quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

25 Anos FPO: Clube de Orientação do Centro



Numa altura em que festejamos os 25 anos da FPO, qual a palavra que de imediato lhe vem à mente?

Leonel Vieito (L. V.) - Tristeza. Tristeza, porque quando cheguei ao mundo da Orientação as provas tinham mais participação de todo o tipo de pessoas que simplesmente vinham por lazer do que aquelas que estavam para competir, o que hoje em dia só raramente se vê.

Qual a “dívida” que o COC tem para com a Federação em matéria do seu aparecimento e desenvolvimento?

L. V. - A dívida que o COC tem para com a Federação é o facto de nos ter proporcionado a possibilidade de organizarmos grandes eventos, os quais nos têm garantido alguma estabilidade económica para fazermos face aos desafios que nos são propostos permanentemente e que sabiamente têm sido geridos. Isto passa não só pelo apoio aos nossos atletas mas também pela resposta que vamos conseguindo dar aos inúmeros pedidos feitos por todo o tipo de instituições que encontram no COC um parceiro ideal para as suas iniciativas.

Como definiria o COC neste momento?

L. V. - O COC é dos poucos clubes que vai resistindo à decadência da modalidade nestes tempos de crise. Apesar de todos os contratempos, conseguimos aumentar o numero de sóciose de praticantes. É com dificuldade que vamos sobrevivendo pois sentimos na pele os problemas comuns aos movimentos associativos, onde a solidariedade por vezes não abunda, o que leva a que as instituições de carácter amador só consigam manter-se graças à carolice de meia dúzia de entusiastas. Contudo, conservamos íntegras as nossas ambições de manter o COC no topo das classificações competitivas nas quais participamos, conquistando títulos consecutivos, algo que sabemos ser cada vez mais difícil. A par disso, mantemos a aposta sempre forte nas nossas organizações, com o ano de 2016 a afigurar-se de extrema actividade organizativa e com o Portugal O' Meeting a revelar-se a prioridade das prioridades e a ocupar-nos todo o tempo disponível devido às enormes distâncias que separam a nossa casa da sede do evento, em Penamacor.

Como vê o atual estado da Orientação em Portugal?

L. V. - No meu ponto de vista, como simples observador pouco entendido na matéria, acho que atingimos um elevado nível organizacional que não foi acompanhado no ponto de vista desportivo. Estamos num ponto onde a margem para evoluirmos é muito curta derivado a todas as contingências sócio-económicas dos tempos difíceis que vivemos. Sou da opinião que, por vezes, para seguirmos em frente, é necessário dar alguns passos atrás.

Três ideias breves para três tópicos muito concretos: Comunicação, Desporto Escolar e Provas Locais.

L. V. - Comunicação - É o motor essencial para a divulgação e desenvolvimento desta modalidade tão especifica.

Desporto Escolar e Provas Locais - São a base de expansão que levam o conhecimento e o gosto pela modalidade a um leque mais abrangente da população.

Um desejo neste soprar das 25 velas.

L. V. - Desejo as maiores felicidades a todos aqueles que, determinadamente, insistem em manter viva esta modalidade que tanto nos apaixona.

[Foto gentilmente cedida por Leonel Vieito]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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