domingo, 17 de maio de 2015

Campeonato da Europa de Orientação em BTT 2015: Emily Benham (Grã-Bretanha)




Nome: Emily Benham
Idade: 26
Vive em: Salisbury, Inglaterra e Brandbu, Noruega
Profissão e grau de escolaridade: Topógrafo e cartógrafo de mapas de Orientação pedestre e BTT; mecânico de bicicletas. Graduada em Fisioterapia em 2010, tendo apenas exercido até meados de 2012.
Anos de prática desportiva: 16 anos. Dos 10 aos 18 anos em Orientação Pedestre e dos 18 em diante em Orientação em BTT. Dois anos de corridas ocasionais em XCO.
Anos de Orientação em BTT: 8 anos.
O que a levou a iniciar-se na Orientação em BTT: Exagerei no treino de Orientação Pedestre e comecei a voltar-me para a bicicleta. Gostei desta viragem, experimentei a Orientação em BTT e acabei por me viciar.
Outras informações pessoais que gostasse de partilhar: Tenho mais bicicletas do que os dias da semana!
Posição atual no ranking de Orientação em BTT da IOF: 1º lugar
Posição atual na Taça do Mundo de Orientação em BTT 2015: 1º lugar


Qual a melhor recordação na Orientação em BTT até ao momento?
- A minha primeira medalha nos Campeonatos do Mundo, em 2012.

Onde vai buscar a inspiração?
- Ao querer fazer sempre mais e melhor, tanto mental como fisicamente. Suponho que, em determinado nível, vivo impulsionada por um desejo de não falhar. Falhar provoca em mim uma obessão e só consigo parar quando conseguir atingir os meus objetivos.

Quer mencionar um ou dois aspetos do treino que são as chaves do seu sucesso?
- Eu ouço o meu corpo. Se numa manhã me sentir emocionalmente débil e à beira das lágrimas, tiro um dia de folga porque sei que este é o sinal de que estou a chegar aos meus limites. E aí tenho a certeza que voltarei no dia seguinte com renovada motivação e energia. É o meu travão ao excesso de treino.

Quais são as suas metas para os Campeonatos Europeus, em Portugal?
- Apenas melhorar neste início de temporada. As minhas pernas estarão mais rápidas, a minha orientação mais controlada e a minha navegação mais agressiva. Se, no meio disto tudo, conseguir defender o meu título europeu, tanto melhor. Existe alguma concorrência forte este ano e nenhuma das minhas adversárias estará disposta a ceder, de forma gratuita, poiucos segundos que sejam. Julgo que haverão alguns resultados interessantes e emocionantes.

Qual será o maior desafio na competição e como pretende gerir isso?
- Fiz algumas boas provas na Hungria, mas isso foi há algumas semanas atrás. Todos os atletas estão continuamente a melhorar e qualquer atleta pode apresentar-se muito forte nos Campeonatos da Europa. Conseguir recuperar emocianalmente duma prova, sobretudo se as coisas não saírem conforme o planeado, será potencialmente o desafio mais difícil. Mas tenho a sorte de ter o Hans Jørgen para me ajudar!

Qual será a sua maior conquista nesta temporada?
- Se me tivesse feito essa pergunta há dois dias atrás, a resposta seria fazer corretamente um “cavalinho”, ou saltar um obstáculo (“Bunnyhop”)! Mas agora que já consigo fazer as duas coisas, terei que falar em conseguir aumentar a minha velocidade de orientação a um nível nunca antes alcançado. Se eu conseguir orientar-me tão depressa como os melhores atletas masculinos, poderei fazer pleno uso da minha velocidade e potência.

Tem algum lema pelo qual orienta o seu modo de vida?
- Treinar, comer, dormir e fazer isso tudo outra vez. Talvez algum trabalho pelo meio!

Há algo mais que gostaria de partilhar?
- Em criança nunca pratiquei desporto muito a sério. Em adolescente, apenas “corri” e orientava-me. Nunca fui muito rápida. Não conseguia agarrar uma bola. O controlo corporal e a capacidade de coordenação foram sempre algo limitados. E agora estou a pagar o preço disso, a investir um pouco do meu tempo de treino aprendendo novas habilidades e ensinando o meu cérebro a controlar os movimentos. Dediquei dois meses a trabalhar a estabilidade e o padrão muscular e a aprender a ser capaz de me erguer numa barra com a força dos braços!! Fiz grandes melhorias neste inverno longe da bicicleta e isso ajudou-me realmente a ser mais rápida e mais forte, algo que eu, na verdade, não estava nada à espera.

[Foto: Nigel Benham]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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