terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Os Verdes Anos: Inês Correia



Olá,

Chamo-me Inês Ferreira Correia, tenho 17 anos, frequento a Escola Secundária de Santa Maior em Viana do Castelo, mas pratico Orientação pela equipa de Desporto Escolar da Escola Básica do Baixo Neiva, em Forjães, Esposende.

Comecei a praticar Orientação com dez anos, na Escola Básica do Baixo Neiva, em Forjães, Esposende, no Desporto Escolar, com a professora Anabela Freitas. Na altura era apenas uma rapariga pequena e curiosa que nunca tinha ouvido falar deste desporto. Foi só o tempo de conseguir autorização e na semana seguinte já estava a treinar “duro”, mas também com muita diversão à mistura. Não era uma desportista por natureza, mas a orientação apaixonou-me por completo.

Sempre tive o apoio da minha família de maneira incondicional, transportando-me para a escola sempre que tinha provas de Orientação, indo-me buscar a Viana do Castelo para treinar, ligando-me durante o dia para tomar conhecimento de como eu estava e para me desejar boa sorte antes das provas e procurando que eu tivesse equipamento adequado para o desporto. Sempre me incentivaram a treinar, a não desistir sempre que os resultados não eram os desejados, dizendo-me “nunca desistas do que te faz feliz”. De igual forma, os meus colegas sempre apoiaram bem a minha decisão de me tornar orientista, até porque alguns deles já o eram quando eu comecei a praticar. Serviram-me de modelos e acompanharam-me ao longo deste percurso, nos bons e maus momentos.

Um marco importante e inesperado bateu-me à porta no final da época passada. Foi-me atribuído o Prémio De Empenho. Este prémio deu-me ainda mais confiança no meu trabalho nesta modalidade e uma alegria imensa ao ver os meus pares a reconhecer os sacrifícios por mim efetuados.

Na Escola Básica do Baixo Neiva sempre procuramos incentivar os outros para a prática de Orientação. Todos os anos organizamos uma prova de Orientação aberta aos alunos, professores e pessoal auxiliar da escola. Essas provas davam imenso trabalho mas, de igual forma, davam a conhecer a modalidade aos não-praticantes e imensa alegria ao verificar o empenho e espírito competitividade das equipas participantes. Com esta atividade conseguíamos motivar mais alunos a participar no desporto escolar.

A minha equipa é muito unida, constituída por atletas desde o escalão infantil até ao escalão júnior, ou seja dos 10 aos 17 anos. Tal como uma família crescemos juntos e apoiamo-nos uns aos outros. Os mais velhos transmitem conhecimentos e acompanham os mais novos, dando-lhes conselhos e palavras de incentivo quando os momentos nem sempre são os melhores. Vibramos com os resultados que vão surgindo, como por exemplo, vermos os nossos colegas consagrarem-se Campeões Regionais de Juvenis Masculinos e Femininos e premiados pela Câmara Municipal de Esposende com o Prémio de Mérito Desportivo.

Eu penso que a Orientação é um bom desporto para quem é tímido porque nesta modalidade os atletas tendem a interagir com os outros, pedindo e partilhando informações, sejam conhecidos ou desconhecidos. A participação nas provas abre caminho a novas amizades que se vão consolidando ao longo dos tempos. Esta modalidade irá inspirar nos outros o que trouxe à minha vida, a importância dada à camaradagem, a conquista da autoconfiança, da independência e um amor incondicional pela Natureza.

Adorei a experiência de participar no POM 2015, onde a presença de inúmeros atletas nacionais e internacionais de alto gabarito, me inspiraram e fascinaram. Foi inesquecível ver os atletas de elite em competição. Para uma atleta amadora como eu sou, chegar àquele nível de perfeição é um sonho.

2 comentários:

Anónimo disse...

Estás de parabéns Inês Correia! Pelo que escreves-te, pelo que és e pelo que serás! A orientação também é formação pessoal e constrói personalidades... BJ.

Anabela Freitas

Anónimo disse...

Muito obrigada Treinadora Anabela Freitas. Eu não posso deixar de lhe agradecer ter me aceitado na equipa da E.B.B.N, pois sem si nada disto teria me sido possivel de concretizar.
Bjs e abraços,
Inês Ferreira Correia