segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Duas ou três coisas que eu sei dela...



1. “Definitivamente, o melhor local para preparar a temporada”. Quem o afirma é Thierry Gueorgiou, Campeão do Mundo de Distância Longa e vencedor das últimas três edições do Portugal O' Meeting, a propósito daquela que é a mais importante prova do Calendário nacional de Orientação Pedestre. Atraindo ao nosso país a Elite da Orientação mundial, o Portugal O' Meeting 2015 terá lugar entre os dias 14 e 17 de Fevereiro, espalhando o perfume da Orientação por dois municípios da Costa de Prata: Mira e Vagos. Esta será para o Clube de Orientação de Estarreja a quarta vez que assume a responsabilidade organizativa do Portugal O' Meeting, depois de ter levado a cabo as edições de 2000, 2007 e 2012, esta última em parceria com o Clube de Orientação de Viseu - Natura. Vencedor da edição 2012 de “O Melhor Percurso do Ano”, uma iniciativa do prestigiado site World of O, Bruno Nazário é o Diretor do Evento, acumulando funções com as de traçador do percurso da etapa de Distância Longa no terceiro dia de competição, em parceria com António Amador. A meio ano do grande evento, fique para já com o Vídeo Promocional e não deixe de visitar a página oficial em http://www.pom.pt/pt/.


2. Após a realização do Campeonato Ibérico, em Cervera de Pisuerga, Espanha, já se encontra publicado o Ranking atualizado da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2014. Os mais atentos, certamente notarão que o número de etapas que compõem a Taça de Portugal da presente temporada foi alterado para sete, após o DAHP – Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada ter desistido da organização da penúltima etapa, agendada para o próximo mês, em Caminha. Esta situação acaba por ter implicações diretas no Regulamento de Competições 2014, forçando a duas importantes alterações: Por um lado, o número de etapas elegíveis para o ranking final passa a ser cinco, quando antes eram seis. Por outro lado, o número de etapas que poderão atribuir pontos de organização deixa de ser duas e passa a ser de apenas uma. Perante esta cenário, é possível perceber que a liderança de Joaquim Margarido (CRN) na Classe Aberta está fortemente ameaçada, bastando a Luís Gonçalves (CPOC) não cometer nenhum deslize na derradeira etapa (Falperra, 11 de Outubro) para se sagrar vencedor. Quanto à Classe Paralímpica, o título ibérico alcançado por José Laiginha Leal (CRN) colocou-o em definitivo no segundo lugar do ranking nacional, numa altura em que Ricardo Pinto (DAHP) repete o feito de 2013 e é já o virtual vencedor. Consulte o ranking atualizado em http://www.orioasis.pt/oasis/rankings/cache/TPdeOrientacaodePrecisao2014.43.pdf


3. Com uma “dobradinha” da Suécia na Estafeta, chegou ao fim a 19ª edição do Campeonato do Mundo Universitário de Orientação Pedestre WUOC 2014. Na prova que encerrou os Mundiais, este ano disputados em Olomouc, na República Checa, Rassmus Andersson, Albin Ridefelt e Oskar Sjöberg bateram inapelavelmente os seus adversários, com os checos a concluirem no segundo lugar e a Suiça a quedar-se com a terceira posição. No setor feminino, Lilian Forsgren, Helena Karlsson e Lina Strand mantiveram apertado duelo com a formação da República Checa, vencendo pela escassa margem de 15 segundos. A Finlândia concluiu na terceira posição. No conjunto das 5 provas disputadas, o número de países com direito a medalhas resumiu-se a sete, com a Suiça a cotar-se como a mais ganhadora, alcançando 4 medalhas de ouro, duas de prata e três de bronze. Seguiu-se a Suécia com quatro medalhas de ouro e uma de prata e a França com uma medalha de ouro, uma de prata e uma de bronze. Noruega (uma medalha de ouro e duas de bronze), República Checa (três medalhas de prata e três de bronze), Bielosússia (uma medalha de prata) e Finlândia (uma medalha de bronze), completam o leque de medalhados. Individualmente, o suiço Matthias Kyburz foi a grande figura dos Campeonatos, alcançando duas medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze. Com duas medalhas de ouro e uma de prata, o sueco Albin Ridefelt esteve igualmente em excelente plano, tal como o suiço Martin Hubmann, com duas medalhas de ouro e uma de bronze. No setor feminino, o destaque vai para a suiça Sarina Jenzer, com duas medalhas de ouro, sendo igualmente de realçar os resultados das suecas Lina Strand e Karolin Ohlsson, com duas medalhas de ouro e uma de prata cada. Tudo para conferir em http://wuoc2014.cz/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

OO Cup 2014: Inês Gonçalves, uma portuguesa na Eslovénia



Após termos partilhado com João Moura as emoções da Swiss Orienteering Week 2014, vamos hoje ao encontro de Inês Gonçalves, uma portuguesa na Eslovénia. Pretexto para espreitarmos, ainda que ao de leve, a OO Cup 2014 e retrospetivarmos a presente temporada, numa altura em que estamos quase à beirinha do fim.


