Campeonato Nacional de Estafetas 2015: Triunfos para todos os gostos



De regresso às vitórias na Taça de Portugal de Orientação em BTT 2015, Davide Machado foi uma das figuras de proa da prova do passado fim de semana, disputada em Idanha-a-Nova. A par do atleta minhoto, nota de destaque para os “sempiternos” Daniel Marques e Susana Pontes e para o colectivo do BTT Loulé / BPI, que voltou a marcar pontos em variadíssimas frentes.


Três meses após ter sido palco do Campeonato da Europa de Orientação em BTT, o município de Idanha-a-Nova voltou a receber um grande evento nesta disciplina. Integrando o calendário da Taça de Portugal e acolhendo o Campeonato Nacional de Estafetas 2015, o IV Ori-BTT de Idanha-a-Nova teve a assinatura organizativa da Associação de Deficientes das Forças Armadas, Câmara Municipal de Idanha-a-Nova e Federação Portuguesa de Orientação e registou a presença de 85 participantes.

Disputada na distância de Sprint, a primeira etapa teve lugar em Alcafozes e viu Daniel Marques (COC) impôr-se à concorrência, alcançando assim a sua sexta vitória consecutiva em provas pontuáveis para a Taça de Portugal da presente temporada. Com uma entrada muito forte no mapa, Marques dominou a prova do princípio ao fim, ante a oposição de Davide Machado (.COM) que viria a concluir na segunda posição. A situação viria a inverter-se no segundo dia - uma Distância Média disputada em Proença a Nova -, com Davide Machado a vencer folgadamente, regressando assim ao lugar mais alto do pódio após um “jejum” de praticamente meio ano. João Ferreira (CA Bairrada) viria a ocupar a segunda posição nesta etapa, enquanto o terceiro lugar coube a Daniel Marques. Contas feitas, vitória tangencial de Davide Machado sobre Daniel Marques, com João Ferreira a garantir o terceiro lugar neste IV Ori-BTT de Idanha-a-Nova. Ausente desta feita dos pódios, Carlos Simões (COALA) poderá ter perdido a oportunidade de garantir a vitória na Taça de Portugal de Orientação em BTT 2015, um feito que, a concretizar-se, será inédito na carreira do grande atleta. Tudo em aberto, pois, para a decisiva prova, em Braga, por alturas do Campeonato Nacional Absoluto O-BTT 2015 (24 e 25 de Outubro).

No setor feminino, Susana Pontes (COC) voltou a não estar com meias medidas, chegando à vitória em ambas as etapas e garantindo, de forma virtual, a conquista de mais uma Taça de Portugal de Orientação em BTT, a décima terceira consecutiva (!) do seu invejável currículo. Ana Filipa Silva (CPOC) e Rita Gomes (BTT Loulé / BPI) concluiram por esta ordem nas segunda e terceira posições. Coletivamente, a vitória sorriu ao BTT Loulé / BPI, com COC e CPOC a ocuparem as posições imediatas. Quanto ao Campeonato Nacional de Estafetas, disputado na tarde do primeiro dia, saleinte-se o facto do COC ter recuperado o título de Elite masculina, com uma formação composta por André Esteves, Daniel Marques e Rui Pires. Margarida Correia, Sofia Gomes e Rita Gomes, por seu lado, ofereceram ao BTT Loulé / BPI o seu primeiro título nacional de Estafetas no escalão de Elite feminina. Nos escalões mais jovens, o BTT Loulé / BPI ocupou por completo o lugar cimeiro dos pódios em disputa, o mesmo acontecendo com o COC nos escalões de Veteranos Masculinos.


Resultados

Homens Elite
1. Davide Machado (.COM) 1926.16 pontos
2. Daniel Marques (COC) 1888.18 pontos
3. João Ferreira (CA Bairrada) 1701.88 pontos
4. Marco Palhinha (CP Abrunheira) 1651.71 pontos
5. Luís Barreiro (NADA) 1636.13 pontos

Damas Elite
1. Susana Pontes (COC) 2000,00 pontos
2. Ana Filipa Silva (CPOC) 1929,39 pontos
3. Rita Gomes (BTT Loulé / BPI) 1602,29 pontos
4. Diana Moreira (CA Barreiro) 1373,37 pontos

Vencedores outros escalões
H/D15 – João Fonseca (BTT Loulé / BPI) e Catarina Costa (BTT Loulé / BPI)
H/D17 – Duarte Lourenço (BTT Loulé / BPI) e Marisa Costa (COA)
H20 – Diogo Barradas (CPOC)
H/D21A – André Guimarães (Ori-Estarreja) e Joana leite (Às 11 no Farol)
H/D40 – Inácio Serralheiro (COC) e Kátia Almeida (ATV)
H/D50 – António Rebelo (BTT Loulé / BPI) e Luísa Mateus (COC)
H60 – Armando Santos (COALA)


Campeonato Nacional de Estafetas de Orientação em BTT 2015

Séniores Masculinos
1. COC (André Esteves, Daniel Marques e Rui Pires) 2:19:05
2. BTT Loulé / BPI (Bruno Gonçalves, Cláudio Santos e Ângelo Marques) 2:32:54
3. CPOC (Diogo Barradas, Michael Memeteau e Ana Filipa Silva) 2:52:35

Séniores Femininos
1. BTT Loulé / BPI (Margarida Correia, Sofia Gomes e Rita Gomes) 2:44:21

Vencedores outros escalões
Iniciados Masculinos – BTT Loulé / BPI (Edgar Sousa, João Mendonça e João Miguel Fernandes)
Juvenis Masculinos – BTT Loulé / BPI (João Fonseca, Nuno Leal e Ricardo Pereira)
Juniores Masculinos – BTT Loulé / BPI (Duarte Sousa, João Fernandes e Duarte Lourenço)
Veteranos Masculinos I – COC (Susana Pontes, Rui Botão e Tozé Silva)
Veteranos Masculinos II – COC (Luisa Mateus, Pedro Serralheiro e Inácio Serralheiro)
Popular Média – COA / CP Abrunheira (Mário Marinheiro, Marisa Costa e Marco Palhinha)
Popular Longa – CPOC / .COM / Individual (Afonso Barreiros, Tiago Fernandes e Fernando Miranda)

Resultados completos e demais informações em http://ivoribttidanhanova.weebly.com/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Campeonato do Mundo de Orientação de Precisão WTOC 2015: O filme



[Um filme de Vihor OK / www.vihor.hr. Imagem e edição de Foto Brezar / foto.brezar@gmail.com / https://facebook.com/fotobrezar]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Porto City Race 2015: As opiniões dos vencedores



Grandes vencedores do Porto City Race 2015, os britânicos Jack Kosky e Sophie Kirk falaram ao Orientovar da sua experiência por terras da Invicta. Uma conversa descontraída da qual se retira a grande convergência de opiniões acerca do valor desta prova, desta organização e deste City Race Euro Tour.


Como muitos compatriotas seus, Jack Kosky e Sophie Kirk partiram de Londres com destino ao Porto para um fim de semana especial. O turismo ativo está entre as atividades da sua preferência e, numa cidade tão “nas bocas do mundo”, uma prova de Orientação vinha mesmo a calhar. “Penso que nunca tinha estado em Portugal”, começou por dizer Sophie, acompanhando a frase com uma sonora gargalhada. Para logo emendar, admitindo que sim, que já esteve, “talvez no Portugal O' Meeting, não tenho bem a certeza”. Mas estes são dias de pausa na sua atividade profissional e umas férias no Porto, uma cidade que importa descobrir, são o motivo de a vermos aqui. “E tenho ainda mais dois dias de férias”, diz, o sorriso abrindo-se de orelha a orelha. O propósito duma visita turística está igualmente na base da opção de Jack Kosky pela Invicta, mas aqui a situação apresenta contornos algo diferentes: “Estive no Porto no ano passado, em turismo, tendo percebido que estava a decorrer o Porto City Race. Ao passear pela cidade, vi o quão interessante poderia ser correr aqui, com todo este declive, as ruas muito estreitas, um desafio de Orientação de grande nível. Foi apenas uma questão de esperar um ano e pude realmente confirmar isso mesmo”, confessa.

Falando da sua prova, Sophie Kirk realça o facto desta ter sido “uma prova bastante rápida, com muitos pequenos detalhes, uma prova bastante longa e debaixo duma temperatura bastante alta, o que fez com que chegasse ao fim exausta.” A britânica aponta como chaves da vitória o “não ter cometido muitos erros e procurar correr sempre”. Já Kosky realçou a parte da corrida como a sua grande arma, referindo que “é na corrida que baseio o meu treino, mais do que na Orientação”. Mas não deixa de sublinhar a “excelente mescla de pequenas secções do percurso muito técnicas, bem combinadas com pernadas bastante longas, em terrenos com muito declive e com muito calor”, dando nota máxima ao traçador de percursos. Também a organização, duma forma global, mereceu o apreço de ambos, com Jack Kosky a aplaudir o esforço de publicidade à prova, “com cartazes espalhados por toda a cidade”. Na sua opinião, “quando corremos no meio da floresta é natural que ninguém nos veja, mas isto é uma prova urbana e tem de haver esse esforço de divulgação, de atrair as pessoas.” E remata: “A organização esteve realmente muito bem”.

O conceito do City Race Euro Tour, tendo na combinação entre turismo e Orientação a sua fórmula de sucesso, é igualmente do agrado de ambos. Ainda Jack Kosky a preencher o “tempo de antena”, baseando-se na sua experiência pessoal: “Eu gosto de planear as minhas viagens com um objetivo em mente e é sempre bom partir à descoberta dum local com o pretexto duma qualquer atividade desportiva. Conseguimos ver as coisas de forma diferente, conhecer melhor as pessoas, o local onde vivem. Isto proporciona-nos uma visão das coisas que, doutra forma, não teríamos.” E Sophie Kirk sugere que o circuito deveria incluir mais cidades, Mas quais? No rosto da britânica, a expressão duma decisão nada fácil, mas finalmente um nome vem à baila: “Berlim”. Jack Kosky, por seu lado, avança com o nome de Veneza sem sequer pensar duas vezes: “Nunca competi lá, mas tenho amigos que já o fizeram e adoraram. E além do mais era a hipótese de termos um novo País a integrar o circuito”, conclui.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

domingo, 27 de setembro de 2015

Taça de Portugal de Orientação Adaptada 2015: Domingos Oliveira e Filipa Gravata triunfam no Porto



Domingos Oliveira e estreante Filipa Gravata levaram de vencida a etapa de Orientação Adaptada do Porto City Race 2015. A prova colocou um ponto final na Taça de Portugal de Orientação Adaptada 2015 e viu Vítor Pereira e Raquel Cerqueira sagrarem-se vencedores dos respetivos rankings.


O Parque de S. Roque e o Complexo Desportivo do Monte Aventino foram palco da derradeira etapa da Taça de Portugal de Orientação Adaptada 2015. Organizada pelo Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, a prova foi a mais participada das seis que compuseram o certame deste ano, registando-se a presença, para além dos habituais Clube Gaia e Cercivar, de atletas da Cercibraga, CerciEstarreja e CerciEspinho. Os números de participação ascenderam a 51 executantes, dos quais 24 tomaram parte na etapa de Orientação Adaptada, enquanto os restantes, em grupos individualizados por clube, participaram na Atividade Adaptada.

Ao serviço da seleção nacional que, em Quito, no Equador, disputou os Global Games, Raquel Cerqueira, do Clube Gaia, foi a grande ausente desta derradeira prova. Tendo garantido a vitória no ranking feminino da Taça de Portugal de Orientação Adaptada 2015, à atleta faltou esta “volta de consagração” para fechar em beleza a sua prestação nesta época. A vencedora feminina acabou por ser Filipa Gravata (CerciEstarreja), uma ilustre desconhecida mas que mostrou pergaminhos de campeã e que promete dar que falar na próxima temporada. Maria de Lurdes Amador (Cercivar) terminou na segunda posição, a escassos oito segundos da vencedora, mas acabou por ser a grande beneficiada da etapa, subindo dois lugares no ranking e acabando por destronar Liliana Oliveira (Clube Gaia) do terceiro lugar. Paula Santos (Clube Gaia), outra das atletas que fez da regularidade ao longo das seis etapas a sua grande arma, esteve desta feita menos bem, embora sem comprometer o segundo lugar final no ranking.

No setor masculino, Vítor Pereira (Clube Gaia) teve uma falha no ponto 6, “confundindo um sorriso com um coração”, o que o arredou do pódio nesta etapa. Todavia, o “tropeção” em nada condicionou a sua liderança na Taça de Portugal, de cujo ranking se sagrou vencedor. Domingos Oliveira, igualmente do Clube Gaia, acabaria por vencer a etapa e segurar, assim, a segunda posição no ranking. A ausência de Bruno Cardoso (Clube Gaia) acabaria por não hipotecar o seu terceiro lugar no ranking, cabendo a quarta posição a João Encarnação, igualmente do Clube Gaia, e que nesta etapa foi o segundo classificado, com o mesmo número de pontos de Domingos Oliveira mas com mais 1:55 no tempo de prova.


