sábado, 29 de novembro de 2014

ADM - Ori Mondego: O nascimento dum novo clube



Dizem-se “um Grupo de Amigos com alguma experiência na modalidade” e decidiram vestir uma nova cor, um novo emblema. Nasce assim a Associação Desportiva do Mondego – Ori Mondego, coletividade toda ela focada na atividade e formação desportiva em geral e mais particularmente na modalidade de Orientação. Fundada em 18 de novembro de 2014, a sua apresentação pública teve lugar na noite de ontem, na Figueira da Foz.


O belíssimo Paço de Tavarede foi o local escolhido para a apresentação pública duma nova coletividade desportiva cujo foco principal incide sobre a modalidade de Orientação. Uma coletividade que surge “fruto da paixão pelo desporto em geral e pela Orientação em particular” e que se apresenta com o objetivo claro de ser um “polo dinamizador e congregador de iniciativas e práticas desportivas” e, ao mesmo tempo, servir de “agente divulgador das potencialidades e características da Região do Baixo Mondego para a prática de certo tipo de desportos, como por exemplo a Orientação.”

Em dia de festa, o Orientovar foi ao encontro da Associação Desportiva do Mondego – Ori Mondego e falou com o seu Presidente da Direção, Rui Mora. É dos principais momentos duma conversa onde trabalho, princípios e valores são elementos de referência num futuro que se abre pleno de esperança, que lhe damos conta, aqui e agora.


Uma “escola” desportiva de qualidade

Na conjuntura atual, o aparecimento dum clube de Orientação não pode deixar de ser considerado um ato de coragem. Numa altura em que a ADM Ori Mondego dá os primeiros passos, Rui Mora começou por enunciar, de forma muito clara, os princípios e objetivos que norteiam a vida do clube: “Queremos abraçar novos desafios, constituindo-nos como polos dinamizadores de iniciativas e práticas desportivas. Isso passa por trabalhar para e com uma população heterogénea de modo a reforçar e valorizar princípios e valores, mas passa também por nos apresentarmos como “escola” desportiva de qualidade pela partilha e reforço do espírito de grupo”, diz. “Organizar eventos em parceria com as comunidades locais e escolas, participar na organização de eventos nacionais e internacionais e funcionar como agente divulgador das potencialidades e características da Região do Baixo Mondego para a prática de certo tipo de desportos, como por exemplo a Orientação” são, igualmente, objetivos da ADM, de acordo com as palavras do seu Presidente.

Para trás fica a Secção de Orientação do Ginásio Clube Figueirense e um vasto registo de momentos particularmente marcantes e que em muito dignificaram a Orientação nacional. Sobre este assunto, contudo, Rui Mora mostra-se parco em palavras, limitando-se a referir que “na origem desta nova Associação está um Grupo de Amigos unidos e com a paixão pelo desporto e pela Orientação em particular.” Em relação ao Ginásio, deixa uma palavra de agradecimento “por todo o apoio prestado no tempo que por lá passei”, expressando igualmente o desejo “que a sua Secção de Orientação continue viva, dinâmica e com grandes êxitos.”


Gente unida e com uma grande capacidade de luta”

Mas afinal que gente é esta que agora abraça o desafio de arrancar com um novo clube? “É gente unida e com uma grande capacidade de luta”, refere Rui Mora, vincando que “são cerca de trinta atletas que decidiram fazer o seu percurso na nova época, num projeto novo e aliciante.” Lembrando que todos os elementos possuem atrás de si “alguns anos de participação em eventos de Orientação” e o desejo comum de “assim continuarmos juntos”, aquele dirigente pretende, desde já, reforçar as suas fileiras: “Estamos, naturalmente, abertos a todos as atletas que se quiserem juntar a nós, vindos eles de onde vierem, e claro não podemos excluir os do Ginásio”, afirma.

Dar os passos certos e com a calma necessária são imperativos do novo clube, uma vez que “começar do zero neste tempo de crise financeira não se vislumbra tarefa fácil”, conforme afirmam os seus responsáveis. É desejo expresso de Rui Mora e de toda a equipa que o acompanha “formar jovens atletas de carater, com vontade de vencer, mas acima de tudo, que no futuro sejam eles os nossos dirigentes e continuem a ser o garante da Associação.” Mas vai mais longe: “Queremos captar novos atletas para a modalidade da Orientação, organizar eventos de qualidade e começar a dar os primeiros passos nas competições da Federação Portuguesa de Orientação”.


Os apoios financeiros não são muitos”

Em Entrevista dada ao Orientovar e aqui publicada no já distante primeiro de outubro de 2012 [ver AQUI], Rui Mora afirmava não haver dinheiro para fazer Orientação em Portugal. Os anos passaram mas a situação não se alterou pelo que os apoios financeiros continuam a ser escassos. A este propósito, refere: “Temos de sobreviver com trabalho, mas já temos algumas parcerias com instituições e empresas privadas da zona Centro e temos também o apoio, desde o primeiro momento, da Camara Municipal da Figueira da Foz, da Associação das Coletividades da Figueira da Foz e da Federação Portuguesa de Orientação.” A isto acrescenta “o apoio dos clubes de Orientação, os quais têm manifestado por diversos meios o seu agrado com a nova Associação.”

Se fosse possível, com um simples estalar dos dedos, colocar de parte um problema ou uma dificuldade, qual seria a eleita? A resposta de Rui Mora solta-se, espontânea: “A Dificuldade Financeira”, diz.


Motivados como hoje, Dinâmicos como sempre”

A Associação Desportiva do Mondego – Ori Modego está a nascer com a Orientação, mas não fecha as portas a outras modalidades e actividades, tudo dependendo sempre da sua sustentabilidade. Competir em Campeonatos Nacionais, designadamente da Federação Portuguesa de Orientação, responder afirmativamente ao convite da FPO para integrar o Comité Organizador do Campeonato da Europa na variante BTT 2015 e organizar o 1º Ori Rally Mondego, uma prova de Estafetas, fazem parte da agenda do clube para o próximo ano. Mas há mais, conforme explica Rui Mora: “Teremos todo o gosto em estar presentes na Orientação de Precisão em 2015, pois o nosso Vice-presidente, António Neto, vai estar a fazer formação nessa área específica dentro de dias.”

O que será a ADM dentro de um ano ou daqui a cinco anos é algo que pertence ao domínio da futurologia. Mas Rui Mora não esconde as suas expectativas: Espero ver uma ADM a crescer de forma realista, mas que dentro de um, cinco ou mais anos, continue com este grande Grupo de Amigos, Motivados como hoje, Dinâmicos como sempre e juntos a reviver a história da sua passagem por uma Associação que se espera duradoura no tempo”, afirma. Para o novo clube, agora que estamos a chegar ao Natal, Rui Mora elege a título de “prenda no sapatinho”, um bolo-rei e uma garrafa de Vinho do Porto. Objetivo: “Partilhá-los com este Grupo de Amigos.”


