quinta-feira, 12 de junho de 2014

Campeonato Nacional de Orientação de Precisão 2014: A antevisão de Carlos do Vale



Após algumas experiências iniciáticas, o Clube de Orientação do Centro prepara-se para organizar a sua primeira grande prova de Orientação de Precisão. A Lagoa da Vela é o palco escolhido para a realização, já no próximo sábado, do Campeonato Nacional de PreO e Carlos do Vale, o Diretor do Evento, faz a antevisão da prova.


Porto de Mós e Pataias são, se a memória não nos atraiçoa, marcos simbólicos da entrega do Clube de Orientação do Centro à Orientação de Precisão. Pelo meio haverá ligações esporádicas à organização de atividades congéneres levadas a cabo por outros clubes, mas o emblema do COC é quase uma constante nas provas realizadas de há cinco anos a esta parte um pouco por todo o País, com Inês Domingues a constituir a expressão máxima do clube nesta disciplina ao ter conquistado muito recentemente, nas Dunas de Cantanhede, o primeiro título nacional na variante de TempO.

Rosto visível deste processo de aprendizagem e crescimento, Carlos do Vale aceitou o desafio de liderar a equipa que, na tarde do próximo sábado, levará por diante a realização da 5ª etapa da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2014, simultaneamente Campeonato Nacional da disciplina e etapa pontuável para o IV Troféu “Todos Diferentes, Todos Iguais”. À reportagem do Orientovar, o Diretor do Evento falou da prova em si, revelando um pouco desse caminho feito de dedicação e uma grande dose de coragem, cujo teste derradeiro terá como palco o Parque da Lagoa da Vela, em Quiaios.


Traçar um percurso de Orientação de Precisão é ir para o terreno”

“Aquilo que esta prova exige em termos do seu rigor – e não é por acaso que se chama Orientação de Precisão – obrigou a que os passos fossem muito mais longos”. As primeiras palavras de Carlos do Vale referem-se ao marco distintivo que o Campeonato Nacional de Orientação de Precisão 2014 constitui, estabelecendo um “antes” e um “depois” que leva em conta o nível do desafio em causa relativamente às experiências anteriormente referidas. Um duplo desafio, aliás, já que a prova decorrerá num mapa que foi palco duma etapa pontuável para a Taça de Portugal da época transacta, levada a cabo, então, pelo Ginásio Clube Figueirense: “É a demonstração do quanto a Orientação de Precisão dá margem de hipótese de percursos, num mesmo mapa, muito superior ao que acontece com a tradicional Orientação Pedestre”, afirma.

Que significado poderá ter para o Clube de Orientação do Centro a realização deste evento? A resposta não se faz esperar: “A Orientação de Precisão constitui um grande desafio que não passa apenas pelo COC; é um desafio mais vasto que abrange todos os clubes e que temos de agarrar, como é óbvio, até porque essa é a tendência neste momento”. Se o desafio mental se faz sentir muito fortemente na Orientação Pedestre, “então aqui faz-se sentir muito mais”, acrescenta. Desafio esse que começa logo pela própria organização, uma vez que “traçar um percurso de Orientação Pedestre é ir para o computador, ao passo que traçar um percurso de Orientação de Precisão é ir para o terreno”, afirma Carlos do Vale.


Competição por Equipas sem favorito à partida

Com 42 atletas inscritos até ao momento nas classes Aberta e Paralímpica, o Campeonato Nacional de Orientação de Precisão 2014 atribuirá pela segunda vez na história desta disciplina o título nacional individual e nele se assistirá à estreia da competição por Equipas. Este será um evento com 16 pontos de controlo e o “bónus” de mais um ponto cronometrado, desenrolando-se num percurso de 1100 metros, “um percurso bem conseguido, de bom nível técnico e que se traduza na satisfação de todos os participantes”, de acordo com as expectativas de Carlos do Vale.

As ausências mais notadas na Classe Aberta serão as do Campeão Nacional ainda em título, João Pedro Valente, mas também de António Amador, em tarefas de Supervisão, Jorge Baltazar, Alexandre Reis e, naturalmente, Inês Domingues, a “atleta da casa” desta feita implicada nas tarefas organizativas. Mas o leque de candidatos ao título é ainda assim de grande qualidade, com os “mundialistas” Luís Gonçalves (COC) e Nuno Pires (Ori-Estarreja) à cabeça, devidamente acompanhados por Cláudio Tereso (ATV), Luís Leite (GD4C), Luís Nóbrega (COV – Natura), Joaquim Margarido (CRN) e os “individuais” Tiago Aires e Raquel Costa, entre outros. Na Classe Paralímpica, Ricardo Pinto (DAHP) reúne a maior dose de favoritismo, mas o seu colega de equipa, Júlio Guerra – vencedor aqui no ano passado – pode vir a constituir-se na grande surpresa. Resumida ao DAHP e ao CRN, a competição por Equipas irá ser acerrimamente disputada e não tem um favorito à partida.


Estou para o TrailO como o TrailO está para mim”

“Estou para o TrailO como o TrailO está para mim”, refere Carlos do Vale já no dealbar desta curta mas muito agradável conversa. Daí que o desafio seja também pessoal, numa disciplina que lhe “assenta” bem: “O TrailO identifica-se com a minha maneira de ser, preciosista, às vezes até de mais”, confessa. Passar o 'bichinho' aos colegas dentro do clube, é nisso que está empenhado: “Quero congregar as vontades no seio do grupo COC de forma a criarmos uma equipa que compreenda o valor desta disciplina e que temos também de ir por aí”, conclui.

Toda a informação pode ser consultada em http://www.coc.pt/eventos/14jun2014/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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