segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Porto City Race 2015: As opiniões dos vencedores



Grandes vencedores do Porto City Race 2015, os britânicos Jack Kosky e Sophie Kirk falaram ao Orientovar da sua experiência por terras da Invicta. Uma conversa descontraída da qual se retira a grande convergência de opiniões acerca do valor desta prova, desta organização e deste City Race Euro Tour.


Como muitos compatriotas seus, Jack Kosky e Sophie Kirk partiram de Londres com destino ao Porto para um fim de semana especial. O turismo ativo está entre as atividades da sua preferência e, numa cidade tão “nas bocas do mundo”, uma prova de Orientação vinha mesmo a calhar. “Penso que nunca tinha estado em Portugal”, começou por dizer Sophie, acompanhando a frase com uma sonora gargalhada. Para logo emendar, admitindo que sim, que já esteve, “talvez no Portugal O' Meeting, não tenho bem a certeza”. Mas estes são dias de pausa na sua atividade profissional e umas férias no Porto, uma cidade que importa descobrir, são o motivo de a vermos aqui. “E tenho ainda mais dois dias de férias”, diz, o sorriso abrindo-se de orelha a orelha. O propósito duma visita turística está igualmente na base da opção de Jack Kosky pela Invicta, mas aqui a situação apresenta contornos algo diferentes: “Estive no Porto no ano passado, em turismo, tendo percebido que estava a decorrer o Porto City Race. Ao passear pela cidade, vi o quão interessante poderia ser correr aqui, com todo este declive, as ruas muito estreitas, um desafio de Orientação de grande nível. Foi apenas uma questão de esperar um ano e pude realmente confirmar isso mesmo”, confessa.

Falando da sua prova, Sophie Kirk realça o facto desta ter sido “uma prova bastante rápida, com muitos pequenos detalhes, uma prova bastante longa e debaixo duma temperatura bastante alta, o que fez com que chegasse ao fim exausta.” A britânica aponta como chaves da vitória o “não ter cometido muitos erros e procurar correr sempre”. Já Kosky realçou a parte da corrida como a sua grande arma, referindo que “é na corrida que baseio o meu treino, mais do que na Orientação”. Mas não deixa de sublinhar a “excelente mescla de pequenas secções do percurso muito técnicas, bem combinadas com pernadas bastante longas, em terrenos com muito declive e com muito calor”, dando nota máxima ao traçador de percursos. Também a organização, duma forma global, mereceu o apreço de ambos, com Jack Kosky a aplaudir o esforço de publicidade à prova, “com cartazes espalhados por toda a cidade”. Na sua opinião, “quando corremos no meio da floresta é natural que ninguém nos veja, mas isto é uma prova urbana e tem de haver esse esforço de divulgação, de atrair as pessoas.” E remata: “A organização esteve realmente muito bem”.

O conceito do City Race Euro Tour, tendo na combinação entre turismo e Orientação a sua fórmula de sucesso, é igualmente do agrado de ambos. Ainda Jack Kosky a preencher o “tempo de antena”, baseando-se na sua experiência pessoal: “Eu gosto de planear as minhas viagens com um objetivo em mente e é sempre bom partir à descoberta dum local com o pretexto duma qualquer atividade desportiva. Conseguimos ver as coisas de forma diferente, conhecer melhor as pessoas, o local onde vivem. Isto proporciona-nos uma visão das coisas que, doutra forma, não teríamos.” E Sophie Kirk sugere que o circuito deveria incluir mais cidades, Mas quais? No rosto da britânica, a expressão duma decisão nada fácil, mas finalmente um nome vem à baila: “Berlim”. Jack Kosky, por seu lado, avança com o nome de Veneza sem sequer pensar duas vezes: “Nunca competi lá, mas tenho amigos que já o fizeram e adoraram. E além do mais era a hipótese de termos um novo País a integrar o circuito”, conclui.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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