sexta-feira, 19 de junho de 2015

Campeonatos da Europa de Orientação em BTT 2015: Momentos (5)



Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

Orientação de Precisão: Seleção Nacional conhece os novos equipamentos



De malas aviadas para a Croácia, onde na próxima semana terão lugar os Campeonatos do Mundo, a selecção nacional de Orientação de Precisão ficou a conhecer os seus novos equipamentos. Iziwear, Garbo, Moltraço e Fapor uniram esforços e o resultado foi apresentado publicamente. Foi na quente tarde de ontem, em Riba d'Ave, numa simples mas significativa cerimónia, que o Orientovar acompanhou bem de perto.


Teve lugar ao final da tarde de ontem, nas instalações da Garbo - Comércio e Confeção de Vestuário Lda., a entrega dos novos equipamentos da Seleção Nacional de Orientação de Precisão que, de 22 a 28 de Junho, disputará na Croácia o Campeonato do Mundo de Orientação de Precisão WTOC 2015. Com ponto de partida na Comissão Técnica de Orientação de Precisão da Federação Portuguesa de Orientação, a iniciativa teve como grande objectivo, segundo os seus responsáveis, dar um passo mais ao encontro da máxima “todos diferentes, todos iguais”, através da uniformização das características dos próprios equipamentos, os quais são integralmente adaptados.

Conforme explicou Joaquim Margarido, um dos obreiros da iniciativa, “a Orientação de Precisão é uma disciplina que tem no seu valor inclusivo uma das maiores riquezas e nós ambicionamos levar este valor tão longe quanto possível.” O dia de ontem marca a concretização de mais um sonho, com a possibilidade dos atletas do Grupo de Seleção, a partir de agora, poderem envergar peças de vestuário desenhadas e confecionadas com o particular propósito de servirem uma população com mobilidade reduzida, mas usadas indistintamente por qualquer pessoa. Daí “um agradecimento a todas as entidades envolvidas e, em particular, à designer de moda Susana Rodrigues, pela sua determinação e coragem em assumir a liderança do projeto e em dimensioná-lo à medida das suas capacidades e conhecimentos e dum extraordinário bom gosto”, referiu Margarido.


O parceiro ideal

A experiência da Iziwear resultante do contacto directo com pessoas com deficiência motora e mobilidade reduzida e a inspiração que daí advém pela força extraordinária e incansável de quem, todos os dias, se supera e vence barreiras impostas por uma sociedade que ainda tem um longo caminho a percorrer para acabar com a discriminação e exclusão destas pessoas, fazia desta empresa o parceiro ideal para o projeto.

Tendo como principal objectivo proporcionar a um público com mobilidade reduzida e seus cuidadores, através das suas colecções, uma melhoria da sua qualidade de vida e bem-estar, quer através da facilitação da sua inserção na vida activa social e profissional, quer através da promoção do envelhecimento activo, a empresa gerida por Susana Rodrigues aceitou o desafio de desenhar os equipamentos, levando esse propósito até ao fim. “Tendo a prática de desporto adaptado um importante papel, quer na reabilitação física e psíquica, quer na integração social da pessoa com deficiência motora, a Iziwear não poderia deixar de aceitar o convite dirigido pela Federação Portuguesa de Orientação, na pessoa do Joaquim Margarido, para desenvolver o equipamento para a equipa de atletas que representará Portugal no Campeonato Mundial de TrailO”, referiu Susana Rodrigues.


Facilidade e conforto

Por forma a conseguir soluções facilitadoras de vestir e despir, com o máximo de conforto e independência, sem que o design estético fosse afectado, cada uma das peças do equipamento - constituído por casaco, calça e pólo - foi concebida a pensar não só no tipo e grau de deficiência ou limitação motora dos atletas paralímpicos que integram a equipa, mas também, nos seus cuidadores. A designer de moda explica o que está em causa nestes equipamentos, ou seja, o que os torna tão diferentes, parecendo iguais: “O pólo e casaco, criados especificamente para quem tem dificuldade em movimentar os braços e mãos, veste-se de frente fechando-se atrás, para que não tenha que passar pela cabeça, e o seu corte em A torna-os bastante confortáveis na zona da barriga. As calças, concebidas a pensar no corpo na posição sentada, apresentam não só um gancho mais alto atrás de forma a evitar exposições indesejadas abaixo da cintura como, ainda, um fecho zíper na lateral exterior de cada perna que permite abrir por completo as calças facilitando o vestir e despir das mesmas.”

Fruto duma parceria que incluiu também a Fapor – Faianças de Portugal S.A. e a Moltraço – Modelagem para Indústria Têxtil e Vestuário Lda., o produto final revelou-se do inteiro agrado dos elementos do Grupo de Seleção – representados em Riba d'Ave por Joaquim Margarido, Ana Paula Marques e Susana Pontes -, quer pela sua versatilidade e conforto, quer pelo harmonia das cores, num conjunto que levou Joaquim Margarido a afirmar: “Se para qualquer atleta é um orgulho vestir as cores da seleção, envergar este equipamento em particular deixa-nos a todos mais orgulhosos ainda”.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Efeméride: Portugueses na Jukola


Faz hoje precisamente 10 anos, Portugal esteve representado na mítica estafeta Jukola por um conjunto de sete atletas lusos, oriundos de várias equipas. No rescaldo desse acontecimento, Tiago Lopes escreveu um artigo extenso onde relata algumas curiosidades, a par das peripécias da prova. Pleno de atualidade, o texto permaneceu inédito até hoje e é para o Orientovar uma enorme honra poder trazê-lo à luz do dia. Com a devida vénia ao escriba e um agradecimento especial pela preferência dada a este blogue na publicação de algo que lhe é, seguramente, muito querido, aqui vai, pois...


