quinta-feira, 21 de maio de 2015

Campeonato da Europa de Orientação em BTT 2015: Antonia Haga (Finlândia)




Nome: Antonia Haga
Idade: 25 (26 muito em breve).
Vive em: Rovaniemi, na Lapónia, tendo nascido e crescido em Kronoby, Finlândia.
Anos de prática desportiva: Faço desporto desde que me conheço. Comecei com o Esqui, na vertente de Corta-Mato, mas na verdade nunca gostei muito daquilo.
Anos de Orientação em BTT: 9 anos.
O que a levou a iniciar-se na Orientação em BTT: Algum tempo depois de ter deixado o Esqui, comecei a fazer Orientação. Experimentei a Orientação em BTT e achei bastante divertido andar de bicicleta pela floresta à procura dos pontos. Tracei então como objectivo ser campeã da Finlândia na categoria Júnior, o que consegui em 2009.
Outras informações pessoais que gostasse de partilhar: Sempre que ando pelos subúrbios da minha cidade, desço de bicicleta todas as escadas que encontro!
Posição atual no ranking de Orientação em BTT da IOF: 16º lugar
Posição atual na Taça do Mundo de Orientação em BTT 2015: 8º lugar



Qual a melhor recordação na Orientação em BTT até ao momento?
- O segundo lugar na etapa de Distância Média da Taça do Mundo 2015, na Hungria, é o meu melhor resultado até ao momento. As condições difíceis, o terreno, a prova e a minha própria prestação faz com que esta seja uma prova para lembrar.

Onde vai buscar a inspiração?
- Gosto de percorrer os trilhos da floresta. Aprecio especialmente aqueles mais técnicos e as descidas rápidas. Gosto da velocidade e parto em busca do desafio com o objectivo de fazer sempre melhor. Aquilo que não é desafiante aborrece-me e não consegue prender a minha atenção por muito tempo.

Quer mencionar um ou dois aspetos do treino que são as chaves do seu sucesso?
- Estou a seguir um novo programa de treino e tenho sido capaz de o cumprir de acordo com o planeado.

Quais são as suas metas para os Campeonatos Europeus, em Portugal?
- Quando cruzar a linha de meta sentir-me satisfeita com a minha prova e perceber que não poderia ter feito melhor do que fiz.

Qual é o seu maior desafio na competição, e como pretende gerir isso?
- O maior desafio é evitar cometer erros com a minha orientação. Procuro empenhar-me ao máximo em aprender com os erros que cometi no passado.

Qual será a sua maior conquista nesta temporada?
- Ao terminar em segundo lugar a etapa de Distância Média na Hungria, julgo que já alcancei o meu grande objectivo da temporada. Terminar uma prova sem erros é, também, algo que persigo.

Tem algum lema pelo qual orienta o seu modo de vida?
- O ser humano precisa de comer, dormir, fazer exercício e ter estímulo mental.

Há algo mais que gostaria de partilhar?
- A primeira vez que corri em Portugal, há cinco anos atrás, foi um autêntico desastre. Não sabia ler as curvas de nível nem como escolher as melhores opções em terrenos muito desnivelados. Na costa Oeste da Finlândia, onde treinava habitualmente, desnível era coisa que pura e simplesmente não existia. Regressei a Portugal em 2013, já melhor preparada e, sobretudo, capaz de ler um mapa. Mesmo tendo dado uma queda muito feia na véspera da prova de Distância Média, fui capaz de alcançar o meu melhor resultado numa etapa da Taça do Mundo até então, terminando a Distância Longa na 5ª posição.

[Foto: Marko Bonden]

Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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