sábado, 14 de fevereiro de 2015

POM 2015: Nos bastidores



Numa breve passagem pelos bastidores do Portugal O' Meeting 2015, o Orientovar esteve logo ao início da manhã na área de Partidas. Grande responsável por um setor vital da organização, Jorge Saraiva diz-nos como é.


São 09h42 e, dentro de pouco mais de um quarto de hora, a pacata zona de floresta eleita para zona das partidas deste primeiro dia do Portugal O' Meeting começará a fervilhar. Enquanto quatro elementos se entregam à tarefa de pendurar entre dois pinheiros as listas devidamente protegidas por plástico, um pouco mais acima ultimam-se pormenores. No chão estão os cestos com os mapas embalados e as indicações correspondentes a cada escalão. Sob a tenda, um placard previamente preparado para o efeito comporta todas as sinaléticas adicionais. Os corredores estão montados e nem mesmo os atrasados merecem menor atenção. Testam-se as bases do “clear”, do “check” e do “start”. Sempre solicito, Carlos Monteiro, o Supervisor Nacional, garante que tudo está preparado. Agora é esperar pelas 10h00.

Parece tudo fácil, a equipa das partidas tem as listas, os atletas sabem as suas horas, é conferir e está a andar. Mas é apenas e só isto? “Vim ao terreno sete vezes e, em cinco delas, passei aqui seis horas de cada vez”, refere Jorge Saraiva, colocando a tónica no cuidado a ter, desde logo, na escolha do melhor local para as partidas. Aos “doze ou treze elementos” que compõem a equipa das partidas, é pedido “muita concentração”. Saraiva explica: “Hoje são cinco horas a executar uma tarefa muito repetitiva e aquilo que se pede é muita atenção, concentração ao mais alto nível”.

Uma prova desta envergadura provoca naturais receios. Saraiva não o nega: “O que tenho mais medo é que uma desatenção possa levar a que um atleta entre um minuto antes. Isso complica imediatamente toda a dinâmica da prova, implicando uma série de ajustes que, depois, não são fáceis.” Outro problema é a barreira linguística, nomeadamente quando é sabido que no POM 2015 estão presentes quase 2300 atletas de 26 nações distintas. Saraiva desdramatiza: “É engraçado porque temos, por vezes, dificuldade em comunicar e vamos pela linguagem gestual. Afinal, a linguagem da Orientação é universal”. Com o céu carregado e a ameaçar desfazer-se em água ao longo da tarde, o desejo de Jorge Saraiva para o resto do Portugal O' Meeting é claro: “Que o tempo se aguente e que possamos ter a presença do sol. Dá outro colorido à festa!”


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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