sexta-feira, 31 de julho de 2015

WOC 2015: Mariana Moreira garante passagem à final de Sprint



Mariana Moreira garantiu hoje o apuramento para a Final de Sprint do Campeonato do Mundo de Orientação WOC 2015, que teve o seu início na Escócia. Correndo na segunda série, a portuguesa ocupou a última das vagas de acesso à final, gastando mais 1:44 que a vencedora, a líder do ranking mundial, Tove Alexandersson.


Depois de Raquel Costa (Rapperswil, 2003 e Lausanne, 2012), Mariana Moreira é a segunda atleta portuguesa a marcar presença numa final feminina dos Campeonatos do Mundo de Orientação. Correndo na segunda série, a nossa representante foi a 15ª classificada com o tempo de 15:15, mais 01:44 que a vencedora, a sueca Tove Alexandersson. Carolina Delgado e Patrícia Casalinho tiveram boas prestações, ainda assim insuficientes para acompanharem a sua colega na tão desejada e decisiva final. A dinamarquesa Maja Alm e a finlandesa Minna Kauppi foram as vencedoras das restantes séries, com Judith Wyder (Suiça), a campeã do mundo em título, a registar a segunda posição na sua série.

No setor masculino, o português Tiago Romão é digno do “prémio do azar”, quedando-se a um escasso segundo da final ao concluir a sua prova na 16ª posição com o tempo de 12:39. Tiago Gingão Leal esteve igualmente muito próximo de carimbar o passaporte para a decisiva prova, concluindo no 18º lugar a sete segundos do tão almejado registo. Não tão bem como os seus colegas de equipa, João Mega Figueiredo terminou no 24º lugar, a 38 segundos do belga Tomas Hendrickx, 15º classificado nesta série. Yannick Michiels (Bélgica), Kristian Jones (Grã-Bretanha) e Jerker Lysell (Suécia) foram os vencedores das respetivas séries, enquanto o campeão do mundo, o dinamarquês Søren Bobach, foi o 4º classificado na segunda série. A final disputa-se no domingo, ao final da tarde, na cidade costeira de Nairn. Tudo para acompanhar em http://www.woc2015.org/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sexta-feira, 24 de julho de 2015

Venha conhecer... Rui Martins



Chamo-me… RUI Manuel Trindade MARTINS
Nasci no dia… 19 de Fevereiro de 1989
Vivo em… Viseu
A minha profissão é… Engenheiro Civil
O meu clube… Clube de Orientação de Viseu - Natura
Pratico orientação desde… 2005

Na Orientação...

A Orientação é… um escape!
Para praticá-la basta… força de vontade!
A dificuldade maior é… a interpretação do terreno!
A minha estreia foi em… Vagos, numa prova organizada pelo Ori-Estarreja!
A maior alegria… o primeiro lugar numa prova de Corridas de Aventura, no escalão Promoção, com o João [Moura] o Miguel [Nóbrega] e mais uma malta do clube. Foi uma brincadeira e foi espetacular!
A tremenda desilusão… cada vez que há uma lesão!
Um grande receio… ter de sair do País para um sítio onde não possa praticar Orientação!
O meu clube… uma segunda casa!
Competir é… não existe!
A minha maior ambição… é chegar à idade que têm muitos destes senhores que vemos com 80 e tais, 90 anos, e ainda a correr e ser como eles!

como na Vida!

Dizem que sou… brincalhão!
O meu grande defeito… invejoso!
A minha maior virtude… amigo do amigo!
Como vejo o mundo… com esperança!
O grande problema social… a fome em África, as guerras no Médio Oriente!
Um sonho… ser feliz!
Um pesadelo… não ser feliz!
Um livro… não sou muito de ler!
Um filme... “O Lado Selvagem”, de Sean Penn!
Na ilha deserta não dispensava… o meu leitor de mp3!

No próximo episódio venha conhecer Dulce Moreda.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quinta-feira, 23 de julho de 2015

Inês Domingues: "Sei que consigo chegar lá"



Faz Orientação de Precisão há pouco mais de um ano e, na sua primeira participação em Campeonatos do Mundo da disciplina, alcançou um “impensável” 7º lugar na Final de TempO. Ponto de partida para uma Entrevista com Inês Domingues, a “menina-prodígio” da Orientação de Precisão nacional.


O resultado alcançado em Zagreb, na Final de TempO dos Campeonatos do Mundo, obriga-me a colocar-lhe esta pergunta: quanto disto é inato e quanto disto é trabalho?

Inês Domingues (I. D.) - Eu não treino propriamente Orientação de Precisão. O meu treino resume-se às provas da Taça de Portugal onde tenho participado pelo que devo presumir que muito disto já é de mim, tem a ver com os fundamentos teóricos e com a prática que eu tenho de Orientação Pedestre. Treinar mais a sério, só mesmo nessa semana, na Croácia. Foi muito intensivo.

Qual a importância de ter vindo para a Croácia uns dias antes e poder participar nas duas etapas do Taça da Europa que antecederam os Campeonatos do Mundo?

I. D. - Isso ajudou imenso, principalmente porque não entramos logo numa situação de pressão inerente à competição num Campeonato do Mundo e conseguimos alguma ambientação ao tipo de provas e às pessoas ao nosso redor. Acho que foi mesmo muito importante.

À partida para o Campeonato do Mundo o seu objetivo era o top 10?

I. D. - Não. Eu não tinha a noção da equivalência numa competição como o Campeonato do Mundo em relação àquilo que eu fazia, se dava para ficar em primeiro, em último, no meio da tabela… O meu objectivo era ir à final, mas a partir daí, sem essa noção, não tinha estipulado um número.

Agora que já tem essa noção, que pressão, que responsabilidade acrescida é que este sétimo lugar lhe cria?

I. D. - A pressão tem a ver com a responsabilidade de manter ou melhorar o 7º lugar. Sei que consigo chegar lá e agora é trabalhar para algo mais, sem esquecer que os pequenos detalhes fazem toda a diferença. Um ponto falhado faz com que venhamos por aí abaixo ou vice-versa. Mas sim, agora que alcançámos este patamar, temos de apostar em mantê-lo ou em subir mais ainda.

Ao falar em subir está já a pensar nos Mundiais do próximo ano, na Suécia.

I. D. - Sim, o meu objectivo passa por estar na Suécia na próximo ano. É ir aproveitando aquilo que vamos fazendo, treinar, melhorar.

Como avalia, em termos globais, a prestação da selecção portuguesa nestes Mundiais da Croácia?

I. D. - Acho que a prestação foi muito boa e conseguimos melhorar os nossos resultados tanto no PreO como no TempO. Mesmo o quarto lugar alcançado na Estafeta foi excelente. Além disso, esta participação representou para todos um ganho de experiência, uma nova perspectiva de diferentes tipos de desafios.

E quanto à Organização?

I. D. - A Organização foi excelente e não consigo apontar-lhe um pormenor que seja menos positivo. Tecnicamente foi um Campeonato espectacular, com desafios muito bem desenhados, apelando a uma boa leitura do terreno. E as pessoas foram fantásticas, sempre atentas e disponíveis. Foi tudo espectacular.

Que reflexos é que estes resultados poderão vir ter no futuro em relação à Orientação de Precisão portuguesa?

I. D. - Estes resultados deram-nos visibilidade e começam a virar as atenções sobre nós. Espero que isso possa trazer vantagens em termos dos apoios à Orientação de Precisão, mas igualmente possa chamar mais pessoas a experimentar esta disciplina da Orientação.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

segunda-feira, 20 de julho de 2015

Carta Aberta: Dividir o WOC?

A poucos dias da realização de mais um Campeonato do Mundo de Orientação, um conjunto de proeminentes individualidades ligadas à modalidade vem denunciar a intenção da Federação Internacional de Orientação em levar por diante a divisão dos Campeonatos do Mundo em “sprint” e “floresta”, a realizar em anos alternados. Uma carta aberta dirigida ao Conselho daquele organismo internacional e às Federações nacionais e que vale a pena esmiuçar.


“Estarão os países preparados para organizar um WOC de “floresta” sem a prova-espectáculo que é o Sprint? Estarão eles preparados para organizar e financiar um WOC de “floresta” com uma boa produção televisiva nas distâncias de floresta? Será possível encontrar patrocinadores para um WOC de floresta?” Estas são apenas algumas das questões levantadas por um conjunto de personalidades essencialmente ligadas à área do treino e alta competição de Orientação, patentes numa carta aberta enviada à Federação Internacional de Orientação. Per Forsberg, Simone Niggli, Brigitte Grüniger Huber, Radek Novotny, Daniel Hubmann, Bruno Nazário, Tom Quayle, Matthias Niggli e Janne Salmi são os signatários duma missiva que alerta, sobretudo, para o cuidado a ter quando se pretende alterar, de forma radical, “o mais importante evento internacional de Orientação”.

“Sendo o WOC o evento internacional de Orientação mais importante, qualquer alteração deve ser considerada de forma extremamente cuidadosa. Na nossa opinião, é preferível manter o actual estado de coisas do que promover alterações sem ter a absoluta certeza das suas consequências. As últimas alterações relativamente ao esquema de qualificação não abalaram o sistema do WOC no seu todo, mas dividir o WOC [em Sprint e floresta] trará importantes consequências para atletas, equipas, federações, organizadores, comunicação social e para a própria IOF, impossíveis de prever neste momento”, pode ler-se na Carta Aberta. Os signatários fazem ainda questão de lembrar o exemplo do WOC 2014, em Veneza e Lavarone: “Afinal é possível organizar um WOC completo em dois lugares diferentes”.


Conclusões e propostas

Após elencarem um conjunto de possíveis dificuldades e riscos ao assumir-se o novo modelo, Per Forsberg e seus pares colocam o dedo na ferida: “Se pretendemos aumentar o número de atletas e de países, necessitamos de transmitir conhecimento e experiência a esses países, seja em ambiente urbano ou na floresta. Seria necessário construir um grupo alargado que garantisse qualidade e justiça em todos os eventos internacionais, uma operação que iria custar muito dinheiro à IOF. Organizar um evento internacional de Orientação não é tarefa simples e requer muita experiência. De momento, porém, a necessária qualidade profissional dos eventos não está assegurada e a experiência e conhecimento não transitam para o futuro, visto haver sempre um novo país e um novo comité organizador”, notam.

Conclusões e algumas propostas encerram a missiva. “Não precisamos de encurtar ou separar o WOC para melhorarmos a atenção, visibilidade e espetacularidade da Orientação. Precisamos de fazer exactamente o contrário, estender o WOC ao longo de 8 ou 9 dias, incluindo dois fins de semana, para mostrar o fascínio deste desporto de forma alargada, adequada e com uma periodicidade anual. […] Em vez de dividirmos o WOC, devíamos antes (no caso de haver dificuldades em encontrar anualmente candidatos que acolham o evento) ver o WOC organizado de dois em dois anos e, simultaneamente, colocar um maior esforço na elevação do estatuto do Campeonato da Europa e da Taça do Mundo”, pode ler-se. “O risco de se vir a perder o fascínio dos nossos melhores eventos é demasiado elevado!”, concluem.



Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sábado, 18 de julho de 2015

I Rogaine Jogos do Sado: Sucesso!



Com as vitórias das turmas EN, Tãlentos Team e Desorientadas, respetivamente em Séniores Masculinos / Misto, Veteranos I Masculinos / Misto e Veteranos I Femininos, chegou ao fim o I Rogaine Jogos do Sado. Chamando ao Parque Natural da Arrábida um total de sete dezenas de participantes, o evento redundou, segundo a organização, num sucesso.


Recuperando um pouco da história dos Jogos do Sado e daquilo que eles representam no contexto da sociedade setubalense, importa referir, desde já, que se trata dum programa anual da Câmara Municipal de Setúbal cujo objetivo é, em articulação com o tecido associativo - preferencialmente local (clubes) ou nacional (associações e federações) -, promover e dinamizar o desporto no concelho através da organização conjunta de eventos de âmbito diverso. Sem prejuízo de outros, a Serra da Arrábida e o Estuário do Sado são os palcos por excelência da maioria dos eventos.

Modalidade com alguma expressão e estima nesta região, a Orientação já teve, nas primeiras edições dos Jogos do Sado, alguns eventos mas, com o empobrecimento do tecido associativo local no que à modalidade diz respeito, a mesma saiu do programa. Este ano, até como forma de capitalizar e dar resposta à enorme procura que as atividades de Corrida de Montanha, organizadas ou espontâneas, têm conhecido nesta região e um pouco por todo o lado, optaram os responsáveis pela organização dos Jogos do Sado por recuperar a Orientação para o programa, mas desta vez na sua vertente Rogaine. Esta intenção encontrou uma boa resposta por parte da Federação Portuguesa de Orientação, que pretende igualmente explorar novos modelos de implementação da modalidade, tendo o evento sido incluído no calendário oficial da FPO. A organização esteve, pois, a cargo da Federação Portuguesa de Orientação, Associação de Deficientes das Forças Armadas e Câmara Municipal de Setúbal, com o apoio das empresas Águas do Sado (para todo o programa dos Jogos do Sado) e 100Entrada (para este e alguns outros eventos).


Em busca de novos praticantes

Ainda pouco praticado no nosso país - esta terá sido das primeiras organizações em Portugal e quiçá a mais participada – o Rogaine permite aos amantes do Trail e afins associar um desafio extra à sua atividade habitual de Corrida de Montanha, sem que tal se apresente demasiado condicionante uma vez que, atendendo à natureza da atividade e características do mapa, a orientação é “grosseira”, permitindo simultaneamente ao amantes da Orientação um desafio físico extra já que a extensão e duração da prova são muito maiores do que aquilo que encontram numa prova de Orientação em formato tradicional. Por outro lado, o facto de se tratar de uma prova de equipas e de um percurso de “score” de escolha livre, em que a estratégia não assume menor importância do que a condição física ou capacidade de orientação, traz ainda um aporte suplementar de interesse e motivação. Foi nestes aspetos, e na continua aproximação dos cidadãos amantes da prática desportiva aos espaços naturais, neste caso ao Parque Natural da Arrábida, que a organização apostou ao avançar com este evento.

Para além do que se infere do atrás exposto, era também objetivo cativar um número interessante de praticantes não filiados na FPO, por forma a que mais uma atividade de Orientação não tivesse como usufrutuários apenas os “suspeitos do costume”, mas sim outras pessoas para quem a participação no evento pudesse eventualmente abrir novos horizontes.


Desafios

O I Rogaine Jogos do Sado contou com a participação de 25 equipas (das 28 inscritas), num total de 70 pessoas. Refira-se ainda a participação de três elementos extracompetição da seleção nacional de Ori-BTT como forma de preparação para as próximas competições internacionais. Destas 70 pessoas, mais de metade não eram filiados na FPO.

A prova mostrou-se bastante bem dimensionada – mérito do traçador, Alexandre Reis (!) - já que, como é normal nestas circunstâncias, apontava-se para que os vencedores ficassem próximos do máximo possível de pontuação, sem contudo conseguirem atingi-la, e assim serem todos obrigados a implementar uma estratégia que não passasse apenas pela definição da ordem de realização dos CPs. E de facto verificou-se que a equipa vencedora totalizou 1250 pontos nos 1420 possíveis, tendo gasto 3h50’36” das 4 horas de tempo limite.


Em tempo de balanço

Terminada a prova, Ricardo Chumbinho procedeu ao respetivo balanço: “Considerando a avaliação que fazemos da forma como decorreu, a resposta em termos de participação e os testemunhos recolhidos no local e posteriormente nas redes sociais, estamos bastante satisfeitos com o que se passou no Parque Natural da Arrábida. Embora considerando haver “alguns aspetos a melhorar na próxima edição”, não deixa de sublinhar o sucesso da actividade e adianta: “Estão já pensados os locais de partida, chegada, concentração, abastecimento e jantar da edição de 2016, ano em que Setúbal será Cidade Europeia do Desporto”. E é já com os olhos postos em 2016 que deixa uma última ideia: “Sobra ainda, desta edição, a evidência de que é perfeitamente possível ter as vertentes Pedestre e BTT numa prova de Rogaine, algo em que provavelmente iremos apostar na edição do próximo ano”, conclui.

O evento terminou da melhor maneira com a entrega de prémios e jantar de convívio no muito aprazível Parque Urbano de Albarquel, já a entrar pela noite, com uma espetacular vista para o Estuário do Sado e para a Península de Troia, temperada por uma agradável brisa marítima vinda do Sado e música ao vivo na esplanada mesmo ali ao lado.


Resultados

Séniores Masculinos / Misto
1. EN – 1180 pontos
2. PB – 1100 pontos
3. Clube de Praças da Armada – 1020 pontos
4. Run Together Dream Team – 770 pontos
5. 5 trinta – 570 pontos

Veteranos I Masculinos / Misto
1. Tãlentos Team – 1250 pontos
2. CORRERPORTUGAL.NET – 1160 pontos
3. Os ama dores – ATV – 1000 pontos
4. ATV / COALA – 840 pontos
5. CBSS – 840 pontos

Veteranos I Femininos
1. Desorientadas – 820 pontos
2. As miúdas – 520 pontos

Resultados completos e demais informações em http://i-rogaine-jogos-do-sado.webnode.pt/.

[O Orientovar expressa o seu especial agradecimento ao professor Ricardo Chumbinho pelas informações e impressões partilhadas e ao Daniel Marques, autor da foto que ilustra este artigo]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sexta-feira, 17 de julho de 2015

Venha conhecer... Belo de Carvalho


Chamo-me… Nuno Miguel Cardoso Franco BELO DE CARVALHO
Nasci no dia… 09 de janeiro de 1964
Vivo em… Alenquer
A minha profissão é… Cartógrafo e Comercial
O meu clube… CIMO – Clube Ibérico de Montanhismo e Orientação
Pratico orientação desde… 1990 no Exército e 2000 no âmbito civil

Na Orientação…

A Orientação é… uma coisa extraordinária, é saudável e cognitiva!
Para praticá-la basta… treinar técnicamente e fisicamente!
A dificuldade maior é… o excesso de pedras!
A minha estreia foi em… Mira, no Portugal O' Meeting, há 15 anos!
A maior alegria… ter chegado ao fim do Portugal O' Meeting 2008 como Diretor de Prova e ter recebido a satisfação de toda a gente!
A tremenda desilusão… um acidente numa prova que me afetou a vista!
Um grande receio… que a Orientação perca a capacidade de crescer cada vez mais!
O meu clube… é um gosto e um desafio de manter uma estrutura amadora dentro das possibilidades do desporto em Portugal!
Competir é… conviver, concentrar-se, superarmo-nos a nós próprios!
A minha maior ambição… com 51 anos fazer ainda melhor do que fazia com 35 anos!

… como na Vida!

Dizem que sou… relativamente calmo, emotivo também!
O meu grande defeito… falar por vezes demais!
A minha maior virtude… raciocínio rápido e entrega aos outros!
Como vejo o mundo… com alguma preocupação, mas reconhecendo que o ser humano tem capacidade para que as coisas melhorem!
O grande problema social… os grandes desequilibrios na sociedade!
Um sonho… que se esbatessem os desequilíbrios e pudesse haver mais harmonia!
Um pesadelo… o país continuar a piorar!
Um livro… “Poesia Completa”, de Cesário Verde!
Um filme… “Platoon – Os Bravos do Pelotão”, de Oliver Stone!
Na ilha deserta não dispensava… paz, sossego e... companhia (mas aí a ilha já não era deserta)!

No próximo episódio venha conhecer Rui Martins.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quinta-feira, 16 de julho de 2015

Duas ou três coisas que eu sei dela...



1. Diz que o segredo do sucesso na Orientação se deve à sua capacidade inata de, rapidamente, conseguir transformar o desenho bidimensional do mapa numa imagem na sua cabeça, através da floresta, a três dimensões. Isto e muito mais pode ler-se em Entrevista concedida por Thierry Gueorgiou ao jornal norte-americano The New York Times. Conduzida por Sam Borden e publicada no passado dia 8 de julho, a Entrevista toca alguns pontos essenciais da carreira do grande atleta francês, desde os sete títulos mundiais de Distância Média aos vários sustos que apanhou, quando encarou de frente um urso na floresta ou quando teve de ser evacuado de helicóptero para o Hospital por ser alérgico à picada de vespas. Nesta entrevista podemos ainda ouvir a sua companheira, Annika Billstam, falar do nervosismo que sentiu quando Thierry a convidou para um primeiro encontro, das sua experiências ao lado do campeão – “quando vamos a algum lado e é ele quem conduz, não pára de me pedir para ver o mapa” – e da sua retirada no final desta temporada. Sobre este tema, Thierry Gueorgiou não se compromete, adiando para Setembro a decisão sobre a sua continuidade ou não. Mas sempre vai adiantando que "decisivamente, o final da minha carreira está próximo”. Tudo para ler em http://www.nytimes.com/2015/07/09/sports/orienteering-thierry-gueorgiou-key-to-winning-not-getting-lost.html?_r=1.


2. Antecedendo a quarta sessão da Baixa em Boa Forma, iniciativa da Câmara Municipal do Porto, através da PortoLazer, agendada para o próximo dia 26 de Julho, o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos leva a efeito, no próximo fim de semana, mais uma Ação de Formação de Orientação. A mesma terá lugar nos dias 18 e 19 de Julho 2015, encontra-se homologada pela Federação Portuguesa de Orientação e tem como público-alvo novos praticantes da modalidade, voluntários para a organização do Porto City Race 2015, professores licenciados em Educação Física, agentes desportivos que organizem atividades de ar livre e amantes do contacto com a Natureza. A ação terá uma parte teórico-prática, com apresentação multimédia, que terá lugar na Sala Multimédia da Atmosfera m (Montepio), na Rua Júlio Dinis, 158/160, Porto e uma parte prática que decorrerá nos Jardins do Palácio de Cristal (no sábado) e no Parque da Cidade do Porto (no domingo). As inscrições são gratuitas e limitadas ao número máximo de 30 formandos. Para mais informações e inscrições, consulte a página do GD4C em http://www.gd4caminhos.com/inicio/117-eventos/pcr/pcr-noticias/1481-acao-de-formacao-de-orientacao-2.


3. Já se encontra publicado o Boletim 1 referente ao Campeonato Ibérico de Orientação de Precisão 2015. Integrada no XXVI Troféu Martin Kronlund e organizada pelos clubes Adyron, Imperdible e Tierra Tragame, a prova terá lugar na Serra de Guadarrama, na localidade de Navacerrada (Espanha), na tarde do dia 19 de Setembro. Terreno aberto, com boa visibilidade e muito detalhe rochoso, em percursos assinados por Héctor Lorenzo Yustos e João Pedro Valente, é aquilo que poderão encontrar os competidores. Enquanto se aguardam novos desenvolvimentos em termos de Informação Técnica, registo para o facto de já se encontrarem a decorrer as inscrições. Informação disponível em http://clubimperdible.blogspot.com.es/.


4. Numa altura em que vão sendo conhecidos os nomes dos representantes dos vários países que participarão no Campeonato do Mundo de Orientação WOC 2015 e se fazem os últimos aprontos para o grande embate da temporada, as provas de selecção finais da Grã-Bretanha chamaram às proximidades de Aberdeen, na Escócia, alguns dos nomes maiores da Orientação mundial. Ao vencer as provas de Distância Média e de Distância Longa, o francês Thierry Gueorgiou tornou-se na grande figura do evento. Nas mesmas distâncias, mas no escalão feminino, as vitórias couberam à sueca Tove Alexandersson e à norueguesa Mari Fasting. No Sprint, os vencedores foram o britânico Scott Fraser (à frente do espanhol Andreu Blanes) e a norueguesa Elise Egseth. Entretanto, a Federação Britânica de Orientação divulgou a lista de seleccionados aos Campeonatos do Mundo, que se desenrolam em Inverness (Escócia), dentro de quinze dias: Scott Fraser (Sprint e Estafeta), Kris Jones (Sprint), Murray Strain (Sprint), Graham Gristwood (Distância Média, Distância Longa e Estafeta), Hector Haines (Distância Média e Distância Longa), Alasdair McLeod (Distância Média e Distância Longa), Chris Smithard (Estafeta Mista de Sprint), Dave Schorah (Estafeta Mista de Sprint) e Ralph Street (Estafeta), no sector masculino; e, no feminino, Ruth Holmes (Sprint),  Alice Leake (Sprint), Charlotte Ward (Sprint), Hollie Orr (Distância Média, Estafeta e Estafeta Mista de Sprint), Catherine Taylor (Distância Média, Distância Longa, Estafeta e Estafeta Mista de Sprint), Jessica Tullie (Distância Média), Claire Ward (Distância Longa e Estafeta) e Charlotte Watson (Distância Longa). Mais informações em http://www.britishorienteering.org.uk/.


5. Harald Ostbye, Presidente do Conselho do Desporto do CISM – Conselho Internacional do Desporto Militar, visitou a Região dos Lagos, no Rio de Janeiro, a fim de conhecer as áreas seleccionadas para a realização do 49º Campeonato Mundial Militar de Orientação WMOC 2016. É precisamente este o tema de abertura de mais uma edição do Informativo Ori MB (nº 16, Maio/Junho de 2015), acabado de publicar. Editado pela Marinha do Brasil e dirigido por Rúbens da Igreja, este importante veículo de promoção da modalidade no país irmão reflecte sobre os acontecimentos que marcaram a agenda da Orientação nos últimos meses, da segunda etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação 2015, ao Dia da Comunicação Social onde, entre várias outras actividades, foi dado a conhecer o Projeto Olímpico da Marinha. Uma antevisão dos 6º Jogos Mundiais Militares (Mungyeong, Coreia do Sul) e uma excelente entrevista com David Cavalcante Rocha são igualmente pontos altos duma publicação que pode ser lida na íntegra em https://www.forj.org.br/sites/default/files/INFO%20ORI%2016%20JUN.pdf.

[Foto: Andrew Spear / nytimes.com]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quarta-feira, 15 de julho de 2015

WTOC 2015: Ucrânia (81 fotos)



© Joaquim Margarido

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WTOC 2015: Noruega (89 fotos)



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WTOC 2015: Irlanda (8 fotos)



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WTOC 2015: Hungria (38 fotos)



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WTOC 2015: Polónia (24 fotos)



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WTOC 2015: Letónia (64 fotos)



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WTOC 2015: Grã-Bretanha (38 fotos)



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terça-feira, 14 de julho de 2015

WTOC 2015: Eslovénia (35 fotos)



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WTOC 2015: Suécia (80 fotos)



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WTOC 2015: Eslováquia (46 fotos)



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WTOC 2015: Bulgária (5 fotos)



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WTOC 2015: Lituânia (42 fotos)



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WTOC 2015: Croácia (55 fotos)



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segunda-feira, 13 de julho de 2015

WTOC 2015: Alemanha (19 fotos)



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WTOC 2015: Bélgica (5 fotos)



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WTOC 2015: Japão (33 fotos)



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WTOC 2015: Rússia (64 fotos)



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Penafiel City Race: Triunfos de Tiago Gingão Leal e Carolina Delgado



Tiago Gingão Leal e Carolina Delgado voltaram a ser as grandes figuras duma etapa do Portugal City Race 2015. Tal como sucedera em Braga e em Vila do Conde, ambos venceram o Penafiel City Race e pisaram juntos o lugar mais alto do pódio.


As ruas, praças e jardins da Cidade de Penafiel foram palco, na manhã de domingo, do Penafiel City Race. Organizada pela AD Cabroelo, Federação Portuguesa de Orientação e Câmara Municipal de Penafiel, o evento, pontuável para o ranking do Portugal City Race 2015 e para o CiNU – Circuito Nacional Urbano de Orientação Pedestre, chamou a Penafiel duas centenas e meia de participantes, para uma manhã de festa, convívio e muita Orientação. E com uma boa organização, diga-se, dum clube que soube superar com distinção mais uma “prova de fogo”, manifestando sempre enorme disponibilidade e simpatia.

No escalão Seniores Masculinos, Tiago Gingão Leal (GD4C) voltou a não dar hipóteses à concorrência, alcançando mais uma vitória indiscutível – a quarta em outras tantas etapas do recém-criado Portugal City Race - e sagrando-se virtual vencedor do ranking deste certame. Cumprindo os 6 km dum percurso com 28 pontos de controlo em 30:28, Gingão Leal bateu o seu companheiro de equipa Hugo Borda d’Água pela dilatada margem de 8:39. Na terceira posição, com o tempo de 39:19, classificou-se o espanhol Maikel Rodriguez (Aromon).

Em Séniores Femininos, Carolina Delgado (GD4C) deu um decisivo passo em frente rumo à conquista do Portugal City Race 2015, alcançando uma importante vitória, a terceira da sua conta pessoal. A Campeã nacional de Sprint em título necessitou de 30:23 para cobrir os 4,3 km do seu percurso (25 pontos de controlo), cabendo a Maria João Sá, também do GD4C, a segunda posição com mais 5:05. Susana Almeida (CO Viseu – Natura) concluiu no terceiro posto com o tempo de 41:56. O Portugal City Race sofre agora uma interrupção aproximada de dois meses, regressando no dia 6 de Setembro com o Viseu City Race. Mais informações em http://cityrace.pt/.


Resultados

Seniores Masculinos

1. Tiago Gingão Leal (GD4C) 30:28

2. Hugo Borda d`Água (GD4C) 39:07

3. Maikel Rodriguez (Aromon Espanha)39:19

4. Luis leite (GD4C) 40:02
5. Carlos Viana (.COM) 46:05

Seniores Femininos

1. Carolina Delgado (GD4C) 30:23

2. Maria João Sá (GD4C) 35:28 

3. Susana Almeida (COV – Natura) 41:56
4. Albertina Sá (ADFA) 42:11
5. Zélia Viana (.COM) 46:47


Vencedores outros escalões
Juvenis Masculinos - Tomas Lima (COC)

Juvenis Femininos - Eduarda Moreira (AD Cabroelo)

Juniores Masculinos - João Pedro Casal (Ori-Estarreja)

Juniores Femininos - Helena Miranda (GD4C)

Veteranos Masculinos I - Vítor Delgado( GD4C)

Veteranos Femininos I - Tânia Covas Costa (.COM)

Veteranos Masculinos II - Jorge Silva (Amigos da Montanha)

Veteranos Femininos II - Jerónima Rocha (GD4C)

Veteranos Masculinos III - Armandino Cramez (Ori-Estarreja)

Formação - João Sá (Montepio Geral)

Curto – José Paulo Teixeira (Individual)

Médio - Eduardo Camilo(Individual)

Longo – Luis A. + Miguel M. (AD Cabroelo)


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

WTOC 2015: Portugal (151 fotos)



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domingo, 12 de julho de 2015

WTOC 2015: Finlândia (69 fotos)



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WTOC 2015: Espanha (40 fotos)



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WTOC 2015: Estados Unidos (31 fotos)



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WTOC 2015: Itália (67 fotos)


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WTOC 2015: Dinamarca (46 fotos)



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WTOC 2015: Turquia (24 fotos)



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WTOC 2015: Hong Kong (34 fotos)



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WTOC 2015: República Checa (53 fotos)



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Taça dos Países Latinos: 20 anos de História



A Espanha foi a grande vencedora da Taça dos Países Latinos 2015, evento integrado nos “3 Dias da Bélgica” e que teve lugar em Vlessart, no início de Maio. Pretexto para revisitarmos uma competição que fará 20 anos no próximo mês de Outubro, que conta até ao momento com 17 países membros e que se afirma como uma ponte, cada vez mais sólida, entre a Europa e a América.


Por Joaquim Margarido

Varna, Bulgária, 1994. O período de almoço marcava uma pausa nos trabalhos do Congresso da Federação Internacional de Orientação e o acaso juntava à mesma mesa, dum lado, Alexandrescu Constantin e Coman Ciprian, respetivamente Presidente e Secretário Geral da Federação Romena de Orientação e, do outro, Livio Guidolin, o então Secretário Geral da Federação Italiana de Orientação e a sua esposa. Do cruzamento de conversas à descoberta daquilo que ambas as Federações tinham em comum foi apenas um pequeno passo. A conversa anima-se e aquilo que tinha começado como uma simples troca de palavras de cortesia, agigantava-se entretanto com a proposta de Alexandrescu de se organizar uma competição de Orientação para os Países Latinos.

Recebida com entusiasmo por Guidolin e, de imediato, pelos representantes das Federações de Espanha, França e Portugal, igualmente presentes em Varna, a ideia teve no dia seguinte um efeito prático, com a realização duma reunião extraordinária tendente à formalização da fundação da Taça dos Países Latinos. Nome da competição, objetivos, periodicidade, composição das equipas, classes de competição, fórmula de cálculo de classificações, troféus, organização e participação nos gastos, tais foram os assuntos em cima da mesa. Redigido o projeto de estatutos, passou-se à fase de ratificação pelas cinco Federações fundadoras e à eleição, como primeiro Secretário Geral da Taça dos Países Latinos, do italiano Livio Guidolin. Em Buzau, na Roménia, entre os dias 12 e 15 de Outubro de 1995, tinha lugar a primeira edição da Taça do Países Latinos – Latinum Certamen, com a representação romena a levar de vencida o troféu.


Os anos da consolidação

Entre 1996 e 1999, Itália, França, Portugal e Espanha receberam, por esta ordem, as edições seguintes da Taça dos Países Latinos. Entretanto, Livio Guidolin cede o seu lugar de Secretário Geral ao belga Erick Hully, que se manterá no cargo entre 1997 e 2005. Serão estes os anos da consolidação. Cada vez mais a Taça dos Países Latinos se afirma como o ponto de encontro amigável entre orientistas latinos, proporcionando o intercâmbio de conhecimentos sobre o treino, a pedagogia e os métodos de aprendizagem, enfim, contribuindo para o desenvolvimento da Orientação nos países de origem latina.

A Bélgica é admitida no seio da Taça dos países Latinos no ano de 1997 e na edição de 1998, realizada em Portugal, assiste-se à participação do Brasil, o qual é aceite como sétimo membro efetivo, sendo o primeiro país latino-americano a aderir à Taça dos Países Latinos. No capítulo competitivo, Itália e França sucedem-se à Roménia no tocante a vitórias, mas os franceses são igualmente os grandes triunfadores em 1998 e 1999, alcançando três vitórias consecutivas e conquistando, assim, o direito a ficar em definitivo na posse do troféu.

Entre o ano 2000 e 2008, a Taça dos Países Latinos revisitará, rotativamente, a Bélgica e os cinco países fundadores. Em 2004, de novo em Portugal, Moçambique é o país convidado e aceite como membro efetivo da Taça dos Países Latinos no ano seguinte, juntamente com a Argentina, Colombia e Venezuela, numa edição realizada em Espanha. Também em 2004, a Espanha conquista o direito a guardar para si em definitivo o Troféu, depois da vitória na edição portuguesa, a terceira duma série que se havia iniciado em Itália e prosseguira em França. Na reunião anual de 2005, celebrada em Sevilha, o espanhol José Angel Nieto Poblete é eleito Secretário Geral da Taça do Países Latinos, lugar que ainda ocupa e que acaba de renovar até 2017. Em 2008, a Suiça é admitida como membro de pleno direito da Taça dos Países Latinos.


Uma ponte sobre o Atlântico

O ano de 2009 representou um passo em frente na história do certame, com a realização da 15ª edição pela primeira vez fora da Europa. Num processo iniciado dois anos antes por Itamar Torrezán e concluído por Otavio Dornelles, o Brasil organiza um evento ao qual aderem, igualmente, o Uruguai e o Chile, membros nº 13 e 14 dum “clube” que não pára de crescer. O Brasil viria a ser o grande vencedor dessa edição, antecedendo Portugal que obteve em 2010 o seu primeiro e único triunfo na história da competição. Em 2011, no regresso da competição a Espanha, Costa Rica, Perú e Paraguai são admitidos como membros de pleno direito, fixando em dezassete o número de membros efetivos da Taça dos Países Latinos.

Em 2014, a Taça dos Países Latinos atravessou o Atlântico pela segunda vez no seu historial, com a competição a ter lugar no Uruguai. A vitória nesta edição sorri à Espanha, repetindo-a já em 2015, na Bélgica, ante a forte oposição de Belgas e Italianos. Em 2016 teremos nova viagem transatlântica, desta feita até ao Chile, dando-se assim continuidade a um projecto que visa intercalar a Europa e a América Latina como anfitriões das sucessivas edições do certame. Os anos de 2017 e de 2019 têm já a Itália e Portugal como candidatos à organização do evento. E em 2018, quem será o país latino-americano a receber o evento?


Este artigo pode ser lido no original em http://orienteering.org/wp-content/uploads/2012/02/InsideOrient-2_15.pdf. Publicação devidamente autorizada pela Federação Internacional de Orientação.

sábado, 11 de julho de 2015

Carles Lladó: Um veterano muito influente



Esta entrevista começa com um sublinhado. Carles Lladó é o “o mais veterano dos veteranos da Península Ibérica”, mas é também “o mais veterano dos veteranos do Sul da Europa”. É ele próprio quem faz questão de me corrigir, colocando os pontos nos ii no início duma entrevista que decorreu em tom jovial e que vinca um dos mais fortes traços do seu caráter: a verdade. E foi com verdade que respondeu às minhas questões e que hoje se apresenta aos leitores da Inside Orienteering.


A manhã abre-se em tons de cinza. A brisa marinha sopra com força e ali, nas Dunas de Mira, junto à Costa Atlântica, o mês de Fevereiro faz questão de mostrar que o Inverno português pode não ser tão macio quanto se apregoa. A Arena do Portugal O' Meeting começa a encher-se quando me cruzo com ele. Desde 2012 que não o via e perguntava-me se se teria retirado das lides da Orientação. Mas não. Aí estava ele, preparado para mais um grande evento, um ar respeitável sob uma barba feita de branco, um olhar de menino atento a tudo o que se vai passando à sua volta. Após o abraço do reencontro e da correção já enunciada, a pergunta surge com naturalidade. Onde é que, aos 84 anos, se vai buscar energia para prosseguir com esta atividade toda e continuar a fazer Orientação? Carles não perde tempo a revelar o segredo: “Creio que isto é devido ao facto de ter praticado atividade física durante toda a minha vida e de conseguir manter os neurónios ativos.”

Carles Lladó y Badia nasceu em Igualada, Anoia, em 1931. Licenciado em Arquitetura e Urbanista diplomado em Instalações Desportivas, foi desde sempre uma figura multifacetada, repartindo a atividade profissional na área da escultura, desenho de jóias e industrial com a prática e promoção do desporto, especialmente da Orientação, e também com o ativismo político independentista. Iniciou a prática desportiva no Club Atlètic d'Igualada e, como Veterano, foi Campeão de Espanha de 110 metros barreiras e de Triplo Salto. Firme defensor do reconhecimento internacional do desporto catalão, foi um dos impulsionadores da Associação para a Delegação Olímpica da Catalunha, entidade que reclamava o reconhecimento do Comité Olímpico da Catalunha com vista à participação dos desportistas catalães nos Jogos Olímpicos de Barcelona, em 1992. Em 2003 foi galardoado com a medalha da Generalitat pelos seus contributos para a história desportiva da Catalunha.


Orientista aos 58 anos

A Orientação surgiria apenas aos 58 anos de idade. “Tenho pena por ter sido numa idade já muita tardia e, além do mais, só posso competir com pessoas da minha idade em grandes eventos internacionais, onde o meu escalão está contemplado. Nas outras provas sou obrigado a correr, por vezes, com pessoas a quem levo trinta anos de vantagem... ou de desvantagem”, refere, acompanhando esta última observação com uma sonora gargalhada. Mas esse é precisamente um dos motivos que o traz a Portugal ano após ano, a participar no Portugal O' Meeting. Mas não o único. Deixemos que ele próprio explique: “Eu pertenço a um clube, o Club Orientació Catalunya [COC], que está irmanado com um clube português, o Clube de Orientação do Centro [COC]. Este é um clube que colhe a minha maior simpatia e respeito e que está implementado numa região cujos terrenos são muito no género destes, terrenos que gosto muito por serem mais macios para correr”, explica.

Cabe aqui dizer que Carles Lladó não é “apenas” mais um membro do Club Orientació Catalunya. Ele é o seu fundador, tendo também fundado, em 1988, a Federação de Orientação da Catalunha e sido membro do Conselho Diretivo da União das Federações Desportivas da Catalunha entre 1992 e 1996. No ano de 2000, a Federação de Orientação da Catalunha instituiu um Prémio anual de Orientação com o seu nome, Troféu Carles Lladó.


O esforço valeu a pena”

- Como é que se sente no meio desta juventude?

“Foi há sensivelmente 27 anos que arrancámos com a Orientação na Catalunha e fizemo-lo a partir do zero. Hoje é uma satisfação ir às provas e ver como as coisas evoluiram. Ver o enorme grupo de crianças com 12 ou 14 anos que pratica ativa e regularmente esta modalidade dá-me um enorme prazer e leva-me a pensar que o esforço valeu a pena.”

- Considera-se uma referência, um modelo para os mais novos?

“Não um modelo mas uma peça mais – juntamente com a minha mulher e outros companheiros – no processo de construção da Orientação na Catalunha. É isto que verdadeiramente importa, do ponto de vista pessoal.”


Coisas boas e coisas más

Em quase três décadas de Orientação, entre as muitas experiências vividas por Carles Lladó, uma há que elege acima de todas as outras e essa tem a ver com a percepção de que a Orientação na Catalunha está em marcha. “Sem querer parecer pretensioso nas minhas palavras, isto é algo que me deixa particularmente orgulhoso porque é obra minha. Hoje há gente que eu não conheço e há gente que não me conhece e isso é muito bom.” Mas nem tudo são rosas e também há más experiências, uma das quais bem recente e que teve a ver com o facto de se ver obrigado a parar com a atividade física devido a uma síncope cerebral, em Fevereiro do ano passado. “Estive oito dias em estado de coma e acabei por recuperar, tomando comprimidos “a torto e a direito”, recorda. E acrescenta: “Hoje já começo a sentir-me um pouco melhor, mas é difícil suportar uma paragem tão longa, sobretudo porque sinto que, antes deste episódio, estava um pouco acima das minhas capacidades para a minha idade, quer do ponto de vista físico, quer mental, e agora sinto que estou abaixo delas.”

No ano passado, o World of O agraciou um Veterano de 96 anos, Rune Haraldsson, com o prémio “The Orienteering Achievment 2015”. Carles Lladó apressa-se a congratular-se com esse facto, afirmando ver nessa distinção “um prémio a todos os Veteranos e um exemplo para toda a comunidade da Orientação. Não posso esquecer-me de ter visto, em Múrcia, nos Mundiais de Veteranos de 1996, um atleta a correr pela floresta, saltando por cima de troncos e descendo por reentrâncias enormes. Tinha 95 anos e causou-me uma profunda admiração. Acho que este prémio é inteiramente justo e que tem um enorme alcance. Eu não sei se conseguirei chegar aos 96 anos (risos).”


Orientação e olimpismo

Vivendo e sentindo intensamente a Orientação, Carles considera que a modalidade caminha no rumo certo, mas observa: “Aquilo que recomendaria é que se continuassem a fazer todos os esforços no sentido de tornar a Orientação uma modalidade olímpica. Talvez ainda não estejam reunidas todas as condições para podermos ser aceites, mas seria fabuloso que isso pudesse ser uma realidade no futuro.” Carles recorda a conversa tida com Juan Antonio Samaranch, onde o ex-Presidente do Comité Olímpico Internacional concordou que a Orientação tem, do ponto de vista do espetáculo, com uma boa produção televisiva, um potencial superior a muitos outros desportos. “E é por aí que temos que pegar”, conclui.

Aos “jovens” com 57 anos, ou seja, a todos aqueles que têm a mesma idade que tinha quando começou, Carles Lladó adverte para não ficarem em casa a olhar para a televisão, podendo a Orientação ser a grande alternativa a uma vida sedentária: “Muitos deles levam hoje 57 anos de vantagem em relação a mim, quando comecei, porque nessa altura eu não sabia absolutamente nada do que era a Orientação e hoje, felizmente, as pessoas conhecem o nosso desporto. Mas o meu conselho é que sejam mais ativos e que saiam de casa, não apenas para ir ao parque ver os outros jogar a petanca. Que sejam mais ativos e que se aventurem a fazer Orientação. Eu faço, a minha mulher com quase 80 anos faz também e acho que todos podemos fazer. É um desporto fabuloso, muito formativo, adequado a todas as idades e onde o companheirismo entre todos é excelente e algo que não se encontra com facilidade nos outros desportos”, afirma. Quanto à sua pessoa, enquanto orientista, o catalão não tem dúvidas: “Enquanto o corpo e a mente aguentarem, estarei por aqui!”


Testemunhos

“Durante muitos anos, viajámos com os nossos pais numa pequena furgoneta por essa Europa fora, participando nas provas de Orientação que tinham lugar durante o Verão. Carles e a sua mulher, Tere, também tinham uma furgoneta e coincidíamos em muitas dessas competições. Num desses Verões, corria eu ainda no escalão M12, recordo que Carles me ensinou, na praia, a interpretar as curvas de nível. Construímos “montanhas” com a areia da praia e ele, com o dedo, desenhava as curvas de nível. E assim, olhando de cima, conseguiu ver as mesmas formas que eram tão difícieis de perceber no mapa.

Ainda recordamos, com outros amigos, que muitos de nós começámos a praticar Orientação graças às provas que ele organizava. Os jovens eram uma presença constante! No início, na Catalunha, eramos as únicas crianças, mas graças ao seu esforço mais e mais crianças e jovens se foram juntando a nós. Inclusivamente, houve um ano em que Carles organizou uma Colónias de Férias de Verão de Orientação. Para mim foi a maior alegria, poder fazer Orientação com tantas outras crianças!”
Pol Ràfols


“Para mim, Carles foi e é um referencial em muitos aspetos da minha vida. Praticou Atletismo desde muito jovem, viajou pelo mundo inteiro duma forma muito humilde, é um homem muito exigente e muitas vezes crítico. Posso afirmar que foi graças a ele que a minha existência mudou, visto termos conhecido a Orientação e isso ser hoje um dos aspetos mais importantes da minha vida.”
Biel Ràfols


“Há já algum tempo que Carles insistia que tínhamos de experimentar essa coisa da Orientação. Até que um dia os meus pais se encheram de coragem e nos levaram até um pequeno lugar próximo de Barcelona. Eu fui com Tere e deram-me um mapa para que fosse olhando. Coloquei o dedo em cima e fui seguindo o percurso. Quando chegámos, disse-me: “Fazes isto muito bem!” E assim começou a história.”
Ona Ràfols


Este artigo pode ser lido no original em http://orienteering.org/wp-content/uploads/2012/02/InsideOrient-2_15.pdf. Publicação devidamente autorizada pela Federação Internacional de Orientação.