quinta-feira, 14 de agosto de 2014

OO Cup 2014: Inês Gonçalves, uma portuguesa na Eslovénia



Após termos partilhado com João Moura as emoções da Swiss Orienteering Week 2014, vamos hoje ao encontro de Inês Gonçalves, uma portuguesa na Eslovénia. Pretexto para espreitarmos, ainda que ao de leve, a OO Cup 2014 e retrospetivarmos a presente temporada, numa altura em que estamos quase à beirinha do fim.


Participou nas duas primeiras etapas da OO Cup 2014, na Eslovénia. Andava a passear por ali e, de repente, “tropeçou” no evento ou foi algo devidamente planeado?

Inês Gonçalves (I. G.) - No início do ano, eu e mais alguns atletas do Ori-Estarreja pensámos em fazer a prova. A verdade é que acabámos por desistir da ideia, no entanto ficou a vontade de um dia isso ser ainda possível. Como de há uns anos para cá eu e a minha família fazemos uma prova durante as férias de verão, escolhemos esta, aliando a prática da modalidade com a visita ao país.

Quais as expectativas à partida para a Eslovénia? O que é que sabia - ou julgava que sabia - acerca da OO Cup?

I. G. - Quanto à organização do evento, pelo que se pôde ir lendo na página oficial, parecia ser uma prova bastante interessante, com uma organização cuidada, com alojamento no Event Centre que ia desde quartos de hotel, lugar para autocaravanas e tendas. A descrição do terreno também era bastante interessante e numa conversa que tive uns meses antes com o Manuel Dias, veterano nestas andanças de provas de verão, fiquei completamente decidida a experimentar.

Estar no centro dum grande evento, como foi o caso, é exatamente o quê? Como é que se sentiu quando “aterrou” nos Alpes de Kamnik e de Savinja?

I. G. - Competir num evento como este é sempre algo incrível e enriquecedor, atendendo ao facto de os terrenos serem bastante diferentes dos habituais, combinando zonas abertas com muito pormenor de relevo, com floresta com detalhes rochosos. Assim, a minha expectativa era de desfrutar de todos os aspetos de uma prova deste tipo enriquecendo-me como atleta.

Em termos competitivos, que balanço faz da sua prestação? A julgar pelos resultados, as coisas não correram assim tão bem como esperava... ou não esperava, de todo, o que quer que fosse? ‘

I. G. - Na verdade, não esperava grandes resultados. Como só participei em duas de cinco etapas, o mais importante para mim era divertir-me, conhecer novos terrenos e apreciar a paisagem incrível que os Alpes Eslovenos proporcionam.

E quanto ao resto? Os aspetos organizativos e a vertente social dum evento da dimensão do nosso POM e a questão turística inerente?

I. G. - Quanto à organização, na curta experiência que tive, não tenho nada a apontar. O ambiente talvez seja um pouco mais descontraído do que no POM, pois são realizadas em épocas distintas a que correspondem também diferentes objetivos para os participantes.

Tem algum episódio engraçado para nos contar?

I. G. - Na realidade não. Apenas saliento que no primeiro dia, parte da prova desenrolou-se em encostas abertas com muitas vacas a pastar que ignoraram completamente os atletas, ao contrário do que já se tem passado em Portugal !

Olhando um pouco para aquilo que se passa internamente, em termos do ranking da Taça de Portugal, a Inês tem tido uma época algo irregular. Quais as razões para isso?

I. G. - Penso que fundamentalmente se deve a dois tipos de razões. A entrada para a Universidade com a consequente mudança de cidade causaram alguma perturbação em diferentes aspetos, novos locais de treino, conciliar com aulas e estudo mais intenso, etc. Lesionei-me também no 1º dia do MCO, já não participando no 2.º dia, sendo também a minha participação no POM condicionada. No Campeonato Nacional de Distância Longa tive uma queda que me levou ao hospital, felizmente sem consequências de maior.

Quais os objetivos para o que falta da época?

I. G. - Recomecei agora a treinar depois de quatro semanas de interrupção. Espero neste final de época fazer provas equilibradas sem grandes objetivos pré definidos.

Voltando à Eslovénia e à OO Cup, para aqueles que ainda não se decidiram por uma competição de Verão na Europa no próximo ano, que argumentos avançaria para não perderem a OO Cup 2015?

I. G. - A prova de 2015 decorrerá em condições parecidas pelo que é de aproveitar caso haja essa oportunidade. No entanto saliento que a OO Cup 2016 terá a particularidade de não decorrer só na Eslovénia mas também na Áustria e Itália. Penso que vai ser um desafio incrível percorrer várias zonas dos Alpes.

E a Inês? Vamos vê-la regressar à Eslovénia nos próximos anos?

I. G. - Provavelmente não, mas apenas pelo interesse em estar noutros locais e ter outras experiências.

Saiba mais sobre a OO Cup 2014 em http://www.oocup.com/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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