Participou nas duas primeiras etapas da OO Cup 2014, na Eslovénia. Andava a passear por ali e, de repente, “tropeçou” no evento ou foi algo devidamente planeado?

Inês Gonçalves (I. G.) - No início do ano, eu e mais alguns atletas do Ori-Estarreja pensámos em fazer a prova. A verdade é que acabámos por desistir da ideia, no entanto ficou a vontade de um dia isso ser ainda possível. Como de há uns anos para cá eu e a minha família fazemos uma prova durante as férias de verão, escolhemos esta, aliando a prática da modalidade com a visita ao país.

Quais as expectativas à partida para a Eslovénia? O que é que sabia - ou julgava que sabia - acerca da OO Cup?

I. G. - Quanto à organização do evento, pelo que se pôde ir lendo na página oficial, parecia ser uma prova bastante interessante, com uma organização cuidada, com alojamento no Event Centre que ia desde quartos de hotel, lugar para autocaravanas e tendas. A descrição do terreno também era bastante interessante e numa conversa que tive uns meses antes com o Manuel Dias, veterano nestas andanças de provas de verão, fiquei completamente decidida a experimentar.

Estar no centro dum grande evento, como foi o caso, é exatamente o quê? Como é que se sentiu quando “aterrou” nos Alpes de Kamnik e de Savinja?

I. G. - Competir num evento como este é sempre algo incrível e enriquecedor, atendendo ao facto de os terrenos serem bastante diferentes dos habituais, combinando zonas abertas com muito pormenor de relevo, com floresta com detalhes rochosos. Assim, a minha expectativa era de desfrutar de todos os aspetos de uma prova deste tipo enriquecendo-me como atleta.

Em termos competitivos, que balanço faz da sua prestação? A julgar pelos resultados, as coisas não correram assim tão bem como esperava... ou não esperava, de todo, o que quer que fosse? ‘

I. G. - Na verdade, não esperava grandes resultados. Como só participei em duas de cinco etapas, o mais importante para mim era divertir-me, conhecer novos terrenos e apreciar a paisagem incrível que os Alpes Eslovenos proporcionam.

E quanto ao resto? Os aspetos organizativos e a vertente social dum evento da dimensão do nosso POM e a questão turística inerente?

I. G. - Quanto à organização, na curta experiência que tive, não tenho nada a apontar. O ambiente talvez seja um pouco mais descontraído do que no POM, pois são realizadas em épocas distintas a que correspondem também diferentes objetivos para os participantes.

Tem algum episódio engraçado para nos contar?

I. G. - Na realidade não. Apenas saliento que no primeiro dia, parte da prova desenrolou-se em encostas abertas com muitas vacas a pastar que ignoraram completamente os atletas, ao contrário do que já se tem passado em Portugal !

Olhando um pouco para aquilo que se passa internamente, em termos do ranking da Taça de Portugal, a Inês tem tido uma época algo irregular. Quais as razões para isso?

I. G. - Penso que fundamentalmente se deve a dois tipos de razões. A entrada para a Universidade com a consequente mudança de cidade causaram alguma perturbação em diferentes aspetos, novos locais de treino, conciliar com aulas e estudo mais intenso, etc. Lesionei-me também no 1º dia do MCO, já não participando no 2.º dia, sendo também a minha participação no POM condicionada. No Campeonato Nacional de Distância Longa tive uma queda que me levou ao hospital, felizmente sem consequências de maior.

Quais os objetivos para o que falta da época?

I. G. - Recomecei agora a treinar depois de quatro semanas de interrupção. Espero neste final de época fazer provas equilibradas sem grandes objetivos pré definidos.

Voltando à Eslovénia e à OO Cup, para aqueles que ainda não se decidiram por uma competição de Verão na Europa no próximo ano, que argumentos avançaria para não perderem a OO Cup 2015?

I. G. - A prova de 2015 decorrerá em condições parecidas pelo que é de aproveitar caso haja essa oportunidade. No entanto saliento que a OO Cup 2016 terá a particularidade de não decorrer só na Eslovénia mas também na Áustria e Itália. Penso que vai ser um desafio incrível percorrer várias zonas dos Alpes.

E a Inês? Vamos vê-la regressar à Eslovénia nos próximos anos?

I. G. - Provavelmente não, mas apenas pelo interesse em estar noutros locais e ter outras experiências.

Saiba mais sobre a OO Cup 2014 em http://www.oocup.com/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Duas ou três coisas que eu sei dela...



1. No âmbito da organização da Porto City Race, o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, numa parceria com a Orievents e a Porto Lazer, leva a cabo uma ação de Formação de Orientação já nos dias 16 e 17 de Agosto.
Com início às 9h00 do próximo sábado, a ação tem lugar no edificio AXA, na Avenida dos Aliados, sendo dirigida a um público alvo onde se incluem novos praticantes, voluntários para a organização da Porto City Race, professores licenciados em Educação Física, agentes desportivos na área das atividades de ar livre e amantes do contacto com a natureza. Tendo como Formador o Diretor de Eventos do GD4C, Fernando Costa, esta iniciativa será composta por uma parte teórico-prática em sala, com apresentação multimédia, e uma parte prática distribuída pelos espaços do Palácio de Cristal e do Parque da Cidade do Porto. As inscrições são gratuitas e limitadas ao número máximo de 35 formandos. A acção inclui acompanhamento por monitores, bibliografia de apoio e mapas. Para mais informações, consulte a página da Orievents, em http://www.orievents.com/services/service-formation/af-agosto2014/.


