segunda-feira, 6 de julho de 2015

MIchele Cera: "Este resultado constitui uma grande motivação"



Categórica! Assim se pode classificar a vitória de Michele Cera que lhe valeu o título mundial de PreO na Classe Aberta nos Mundiais 2015. Depois dum primeiro dia em que, isolado, assumiu o comando da classificação, soube na jornada decisiva gerir a sua prova e, com um percurso limpo, bater uma concorrência recheada de estrelas. Na hora da consagração, o Orientovar falou com ele e partilha, aqui e agora, os momentos mais marcantes dessa conversa.


Quando chegou à Croácia para disputar o Campeonato do Mundo, de alguma forma estava na sua ideia poder vir a celebrar o título mundial de PreO?

Michele Cera (M.C.) - Não sei dizer. Quando vim para a Croácia, o meu principal objetivo era fazer o melhor possível. Julgo que no primeiro dia do PreO consegui um resultado muito bom, com apenas um erro, enquanto todos os outros adversários deram duas respostas erradas ou mais. Neste segundo dia senti-me bastante nervoso mas acabei por ultrapassar isso e por fazer novamente uma boa prova, uma prova limpa.

Teve a prova sempre controlada ou houve pontos que lhe suscitaram dúvidas?

M.C. - Houve dois ou três pontos onde não consegui responder com absoluta convicção. O sétimo ponto, por exemplo, com aquelas três balizas muito próximas, foi um deles. Outro foi precisamente o último ponto, o nº 26, embora aí tivesse ainda muito tempo para gerir e acabei por usá-lo para garantir que a minha resposta estaria correta.

Quanto à competição em si, qual a sua opinião?

M.C. - Os organizadores deste WTOC na Croácia fizeram um excelente trabalho. As provas foram desafiantes e justas, isentas de protestos. Foram provas limpas. Os mapas foram de altíssima qualidade e também a questão da tolerância zero foi clara e evidente. É um excelente sinal quanto àquilo que se pretende dem relação ao futuro.

E quanto ao TempO? Ficou contente com o seu 15º lugar?

M.C. - Quando olhei para o meu tempo [430 segundos], confesso que estava à espera de algo melhor. Mas ganhei duas posições em relação ao meu resultado no ano passado e julgo que não devo estar muito desapontado.

Como avalia os resultados da competição no tocante aos países ditos “mais pequenos”? Portugal, por exemplo?

M.C. - Portugal conseguiu excelentes resultados, mas também a Eslováquia, entre outros. É muito bom para o futuro desta disciplina que novas nações possam surgir a animar a competição e a lutar pelos melhores lugares. A Suécia, por seu lado, vai para casa sem qualquer medalha. Mas penso que a questão não está na Suécia ter baixado de nível; há, isso sim, alguns países que cresceram imenso.

Para o futuro, quais os seus planos?

M.C. - Vou continuar a fazer Orientação de Precisão, é tudo quanto sei dizer. Este resultado constitui uma grande motivação.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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