segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

NAOM 2015: O balanço de Fernando Costa



Com o final de mais uma edição do Norte Alentejano O' Meeting, a última palavra pertence ao Diretor do Evento, Fernando Costa. É ele quem faz o balanço final, “muito positivo”, deste NAOM 2015, sublinhando algumas ideias chave que estiveram na base de mais um grande sucesso e levantando já a pontinha do véu no tocante à próxima edição.


Chegámos ao fim de mais um Norte Alentejano O’ Meeting e a primeira pergunta, naturalmente, tem a ver com o balanço que faz desta 9ª edição, no seu todo. É positivo?


Fernando Costa - O NAOM é sempre um desafio para o nosso Grupo e o balanço foi muito positivo.
Organizar duas etapas separadas por mais de vinte quilómetros com tão pouco tempo de intervalo e com condições climatéricas adversas, não é tarefa fácil e só por isso ficamos muito contentes.

É sempre emocionante, pelo menos para mim, perceber o agradecimento sincero que o GD4C faz questão de deixar aos proprietários dos terrenos. É fácil esta relação com os proprietários, afinal peças fundamentais na concretização destes eventos e que passam, normalmente, despercebidos?


F. C. - As nossas organizações dependem totalmente dos proprietários e em Castelo de Vide, como os terrenos são muito retalhados, o número de proprietários aumenta e torna-se ainda mais importante haver uma grande coordenação.
A nossa modalidade tem muitas peculiaridades em relação ao normal e não é fácil por vezes perceberem o que lhes pedimos, mas posso dizer que temos tido muita sorte, pois a maioria dos proprietários tem colaborado connosco.
Em forma de homenagem quero mais uma vez referenciar os proprietários dos terrenos novos onde se realizou a 3ª etapa do evento, que adotou o nome de registo de Quinta das Lavandas e era constituído pelo Roque Martão de José Rui Serra, Monte do Pincho de José Mateus Andrade, Alagadores de Victor Guimarães, Vale D’ornas de João Quintãs e Quinta das Lavandas de Estevão Moura e Teresa Tomé.
Relativamente aos terrenos do Vale da Silvana, que já tinham sido utilizados em 2008, deixo também uma referência elogiosa a António e Francisco Sequeira, João e Francisco Barreta, José Augusto, João Carvalho e António Ribeiro.
Castelo de Vide e Marvão são territórios que integram a Rede Natura 2000, Parque Natural da Serra de S. Mamede e que estão a promover a criação de uma rede de Percursos em Natureza, integrantes do projeto Alentejo Feel Nature. Do nosso ponto de vista, faz todo o sentido que a Orientação possa ser aproveitada para a promoção de dois Concelhos que primam pela imagem de ligação ao desporto de natureza e à criação de hábitos saudáveis.

Poder-se-ia pensar que, com o tempo, as organizações vão ficando mais consistentes, mais seguras das suas capacidades e tudo tem tendência a simplificar-se a cada ano que passa. Mas na Orientação sabemos que não é assim e que cada evento é um novo evento, com as suas coisas boas e menos boas. Em termos do núcleo duro da organização e dos recursos disponíveis, como foi lidar com este NAOM 2015?

F. C. - Foi a organização em que tivemos mais elementos – sessenta (!) -, mas quando começa parece sempre que é a primeira vez.
Temos que estar muito concentrados e unidos para que nada falhe. De realçar o apoio das Câmaras Municipais de Castelo de Vide e de Marvão que estão em perfeita sintonia com o GD4C.
Estamos muito condicionados pelas condições climatéricas, mas quando o sol brilha está metade do evento conseguido!

Um dos aspectos mais elogiados nesta edição do NAOM 2015 foi a cartografia. Os terrenos são, em si mesmos, fantásticos, mas a Raquel Costa e o Tiago Aires desenharam, na verdade, mais três obras de arte. Partilha desta opinião?


F. C. - Realmente é uma sorte podermos ter contado com a Raquel e o Tiago como responsáveis pela cartografia. São uma peça fundamental no valor da Orientação Nacional.

Quer tecer um comentário relativamente ao número de participantes – superior a 700, dos quais quase uma centena oriundos da vizinha Espanha – e à sua valia técnica?


F. C. - É sempre muito motivadora a presença de atletas de nomeada que possam engrandecer o Quadro de Honra do evento. O ano de 2015 não foi diferente dos anteriores e muito interessante tem sido o aumento da participação dos orientistas Espanhóis.
Realmente nos primeiros anos isso não aconteceu, mas ano após ano tem havido uma aumento gradual que é muito positivo para o evento.

O Norte Alentejano O’ Meeting sopra dez velas no próximo ano e Castelo de Vide voltará a acolher o evento. Que festa vamos ter em 2016?

F. C. - Esperamos ter o quórum dos proprietários e isso para nós já seria muito positivo. O Programa será idêntico ao dos últimos anos mas com um Sprint noturno, algo que nunca aconteceu em Castelo de Vide. 
Mais uma vez os terrenos serão de qualidade e as paisagens serão deslumbrantes. Finalmente, se conseguirmos os apoios necessários de entidades da Região, poderemos equacionar a realização de uma publicação que faça uma resenha histórica deste evento e as mais valias do mesmo para a região, como foi conseguido nas quatro primeiras edições.



Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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