segunda-feira, 23 de março de 2015

Gustav Bergman: "Estou muito empenhado num bom WOC"



Após uma excelente temporada em 2014, onde brilhou com as duas medalhas de ouro conquistadas nas Estafetas dos Campeonatos da Europa e Campeonatos do Mundo, Gustav Bergman vai querer mostrar que 2015 é o ano da confirmação. Dois pódios na ronda inaugural da Taça do Mundo, na Tasmânia, são para já um excelente prenúncio, mas muito mais está para vir.


Pudémos vê-lo em grande forma a levar de vencida a primeira etapa do Portugal O' Meeting 2015, mas depois disso desapareceu. O que é que aconteceu?

Gustav Bergman (G. B.) - Depois dessa primeira prova, adoeci de forma muito séria e acabei por passar o resto dos meus dias em Portugal numa cama, no quarto de Hotel, com 40 graus de febre.

Bem, fica pelo menos essa boa experiência do primeiro dia. Quer partilhar connosco as suas impressões?

G. B. - A prova do primeiro dia foi boa, mas nada por aí além. Fiz uma boa navegação e preocupei-me em correr a direito, acabando por ser o mais rápido, o que foi, ainda assim, o melhor de tudo.

Como é que está a decorrer a sua preparação no início da temporada? Foi positiva a experiência Australiana, no outro lado do Mundo, nos primeros dias do ano?

G. B. - O meu treino de Inverno está a decorrer muitíssimo bem, excetuando mesmo o meu “febrão” em Portugal. Tenho conseguido manter um bom plano de corrida e penso que, nesse aspeto, consegui subir um patamar em termos de desenvolvimento da minha corrida. Quanto à Taça do Mundo, na Tasmânia, esse não era um objetivo, mas sim os Campeonatos do Mundo, na Escócia, sendo aí que estão centradas todas as minhas atenções. Não vejo grande inconveniente em termos a Taça do Mundo a começar tão cedo, logo em Janeiro, mas acho que a Federação Internacional de Orientação tem de lidar com a situação doutra forma em ternos do estatuto da competição. Se os melhores atletas não competem, então não faz sentido em chamar àquilo Taça do Mundo.

Permita-me recuar à época dourada de 2014 e à Estafeta ganhadora nos Europeus e nos Mundiais, consigo a revelar-se preponderante nos momentos decisivos. Qual a memória mais forte que guarda dessas vitórias?

G. B. - Sabe muito bem ganhar como equipa. A imagem que guardo dos rostos do Jonas [Leandersson] e do Fredrik [Johansson] quando se juntaram a mim no corredor de chegada são algo que me faz pensar que valeram a pena todas as horas de treino gastas na preparação para os Campeonatos.

Estar nos Mundiais da Escócia com o pensamento na revalidação do título de Estafetas é, estou certo, um dos seus grandes objetivos. Mas gostava de saber mais.

G. B. - Estou muito empenhado num bom WOC e encaro como muito possível a minha participação em todas as etapas de floresta. No último ano, o meu enfoque era mais a Estafeta, o que me obrigou a ter de pôr de parte a Distância Longa, tanto, nos Europeus como nos Mundiais. Mas este ano as coisas serão diferentes, o programa está estruturado doutra forma e estarei disponível para correr também a Distância Longa.

Onde poderá residir a chave do sucesso?

G. B. - Penso que as minhas capacidades técnicas e mentais são suficientemente boas para pensar numa medalha de ouro nos Campeonatos do Mundo, mas preciso de melhorar imenso sob o ponto de vista físico. Tenho um plano de trabalho que estou a seguir à risca e venho melhorando de ano para ano, portanto julgo que não me devo preocupar muito com esta questão.

Que significado teria para si o facto hipotético de chegar ao final da temporada na liderança do Ranking Mundial?

G. B. - Preocupo-me muito pouco com o Ranking e uma situação dessas não teria grande significado para mim. Contudo, as novas regras dos Campeonatos do Mundo valorizam de forma importante o Ranking, pelo menos em termos de atribuição de tempos de partida, e portanto não podemos abstrair-nos dele, pura e simplesmente.

No final da nossa conversa, pedia-lhe que deixasse um desejo a todos os orientistas, agora que a época está a começar.

G. B. - Boa sorte para a vossa temporada e espero que sejam capazes de fazer algumas provas perfeitas ao longo do ano!


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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