2. Confirmando a veia ganhadora que lhe valeu o título mundial em 2014 e, antes disso, o triunfo nos Jogos Mundiais de Cali (Colômbia), em 2013, a Suiça foi a grande vencedora da Estafeta Mista de Sprint que deu o pontapé de saída nos XIX Campeonatos Mundiais Universitários de Orientação WUOC 2014, a decorrer na República Checa até ao próximo sábado. Composto por Sarina Jenzer, Martin Hubmann, Julia Gross e Matthias Kyburz, o conjunto helvético cumpriu o seu percurso em 55:27, relegando para as posições imediatas a Suécia e a República Checa, com mais 1:10 e 1:47, respetivamente. O programa prossegue amanhã com a realização da prova de Distância Longa, a partir das 09h00, hora local, e na qual estão inscritos 100 atletas masculinos e 87 femininos em representação de 32 países. Tudo para acompanhar em http://wuoc2014.cz/.


3. Na senda das grandes competições de Verão que, semana após semana, se vão realizando um pouco por toda a Europa, Cervera de Pisuerga, na Comunidade Autonómica de Castilla y León, recebeu o II Trofeo Internacional de Orientación Diputación de Palencia, evento que chamou à Montanha Palentina, entre 5 e 10 de Agosto, 1300 participantes de 24 nacionalidades diferentes. No escalão de Elite masculina, vitória de Biel Ràfols Perramon (COC) com 4701 pontos no total das cinco etapas, seguido de Eduardo Gil Marcos (Tjalve) com 4647 pontos e do norueguês Rune Nygaard (Il Gular), com 4516 pontos. Tiago Leal (GD4C) foi o melhor português, ocupando o 10º lugar com menos 777 pontos que o vencedor. Ao vencer quatro das cinco etapas disputadas, Esther Gil I Brotons (Colivenc) levou de vencida o Troféu no escalão de Elite feminina, arrecadando um total de 4930 pontos. Amparo Gil Brotons (COB) foi a segunda classificada, com 4348 pontos, mais 59 pontos que a portuguesa Rita Rodrigues (GafanhOri), terceira classificada. Nos restantes escalões, destaque para as vitórias de Ricardo Esteves (ADFA) e Nuno Rebelo (Ori-Estarreja) em H18A e H35B, respetivamente, e para os segundos lugares de Sara Roberto, Luísa Mateus e Edgar Domingues, todos do COC, em D16, D50 e H21B, respetivamente. Resultados completos e demais informação em http://www.o5dias.com/.


4. O espanhol Kilian Jornet e a norte-americana Stevie Kremer foram os vencedores da 41ª edição da Sierre – Zinal, prova de montanha disputada no coração do Valais, na Suiça, no passado domingo. Jornet repetiu os feitos de 2009 e 2010, tendo gasto 2:31:54 para cumprir os 31 km do percurso, enquanto Kremer demorou 3:03:12, numa prova que registou na chegada 1078 atletas masculinos e 206 femininos. Até ao 10º lugar, é possível encontrar quatro nomes bem conhecidos da Orientação mundial: François Gonon (4º), Ionut Alin Zinca (6º), David Schneider (7º) e Marten Bostrom (9º). Baptiste Rollier (16º), Daniel Hubmann (24º), Hector Haines (37º) e Miguel Reis e Silva (74º), entre outros, integraram a lista dos primeiros 100 classificados. Nas senhoras, Tessa Hill (14º) e Riina Kuuselo (31º) merecem igualmente uma palavra. Numa análise ao perfil dos participantes nesta “clássica”, Jornet escreve na sua página do Facebook - https://www.facebook.com/kilianjornet – que esta é uma prova que “pode juntar participantas das áreas do Atletismo, Corridas de Montanha, Corridas de Esqui e Orientação”. Curiosa a observação de Jornet a propósito dos orientistas: “Correm de forma inteligente. É bem sabido que as pessoas que lêem são inteligentes e este pessoal passa o dia a ler! São rápidos no plano e não têm problemas com as curtas descidas técnicas. Normalmente têm maior dificuldade em manter a velocidade nas subidas e este tipo de provas é demasiado longo para eles.” Saiba tudo sobre a prova em http://www.sierre-zinal.com/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Bohuslav Hulka: "Os melhores momentos estão relacionados com as excelentes pessoas que tenho conhecido"



Bohuslav Hulka é um dos nomes maiores da Orientação de Precisão a nível mundial. Se outros argumentos não existissem, foi ele quem, ao lado de Petr Krystek, levou pela primeira vez a bandeira da República Checa a um Campeonato do Mundo de Orientação de Precisão. Estávamos em 2007, em Kiev, e nas sete edições seguintes Hulka foi presença constante nos maiores eventos do calendário internacional. Agora que o WTOC 2014 ficou para trás, é chegado o momento de fazer o balanço de quase uma década de atividade, tanto no plano competitivo, como no organizacional e institucional.


Numa altura em que está de partida da Comissão de Atletas de Orientação de Precisão da Federação Internacional de Orientação, começaria por lhe pedir que me falasse um pouco do que foi essa sua experiência?

Bohuslav Hulka (B. H.) - Vejo a Comissão de Atletas de Orientação de Precisão como uma oportunidade para uma via suficientemente bem estruturada e que permite aos atletas colaborarem no desenvolvimento desta disciplina. A minha ambição é a de que a Comissão seja uma espécie de amplificador das vozes dos atletas. Aceitei a nomeação na expectativa de que alguns atletas podessem ver em mim a pessoa certa com quem partilhar as suas opiniões, tornando-as audíveis e consideradas. Devo admitir que as coisas não foram fáceis de início. Imediatamente após a nomeação, assistimos a uma série de alterações nos Regulamentos para as quais não contribuimos minimamente. Também houve alguns lapsos de tempo demasiado grandes nas discussões via e-mail. Mas sinto que, entretanto, a situação melhorou imenso. O período que medeia entre o levantar duma questão e a resposta por parte da Comissão de Orientação da IOF é agora muito menor. As individualidades que compõem a Comissão de Atletas de Orientação de Precisão são respeitadas e proativas. Ver a Comissão de Atletas de Orientação de Precisão e a Comissão de Orientação de Precisão da IOF de mãos dadas comprova, igualmente, a seriedade do trabalho efetuado pela Comissão de Atletas. E há ainda um novo fenómeno, chamado “TrailO blogging”. Temos agora uma oportunidade extraordinária de escutar aquilo que muitos atletas têm a dizer a propósito desta disciplina. Um bom trabalho com resultados visíveis, graças a ti, Joaquim!

Consegue nomear alguns dos momentos mais importantes durante a sua estadia no seio da Comissão de Atletas de Orientação de Precisão?

B. H. - Mencionaria um par de tópicos: O nível qualitativo dos eventos e a satisfação dos competidores, a tolerância zero, o Campeonato do Mundo de Juniores de Orientação de Precisão, as condições ao dispôr dos atletas em cadeira de rodas e a elegibilidade paralímpica. Estes últimos dois assuntos tocam-me muito particularmente.

O que é que gostaria que tivesse acontecido e que – pelo menos por enquanto – não aconteceu?

B. H. - Os atuais critérios de elegibilidade paralímpica são, maioritariamente, baseados numa declaração – consegues percorrer uma dada distância dentro dum tempo limite ou não? Compreendo este aspeto como um dos pilares da Orientação de Precisão mas que, infelizmente, necessita de ser trabalhado e completamente alterado. Uma solução possível e muito particular poderá consistir na compensação das incapacidades motoras com a definição de diferentes tempos limite de prova. Penso que isto é perfeitamente viável, embora implique uma reformulação das regras de atribuição de elegibilidade paralímpica, tornando-as mais consistentes com outras regras já existentes, mais objetivas, justas e, claro, amplamente respeitadas.

Competiu num Campeonato do Mundo de Orientação de Precisão pelo oitavo ano consecutivo, mas esta foi a primeira vez que alcançou uma posição dentro do top-6. O que é que sentiu quando ouviu o seu nome ser chamado para subir ao pódio?

B. H. - Na realidade, não fui chamado para subir ao pódio, devido aos degraus existentes, mas havia ali muita gente disponível para me ajudar a “trepar” lá para cima. E vejo isto como algo representativo daquilo que tem sido a minha carreira na Orientação de Precisão: Os melhores momentos estão relacionados com as excelentes pessoas que tenho conhecido.

Estava à espera deste resultado?

B. H. - Nos últimos dois anos (na Escócia e na Finlândia) tive resultados francamente maus e, desta vez, dei o meu melhor para conseguir um lugar na primeira metade da tabela. A partir daí foi tudo uma questão de pura sorte. Não considero a minha prestação no Campeonato do Mundo como algo de excecional. Cometi o mesmo número de erros que habitualmente cometo. No primeiro dia, tanto o encurtamento da prova como o ponto anulado só me favoreceram. Sou um individuo do género desconfiado e se a minha “tolerância zero” não fosse tão conforme ao segundo Model Event, as coisas poderiam ter corrido melhor ainda. No segundo dia cometi alguns erros desnecessários, mas não tantos assim se comparados com aqueles cometidos por muitos dos restantes competidores paralímpicos. De forma incrível, consegui terminar a prova dentro do tempo limite, assinalando exatamente as respostas que queria assinalar. Mas tenho a consciência que, se estivesse a competir na Classe Aberta, seriam muito poucos aqueles que ficariam atrás de mim. Comparando com aquilo que aconteceu com a minha amiga Jana [Kostová], Campeã do Mundo em 2013 e que, na Classe Aberta, teria sido 7ª classificada, percebe-se que estamos a falar de situações completamente diferentes.

Como é que avalia a organização italiana dos Campeonatos do Mundo?

B. H. - Dum modo geral, boa. Haveria alguns pontos que mereceriam ser mais trabalhados, mas infelizmente isto não se passa apenas no Campeonato do Mundo. Muitos Europeus e Mundiais levados a cabo anteriormente apresentaram o mesmo problema. Outro problema foi a lentidão no apuramento dos resultados. Não consigo compreender como é que, durante as competições nos países nórdicos, nomeadamente no O-Ringen, os resultados são publicados pouco após a chegada do último atleta e, tanto no ETOC como WTOC, foram precisas horas e horas para que os resultados aparecessem. Este tempo de espera leva a situações de indefinição e incerteza e, sobretudo, dá uma ideia desnecessária de que esta é uma disciplina complicada. Poderia falar ainda da falta de casas de banho acessíveis durante a prova. Neste WTOC este não foi um problema sério, mas a verdade é que a sua falta poderia ter resultado em experiências verdadeiramente desagradáveis para competidores com necessidades especiais, pelo que sinto que tenho o dever de mencioná-lo.

Durante a sua presença nos Europeus, em Portugal, tivemos oportunidade de trocar algumas impressões sobre a dificuldade de “recrutamento” de atletas Paralímpicos para a nossa disciplina. Já tem a solução para o problema?

B. H. - A Orientação de Precisão pode constituir uma oportunidade excelente para pessoas com e sem mobilidade reduzida puderem competir em pé de igualdade. Sinto-me imensamente feliz por poder competir com atletas como a Agata Ludwiczak, Søren Saxtorph, Ken Gamelgård ou Júlio Guerra, pessoas que têm de lidar com dificuldades muito maiores do que as minhas. Na república Checa, apresentamos a Orientação de Precisão a cerca de dez novos praticantes em cadeira de rodas todos os anos. Começamnos com provas de “Sprint” em cadeira de rodas e procuramos introduzir logo nessa altura uma ou duas estações de PreO ou TempO. Nos últimos tempos, alguns desportos mais radicais e a Orientação em BTT têm dado o seu contributo, adaptando igualmente as suas atividades a pessoas com mobilidade reduzida. Por outro lado, desempenhamos o papel de “relações públicas” junto dos orgãos de comunicação social – televisão, rádio e jornais -, procurando desta forma que a disciplina seja conhecida e respeitada. E como resultado de todo este esforço temos um novo competidor paralímpico a cada dois ou três anos. Isto é muito diferente quando queremos “vender” a Orientação de Precisão a pessoas provenientes da Pedestre ou cartógrafos, com todos os pré-requisitos para poderem vir a ser trail orientistas bem sucedidos. Quando, finalmente, tens um atleta com elegibilidade paralímpica minimamente promissor, ainda tens de trabalhar o aspeto psicológico, encorajando-o a prosseguir, a não desistir. E no caso dum tetraplégico, deves preparar-te para encontrar os necessários apoios que garantam uma assistência adequada ao atleta. Qual é a tua opinião – valeu a pena o esforço? Eu diria que valeu!

A Orientação de Precisão caminha no sentido certo?
B. H. - O ponto de partida desta disciplina é tudo menos fácil. Eu não conheço outro desporto que implique tanto trabalho na preparação duma competição. Não é fácil explicar ou compreender o que é isto da Orientação de Precisão. Por outro lado, a eliminação do fator físico relacionado com a velocidade faz vincar a ideia de que este não é um desporto “a sério”. O caráter inclusivo da competição entre pessoas com e sem mobilidade reduzida pode ser atrativo, mas os critérios de elegibilidade paralímpica não são suficientemente claros. O cerne desta disciplina parece ser a extrema “precisão” quando, na realidade, não o é. Há muitos aspetos subjetivos como a exactidão do mapa ou um traçado de percursos menos ortodoxo que acarretam reclamações, protestos, pontos cancelados e que, no final, arriscam a deixar no competidor sensações pouco agradáveis. Mas há, por outro lado, desenvolvimentos muito positivos: o TempO estabeleceu-se como uma justa e respeitada vertente, o formato de Estafeta parece muito promissor e é, seguramente, mais interessante e justo do que a Competição por Equipas. As cerimónias desenrolam-se (geralmente) na mesma altura que as cerimónias da Pedestre. O meu sonho é que a Orientação de Precisão possa vir a ter um patrocinador global (porque não, por exemplo, a IKEA ou o Google?) e cobertura televisiva dos acontecimentos mais importantes.

A temporada caminha para o final e suspeito bem que as suas atenções estejam já centradas na Croácia e nos próximos Campeonatos do Mundo. Que tipo de evento espera?

B. H. - Se não houver mais desastres naturais do género furacões, inundações, terramotos, etc., o WTOC 2015 vai ser um evento fantástico, sem dúvida. A equipa de traçadores é do melhor que há e os Supervisores são excelentes. Mas confesso que as minhas atenções já vão um pouco mais além, em 2016, com um Supervisor do WTOC de nacionalidade checa e especialmente com o Campeonato da Europa disputado no meu país. A “jogar em casa”, seria excelente alcançar um bom resultado.

Já tem planos para a sua carreira no médio e longo prazo? Por quanto tempo mais vamos vê-lo a fazer Orientação de Precisão?

B. H. - Penso que qualquer pessoa pode praticar este desporto até aos 110 anos, mas eu não gostaria de o fazer de forma contínua. Se conseguir encontrar coragem suficiente, irei fazer uma pausa durante alguns meses ou mesmo anos em busca do equilíbrio entre uma enorme motivação e o levar as coisas de forma mais tranquila. Caso não venha a ser bem sucedido nesta minha demanda, só posso pensar que vou continuar a chatear-te nos próximos 70 anos.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

domingo, 10 de agosto de 2014

Campeonato Ibérico de Orientação de Precisão 2014: Valente, Laiginha e Tamarit, os grandes vencedores



João Pedro Valente, José Laiginha Leal e José António Tamarit são os Campeões Ibéricos de Orientação de Precisão 2014. Disputada na vertente de PreO, a prova disputou-se em Ligüerzana, na Montanha Palentina, tendo contado com a participação de seis dezenas de competidores.


Depois do Vale do Rossim, Gouveia, em Março de 2013, foi a vez de Ligüerzana receber o Campeonato Ibérico de Orientação de Precisão, na sua segunda edição. Organizada pelo Club ORCA, o evento contou com os apoios da Diputación de Palencia, Fundación Provincial de Deportes, Junta de Castilla y León, Federación Española de Orientación e Federación de Orientación de Castilla y León. Pontuável para o ranking da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2014, o II Campeonato Ibérico de Orientação de Precisão registou a presença de 62 participantes – entre os quais onze portugueses -, em representação de 22 clubes.

Com cartografia de Victor Dobretsov (Março de 2014) e traçado de percursos de Toño Hernandez, a prova desenrolou-se ao longo de 14 pontos, mais dois cronometrados no início, tendo no baixo grau de exigência técnica a sua maior debilidade. Na Classe Paralímpica, o português José Laiginha Leal (CRN) foi o grande vencedor, concluindo a sua prestação com um total de nove pontos, mais dois que Alice Rovollard (Individual), segunda classificada. O Campeão de Espanha, Carlos Riu Noguerol (COMA), com 6 pontos, fechou o pódio. Na Classe Aberta, assistiu-se a uma intensa luta pela vitória, com quatro atletas a alcançarem o pleno de respostas correctas. Valeu neste caso a maior rapidez de decisão nos pontos cronometados e, mesmo assim, apenas parcialmente, já que tanto o português João Pedro Valente (CPOC) como o espanhol José António Tamarit (CC Valencia) concluiram com o mesmo tempo – 12 segundos -, alcançando ex-aequo o título ibérico. Na terceira posição, igualmente ex-aequo e com mais quatro segundos que os vencedores, classificaram-se o português Nuno Rebelo (Ori-Estarreja) e o espanhol Alex Tello (Valencia-O).

Uma menção especial para o esforço e dedicação da Federação Espanhola de Orientação a uma disciplina que, apesar de estar a dar os primeiros passos no país vizinho, vai apresentando resultados deveras animadores. Prova disso é a intenção de, já na próxima temporada, podermos assistir ao arranque da Liga Espanhola de Orientação de Precisão. Para Victor Garcia Berenguér, Presidente da FEDO, “a ideia é a de que possamos encontrar o necessário envolvimento junto dos clubes para organizar um conjunto de cinco provas, número que nos parece adequado para uma primeira edição”. Fazendo questão de vincar que uma das cinco etapas terá lugar em Portugal, ao encontro do excelente relacionamento entre as Federações Portuguesa e Espanhola e dentro daquilo que é já uma prática corrente nas restantes disciplinas da Orientação, Victor Garcia Berenguer não descarta a possibilidade de termos essa etapa “portuguesa” na 3ª edição do Campeonato Ibérico, que no próximo ano voltará a ter lugar no nosso país. “Vamos conversar com a Federação Portuguesa de Orientação mas é tudo uma questão de datas”, conclui.

Resultados completos e demais informação em www.o5dias.com.

[Aceda às imagens clicando na foto]

Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Ricardo Pinto: "Não gosto de cometer o mesmo erro duas vezes"



Ricardo Pinto alcançou em Itália o melhor resultado de sempre dum atleta português na vertente de PreO em Campeonatos do Mundo de Orientação de Precisão. Em Entrevista ao Orientovar, o atleta paralímpico analisa as suas prestações e projeta o futuro.


À partida para o Campeonato do Mundo, fez questão de apontar como grande objetivo o top-20. Depois do extraordinário 16º lugar alcançado, gostaria de lhe perguntar o porquê de acreditar que um resultado desta envergadura estivesse ao seu alcance.

Ricardo Pinto (R. P.) - Aquilo que eu realmente disse foi que ambicionava entrar no top-20. Pensar numa medalha nesta altura estava fora das minhas expectativas, mas fazia todo o gosto em chegar ao top-20. Respondendo agora à questão, não havia nada que me dissesse que o top-20 era possível, mas também não havia nada que me dissesse o contrário. Tudo aquilo que fui aprendendo ao longo deste tempo, fez-me ver que a distância que me separa dos melhores atletas mundiais não é assim tão grande. Pareceu-me que o top-20 era uma meta concretizável e fiz tudo para lá chegar.

O resultado alcançado é o fruto de dois dias de provas intensamente disputadas. Quais os momentos-chave da sua prestação?

R. P. - O primeiro dia correu-me maravilhosamente bem. Julgo que consegui fazer uma boa leitura do terreno e uma adequada gestão do tempo, pelo que as sensações no final da prova, antes mesmo de saber os resultados, foram muito boas. Já no segundo dia as coisas não correram extamente da mesma forma. Tinha a noção de ter dado algumas respostas erradas, embora verificasse mais tarde que os pontos errados não foram propriamente aqueles que pensava. Nomeadamente em relação ao último ponto, tive sempre a plena noção de que tinha acertado a resposta e, afinal, estava errado. Tenho a certeza que contei bem as balizas – aliás, contei-as três vezes -, fui dizendo a mim mesmo “delta, delta, delta...” e depois assinalei “echo”. Não sei como é que fiz uma coisa destas, foi uma pena.

Ficou afastado da Final de TempO. O que é que falhou aqui?

R. P. - O problema é que, de alguma forma, não consigo ainda controlar a minha ansiedade relativamente ao TempO. Chego a uma altura em que só quero é “despachar” a coisa e acabo por me “enterrar” ainda mais. Curiosamente, já não acontece o mesmo nos pontos cronometrados do PreO, onde estou muito mais à vontade e respondo com maior certeza que no TempO. O facto de não haver resposta “zero” nos pontos cronometrados do PreO faz, no meu caso, toda a diferença. Em Itália, houve ainda um aspeto que me foi muito desfavorável e que teve a ver com o facto de ter feito a qualificatória toda com um pneu furado. Sem querer com isto encontrar desculpas, pensar também na roda e não apenas na prova acabou por ser muito prejudicial.

A sua pontuação no segundo dia foi determinante na conquista do 9º lugar de Portugal na competição por Equipas. Estava igualmente à espera dum lugar no top-10?

R. P. - Sinceramente, não tinha qualquer expectativa relativamente ao lugar que poderíamos alcançar. Sabia que as coisas poderiam correr bem, que se eu fizesse um bom resultado os outros também o fariam. Acho que este é um bom resultado, mas poderia ter sido melhor se eu não tivesse falhado um ou outro ponto.

A questão dos “ses” agora pouco interessa – outros participantes terão igualmente razões de queixa -, mas ser o único entre os 20 primeiros a falhar os pontos 8 e 18 no segundo dia e, assim, ver fugir a oportunidade de conseguir um lugar no pódio, é realmente frustrante. Já pensou nisso?

R. P. - Sim, fiz essa análise. Devo dizer que no ponto 8 tinha o tempo muito controlado e acabei por me precipitar. Foi um erro não ter tido o discernimento de aferir o centro do círculo de outra posição. Se assim fosse, teria facilmente percebido que a resposta correta era “Bravo” e não “Alfa”. Já quanto ao ponto 18, confesso que olhei um milhar de vezes para o terreno e não consegui identificar a cota. Portanto, se não havia cota, a resposta óbvia era “zero”. Penso que se tivesse perdido ali mais um minuto, teria respondido corretamente à questão. O problema é que o meu tempo estava todo contado, nessa altura faltariam sete minutos para o tempo limite, havia ainda os pontos 19 e 20 para responder e eu já não podia gastar mais tempo. Tenho consciência que passei ao lado dum resultado brutal mas não vale a pena lamentar-me. Os erros estão feitos e agora não há volta a dar. Na certeza porém, eu não gosto de cometer o mesmo erro duas vezes e raramente faço isso. Portanto, só tenho de estar com os olhos bem abertos numa próxima.

Esta foi a sua terceira participação consecutiva em Campeonatos do Mundo. Consegue fazer uma análise comparativa em relação a cada uma destas três edições?

R. P. - Em 2012, na Escócia, basicamente fui às cegas. Não sabia o que era a Orientação de Precisão e fui aprender. Foi uma experiência fantástica, fundamental para que eu me agarrasse “com unhas e dentes” a esta disciplina. Na Finlândia, no ano passado, os resultados acabaram por ficar aquém das expectativas. Muito honestamente, pensei que sabia mais do que aquilo que realmente sabia. Entretanto, aprendi muito nos últimos tempos. A qualidade técnica das provas em Portugal aumentou de forma muito substancial e isso fez com que os meus conhecimentos fossem crescendo. Reconheço que as prestações nas várias provas da Taça de Portugal ficaram aquém do esperado, mas aprender com os erros foi extremamente importante. Daí que, chegar a Itália, deparar-me com bons mapas e terrenos e ver provas com um grau de exigência não superior àquilo a que estava habituado, acabou por ser determinante nos bons resultados alcançados. Aliás, gostaria de louvar o esforço das organizações portuguesas em elevar o nível qualitativo das suas provas, sobretudo esta temporada. Diria mesmo que tivemos provas da Taça de Portugal ao nível dum Campeonato do Mundo.

Ao relação às restantes equipas, há algum aspeto que gostaria de destacar?

R. P. - Fiquei bastante surpreendido com o resultado da Jana Kostová. É uma excelente atleta e estava à espera que ela pudesse repetir aquilo que fez na Finlândia, onde foi a campeã do Mundo. Ter ficado à frente dela deixa-me orgulhoso, naturalmente, mas penso que ela vale muito mais do que aquilo que demonstrou em Itália. Isto permite-me reforçar a ideia de que na Orientação de Precisão tudo é possível. Até os melhores falham. Gostaria, também, de destacar o excelente trabalho que está a ser desenvolvido em Espanha e os bons resultados alcançados no Campeonato do Mundo. A Croácia tem um conjunto muito forte e foi uma justa vencedora da competição por Equipas, enquanto a Rússia foi, para mim, a grande desilusão, apesar de ter apresentado uma equipa composta exclusivamente por atletas paralímpicos. Individualmente, a vitória do Martin Jullum no TempO não me surpreendeu particularmente.

E quanto ao ambiente no seio da equipa portuguesa. Sei que, para além do enorme espírito de entreajuda, aprendeu com o Nuno Pires 20.000 anedotas acerca de cadeiras de rodas. Quer partilhar uma connosco?

R. P. - (Risos) Não tenho memória duma em especial, mas é verdade que o espírito de entreajuda e a forma de estar no seio do grupo foi excelente. Aprendi imenso com o Nuno, o Luís Gonçalves e o João Pedro Valente, reuniamos antes das provas, analisávamos as nossas prestações, antecipávamos o dia seguinte e isso foi muito proveitoso. O Nuno Pires fez um ótimo trabalho, foi um excelente team leader e isso foi crucial para os nossos resultados.

Por onde passam agora os objetivos em termos de futuro?

R. P. - Este ano, o objetivo passa por segurar a liderança na Taça de Portugal e chegar novamente à vitória. De resto, os objetivos são os mesmos de sempre: Participar no maior número de provas possível e continuar a evoluir. Penso, também, que as vitórias são importantes mas não são o mais importante. Mais importante é aquilo que eu possa dar à Orientação de Precisão. Temos ainda um caminho muito longo a percorrer na divulgação desta disciplina e devemos partilhar aquilo que temos e sabemos. Só assim poderemos continuar a crescer.

[Imagem de Arquivo]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido
  

domingo, 3 de agosto de 2014

Porto City Race 2014: Terceira edição chega em Outubro



Pelo terceiro ano consecutivo, a Invicta recebe uma prova internacional de Orientação. Trata-se do Porto City Race, evento centrado nalguns dos mais emblemáticos locais da cidade e que, ao longo de três dias, promete muita animação e emoção, prazer e descoberta, ao encontro do Porto - Património Mundial.


De 3 a 5 de Outubro, a cidade do Porto volta a acolher um importante evento de Orientação. Distribuído por três etapas, com classificações separadas entre si, o Porto City Race 2014 é um evento de Orientação pedestre urbano, organizado pelo Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos em parceria com a Câmara Municipal do Porto, através da Porto Lazer. Aberto a pessoas de qualquer idade, podendo participar individualmente ou em grupo, o evento integra a Liga Europeia City Race Euro Tour, juntamente com as organizações congéneres das cidades de Londres, Edimburgo e Barcelona.

Apostada em duplicar os números da edição anterior e ultrapassar a barreira do milhar de participantes, a organização do Porto City Race 2014 selecionou para a presente edição o que de melhor tem a cidade em termos do seu património natural e construído, oferecendo um programa rico e variado. O Centro Histórico do Porto é o palco escolhido para a realização da primeira etapa, na noite do dia 3 de Outubro. Na manhã do dia seguinte, será a vez do Parque da Cidade acolher, praticamente em simultâneo, uma prova de Estafeta e outra de Score. Finalmente, a etapa rainha que encerra a edição de 2014 do Porto City Race, desenrolar-se-à na Foz Velha, na manhã do dia 5 de Outubro, pontuando para o ranking do City Race Euro Tour e para o Circuito Nacional Urbano. Entre as individualidades que oferecem a sua imagem ao evento, a título de embaixadores, estão “o homem da ultra-maratona Spartlathlon”, João Oliveira, e também Pedro Henriques, ex-árbitro de Futebol, colunista e comentador desportivo.

As inscrições no Porto City Race poderão ser feitas online, na plataforma Oasis, ou através do endereço inscrever@gd4caminhos.com, indicando o nome, data de nascimento, nº Bilhete de Identidade, telemóvel, escalão de participação e percursos a realizar. As taxas de inscrição estão estipuladas no Regulamento de Competições da Federação Portuguesa de Orientação, com valores que vão dos 1,50 € (Escolas) aos 7,00 € (não federados, maiores de 20 anos). As inscrições para os escalões abertos podem ser efectuadas até ao dia de prova, ficando, no entanto, condicionadas à disponibilidade de mapas. Marque já na sua agenda e aceite o desafio, em cenários de encanto e beleza, com um mapa e uma bússula na mão.

Saiba tudo sobre o Porto City Race, consultando a página do evento em http://www.gd4caminhos.com/pcr2014.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido