domingo, 27 de outubro de 2013

EYOC 2013: TÍTULOS DE ESTAFETAS BEM DISTRIBUÍDOS



Depois de Suiça, Suécia, Finlândia e Dinamarca terem dominado as atenções nos dois primeiros dias dos Campeonatos da Europa de Jovens de Orientação Pedestre EYOC 2013, o derradeiro dia permitiu acrescentar os nomes da Rússia e da República Checa ao lote dos grandes vencedores. Em termos individuais, Sara Hagstrom ganhou tudo o que havia para ganhar e é ela, indubitavelmente, a “rainha” destes Campeonatos. No cômputo geral a Finlândia foi a grande vencedora, sucedendo à República Checa.


Chegou hoje ao fim em Vale Benfeito, no concelho de Óbidos, a 15ª edição dos Campeonatos da Europa de Jovens de Orientação Pedestre EYOC 2013. Uns Campeonatos marcados pela excelência dos mapas e terrenos de competição, duma organização inexcedível de cumplicidade e atenção para com os 362 atletas de 32 países presentes, de provas marcadas pela emoção e por momentos de superação de enorme significado e valor para os participantes e, por último mas não menos importante, por tempo ameno e um sol radioso, a colocar mais cor e mais vida na paisagem e no rosto de todos.

Ansiosamente aguardada, a prova de Estafetas encerrou os Campeonatos em ambiente de festa e alegria. Envolvendo um total de 92 equipas distribuídas por quatro escalões de competição, a prova ficou marcada pela incerteza quanto ao vencedor até ao derradeiro segundo, envolvendo algumas reviravoltas surpreendentes e um par de resultados inesperados. No capítulo das reviravoltas, a mais fantástica foi protagonizada pela Suécia no escalão W18, ao passo que a maior surpresa acabou por ser protagonizada pela Hungria, medalha de prata no escalão W16. Quanto aos portugueses, o última dia de provas voltou a não acrescentar algo de substantivo em termos de resultados, tendo a equipa de M16 alcançado o melhor resultado, concluindo na 10ª posição.


Triunfo da Rússia

Partindo por “vagas” em função de cada escalão, a prova de Estafetas teve na Rússia o primeiro vencedor conhecido, no escalão M16. Com um começo muito forte, os russos tomaram conta da corrida logo no percurso inicial e nunca mais o largaram. Grande figura das duas etapas iniciais dos Campeonatos, o finlandês Olli Ojanaho ainda conseguiu encurtar a diferença em mais de dois minutos no derradeiro percurso, mas Pavlenko soube gerir bem a vantagem e chegar ao fim na liderança.

Foi fantástico, é como um sonho”. Foram estas as primeiras palavras de Aleksandr Pavlenko, o homem que teve o condão de oferecer à Rússia a sua única medalha de ouro nestes Campeonatos. Embora admitindo que a vitória nesta prova estava nos planos do coletivo russo, Pavlenko faz questão de sublinhar o excelente trabalho de equipa, “face a uma Finlândia muito forte, o que valoriza ainda mais este resultado.” A concluir, referindo-se em particular à sua prova e à forma como lidou com a pressão de ter atrás de si o finlandês Ojanaho, referiu: “Procurei fazer a minha prova e esquecer tudo o resto. Na floresta fui apenas eu, o mapa e o percurso.”


A vitória mais folgada

No escalão W16, passou-se com as checas um pouco do que sucedeu com a Rússia na Estafeta masculina de M16. Ao registarem os melhores tempos nos respetivos percursos, Tereza Cechová e Barbora Vyhnálková ofereceram a Barbara Vavrysová uma vantagem suficientemente confortável e que a atleta soube gerir de forma inteligente, chegando mesmo a ampliá-la até aos mais de cinco minutos e meio finais sobre a Hungria, naquela que foi a vitória mais folgada da jornada.

Barbara Vavrysová que, no final, não cabia em si de contente: “Foi a minha primeira participação num EYOC e esta é uma sensação incrível”, começou por referir. Embora dispondo de confortável vantagem à partida para o derradeiro percurso, a atleta assume que “tinha de vencer, tinha de fazer isto por mim e pelas minhas colegas de equipa”. E acrescenta: “Este era o nosso objetivo, o objetivo da República Checa e sinto-me muito feliz por ter sido concretizado.” Mas este é apenas o começo duma carreira que se espera plena de sucesso: “Eu e as minhas colegas teremos certamente a oportunidade de participar mais vezes no EYOC e esta medalha de ouro dá-nos força para pensarmos em novos triunfos no futuro.”


Suécia fecha com chave de ouro

Partindo em desvantagem para o terceiro percurso face às poderosas equipas da Suiça e da Rússia, a Suécia teve em Sara Hagstrom um verdadeiro talismã. Depois das vitórias da passada sexta feira e de ontem e que lhe valeram os títulos europeus de Sprint e de Distância Longa, a atleta sueca acabou por virar o resultado a seu favor, fazendo o pleno de medalhas de ouro e tornando-se na estrela maior destes Campeonatos. Sara Hagstrom impressionou todos quantos tiveram a oportunidade de acompanhar este EYOC 2013, quer pelas suas qualidades físicas e técnicas, quer pela sua atitude ganhadora, sendo um nome a reter no futuro e do qual a Orientação mundial muito tem a esperar.

Entre gritos de satisfação e os muitos cumprimentos de adversárias e colegas de equipa, Sara acabou por confessar ter sido esta “a vitória mais saborosa”. A atleta revela ter sentido “uma grande confiança quando parti para a minha prova, sabendo de antemão que esta Estafeta iria ser diferente das que fiz até aqui. A única estratégia a seguir era a de fazer a minha prova e não pensar nas minhas adversárias; seria aí que residiria a chave da vitória.” Com a Rússia fora da corrida logo no início do último percurso, devido a um erro tremendo de Marina Trubkina, a luta ficou confinada a suecas e suiças: “Embora deva reconhecer que a medalha de prata já seria excelente, quando entrei para o último ‘loop’ decidi arriscar tudo e acabei por colocar a pressão do lado do adversário.” Até ao final a Suécia soube gerir a sua prova e esta vitória constitui, na verdade, um fecho com chave de ouro duns Campeonatos que, neste escalão, não podiam ter sido mais bem sucedidos.


Vitória apertada da Finlândia

Por último o escalão M18, aquele onde o despique foi mais ardoroso e onde se viveu a incerteza quanto ao vencedor levou mais tempo a desfazer-se. Finlândia, França, Noruega e Suiça conseguiram manter-se juntos durante os dois primeiros percursos, acabando a prova por se resolver a favor dos dois coletivos nórdicos, com a Finlândia a suplantar a Noruega na parte final e a chegar merecidamente ao ouro e por vantagem superior a um minuto.

Responsável pelo decisivo percurso, o finlandês Aleksi Niemi viveu com esta vitória “um momento de enorme emoção e alegria”, sobretudo depois da prova frustrante de ontem e na qual cometeu “uma enorme quantidade de erros”, disse. Procurando desenvolver a sua corrida “pensando apenas no meu trabalho e esquecendo a presença dos meus adversários”, o finlandês reconhece que esta vitória é de “enorme significando e importância para mim e para o meu País”.


Resultados

W16
1º República Checa 1:19:27
2º Hungria 1:24:55
3º Dinamarca 1:26:52
4º França 1:29:24
5º Finlândia 1:29:34
6º Lituânia 1:32:58

M16
1º Rússia 1:18:59
2º Finlândia 1:20:54
3º Suiça 1:23:15
4º Letónia 1:24:18
5º Hungria 1:26:12
6º Grã-Bretanha 1:26:55

W18
1º Suécia 1:20:14
2º Suiça 1:20:34
3º Rússia 1:25:55
4º Polónia 1:29:50
5º Hungria 1:30:17
6º Noruega 1:31:17

M18
1º Finlândia 1:30:03
2º Noruega 1:31:20
3º Suiça 1:33:25
4º Suécia 1:33:30
5º Bélgica 1:38:57
6º Itália 1:39:32

Saiba tudo em http://eyoc2013.fpo.pt/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido


[Este artigo tem o patrocínio de Orievents e EDP renováveis]


sábado, 26 de outubro de 2013

EYOC 2013: OUTRO DIA, (QUASE) OS MESMOS VENCEDORES



Praticamente um “remake” do sucedido na véspera. No segundo dia dos Campeonatos da Europa de Jovens de Orientação Pedestre EYOC 2013, Sara Hagstrom, Tobia Pezatti e Olli Ojanaho “bisaram” o ouro. Josefine Lind deu a nota de sensação, oferecendo à Dinamarca a medalha mais desejada.


Sol e calor numa manhã de eleição, a beleza duma floresta fresca e perfumada e percursos desafiantes quer do ponto de vista físico como técnico. Foram estes os ingredientes que tiveram o condão de pôr um sorriso no rosto das mais de três centenas e meia de participantes que, em Ferrel, no concelho de Peniche, correram esta manhã a prova de Distância Longa dos Campeonatos da Europa de Jovens de Orientação Pedestre EYOC 2013. Com cartografia de Luís Sérgio e percursos traçados por José Fernandes, as provas acabaram por ser quase uma repetição do sucedido no arranque dos Campeonatos, na tarde de ontem, em Óbidos, no que a resultados diz respeito.

O suiço Tobia Pezatti e a sueca Sara Hagstrom repetiram as vitórias nos escalões M18 e W18, respetivamente. Dois dias, dois triunfos e essa sensação de que até parece fácil ganhar, é algo que Sara faz questão de rejeitar liminarmente: “Na verdade foi tudo menos fácil”, começou por explicar a atleta sueca, recordando um dos momentos menos bons da sua prova: “Acabaram por se juntar várias atletas, formou-se um ‘combóio’ e senti-me muito desconfortável na frente desta coluna, bastante nervosa e acabei por cometer um número apreciável de pequenos erros.” Não se cansando de elogiar os terrenos e o desafio técnico nas zonas de maior vegetação, Sara realça ainda a “intensa e motivadora” luta travada com a sua colega de equipa, Johanna Oberg, traduzida no final pela diferença de escassos dois segundos. Uma situação que faz crescer ainda mais a quota de favoritismo do seleccionado sueco na prova de Estafeta que encerrará os Campeonatos no dia de amanhã: “Penso que sim, que temos grandes hipóteses de fechar a temporada com chave de ouro”, remata.


Beatriz Moreira, de novo a melhor portuguesa

Também Tobia Pezatti recusa a ideia duma conquista fácil: “Tratou-se duma prova muito interessante, muito rápida no início, mas muito técnica na segunda parte e a exigir enorme concentração.” Alguns pequenos erros ao longo da corrida não apagam o prazer duma nova vitória e as consequentes responsabilidades acrescidas: “É uma grande motivação para traçar novos objetivos e poder seguir neste rumo.” Olli Ojanaho, outro dos “reincidentes” no ouro, traça um “filme da prova” muito semelhante ao do suiço Pezzati, admitindo ter também cometido “vários pequenos erros, sobretudo em tomadas de opção”. A verdade é que a sua vitória, com o tempo de 37:24, acabou por ser a mais robusta de todas quantas se registaram hoje, com mais de dois minutos de vantagem sobre o russo Aleksandr Pavlenko. Para o atleta – que compete em Portugal pela primeira vez -, o futuro abre-se agora à sua frente, pleno de oportunidades: “Não sinto que as duas medalhas de ouro sejam um peso demasiado. Aliás, sinto-me até muito bem e pode vir mais uma medalha de ouro amanhã que eu não me importo mesmo nada.”

Por último, Josefine Lind, a atleta dinamarquesa que soube quebrar a hegemonia dos vencedores da jornada inaugural e intrometer-se nesse restrito “clube dourado”. Com um sorriso de enorme satisfação, a atleta começou por se referir a “uma boa vitória num terreno do qual gostei particularmente, porque é um terreno onde se pode correr muito depressa o que vai ao encontro das minhas características”. Foi numa prova rápida – traduzida num tempo de 35:23, contra os 36:13 da germânica Dorothea Muller – que residiu o segredo da vitória, diz, confessando-se “super-motivada para continuar a lutar pelos meus objetivos”. Entre os portugueses, os resultados voltaram a quedar-se aquém das expectativas e, também aqui, é digna de nota a “reincidência” de Beatriz Moreira no tocante ao título de nossa melhor atleta, graças ao 17º lugar no escalão W16.


Resultados

W16
1º Josefine Lind (Dinamarca) 35:23
2º Dorothea Muller (Alemanha) 36:13
3º Barbora Vyhnálková (República Checa) 38:38
4º Florence Hanauer (França) 38:41
5º Noora Koskinen (Finlândia) 38:56
6º Tereza Cechová (República Checa) 39:23

M16
1º Olli Ojanaho (Finlândia) 37:24
2º Aleksandr Pavlenko (Rússia) 39:37
3º Joey Hadom (Suiça) 40:06
4º Vladislav Kiselev (Russia) 41:29
5º Daniel Vandas (República Checa) 41:36
6º Mate Dalos (Hungria) 41:41

W18
1º Sara Hagstrom (Suécia) 43:18
2º Johanna Oberg (Suécia) 43:20
3º Anna Haataja (Finlândia) 43:54
4º Felicia Stuhlhofer (Suécia) 44:36
5º Daria Korobeynik (Rússia) 44:38
6º Heidi Martensson (Noruega) 45:12

M18
1º Tobia Pezzati (Suiça) 46:26
2º Krzysztof Wolowczyk (Polónia) 47:03
3º Algirdas Bartkevicius (Lituânia) 47:18
4º Nicolas Rio (França) 47:21
5º Jens Ronnols (Suécia) 47:36
6º Topias Ahola (Finlândia) 47:44

Mais informações em http://eyoc2013.fpo.pt/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido


[Este artigo tem o patrocínio de Orievents e EDP renováveis]


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

EYOC 2013: SUIÇOS MAIS FORTES NO ARRANQUE DOS CAMPEONATOS



Ao conquistar duas medalhas de ouro, a Suiça foi a principal figura do primeiro dia de provas do Campeonato da Europa de Jovens de Orientação Pedestre EYOC 2013, que hoje teve o seu início em Óbidos. Entre os portugueses, Beatriz Moreira, na 9ª posição no escalão W16, foi a nossa melhor atleta.


Óbidos foi o palco escolhido para o “pontapé de saída” do Campeonato da Europa de Jovens de Orientação Pedestre EYOC 2013. Numa vila que faz do chocolate um dos seus ex-libris, os percursos foram tudo menos “doces” para os 361 atletas participantes, distribuídos por quatro escalões de competição. Feitos de ruas e ruelas, escadas e recantos, com muito desnível à mistura, os percursos constituíram um enorme quebra-cabeças para os participantes, a exigir de todos máxima concentração e um enfoque permanente no mapa.

Nos escalões M16 e W16, o finlandês Olli Ojahano a suiça Simona Aebersold foram os grandes vencedores, impondo-se à concorrência de forma inequívoca. Ojahano – que deixou o suiço Florian Attinger a “distantes” 34 segundos – confessaria no final esperar este resultado: “Sei que me encontro em boa forma e que, fazendo uma prova à medida das minhas capacidades, conseguiria vencer”. Atribuindo o segredo da sua vitória ao facto de “me manter focado no mapa e não ter cometido grandes erros”, Ojahano já só pensa no dia de amanhã e numa prova de Distância Longa igualmente bem sucedida: “Penso que tenho condições para vencer novamente.” Quanto à atleta suiça, a medalha de ouro apanhou-a completamente de surpresa: “Não estava realmente à espera, sobretudo depois de ter cometido um erro que me custou bastante tempo.” Naturalmente radiante com a sua primeira vitória na cena internacional, Simona admite não ter grandes expectativas quanto aos próximos dois dias de provas: “O que tinha a fazer está feito e sinto-me muito feliz com esta vitória”.


Suiça conquista segunda medalha de ouro

Quanto ao escalão W18, a sueca Sara Hagstrom soube estar ao seu melhor nível e bateu a finlandesa Anna Haataja pela margem de 18 segundos. Uma vitória que corresponde em absoluto aos objetivos da atleta: “Há muito tempo que me vinha preparando para este momento e é muito bom perceber que o trabalho acaba por dar resultado.” O segredo da vitória, para Sara, esteve em “não entrar em aventuras, gerir o ritmo de corrida o mais lentamente possível, colocar todo o enfoque na vertente técnica, sem correr riscos e sem perder preciosos segundos em más opções.” Apesar de admitir “não ter sido muito divertido ter de descer tantos degraus”, Sara Hagstrom realça “a qualidade do mapa e o prazer que sentiu em correr aqui”, referindo-se ao ambiente medieval da vila de Óbidos.

Mas foi no escalão M18 que se assistiu ao despique mais intenso, com os dois primeiros classificados a terminarem separados por um escasso segundo. Tobia Pezatti ofereceu à Suiça a sua segunda medalha de ouro do dia, relegando o polaco Krzysztof Rzenca para a segunda posição. Pezatti que, no final, se mostrava igualmente muito satisfeito por esta vitória: “Cometi alguns pequenos erros e não estava à espera de vencer”, começou por adiantar o suiço, revelando ter tido particular preocupação em “não andar depressa demais e manter-me focado no mapa”. Quanto aos portugueses, Beatriz Moreira foi a nossa melhor representante, concluindo na 9ª posição no escalão W16. Resultado igualmente de enorme valia, o de Ricardo Esteves, 15º classificado no escalão M16.


Resultados

M16
1º Olli Ojanaho (Finlândia) 11:05
2º Florian Attinger (Suiça) 11:39
3º Aleksandr Pavlenko (Russia) 11:42
4º Mate Dalos (Hungria) 11:44
5º Pascal Buchs (Suiça) 11:57
6º Pierre Martinez (França) 12:00


W16
1º Simona Aebersold (Suiça) 12:27
2º Dorothea Muller (Alemanha) 12:44
3º Sonja Borner (Suiça) 12:46
4º Veera Klemettinen (Finlândia) 12:55
5º Anna Dvorinskaia (Russia) 13:05
6º Sofie Bachmann (Suiça) 13:09

M18

1º Tobia Pezzati (Suiça) 12:57
2º Krzysztof Rzenca (Polónia) 12:58
3º Riccardo Scalet (Itália) 13:16
4º Erik Berzell (Suécia) 13:21
5º Aleksi Niemi (Finlândia) 13:22
5º Algirdas Bartkevicius (Lituânia) 13:22

W18

1º Sara Hagstrom (Suécia) 13:24
2º Anna Haataja (Finlândia) 13:42
3º Weronika Cych (Polónia) 13:43
4º Heidi Martensson (Noruega) 13:53
5º Lisa Schubnell (Suiça) 14:15
6º Lenka Svobodová (República Checa) 14:20
6º Sandrine Muller (Suiça) 14:20

Mais informações em http://eyoc2013.fpo.pt/.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido


[Este artigo tem o patrocínio de Orievents e EDP renováveis]


terça-feira, 22 de outubro de 2013

CAMPEONATO DA EUROPA DE JOVENS DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE EYOC 2013: A FESTA VAI COMEÇAR!




Pela segunda vez este ano, a Orientação portuguesa enverga o seu traje de gala para receber uma competição internacional inteiramente dedicada aos mais novos. Depois dos Campeonatos do Mundo de Desporto Escolar ISF de boa memória, disputados em Abril passado no Sotavento algarvio, é agora a vez dos concelhos de Peniche, Caldas da Rainha e Óbidos receberem os Campeonatos da Europa de Jovens EYOC 2013. A festa vai começar!


Portugal foi o País escolhido para substituir Israel na organização do 15º Campeonato da Europa de Jovens EYOC 2013. Face à instabilidade política e ao facto de não estarem reunidas as necessárias condições de segurança naquele País do Médio Oriente, o European Working Group viu-se forçado a fazer regressar à “estaca zero”, no início deste ano, todo um processo que se encontrava “em fase de acabamento”. No curto espaço de duas ou três semanas, a Federação Portuguesa de Orientação pôs em marcha uma candidatura suficientemente convincente e que levou o EWG a selecionar o nosso País como um dos possíveis organizadores do EYOC. “Estávamos em Fevereiro, a oito meses, portanto, do evento”, recorda António Amador, o seu Diretor Geral, acrescentando que “neste curto espaço de tempo fizemos o necessário para garantirmos um grande evento, não apenas tecnicamente, com bons terrenos e percursos, mas também com toda a logística essencial para que os participantes possam ter uma estadia memorável em Portugal”.

E é precisamente isso que se espera que suceda neste EYOC 2013. Com o “quartel-general” do evento instalado no fantástico espaço da Unidade da INATEL na Foz do Arelho, aos participantes oferece-se desde logo a possibilidade de desfrutar dessa vista deslumbrante sobre a Lagoa de Óbidos, no seu ponto de confluência com a vastidão do Oceano, as margens de verde cobertas, as ilhas Berlengas bem lá ao longe. E se este conjunto de edifícios - outrora o magnífico palácio de Francisco Almeida Grandella - fez história durante a Primeira República, é de História e de histórias que se irão fazer os três dias do EYOC 2013, num evento que constituirá, seguramente, um marco na vida dos 362 atletas de 32 países que aqui marcarão presença (a Macedónia, responsável pela organização do EYOC 2014, foi o último País a inscrever-se no evento).


Programa recheado

A prova de Sprint, a disputar no interior das muralhas da medieval Vila de Óbidos, abrirá as hostilidades na tarde da próxima sexta-feira. A manhã de sábado será dedicada à prova de Distância Longa, tendo como palco a zona de floresta de Ferrel, no concelho de Peniche. E será de novo no concelho de Óbidos, no mapa de Vale Benfeito e em terrenos em tudo semelhantes aos da véspera, que o EYOC 2013 conhecerá o seu epílogo, com a disputa da prova de Estafetas, na manhã de domingo.

As provas serão disputadas em quatro escalões distintos (M/W16, para os nascidos em 1997 ou depois, e M/W18, para os nascidos nos anos de 1995 e 1996), com cada país a poder apresentar um máximo de quatro atletas por prova e por escalão, à exceção da prova de Estafetas, onde esse número é confinado a três elementos por equipa. Importa ainda referir que a Cartografia do evento tem, toda ela, a assinatura de Luís Sérgio, a quem está igualmente atribuída a responsabilidade pelo traçado de percursos da prova de Sprint. José Fernandes e Bruno Nazário são os traçadores de percursos das provas de Distância Longa e de Estafetas, respetivamente.


Os atletas

Finalmente, os atletas. São eles a alma de qualquer evento e este, em particular, reveste-se de capital importância na vida de qualquer jovem orientista. Que o digam os suiços Daniel Hubmann ou Matthias Kyburz, o russo Andrey Khramov ou a dinamarquesa Emma Klingenberg, que aqui conquistaram as primeiras medalhas das suas notáveis carreiras internacionais. Que o diga também Diogo Miguel, extraordinário triunfador nessa memorável jornada de Eger (Hungria), no dia 22 de junho de 2007, oferecendo à Orientação portuguesa o primeiro ouro da sua história.

É, pois, com o sentido da vitória, que todos os participantes sem exceção estarão no EYOC 2013, embora se deva atribuir algum favoritismo à República Checa, grande dominadora das anteriores edições do certame, logo seguida pela Suiça, Suécia e Rússia. Entre os “notáveis” presentes, merecem uma referência especial a polaca Anjelika Maciejewska, duas vezes medalha de ouro no EYOC 2012 e uma das figuras dos recentes Mundiais de Desporto Escolar. Também o letão Uldis Upitis, a espanhola Yara Bores Escudero, os eslovacos Dusan Slamá e Martin Smelik ou o britânico Dane Blomquist serão nomes a ter em conta, sobretudo depois dos recentes triunfos nos Mundiais de Desporto Escolar. Mas as nossas atenções viram-se, justificadamente, para o Campeão do Mundo de Desporto Escolar de Distância Média, António Ferreira, na certeza de que procurará repetir em Peniche e Óbidos aquele mesmo ouro que o consagrou em Monte Gordo (Vila Real de Santo António), no passado dia 17 de Abril.

Tudo para acompanhar em http://eyoc2013.fpo.pt/.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


[Este artigo tem o patrocínio de Orievents e EDP renováveis]


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

PALMELA PREO MEETING: NUNO PIRES E RICARDO PINTO VENCEM E CONVENCEM



A Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2013 encerrou da melhor forma. Numa soalheira tarde de sábado, Palmela foi palco de eleição da prova derradeira, confirmando em definitivo os nomes de Nuno Pires e Ricardo Pinto como as grandes figuras da temporada e abrindo as melhores perspetivas para o Campeonato da Europa do próximo mês de Abril.


O mapa de Vale das Eiras, no concelho de Palmela, recebeu a oitava e última etapa da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2013. Assumindo-se como autêntico “balão de ensaio” rumo ao Europeu ETOC 2014, de Abril do próximo ano, o Palmela PreO Meeting acabou por cumprir na íntegra este desígnio, colocando em evidência o nível duma organização assumida conjuntamente pelas Escolas Secundárias de Palmela e do Pinhal Novo.