Resultados

Masculinos
1. Domingos Oliveira (Clube Gaia) 10/10 pontos (08:06)
2. João Encarnação (Clube Gaia) 10/10 pontos (10:01)
3. José Couto (CerciEspinho) 10/10 pontos (19:21)
4. André Sobral (CerciEstarreja) 10/10 pontos (23:05)
5. Marco Tavares (CerciEstarreja) 10/10 pontos (23:27)
6. Bernardino Soares (CerciEstarreja) 10/10 pontos (27:16)
7. Firmino Matos (CerciEstarreja) 10/10 pontos (28:08)
8. Manuel Lima (CerciEspinho) 10/10 pontos (32:53)
9. António Mourão (CerciEspinho) 10/10 pontos (52:32)
10. Vítor Pereira (Clube Gaia) 9/10 pontos (06:43)

Femininos
1. Filipa Gravata (CerciEstarreja) 10/10 pontos (19:04)
2. Maria Lurdes Amador (Cercivar) 10/10 pontos (19:12)
3. Laura Berta (CerciEstarreja) 10/10 pontos (28:03)
4. Vera Alexandra (CerciEspinho) 10/10 pontos (29:54)
5. Cristina Soares (Clube Gaia) 10/10 pontos (37:19)
6. Paula Santos (Clube Gaia) 10/10 pontos (38:22)
7. Jéssica Ferreira (CerciEspinho) 9/10 pontos (28:39)
8. Diana Silva (CerciEstarreja) 9/10 pontos (41:02)
9. Paula Frutuoso (CerciEspinho) 8/10 pontos (37:19)


Taça de Portugal de Orientação Adaptada 2015
Ranking Final

Masculinos
1. Vitor Pereira (Clube Gaia) 394,73 pontos
2. Domingos Oliveira (Clube Gaia) 393,90 pontos
3. Bruno Cardoso (Clube Gaia) 389,78 pontos
4. João Encarnação (Clube Gaia) 387,07 pontos
5. Horácio Ribeiro (Cercivar) 358,68 pontos
6. José Ricardo Silva (Cercivar) 319,49 pontos

Femininos
1. Raquel Cerqueira (Clube Gaia) 400,00 pontos
2. Paula Santos (Clube Gaia) 389,23 pontos
3. Maria Lurdes Amador (Cercivar) 383,98 pontos
4. Liliana Silva (Clube Gaia) 382,81 pontos
5. Cristina Soares (Clube Gaia) 356,71 pontos
6. Andreia Rodrigues (Cercivar) 310,51 pontos


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

Porto City Race 2015: Mapas









Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

Porto City Race 2015: Jack Kosky e Sophie Kirk, os grandes vencedores



Com a realização da terceira etapa no mapa da Pasteleira, chegou ao fim mais uma edição do Porto City Race. Muito disputada, a etapa-rainha que encerrou o programa teve nos britânicos Jack Kosky e Sophie Kirk os grandes vencedores.


Ponto de partida e chegada da terceira e última etapa do Porto City Race 2015, o Parque da Pasteleira foi o epicentro da etapa-rainha, disputada na manhã de hoje e pontuável para o City Race Euro Tour 2015. Organizada pelo grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, a prova ofereceu grandes desafios aos cerca de trezentos participantes, mais de metade dos quais a competirem nos escalões abertos.

Uma semana após a disputa da London City Race 2015, onde foi o 23º classificado, o britânico Jack Kosky foi hoje o grande vencedor no escalão Sénior Masculino, completando os 8.400 metros do seu percurso em 52:10. Repetindo o excelente desempenho que lhe valeu, no dia de ontem, o triunfo no Circuito Nacional Urbano 2015, o português Nélson Baroca (CA Madeira) foi o segundo classificado, a 59 segundos do vencedor. Grande vencedor da etapa de Sprint que ontem teve lugar no Parque de S. Roque e Complexo Desportivo do Monte Aventino, o britânico Mark Burley (Bristol OK) concluiu hoje na terceira posição com o tempo de 53:26.


Restantes vencedores

A vencedora no escalão Sénior Feminino foi a britânica Sophie Kirk (Octavian Doobsters), cumprindo os 5.600 metros do seu percurso em 41:26. Este resultado soma-se ao triunfo na etapa de Sprint noturno que abriu o Porto City Race 2015 e surge na sequência do excelente 8º lugar alcançado na semana passada na London City Race 2015. As francesas Heloise Cavalier (RO Paris) e Marie Desrumaux (Valmo) voltaram a classificar-se em plano de destaque, ocupando respetivamente as segunda e terceira posições, com mais 1:39 e 2:07 que a vencedora. Tânia Covas Costa (.COM) foi a melhor atleta portuguesa na prova de hoje, concluindo na sexta posição com mais 5:45 que Kirk.

Nos restantes escalões, a regra manteve-se e enquanto os portugueses dominaram nas faixas etárias mais jovens, os estrangeiros, sobretudo os britânicos, foram os grandes dominadores dos escalões de veteranos. Os grandes destaques vão para a juvenil Helena Lima (COC), para a veterana Mary Ross (INTerlopers), para a Super-Veterana Annamari Vierikko (HS) e para o Ultra-Veterano Christopher Branford (WIN), alcançando o pleno de vitórias nas três etapas disputadas.


Resultados

Senior Masculino
1. Jack Kosky (UDOC) 52:10 (+ 00:00)
2. Nelson Baroca (CA Madeira) 53:09 (+ 00:59)
3. Mark Burley (Bristol OK) 53:26 (+ 01:16)
4. Robert Kelly (AIRE) 56:55 (+ 04:45)
5. Maikel Rodriguez (AROMON) 58:37 (+ 06:27)

Senior Feminino
1. Sophie Kirk (Octavian Droobers) 41:26 (+ 00:00)
2. Heloise Cavalier (RO Paris) 43:05 (+ 01:39)
3. Marie Desrumaux (Valmo) 43:33 (+ 02:07)
4. Merill Mägi (OK Kape) 43:47 (+ 02:21)
5. Sally Calland (WIM) 47:04 (+ 05:38)

Vencedores outros escalões
Juvenil M/F – Tomás Lima (COC) e Helena Lima (COC)
Junior M/F – Ricardo Ferreira (ADFA) e Joana Marques (Ori-Estarreja)
Veterano M/F – Eduard Garcia (Farra-O) e Mary Ross (INTerlopers)
Super-Veterano M/F – Gavin Clegg (Quantock Orienteers) e Annamari Vierikko (HS)
Ultra-Veterano M/F – Christopher Branford (WIM) e Liz Drew (Happy Hearts)
Formação – Afonso Guimarães (CCachapuz OK)
Open Curto – Daniel Pereira (EB Apulia)
Open Médio – Eduardo Camilo (Individual)
Open Longo – Gonçalo Gomes (Seri)

Mais informações e resultados completos em http://www.gd4caminhos.com/portocityrace.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

Porto City Race 2015: Momentos (2)



Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sábado, 26 de setembro de 2015

Porto City Race 2015: Sprint vitorioso para Mark Burley e Marie Desrumaux



Com percursos para todos os gostos, prosseguiu na manhã de hoje o Porto City Race 2015. Do conjunto de provas, destaque para as vitórias de Mark Burley e Marie Desrumaux na categoria Sénior e de Nélson Baroca e Daniela Alves, na Final do Circuito Nacional Urbano 2015, na mesma categoria.


Seis anos e meio depois, de novo pelas mãos do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, a Orientação regressou ao Parque de S. Roque e ao Complexo Desportivo do Monte Aventino para a realização da segunda etapa do Porto City Race 2015. Envolta num manto de nevoeiro, a manhã fez-se de orientadas correrias pelos espaços verde-outono deste “pulmão” da parte Oriental da cidade do Porto, com mais de três centenas de atletas a tomarem parte nos percursos de Orientação Pedestre, distribuídos por doze escalões de competição, escalão de formação e três escalões abertos. Nesta etapa do Porto City Race disputou-se igualmente a final do Circuito Nacional Urbano 2015, para a qual estavam apurados os dez melhores atletas de cada um dos seis escalões que compõem o certame, e ainda a derradeira etapa da Taça de Portugal de Orientação Adaptada 2015, evento extraordinariamente participado e bem disputado e ao qual o Orientovar dedicará uma atenção especial em artigo a publicar oportunamente.

No escalão Sénior masculino, o britânico Mark Burley (Bristol OK) foi o mais rápido, completando o seu percurso de 2.400 metros em 15:28, contra 16:29 de Nelson Baroca (CA Madeira), que acumulou esta posição com a vitória no Circuito Nacional Urbano 2015. Com mais 1:11 que o vencedor, o britânico Robert Kelly (AIRE) completou o pódio. No escalão Sénior feminino, a francesa Marie Desrumaux (Valmo) foi a grande vencedora, terminando os 1.900 metros do seu percurso em 16:29. A segunda posição coube a outra francesa, Heloise Cavalier (RO Paris), a 26 segundos de Desrumaux, enquanto a britânica Sophie Kirk (Octavian Droobers) foi a terceira classificada com o tempo de 18:05. Joana Fernandes (.COM) foi a melhor portuguesa, terminando no 4º lugar com mais 3:15 que a vencedora. Daniela Alves (AD Cabroelo) foi a grande vencedora do CiNU 2015 neste escalão, tendo concluido na 8ª posição com o tempo de 22:02.

Nos escalões mais jovens, destaque para as vitórias de Margarida Ferreira (AD Cabroelo) no escalão Juvenil feminino e de Ricardo Ferreira (ADFA) e Helena Lima (COC) no escalão Júnior, respetivamente em masculino e feminino. Os pódios dos seis diferentes escalões de Veteranos foram integralmente entregues a atletas estrangeiros, à exceção do de Veteranos femininos, com Helena Sousa (OriMarão) e Tânia Covas Costa (.COM) a terminarem por esta ordem atrás da vencedora, a britânica Mary Ross (INTerlopers). Helena Lima e Helena Sousa levaram de vencida o CiNU 2015 nos escalões Jovens feminino e Veteranos feminino, respetivamente. Nas mesmas categorias, mas nos escalões masculinos, as vitórias no CiNU couberam a João Novo (.COM) e Rafael Lima (Ori-Marão).


Resultados

Sénior Masculino
1. Mark Burley (Bristol OK) 15:28 (+ 00:00)
2. Nelson Baroca (CA Madeira) 16:29 (+ 01:01)
3. Robert Kelly (AIRE) 16:39 (+ 01:11)
4. Jack Kosky (UDOC) 16:53 (+ 01:25)
5. Dieter Coen (TROL Belgium) 17:07 (+ 01:39)

Sénior Feminino
1. Marie Desrumaux (Valmo) 16:29 (+ 00:00)
2. Heloise Cavalier ((RO Paris) 16:55 (+ 00:26)
3. Sophie Kirk (Octavian Droobers) 18:05 (+ 01:36)
4. Joana Fernandes (.COM) 19:44 (+ 03:15)
5. Sally Calland (WIM) 20:41 (+ 04:12)

Vencedores outros escalões
Juvenil M/F – Alexander Repsta Storemyr (IL Hauken) e Margarida Ferreira (AD Cabroelo)
Junior M/F – Ricardo Ferreira (ADFA) e Helena Lima (COC)
Veterano M/F – Ángel Álvarez (AROMIN) e Mary Ross (INTerlopers)
Super-Veterano M/F – Alun Jones (TVO) e Annamari Vierikko (HS)
Ultra-Veterano M/F – Christopher Branford (WIM) e Liz Drew (Happy Hearts)
Formação – Daniel Nunes (Montepio Geral)
Open Curto – Daniel Pereira (EB Apúlia)
Open Médio – Fábio Gomes (Individual)
Open Longo – Sérgio Duarte (.COM)

Mais informações e resultados completos em http://www.gd4caminhos.com/portocityrace.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

Porto City Race 2015: Momentos (1)




Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Anton Foliforov, Atleta do Mês da Federação Internacional de Orientação



O atleta do mês de Setembro dispensa apresentações. Dois títulos de Campeão da Europa, dois títulos de Campeão do Mundo, a revalidação do triunfo na Taça da Europa e a manutenção da sólida liderança no Ranking Mundial da IOF fazem de Anton Foliforov o maior nome da Orientação em BTT da atualidade. Das primeiras pedaladas, sob o olhar atento e sabedor do pai, aos mais extraordinários momentos da sua carreira até ao momento, venha ouvir aquilo que Anton tem para nos dizer.


Nome: Anton Foliforov
País: Rússia
Data de Nascimento: 3 de Janeiro de 1987
Disciplina: Orientação em BTT
Melhores resultados: Campeão do Mundo de Orientação em BTT na Distância Longa (2010, 2014 e 2015), Distância Média (2015), Sprint (2011 and 2014) e Estafeta (2009 and 2010); Campeão da Europa de Orientação em BTT na Distância Longa (2015) e Distância Média (2015). Vencedor da Taça do Mundo em 2014 e 2015.
Classificação no Ranking Mundial da IOF: 1º lugar.


Texto e foto de Joaquim Margarido

Nascido em Kovrov, 250 km a leste da capital russa, Moscovo, Anton Foliforov parecia ter o destino traçado à partida. Desde cedo se habituou a acompanhar o pai, treinador de sucesso na área do Ciclismo de Estrada, e foi com naturalidade que recebeu a sua primeira bicicleta aos seis anos de idade. Pedalar “com os mais crescidos” está entre as suas gratas recordações de infância, bem como o grupo de jovens criado pelo clube e do qual Anton, com dez anos de idade, passou a fazer parte. “Eu era tão pequeno que tinha de me sentar no próprio quadro da bicicleta”, recorda a esse propósito.

Os anos foram passando até que, no início de 2003, um acontecimento veio marcar em definitivo a vida de Anton. A inesperada visita ao clube do treinador de Orientação em BTT trouxe com ela uma proposta. Fontainebleau recebera, no ano anterior, a primeira edição dos Campeonatos do Mundo de Orientação em BTT e novas oportunidades pareciam surgir. Quem ousa experimentar? Sem nada a perder, Anton lançou-se à descoberta. “Gostar de mapas” poderá ter sido decisivo nesta sua aposta. Desde essa altura, a Orientação em BTT passou a ser o seu desporto e o misterioso visitante é, ainda hoje, o seu treinador.


As primeiras pedaladas

Em 2003, Kovrov recebeu os Campeonatos da Rússia de Orientação em BTT e Anton Foliforov teve a oportunidade de participar naquela que foi a sua primeira competição. Inscrito no escalão de Elite, a correr ao lado de nomes como Maxim Zhurkin, Viktor Korchagin ou Ruslan Gritsan, o jovem Anton alcançou a medalha de prata e, com ela, a motivação necessária para se dedicar ainda mais intensamente à Orientação em BTT. Ainda nesse ano, nos meses de Setembro e Outubro, teve a oportunidade de participar nas três últimas rondas da Taça do Mundo. A 32ª posição numa das etapas individuais foi o melhor resultado alcançado, mas a experiência de competir na Polónia, República Checa e Itália valeram pela aprendizagem de novos mapas e terrenos, pelos contactos com as figuras emergentes da Orientação em BTT mundial e pelas doses reforçadas de motivação.

Em 2005, Anton ruma a Banska Bystrica, na Eslováquia, onde integra pela primeira vez a seleção nacional da Rússia presente num Campeonato do Mundo de Orientação em BTT. O primeiro resultado de vulto surge no ano seguinte, em Joensuu, na Finlândia, com o 5º lugar na prova de Distância Média.Teremos de aguardar até 2009 para vermos Anton Foliforov conseguir a sua primeira subida ao lugar mais alto do pódio, naquele que o atleta recorda como o melhor momento da sua carreira até à data: “Foi em Ben Shemen, Israel, com a medalha de ouro na Estafeta. Corri o último percurso e recebi o testemunho com seis minutos de atraso em relação à liderança, mas no final fui capaz de chegar em primeiro. Foi algo de verdadeiramente inesperado”. Mas os episódios menos bons também existiram, o pior dos quais foi o seu afastamento da final de Distância Longa nos Campeonatos do Mundo em Itália, em 2011: “Tive um problema mecânico na fase de qualificação e não consegui terminar a prova. Fiquei afastado da Final A e, consequentemente, da possibilidade de defender o meu título mundial. Foi um episódio muito triste e não inteiramente correto, na minha opinião”, lembra.


Três perguntas, três respostas

- Tem preferência por algum tipo particular de terreno ou de distância?

“De momento, prefiro os terrenos desnivelados, independentemente da distância, qualquer que ela seja. Mas confesso que acho mais interessante e divertida a Estafeta Mista de Sprint. Em qualquer caso, procuro dar sempre o meu melhor em cada prova.”

- Do seu ponto de vista, que particulares características possui e que fazem de si o melhor orientista em BTT da atualidade?

“As características são únicas em cada atleta e variam de atleta para atleta. Honestamente, não consigo particularizar essas características no meu caso pessoal. Trabalho duramente a minha parte física e procuro manter a cabeça fria em cada momento ao longo da prova.”

- Tem alguns apoios ou patrocinadores que o possam colocar na situação de profissional da Orientação em BTT?

“Um dos grandes apoios está no próprio grupo de seleção. Sente-se uma enorme energia e vontade de trabalhar e procuramos treinos de qualidade a pensar nas grandes competições. Para além disso, há o apoio da Federação Russa de Orientação, mas também da Federação Regional e do Departamento Regional do Desporto, aos quais devo uma sincera palavra de agradecimento. Vistas bem as coisas, penso que sim, que posso considerar-me um profissional da Orientação em BTT.”


Sorte na Distância Média

Liberec, na República Checa, tornou-se um marco importante na carreira de Anton Foliforov. Aí, no passado mês de Agosto, o atleta conquistou dois dos seis títulos mundiais que ostenta no currículo, revalidando a medalha de ouro na prova de Distância Longa e alcançando, pela primeira vez, o ouro na Distância Média. Estas conquistas projetam-no para o lugar do atleta com maior número de títulos mundiais de sempre da Orientação em BTT masculina, a par do seu compatriota Ruslan Gritsan. Por isso, os momentos que marcam os recentes Campeonatos do Mundo são as subidas ao lugar mais alto do pódio e o cantar, juntamente com os seus colegas de equipa, o hino nacional russo.

Sobre as mais recentes conquistas, Anton realça um momento: “Penso que conquistar um título mundial é tudo menos fácil, mas devo reconhecer que tive muita sorte com a medalha de ouro ganha na prova de Distância Média. O Luca Dallavalle esteve no comando durante toda a prova, mas teve um problema com um pneu já no último ponto o que o impediu de vencer. Mas este é um desporto onde o binómio homem-máquina está sempre presente e ninguém está livre de ter um problema com a bicicleta.”


Se queremos integrar o programa olímpico, então teremos de fazer com que a modalidade seja mais espetacular”

Mas Liberec ofereceu também a oportunidade de refletir sobre o atual momento da Orientação em BTT. Ter Brian Porteous, o Presidente da Federação Internacional de Orientação, inscrito nos Mundiais de Veteranos que se realizaram em paralelo com a competição maior “foi muito positivo, mostra que ele está interessado nesta disciplina e que nos apoiará no futuro”, refere Anton. O atleta olha de forma muito positiva para as novas diretrizes de cartografia, as regras relativas à circulação fora dos caminhos e mesmo o sistema touch-free, entre outros, não tendo dúvidas em afirmar que “a Orientação em BTT está no bom caminho”. Mas adverte: “Se os organizadores permitem que se pedale fora dos trilhos, então os competidores devem mesmo pedalar e não carregar a bicicleta à mão; doutra forma, a circulação fora dos trilhos deve ser proibida.”. E ainda uma palavra acerca dos Jogos Olímpicos: “Se queremos integrar o programa olímpico, então teremos de fazer com que a modalidade seja mais espetacular.”

A temporada caminha para o final e Anton recorda os longos períodos passados longe da família e dos amigos, “que me apoiam a tempo inteiro”. Agora é tempo para “uma ou duas semanas longe da bicicleta, a repousar na praia”. Mas o seu pensamento dirige-se já para os desafios que se avizinham: “Vou começar a preparar-me convenientemente para todas as competições de Orientação em BTT do próximo ano e quero fazer ainda melhor. O ano de 2005 foi o melhor até hoje na minha carreira, mas tentarei melhorar os resultados no futuro, embora saiba que isso não vai ser fácil.” E são sobre o futuro as suas últimas palavras: “Continuarei a fazer Orientação em BTT enquanto for capaz de competir com os melhores”.


[Publicação devidamente autorizada pela Federação Internacional de Orientação. O artigo pode ser lido no original em http://orienteering.org/iof-athlete-of-the-month-anton-foliforov-russia/]

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Venha conhecer... António Graça



Chamo-me… ANTÓNIO Antunes da GRAÇA!
Nasci no dia… 07 de Dezembro de 1963!
Vivo em… Queluz!
A minha profissão é… Militar da Marinha!
O meu clube… Clube de Praças da Armada!
Pratico orientação desde… 2004!

Na Orientação...

A Orientação é… uma modalidade sempre em mutação e que faz parte do meu dia a dia!
Para praticá-la basta… vontade, acima de tudo!
A dificuldade maior é… a interpretação dos mapas e do terreno!
A minha estreia foi… em Monsanto, numa prova do CPOC!
A maior alegria… estar aqui!
A tremenda desilusão… não fazer melhor!
Um grande receio… não ter saúde!
O meu clube… é um clube que me diz muito, até do ponto de vista profissional!
Competir é… desfrutar daquilo que a modalidade nos dá e apender!
A minha maior ambição… ganhar uma prova numa competição do nível dum Campeonato Nacional!

como na Vida!

Dizem que sou… um bom camarada!
O meu grande defeito… ser teimoso!
A minha maior virtude… ser amigo do amigo!
Como vejo o mundo… não está famoso!
O grande problema social… a grande desigualdade!
Um sonho… poder dar algo mais à minha família!
Um pesadelo… não ter saúde!
Um livro… "A Insustentável Leveza do Ser", de Milan Kundera!
Um filme… "Apcalipse Now", de Francis Ford Coppola!
Na ilha deserta não dispensava… uma boa companhia!

No próximo episódio venha conhecer Catarina Felix.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Semana Europeia do Desporto: Orientação no Jamor


Com a designação “#Portugal em Movimento”, assinala-se um pouco por todo o País a Semana Europeia do Desporto. Principal palco da iniciativa, o Centro Desportivo Nacional do Jamor recebe, ao longo da tarde de amanhã, um conjunto de atividades desportivas, entre as quais destacamos a Orientação.


Está em marcha a Semana Europeia do Desporto, iniciativa que se comemora pela primeira vez em 31 países do Velho Continente. Estruturada no sentido de poder atrair todo o género de públicos, a iniciativa surge sob os auspícios da Direção-Geral da Educação e Cultura da Comissão Europeia e tem por finalidade promover a prática da actividade física regular, estimular estilos de vida saudáveis e combater os comportamentos sedentários por forma a contribuir para a redução das mortes e da perda da esperança de vida e eliminar, ou pelo menos reduzir, o sofrimento humano.

Associando o seu nome à Semana Europeia do Desporto, são várias as instituições que assinalam no nosso País esta semana muito peculiar, oferecendo um conjunto de 43 atividades que se estendem ao longo deste mês e que foram alvo de apresentação pública no passado dia 02 de Setembro, no Museu Nacional do Desporto, em Lisboa. Entidade nacional que promove e organiza em Portugal este grande acontecimento, o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) centralizou na tarde do dia 11 de Setembro, no Jamor, uma boa parte do programa [AQUI], em estreita colaboração com entidades públicas e privadas, com especial ênfase para o movimento associativo desportivo.

Fazendo vincar a sua dimensão inclusiva e o dinamismo dos seus agentes, a Orientação será uma das modalidades presentes no Jamor, pelas mãos do Clube Português de Orientação e Corrida, numa atividade coordenada por José Fontoura. Na prática, será implementado um percurso simples de Orientação Pedestre, numa extensão aproximada de 2.400 metros, com pouco desnível, traçado na zona dos campos e envolvente à pista de Canoagem. À disposição dos interessados haverá igualmente material informativo, nomeadamente mapas de outros locais e folhetos do Lisbon International Orienteering Meeeting, o grande evento que tomará conta da capital nos últimos dias de Janeiro do próximo ano.

Para mais informações sobre a Semana Europeia do Desporto, aceda à página do IPDJ em http://www.idesporto.pt/noticia.aspx?id=667.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

Antwerp Sprint Orienteering Meeting 2015: Vitórias de Yannick Michiels e Galina Vinogradova



Yannick Michiels e Galina Vinogardova foram as grandes estrelas da prova de abertura do City Race Euro Tour 2015. Na belíssima cidade de Antuérpia, os dois atletas não estiveram com meias medidas e contaram por vitórias as três etapas disputadas.


Confirmando o favoritismo que lhes era atribuído, o belga Yannick Michiels e a russa Galina Vinogradova levaram de vencida o Antwerp Sprint Orienteering Meeting ASOM 2015. Integrada no City Race Euro Tour, a prova teve este ano a sua primeira edição, chamando a Antuérpia, no Norte da Bélgica, um pouco mais de três centenas de participantes de 19 nações distintas. Com organização do Orienteering Club TROL, o ASOM 2015 distribuiu-se por três etapas urbanas em mapas novos - duas delas na distância de Sprint e a terceira, designada Antwerp City Race, de Distância Média -, oferecendo a todos os participantes “uma aventura espetacular, com edifícios e ruas do século XIII a encontrarem-se com criações do século XXI”, no dizer dos próprios organizadores. De referir ainda que a prova contou com prémios monetários para a Elite no valor global de 2.000,00 €, cabendo 500,00 € aos vencedores.

Na Elite masculina, Yannick Michiels foi o mais forte, levando a melhor nas três etapas sobre o norueguês Øystein Kvaal Østerbø e sobre o neo-zelandês Tim Robertson, respetivamente segundo e terceiro classificados. As diferenças entre os três atletas não foram, em qualquer das etapas, particularmente significativas, mas o belga fez-se valer da sua maior consistência, sobretudo na etapa de Distância Média que encerrou este ASOM 2015, para vencer com um tempo total de 54:25, contra 56:45 de Østerbø e 57:21 de Robertson. Na Elite feminina, Galina Vinogradova teve uma excelente prestação na primeira das três etapas, garantindo desde logo uma margem confortável sobre a “tríade” de atletas norueguesas que a secundaram. A atleta russa venceu igualmente as restantes etapas, registando um tempo total final de 53:45. A prova de Distância Média acabou por ser determinante no escalonamento dos lugares imediatos, com as norueguesas Elise Egseth e Lone Karin Brochmann a gastarem mais 2:52 e 4:47 que a vencedora, respetivamente, e a ocuparem as segunda e terceira posições.

Portugal esteve representado nesta edição do Antwerp Sprint Orienteering Meeting com um conjunto de sete atletas, destacando-se as prestações de Fernando Costa (GD4C) no escalão de Super-Veteranos masculinos, com dois bons resultados nas segunda e terceira etapas (12º e 10º, respetivamente). O circuito ruma agora a Londres, onde decorrerá, já nos próximos dias 12 e 13, a London City Race, para depois se instalar na cidade do Porto, no último fim de semana de Setembro, para a realização do Porto City Race.


Resultados

Elite Masculina
1. Yannick Michiels (BEL K.O.L.) 54:25 (+ 00:00)
2. Øystein Kvaal Østerbø (NOR IFK Lidingö SOK) 56:45 (+ 02:20)
3. Tim Robertson (NZL Fossum IF) 57:21 (+ 02:56)
4. Tristan Bloemen (BEL C.O.Liège) 59:00 (+ 04:35)
5. Antonio Martinez Perez (ESP Halden SK) 59:18 (+ 04:53)

Elite Feminina
1. Galina Vinogradova (RUS Alfta Ösa) 53:45 (+ 00:00)
2. Elise Egseth (NOR Nydalens Skiklub) 56:37 (+ 02:52)
3. Lone Karin Brochmann (NOR Bækkelagets SK) 58:32 (+ 04:47)
4. Kristine Fjellanger (NOR NTNUI) 1:00:10 (+ 06:25)
5. Alice Leake (Great Britain) 1:00:12 (+ 06:27)

Mais informações e resultados completos em http://www.asom.be/en/home.

[Foto: Yannick Michiels / instagram.com]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Luiz Sérgio Mendes eleito novo Presidente da CBO



A Orientação brasileira viveu, no passado sábado, um momento verdadeiramente histórico. Ao ser eleito como novo Presidente da Confederação Brasileira de Orientação para um mandato de quatro anos, Luíz Sérgio Mendes coloca na “renovação e conciliação” as suas atenções, apontando caminhos de futuro.


Como é que está a viver o seu primeiro dia como o novo Presidente da Confederação Brasileira de Orientação?

Luiz Sérgio Mendes (L. S. M.) - Ainda um pouco cansado da viagem e do longo processo que foi essa mudança promovida no dia de ontem. Para mim este é sobretudo um dia de reflexão, de pensar naquilo que poderemos fazer para atender ao chamamento, àquilo que as pessoas esperam que consigamos colocar em prática. Vivemos um período de dezasseis anos em que tivemos um único Presidente, José Otávio [Dornelles], que não se pode negar fez um bom trabalho na construção da nossa Orientação. Mas os tempos mudaram, dezasseis anos é mais do que uma geração e na verdade a nossa Orientação não progrediu como poderia ter progredido. Havia uma necessidade urgente para que se alterasse a forma de conduzir as coisas. A permanência no poder por parte de qualquer dirigente, independentemente do contexto social no qual essa permanência se enquadre, acaba por ser sempre nefasta. E era isso que vinha acontecendo. Daí que o dia de hoje seja muito importante, nomeadamente para preparar a primeira reunião com parte da nova Diretoria, que terá lugar amanhã aqui em Brasília e na qual trataremos de definir aqueles que serão os nossos primeiros passos.

Serão passos duros, acredito, como duro foi o processo que conduziu à sua eleição. Pedia-lhe que abordasse, na medida do possível, esta matéria.

L. S. M. - A eleição do passado mês de Janeiro decorreu à margem dos parâmetros de normalidade que todos desejávamos. A nossa insatisfação, consubstanciada na posição firme de cinco Federações Estaduais e quatro Clubes, levou-nos a procurar, por todos os meios, que aquela Assembleia fosse anulada. O Presidente reeleito, José Otávio, jamais concordou com esta situação, mas aceitou que em Maio fosse criada uma Comissão Diretiva da Confederação Brasileira de Orientação que procedeu à análise de contas e conduziu parcialmente o processo que resultou no ato eleitoral do passado sábado. Mas em todo esse processo eu acabei por ter uma grande exposição, nomeadamente através da assinatura de alguns documentos, o que levou o José Otávio a reagir com duras críticas. Respondi a essas críticas, expondo os meus pontos de vista pessoais, os quais assumo na íntegra, mas a partir desse momento ambos optámos pelo silêncio e foi assim que chegámos à Assembleia Eleitoral do passado sábado. Nenhum de nós sabia o que iria acontecer. Eu não dialoguei mais com José Otávio, mas houve muita troca de telefonemas e de conversas entre apoiantes do José Otávio e aqueles que aspiravam à mudança. E houve, consequentemente, muitas situações que não deviam ter acontecido mas que ocorreram, situações escusadas mas que acabam por ser compreensíveis neste contexto, dado o momento político que vivemos. Embora a eleição de ontem represente o fim dum processo, a verdade é que não há planeamento que resista quando se desconhece a realidade duma instituição. E essa é que é a verdade. Não tivemos ainda acesso à documentação, aos movimentos, às dívidas da instituição, ao seu património físico, à localização desse património, porque nunca foi realizada uma prestação de contas nesse sentido. Daí também esta necessidade de reflexão, procurando avaliar a medida da dureza dos passos que se avizinham em terrenos de incerteza.

A sua condução no cargo de Presidente da Confederação Brasileira de Orientação corresponde a um desígnio pensado a longo prazo ou foram as circunstâncias destes últimos meses que ditaram a sua candidatura e consequente eleição?

L. S. M. - A ideia de me candidatar foi tomada no regresso do Campeonato do Mundo de Veteranos que decorreu na Suécia, no final do passado mês de Julho. A minha intenção nunca foi essa, mas as circunstâncias levaram-me a tomar essa decisão porque as coisas encaminhavam-se para uma acomodação e para a continuidade daquilo que estava estabelecido. A minha decisão acabou por ir no sentido de organizar uma lista que visasse alterar este quadro e concorremos com o lema “Renovação e Conciliação”. Foi a única Lista que se apresentou a sufrágio.

Percebendo que a “conciliação” é uma das chaves da sua candidatura, pergunto-lhe até que ponto se encontra fracturada a Orientação brasileira.

L. S. M. - Com base naquilo que vimos ontem - uma Assembleia harmoniosa, uma Assembleia tranquila, sem qualquer tipo de agressões verbais -, posso afirmar com absoluta segurança que a Orientação brasileira não está em rotura. Ambos os lados acordaram no entendimento de que a era José Otávio chegou ao fim. Ele deu a sua contribuição até ao dia de ontem e agora é o momento duma nova era. Não uma era com o meu nome, mas uma era de mudança na forma de gerir a nossa modalidade dentro do nosso País, uma era de aproximação à estrutura central que é a Federação Internacional, uma era de abertura aos países da América do Sul e que precisam do nosso apoio. De ora em diante, a Orientação brasileira estará aberta a todos, tanto àqueles que se dispuserem a ajudar-nos, quanto em relação aos que precisarem da nossa ajuda. Temos de estar unidos, comungando dum mesmo desejo que é o fortalecimento do nosso desporto.

Uma vez que menciona o nome da Federação Internacional de Orientação, ocorre-me inquiri-lo sobre o processo que impende sobre a Confederação Brasileira de Orientação relativo ao não pagamento das taxas devidas pela realização dos Mundiais de Veteranos do ano passado e da ameça de suspensão da CBO da qualidade de membro da IOF. Essa situação está sanada ou é uma das heranças pesadas que sobram da anterior Direção?

L. S. M. - Essa situação está parcialmente solucionada, depois do pagamento no final de Junho de mais de 50% do valor de taxas que era devido à Federação Internacional de Orientação, havendo ainda uma parcela de cerca de 36.000,00 € que é necessário solucionar. Mas com o pagamento parcial dos valores em dívida, conseguimos garantir a suspensão de qualquer medida punitiva por parte da IOF. Em Inverness, na Escócia, durante os Campeonatos do Mundo de Orientação, conversei na qualidade de candidato às eleições com o Presidente da IOF e com o Secretário-Geral, o senhor Tom Hollowel, coloquei-os a par da situação vivida atualmente e dei-lhes a minha palavra que, caso fosse vencedor das eleições, tudo faria para quitar a dívida no mais curto prazo possível. Fui atendido nas minhas palavras e, ainda que não haja nada escrito, acredito que aquilo que me foi dito tem valor. Assim que tomarmos posse, informaremos a IOF do estado real da Confederação Brasileira de Orientação e, nessa altura, o prazo para saldarmos a dívida será definido e vamos cumpri-lo.

Foi esta situação de impasse que levou a que o Brasil não participasse nos Campeonatos do Mundo de Orientação, antes optasse por colocar os seus melhores orientistas a competir nos 5 Dias da Escócia, o evento paralelo aos Mundiais?

L. S. M. - Não, não foi por esse motivo. A decisão partiu das Forças Armadas brasileiras e teve a ver com razões de ordem meramente burocrática. A IOF teria aceitado a participação do Brasil nos Campeonatos do Mundo, até porque naquele momento já tinha sido pago parte do valor em dívida. A questão é que as Forças Armadas não tiveram a possibilidade de libertar as verbas para inscrição dos atletas no Campeonato do Mundo em tempo útil, acabando por optar pelos 5 Dias da Escócia, que afinal tinham lugar nos mesmos terrenos, por uma questão de maior flexibilidade de datas e de prazos mais alargados.

Falando agora de renovação, estamos a falar de “desmilitarização” da Orientação brasileira ou o papel das Forças Armadas na Orientação brasileira é de tal forma importante que não há condições para que esta “desvinculação” se possa fazer de forma plena?

L. S. M. - A este propósito, gostaria de ressalvar que a Orientação brasileira é desvinculada das Forças Armadas brasileiras. É verdade que os principais atletas estão vinculados às Forças Armadas, mas os clubes são entidades civis, com estatutos próprios ao abrigo de legislação da sociedade civil. A mudança é demorada e gradativa porque os militares – e entenda-se por “militares” as pessoas que têm por profissão o ser militar – detêm ainda uma boa parte dos meios e do conhecimento. Mas dou-lhe o exemplo de Brasilia, onde há três clubes de Orientação, um deles militar porque é um clube ligado a uma Escola Militar, e os outros dois civis, geridos por pessoas civis, uma mulher e um professor. Então, em Brasília, considero que temos 66 vírgula algo por cento nas mãos de civis. E poderia dar-lhe exemplos idênticos no Brasil inteiro, evidenciando que essa situação está mudando.

Quando falamos em renovação falamos também no facto de se passar a apostar mais na formação e no aparecimento duma nova geração de atletas de Elite?

L. S. M. - Há realmente um grande interesse em que esse processo se instale de forma plena em todo o Brasil. Penso que o José Otávio trabalhou bastante no sentido de levar a Orientação às Escolas e nós queremos prosseguir com esse esforço, mas não é um processo fácil. O Brasil é um País muito grande, são inúmeras as diferenças que ocorrem de Estado para Estado e mesmo dentro dos próprios Estados, pelo que não é fácil encontrar uniformidade na ação. Estamos trabalhando cada vez mais na formação de base mas devo admitir que essa ideia de termos a Orientação em todas as Escolas do Brasil, de termos muitos mais jovens nas nossas provas e a chegarem com 18 e 20 anos às grandes competições internacionais não é realista. Mas trataremos de buscar uma política que nos permita aproximar os jovens da Orientação.

Ano após ano, de primeiro passo em primeiro passo, continuamos sem ver quaisquer passos concretos no sentido da implementação da Orientação em BTT ou da Orientação de Precisão no Brasil. Com o Luiz Sergio Mendes na Presidência da Confederação Brasileira de Orientação isto irá, finalmente, ser uma realidade?

L. S. M. - Queremos aproximar-nos da IOF e isso passa, também, pela formação de cartógrafos e de atletas nessas duas disciplinas. É um conhecimento que não detemos no Brasil e que buscamos, necessariamente. Assim, num primeiro momento, procuraremos estabelecer contacto com pessoas que possam vir aqui e nos possam ensinar o que fazer para darmos os primeiros passos. Penso que os primeiros passos são fundamentais e temos de dá-los de forma certa. Mas isto implicará também uma reforma do próprio sistema, que atualmente se conduz duma forma tradicional e que não permite que haja alguém a tomar conta, de forma exclusiva, da Orientação em BTT ou da Orientação de Precisão. A gestão técnica dentro da CBO está atribuída a uma pessoa apenas e não é possível que essa pessoa possa cumprir a missão sozinha. É necessário criar no seio da estrutura os cargos de responsável pela Orientação Pedestre, pela Orientação em BTT e pela Orientação de Precisão, em separado. Temos de reconhecer que, como disse, não demos sequer o primeiro passo. Estamos ensaiando o primeiro passo, isso sim, mas há aspetos de base que urge salvaguardar.

Irá trazer para Brasília a sede da Confederação Brasileira de Orientação, ou permanecerá em Santa Maria?

L. S. M. - Virá para Brasília, sim. Pretendemos uma reforma estatutária segundo a qual a sede será onde estiver o Presidente. É uma sede itinerante e que, preferencialmente, se instalará numa capital. No caso concreto será em Brasília.

Portugal e o Brasil estão irmanados de forma singular e isso percebe-se igualmente no desporto e, por extensão, na Orientação. Em que medida vai privilegiar a relação com Portugal?

L. S. M. - Na minha viagem à Escócia, tive oportunidade de conversar com o Presidente da Federação Norueguesa de Orientação sobre a minha posição em relação à Europa, ao que lhe respondi que será uma posição de aproximação. “- Portugal está nos seus planos?”, quis ele saber. E respondi-lhe naturalmente que sim, que Portugal está nos meus planos. E como poderia não estar? Estamos ligados por laços de sangue, falamos o mesmo idioma, a nossa cultura funda-se em Portugal... Portugal é o País mais próximo do Brasil e a busca de conhecimento está, também por esse motivo, facilitada. Acredito que Portugal é a nossa porta de entrada e nós faremos uso disso.

Regresso ao início da nossa conversa para lhe pedir que olhe para dentro daquilo que irá ser essa primeira reunião da nova Direção, já amanhã. Veremos um Luíz Sérgio Mendes confiante e otimista ou será um Luiz Sérgio Mendes apreensivo e de sobrolho carregado quem irá dirigir os trabalhos?

L. S. M. - Estou otimista, sim. Apesar dos imensos problemas que irão com certeza surgir, nós contamos com a boa vontade das pessoas. A prova disso é a votação expressiva na nossa Lista, com 21 votos a favor entre os 22 representantes presentes e um voto nulo. Esse apoio, juntamente com as mensagens que nos chegaram pelos mais variados meios, fazem com que tenhamos de estar otimistas. Os desafios são grandes, mas acredito que esta equipa está à altura de os enfrentar. Antes não tinhamos voz, mas agora temos e isso dá-nos toda a força para podermos realizar as mudanças necessárias. Quando temos as ferramentas na mão e temos a vontade das pessoas que estão ao nosso redor, não precisamos de mais nada.

[Foto gentilmente cedida por Luiz Sérgio Mendes]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido