sexta-feira, 11 de abril de 2014

Søren Saxtorph: "Estou à espera de bons mapas"



Chega hoje ao fim um conjunto de dez entrevistas nas quais, pela voz de alguns dos vultos maiores da Orientação de Precisão a nível mundial, procurámos fazer uma antevisão do ETOC. Depois de John Kewley, Marit Wiksell, Kreso Kerestes, Ivo Tisljar, Hana Dolezalova, Pinja Mäkinen, Remo Madella, Agata Ludwiczak e Martin Jullum, chega agora a vez deo dinamarquês Søren Saxtorph nos deixar o seu testemunho.


O ETOC está já aí e eu gostaria de começar por lhe perguntar o que tem feito desde o Verão e os Mundiais de Vuokatti.

Søren Saxtorph (S. S.) - Desde os últimos Campeonatos do Mundo estive por três vezes na Suécia e no Nordic Match, na Finlândia. O único resultado que me lembro foi nos Campeonatos de TempO da Suécia, tendo ficado em 9º lugar mas onde apenas os oito primeiros passavam à final – enfim, eu não sou sueco, logo também não poderia ter ganho :-) Não fui muito rápido, apesar dos poucos erros.

Sente-se “confortável” com os Campeonatos tão cedo esta temporada?

S. S. - Não me sinto preparado para os Campeonatos, mas estou à espera de bons mapas, como aliás penso que tem acontecido nos Campeonatos dos últimos anos. Na verdade não espero grandes resultados – como sempre acontece, aliás – porque estou dependente duma cadeira de rodas e são muitos os fatores que podem condicionar a competição e a concentração, nomeadamente as condições do trilho e a visibilidade a partir dum ponto baixo.

Há um par de anos atrás, a Orientação de Precisão era algo novo em Portugal e agora cá estamos nós, nas vésperas de organizarmos os Campeonatos da Europa. Gostava de ouvir os seus comentários a este propósito.

S. S. - É muito entusiasmante poder ir a Portugal, até porque nunca estive aí antes. E é realmente fantástico que o vosso País tenha aceitado o desafio de organizar o ETOC.

Que tipo de evento espera?

S. S. - Estive a ver os mapas antigos e parece que vamos ter de observar de cima para baixo, o que se torna por vezes difícil para quem está numa posição baixa. Prefiro olhar para cima. Mas também sei que o Supervisor (o Knut Ovesen, tanto quanto julgo saber), é extremamente correto e rigoroso nestas circunstâncias. Espero, portanto, boas e justas provas.

Consegue indicar os grandes candidatos aos títulos europeus?

S. S. - Na Classe Paralímpica, espero outros, que não os Suecos, a conquistarem uma medalha. Michael Johansson parece ser o grande favorito, na minha opinião. Eu gosto dos Suecos, mas para termos uma cerimónia de entrega de prémios mais colorida eu espero que haja atletas doutros países no pódio. Quanto à Classe Aberta e ao TempO, penso que o Martin Jullum conseguirá, pelo menos, algumas medalhas.

Qual o grande objetivo desta temporada? 2014 será o seu “ano de ouro”?

S. S. - As minhas únicas expectativas este ano não estão nas medalhas, uma vez que também teremos os Campeonatos da Europa no Sul do continente. Mas espero dar o meu melhor e que a Dinamarca conquiste algumas medalhas.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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