Com tudo para agradar aos amantes da Orientação de Precisão - ao conjunto de dezoito pontos verdadeiramente desafiantes, juntou-se a tranquilidade do vale e a necessária segurança traduzida no corte da estrada ao trânsito - a prova viria a revelar os nomes de Nuno Pires (Ori-Estarreja) e Ricardo Pinto (DAHP) como os seus grandes vencedores. Chegando à derradeira etapa na liderança do Ranking da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2013, os dois atletas não quiseram deixar os seus créditos por mãos alheias e fecharam a temporada com autêntica chave de ouro. E se na Classe Paralímpica a vitória de Ricardo Pinto não sofre contestação, deixando o seu colega de equipa, Júlio Guerra, a distantes seis pontos, já na Classe Aberta Nuno Pires teve de "suar as estopinhas" para bater Jorge Baltazar (GDU Azoia), acabando por levar a melhor no desempate por tempo nos pontos cronometrados.


Um sonho cada vez mais próximo

Após a prova e a respetiva Cerimónia de Entrega de Prémios, tempo para um regresso ao terreno e para, em conjunto, partilhar experiências e tirar dúvidas. Este exercício prático inseriu-se no primeiro Clinic IOF [Federação Internacional de Orientação] para Supervisores de provas de Orientação de Precisão e foi conduzido pelo norueguês Knut Ovesen e pelo sueco Ola Wiksell, respetivamente Supervisor Internacional e Supervisor-Adjunto do próximo Europeu. Estendendo-se para a manhã de domingo, o Clinic constituiu uma excelente fonte de aprendizagem para os quinze técnicos e atletas portugueses e espanhóis nele presentes.

Voltando ao Palmela PreO Meeting, apenas uma última palavra para referir que nem só Nuno Pires e Ricardo Pinto estão de parabéns. De parabéns estão todos os presentes, que souberam emprestar qualidade ao evento, traduzida nos resultados finais de bom nível e a espelhar um enorme equilíbrio. Mas está de parabéns, sobretudo, a equipa organizativa, capitaneada por Ricardo Chumbinho e na qual se deve incluir Alexandre Reis, o responsável pela cartografia e pelo traçado dos percursos. Os mais variados setores desta complexa máquina demonstraram ter a lição bem estudada e as ligeiras falhas que sempre ocorrerão numa prova de Orientação de Precisão estão identificadas e serão naturalmente corrigidas. O sonho dum Campeonato da Europa de Orientação de Precisão ETOC 2014 de excelência está cada vez mais próximo.

Já disponíveis também algumas fotos da prova em http://palmela-preo-meeting.webnode.pt/resultados-e-soluções/.



[Foto gentilmente cedida por Paulo Fernandes]


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sábado, 19 de outubro de 2013

TAÇA DE PORTUGAL DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO 2013: EM PALMELA, A PENSAR NOS CAMPEONATOS DA EUROPA



Quando, ao início da tarde, Palmela receber a derradeira etapa da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2013, cai o pano sobre a temporada nacional desta jovem disciplina. Um ciclo que se fecha para dar lugar a um novo ciclo, numa jornada onde inclusão e emoção irão andar, seguramente, de mãos dadas.


Como é do conhecimento geral, Portugal recebe em Abril do próximo ano o Campeonato da Europa de Orientação de Precisão ETOC 2014. Prometendo trazer a Palmela a fina flor da Orientação de Precisão Europeia e Mundial, o evento é desde já encarado como um enorme desafio à capacidade organizativa de Portugal, numa disciplina que está a dar os primeiros passos no nosso País e que encerra, como já se percebeu, um significativo número de variáveis em tudo diferentes das restantes disciplinas da Orientação, nomeadamente da Pedestre e da BTT, as mais populares entre nós.

Daí que a prova de hoje seja entendida como um passo importante “a caminho do Europeu”, pretendendo afinar agulhas para os altos voos do próximo mês de Abril. Tendo o sueco Ola Wiksell como Supervisor, as Escolas Secundárias de Palmela e do Pinhal Novo assumem a responsabilidade organizativa da prova. Mas é sobretudo para Ricardo Chumbinho (Diretor-Geral do EOC/ETOC 2014) e Alexandre Reis, responsável pela Cartografia e desenho dos Percursos dos próximos Europeus, que este Palmela PreO Meeting se configura como um verdadeiro teste às exigências da competição ao mais alto nível.


Prova e Clinic IOF

Disputada nas Classes Aberta e Paralímpica, a prova será constituída por 17 pontos ao longo dum percurso de 1700 metros, aos quais acrescem dois pontos cronometrados. De acordo com o Regulamento de Competições da Federação Portuguesa de Orientação, os participantes irão dispor de 102 minutos para a realização da sua prova, estando a partida do primeiro atleta prevista para as 12h00. Acresce que o Palmela PreO Meeting será uma das três provas pontuáveis para a seleção dos atletas que representarão Portugal nos próximos Campeonatos da Europa, constituindo assim uma oportunidade única para todos os participantes de lutarem pela honra de poder representar o nosso País numa grande competição internacional.

Entretanto, vai realizar-se ao longo do fim de semana e integrado no Palmela PreO Meeting, o primeiro Clinic IOF para Supervisores de Orientação de Precisão realizado em Portugal, sob a orientação do norueguês Knut Ovesen e do sueco Ola Wiksell, respetivamente Supervisor Principal e Supervisor Adjunto do Campeonato da Europa de Orientação de Precisão ETOC 2014. A atividade decorrerá no espaço da Biblioteca Pública Municipal de Palmela e terá o seu início pelas 10h00 de hoje com o tema “Introdução à Orientação de Precisão”. Segue-se a participação no Palmela PreO Meeting, estando a parte da tarde, a partir das 16h00, reservada a dúvidas, questões, reflexões e considerandos sobre o percurso de competição”. A manhã de domingo será destinada à apresentação do tema “Cartografia, planeamento de percursos e pontos cronometrados”. Tudo bons motivos para centrarmos as nossas atenções em Palmela ao longo do fim de semana.



Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. Dos mais variados quadrantes, continuam a fazer-se ouvir os ecos dos recentes Campeonatos do Mundo de Veteranos / Taça do Mundo de Orientação em BTT, disputados no passado fim de semana em Grândola, Santiago do Cacém e Sines. Aos testemunhos pessoais e às muitas e muitas fotografias que ilustram momentos de incontida alegria e que inundam o espaço da rede, juntam-se os elogios de todos quantos tiveram o privilégio de marcar presença no evento e, paralelamente, de melhor conhecer “a poção mais bem conservada do litoral europeu”, cativante de beleza e pureza. Das muitas mensagens e notícias publicadas - o "clipping" do Orievents é bem a demonstração cabal do alcance e impacto do evento em termos de comunicação e imagem -, retemos as palavras do Presidente da Comissão de Orientação em BTT da Federação Internacional de Orientação, um homem que viveu por dentro e de forma intensa as emoções da competição. Na nota deixada no grupo "MTBO", no Facebook, o húngaro Sandor Talas deixa um “obrigadíssimo” (sic) aos organizadores portugueses “pelo seu esforço ao longo desta última semana”. Referindo-se aos “muitos comentários positivos” dos atletas que foi auscultando, Sandor Talas mostra-se seguro em relação à qualidade organizativa dos Europeus de 2015 e dos Mundiais de 2016, eventos que terão igualmente por palco o nosso País. A terminar, uma certeza: “Estamos ansiosos por voltar a Portugal uma e outra vez!”


2. Ainda do passado fim de semana vem esse notável exemplo de "fair play" protagonizado pela atleta espanhola Eva Para, do Monte del Pardo Club, relegando a competição para segundo plano no momento de prestar auxílio à finlandesa Eeva-Liisa Hakala. Desse acontecimento dá nota a própria organização, na sua página oficial, enaltecendo “o gesto de ter colocado em primeiro lugar o apoio a outra atleta em detrimento dos resultados que buscava obter nesta prova, tendo sido incansável na procura de suporte à atleta” e acrescentando-lhe um elogio público ao qual o Orientovar faz questão de se associar.


3. Em maré de feitos da maior relevância, uma última nota para Carlos Simões. Nascido em Santiago do Cacém há 41 anos, o atleta português soube colocar no terreno todas as suas enormes mais-valias físicas e técnicas, oferecendo à Orientação em BTT portuguesa, duma assentada, três medalhas de ouro, as primeiras da sua história. No momento da consagração, calou bem fundo a referência aos companheiros de seleção e a todos os valores da Orientação portuguesa, a quem deixou palavras de apreço e de motivação, palavras de esperança num futuro melhor. A par dos resultados desportivos de excelência, o Orientovar não pode deixar de relevar a nobreza da atitude de Carlos Simões a quem, com a devida vénia, outorga o Louvor da Semana.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

domingo, 13 de outubro de 2013

MTBO WORLD CUP / WMMTBOC'2013: O "TRI" DE CARLOS SIMÕES



Com a vitória da República Checa na etapa de Estafeta Mista disputada hoje em Santiago do Cacém, deu-se por concluída a ronda final da Taça do Mundo de Orientação em BTT 2013. No Mundial de Veteranos, certame que decorreu em paralelo com a Taça do Mundo, o português Carlos Simões voltou a estar em foco, chegando à medalha de ouro pela terceira vez.


A Taça do Mundo de Orientação em BTT 2013 chegou ao fim. O certame trouxe às belíssimas paragens do litoral alentejano todas as grandes estrelas do firmamente da Orientação em BTT mundial, saldando-se por um enorme exito, tanto no plano desportivo como no social. De parabéns está a Federação Portuguesa de Orientação, bem como os perto de cem voluntários que, capitaneados por Augusto Almeida e Joaquim Patrício, e contando com o inestimável apoio dos municípios anfitreões – Grândola, Santiago do Cacém e Sines -, souberam levar a bom porto tão exigente quão importante iniciativa.

Na etapa de hoje, disputada na variante de Estafeta Mista, a República Checa foi a grande vencedora. Começou melhor a representação russa, constituída por Olga Vinogradova, Ruslan Gritsan e Anton Foliforov. Mas se é verdade que a checa Martina Tichovska não teve argumentos para contrariar o primeiro percurso duma Vinogradova em superior momento de forma, também não é menos verdade que Jiri Hradil, primeiro, e por último Krystof Bogar, se mostraram intratáveis, recuperando da desvantagem inicial de três minutos e meio para chegarem à vitória em 2:15:52, contra os 2:19:46 dos seus adversários mais diretos. Grandes dominadores da temporada, os finlandeses – com Susanna Laurila, Tuomo Lahtinen e Pekka Niemi – acabaram por ter de se contentar com a terceira posição, a escassos dez segundos da turma russa. Composta por Rita Gomes, João Ferreira e Davide Machado, a equipa portuguesa melhor classificada quedou-se pela 16ª posição, a distantes 43:16 da turma vencedora.


Carlos, Carlos, Carlos!

Nos Campeonatos do Mundo de Veteranos de Orientação em BTT, o português Carlos Simões voltou a estar em foco ao conquistar o título mundial de Sprint. Numa prova que reuniu um total de 146 atletas, distribuídos por sete escalões, Simões protagonizou mais uma jornada histórica para Portugal no escalão H40, agigantando-se ante adversários de reconhecido valor e concluindo os 5,8 km do percurso na primeira posição com um registo de 17:39. À vitória de hoje, junta Simões as duas medalhas de ouro alcançadas anteriormente nestes Mundiais, oferecendo a Portugal um “tri” com tanto de saboroso como de inédito e que espelha bem o valor e a qualidade do atleta português, nascido precisamente em Santiago do Cacém há 41 anos.

Mas Simões não foi o único português a pisar o pódio nesta derradeira etapa do Mundial de Veteranos. Também Susana Pontes soube “quebrar a maldição” dos dois quartos lugares nas etapas anteriores, concluindo desta feita na terceira posição e repetindo o lugar alcançado em 2012, em Veszprém, Hungria, também na final de Spint. Numa prova que teve na dinamarquesa Nina Hoffmann a grande vencedora com o tempo de 17:56, a atleta portuguesa necessitou de mais 3:27 para concluir o seu percurso de cinco quilómetros. Nos restantes escalões, a australiana Carolyn Jackson fez, tal como Carlos Simões, o pleno de títulos no escalão W50, o mesmo sucedendo com a suiça Monika Bonafini em W60 e com os finlandeses Heikki Saarinen (M60) e Pertti Nyberg (M70). Em M50, o francês Jean-Charles Lalevée chegou pela primeira vez nestes Campeonatos ao lugar mais alto do pódio depois de, recorde-se, ter sido a grande figura dos Mundiais da Hungria de 2012, no seu escalão.

Consulte os resultados completos desta terceira e última etapa em http://wmmtboc2013.fpo.pt/index.php/pt/results1.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido


Este artigo tem o patrocínio de Orievents e EDP renováveis


MTBO WORLD CUP / WMMTBOC'2013: ANTON FOLIFOROV E MARIKA HARA VENCEM TAÇA DO MUNDO



Num dia recheado de emoções fortes, Anton Foliforov e Marika Hara levaram de vencida a Taça do Mundo de Orientação em BTT 2013. Entre as hostes portuguesas festejou-se mais um título mundial de veteranos, com Carlos Simões a ser de novo o grande protagonista.


A cumprir o seu quarto ano de existência, a Taça do Mundo de Orientação em BTT fez-se de emoção e “suspense” nesta reta final. Na decisiva etapa, uma Distância Longa disputada ontem em Sines – curiosamente, a etapa número 50 desde que o certame se estreou na Hungria, em Abril de 2010 -, a dúvida quanto ao vencedor foi uma constante, com o russo Anton Foliforov e o estoniano Tõnis Erm, por um lado, e a finlandesa Marika Hara e a sueca Cecilia Thomasson, por outro, a travarem particulares duelos em busca do tão desejado título.

Fruto da vitória alcançada na etapa da véspera, Foliforov partia com a escassa vantagem de seis pontos ante o seu adversário direto. As esperanças de Erm residiam numa vitória, único resultado que lhe garantia de forma imediata ultrapassar Foliforov e levar para a Estónia a Taça do Mundo. Mas a verdade é que o atleta não conseguiu colocar no terreno as qualidades e capacidades que fazem dele o atual Campeão do Mundo de Sprint e de Distância Média, não indo além da oitava posição e deixando fugir o título para Foliforov. Ao russo bastou o segundo lugar alcançado na etapa – o vencedor foi o checo Krystof Bogar, um colosso de força e um verdadeiro especialista na Distância Longa, de cujo título Mundial é o detentor –, para ver a sua liderança da Taça do Mundo reforçada e chegar pela primeira vez na sua carreira ao lugar mais almejado. Terceiro classificado na etapa, o finlandês Jussi Laurila não conseguiu renovar a vitória de 2012 na Taça do Mundo, mas alcançou os necessários pontos para ultrapassar Tõnis Erm no escalonamento final e concluir na segunda posição.


Marika Hara renova vitória na Taça do Mundo

No setor feminino, o dia foi da Finlândia. Desde logo porque coube a Susanna Laurila a vitória na etapa, à frente da francesa Laure Coupat. Mas foi Marika Hara, atual líder do ranking mundial, quem mais beneficiou com o conjunto de resultados, conseguindo operar um autêntico volte-face na classificação final e, pelo terceiro ano consecutivo, chegar à vitória na Taça do Mundo. Para isso terá contribuído enormemente o rotundo falhanço da sueca Cecilia Thomasson, apenas 14ª classificada na decisiva etapa, para que a finlandesa recuperasse da desvantagem de quatro pontos e chegasse ao fim na dianteira. Com seis atletas a terem ainda legítimas aspirações de alcançar o terceiro lugar, acabou por ser precisamente Susanna Laurila a concluir naquela posição, relegando para o quarto lugar a britânica Emily Benham.

Uma palavra ainda para os atletas portugueses em competição e sobretudo para esse meritório 12º lugar alcançado por Davide Machado, a menos de dois minutos e meio duma posição no top-6. Um lugar que – assim todos o esperamos – poderá servir de ponto de viragem nos azares que têm batido à porta do melhor atleta português de sempre, ao longo de praticamente toda a temporada. Luís Barreiro, na 30ª posição, foi o nosso segundo melhor atleta, seguido de João Ferreira, no 41º lugar. No setor feminino, Rita Gomes, Catarina Ruivo e Joana Frazão ocuparam por esta ordem os três últimos lugares da tabela.


O que eles disseram

Em declarações ao Orientovar, Anton Foliforov não se mostrou inteiramente contente com a sua prestação, “especialmente na tomada de opção para o ponto 5 e outros pequenos erros”, mas sempre adiantou que os adversários “cometeram mais erros do que eu”. A exceção foi mesmo Krystof Bogar, que roubou ao russo a possibilidade de alcançar a sua sétima vitória na Taça do Mundo e de se juntar assim ao dinamarquês Erik Skovgaard Knudsen na liderança dos mais ganhadores de sempre em etapas individuais: “O Krystof é muito forte na Distância Longa, ganhou hoje, ganhou bem e é um atleta com um enorme futuro à sua frente, creio eu. Claro que o meu objetivo era repetir aqui o resultado de ontem, só que isso não foi possível. Mas a vitória na Taça do Mundo deixa-me naturalmente muito satisfeito.”

Embora parca em palavras, também Marika Hara nos deixou as suas impressões: “O meu objetivo hoje era fazer uma boa prova, sem criar qualquer tipo de expectativas quanto a uma posição no final. Mas acabei por cometer alguns pequenos erros e elas [Susanna Laurila e Laure Coupat] foram melhores do que eu.” Analisando a sua temporada e que culmina com a reconquista da Taça do Mundo como corolário lógico duma enome regularidade, a atleta finlandesa reconhece: “Procurei dar o meu melhor em cada etapa e fazer as melhores opções”. E tece os maiores elogios à grande adversária desta temporada, Cecilia Thomasson, que considera “uma excelente atleta, muito rápida e muito forte, uma atleta que respeito e admiro muito.” A terminar, a relativa dúvida em relação aos objetivos para a próxima época e para um eventual regresso a Portugal: “Não tenho quaisquer planos... Ainda!”


O “bis” dourado de Carlos Simões

Mas o dia de ontem haveria de encerrar mais uma grande alegria para Portugal e para a nossa Orientação em BTT. Enorme de querer e plenamente confiante nas suas possibilidades, Carlos Simões repetiu o brilharete da véspera, juntando ao título mundial de Veteranos de Distância Média no escalão H40, também o título de Distância Longa. Uma “dobradinha” com um sabor especial para o atleta, “filho da terra”, e que começou por se referir a isso mesmo: “Sendo aqui da zona, senti que tinha obrigação de lutar pelos primeiros lugares. Apesar de não treinar aqui há mais de um ano, até porque a zona estava embargada, temos sempre a chamada memória fotográfica e, nalgumas partes do percurso, isso traz sempre alguma vantagem. Mas, a este nível, os adversários são todos muito bons tecnicamente e essa vantagem é mais aparente do que real.” Falando em particular da sua prova, o atleta admite que “tecnicamente não era de grande exigência e praticamente não havia grandes tomadas de opção a fazer”, mas que se revelou muito dura fisicamente: “Na parte final aconteceu aquilo que já receava, as cãibras começaram a aparecer, tive de reduzir o andamento e gerir a parte física, mas quando cheguei ao sprint final já nem conseguia pedalar.” Segue-se agora a disputa do título de Sprint e Carlos Simões está confiante: “Já alcancei dois títulos mundiais e agora é vir o que vier, mas a pressão não está do meu lado e vou entrar para ganhar. Será uma prova mais curta, mais técnica, vai ser muito disputada e é uma prova que se vai resolver nos pequenos detalhes, nos pequenos erros que os atletas possam cometer.”

Quanto aos restantes atletas portugueses nestes Campeonatos do Mundo de Veteranos, Susana Pontes voltou a repetir, no escalão H40, o 4º lugar alcançado ontem, uma espécie de “maldição” que se vem perpetuando ao longo das várias edições dos Mundiais disputados até hoje. Para além de Carlos Simões, a lista de Campeões do Mundo de Veteranos de Distância Longa completa-se com os nomes de Per Gustavsson (M50), Heikki Saarinen (M60), Pertti Nyberg (M70), Veronika Cseh (W40), Carolyn Jackson (W50) e Monika Bonafini (W60).

Consulte aqui os Resultados Completos da etapa de Distância Longa, bem como o escalonamento final da Taça do Mundo Individual 2013.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido


Este artigo tem o patrocínio de Orievents e EDP renováveis


sexta-feira, 11 de outubro de 2013

MTBO WORLD CUP / WMMTBOC'2013: RUSSIA VEZES DOIS


Anton Foliforov e Olga Vinogradova levaram de vencida a etapa inaugural da ronda final da Taça do Mundo de Orientação em BTT 2013, a decorrer no nosso País. No Mundial de Veteranos, certame que se disputa em paralelo com a Taça do Mundo, o nome de Portugal foi projetado ao mais alto nível por Carlos Simões, o grande triunfador no escalão H40.


Decorreu na manhã de hoje a primeira de três etapas que compõem a ronda final da Taça do Mundo de Orientação em BTT 2013 e que, por estes dias, tem como palcos os municípios de Grândola, Santiago do Cacém e Sines. Numa etapa de Distância Média rijamente disputada, o primeiro lugar dos pódios masculino e feminino coloriram-se de igual modo, com as cores vermelho, azul e branco da Rússia. Com uma exibição superiormente controlada do início ao fim da prova, Anton Foliforov colocou no terreno todas as suas mais-valias técnicas e físicas, adiantando-se à concorrência e vencendo com o tempo de 47:31, menos 1:07 que o checo Krystof Bogar, segundo classificado. Com este resultado - e ainda que por escassa margem -, Foliforov assume a liderança da Taça do Mundo, revelando-se crucial a prova de amanhã para apurar o grande vencedor da edição de 2013.

“Tive boas sensações ao longo de toda a prova, senti-me muito bem e, apesar dum pequeno erro que me custou cerca de um minuto, estou muito contente com esta vitória”, começou por afirmar Foliforov. Uma vitória que traz ao atleta russo as boas recordações dum passado ainda não muito distante: “Tenho alcançado em Portugal muito bons resultados. Gosto do País, dos mapas, deste tempo fantástico (risos). Há três anos corri aqui os meus melhores Campeonatos do Mundo, consegui a minha primeira medalha de ouro e, agora, de novo o mesmo ouro. Para mim, Portugal é uma espécie de talismã.”


Com o Europeu de 2015 no horizonte

No setor feminino a vitória coube a Olga Vinogradova com o tempo de 41:54, apenas 20 segundos à frente da atual líder da Taça do Mundo, a sueca Cecilia Thomasson. Um triunfo com um sabor especial, já que se tratou da primeira vez que a jovem russa se superiorizou às demais concorrentes numa grande competição internacional de Elite.

Tal como Anton Foliforov, também Olga Vinogradova começa por fazer apelo às suas memórias de 2010 e dos Mundiais de Montalegre para se referir à vitória de hoje: “Há três anos atrás, consegui levar de vencida alguns títulos do Campeonato do Mundo [na ocasião na categoria Junior] e hoje senti a mesma alegria com esta minha primeira vitória no seio da Elite.” Falando da sua prova, a atleta considera que, apesar dos problemas mecânicos que a afligiram ao longo do percurso e de alguns pequenos erros que lhe terão custado cerca de dois minutos, “fiz tudo o que estava ao meu alcance para ganhar. Gosto da BTT, mas gosto sobretudo da Orientação e hoje senti-me muito feliz neste percurso, nestes terrenos, com este ‘Verão’ incrível e esta atmosfera dos grandes momentos. Foi muito emocionante.” A finalizar, um desejo: “Quero voltar a Portugal em 2015, para os Campeonatos da Europa, e voltar a ganhar, tal como aconteceu em 2010 e hoje. É este o meu sonho.”


Ouro histórico para Portugal


Foi sob os melhores auspícios que Portugal fez a sua estreia no Campeonato do Mundo de Veteranos de Orientação em BTT 2013. Na prova de abertura da competição, uma Distância Média disputada no mapa de Grândola, Carlos Simões foi o grande vencedor no escalão H40, ao concluir o seu percurso em 49:34. Uma vitória conseguida ante adversários de nomeada, casos do russo Maxim Zhurkin e do húngaro Daniel Marosffy, respetivamente segundo e terceiro classificados, selando desde logo aquele que constituía o grande objetivo do atleta português para estes Campeonatos.

“Muito satisfeito com a minha prestação”, começou por referir Carlos Simões, ao encontro daquilo que eram os seus propósitos: “Conseguir chegar ao título era realmente um dos meus grandes objetivos e foi logo à primeira. Isto alivia em parte a pressão para as provas que se seguem e deixa-me confiante para alcançar ainda mais alguma coisa”. Ter sido o primeiro português a chegar ao título mundial é visto por Simões como “um orgulho”, acrescentando que “a Orientação nacional, por aquilo que tem feito, está também de parabéns.” Carlos Simões admite que “não foi fácil ganhar hoje”, referindo que o segredo da vitória residiu “numa boa parte final e conseguir manter-me sempre focado na prova, apesar de alguns erros cometidos.”

No setor feminino, Susana Pontes falhou o pódio no escalão D40 por pouco mais de dois minutos enquanto Francisco Moura, em M50, foi o 5º classificado, a escassos 52 segundos da medalha de bronze. Os títulos mundiais de veteranos, na Distância Média, acabaram por sorrir a Michel Denaix (M50), Heikki Saarinen (M60), Ronny Hedlund (M70), Nina Hoffman (W40), Carolyn Jackson (W50) e Monika Bonafini (W60).

Informações detalhadas em http://www.wmmtboc2013.fpo.pt/index.php/pt/


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido


Este artigo tem o patrocínio de Orievents e EDP renováveis