As palavras do Presidente da FPO

A propósito do surgimento do novo clube, o Orientovar auscultou a opinião de Augusto Almeida, Presidente da Federação Portuguesa de Orientação. Nas palavras daquele dirigente, “a Orientação ganha sempre com o surgir de novos clubes vocacionados para a prática da modalidade, ainda mais quando o núcleo fundador tem por base um grupo de praticantes com provas dadas no amor e dedicação à modalidade como é o caso.” E, a terminar, um voto: “Que o futuro do Ori Mondego seja de muito trabalho, recompensado com sucesso”.

Para mais informações sobre a Associação Desportiva do Mondego – Ori Mondego consulte as páginas http://www.admondego.pthttps://www.facebook.com/pages/Associação-Desportiva-do-Mondego/860246773995493?fref=ts, utilize o e-mail adm.orimondego@gmail.com ou ainda os contactos de telemóvel 917270453, 967765378 e 963413896.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

"Percurso do Ano 2014": Portugal é primeira escolha de Gueorgiou e Michiels



Depois de termos assistido, em 2012 e 2013, às vitórias de percursos portugueses no popular “Percurso do Ano”, concurso promovido pelo portal World of O, eis que o nosso País volta a estar em foco na edição 2014. Embora a votação não tenha sequer começado, a verdade é que temos já dois percursos extremamente bem posicionados para discutir os primeiros lugares, contando para isso com apoiantes de peso: Thierry Gueorgiou e Yannick Michiels.


Pelo quinto ano consecutivo, o portal World of O, a mais importante “janela” aberta ao mundo da Orientação, parte em busca do “Percurso do Ano”. Na segunda metade de novembro, invariavelmente, os leitores são convidados a partilhar as suas sugestões fundamentadas acerca dos percursos que mais os marcaram na temporada que termina e que irão ser escrutinados, mais tarde, com vista ao apuramento dos resultados finais. A popular estafeta Jukola foi a grande vencedora em 2010, seguindo-se, em 2011, a final de Distância Média dos Campeonatos do Mundo de Orientação, em La Feclaz (França). Em 2012 e 2013 o vencedor teve um denominador comum chamado Portugal O' Meeting. Primeiro foi Bruno Nazário, com o seu percurso de Distância Média WRE, no mapa do Senhor dos Caminhos (Satão), a alcançar tão importante feito. O ano passado, a distinção coube a Tiago Romão e ao seu percurso de Sprint na “aldeia mais portuguesa de Portugal”, Monsanto. Como será em 2014?

Enquanto se aguarda a designação dos percursos que irão estar sujeitos a escrutínio, Jan Kocbach vai tendo o cuidado de de nos trazer diariamente a opinião de alguns dos maiores nomes da Orientação mundial. E é aqui que Portugal surge em posição de destaque, primeiro pela voz de Thierry Gueorgiou e, mais recentemente, através da opinião de Yannick Michiels. Para Thierry Gueorgiou, campeão do mundo de Distância Longa em título e vencedor de quatro edições do Portugal O' Meeting, a prova portuguesa volta a estar à frente na sua lista de preferências, nomeadamente o percurso do terceiro dia, uma Distância Média WRE em Arcozelo da Serra, com traçado de Mariana Moreira. Com doze títulos mundiais no seu currículo, Gueorgiou não esquece o desafio do primeiro ao último ponto e a forma como se sentiu “atacado” pelo terreno na parte inicial da prova. Mas falando especificamente de terrenos, Thierry volta-se novamente para Portugal e para a Quinta da Estrada, em Aguiar da Beira, considerado o melhor de 2014. Quanto a Yannick Michiels, a sua inclinação vai para a vila de Castelo de Vide e para o traçado de Hugo Borda d'Água relativo à prova de Sprint WRE no primeiro dia do Norte Alentejano O' Meeting 2014, devido à infinidade de opções colocadas num espaço tão restrito, tornando muito difícil a antecipação dos pontos.

A poucos dias (horas?) do início da votação, o momento é já de enorme ansiedade. Acompanhe o concurso em http://worldofo.com/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sábado, 22 de novembro de 2014

Orientação na Costa Rica: Uma bússola no paraíso



Na rubrica Norte Sul Este Oeste, viajamos este mês até à Costa Rica, ao encontro das duas Associações de Orientação existentes atualmente no País. Enquanto se aguarda a criação duma Federação nacional, percebemos os passos que vão sendo dados com vista a uma maior divulgação e prática da modalidade.

Por Joaquim Margarido


“Um espaço e um tempo onde novos e menos novos, de qualquer género, independentemente das suas competências físicas, praticam um mesmo desporto.” Era esta a percepção de Edwin Coto Vega, Coordenador do Curso de Educação Física da Sede do Atlântico da Universidade de Costa Rica, a propósito daquele a quem chamam “o desporto da floresta”. A 8.500 km de casa, em Espanha, os olhos abertos de espanto, a emoção à flor da pele, Edwin Vega tivera a oportunidade de vivenciar um evento de Orientação “a sério”. Aquilo que apenas concebera em teoria revelara-se em todo o seu esplendor e logo um milhão de ideias lhe fervilharam no cérebro, fazendo com que o grande sonho, o de implementar solidamente a modalidade na Costa Rica, pudesse estar a um passo de se materializar.

Edwin Vega não terá sido o único a acalentar este sonho. Com ele – e mesmo antes dele (!) - outros haviam pesado prós e contras, percebendo que este era um desafio tudo menos fácil. Sobretudo porque não há na Orientação o “imediatismo” que se reconhece noutros desportos, é uma modalidade que vive dessa ferramenta fundamental que são os mapas, requer terrenos adequados à sua prática, implica uma aprendizagem complexa e exigente. Por outro lado, tal como na generalidade dos países da América Latina, também aqui o Futebol leva o povo à loucura e os restantes desportos vivem debaixo deste “sufoco”, tendo pouca ou nenhuma expressão. Mas talvez a realidade costa-riquenha pudesse jogar a seu favor. O país apresenta uma das mais elevadas taxas de alfabetização de toda a América Latina, o empenho na defesa do meio ambiente – a Costa Rica ocupa o 5º lugar a nível mundial em matéria de performance ambiental – constitui, desde os anos 70 do século passado, uma verdadeira “causa nacional” e o costa-riquenho é, na sua essência, uma pessoa feliz (o mais recente relatório da New Economics Foundation coloca mesmo a Costa Rica na liderança do ranking dos países mais felizes do mundo). Era tempo de avançar!


O valor pedagógico da Orientação

Edwin Coto Vega merece um lugar de destaque na história da Orientação em Costa Rica por vários motivos. Para citar apenas um, foi por seu intermédio que a Sede do Atlântico da Universidade de Costa Rica acolheu, em 2007, um técnico espanhol que ministrou um curso introdutório à modalidade. Já anteriormente tinham sido feitas algumas tentativas para implementar a modalidade no País – é possível encontrar registos dum evento em 2003 e da colaboração regular entre o clube espanhol ORCA e a Universidade de Costa Rica a partir de 2005 -, mas há neste Curso de 2007 uma particularidade. Entre os formandos encontra-se Yeimi Jiménez Oviedo, atualmente com 36 anos, docente na Universidade de Costa Rica e promotora desportiva e recreativa naquela instituição. Ela revelar-se-á uma peça fundamental num processo em fase de crescimento, como veremos já de seguida.

Não se pode dizer que a Orientação se enraizou na Costa Rica desde a primeira hora. Foi semente que, após lançada, não germinou de forma espontânea e exuberante como sucede com os exemplares da flora deste País. O grande e decisivo salto ocorrerá apenas em 2011, na sequência do aparecimento do Curso de Ciências do Movimento Humano. As novas áreas de aprendizagem criadas são alvo duma nova atenção e dum maior aprofundamento. Ministrada exclusivamente em Turrialba, devido às excelentes condições naturais envolventes, a cadeira de Meio Natural inclui a Orientação no seu programa curricular, uma vez que foi unanimemente reconhecido o seu valor pedagógico, assente na versatilidade da modalidade na sua relação com a natureza e na bondade de poder adaptar-se a todas as idades de forma integrada. Esta situação vai obrigar Yeimi Oviedo a retomar a Orientação como assunto fulcral da sua atenção e, para tal, entra em contacto com a Federação Espanhola de Orientação. A base de trabalho daí resultante terá em José Angel Nieto Poblete, Vice-Presidente da FEDO e responsável pela área de Relações Internacionais, um interlocutor privilegiado.


Um desporto com pés e cabeça

Da primeira visita de José Angel Nieto Poblete a Costa Rica, em Junho de 2011, resulta em Yiemi Oviedo a certeza de que esta é uma modalidade que permite a alta competição em simultâneo com a prática recreativa e que, sobretudo, coloca as pessoas num mesmo espaço a praticar um mesmo desporto, de forma integrada, independentemente do género, idade ou condição física. Certeza reforçada quando, em Setembro desse mesmo ano, assiste em Petrer (Espanha) à Taça dos Países Latinos, juntamente com Francisco Solano, outro professor da Universidade de Costa Rica. “Foi maravilhoso ver as crianças realizarem os percursos com os pais ou com as mães e encontrar no mesmo terreno pessoas que tinham ali o primeiro contacto com a modalidade lado a lado com os atletas de elite”, recorda Yeimi.

Sensivelmente por esta altura, Ramiro Agustín Ojeda fixa residência na Costa Rica, nas margens do Caribe. Foi a paixão pela natureza e, em particular, pela fotografia, que o fizeram deixar para trás a sua Argentina natal. Mas uma palestra dada por José Angel Nieto Poblete na Universidade EARTH, tendo por base a Orientação, desperta em si uma enorme curiosidade. As frequentes saídas para “caçadas” fotográficas tinham feito da bússola uma companheira inseparável, mas a Orientação desportiva era muito mais do que isso, era um desporto com pés e cabeça. Ramiro Ojeda lembra que o impacto sentido foi “ao nível da massificação deste desporto na Europa, o alcance da atividade física para muitas pessoas, ao ar livre e respeitando a natureza.” E acrescenta: “Podemos falar de Futebol, mas a difusão da modalidade restringe-se às grandes estrelas, a contratos milionários e às Federações que atuam como verdadeiras empresas multinacionais. Não creio que exista outro desporto no mundo que permita a sua prática por todos, independentemente da idade ou de impedimentos de ordem física.”


Duas Associações, um mesmo propósito

São duas as Associações devidamente estruturadas atualmente existentes na Costa Rica e ambas são independentes do meio militar, uma situação invulgar no contexto da Orientação Latino-Americana, encontrando-se intimamente ligadas a estabelecimentos de ensino superior. Com sede em Turrialba, a Asociación Deportiva Turrialba de Orientación tem como Presidente Yeimi Jiménez Oviedo, Por seu lado, Ramiro Agustin Ojeda é o Presidnete da Asociación Deportiva Caribeña de Orientación con sede na Universidade EARTH em Guácimo.

Com uma visão coincidente e contributos que, embora veiculados de forma independente, se baseiam na complementaridade, ambas as Associações apresentam trabalho digno de nota. Em 2012, a Universidade de Costa Rica e o CATIE – Centro Agronómico Tropical de Investigação e Ensino, em Turrialba, receberam o primeiro Campeonato Nacional de Orientação, organizado pela Associação Turrialbeña, o mesmo sucedendo com a edição de 2013. No corrente ano, o III Campeonato de Orientação de Costa Rica foi organizado pela Associação Caribeña, saldando-se por um enorme sucesso e por uma participação que ultrapassou os 100 atletas distribuídos por onze escalões.


Massificar é a palavra de ordem

Um cartógrafo minimamente habilitado não encontraria grandes dificuldades em desenhar um mapa da região de Turrialba, de tal forma o verde intenso ocuparia a generalidade do espaço. A vegetação é muito abundante e a floresta pluviosa muito fechada abriga várias espécies de serpentes, algumas delas venenosas, o que representa um fator de ponderação acrescido no momento de planificar uma prova de floresta. Apesar de todos os condicionalismos, Yeimi Oviedo e os seus companheiros da Associação Desportiva Turrialbeña de Orientação estão determinados em levar por diante este projeto, baseando-o no Curso de Ciências do Movimento Humano e na formação na modalidade. “De momento, a aposta consiste na massificação, para que mais pessoas conheçam a Orientação e se interessem pela sua prática”, diz.

A visão de Ramiro Ojeda é coincidente, referindo que “de momento, a nossa tarefa consiste em conseguir que mais pessoas conheçam as nossas atividades, fazer com que não seja uma coisa rara ver uma baliza atrás duma árvore ou alguém a correr de mapa e bússola na mão.” Mas vai mais longe: “A realidade é que esta é uma modalidade importada e estranha. A influência do Futebol é muito forte na Costa Rica, monopolizando a imprensa, os elogios, a massificação e o investimento estatal e privado. Talvez em 2015, quando tiver lugar na Sede estatal da Universidade da Costa Rica a quarta edição do Campeonato Nacional, possamos ter alguma atenção por parte dos meios de comunicação social e, desta forma, conseguir que mais pessoas conheçam a Orientação”.


Federação no horizonte

Para o próximo ano, as duas Associações preparam a organização conjunta de provas de Orientação, com vista à elaboração dum calendário. Com o apoio inestimável da Federação Espanhola de Orientação, por intermédio de José Angel Nieto Poblete, projetam-se novos cursos e atividades no TEC - Tecnologico de Costa Rica, em Cártago e na capital, San José, nomeadamente a 4ª edição do Campeonato Nacional de Orientação, com Direção de Gerardo Corrales. O interesse demonstrado pela modalidade faz com que o Relações Internacionais da FEDO tenha em vista a realização de um Curso de Supervisores e a preparação duma atividade de Orientação de Precisão. Na Sede do Atlântico da Universidade de Costa Rica já se trabalha com OCAD e está prevista igualmente a realização dum curso de Cartografia.

Também já tiveram início os trabalhos de criação dum organigrama da futura Federação de Orientação de Costa Rica, nos quais José Angel Nieto Poblete foi assessorado por Alba Quesada Rodriguéz, Diretora Nacional do ICODER – Instituto de Costa Rica de Desporto e Recriação, e pela própria Ministra do Desporto, Carolina Mauri Carabaguías. Projetando o futuro, Ramiro Ojeda admite que “assim que consigamos unificar os critérios das Associações avançaremos para a criação duma Federação de forma a garantir o necessário suporte institucional.” Yeimi Oviedo vai um pouco mais longe e preconiza que, “uma vez consolidada a Federação Nacional, faremos os necessários contactos no sentido de garantirmos a nossa integração no seio da Federação Internacional de Orientação”.

[Fotos gentilmente cedidas por José Angel Nieto Poblete]


[Veja o artigo original em http://orienteering.org/edocker/inside-orienteering/2014-5/InsideOrient%205_14p.pdf. Publicação devidamente autorizada pela Federação Internacional de Orientação]

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Saara Ocidental: Uma dura realidade que a Orientação ajuda a amenizar



O acampamento de refugiados saaráuis de Wilaya de Bojador foi palco, no início de novembro, do I Campeonato de Orientação do Saara Ocidental. Um evento que constitui um marco importante num projeto em crescimento, aqui apresentado com a preciosa ajuda de Alfonso Bustillo, o seu principal mentor e obreiro.


No âmbito do programa da Artifariti 2014 – Encontros Internacionais de Arte e Direitos Humanos do Saara Ocidental, teve lugar no passado dia 8 de novembro, no acampamento de refugiados de Wilaya de Bojador, o I Campeonato de Orientação do Saara Ocidental. Traçado muito simples, saída em massa por equipas e percurso livre, com 15 pontos de controlo, foi este o desafio lançado a 80 crianças saaráuis, às quais se juntou uma dezena de adultos de várias nacionalidades.

Nascido em Logroño em 1979, licenciado em Educação Física e Bombeiro de profissão, Alfonso Bustillo conheceu a Orientação há 16 anos. É ele o grande obreiro dum projeto que não se resume a mapas e balizas e que teve na vontade de contactar com a realidade dos acampamentos de refugiados na antiga colónia espanhola o seu ponto de partida. Mas esta demanda não se esgotava na observação e no conhecimento. Bustillo queria levar algo com ele, algo entendido como válido e que pudesse representar um património para o futuro: “Se fosse médico ou engenheiro, certamente levaria outras coisas; mas sou orientista e levei-lhes um pouco daquilo que sei”, comenta. Para a preparação da viagem - uma iniciativa da Associação de Amigos do Saara, de Sevilha, com vista à participação na Artifariti 2014 -, Alfonso Bustillo contou com o apoio do seu clube, o Club Riojano de Orientación en la Naturaleza, conseguindo angariar meios que lhe permitiram oferecer 20 balizas, 20 bússolas, alguns livros e material desportivo e ainda algum dinheiro que foi doado a instituições locais.


Objetivos cumpridos

Ao integrar o programa da Artifariti 2014, Bustillo entendeu que a prova deveria ter, não apenas um caráter lúdico – uma mescla de arte e desporto -, mas reivindicativo, ao mesmo tempo. Daí ter idealizado um percurso com um traçado singular, como o próprio explica: “As equipas deviam encontrar 15 balizas, cada uma delas com o nome duma cidade saaráui ou cidade amiga do povo saaráui; a ideia era a de simular os nómadas saaráuis deslocando-se livremente no seu país, de cidade em cidade, sem muros a dividi-los nem minas antipessoais a ameaçá-los.” No final, os objetivos foram plenamente alcançados, dando a conhecer a Orientação aos professores de Educação Física, legando para a posteridade um mapa e difundindo a dura realidade do povo saaráui, em particular junto dos amantes da Orientação.

Mas este foi apenas o início do projeto e Bustillo sonha em regressar no próximo ano: “Os contactos mantidos com as autoridades desportivas locais e com professores e monitores dos Escuteiros de Bojador permitiram-me perceber as peculiaridades locais e penso estar em condições de puder desenvolver um trabalho mais específico e melhor adaptado ao projeto”, diz. Trabalhar na formação de professores que se mostrem interessados e terminar o desenho do mapa de todo o acampamento (num total de 10 km2), são os próximos passos. Com muito trabalho a fazer, conhecimentos para partilhar e experiências por viver, lugar a um desejo: “Gostaria que se organizasse anualmente uma prova de Orientação, do género da Maratona do Saara, que animasse a vida desportiva dos acampamentos e que servisse para mostrar ao mundo a injusta situação do povo saaráui”, diz Alfonso Bustillo.

A terminar, um agradecimento muito especial a Mohamed Bougleida, Diretor-Geral dos Desportos da República Árabe Saaráui Democrática, aos diversos professores e monitores dos Escuteiros de Bojador, a todo o pessoal que trabalha na Escola de Arte de Bojador e a alguns artistas participantes na Artifariti 2014, bem como ao acolhimento do povo saaráui e a Suhaya y Esgaller, a “família” de Alfonso Bustillo durante a sua estadia africana. E ainda uma imagem que tão cedo não se apagará da memória de Bustillo, “a da saída em massa com dezenas de meninos e meninas saaráuis, o futuro deste povo, correndo - quais nómadas! - livre e despreocupadamente numa terra que é sua.”

[Foto: Alfonso Bustillo / facebook.com/orientacron]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Campeonato Nacional Absoluto 2014: Triunfos de Miguel Silva e Mariana Moreira no fecho da temporada



Miguel Reis e Silva e Mariana Moreira sagraram-se campeões nacionais absolutos de Orientação Pedestre 2014. Nos magníficos terrenos da Praia do Osso da Baleia e da Mata Nacional do Urso, os dois atletas saborearam pela primeira vez nas suas carreiras a posse do troféu, oferecendo ao CPOC uma muito festejada “dobradinha”.


Território natural do Clube de Orientação do Centro e possuidor de vastos e belos espaços para a prática da Orientação, o litoral centro do País foi palco, no passado fim de semana, do Campeonato Nacional Absoluto de Orientação Pedestre 2014. Chamado a organizar o evento pela primeira vez nas doze edições entretanto levadas a cabo, o COC contou com os apoios da Federação Portuguesa de Orientação, Câmara Municipal de Pombal e Junta de Freguesia do Carriço, elegendo os espaços da Praia do Osso da Baleia e da Mata Nacional do Urso – os mesmos onde, em Fevereiro do ano passado, Olav Lundanes, Matthias Kyburz, Ida Bobach e Simone Niggli, entre outros, passearam a sua classe – para a sua realização. Naquele que acabou por encerrar a temporada de Orientação Pedestre e por ser um dos seus eventos mais participados em termos de ranking da Taça de Portugal, responderam à chamada cerca de três centenas e meia de atletas para dois dias plenos de emoção, com uma série qualificatória no sábado e as grandes Finais no domingo, ambas as etapas com traçados de percurso sobre Distância Média.

Disposto a defender “com unhas e dentes” o título alcançado em 2013, Manuel Horta (GafanhOri) levou de vencida a série qualificatória masculina, numa prova onde se classificaram 179 atletas. Miguel Reis e Silva (CPOC), Gildo Silva (COC) e Diogo Miguel (Ori-Estarreja) ocuparam por esta ordem as posições imediatas. Nos lugares cimeiros, destaque para o 9º lugar de Ricardo Esteves - Campeão do Mundo de Desporto Escolar em 2013 e um jovem que milita no escalão H16 -, enquanto, no polo oposto, Sandro Castro (GD4C) ficava afastado da Final A. No setor feminino, Mariana Moreira (CPOC) mostrava ao que vinha, alcançando o melhor tempo à frente de Patrícia Casalinho (COC) e Raquel Costa (Gafanhori), segunda e terceira classificadas, respetivamente. A veterana Susana Pontes (COC) cotava-se com o quarto melhor tempo enquanto a Campeã Nacional Absoluta em 2013, Vera Alvarez (CPOC) não ía além da 6ª posição. Albertina Sá (ADFA) e Adelindina Lopes (COC), duas atletas de Elite, constituiram a grande surpresa pela negativa ao ficarem de fora do lote de apuradas para a Final A.

O decisivo embate teve na prova feminina um desfecho absolutamente surpreendente, não tanto pelo nome da vencedora, mas sim pela diferença esmagadora de tempos para as mais diretas adversárias. Cumprindo os 6,4 km de prova em 45:12, Mariana Moreira deixou atrás de si, com mais 7:09 e 7:58, respetivamente, Magalie Mendes (COC) e Vera Alvarez (CPOC). Um final de temporada em beleza, juntando o título nacional absoluto em estreia aos títulos nacionais de Estafetas, Distância Média e Distância Longa e confirmando-a como a grande vencedora da Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2014, após dois segundos lugares em 2012 e 2013 e da terceira posição em 2011. À semelhança do sucedido em Coruche, em 2013, o setor masculino voltou a ser terreiro de intensa luta pela vitória, com os três primeiros classificados separados por escassos 40 segundos. Miguel Reis e Silva foi, no final, o mais rápido, garantindo o triunfo com o tempo de 44:56 para 8,6 km de prova. Manuel Horta e Tiago Martins Aires, ambos do GafanhOri, ocuparam as posições imediatas, a 29 segundos e 40 segundos, respetivamente, de Miguel Silva. Grande vencedor da Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2014, Tiago Romão (ADFA) não foi além do 7º lugar.


Resultados

Masculinos Final A
1. Miguel Silva (CPOC) 44:56
2. Manuel Horta (GafanhOri) 45:25 (+ 00:29)
3. Tiago Aires (GafanhOri) 45:36 (+ 00:40)
4. Tiago Gingão Leal (GD4C) 47:07 (+ 02:11)
5. Diogo Miguel (Ori-Estarreja) 47:32 (+ 02:36)
6. Marco Póvoa (ADFA) 47:44 (+ 02:48)
7. Tiago Romão (ADFA) 48:23 (+ 03:27)
8. Gildo Silva (COC) 49:24 (+ 04:28)
9. André Ramos (COC) 49:34 (+ 04:38)
10. Jorge Correia (ADFA) 51:41 (+ 06:45)

Femininos Final A
1. Mariana Moreira (CPOC) 45:12
2. Magalie Mendes (COC) 52:21 (+ 07:09)
3. Vera Alvarez (CPOC) 53:10 (+ 07:58)
4. Emilia Silveira (CN Alvito) 56:27 (+ 11:15)
5. Susana Pontes (COC) 57:19 (+ 12:07)
6. Carolina Delgado (GD4C) 59:27 (+ 14:15)
7. Patricia Casalinho (COC) 1:02:09 (+ 16:57)
8. Liliana Oliveira (GD4C) 1:04:04 (+ 18:52)
9. Tânia Covas Costa (.COM) 1:04:57 (+ 19:45)
10. Rita Rodrigues (GafanhOri) 1:08:29 (+ 23:17)

Resultados completos e demais informações em http://www.coc.pt/eventos/15nov2014/

[Foto: Nuno Neves / PLUS.GOOGLE.COM]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

terça-feira, 18 de novembro de 2014

XX Taça dos Países Latinos: Supremacia da Espanha vale sexta vitória no Certame



A Espanha foi a grande vencedora da XX Taça dos Países Latinos, que decorreu no Uruguai. Individualmente, o destaque vai para os jovens espanhóis Eduardo Gil Marcos, Marina Garcia Castro e Sofia Berenguer Sanchíz que ganharam tudo o que havia para ganhar.


Pela segunda vez no seu historial, a Taça dos Países Latinos cruzou o Atlântico para se estabelecer, pelo espaço de um fim de semana, num país da América do Sul. Organizado pela Federação Uruguaia de Orientação e Federação Internacional de Orientação, o evento decorreu em Punta del Este e Piriápolis, juntamente com a VIII Taça Mercosur de Orientação Pedestre e integrado no II International Maldonado O’ Meeting. Composto pelas etapas de Distância Longa, Distância Média e Sprint, estas duas ultimas pontuáveis para o ranking mundial da modalidade, o evento teve na disputa dos títulos latinos nas categorias Cadetes, Júniores e Séniores, masculinos e femininos, o seu ponto alto. Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Espanha e Uruguai foram as selecções presentes nesta XX Taça dos Países Latinos, para um conjunto de provas onde não faltaram intensidade e emoção.

Do conjunto de resultados ressaltam o pleno de vitórias alcançado pelos jovens espanhóis Eduardo Gil Marcos (Juniores Masculinos), Marina Garcia Castro (Juniores Femininos) e Sofia Berenguer Sanchíz (Cadetes Femininos), contribuindo de forma significativa para o total de 14 títulos individuais em 18 possíveis. Refira-se que os restantes quatro títulos couberam a atletas brasileiros, com particular destaque para Leandro Pasturiza que quebrou o favoritismo de António Martínez Pérez por duas vezes, levando de vencida as etapas de Distância Média e de Distância Longa. Os restantes títulos brasileiros foram ambos alcançados na prova de Distância Média por intermédio de Franciely De Siqueira (Séniores Femininos) e Ariel Quim de Almeida (Cadetes Masculinos), que se impuseram, respectivamente, a Ona Ráfols Perramon e Diego Alonso de Juan.

A Espanha recupera assim a posse do Troféu três anos depois, tornando-se na seleção mais ganhadora de sempre na história do certame com um total de seis vitórias, contra cinco da França, três da Itália e da Roménia e uma da Bélgica, Brasil e Portugal. Chile e Uruguai travaram renhida luta pelo terceiro lugar. No confronto individual entre os dois países, o Chile revelou-se francamente superior, com um segundo lugar por Magdalena Wagner Salas (Juniores Femininos) e dez terceiros lugares, mas a ausência de representante no escalão Séniores Femininos acabou por ser fatal para as suas aspirações. A Taça dos Países Latinos rumará à Bélgica no próximo ano para a realização da sua 21ª edição, regressando à America do Sul em 2016, com encontro marcado para o Chile.


XX Taça dos Países Latinos
Classificação Final

1º Espanha – 118 pontos
2º Brasil – 97 pontos
3º Uruguai – 61 pontos
4º Chile – 57 pontos
5º Colômbia – 6 pontos
6º Argentina – 3 pontos

Resultados e demais informação em http://www.orientacion-uruguay.com.uy/.

[Foto: Silvia Brito / facebook.com/silvia.brito]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Troféu de Orientação de Vouzela: Encontrados vencedores do CiNU 2014



A temporada orientística nacional está praticamente a chegar ao fim e os momentos das grandes decisões vão-se esgotando quase sem se dar por isso. Em Vouzela, no coração da bonita região de Dão-Lafões, viveu-se no passado fim de semana mais um desses importantes momentos. Atraindo perto de duas centenas e meia de participantes, o Troféu de Orientação de Vouzela deu a conhecer os vencedores do Circuito Nacional Urbano de Orientação Pedestre 2014, oferecendo ainda o “bónus” duma etapa de floresta emocionante e que assinalou o regresso de Tiago Aires e Raquel Costa aos lugares mais altos do pódio.


Desenganaram-se aqueles que pensavam que tanta correria pelas ruas de Vouzela na tarde do passado sábado teria algo a ver com os afamados pastéis. A iguaria era outra e chamada Orientação, com a disputa das finais do Circuito Nacional Urbano de Orientação Pedestre CiNU 2014 a atrair à bonita vila um total de 146 atletas de todos os cantos do País. Organizativamente, a prova teve o “dedo” do Clube de Orientação de Viseu – Natura, Federação Portuguesa de Orientação e Câmara Municipal de Vouzela, juntando à qualidade técnica a natural simpatia e disponibilidade deste punhado de incansáveis beirões, resultando num todo que em muito dignifica o clube, a região e, acima de tudo, a Orientação nacional.

Distribuídos por seis escalões de competição – Jovens, Séniores e Veteranos, Masculinos e Femininos – foram 66 os atletas que tiveram, por direito próprio, acesso às Finais A, dos quais apenas 39 marcaram presença na competição. Verónica Fradique (GD4C) e Helena Sousa (OriMarão) alcançaram as vitórias mais folgadas, conquistando os títulos de Jovens Feminino e Veteranos Feminino, respetivamente. No pólo oposto temos Nelson Baroca (CA Madeira), surpreendente vencedor do escalão Séniores Masculino pela margem de 18 segundos ante Filipe Dias (GD4C). Stepanla Betkova (Ginásio CF) e Adelindina Lopes (COC) travaram igualmente uma luta emocionante pela vitória no escalão Séniores Feminino, com a atleta checa a levar a melhor pela diferença de 21 segundos. Os restantes títulos couberam a João Pedro Casal (Ori-Estarreja) e Sandro Castro (GD4C), respetivamente em Jovens Masculino e Veteranos Masculino.


Regresso vitorioso de Tiago Aires e Raquel Costa

O segundo dia de provas levou os atletas até à Penoita, naquilo que significou para muitos o reencontro com os belíssimos terrenos que serviram de palco ao Campeonato Nacional Absoluto de Orientação Pedestre 2011. Mais composta em termos de participação, a etapa de Distância Média pontuável para a Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2014 contou com a presença de 226 atletas, distribuídos por 29 escalões de competição e ainda escalões de formação e abertos.

Ausente da competição desde 25 de Maio de 2013, dia em que se sagrou Vice-Campeão Nacional de Distância Média, Tiago Aires (GafanhOri) alcançou uma saborosa vitória ante Rafael Miguel (Ori-Estarreja) e Paulo Franco (COC), segundo e terceiro classificados, respetivamente. Igualmente afastada desde os Nacionais de Distância Média 2013, Raquel Costa (Individual) teve um regresso em grande à competição, batendo de forma esmagadora as suas adversárias mais diretas, Stepanka Betkova e Laurinda Alves (Ginásio CF). Coletivamente venceu o Clube de Orientação de Estarreja, deixando nas posições imediatas o Grupo Desportivo Quatro Caminhos, o Clube de Orientação do Centro e o Clube de Orientação do Minho.

Resultados completos e demais informação em http://orivouzela.coviseu-natura.pt/. Álbum fotográfico na página do Facebook do Clube de Orientação de Viseu – Natura [AQUI].

[Foto: Clube de Orientação de Viseu – Natura / facebook.com/coviseu]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

WMOC 2014: Final em grande!



Com pompa e circunstância, chegou ao fim em Canela, no Brasil, a 17ª edição do Campeonato do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre WMOC 2014. Uma edição que distribuiu 47 medalhas de ouro a um conjunto de 38 atletas de 15 diferentes países e se saldou por um enorme sucesso organizativo.


O belíssimo espaço verde do Parque Fazenda da Serra, nas imediações de Canela, foi palco das finais de Distância Longa, derradeiro ato competitivo do 17º Campeonato do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre WMOC 2014. Exigentes do ponto de vista físico, com a agravante do calor que se fez sentir, os percursos proporcionaram árduos despiques entre os participantes, com o cronómetro a registar, num dos casos, o mesmo tempo final para os vencedores, o britânico Nick Barrable e o finlandês Mikko Väisänen, medalha de ouro ex-aequo no escalão M40. Também no escalão M70 se verificou uma luta apertada pela vitória, com o canadiano Brian Ellis a impor-se ao sueco Kalle Johansson pela escassa margem de 1 segundo. O sueco Rune Haraldsson, com a belíssima idade de 96 anos e, de longe, o menos jovem entre os presentes no Brasil, terminou igualmente com sucesso a sua prestação competitiva.

Após ter partilhado com a Suiça a primazia no que à conquista de títulos no WMOC 2013, disputado em Itália, diz respeito, a Suécia foi a grande dominadora desta edição dos Mundiais com um total de 15 medalhas de ouro, contra 7 da Finlândia e 5 da Noruega. Individualmente, merecem destaque as duplas vitórias – Sprint e Distância Longa - do britânico Nick Barrable (M40), dos finlandeses Janne Salmi (M45) e Anne Nurmi (W50), do russo Iurii Grishanov (M75), da estoniana Merike Vanjuk (W35), da australiana Jenny Bourne (W60) e dos suecos Peo Bengtsson (M80), Rune Haraldsson (M95) e Sygne Nyman (W85).

Sabendo contornar adequadamente as dificuldades que sempre se colocam a um evento desta envergadura, a organização brasileira mostrou-se à altura dos grandes desafios, correspondendo em absoluto às expectativas dos quase 1.600 atletas presentes em Canela, em representação de 38 diferentes nações. Mas o Brasil está duplamente de parabéns, juntando ao sucesso organizativo daquele que foi o primeiro evento com a chancela da Federação Internacional de Orientação a ter lugar na América do Sul, quatro subidas de atletas seus ao pódio. O aplauso vai para Leandro Pasturiza e Elaine Lenz, medalhas de bronze na prova de Distância Longa nos escalões M35 e W40, respetivamente, que secundaram Ironir Alberto Ev, verdadeiro “herói nacional”, a quem se deve a conquista dos títulos de campeão do mundo de Sprint e de vice-campeão do mundo de Distância Longa, referentes ao escalão M35.

Resultados completos, fotos, vídeos e demais informação em http://www.wmoc2014.org.br/.

[Foto: Marcelo Matusiak / wmoc2014.org.br/midia/galeria-de-fotos/]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sábado, 8 de novembro de 2014

WMOC 2014: Ironir Alberto Ev "sprintou" para o ouro



Primeiro evento realizado na América do Sul sob a égide da Federação Internacional de Orientação, o Campeonato do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre WMOC 2014 distribuiu os títulos referentes à prova de Sprint. Numa final particularmente exigente e desafiante, foram em número de 23 os vencedores em representação de 11 países, com destaque para o brasileiro Ironir Alberto Ev, a fazer a festa "em casa".


Com metade dos títulos atribuídos, o Campeonato do Mundo de Veteranos de Orientação Pedestre WMOC 2014 aproxima-se rapidamente do fim. O Parque do Caracol, em Canela, recebeu as Finais da prova de Sprint onde o grande destaque vai, naturalmente, para o triunfo de Ironir Alberto Ev no escalão M35, oferecendo ao Brasil a sua primeira medalha de ouro da Orientação mundial. Naquela que foi a final mais disputada do dia, Ironir Alberto Ev bateu o finlandês Samuli Salmenoja pela escassa margem de 9 segundos. Na sua página no Facebook, o atleta deixou um agradecimento “primeiramente a Deus e a minha família que sempre estão do meu lado”, também a todos os amigos “que sempre acreditaram em mim” e à organização deste WMOC 2014, classificando-a como “ótima”. E conclui: “Esta medalha é do Brasil!”

Entre os 23 vencedores contam-se verdadeiras glórias da Orientação Mundial, casos do finlandês Janne Salmi (M45), medalha de ouro prova de Distância Curta do WOC 1997, e do norueguês Jorgen Martensson (M55), campeão do mundo de Distância Longa (WOC 1991 e 1995). Quanto às senhoras, o destaque vai para a folgada vitória da finlandesa Anne Nurmi no muito competitivo escalão W50 e para o “bis” dourado da Estónia, com Merike Vanjuk (W35) e Jana Kink (W45) a levarem a melhor sobre as suas adversárias. Uma palavra de apreço, ainda, para o sueco Rune Haraldsson, o menos jovem participante nos Mundiais, medalha de ouro no escalão M95. 

Portugal garantiu a presença de três atletas nas finais A e outros tantos nas finais B. No escalão M40, Joaquim Sousa quedou-se de fora da classificação por “mp”, enquanto José Bolrão foi o 57º classificado no escalão M50 e Vítor Rodrigues conclui no 65º lugar no escalão M60. Carlos Coelho, Francisco Coelho e Margarida Rocha disputaram as finais B, terminando respetivamente no 29º lugar (M55), 22º lugar (M70) e 9ª posição (W55). Participaram nestas finais um total de 1353 atletas, sendo o medalheiro comandado pela Suécia com 22 medalhas conquistadas (7 de ouro, 8 de prata e 7 de bronze), precisamente um terço do total de medalhas distribuídas. Resta acrescentar que o WMOC 2014 chega hoje ao fim com a disputa da final de Distância Longa, na qual Vítor Rodrigues será o único atleta português com assento nas Finais A. Saiba tudo em http://www.wmoc2014.org.br/.

[Foto: Georg Gartner]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Orientação de Precisão: Intensa atividade em final de época



Com as vitórias de Ricardo Pinto e Joaquim Margarido, deu-se por concluída no passado dia 11 de Outubro a edição 2014 da Taça de Portugal de Orientação de Precisão. Mas o “defeso” faz-se de muito trabalho e uma remodelada Comissão Técnica de Orientação de Precisão da Federação Portuguesa de Orientação (CT) prepara já a próxima temporada. Com um convite implícito à participação de todos, o Orientovar projecta os tempos que se avizinham.


Finalizada que está uma época recheada de excelentes momentos, a Orientação de Precisão portuguesa prepara com entusiasmo e afinco os próximos embates. Momento alto da temporada, o Campeonato da Europa ETOC 2014, disputado em Palmela, resultou num acontecimento de enorme relevância para a Orientação de Precisão portuguesa, tanto no capítulo organizativo como no aspeto competitivo. Aos brilhantes resultados alcançados por João Pedro Valente e Nuno Pires na vertente de TempO, juntam-se a experiência e o entusiasmo de todos os elementos da comitiva, hoje verdadeiros motores duma disciplina em franco crescimento. Três meses volvidos, a representação portuguesa voltou a brilhar nos Mundiais de Itália WTOC 2014, com Luís Gonçalves, João Pedro Valente e Ricardo Pinto a melhorarem em toda a linha os resultados alcançados nas anteriores edições. A tudo isto soma-se a valia qualitativa das etapas pontuáveis para a Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2014, “coroada” com índices de participação superiores aos das duas edições anteriores e com um envolvimento notável por parte de muitos dos maiores clubes nacionais.

Coordenada por Joaquim Margarido e Nuno Pires, a CT passou a contar desde o passado dia 31 de Outubro, oficialmente, com o contributo de Luís Gonçalves. Numa altura em que se procura “fechar” o Calendário da Taça de Portugal da próxima temporada, está praticamente definida a sua primeira etapa, a qual terá lugar em Coruche, no dia 10 de Janeiro. Com Direção e Traçado de Percursos de Luís Gonçalves e Supervisão de Acácio Porta-Nova, esta será uma etapa de TempO incluída no II Troféu Capital da Cortiça e pontuável não apenas para o ranking da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2015 mas também para os critérios de apuramento para o Campeonato do Mundo de Orientação de Precisão WTOC 2015, que se disputará na Croácia entre os dias 22 e 29 de Junho.


Atividades em Dezembro

Entretanto, dando seguimento aos objectivos traçados para a formação de técnicos de Orientação e conforme divulgado no Plano de Actividades para 2014 da Federação Portuguesa de Orientação, a CT prepara a realização dum Curso de Organizador e Traçador de Percursos de Orientação de Precisão. Agendado para os dias 13 e 14 de dezembro de 2014, no Parque de Campismo da Tocha, este Curso tem como finalidade angariar técnicos para a organização e para o traçado de percursos de Orientação de Precisão, destinando-se preferencialmente a todos os técnicos que já trabalham na disciplina, sendo vivamente aconselhável a frequência dos organizadores das etapas da Taça de Portugal de 2015. O Curso tem uma carga horária de 14 horas e um e um número máximo de 30 vagas, sendo dada prioridade aos organizadores com provas atribuídas na época 2015 caso o número de inscritos ultrapasse o número de vagas.

Finalmente, respondendo ao apelo da Federação Portuguesa de Desporto para Deficientes e no âmbito do seu programa “Tens Potencial Paralímpico?”, a Federação Portuguesa de Orientação, por intermédio da Comissão Técnica de Orientação de Precisão, promove no próximo dia 6 de Dezembro, nas instalações do Centro de Medicina de Reabilitação da Região Centro – Rovisco Pais, na Tocha, uma actividade de Orientação de Precisão. Dirigida a um público-alvo onde se incluem, preferencialmente, indivíduos com mobilidade reduzida e seus cuidadores, a iniciativa terá um carácter iminentemente demonstrativo e lúdico, procurando chamar a atenção para o caráter integrador da disciplina e para as suas qualidades terapêuticas intrínsecas.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Circuito Nacional Urbano Pedestre 2014: Vouzela preparada para receber as Finais



Depois de Porto de Mós e Oeiras, cabe este ano a Vouzela encerrar o Circuito Nacional Urbano Pedestre, recebendo a decisiva etapa da edição 2014. Parte integrante do Troféu de Orientação de Vouzela, evento com a assinatura organizativa do Clube de Orientação de Viseu – Natura, Município de Vouzela e Federação Portuguesa de Orientação, a final do CiNU reparte as atenções com a etapa de Distância Média pontuável para o ranking duma Taça de Portugal de Orientação Pedestre à beirinha do fim.

No primeiro dia do evento, o agradável e envolvente centro da Vila de Vouzela acolherá as Finais A e B do CiNU. Com excelentes provas dadas no traçado de percursos em terrenos de características urbanas – quem não se recorda do seu desenho do Sprint noturno no primeiro dia do Portugal O' Meeting 2012? - Rui Martins, um dos dois Diretores-Técnicos do Evento, assina os percursos desta importante prova. Da jovem Camila Coelho (COC) ao “veteraníssimo” Armandino Cramez (Ori-Estarreja), estarão ao todo envolvidos na luta pelos títulos um total de 66 atletas, distribuídos pelos escalões de Jovens, Séniores e Veteranos, Masculinos e Femininos. No segundo dia decorrerá, nos terrenos da Penoita – onde em 2011 o Clube de Orientação de Estarreja organizou a 9ª edição do Campeonato Nacional Absoluto e que tão excelentes recordações deixou naqueles que nela tiveram o privilégio de participar – uma etapa de Distância Média pontuável para a Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2014. Sobre mapa de Alexandre Reis e Valdemar Sendim (actualizado no passado mês de Outubro), os percursos têm a assinatura de João Moura, o outro Diretor-Técnico do Evento, para um total de atletas inscritos que, neste caso, ultrapassa as duas centenas e meia.

Além da vertente competitiva haverão, como é habitual, percursos abertos para todos aqueles que queiram experimentar, ou voltar a ter contacto com a modalidade, individualmente ou em grupo. Susana Almeida, a muito jovem Diretora do Evento, espera poder proporcionar "uma nova experiência que faça com que todos apreciem ainda mais a Orientação". E deixa um convite: “Que cada um de vós, federados ou não, se juntem a nós neste fim de semana, em que esperamos proporcionar-vos ótimos desafios, momentos de lazer e experiências enriquecedoras.”

Mais informações em http://orivouzela.coviseu-natura.pt/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

Campeonato Nacional Absoluto de Orientação em BTT 2014: Vitórias de Daniel Marques e Susana Pontes



O Campeonato Nacional de Absoluto de Orientação em BTT 2014 veio colocar um ponto final na temporada desta disciplina em Portugal. O evento chamou a Barcelos quase uma centena de participantes, consagrando Daniel Marques e Susana Pontes como os grandes vencedores.


Alvito S. Pedro, no Concelho de Barcelos, recebeu no passado fim de semana a quarta edição do Campeonato Nacional Absoluto de Orientação em BTT de 2014. Numa organização da Secção de Orientação dos Amigos da Montanha, o evento contou com uma participação total de 97 atletas, dos quais 77 se bateram pelos títulos em disputa, números que a organização realça como “significativos para a modalidade em questão, considerando o universo dos atletas que a Orientação em BTT consegue mobilizar ao longo do ano.”

Na primeira das duas etapas do Campeonato Nacional Absoluto de Orientação em BTT 2014, apuraram-se para a Final 39 atletas masculinos e 7 femininos. Ao venceram as respetivas categorias na etapa qualificatória, Davide Machado (.COM) e Susana Pontes (COC) "davam o mote" no tocante às suas aspirações, reforçando a condição de favoritos à vitória final. Eduardo Sebastião (ADFA) e Diana Moreira (DA Recardães) seriam os últimos atletas a carimbar o passaporte para a etapa decisiva, ficando de fora da final nomes como os de Pedro Serralheiro e Tozé Silva (COC), Ricardo Nunes (Ginásio), Armando Santos (COALA) ou Fernanda Ferreira (DA Recardães), entre outros.


Surpresas e confirmações

A grande final trouxe com ela uma surpresa, já que um problema mecânico sofrido por Davide Machado a caminho do antepenúltimo ponto de controlo deixou o caminho livre a Daniel Marques (COC) para uma vitória particularmente saborosa e para um título nunca antes conquistado. Apesar do precalço, Davide Machado conseguiria segurar a segunda posição enquanto o Campeão Nacional Absoluto em 2013, Carlos Simões (COALA), fecharia o pódio. No setor feminino repetiu-se a classificação do apuramento, com Susana Pontes a chegar com naturalidade ao seu quarto título absoluto em outras tantas edições da prova, após o domínio esmagador em mais uma temporada de Orientação em BTT na qual alcançou dezasseis vitórias nas dezassete etapas pontuáveis para a Taça de Portugal desta disciplina. Tânia Covas Costa (.COM) e Rita Gomes (BTT Loulé / BPI) ocuparam por esta ordem os restantes lugares do pódio. O COC venceu coletivamente, tanto na categoria masculina como na feminina. Segundo classificado na categoria masculina, o BTT Loulé / BPI sagrou-se oficialmente vencedor da Taça de Portugal de Orientação em BTT da presente temporada, repetindo o feito dos três anos anteriores.

Da nota de imprensa distribuída pelos Amigos da Montanha à Comunicação Social, registo para as impressões finais, em jeito de rescaldo: “Realce-se o agrado dos atletas com a escolha do terreno, que propiciou bons percursos de OriBTT, desafiantes, com doses equilibradas de zonas técnicas associadas a troços mais físicos. Os Amigos da Montanha registaram, desta forma, com satisfação mais uma organização de âmbito nacional que mostrou a qualidade logística das atividades, trazendo ao concelho de Barcelos a elite da modalidade.”


Resultados

Masculinos
1. Daniel Marques (COC) 1:31:49
2. Davide Machado (.COM) 1:36:07
3. Carlos Simões (COALA) 1:39:56
4. João Ferreira (DA Recardães) 1:43:01
5. Mário Guterres (ADFA) 1:45:03
6. Marco Palhinha (CP Abrunheira 1:46:29)
7. Joel Morgado (COC) 1:52:22
8. Luís Barreiro (NADA) 1:55:39
9. Inácio Serralheiro (COC) 1:56:17
10. Ângelo Marques (BTT Loulé) 1:58:01

Femininos
1. Susana Pontes (COC) 1:26:17
2. Tânia Covas Costa (.COM) 1:34:10
3. Rita Gomes (BTT Loulé / BPI) 1:43:02
4. Ana Filipa Silva (CPOC) 1:45:59
5. Diana Moreira (DA Recardães) 2:15:19
6. Luísa Mateus (COC) 2:27:29
7. Alice Silva (ADFA) 2:40:37

Resultados completos e demais informações em http://www.amigosdamontanha.com/_campeonato_nac_absoluto_oribtt.

[Foto gentilmente cedida pelo Gabinete de Comunicação dos Amigos da Montanha]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido