sexta-feira, 29 de novembro de 2013

"PERCURSO DO ANO 2013": A VITÓRIA DE TIAGO ROMÃO COM O SPRINT DE MONSANTO



Depois de Bruno Nazário ter visto o percurso de Distância Longa do Portugal O' Meeting ser distinguido com o título de melhor percurso do ano em 2012, eis que Tiago Romão volta a estar em plano de evidência um ano depois. Desta feita, foi a vez do seu traçado da prova de Sprint do Portugal O' Meeting 2013 ter vencido o popular concurso promovido pelo World of O, reforçando essa imagem de qualidade das organizações portuguesas.


Julgo não fugir muito à verdade ao afirmar que aquilo que move um traçador de percursos é, no respeito pelo espírito da Orientação e das normas e regulamentos que a regem, ir ao encontro dos interesses dos atletas. Sobretudo, é perceber que o seu trabalho teve expressão no grau de satisfação final de cada um dos que tiveram a possibilidade de experimentar e de competir. Nesse sentido, esta vitória no concurso “Course of the Year”, esta demonstração de apreço pelo seu trabalho ao mais alto nível, que particular significado tem para si?

Tiago Romão (T. R.) - É certo que este tipo de votação vale aquilo que vale, no entanto não deixa de ser muito importante para a modalidade o reconhecimento e a publicidade de que em Portugal continuamos a ter percursos com qualidade e com muito interesse. A nível pessoal significa algum reconhecimento do trabalho e empenho que coloco em tudo o que faço em relação à modalidade, reconhecimento esse que acaba por vir de fora.

Consegue recordar os momentos iniciais em que foi confrontado com o desafio de ser o traçador da segunda etapa de Sprint do POM 2013, precisamente a de Monsanto, as primeiras idas ao terreno, a tomada de contacto com o trabalho de cartografia, os primeiros esboços de percursos?... Que dúvidas e certezas estiveram presentes no seu espírito desde o primeiro momento?

T. R. - Desde o primeiro momento, o grande desafio foi conseguir tornar viável uma etapa de orientação da dimensão do Portugal O' Meeting numa aldeia quase inacessível. Então todo o plano começou por tentar colocar a prova o mais acessível possível para todos, fazendo com que, por exemplo, só os percursos de Elite pudessem ir ao Castelo, ao contrário das minhas pretensões iniciais. Desta forma criei logo uma ideia mental de como iriam circular os percursos face às condicionantes naturais. Depois todo o trabalho passa por, em primeiro lugar, escolher e planear as opções mais interessantes sem ligar à colocação precisa do ponto, para numa segunda fase encontrar no terreno a melhor colocação para cada posto de controlo e partirmos então para a fase final de ajustes e teste dos percursos. De qualquer forma, a minha ideia sempre foi fazer um percurso não só competitivo e técnico mas também “turístico”, de forma a que os atletas pudessem desfrutar da maravilhosa aldeia de Monsanto.

Como avalia o trabalho efetuado?

T. R. - Duma forma geral penso que o objectivo principal foi conseguido, sobretudo atendendo aos timings apertados em termos de programa do Portugal O' Meeting. As poucas horas de luz solar de que dispunhamos foram uma enorme condicionante, uma vez que seria muito perigoso realizar um percurso nocturno naquele local. Confesso que, se fosse hoje, voltaria a fazer tudo da mesma forma uma vez que a quantidade de atletas participantes também não deixaria grande margem de manobra para alterar de forma substancial o que quer que seja.

Há uma preferência pelo trabalho de traçado de percursos de Sprint ou tem outras predileções?

T. R. - Eu realmente gosto muito de Sprint e daí que traçar estas provas seja sempre um enorme prazer. Por outro lado também gosto imenso de traçar percursos de distância média. Enfim dá-me sempre enorme prazer que as pessoas desfrutem daquilo que faço e contribuir de forma positiva para a qualidade dos nossos eventos.

Quando olha para trás e faz um apanhado das muitas provas por todo o mundo onde já participou, consegue enumerar os três percursos que mais o marcaram até hoje?

T. R. - Sim. A prova de Sprint do JWOC 2009, a Tiomila 2009 e a prova de Distância Longa do 2º Meeting Internacional de Arraiolos, em 2011.


É quase do senso comum dizer-se que, com uma equipa como a do Barcelona, por exemplo, qualquer treinador de Futebol se arrisca a ganhar a Champions. Num terreno como o de Monsanto, qualquer traçador teria grandes hipóteses de ser igualmente bem sucedido ou, na verdade, as coisas não funcionam exatamente assim e o grau de exigência neste tipo de terrenos atinge patamares fora do comum?

T. R. - A verdade é que é impossível fazer omeletes sem ovos e desta forma a primeira fase parte sempre por encontrar um terreno que seja interessante e depois é preciso retirar o melhor que podemos dele. No caso concreto de Monsanto existiram muitas condicionantes logísticas e desde logo tudo teve de ser tido em conta, depois foi muito importante ter um conhecimento do terreno e conseguir que o traçado evitasse locais que poderiam ser muito perigosos, quer com chuva quer com nevoeiro assim como locais de difícil progressão, isto mais concretamente na zona entre o castelo e a malha urbana. Depois na zona urbana, face à qualidade e cenário natural, o percurso teria de ter um traçado com muitas opções que colocassem reais desafios aos atletas. Além disso tentei que existissem pontos em locais de beleza natural como o dentro de uma passagem entre dois penedos enormes, o do marco geodésico do castelo ou o junto à torre de Lucano, com uma paisagem fantástica.

Portugal tem tido, nos últimos três anos, mapas e percursos distinguidos entre os 10 melhores do Mundo neste peculiar concurso promovido pelo World of O. Podemos falar que há uma escola portuguesa de Cartografia e Traçadores de Percursos, que ganha prestígio e afirmação a nível mundial ou trata-se apenas duma situação circunstancial, ligada à forte presença de atletas estrangeiros de nomeada nas competições internacionais de Inverno?

T. R. - Penso que as nossas organizações por vezes são de extremos, umas muito boas e outras muito más, independentemente da altura do ano. No entanto penso que existem clubes que organizam muito bem qualquer que seja a prova e esses clubes devem ser recompensados com a presença de todos nas suas provas, pois esses clubes realmente preocupam-se com os atletas e não apenas em cumprir calendário. Por outro lado não considero que exista uma escola Portuguesa, quer de Cartografia quer de Traçadores de Percurso, mas sim meia dúzia de pessoas individuais que são realmente muito interessadas na modalidade e que criaram quase individualmente um know how muito grande. Desta forma, as organizações de qualidade são o reflexo do trabalho dessas pessoas, o que faz com que a qualidade organizativa baixe substancialmente quando essas pessoas não estão envolvidas.

Uma questão que todos gostariam de ver respondida - e o Tiago provavelmente não é excepção - tem a ver com o próximo Campeonato da Europa, em Palmela. Pessoalmente, o que espera de cada uma das provas no que toca a terrenos, cartografia e traçado de percursos?

T. R. - Espero provas muito rápidas em floresta e sem grande detalhe técnico. Já no sprint espero um traçado muito interessante pois os locais são de grande qualidade. No que toca às questões técnicas, sabemos que algumas das pessoas com mais conhecimentos e experiência na modalidade pretendem competir ou integrar o corpo técnico da selecção portuguesa, mas existem mais pessoas com conhecimentos que irão fazer certamente um bom trabalho e um supervisor da IOF que assegurará o cumprimento de todas as normas.

Do ponto de vista pessoal, considera haver um "antes" e um "depois" de Monsanto e deste resultado?

T. R. - Não considero que possa existir esse tipo de marco pois esta foi uma prova que gostei imenso de traçar e o resultado não influência qualquer percepção que eu tenha sobre a mesma. Neste momento irei sempre ajudar no traçado de percursos de provas organizadas pelo meu clube, embora a minha disponibilidade seja algo reduzida em virtude da minha actividade académica.

O seu futuro na Orientação poderá estar de alguma forma ligado à cartografia e ao traçado de percursos ou é na área técnica e do treino que se revê quando abandonar a competição de Elite?

T. R. - Em primeiro lugar, ainda vejo esse futuro longínquo pois ainda conto continuar o meu processo de evolução de atleta de elite, mas nesse futuro tenho mais inclinação para talvez criar um clube de raiz num local onde não exista a modalidade. Penso que a única forma fazer a orientação crescer como modalidade em Portugal passa pela existência de um maior número de clubes, e dessa forma pretendo nessa altura retribuir à modalidade aquilo que ela me tem dado durante todos estes anos.

[Todos os percursos da prova de Sprint em Monsanto em https://picasaweb.google.com/100387373280043381283/POM2013Day3Sprint]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

terça-feira, 26 de novembro de 2013

ORIENTOVAR SOPRA SEIS VELAS




Viver sempre também cansa!



O sol é sempre o mesmo e o céu azul

ora é azul, nitidamente azul,

ora é cinza, negro, quase verde...

Mas nunca tem a cor inesperada.


O Mundo não se modifica.

As árvores dão flores,

folhas, frutos e pássaros

como máquinas verdes.


As paisagens não se transformam

Não cai neve vermelha 

Não há flores que voem, 

A lua não tem olhos 

Niguém vai pintar olhos à lua 


Tudo é igual, mecanico e exacto 


Ainda por cima os homens são os homens 

Soluçam, bebem, riem e digerem 

sem imaginação. 


E há bairros miseráveis sempre os mesmos

discursos de Mussolini,

guerras, orgulhos em transe 

automóveis de corrida... 


E obrigam-me a viver até à morte! 

Pois não era mais humano 

Morrer por um bocadinho 

De vez em quando 

E recomeçar depois 

Achando tudo mais novo? 


Ah! Se eu podesse suicidar-me por seis meses 

Morrer em cima dum divã 

Com a cabeça sobre uma almofada 

Confiante e sereno por saber 

Que tu velavas, meu amor do norte. 


Quando viessem perguntar por mim 

Havias de dizer com teu sorriso 

Onde arde um coração em melodia 

Matou-se esta manhã 

Agora não o vou ressuscitar 

Por uma bagatela 


E virias depois, suavemente,

velar por mim, subtil e cuidadosa,

pé ante pé, não fosses acordar

a Morte ainda menina no meu colo.


José Gomes Ferreira

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

"ORIENTA A TUA DIABETES!": ASSOCIAÇÃO DE DIABÉTICOS DO CONCELHO DE OVAR PROMOVE SAÚDE E DESPORTO



A Associação de Diabéticos do Concelho de Ovar voltou a assinalar o Dia Internacional da Diabetes com uma iniciativa visando o rastreio dinâmico da doença na população. Incluindo o convite à descoberta duma cidade de Ovar diferente, com um mapa de Orientação na mão, o “Orienta a tua Diabetes!” constituiu um momento privilegiado de informação e acompanhamento, juntando novos e menos novos, diabéticos ou não, em torno duma preocupação que deve ser de todos.


No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Diabetes, a Associação de Diabéticos do Concelho de Ovar (ADCO) levou a cabo na tarde do passado sábado, dia 09 de novembro, uma iniciativa aberta a toda a população. Visando sensibilizar para a problemática da doença, a ADCO voltou a propor a participação numa atividade de Orientação que percorreu as ruas da cidade e que teve como ponto de partida e de chegada o Largo Almeida Garrett. Sob o lema “Orienta a tua Diabetes”, a iniciativa pretendeu esclarecer sobre a melhor forma de prevenir e detetar a doença, bem como desmistificar a prática do desporto nos seus portadores.

Apoiada pela Câmara Municipal de Ovar, União das Freguesias de Ovar, Clube de Orientação de Estarreja e Atletas Fim-de-Semana, entre outros, a atividade contou com a participação aproximada de cinquenta pessoas que, vencendo a tentação de ficar em casa numa tarde chuvosa e fria, sobrelotaram a sede da ADCO, para depois espalharem a sua alegria e boa disposição ao longo dos três percursos de Orientação colocados à sua disposição. A correr ou a caminhar, guarda-chuva numa mão e o mapa na outra, os participantes percorreram em grupo as artérias da cidade à medida que, orientadamente, iam identificando as muitas balizas distribuídas ao longo do seu percurso.

Ao encontro dum público-alvo que somos todos e cada um de nós, o balanço de iniciativas com estas características só pode ser positivo. Os frequentadores assíduos da ADCO viveram uma tarde diferente e seguramente proveitosa, ao passo que aqueles que tomaram contacto pela primeira vez com a dinâmica da Associação ficaram certamente agradados e reconhecidos com o trabalho solidário ali desenvolvido. Numa altura em que se aponta já para a quarta edição do “Orienta a Tua Diabetes!”, o futuro é feito de esperança. Tanto o apoio aos nossos diabéticos como a promoção de hábitos de vida saudáveis na população são objetivos que norteiam a atividade da ADCO e corresponder-lhes é o mínimo que podemos fazer. Pela nossa saúde!


Entrevista com Graça Carrapatoso, Vice-Presidente da ADCO

O BALANÇO É MUITO POSITIVO”

No final da terceira edição do “Orienta a tua Diabetes!”, Graça Carrapatoso, médica, vice-Presidente da Associação de Diabéticos do Concelho de Ovar, responde a algumas questões acerca da doença e traça um balanço “muito positivo” da iniciativa.


Que balanço faz da iniciativa?

Graça Carrapatoso (G. C.) - O balanço é muito positivo. Conseguimos juntar um número significativo de utentes e munícipes num evento que visa prevenir a Diabetes ou aprender a controlá-la melhor, sempre numa perspetiva de promover hábitos de vida saudável, como alimentação e exercício físico adequados a cada situação. Claro que o número de pessoas que acorreram à nossa sede poderia ter sido superior. Mas sabemos que nesta altura do ano as condições meteorológicas nem sempre são as mais favoráveis e a chuva afasta as pessoas. Há também a questão dos hábitos, das rotinas estabelecidas ao fim de semana, que muitas pessoas não estão dispostas a quebrar, mesmo estando em causa a sua saúde.

Mas quando a Diabetes se instala não podemos ficar em casa...

G. C. - Claro. E o mais grave é que na maioria dos casos vamos já encontrar estados avançados da doença, com a lesão dos chamados órgãos-alvo: olhos (retinopatia diabética), rins, por vezes com necessidade de diálise, ou aparecimento de feridas nos pés que não cicatrizam e que podem terminar na amputação de um ou vários dedos.

A Diabetes é uma doença que está a aumentar?

G. C. - Sim, os estudos demonstram claramente essa realidade. Verificamos que há uma relação direta entre o aparecimento da doença e o tipo de alimentação “fast food”, rica em hidratos de carbono, que hoje se consome de forma quase sistemática e também com o sedentarismo, levando em conjunto à obesidade.

Porquê uma prova de Orientação como complemento ao rastreio da Diabetes?

G. C. - A Orientação é um desporto muito versátil, talvez mesmo o mais versátil que conheço. Pode ser feita a correr ou a caminhar, só ou em grupo, por pessoas jovens ou menos jovens. Pode até ser feita por pessoas com mobilidade reduzida, em cadeira de rodas. O objetivo não é chegar primeiro, mas fazer o percurso pela ordem exigida e a faz-se apelo simultaneamente à capacidade física e intelectual. Adequa-se, portanto, ao tipo de exercício ligeiro a moderado que é permitido ao diabético, desde que tenha valores de glicemia aceitáveis. Aliar o desporto ao rastreio dá-nos não uma medição única, mas a possibilidade de percerbermos, numa segunda medição após o exercício, se a resposta do organismo foi adequada, gastando a quantidade excessiva de açucar no sangue. Os nossos utentes tiveram a possibilidade de fazer esta experiência e os resultados práticos foram excelentes.

Depreendo que o “Orienta a tua Diabetes!” está para durar...

G. C. - Seguramente que sim. É muito gratificante perceber a forma como as entidades locais entendem e apoiam este tipo de iniciativas e a resposta da população também não deixa de ser estimulante. Claro que queremos mais e estamos disponíveis para colaborar em eventos, nomeadamente de outras associações do Concelho, e nos quais o desporto e a saúde caminhem de mãos dadas. Neste momento pensamos já na quarta edição da nossa inicitiva e vamos trabalhar no sentido de conseguirmos chegar a um número cada vez maior de pessoas. Até lá, fica o convite para que visitem as nossas instalações e se informem acerca dos nossos programas e das nossas propostas. Não custa nada!



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

[Foto gentilmente cedida por Jorge Dias]

terça-feira, 5 de novembro de 2013

"ORIENTA A TUA DIABETES!": DESPORTO E SAÚDE LADO A LADO



Pelo terceiro ano consecutivo, a Associação de Diabéticos do Concelho de Ovar assinala o Dia Mundial da Diabetes com uma atividade de Orientação. Agendada para a tarde do próximo dia 09 de Novembro, o “Orienta a tua Diabetes!” volta a ser um espaço único de convívio e partilha e no qual desporto e saúde caminham lado a lado.


No âmbito das comemorações do Dia Mundial da Diabetes, a Associação de Diabéticos do Concelho de Ovar (ADCO) leva a cabo no próximo sábado, dia 09 de novembro, uma iniciativa aberta a toda a população, visando sensibilizar para a problemática da Diabetes.

Trata-se duma actividade de Orientação que decorrerá pelas ruas da cidade de Ovar, com início pelas 15h00 no Largo Almeida Garrett, em Ovar. Em paralelo, a ADCO promoverá várias acções visando o rastreio da Diabetes na população e o seu esclarececimento por forma a prevenir e detectar a doença, bem como desmistificar o risco da prática do desporto nos seus portadores.


Inscrições gratuitas

Aberto a todos, independentemente da idade ou género, podendo participar individualmente ou em grupo, o “Orienta a tua Diabetes!” distribui-se por três percursos de caráter não competitivo e de grau de dificuldade variável, de acordo com as respetivas distâncias. Para os entusiastas da modalidade, o objetivo será o de completar o seu percurso pela ordem indicada no mapa e no mais curto intervalo de tempo. Mas este será igualmente um momento privilegiado para ver Ovar com um olhar diferente e, através dum mapa de Orientação, descobrir os seus mais insuspeitados recantos, a beleza das suas casas, o colorido dos seus azulejos e a riqueza histórica dos seus monumentos.

Esta actividade conta com organização técnica do Clube Ori-Estarreja e com os apoios da Câmara Municipal de Ovar, Junta de Freguesia de Ovar, Menarini Diagnósticos, Laboratórios Pfizer, Museu do Pão, Orientovar e Atletas Fim de Semana, estes últimos através da cedência do mapa onde a prova se irá realizar. As inscrições são gratuitas, podendo ser feitas no próprio dia da prova, embora condicionadas à existência de mapas. Para inscrições e mais informações, contacte a Associação de Diabéticos do Concelho de Ovar através do 256597296 / 936206881 ou visite a página do evento no Facebook, em https://www.facebook.com/events/160354404175625/?fref=ts.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO