sábado, 5 de dezembro de 2015

25 Anos FPO: Clube de Praças da Armada



Numa altura em que festejamos os 25 anos da FPO, qual a palavra que de imediato lhe vem à mente?

António Graça (A. G.) - Missão cumprida. Porque houve, efetivamente, um esforço enorme de algumas pessoas em Portugal, pegando nesta modalidade de cariz militar que rapidamente se expandiu, vinda de outros quadrantes do globo.

Qual a “dívida” que o CP Armada tem para com a Federação em matéria do seu aparecimento e desenvolvimento?

A. G. - A dívida do Clube Praça da Armada para com a FPO é muito simples. O clube surge em 1983, composto essencialmente por praças da Armada, militares com fortes ligações à modalidade, onde se destaca então Camilo Mendonça, oficial Fuzileiro da Marinha, que com o seu entusiasmo soube cativar inúmeros militares da Marinha e da categoria de Praças para esta modalidade nova em Portugal e que rapidamente cresceu. Para a sustentação da modalidade haveria necessidade da criação de Associações, tendo surgido a ASORT, mais a Sul. O Clube de Praças da Armada, como clube jovem e com necessidade de se afirmar no campo desportivo, abriu portas a esta modalidade tão querida, tendo em vista mais tarde a criação da Federação Portuguesa de Orientação. É claro que, como clube jovem, quando a FPO surgiu, mostrou-se desde logo preparado para a sua filiação naquele organismo.

Como definiria o Clube de Praças da Armada neste momento?

A. G. - O Clube de Praças da Armada, Instituição de Utilidade Pública e agraciada com a medalha municipal dos 25 anos, encontra-se sediado no concelho de Almada desde a sua fundação (16 de Agosto de 1983). Conta atualmente com cerca de 3.000 sócios efetivos. No âmbito da cultura, além de possuir uma biblioteca, edita o boletim “O Marujo”, promove debates e colóquios, organiza anualmente o almoço comemorativo do Dia 25 de Abril, promove anualmente um concurso para prémios escolares (2º e 3º ciclo) para os filhos dos associados, designado por Prémio 1º MAR AP Domingos do Nascimento Raposo e, de 3 em 3 anos, organiza o lançamento da Medalha Comemorativa do Dia da Marinha. Desde 2009, com a inauguração do Monumento ao Marinheiro Insubmisso, no Feijó, organiza anualmente, no Centro Cívico do Feijó, no primeiro ou segundo sábado do mês de Setembro, em conjunto com a Associação de Praças, o Dia Nacional da Praça das Forças Armadas e o Aniversário da Revolta dos Marinheiros de 08 de setembro de 1936. No âmbito recreativo, ao longo do ano organiza o concurso de máscaras, Santos Populares, Karaokes e Magusto de S. Marinho, bem como o Aniversário do Clube. No âmbito desportivo, além de organizar eventos desportivos de âmbito local e nacional, participa ao longo do ano com atletas/equipas nas modalidades de Tiro, Pesca, Orientação, Corridas de Montanha/Trail, Triatlo e Duatlo, a nível federado. Em termos de não federado participa nas provas populares e locais/regionais de BTT, Atletismo (Séniores e Veteranos), Futsal e Caminhadas. Em termos da Formação, encontram-se em funcionamento a Escolinha de Atletismo, as Escolas de Natação - uma a funcionar na piscina do Alfeite (CEFA) e a outra na piscina da Escola de Fuzileiros, no Barreiro - e a Escola de Tiro, na Carreira de Tiro do CEFA. A atividade desportiva no clube envolve cerca de 350 atletas/participantes.

Como vê o atual estado da Orientação em Portugal?

A. G. - O estado da Orientação em Portugal pode ser visto em duas fases: numa primeira, houve um crescendo e amadurecimento, mas agora que passámos à segunda fase é necessário dar sustentação à modalidade e não adormecer sobre o trabalho desenvolvido. Parece-me, na minha humilde opinião, que se está a perder massa humana (jovens) na modalidade, o que não augura nada de bom.

Três ideias breves para três tópicos muito concretos: Comunicação, Desporto Escolar e Provas Locais.

A. G. - Comunicação – Deveria, no meu entender, existir uma comunicação generalizada para a população aquando da realização de provas locais e outros eventos. É importante sensibilizar os clubes para esta ação de divulgar mais a modalidade nos locais da realização das provas e nas suas imediações, procurando envolver mais as populações e os clubes locais, mesmo que não tenham propriamente a ver com a modalidade.

Desporto Escolar - As escolas locais deveriam poder participar a custo zero com a finalidade de divulgar e angariar novos talentos para a modalidade, desde o ensino básico até ao universitário. Por outro lado poder-se-ia, através dos clubes, desenvolver com as escolas locais parcerias nesse sentido. Se os professores não estão familiarizados ou motivados para a prática da Orientação, é à Orientação que compete ir à escola através do clube local ou na proximidade e assim promover a modalidade.

Um desejo neste soprar das 25 velas.

A. G. - Continuação por mais vinte e cinco anos de boas Orientações.

[Foto gentilmente cedida por António Graça]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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