quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

25 Anos FPO: Clube de Orientação da Gafanhoeira - Arraiolos



Numa altura em que festejamos os 25 anos da FPO, qual a palavra que de imediato lhe vem à mente?

Raquel Costa (R. C.)
- Renovação. A Orientação pedestre evoluiu ao longo dos anos, desde a fundação da FPO. Quer em número de praticantes, quer em termos organizativos e regulamentares, também na criação de diferentes quadros competitivos e aperfeiçoamento das condições para a prática. Ultimamente essa evolução não é tão notória naquilo que, ao aumento de participantes diz respeito, mas também às estratégias de desenvolvimento para o futuro. Assim, diria que, uma renovação das políticas e das ideias no seio da FPO seria um fator a considerar, para bem da evolução que a modalidade merece.

Qual a “dívida” que o GafanhOri tem para com a Federação em matéria do seu aparecimento e desenvolvimento?

R. C.
- O Gafanhori (em 2007 designado por SRSPG) surgiu de um enquadramento e contexto propícios, no qual a FPO não teve praticamente nenhuma interferência. Explicando de forma simples, este projeto surgiu assim: a professora Mariana Valério de São Pedro da Gafanhoeira, que tinha a seu cargo um grupo de jovens com o qual desenvolvia o projeto de Escolas e Escolinhas em São Pedro da Gafanhoeira, levou esse grupo a duas atividades de Orientação que se realizaram em Montemor-o-Novo e em Vendas Novas, nos anos de 2004 e 2005. Essas atividades foram organizadas para os jovens do distrito de Évora, pelo clube CPOC. Depois disso, a professora levou esse grupo de jovens a participar em algumas provas pontuais perto de casa, ao 2º, 4º e 5º estágio Ori-Jovem em 2005 e 2006 e no circuito Ori-Alentejo (chamado Ori-Évora nas duas primeiras edições) que se iniciou em Dezembro de 2006. Nessa altura, a professora Mariana, junto da Câmara de Arraiolos, criou condições para se iniciar um projeto de “escola de modalidade” de Orientação tendo anteriormente convidado o Tiago Aires para ser o treinador dos jovens neste projeto. Assim em 7 de Março de 2007 teve inicio o projeto com o primeiro treino. A partir daí, o clube que começou com 12 jovens com menos de 15 anos em 2007, tinha em 2010 cerca de 100 associados de várias idades. Hoje há uma inversão dessa realidade, já que os associados ativos são maioritariamente seniores e veteranos e em menor número do que em 2010.

Como definiria o GafanhOri neste momento?

R. C.
- Neste momento o Gafanhori define-se pela continuidade, está ativo na organização de eventos e na participação em provas do calendário FPO e outros. É um clube com muita experiência acumulada de organização de provas, com muitos materiais e equipamentos da modalidade e com atletas bastante experientes. Em 2015 o clube propôs-se a reativar o Circuito Ori-Alentejo (que estava inativo desde 2011) e organizou já 5, de 6 etapas. Estreou-se a organizar um evento de Trail Running, com o evento “Trail dos Gafanhotos” em Outubro deste ano. Teve ainda outras iniciativas e pequenas organizações no concelho. Os próximos eventos a organizar pelo Gafanhori são: o Estágio de Orientação After Christmas entre o Natal e o Ano Novo e, em Junho de 2016, os Campeonatos Nacionais de distância Média e Estafetas.
Este ano o Gafanhori foi campeão nacional de estafetas em Seniores Masculinos (equipa: Tiago Aires, Manuel Horta e Tiago Romão). Nos escalões de Elite, em termos individuais o atleta Tiago Romão foi campeão nacional absoluto, campeão nacional de distância média, vice-campeão nos nacionais de sprint e distância longa. Tiago Aires foi vice-campeão absoluto, assim como Raquel Costa em seniores femininos. Rita Rodrigues obteve a 3ª posição nos nacionais de sprint em seniores femininos.

Como vê o atual estado da Orientação em Portugal?

R. C.
- A Orientação em Portugal tem potencial para crescer e são necessárias políticas que visem esse objetivo. Nos últimos anos tem havido um decréscimo da participação nos eventos nacionais e locais e nas várias disciplinas da modalidade. O momento atual necessita de um olhar estratégico e de convergência de esforços e de ação.

Três ideias breves para três tópicos muito concretos: Comunicação, Desporto Escolar e Provas Locais.

R. C.
- Faria sentido enumerar ideais para estes tópicos, tendo como base um plano estratégico conhecido da FPO. Com a ausência de perceção dessa estratégia, vou considerar que ela tem em vista o aumento do numero de participantes e/ou clubes nos tópicos enunciados.

Comunicação - É um dos pontos mais fracos desde sempre da FPO. Nos dias de hoje, na era da comunicação, mais se denota esta insuficiência. É uma área que deve ser estabelecida como prioridade. Há que melhorar a forma (possivelmente recorrendo a um profissional da área), mas também a própria mensagem (estando esta de acordo com a estratégia da FPO).

Deporto Escolar - A FPO ter capacidade de resposta na formação de professores e promover iniciativas por regiões do país.

Provas Locais - Fazem sentido se associadas com a criação/existência de vários clubes na região onde essas provas têm lugar.

Um desejo neste soprar das 25 velas.

R. C.
- Que do passado se possa construir o futuro.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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