segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

25 Anos FPO: Clube de Orientação de Viseu - Natura



Numa altura em que festejamos os 25 anos da FPO, qual a palavra que de imediato lhe vem à mente?

Sérgio Aguiar (S. A.) - Confiança. Porque acredito que a FPO e os seus associados tudo farão para que a modalidade seja sempre mais forte.

Qual a “dívida” que o COV tem para com a Federação em matéria do seu aparecimento e desenvolvimento?

S. A. - O COV-NATURA, sabe quais os objectivos a alcançar e como os os atingir, tendo sempre consciência que sozinho nunca iria consegui-lo. Quando do nossa fundação, em Outubro de 1997, filiámo-nos na ANORT, e depois na FPO, que no mesmo ano organizou o Congresso Nacional de Orientação, em Viseu. Iniciámos, com as Câmaras Municipais, um dos períodos mais extraordinários da história do COV-Natura que foi a organização dos Jogos Desportivos e Olimpíadas da Amizade, processo este que viria a tornar possível a divulgação e dinamização da modalidade no Distrito, conseguindo criar interesse nos nossos Jovens, que assim vieram dar confiança a todo o nosso trabalho durante estes anos. De realçar a continuidade de toda uma equipa jovem que vem liderando o COV-Natura, sempre a pensar em novos desafios. Em todo este processo, foi natural o envolvimento da FPO, que como órgão máximo da modalidade tem a obrigação de dar o impulso necessário para que haja Clubes bem organizados e cada vez mais fortes. Por isto vamos continuar a contar sempre com esse apoio.

Como definiria o COV neste momento?

S. A. - Defino-o como um Clube com força e vontade para se propor a outros grandes desafios. Para além dos objetivos que vêm sendo alcançados, estará sempre a intenção de estar em novos no futuro, nunca esquecendo que o sucesso só se alcança com um excelente trabalho de equipa. Por essa razão, o Clube nunca se caracterizou pelo querer organizar tudo, mas sim por tentar levar para a frente todos os propósitos com calma e serenidade. Depois de parcerias com o Clube Ori-Estarreja (Portugal O' Meeting 2012, MCO 2014), por quem o COV-Natura tem um grande apreço pelo excelente serviço prestado, o Clube decidiu “arriscar” através da experiência conseguida e iniciar a sós a organização de eventos, entre os quais o Campeonato Ibérico “Raid EcoPista do Dão-Viseu” de Corridas de Aventura, Troféu “Feira de S. Mateus 2012, Campeonato Nacional de Orientação de Precisão e Desporto Adaptado, Troféu “Senhora do Castelo”-Mangualde, “Troféu de Orientação Cidade de Viseu”, em Estafetas, Troféu Conquista do Castelo – Penedono em Campeonato Nacional de Distância Longa, Trail Run “COVISEU 2015”, Orientação de Precisão e Desporto Adaptado 2015, Viseu City Race 2015 e, por último, a organização do Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre, no passado mês de Outubro. O nosso objetivo é continuar com grandes desafios em 2016 e 2017, colaborando sempre através das nossas capacidades, dando o máximo de nós, formando, participando e organizando, de forma a reforçar cada vez mais as potencialidades constantes na Orientação. Não posso deixar de referir a tão importante presença dos Municípios e autarquias na modalidade, pois só com o seu apoio logístico e financeiro é possível atingir níveis de excelência na organização destes eventos, embora todos saibamos a importância dos mesmos no retorno turístico e financeiro para as respetivas Regiões.

Como vê o atual estado da Orientação em Portugal?

S. A. - Vejo a Orientação com muita confiança, mas não posso esquecer os tempos difíceis que atravessamos e que levam a que os Clubes não possam apoiar os seus atletas na participação e na organização. Para isso é necessário o apoio da nossa Federação, reforçando esse apoio de forma a que os Clubes se possam afirmar cada vez mais e que o resultado se traduza no aumento do número de participantes. Vejo a Orientação em Portugal com grande qualidade, aliás demonstrada pela qualidade dos excelentes atletas, mas também vemos como é difícil hoje praticá-la assiduamente, por vezes porque envolve custos elevados, não esquecendo a vontade e o interesse extraordinário de cada atleta, independentemente do escalão/sexo. Também de referir as diversas vertentes da modalidade, a Orientação em BTT, as Corridas de Aventura, a Orientação de Precisão e o Desporto Adaptado, que vieram enriquecer a modalidade ao oferecerem as mais variadas opções e condições para o cidadão portador de deficiência. Por tudo isto, tenho confiança na modalidade e em todos os que trabalham com o objetivo de a tornar cada vez mais forte.

Três ideias breves para três tópicos muito concretos: Comunicação, Desporto Escolar e Provas Locais.

S. A. - Comunicação - Há necessidade de uma maior envolvente da Imprensa na modalidade, pois qualquer outra modalidade consta diariamente nos Orgãos de Comunicação Social, o que raramente acontece com a Orientação, sendo que muito deste trabalho pode vir dos Clubes que terão de investir regionalmente, realçando aqueles que, pela paixão  na modalidade, conseguem uma excelente um trabalho na divulgação.

Desporto Escolar - O Desporto Escolar em Viseu, ao nível da Orientação, já mexe, depois da Formação para professores durante este ano lectivo. Contamos neste momento com a presença de duas Escolas EB 2,3 a ensinar Orientação, pois é na Escola que os jovens  se encontram e é aí que, a partir dos professores, se incute nos alunos o interesse e o entusiasmo em aprender. Há necessidade de investir no Desporto Escolar, pois assim passamos a contar com uma Escola activa em Orientação, e no caso do Natura os alunos vão estar preparados para integrarem as provas locais, como os Jogos Desportivos, férias desportivas, Escolinhas de Orientação e mais tarde a competição.

Um desejo neste soprar das 25 velas.

S. A. - Faço votos para que a Orientação em Portugal seja cada vez mais forte e saudável e que todos os Clubes se revejam com grande empenho, interesse e entusiasmo no futuro da Orientação.

[Foto gentilmente cedida por Sérgio Aguiar]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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