Portugal na Jukola de 2005

A única participação portuguesa até ao momento.

Um modelo a explorar em Portugal – Uma Meca da Orientação

(escrito por Tiago Lopes em junho de 2005)


1357 equipas masculinas de 7 atletas; 863 equipas femininas de 4 atletas; mais acompanhantes, público e organização num total estimado em mais de 15.000 pessoas; só um fim de semana de provas em que houve transmissão em directo para algumas televisões nacionais. Mapa de tamanho A2, escala 1/10000; partida à noite, 78,8 km de estafeta total para a Jukola Relay (homens) com 7h30m de previsão de prova para a primeira equipa. Para as senhoras (Venla Relay), um total de 37 km. Participaram equipas de 26 nações.

Estes são alguns dos números da maior festa de Orientação Finlandesa e a maior estafeta do mundo que comemorou [em 2005] 57 anos de existência. A Venla Relay criada para colmatar uma lacuna competitiva para as mulheres, existe à 28 anos.

A Finlândia é o mais oriental dos países nórdicos; faz fronteira com a Rússia, a Suécia e a Noruega; tem uma população estimada em 6 milhões de habitantes para uma área de 338.145 km2.

A mítica estafeta finlandesa decorreu em Anjalankoski nos dias 19 e 20 de Junho de 2005, a nordeste de Helsínquia. Participaram 8 atletas portugueses; os quais constituíram a Selecção Nacional Militar que tinha participado na semana anterior no XXVIII CISM de Orientação que decorreu em Lapeerenta.

Kaukametsäläiset é o fundador da Jukola Relay. Esta Associação que detém todos os direitos da Jukola foi fundada em 30 de Junho de 1948 por iniciativa dos clubes de Helsínquia e subúrbios. A Associação tem-se dedicado apenas a um objectivo: garantir que a Jukola Relay é realizada todos os anos com elevada qualidade e garantir que a tradição seja respeitada no espírito de um livro do séc. XIX. “Seven Brothers”, de um autor Finlandês (Aleksis Kivi - 1834-1872), é o livro que inspitou o criador da estafeta. Aleksis foi o criador da literatura moderna Finlandesa e o livro conta a história da vida de sete irmãos que viviam na floresta e as aventuras que cada um teve quando assumiram a responsabilidade de aceitar as regras da vida em sociedade aceitando viver numa vila convencional.

A primeira Jukola Relay foi organizada em 1949 e conseguiu reunir 41 equipas; desde então tem-se realizado todos os anos em diferentes locais por toda a Finlândia. A estafeta realiza-se sempre no terceiro sábado de Junho. No início só os homens podiam participar no evento. Para as mulheres, foi organizado uma prova individual com partida em massa, com início em 1951; no entanto, só em 1978 é que adquiriu os moldes actuais de estafeta.

A Jukola é organizada por um grupo único de pessoas seleccionadas pelos clubes de orientação finlandeses. Os organizadores são escolhidos 3 a 5 anos antes da competição. Existem mais de 1500 voluntários durante os dois dias de competição. O número estimado de pessoas que trabalharam em prol do evento está estimado entre 12000 e 15000. No entanto, continua a ser muito fácil arranjar voluntários. A organização actual emprega de 1 a 3 pessoas a trabalhar a tempo inteiro durante 1,5 anos.

O centro da competição é uma vila pequena construída em madeira, com os seguintes serviços: restaurantes, algumas dezenas de lojas de equipamento de desporto, banco, chuveiros únicos para ambos os sexos, sauna, bares, lavandaria, pontos de água potável, electricidade, primeiros socorros, espaço media, espaço para Vip’s, igreja, casas de banho … tendas, centenas de tendas para os atletas dormitarem até que chegue a sua vez...

Quando se entra na área de concentração da Jukola percebe-se que é um espaço onde se respira e vive orientação na sua essência, quer pelo número de pessoas presentes no recinto quer pelo número e dimensão das infra-estruturas existentes. O número de espaços comerciais traduz bem a parte económica do evento. Uma extensa área de tendas militares foi implantada para albergar os clubes. Os primeiros 100 clubes classificados do ano anterior têm reserva de espaço para edificar os seus “castelos”, albergar durante a noite os seus atletas para que estes possam ultimar as afinações das agulhas das bússolas. A área das partidas, chegadas e troca de mapas tinha uma extensão balizada de 1km. Os muitos espaços comerciais que vão desde a venda de equipamentos para orientação, lembranças, enormes áreas de restaurantes, entre outros, fazem com que o tempo seja curto para ver tudo com pormenor e apreciar a prova. Só os preços elevados desafinavam esta melodia hipnótica e inesquecível.

As despesas para esta ori-folia foram, em 2015: Inscrição da equipa - 133€ para a Jukola e 76€ para a Venla; aluguer de tenda - 110€; aluguer do espaço para os clubes que tinham tenda - 20€; estacionamento de automóvel ligeiro localizado a cerca de 1700m do centro do evento - 10€; sauna - 2€; aluguer de sistema Emit (mínimo 3) - 5€ (cada). A lembrança de participação foi somente a oportunidade de podermos participar em tão grandiosa festa e um mapa com todos os pontos de controlo.

