sábado, 28 de junho de 2014

EYOC 2014: "Bis" dourado da República Checa



Ao conquistar duas medalhas de ouro na prova de Estafetas, a República Checa deu a nota de sensação no última dia de competição do Campeonato da Europa de Jovens de Orientação Pedestre EYOC 2014. As equipas portuguesas não conseguiram acertar o passo pelos primeiros e o 12º lugar no escalão M16 acaba por constituir o nosso melhor resultado.


Com a prova de Estafetas corrida de novo em Suvi Laki , chegou ao fim o Campeonato da Europa de Jovens de Orientação Pedestre EYOC 2014. Os dois triunfos alcançados no último dia de competição pela República Checa acabaram por colocá-la, a par da Finlândia, como os países mais dourados destes Europeus, logo seguidos pela Suiça, com duas medalhas de ouro e da Hungria, Polónia, Noruega e Portugal, com um título cada. Individualmente, como é já sabido, o finlandês Olli Ojanaho foi a grande figura do EYOC 2014, alcançando a medalha de ouro nas provas de Sprint e de Distância Longa e ainda a medalha de prata na Estafeta disputada hoje. Merecem ainda referência as três medalhas do finlandês Tuomas Heikkilä e da checa Tereza Janošíková, nos escalões M16 e D16, respetivamente, chegando à prata na prova de Sprint, conquistando o bronze na Distância Longa e sendo hoje medalha de ouro na Estafeta. Tal como sucedera em 2013, a Finlândia foi a grande vencedora do EYOC 2014 no somatório dos resultados dos três dias de competição.

Começando por Olli Ojanaho e pela Estafeta no escalão M18, importa referir que suiços e noruegueses entraram com o pé direito, tudo parecendo ficar definido no segundo percurso com Elias Mølnvik (Noruega) a tomar a dianteira com uma boa vantagem sobre os principais favoritos. Com uma desvantagem de 6:44 para recuperar, Olli Ojanaho fez um terceiro percurso fantástico mas que apenas deu para chegar à segunda posição. A Noruega acabou por ser a grande vencedora com o tempo total de 1:51:47, menos 1:58 que finlandeses e 2:07 que os suecos, terceiros classificados. Neste escalão, o português Daniel Catarino conseguiu andar com o grupo da frente durante largos momentos, entregando o testemunho no final do primeiro percurso num promissor 7º lugar. O segundo percurso, contudo, acabou por deitar por terra as aspirações portuguesas em conseguir bater o 10º lugar de Soria, em 2010 – o melhor de sempre até ao momento -, com André Esteves a cair para o 20º lugar. João Novo ainda recuperou quatro posições no derradeiro percurso, mas percebe-se que o resultado final poderia ter sido outro e bem melhor para as nossas cores.


Portugueses em 12º

Passando ao escalão H16, República Checa, Suiça e Finlândia travaram entre si uma luta intensa pela vitória ao longo de toda a prova, alternando por esta ordem o comando das operações. No derradeiro percurso, enquanto o checo Daniel Vandas se afundava irremediavelmente, a Suiça via a sua vantagem de 1:25 ser anulada por um percurso excelente de Tuomas Heikkilä, terminando com o tempo de 1:35:58 e uma vantagem de 2:32 e 9:06 sobre suiços e checos, respetivamente. Quanto aos portugueses, depois dos resultados de Ricardo Esteves e João Bernardino nos dias anteriores de competição, era aqui que residiam as grandes expectativas. Melhorar o 6º lugar alcançado em Soria não era uma tarefa irrealista, todos o sabiam, mas a verdade é que a entrada infeliz de João Bernardino em prova arrumou em definitivo com as nossas aspirações. A distantes doze minutos dos lugares de honra e no 19º lugar, Ricardo Esteves foi um gigante, recuperando cinco minutos e subindo cinco lugares na classificação. Gramde figura dos Mundiais de Desporto Escolar ISF 2013, António Ferreira surgiu finalmente em grande nesta competição, fixando a nossa seleção no 12º lugar a 27:58 dos vencedores.

Nos escalões femininos, a República Checa fez valer os seus pergaminhos e chegou à medalha de ouro em ambos os escalões. Em D16, o segundo percurso foi determinante, com Tereza Janošíková a lançar a sua colega Barbora Vyhnálková com uma vantagem de 2:15. Vantagem essa que, no final, se cifraria em três minutos exatos, com as checas a gastarem 1:19:36, contra 1:22:36 das finlandesas. A Rússia fechou o pódio com o tempo de 1:24:26. Quanto ao escalão D18, a Polónia entrou muito bem na prova, partindo para o derradeiro percurso com quase três minutos de vantagem sobre a República Checa. A verdade é que Weronika Cych acabou por deixar fugir a oportunidade soberana de juntar à medalha de ouro conquistada quinta-feira na prova de Sprint também uma vitória na Estafeta, disso se aproveitando Anna Šticková que ofereceu à República Checa um muito saudado triunfo em 1:46:36, menos 1:15 que a Suécia e 1:16 que a Polónia, segunda e terceira classificadas. Socorrendo-se de Beatriz Sanguino, atleta do escalão D16, Portugal acabou por ver-se desclassificado no escalão D18 graças ao “mp” de Catarina Reis.


Resultados (provisórios)

H16
1. Finlândia 1:35:58
2. Suiça 1:38:30 (+ 02:32)
3. República Checa 1:45:04 (+ 09:06)
4. França 1:54:12 (+ 18:14)
5. Lituânia 1:56:27 (+ 20:29)
6. Dinamarca 1:56:35 (+ 20:37)
(...)
12. Portugal 2:03:56 (+ 27:58)

D16
1. República Checa 1:19:36
2. Finlândia 1:22:36 (+ 03:00)
3. Rússia 1:24:26 (+ 04:50)
4. Hungria 1:26:48 (+ 07:12)
5. Suiça 1:27:00 (+ 07:24)
6. Grã-Bretanha 1:31:10 (+ 11:34)

H18
1. Noruega 1:51:47
2. Finlândia 1:53:45 (+ 01:58)
3. Suécia 1:53:54 (+ 02:07)
4. Suiça 1:57:46 (+ 05:59)
5. Polónia 2:03:23 (+ 11:36)
6. França 2:03:36 (+ 11:49)
(...)
16. Portugal 2:30:59 (+ 39:12)

D18
1. República Checa 1:46:36
2. Suécia 1:47:51 (+ 01:15)
3. Polónia 1:47:52 (+ 01:16)
4. Finlândia 1:48:57 + 02:21)
5. Suiça 1:51:06 (+ 04:30)
6. Rússia 1:54:12 (+ 07:36)
(...) 
mp Portugal

Resultados completos e demais informações em http://eyoc2014.mk/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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