segunda-feira, 16 de março de 2015

Olav Lundanes: "Vou lutar pelo ouro na Distância Média e na Distância Longa"



Após um início de temporada na Austrália, Olav Lundanes escolheu Portugal para retomar a sua preparação. Ao Orientovar, o líder do ranking mundial fala do presente momento e traça os grandes objetivos para 2015.


Outra estadia em Portugal, começando desta vez com a participação no Norte Alentejano O' Meeting. Ficou satisfeito com o segundo lugar alcançado?

Olav Lundanes (O. L.) - Gostei mais da prova no primeiro dia. No segundo dia senti-me bastante cansado e, além disso, cometi um erro que me custou um minuto e meio. Os mapas e os percursos foram muito interessantes, tal como algumas partes de floresta e os verdes também. Gostei imenso. Quanto ao meu segundo lugar, não me posso queixar. Penso que o Oleksandr foi superior nos momentos decisivos.

E quinze dias mais tarde voltámos a vê-lo a competir, desta vez no Portugal O' Meeting.

O. L. - Foi um bom treino em terrenos interessantes, apesar de me ter lesionado no terceiro dia e de não ter participado no último dia de provas. Mas foi realmente um bom treino.

Como avalia o tempo passado em Portugal?

O. L. - Penso que este primeiro período em Portugal correu realmente muito bem. Os treinos foram excelentes, tal como os mapas e os terrenos.

Porquê Portugal?

O. L. - Porque aqui encontramos sempre um grande número de bons mapas e competições muito bem organizadas. Os Campos de Treino são de qualidade superior. É por estas razões que escolho Portugal nesta altura da época e também por causa do bom tempo. É espetacular.

Esteve na Austrália, onde participou na ronda inaugural da Taça do Mundo. Valeu a pena uma viagem tão longa, o jet lag e tudo o mais?

O. L. - A Austrália foi uma boa experiência. As competições não se revelaram ao mais alto nível mas os terrenos eram muito interessantes e as minhas prestações... bem, não foram más. Nesta altura da época, aquilo que eu posso esperar é poder treinar bem, poder fazer uma boa orientação. A forma física poderia ser melhor, claro, mas não serve de desculpa para os erros que se cometem.

Fazendo um balanço deste período de Inverno, onde é que vai ter de fazer incidir o seu trabalho no sentido de melhorar?

O. L. - será sobretudo ao nível da condição física. Há ainda muito que fazer. Preciso de conseguir treinar de forma contínua por um longo período de tempo e é aí que reside a minha preocupação.

O que é que se segue?

O. L. - Vou regressar agora à Noruega, onde permanecerei durante um curto período de tempo, e depois parto para a África do Sul, para treinar em altitude. Este ano temos uma Primavera mais calma do que o habitual e as grandes competições antes dos Campeonatos do Mundo, de acordo com os meus planos, serão a Tiomila, a Taça do Mundo que terá lugar “em casa”, em Halden, e também na Suécia, e ainda a Jukola, evidentemente. E será tudo antes dos Mundiais.

Quer partilhar connosco o seu grande objetivo da temporada?

O. L. - O grande objetivo é ganhar duas medalhas nos Campeonatos do Mundo, na Escócia. Vou lutar pelo ouro na Distância Média e na Distância Longa. Quanto à Estafeta, é um caso a pensar. Penso que é difícil pensar no ouro quando são muitas as provas que estão em causa. O ideal seria que a Estafeta surgisse no final do programa dos Campeonatos do Mundo, mas este ano ela surge nomeio e vamos ver como é que as coisas podem ser geridas.

Lidera atualmente o Ranking Mundial da Federação Internacional de Orientação. Isto tem para si algum tipo de significado especial?

O. L. - É um pouco estranho. Penso que já estive melhor em ocasiões anteriores, nomeadamente em 2012. Não sei... Penso que o ranking antigo funcionava melhor. A nova fórmula é um pouco complicada, é tudo uma questão de Campeonatos da Europa e de Campeonatos do Mundo. Em certa medida é um bocadinho triste mas, evidentemente, é mais justo. Se conseguires vencer as provas de Distância Média e de Distância Longa, não há duvidas, és o número 1. Mas tanto quanto vejo, o Hubmann ganhou duas medalhas de ouro nos Europeus, o Thierry ganhou um título Europeu e um título Mundial, tal como eu... não é fácil comparar. Mas quero batê-los!

Portanto, duas medalhas de ouro nos Mundiais e a liderança do ranking mundial no final da temporada... é isso (?).

O. L. - Sim, é isso. E nem se discute (risos).

Gostava de lhe pedir que formulasse um desejo dirigido a todos os orientistas neste início de temporada.

O. L. - Que façam muitas e boas provas e que se divirtam tanto quanto possível. Afinal, a Orientação é isso mesmo.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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