Na Finlândia é utilizado o sistema EMIT, que tem as seguintes valências: no momento do controle permite ver o n.º do código de controlo e o tempo gasto até ao ponto através de um pequeno monitor digital; durante a competição permite confirmar o código do último ponto de controlo; no final da competição permite ver os códigos dos pontos controlados e os splits times. O tempo dado pelo Emit não é oficial, pois é o computador que posteriormente fornece e confirma o tempo. Possui um sistema mecânico de controlo, para o caso de falha do sistema electrónico, constituído por um simples cartão, encaixado no verso do Emit, que é picado num ponto em cada ponto de controlo. Tem a desvantagem de ser mais difícil a fixação no terreno, ser maior que o SportIdent e demora-se mais tempo no encaixe aquando do controlo em competição.

A Estafeta decorreu com o seguinte programa:

  • Sexta, 17Junho de 2005
14.00 Abertura do centro da competição
  • Sábado, 18 Junho.
08.00 Abertura de todos os serviços
14.15 Cerimonia oficial de abertura
15.30 Partida para Venla Relay
18.10 A vencedora da Venla Relay termina
19.30 Partida em massa para Venla Relay
20.30 Entrega de prémios da Venla Relay
22.15 A área de competição é encerrada às equipas da Venla Relay
23.00 Partida para a Jukola Relay
  • Domingo, 19Junho
06.30 O vencedor da Jukola Relay termina
08.00 Entrega de prémios da Jukola Relay
09.00 Partida em massa Jukola Relay
14.00 A área de competição é encerrada
15.00 Centro da competição é fechado

A equipa portuguesa carregou o dorsal n.º 1352, partiu na última linha uma vez que as 100 primeiras equipas do ano anterior ficaram com o dorsal da posição obtida e das outras equipas foi a ordem de inscrição que o determinou.

A equipa portuguesa, classificada em 197.º, registou os seguintes tempos:



km Luz Tempo 1) Desn. Atletas Tempo Ind. Equipa
1 ± 13,3 escuro 1:20 440m Marco Póvoa 1:25:15 58 58
2 ± 11,3 noite 1:06 330m Alexandre Reis 1:20:46 202 121
3 ± 14,3 escuro 1:24 440m Armando Sousa 1:44:32 291 167
4 ± 7,7 dia 0:43 240m Fernandes 1:06:23 486 211
5 ± 7,7 dia 0:41 240m Daniel Pires 1:01:23 305 212
6 ± 9,9 dia 0:55 330m Tiago Lopes 1:20:03 281 206
7 ± 15,1 dia 1:23 520m Elísio Roque 1:51:26 211 197

78,8 km 7:32:00 2540m
9:49:51


1)Tempos previstos para os primeiros classificados

Site da prova de 2005 (ver 197.º classificação): http://results.jukola.com/tulokset/en/j2005_ju/ju/lopputulokset/

Tempos da equipa vencedora e o nome das 5 primeiras equipas foram:

Kalevan Rasti
FIN
1
Harri Romppanen


1:23:01
2.
2
Mikael Boström
1:09:18
28.
2:32:19
11.
3
Tommi Tölkkö
1:22:33
3.
3:54:53
3.
4
Hannu Airila
46:33
19.
4:41:26
5.
5
Antti Harju
41:31
2.
5:22:57
1.
6
Simo Martomaa
55:09
4.
6:18:07
2.
7
Thierry Gueorgiou
1:23:10
7.
7:41:17
1.
As primeiras atletas da Venla partiram as 14h30 de sábado, o “tiro” de partida para Jukola foi percutido às 23:00, tendo o pôr-do-sol ocorrido às 22h49m e o nascer às 03h45m.

Na Jukola os atletas nascidos depois de 1988 só podem participar nos percursos 4, 5 e 6 devido às grandes distâncias e do perigo pela ausência de luz. Os mapas foram à escala 1/10000, equidistância 5m e imprimidos em Março de 2005. Os códigos de controlo foram imprimidos no mapa junto ao círculo do ponto.

Na Venla Relay a Lídia Magalhães do ADFA participou numa equipa mista obtendo a equipa o 547º lugar, com os seguintes tempos:


S. Military Team ESP
1 Lídia Magalhaes POR

44:26:00 337.
2 Maria Mari ESP 47:35:00 284. 1:32:01 302.
3 Montserrat Marinas ESP 1:07:23 539. 2:39:24 416.
4 Mietta Groeneveld HOL 1:42:52 717. 4:22:16 547.
Tempos da equipa vencedora foram:

Ulricehamns OK
SWE
1
Alexandra Vejedal


34:42:00
62.
2
Stina Grenholm
34:02:00
2.
1:08:44
6.
3
Jenny Johansson
38:50:00
1.
1:47:35
1.
4
Simone Niggli-Luder
50:01:00
6.
2:37:36
1.


Os orientistas finlandeses assim como os estrangeiros consideram há muitos anos que esta é a maior estafeta de orientação organizada no mundo. Para esta afirmação apontam os seguintes factores:
  • Todos os anos o ponto de encontro da Jukola Relay é sempre diferente. É sempre uma grande honra para o clube organizador e os que cooperam organizar a competição;
  • A longa tradição de cooperação de troca de informação e experiências entre os sucessivos clubes organizadores é um dos ingredientes do sucesso;
  • Está preparada para que todos, independentemente da idade, possam participar;
  • O sistema de administração desenvolvido durante muitos anos, a experiência da direcção que controla a Jukola, dá orientações e supervisa os clubes organizadores durante todo o ano.

Melhor que esta descrição, que é o mais fidedigna possível, é respirar esta ambiência e orgulhar-se de já fazer parte história da mais conceituada festa de orientação do mundo.

Sites relacionados: Site da Jukola 2005: http://www.jukola2005.net
Site Oficial da Jukola: Site: http://www.jukola.com
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Atualmente ainda não houve o registo de participação de outra equipa portuguesa, que deixou a sua marca na posição 197.º entre mais de 1.300 equipas.

Um modelo a explorar em Portugal para encontrar uma grande “Meca” para a Orientação ibérica.

Tiago Lopes

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Campeonato Nacional de PreO 2015: Títulos para Jorge Baltazar e Ricardo Pinto



Jorge Baltazar e Ricardo Pinto foram os grandes vencedores do III Campeonato nacional de PreO, levado a cabo na floresta do Crasto, em Viseu. Pontuável para a Taça de Portugal de Orientação de Precisão Invacare 2015, a prova saldou-se num enorme sucesso, tanto pelo desafio técnico do percurso, como pela qualidade dos atletas presentes.


O bonito espaço verde da floresta do Crasto, um dos “pulmões” da cidade de Viseu, recebeu no dia de ontem o Campeonato Nacional de PreO 2015, este ano a cumprir a sua terceira edição. Organizada pelo Clube de Orientação de Viseu – Natura e Federação Portuguesa de Orientação, com os apoios do Município de Viseu, Junta de Freguesia do Campo - Viseu, Instituto Português do Desporto e da Juventude e Invacare Portugal, entre outros, o evento chamou a Viseu a fina flor da Orientação de Precisão nacional, saldando-se numa jornada extraordinariamente competitiva e onde o desenho dos problemas, da autoria de Luís Miguel Nóbrega, pôs à prova de forma superlativa a capacidade técnica dos competidores.

Cumpridos os 20 desafios ao longo duma distância de 1800 metros, o III Campeonato Nacional de PreO viu Jorge Baltazar (GDU Azoia) arrebatar o título, perfazendo um total de 17 pontos. A longa experiência do atleta na Orientação, aliada ao seu enorme talento para a prática desta disciplina tão especial, teve como resultado uma prova extraordinariamente bem gerida e uma vitória inteiramente merecida. Não sem surpresa, a segunda posição coube a Ana Porta Nova (CPOC) com menos um ponto que o vencedor. E o resultado até poderia ter sido bem diferente, com a atleta da turma de Oeiras a falhar onde muito poucos falharam. A terceira posição coube a um “devoto” da Orientação de Precisão em Portugal, Nuno Pires (Ori-Estarreja), com os mesmos pontos de Ana Porta Nova mas menor acerto nos pontos cronometrados. De malas aviadas para os Campeonatos do Mundo da Croácia, Luís Gonçalves (CPOC) foi o quarto classificado com 14 pontos, em parte graças a uma prestação menos conseguida já na parte final do seu percurso, com três pontos falhados nos últimos quatro desafios.


Da competição Por Equipas à novidade das Estafetas

Na Classe Paralímpica, vitória esperada de Ricardo Pinto que, assim, colecionou a sua terceira medalha de ouro em outras tantas edições dos Campeonatos Nacionais de PreO. Apesar da boa prestação e que se saldou por um “score” de 14 pontos em 20 possíveis, também o atleta do DAHP acabou por desperdiçar pelo menos dois pontos, mercê de decisões precipitadas. Júlio Guerra e Claúdio Poiares, ambos do DAHP, ocuparam as posições imediatas no pódio, a três pontos do vencedor. Coletivamente, o DAHP disputou sozinho o título nacional, alinhando com dois conjuntos. Ganhou a formação 1, composta por Ricardo Pinto, Júlio Guerra e José Laiginha Leal, sucedendo assim ao CRN – Centro de Reabilitação do Norte, vencedor em 2014.

Mas este Campeonato Nacional não se ficou por aqui, integrando no programa uma competição demonstrativa de Estafeta de PreO, uma novidade absoluta no nosso País. Servindo em grande medida para prolongar os momentos de salutar convívio entre todos, a prova utilizou o mesmo percurso do campeonato Nacional, oferecendo desafios compostos por uma baliza apenas (designados por “cluster A” na gíria da disciplina) e onde o fator estratégia se revelou preponderante. Deste “sim ou sopas” alucinante, ressalta a emoção inerente ao modelo das Estafetas, com a partida em massa, o passar do testemunho e as chegadas a constituírem momentos de festa e celebração partilhados por todos. Para a história ficam os nomes dos vencedores: DAHP (Ricardo Pinto, Júlio Guerra e José Laiginha Leal) na Classe Paralímpica e Ori-Estarreja (António Amador, Nuno Pires e Nuno Rebelo) na Classe Aberta.


Resultados

Campeonato Nacional de PreO 2015

Classe Aberta
1. Jorge Baltazar (GDU Azoia) 17/20 (52 segundos)
2. Ana Porta Nova (CPOC) 16/20 (46 segundos)
3. Nuno Pires (Ori-Estarreja) 16/20 (102 segundos)
4. Luís Gonçalves (CPOC) 14/20 (11,5 segundos)
5. Acácio Porta Nova (CPOC) 14/20 (92 segundos)
6. Cláudio Tereso (ATV) 13/20 (79 segundos)

Classe Paralímpica
1. Ricardo Pinto (DAHP) 14/20 (97 segundos)
2. Julio Guerra (DAHP) 11/20 (151 segundos)
3. Cláudio Poiares (DAHP) 11/20 (167 segundos)
4. António Amorim (DAHP) 10/20 (99 segundos)
5. José Laiginha Leal (DAHP) 5/20 (102,5 segundos)
6. Ana Paula Marques (DAHP) 5/20 (212,5 segundos)

Por Equipas
1. DAHP 1 (Ricardo Pinto, Júlio Guerra, José Laiginha Leal) 30 pontos (350,5 segundos)
2. DAHP 2 (Cláudio Poiares, António Amorim, Ana Paula Marques) 26 pontos (478,5 segundos)

Resultados completos, mapas de prova e folhas de soluções em http://www.cnpreo2015.coviseu-natura.pt/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

Campeonatos da Europa de Orientação em BTT 2015: Momentos (1)



Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sábado, 13 de junho de 2015

Campeonatos da Europa de Orientação em BTT 2015: "Dobradinha" checa no fecho da competição



Foi em ambiente de festa que chegaram ao fim os Campeonatos da Europa de Orientação em BTT 2015, disputados este ano em Portugal. Na prova de encerramento – uma Estafeta bastante rápida e onde o espetáculo foi uma constante – a República Checa fez uma muito festejada “dobradinha”, terminando os Europeus da mesma forma que tinha começado: de ouro ao peito!


Numa semana em que a bicicleta foi rainha, Idanha-a-Nova recebeu os Campeonatos da Europa de Orientação em BTT 2015 nos escalões de Elite e ainda nos de Jovens e de Júniores. Paralelamente, tiveram lugar os Campeonatos do Mundo de Veteranos de Orientação em BTT 2015, que permitiram atribuir títulos mundiais em 15 escalões a atletas com idades compreendidas entre os 40 e os 75 anos. Guardado para o final o “bocado” sempre saboroso das Estafetas, foram muitos e bons os momentos de festa e celebração vividos na manhã e início da tarde de hoje no mapa de Alcafozes. No total, foram em número de 73 os conjuntos participantes, envolvendo mais de duas centenas de atletas nesta verdadeira festa de encerramento.

No escalão de Elite masculina, a luta adivinhava-se intensa. As indicações dadas por franceses, russos e finlandeses nas jornadas anteriores, colocavam estes três países na linha da frente em termos de favoritismo, mas acabou por ser a República Checa a impor-se de forma soberana, graças a uma prestação irrepreensível dos seus três elementos. Começou melhor a França, por intermédio de Yoann Garde, mas foi a República Checa, com uma prestação fantástica de Jiri Hradil, quem se lançou na liderança para o percurso decisivo. Incapaz de suster a pujança do finlandês Pekka Niemi, parecia que Vojtech Stransky nada mais tinha a fazer senão segurar a medalha de prata para a República Checa, à passagem pelo ponto de espectadores. Mas um imprevisto com Niemi já na parte final da prova, acabou por roubar à Finlândia a possibilidade de revalidar o título europeu alcançado em Zamosc (Polónia, 2013). Disso tiraram partido os seus perseguidores diretos, com destaque para o checo Vojtech Sransky, a segurar a pressão do jovem francês Cédric Beill e do experiente Ruslan Gritsan (Russia), para chegar à vitória no tempo de 1:28:24, contra 1:29:07 de franceses e 1:29:24 de russos. A Finlândia terminou na quarta posição, cabendo o quinto lugar, sensacionalmente, à Espanha. Portugal - com João Ferreira, Daniel Marques e Davide Machado -, foi 7º classificado, quedando-se a 37 segundos dos lugares de honra.


Juniores portugueses chegam ao bronze

No tocante à Elite feminina, França e Finlândia partilhavam o favoritismo no tocante ao ouro. Com atletas da craveira de Hana Garde e Gäelle Barlet, pela parte das gaulesas e de Marika Hara e Ingrid Stengard, no tocante às finlandesas, advinhava-se que estaria nas mãos das jovens Nicole Hueber (França) e Antonia Haga (Finlândia) a chave da vitória. Ambas as equipas adotaram estratégia semelhante, lançando as suas jovens no primeiro percurso e, enquanto Hueber não comprometeu significativamente, perdendo pouco mais de dois minutos para a cabeça da corrida, Antonia Haga esteve irreconhecível, atrasando-se quase dezoito minutos e arrumando definitivamente com as aspirações das finlandesas em revalidar o seu título europeu. Entretanto, na frente, as posições iam-se definindo. Nina Hoffman dava vantagem à Dinamarca no primeiro percurso, mas foi a checa Marie Brezinova, primeiro, e depois Martina Tichovska, a mostrarem o valor do seu conjunto e a oferecerem à República Checa uma vitória em certa medida inesperada mas justa. Refira-se apenas, a título de curiosidade, que este resultado imita os Europeus de 2011, disputados em Leninegrado, onde a República Checa também festejou em grande no último dia dos Europeus.

Quanto aos Campeonatos da Europa de Juniores e de Jovens de Orientação em BTT, esta Estafeta fica marcada pela desclassificação de várias equipas devido à violação duma regra básica no momento da partida. Grandes “prejudicados” com esta situação, os Juniores masculinos de França, dominadores absolutos do primeiro ao último momento, acabaram por ver o seu nome riscado do “mapa” dos melhores da Europa na Estafeta, cabendo a honra à Finlândia, logo seguida de República Checa e Portugal. Em Jovens masculinos, a França foi a grande vencedora, sorrindo à Finlândia o segundo lugar, após desclassificação da Rússia pelo motivo anteriormente referido. Nos escalões femininos, foi sem surpresa que se assistiu à vitória da Rússia, tanto nos Juniores como nos Jovens, cabendo contudo uma nota de destaque para o segundo lugar das francesas nos Europeus de Jovens, a 1:45 apenas das “todo-poderosas” russas.


Resultados

EMTBOC 2015

Homens Elite
1. República Checa 1:28:24
2. França 1:29:07
3. Rússia 1:29:24
4. Finlândia 1:34:02
5. Espanha 1:35:16
6. Itália 1:35:40

Damas Elite
1. República Checa 1:40:05
2. França 1:44:00
3. Dinamarca 1:44:57
4. Russia 1:53:32
5. Lituânia 1:55:21
6. Finlândia 1:58:35


EJMTBOC 2015

H20
1. Finlândia 1:34:25
2. República Checa 1:34:37
3. Portugal 1:43:27

D20
1. Russia 1:40:41
2. Suécia 1:47:16
3. Áustria 1:49:45


EYMTBOC 2015

H17
1. França 1:12:49
2. Finlândia 1:15:21
3. Polónia 1:19:13

D17
1. Rússia 1:14:56
2. França 1:16:41
3. Polónia 1:36:31

Resultados e demais informação em http://mtbo15.fpo.pt/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

Campeonatos da Europa de Orientação em BTT 2015: Distância Longa dá ouro a Foliforov e Benham



Fazendo valer a sua condição de líderes do ranking mundial da Federação Internacional de Orientação, Anton Foliforov e Emily Benham foram os vencedores da prova rainha dos Campeonatos da Europa de Orientação em BTT 2015, disputada nas Termas de Monfortinho. Numa exigente Distância Longa, coube a ambos a melhor prestação, batendo uma concorrência particularmente forte e aguerrida.


Termas de Monfortinho, no extremo nordeste do concelho de Idanha-a-Nova, recebeu na manhã e início da tarde de ontem a prova mais apetecida dos Campeonatos da Europa de Orientação em BTT 2015. Num terreno com enorme declive e com traçados de percurso a exigir máxima atenção face às opções que se ofereciam aos competidores, esta foi uma Distância Longa que teve tudo para agradar a todos. Ou quase todos, já que o número de atletas que não chegaram ao fim da prova, sobretudo devido ao imprevisto dos “furos”, foi uma vez mais bastante elevado.

No setor masculino, Anton Foliforov esteve irrepreensível, fazendo evidenciar toda a sua superior qualidade técnica e capacidade física, concluindo o percurso em 1:44:18. Com mais 1:29 e 2:30 terminaram, respetivamente, Jussi Laurila (Finlândia) e Baptiste Fuchs (França). Correndo com uma bicicleta emprestada pelo português João Ferreira - após a cerimónia do pódio, ainda no palco, Foliforov fez questão de deixar um agradecimento público a Ferreira, num gesto de “fair-play” de louvar -, o atleta russo não podia estar mais contente com esta medalha, à qual corresponde “uma das melhores prestações de sempre”, disse. Nota ainda para o excelente 13º lugar do português Davide Machado, a demonstrar uma vez mais a sua extraordinária garra numa prova que lhe assentava que nem uma luva. Não fora a sua ainda precária preparação, após paragem prolongada devido a lesão, e o atleta português teria feito história.


Benham, finalmente

A França voltou a estar em plano de evidência no setor feminino, colocando duas atletas no pódio. Depois do título europeu de Distância Média alcançado na passada quarta-feira, Gäelle Barlet foi hoje a segunda classificada, com o tempo de 1:42:31. Independentemente do que possa vir a suceder na Estafeta que encerra a competição, ela é, indubitavelmente, a “rainha” destes Europeus. Com mais 39 segundos, a sua compatriota Hana Garde ocupou a terceira posição, enquanto a vitória coube à britânica Emily Benham, pela escassa margem de 20 segundos sobre Barlet. Benham era, no final, uma atleta particularmente satisfeita, depois de ter abraçado esta prova “sem um plano definido” e de se ter atrasado substancialmente ainda na primeira parte do percurso, depois dum erro clamoroso na opção para o 5º ponto de controlo.

Nos restantes escalões, destaque para as vitórias do finlandês Sauli Pietikainen e da francesa Lou Denaix, que assim “bisaram” o ouro nos Campeonatos da Europa de Juniores. Teve igualmente lugar a etapa de Distância Longa do Europeu de Jovens, na qual os russos Fedor Schepelev e Daria Mykriukova foram os mais fortes. De salientar que a Russia fez o pleno no pódio feminino, à semelhança do que sucedera já nas provas de Sprint e de Distância Média.


Resultados

EMTBOC 2015

Homens Elite
1. Anton Foliforov (Russia) 1:44:18
2. Jussi Laurila (Finlândia) 1:45:47
3. Baptiste Fuchs (França) 1:46:48
4. Laca Dallavalle (Itália) 1:48:31
5. Jiri Hradil (República Checa) 1:48:49
6. Marek Pospisek (república Checa) 1:49:32

Damas Elite
1. Emily Benham (Grã-Bretanha) 1:42:11
2. Gäelle Barlet (França) 1:42:31
3. Hana Garde (França) 1:43:10
4. Camilla Søgaard (Dinamarca) 1:43:33
5. Ingrid Stengard (Finlândia) 1:47:04
6. Marie Brezinova (República Checa) 1:49:32


EJMTBOC 2015

H20
1. Sauli Pietikainen (Finlândia) 1:28:56
2. Vaclav Snuparek (República Checa) 1:30:47
3. Florian Pinsard (França) 1:31:54

D20
1. Lou Denaix (França) 1:13:28
2. Veronika Kubinova (República Checa) 1:14:12
3. Olga Mikhailova (Russia) 1:18:46


EYMTBOC 2015

H17
1. Fedor Schepelev (Russia) 47:44
2. Anathsel Dott (França) 47:59
3. Jeremi Pourre (França) 49:32

D17
1. Daria Mikryukova (Russia) 59:34
2. Alena Fedoseeva (Russia) 1:03:51
3. Uliana Sukholovskaya (Russia) 1:09:07

Toda a informação em http://mtbo15.fpo.pt/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sexta-feira, 12 de junho de 2015

Campeonatos da Europa de Orientação em BTT 2015: Anton Foliforov (Rússia)




Nome: Anton Foliforov
Idade: 28
Vive em: Kovrov, Rússia
Profissão e grau de escolaridade: Desportista, Academia Estatal de Tecnologia de Kovrov
Anos de prática desportiva: Desde 1997.
Anos de Orientação em BTT: Desde 2003.
O que a levou a iniciar-se na Orientação em BTT: O Ciclismo.
Posição atual no ranking de Orientação em BTT da IOF: 1º lugar
Posição atual na Taça do Mundo de Orientação em BTT 2015: 2º lugar



Qual a melhor recordação na Orientação em BTT até ao momento?
- A minha primeira medalha de ouro na prova de Estafeta dos Campeonatos do Mundo em 2009, em Israel. Corri o terceiro percurso, tendo partido com seis minutos de desvantagem para a liderança, mas acabei por recuperar e ganhámos a prova. Foi totalmente inesperado!

Onde vai buscar a inspiração?
- Querer sempre fazer o meu melhor em cada prova.

Quer mencionar um ou dois aspetos do treino que são as chaves do seu sucesso?
- A vontade de treinar e um treinador competente.

Quais são as suas metas para os Campeonatos Europeus, em Portugal?
- Conquistar uma medalha de ouro. É algo que nunca consegui em Campeonatos da Europa.

Qual é o seu maior desafio na competição, e como pretende gerir isso?
- Manter a cabeça fria. Pensar apenas na corrida e esquecer tudo o resto.

Qual será a sua maior conquista nesta temporada?
- Conseguir chegar ao pódio, tanto nos Campeonatos do Mundo como na classificação final da Taça do Mundo.

Tem algum lema pelo qual orienta o seu modo de vida?
- Independentemente da rapidez com que se parte em busca dum objectivo, o importante é nunca parar!

[Foto gentilmente cedida por Anton Foliforov]

Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quinta-feira, 11 de junho de 2015

Campeonatos da Europa de Orientação em BTT 2015: Cédric Beill (França)




Nome: Cédric Beill
Idade: 22
Vive em: Schirmeck, França
Profissão e grau de escolaridade: Representante de vendas.
Anos de prática desportiva: 15 anos.
Anos de Orientação em BTT: 8 anos.
O que a levou a iniciar-se na Orientação em BTT: Exagerei no treino de Orientação Pedestre e comecei a voltar-me para a bicicleta. Gostei desta viragem, experimentei a Orientação em BTT e acabei por me viciar.
Outras informações pessoais que gostasse de partilhar: Tenho mais bicicletas do que os dias da semana!
Posição atual no ranking de Orientação em BTT da IOF: 1º lugar
Posição atual na Taça do Mundo de Orientação em BTT 2015: 1º lugar



Qual a melhor recordação na Orientação em BTT até ao momento?
- O meu melhor momento ainda é o terceiro lugar na prova de Estafeta do Campeonato do Mundo 2012, na Polónia, naquele que foi o meu primeiro ano no escalão de Elite. Foi uma prova realmente incrível e uma medalha completamente inesperada.

Onde vai buscar a inspiração?
- O que me motiva para treinar diariamente são sobretudo os grandes momentos vividos durante a minha carreira desportiva, sobretudo as medalhas de ouro alcançadas no meu último ano nos Campeonatos do Mundo de Júniores.

Quer mencionar um ou dois aspetos do treino que são as chaves do seu sucesso?
- Trabalho muito a parte mental, visto a capacidade de concentração ser um dos aspectos mais importantes no decorrer duma prova. Não ser distraído pela concorrência e manter o foco em qualquer condição são as chaves que conduzem ao sucesso.

Quais são as suas metas para os Campeonatos Europeus, em Portugal?
- O meu objectivo é chegar ao pódio numa das distâncias, não elegendo uma delas em particular como a minha preferida. Se for seleccionado para integrar a equipa de Estafeta, desejo ainda poder dar um bom contributo.

Qual é o seu maior desafio na competição, e como pretende gerir isso?
- Não tenho um ponto fraco que possa personalizar, sendo a forma de lidar com o calor a parte mais difícil… Não estou habituado a condições climatéricas com temperaturas elevadas.

Qual será a sua maior conquista nesta temporada?
- Como para muitos outros atletas, o grande objectivo será a conquista duma medalha de ouro nos Campeonatos do Mundo, tal como aconteceu no escalão Júnior. Pelo menos, é nesse sentido que estou a trabalhar.

Tem algum lema pelo qual orienta o seu modo de vida?
- A vitória não é daqueles que acreditam mais, mas daqueles que o fazem por mais tempo!

Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Campeonatos da Europa de Orientação em BTT 2015: O que eles disseram!...



Mais uma jornada cumprida nos Campeonatos da E uropa de Orientação em BTT 2015 e nova ronda pelas redes sociais – e não só! - em busca de reações. Hoje o Orientovar traz-lhe as palavras de Anton Foliforov, Kevin Haselsberger, Lou Denaix e Marika Hara, com os seus pontos de vista duma bem disputada prova de Distância Média.


Anton Foliforov sagrou-se ao início da tarde Campeão da Europa de Distãncia Média e não tardou em partilhar a sua alegria, fazendo uso da sua página no Facebook [AQUI]: Calor, poeira e um terreno com muita pedra solta. Não foi uma prova simples, com uma dinâmica especial e que exigiu concentração e muita paciência. Houve coisas que não funcionaram e que devo lamentar, mas aquilo que funcionou resultou bem e foi o bastante para a medalha de ouro”, disse o atleta, que faz ainda questão de recordar que “esta foi a minha primeira medalha de ouro em Campeonatos da Europa!”

“Muito resumidamente, não tive sorte na prova de Distância Média disputada hoje. Furei logo após a partida, mas o selante de pneu funcionou bem e segui... mas cometi um erro de 180º. Depois de corrigir o erro, voltei a furar e só me apetecia voltar para casa, mas de repente o selante voltou a funcionar e lá segui”. Foi desta forma que o austríaco Haselsberger relatou na sua página no Facebook [AQUI] as agruras da jornada. E conclui: “Perdi quatro minutos só no primeiro ponto, mas acabei a prova lado a lado como Tobias Breitschädel. Amanhã é dia de descanso e já só penso na prova de Distãncia Longa da próxima sexta feira”.


Marika Hara e o seu terceiro bronze

Quanto às senhoras, começamos por partilhar aquilo que a Junior Lou Denaix escreveu na sua página no Facebook [AQUI]. Após ter-se sagrado Campeã do Mundo Junior de Sprint, no dia de ontem, o terceiro lugar alcançado hoje não a deixou particularmente satisfeita: “Não posso estar totalmente contente com a minha prova, sobretudo pelo erro enorme no segundo ponto, embora o resultado à chegada seja mais do que satisfatório com um belo 3º lugar, ante uma concorrência muito forte. Falta agora apenas a prova de Distância Longa e amanhã um dia de repouso a permitir alguma recuperação.”

Finalmente, a finlandesa Marika Hara voltou a deixar as suas impressões na página da Federação Finlandesa de Orientação – www.suunnistusliitto.fi – de onde foi possível respigar algumas notas, nomeadamente a má opção a caminho do ponto 7 e que acabaria por deitar por água abaixo as suas aspirações numa medalha de prata ou mesmo de ouro: “Já tinha tomado a decisão de tomar aquela que teria sido a melhor opção mas, por qualquer razão, mudei de ideias e segui uma opção que me parecia ter um terreno mais fácil. É verdade que o terreno era mais fácil, mas acabou por não compensar a distância extra percorrida e que se traduziu na perda de 40 segundos. Não fora isso e teria lutado pela vitória”, estima Marika Hara. Com três medalhas de bronze conquistadas em outras tantas provas, a atleta revelou-se “satisfeita por alcançar diariamente uma medalha”, embora desagradada “pelo par de horas à espera na quarentena debaixo duma temperatura de 35 graus.”


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

Dia Nacional da Orientação 2015: 70 a correr (e ao telemóvel) em Braga



O Dia Nacional da Orientação 2015 foi assinalado em Braga com mais uma etapa do VIII Torneio COMmapa, realizada no mapa da cidade de Braga recentemente alargado. Um evento que, para além de três percursos de Orientação Pedestre, ofereceu uma novidade chamada TeleO.


A cidade dos Arcebispos assinalou, no passado sábado, a sétima edição do Dia Nacional da Orientação. Debaixo dos 33 graus que se faziam sentir às quatro da tarde, cerca de 70 participantes estrearam uma área nova de mapa elaborada pela equipa de Orientação da ES Carlos Amarante, no âmbito de uma parceria com a Junta de Freguesia de S. Victor com o Clube de Orientação do Minho.

A prova organizada pelo .COM contou com os habituais três percursos - Fácil, Médio e Difícil - e, com uma prova experimental de TeleO, atividade realizada a pares em que um elemento da equipa fica na quarentena com o mapa e o outro efetua o percurso sem mapa, recebendo informações do colega via telemóvel. O feedback foi de que a experiência foi muito interessante, mas algo facilitada pelo facto de a maioria dos participantes conhecer relativamente bem a área abrangida pelo percurso do TeleO. A organização promete repetir a experiência, reconhecendo a tarefa como divertida e um diferenciado momento de treino, em que é exigido ao elemento da equipa que fica na quarentena a simulação de que está no terreno, a seleção da informação mais importante e a transmissão/ verbalização da mesma.

Para a história ficam os nomes dos vencedores. Ânia Silva (AE Maximinos) levou de vencida o escalão Fácil, enquanto José Fernandes (ES Carlos Amarante) foi o mais rápido no escalão Médio. No escalão Difícil, a vitória coube a Daniel Magalhães (.COM) com uma vantagem próxima de um minuto sobre Luís Ferreira (AE Maximinos), segundo classificado. Na prova de TeleO, a vitória coube a Guilherme Faria (ES Carlos Amarante).

Informações e foto gentilmente cedidas por Ana Paula Serra Campos.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido