domingo, 5 de julho de 2015

Antti Rusanen: "Sinto-me muito bem"


Inscreveu o seu nome pela primeira vez no galarim da Orientação de Precisão Mundial aos 20 anos de idade quando, em Kiev, conquistou a medalha de prata dos Campeonatos do Mundo, na Classe Aberta. Oito ano volvidos, Antti Rusanen chega finalmente ao ouro, vencendo a final de TempO dos Mundiais da Croácia, disputada na manhã do passado dia 26 de Junho.


Quando concluiu a sua prestação na derradeira estação da final de TempO dos Campeonatos do Mundo de Orientação de Precisão WTOC 2015, Antti Rusanen teve uma explosão de alegria. Foi aos gritos e com os braços no ar, em sinal de triunfou, que venceu a distância que o separava dos espectadores, como quem tem a certeza que a medalha de ouro não lhe irá escapar. “Não, não tinha certezas naquele momento”, contrapõe. “Sabia que tinha feito uma boa prova mas, na verdade, não sabia que prova tinham feito os meus adversários”. De forma clara, o finlandês respondeu à “provocação” e acrescentou: “Não tive grandes dificuldades ao longo do percurso e senti-me quase sempre confiante nas respostas que dei; houve um ou outro problema que se revelou mais exigente mas consegui sempre encontrar a melhor solução para os resolver.”

Depois do “desastre” na final de TempO do Campeonato do Mundo em 2014, em Itália, Antti Rusanen mostrou ter afastado essa sombra negra e as sensações não podem ser melhores: “Este título é o momento alto de muitos anos de trabalho e sinto-me muito bem.” No horizonte estão agora os Mundiais da Suécia e o atleta confessa-se “preparado para competições de grande nível, tanto no PreO como no TempO”. As últimas palavras encerram uma reflexão sobre os resultados dos seus adversários mais diretos, em particular o segundo lugar de Ján Furucz e os sexto e sétimo lugares dos portugueses Luís Gonçalves e Inês Domingues: “É muito bom ver atletas de outras nações nos lugares mais altos da classificação. Tenho de ter cuidado com eles.”


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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