sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

25 Anos FPO: Orientovar



Numa altura em que festejamos os 25 anos da FPO, qual a palavra que de imediato lhe vem à mente?

Joaquim Margarido (J. M.) - Etapa. Porque a vida é feita de etapas, feita de sonhos, de objetivos, de conquistas. Umas mais curtas – quiçá mais intensas -, outras mais prolongadas no tempo. Acrescentaria que estes 25 anos, número redondo, marcam uma bela etapa na vida da FPO.

Qual a “dívida” que o Orientovar tem para com a Federação em matéria do seu aparecimento e desenvolvimento?

J. M. - Diria que é uma dívida avultada. O sabor da descoberta da Orientação é algo que, em termos pessoais, não tem preço. E isso devo-o ao Fernando Costa, devendo estender o meu reconhecimento ao Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos. Mas no preciso momento em que me dou conta das singularidades desta modalidade e percebo a sua beleza, o seu fascínio, percebo também que há uma força aglutinadora por detrás destes homens e destas mulheres que, vestindo as cores dos seus clubes, vestem a camisola da Orientação. E essa força aglutinadora é a FPO, são aqueles que se dedicam a organizar, promover, formar, lutar. Seria simplista afirmar que a FPO somos todos nós e que, nessa medida, todos estamos em dívida com todos, já que a minha dívida para com a FPO vai mais longe. Tem a ver com o carinho que sempre dispensou ao projeto Orientovar, com a forma como o acolheu na sua página institucional, como o elegeu como porta-voz de muitas das suas iniciativas e como respondeu, em momentos muito significativos, aos desafios que o Orientovar sempre fez questão de colocar.

Como definiria o Orientovar neste momento?

J. M. - O Orientovar chega amanhã ao fim. Foram oito anos de vida intensa, com muitas alegrias e conquistas, mas tudo tem o seu tempo. A Entrevista com Augusto Almeida, Presidente da FPO, colocará um ponto final neste projeto. É também a minha forma de homenagear um homem que aprendi a admirar e a respeitar, um homem a quem a modalidade deve uma enormíssima fatia da sua estabilidade e credibilidade.

Como vê o atual estado da Orientação em Portugal?

J. M. - Com muita expectativa. A Orientação sofreu um forte abalo nos últimos anos e perdeu centenas de praticantes. Também a capacidade de atrair novos públicos se manteve aquém do necessário para, em certa medida, compensar essa queda. Mas de falta de iniciativa não se podem acusar os agentes da modalidade. Vamos acreditar que este ciclo menos positivo está à beira de se inverter.

Três ideias breves para três tópicos muito concretos: Comunicação, Desporto Escolar e Provas Locais.

J. M. - Comunicação – Pela importância que assume, há muito que merecia uma reflexão séria.

Desporto Escolar – É aqui que se percebe, de forma particularmente gritante, a desvantagem das modalidades mais técnicas e que exigem conhecimentos, recursos e tempo e nas quais a Orientação se inclui. Cada vez são menos os professores que dinamizam grupos-equipa de Orientação e a motivação dos clubes em desenvolver parcerias entre o Escolar e o Federado esbarra na escassez de recursos financeiros e humanos.

Provas Locais – Serão uma excelente forma de captar novos praticantes, se articuladas de forma concertada e que leve em conta a regularidade e a proximidade geográfica das várias iniciativas. Promovidas de forma isolada, são uma perda de tempo e de recursos.

Um desejo neste soprar das 25 velas.

J. M. - Que muitas mais velas se continuem a soprar e que a “chama” nunca se apague!


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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