segunda-feira, 30 de setembro de 2013

MTBO WORLD CUP / WMMTBOC'2013: COSTA ALENTEJANA, O PALCO DE TODAS AS EMOÇÕES


Três anos volvidos sobre os Mundiais de Montalegre, a Orientação em BTT ao mais alto nível está de regresso a Portugal. De 9 a 13 de outubro, os Municípios de Grândola, Santiago do Cacém e Sines recebem a ronda final da Taça do Mundo e ainda a quarta edição dos Campeonatos do Mundo de Veteranos. Numa altura em que está tudo a postos para receber a fina flor da Orientação em BTT mundial, antecipamos os dois eventos e auscultamos alguns dos seus principais protagonistas.


Portugal dá as boas vindas às mais de duas centenas de atletas de 22 países distintos que, de 9 a 13 de outubro, prometem trazer à Costa Alentejana o espetáculo da Orientação em BTT ao mais alto nível. Com os títulos Mundiais de Veteranos nas vertentes de Sprint, Distância Média e Distância Longa em jogo nos mais diversos escalões e ainda tudo em aberto no que à Taça do Mundo de Elite diz respeito, a perspetiva é a de três dias de competição plenos de ardor e emoção, com a incógnita quanto aos vencedores a pairar no ar até ao derradeiro segundo.

Para responder a tão intensos desafios, a Federação Portuguesa de Orientação, com o apoio dos Municípios de Grândola, Santiago do Cacém, Sines, Turismo da Costa Alentejana e Instituto Português do Desporto e da Juventude, reservou o que de melhor tem aquela região do país, prometendo terrenos interessantes, paisagens deslumbrantes e os mais intensos desafios para os amantes da Orientação em BTT. A competição terá o seu início na sexta-feira, dia 11 de outubro, com a realização da prova de Distância Média, pontuável quer para a Taça do Mundo como para o Campeonato do Mundo de Veteranos. No dia seguinte será a vez de assistirmos à disputa da etapa de Distância Longa e tudo terminará no domingo com a etapa de Estafeta Mista da Taça do Mundo e a disputa dos títulos mundiais de veteranos na distância de Sprint.


Em defesa da liderança

Atentando na lista de participantes na ronda final da Taça do Mundo, são em número de 83 (49 no setor masculino e 34 no feminino) os atletas inscritos. Os resultados da edição 2013 da competição até ao momento – baseados exclusivamente nos Campeonatos da Europa e nos Campeonatos do Mundo, disputados na Polónia e na Estónia, respetivamente -, percebe-se que finlandeses, russos e checos apresentam um grande ascendente no setor masculino, embora a liderança da Taça do Mundo, até ao momento, seja pertença do estoniano Tõnis Erm.

Erm que, em declarações ao Orientovar, confessou estar na disposição de lutar com todas as suas forças para guardar a primeira posição na Taça do Mundo, “embora só as provas possam vir a mostrar se o meu desejo se concretizará ou não”. Com a preparação algo perturbada “por uma virose e pelos primeiros flocos de neve que já começaram a cair na Estónia”, o Campeão do Mundo de Sprint e de Distância Média em título aguarda com ansiedade a competição, pois “só ela poderá mostrar até que ponto serei capaz de defender o primeiro lugar”. Com a recordação dessa medalha de prata na prova de Sprint dos Mundiais de Montalegre ainda bem presente na memória, Tõnis Erm acrescenta que “os exemplos de mapas disponibilizados pela organização parecem, ao mesmo tempo, muito interessantes mas muito estranhos.” Estamos, definitivamente, muito longe dos mapas dos recentes Mundiais da Estónia, com a Serra de Grândola a apresentar “trilhos bem definidos, declives longos e pronunciados e uma grande variedade de opções, onde se pode perder (ou ganhar) muito tempo”, refere o atleta. E, a concluir, a esperança de que “não caia neve em Portugal, uma vez que já comprei as passagens de avião e irei ficar mais uns dias em Portugal, a descansar duma temporada desgastante e a viajar e conhecer um pouco do País.”


Temperaturas amenas” e “sol a brilhar”, desejos de Glukhov e Hara

O Orientovar foi igualmente ao encontro dos atuais líderes do ranking mundial, o russo Valeriy Glukhov e a finlandesa Marika Hara, também eles presenças confirmadas em Portugal dentro de duas semanas. O olhar de Glukhov sobre a prova portuguesa é feito duma grande ansiedade, sobretudo porque “este está a ser um setembro particularmente frio e chuvoso em Moscovo.” À procura de “temperaturas amenas, terrenos montanhosos, distâncias técnicamente interessantes e a certeza duma organização ao mais alto nível”, é com esta motivação que o Campeão Europeu de Distância Média em título ruma ao nosso País. E quanto a chegar ao final da temporada na liderança do ranking mundial? O russo não hesita na resposta: “Quero divertir-me e desfrutar das provas. Quanto aos resultados, depois veremos”.

As declarações de Marika Hara também não fogem muito a este tom. Em Portugal, a atleta pretende “fazer boas provas, desfrutar ao máximo e minimizar os erros.” Chegar à vitória na Taça do Mundo parece não fazer parte das suas preocupações, já que, como ela própria afirma, “é necessária uma temporada onde os bons resultados sejam a norma e acabei por não ser feliz este verão.” A terminar, o desejo de “uma bela competição em terrenos bonitos e com o sol a brilhar.”


Davide Machado a olhar para o top-10... ou mais

Entre os oito atletas portugueses convocados para esta ronda final da Taça do Mundo, um há que concita o grosso das atenções. Falamos de Davide Machado, um atleta que tem pautado a sua temporada por mais baixos que altos e que ocupa atualmente a 24ª posição na Taça do Mundo e o 34º posto do ranking mundial. Ao Orientovar, o atleta da Póvoa de Lanhoso confessou-se “algo abalado com os maus resultados nos Campeonatos do Mundo e a subsequente queda no ranking, principalmente sabendo pelos motivos que foram”, mas adianta que “o objetivo para esta ronda final da Taça do Mundo continua a ser o mesmo, foi delineado logo no inicio da época e mantém-se, naturalmente.” Assim, o atleta espera “alcançar prestações dentro do top-10, aproveitar o facto de estar a correr em casa, conhecer a organização, a dureza do terreno e a excelente cartografia nacional para conseguir um pouco mais ainda, quem sabe ambicionar a um lugar no pódio.” A terminar, Davide Machado admite que “para alcançar os objetivos será preciso um pouco da sorte que tem andado longe nestes últimos tempos.”


Veteranos portugueses em força

Olhando agora para o Campeonato do Mundo de Veteranos, serão em número de 149 os atletas presentes, com Portugal a afirmar-se como a comitiva mais numerosa, com um total de 42 atletas. Seguem-se a Dinamarca com 23 presenças e a Grâ-Bretanha, Suécia e Espanha, com 15, 14 e 13 presenças, respetivamente. Entre os nomes mais sonantes contam-se o dos britânicos Killian Lomas e Charlotte Somers-Cocks, dos austríacos Dietmar Dorfler e Herbert Lackner, do francês Jean Charles Lalevée, da húngara Veronika Cseh, da australiana Carolyn Jackson e da dinamarquesa Birgit Hausner, todos eles Campeões Mundiais em título, fruto das vitórias na competição realizada em Vészprém, Hungria, em 2012. Para além destes, nomes como os dos húngaros Sandor Talas e Daniel Marosffy, do russo Maxim Zhurkin, do austríaco Wolf Eberle, da turca Tatiana Kalenderoglu e dos portugueses Susana Pontes, Carlos Simões, Inácio Serralheio, Mário Marinheiro, Luís Sousa, Francisco Moura, Armando Santos, Luísa Mateus e a medalha de bronze de Sprint dos últimos Mundiais da Hungria, Susana Pontes, têm igualmente uma palavra a dizer.

O Orientovar foi também ao encontro de dois dos atletas veteranos portugueses com fundadas e legítimas ambições na competição, auscultando as suas opiniões. Começando por Carlos Simões, o atleta vê a sua participação neste que constitui o gramde objetivo da temporada “com a expectativa de conseguir bons resultados, que passam pelo obtenção de um titulo Mundial numa das provas.” Para o atleta do COALA, “estes Mundiais vão realizar-se numa das melhores zonas para a prática da modalidade no nosso País e espero que sejam de feição não só para mim como para todos os atletas nacionais presentes. Temos grandes valores na Orientação nacional e que irão mostrar nestes Mundiais todo o seu potencial.” Já no tocante a Susana Pontes, a tónica é a da moderação: “O que eu espero mesmo é estar presente”, revelou a atleta, a braços com uma lesão no glúteo médio. “Já andar é difícil!”, diz, embora acrescentando que “na bike a dor é menor.” Desta forma a atleta lá vai treinando e “pedindo a 'tudo' que não piore!” Expectativas? “Vou estar presente como nas edições anteriores, dar o meu melhor no que à Orientação diz respeito e ver o que me espera. A concorrência é forte mas partimos todas nas mesmas condições”, conclui.

Saiba mais sobre a competição em http://wmmtboc2013.fpo.pt/index.php/pt/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


Este artigo tem o patrocínio de Orievents e EDP renováveis


domingo, 29 de setembro de 2013

III OPEN DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO DO HOSPITAL DA PRELADA: RESULTADOS, MAPAS E SOLUÇÕES








Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

NUNO PIRES: "NESTE MOMENTO DA VIDA A PRESSÃO DE SER PAI FALA MAIS ALTO"



Nuno Pires é um valor seguro da Orientação de Precisão em Portugal. Líder da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2013 e responsável pelo desenho dos percursos do I Campeonato Nacional de Orientação de Precisão (Praia da Tocha, 25 de maio), o atleta do Clube de Orientação de Estarreja acaba de juntar ao seu currículo a vitória no I Troféu Nacional de TempO, disputado no Parque da Prelada, no Porto. No rescaldo de mais um importante feito, são dele as palavras de balanço duma prova e duma vitória com um significado muito especial.


Orientovar – Para uma primeira experiência, surpreendido com o TempO ou já esperava algo assim?

Nuno Pires (N. P.) - Apesar de ser a primeira prova de TempO realizada em Portugal e a primeira onde participei, não foi propriamente uma surpresa este formato, já que tem como base o conceito de ponto cronometrado da Orientação de Precisão. Claro que a mecânica da prova é diferente e a forma de abordar cada ponto de decisão ou estação, neste caso com quatro pontos, criou um aliciante simultaneamente agradável e desafiante ao longo das seis estações.

Orientovar – Ao nível da abordagem a cada ponto, que tradução teve esse desafio de que fala?

N. P. - Ao ler a informação técnica da prova e ao saber que seria num parque, tentei mentalmente imaginar o terreno e a prova, e na verdade não senti nervoso miudinho na sua execução. Apenas percebi que o nível de concentração tem no TempO um peso enorme e o sucesso começa pela capacidade de focar todo os nossos recursos na leitura e interpretação do mapa e terreno, sem hesitar. Percebi também que, apesar duma prova destas caraterísticas não exigir tanto tempo de preparação ou de planificação como uma prova convencional de Precisão, exige um conjunto alargado de pessoas para a levar a bom termo no dia de prova, todas inteiradas da sua tarefa. Dou os parabéns aos voluntários do DAHP que revelaram ter a lição bem estudada. Há um ou outro pormenor a melhorar, que foi identificado, mas eu se tivesse de planificar uma prova de TempO, teria toda a confiança na equipa do DAHP para realizar as cronometragens, o controlo e o fluxo dos atletas.

Orientovar – Que significado tem esta vitória no I Troféu Nacional de TempO?

N. P. - É uma vitória com um enorme significado, mas por razões pessoais. Dedico-a inteiramente à minha esposa, a recuperar do parto. Consegui afastar a pressão da prova, da presença dos outros colegas, porque neste momento da vida a pressão de ser pai fala mais alto. Apesar das noites mal dormidas, consegui atingir um nível de relaxamento entre estações e concentração nos momentos da verdade que não pensava ser possível, e a confiança permitiu-me ser, em simultâneo, rápido a decidir e não falhar demasiado.

Orientovar – Em termos futuros, que valor retira da experiência?

N. P. - Não fui a esta prova para competir, mas para treinar, para me colocar numa posição de aprendizagem. Pretendi ser, apenas e só, o adversário de mim mesmo. Sei que daqui a alguns meses há um Campeonato da Europa de Orientação de Precisão e de TempO em Portugal e desde há algum tempo que coloquei como objetivo a participação nessa competição. Esta oportunidade de fazer TempO a três dimensões, sem ser na Internet e com base em fotos, é totalmente diferente. Desta forma, tenho apostado em ganhar a experiência possível e necessária para eventualmente ser um dos convocados a representar Portugal no ano que vem em Palmela. Tenho conseguido, com esforço, gerir a minha vida para me posicionar na linha da frente da Orientação de Precisão e os resultados dessa aposta vêm surtindo frutos, quer ao nível da Taça de Portugal quer também no Circuito “Todos Diferentes, Todos Iguais”, onde não participei tão assiduamente.

Orientovar – Que “pernas para andar” tem o TempO?

N. P. - Creio que o seu futuro e crescimento deverá ser abordado com cautela. Acho que tem o seu lugar, mas para já nunca de forma autónoma, tal como acontece com boa parte da calendarização da Orientação de Precisão. Crescer não passa unicamente por organizar mais provas, porque já é sabido que há poucos clubes e pessoas que atualmente se dedicam a esta causa. Simultaneamente, há que juntar o TempO às provas de Pedestre, por forma a cativar mais pessoas a participar. Não deixa de ser uma vertente técnica, mas consegue-o disfarçar bem e isso ajuda a desmistificar a participação dos atletas sem handicap. Fazer a asneira de calendarizar uma prova de Orientação de Precisão no mesmo dia de outra Pedestre, ou em data exclusiva, é um risco que desmotiva quem investe tantas horas a preparar um evento destas caraterísticas e convém que o TempO não se exponha a tal situação. Como atrás referi, acredito que seja mais simples, ou melhor, menos trabalhoso planificar e montar um TempO do que uma prova de Precisão. Apesar dos recursos humanos necessários, a cartografia duma prova de TempO poderá sobreviver a um mapa menos conseguido, o que aumenta o leque de aproveitamento dos existentes em espaços como parques e áreas florestais.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

III OPEN DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO DO HOSPITAL DA PRELADA: TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS!



O Hospital da Prelada, no Porto, recebeu a prova de encerramento do III Circuito de Orientação de Precisão “Todos Diferentes, Todos Iguais”. Uma manhã de desporto para todos, que marcou a estreia da disciplina de TempO em Portugal e deu a conhecer os primeiros campeões nacionais de Orientação Adaptada.


Teve lugar no dia de ontem a terceira edição do Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada. Organizado pelo DAHP – Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada e contando com os apoios da Santa Casa da Misericórdia do Porto, Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, Federação Portuguesa de Orientação e Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Intelectual, o evento chamou aos espaços envolventes daquele estabelecimento de saúde um total de 34 atletas, distribuídos pelas vertentes de Precisão e Adaptada. Apadrinharam o evento Emanuel Silva, canoísta que recentemente se sagrou Campeão do Mundo de K2 500 metros e Bento Amaral, Campeão do Mundo de Vela Adaptada e autor do livro “Sobreviver”.

Com as boas graças de S. Pedro, a competição teve início com a disputa do I Campeonato Nacional de Orientação Adaptada e no qual Bruno Gaspar e Ana Oliveira, ambos do Clube Gaia, levaram a melhor sobre os seus mais diretos adversários. No setor masculino, Bruno Gaspar conseguiu o pleno de respostas certas (10/10), concluindo a prova empatado com os seus companheiros de clube João Encarnação e Domingos Oliveira. Valeu-lhe a maior rapidez ao longo dos 700 metros do percurso, batendo por margem confortável os seus adversários e gravando o seu nome a ouro num Livro de Honra acabado de estrear. Já no setor feminino Ana Oliveira foi mesmo a mais certeira, igualando os três atletas do pódio masculino com um pleno de respostas corretas. De nada valeu a Paula Santos e a Graça Fernandes, também elas do Clube Gaia, terem sido mais rápidas que a vencedora, porque uma resposta errada no caso de Paula Santos e duas decisões menos acertadas de Graça Fernandes acabaram por relegá-las para as posições imediatas.


Vitória de Nuno Pires na prova de TempO

A segunda parte do evento levou os participantes no I Troféu Nacional de TempO até ao Parque da Prelada, onde se confrontaram com uma disciplina que se apresentou em Portugal pela primeira vez. Variante da Orientação de Precisão composta apenas por pontos cronometrados, o TempO constituiu uma agradável surpresa para todos, tanto pela desafio inerente à necessidade de responder acertada e rapidamente aos vinte e quatro pontos que compunham o percurso, como pelo facto de todos os participantes se encontrarem em pé de igualdade em cada uma das seis estações, independentemente do grau de mobilidade de cada um. Confirmando o favoritismo que lhe era atribuído, o líder da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2013, Nuno Pires (Ori-Estarreja), acabou por ser o grande vencedor desta singular competição, concluindo com um total de 391,5 segundos (211,5 segundos de tempo de prova e 180 segundos de penalização, correspondente a seis respostas erradas). Nuno Rebelo (Ori-Estarreja) foi segundo classificado com 443 segundos, enquanto a terceira posição ficou “em casa”, na posse do atleta internacional paralímpico Ricardo Pinto (DAHP), a distantes 206,5 segundos do vencedor.

No final, Nuno Pires fez questão de realçar o significado desta vitória “por razões pessoais”, dedicando-a inteiramente à esposa, a recuperar do parto. Referindo-se à sua prestação, mas sempre adiantando que “a pressão de ser pai fala mais alto”, o atleta acrescentou: “Consegui afastar a pressão da prova e, apesar das noites mal dormidas, consegui atingir um nível de relaxamento entre estações e de concentração nos momentos da verdade que não pensava ser possível. Esta confiança permitiu-me ser em simultâneo rápido a decidir e não falhar demasiado.” De referir ainda que o III Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada contou com a presença do Presidente da Federação Portuguesa de Orientação que, no final, e antes mesmo de entregar os diplomas aos atletas que mais se distinguiram na temporada de 2012, fez questão de, numa breve alocução, salientar o espírito voluntário inerente aos amantes da modalidade, referindo-se em particular àqueles que tanto têm dado do seu tempo em prol da Orientação de Precisão, “uma disciplina pequenina mas que não pára de crescer”.


Resultados

I Campeonato Nacional de Orientação Adaptada

Masculinos
1º Bruno Gaspar (Clube Gaia) 10/10 pontos (7:07)
2º João Encarnação (Clube Gaia) 10/10 pontos (9:02)
3º Domingos Oliveira (Clube Gaia) 10/10 (9:14)
4º João Faure (Clube Gaia) 6/10 (19:30)

Femininos
1º Ana Oliveira (Clube Gaia) 10/10 pontos (12:18)
2º Paula Santos (Clube Gaia) 9/10 (10:49)
3º Graça Fernandes (Clube Gaia) 8/10 (12:13)
4º Cristina Soares (Clube Gaia) 3/10 (22:30)


I Troféu Nacional de Tempo

1º Nuno Pires (Ori-Estarreja) 391,5 segundos
2º Nuno Rebelo (Ori-Estarreja) 443 segundos
3º Ricardo Pinto (DAHP) 597 segundos
4º Aida Correia (GD4C) 616,5 pontos
5º Júlio Guerra (DAHP) 634 pontos
6º Luís Machado (TST) 655,5 pontos



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

RICARDO PINTO: "UMA EXCELENTE OPORTUNIDADE PARA EXPERIMENTAR O TEMP-O"



É o autor do Cartaz do III Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada e fomos ao seu encontro. A poucas horas da realização deste evento singular, Ricardo Pinto fala da sua obra, das expectativas em torno do evento e dirige-se aos mais indecisos, aconselhando-os a não perder aquilo que designa por “oportunidade única”.


Quer explicar, de forma breve, como viu o convite para desenhar o Cartaz e quais os motivos que o inspiraram a atingir este que é o produto final?

Ricardo Pinto (R. P.) - Vi o convite com satisfação e grato por confiarem em mim para o desenvolvimento do trabalho. A inspiração foi surgindo à medida que fui desenhando o cartaz e tentei sempre ter duas vertentes do mesmo para poder estabelecer uma comparação entre dois produtos. Baseei-me no produto final com alguns elementos relativos à natureza, uma vez que é a parte elementar para a Orientação e também algumas imagens relativas à atividade.

É mais fácil fazer um Cartaz ou uma prova de Orientação de Precisão?

R. P. - Para mim ambas são relativamente desafiantes, mas fazer o cartaz não foi difícil uma vez que trabalho na área de Design Gráfico.

Vai participar no I Troféu Nacional de TempO, sendo dos pouquíssimos atletas em Portugal que já experimentou esta disciplina da Orientação de Precisão. Quer falar-nos um pouco das suas experiências e daquilo que é o TempO?

R. P. - O TempO é apenas pontos cronometrados, o que requer uma concentração elevada. Além de que temos que ser extremamente rápidos a responder e de preferência acertadamente. É uma disciplina que requer muito treino para poder identificar adequadamente o terreno e dessa forma responder o mas rápido possível.

Se lhe derem a escolher entre uma prova de TempO ou de Orientação de Precisão, por qual optaria?

R. P. - Optaria sem dúvida pela Orientação de Precisão uma vez que não temos a pressão do tempo para dificultar. Mas podendo, faria sempre ambas as provas.

Que desempenho espera ter na prova do próximo sábado?

R. P. - Espero ter um bom desempenho uma vez que não é o meu primeiro contacto com esta modalidade. Mas sábado veremos.

Quer deixar uma palavra aos indecisos?

R. P. - Aos indecisos gostaria de dizer que têm aqui uma excelente oportunidade para experimentar o TempO. É muito gratificante porque podemos testar o nosso nível de concentração e também melhorar a nossa prestação nos pontos cronometrados da Orientação de Precisão. Possivelmente esta será a única oportunidade de fazer uma prova deste género antes do Europeu em 2014 de Palmela e aconselho a que não a desperdicem.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO
 

domingo, 22 de setembro de 2013

III OPEN DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO DO HOSPITAL DA PRELADA



Realiza-se no próximo dia 28 de setembro, a partir das 9:30, o III Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada. Repartido pelas vertentes de Precisão e Adaptada, o evento traz com ele a promessa duma manhã de desporto inclusivo por excelência, ao encontro do primado "todos diferentes, todos iguais".


No culminar de mais uma edição do Circuito de Orientação "Todos Diferentes, Todos Iguais", o Hospital da Prelada, no Porto, prepara-se para acolher a prova derradeira. Ao longo das dez anteriores etapas, o certame visitou localidades dos distritos do Porto, Viana do Castelo, Braga, Aveiro, Viseu e Coimbra, revelando um saldo deveras positivo e com números muito próximos das cinco centenas de participantes. É agora a vez do Hospital da Prelada receber em apoteose esta grande festa da Orientação, com propostas ao encontro dos gostos de todos e de cada um.

Na vertente de Orientação de Precisão, o programa integra o I Troféu Nacional de TempO, uma disciplina composta exclusivamente por pontos cronometrados e onde a pressão do tempo é o grande adversário dos participantes. Trata-se duma estreia absoluta desta disciplina em Portugal e na qual todos os concorrentes - com e sem mobilidade reduzida - estarão em absoluto pé de igualdade. Seguir-se-á uma prova de Orientação de Precisão, na vertente de Iniciação, com acompanhamento de monitor e que poderá ser efetuada individualmente ou em grupo.

No capítulo da Orientação Adaptada, está prevista outra estreia absoluta com a realização do I Campeonato Nacional desta nova disciplina. Vocacionada para pessoas portadoras de Deficiência Intelectual, a Orientação Adaptada nasceu precisamente em Portugal há apenas um ano e meio e, desde então, não tem cessado de crescer, graças também à vertente de Atividade Adaptada, sem caráter competitivo, que transforma cada prova numa verdadeira “missão sorriso”. Uma e outra – Orientação Adaptada e Atividade Adaptada – constituirão igualmente bons motivos para rumar à Prelada e fazer a festa.


Programa

09h30 – I Campeonato Nacional de Orientação Adaptada
09h45 – Atividade Adaptada
10h15 – Cerimónia de Entrega de Prémios
10h30 – I Troféu Nacional de TempO
11h00 – Orientação de Precisão / Iniciação
11h45 – Cerimónia de Entrega de Prémios
12h30 – Almoço


Informações Gerais

Âmbito: Prova de Encerramento do III Circuito de Orientação de Precisão “Todos Diferentes, Todos Iguais”, incluindo nas vertentes competitivas o I Troféu Nacional de TempO e o I Campeonato Nacional de Orientação Adaptada; na vertente de Lazer / Iniciação, haverá lugar a uma prova de Orientação de Precisão e outra de Atividade Adaptada
Direção de Prova e Traçado de Percursos: Joaquim Margarido
Cartografia: Armando Rodrigues
Sistema de controlo: Cartão e picotador; SportIdent para Partida e Chegada no Campeonato Nacional de Orientação Adaptada)
Prémios: 3 primeiros classificados do I Campeonato Nacional de Orientação Adaptada e 3 primeiros classificados do I Troféu Nacional de TempO.


Informações Técnicas

I Campeonato Nacional de Orientação Adaptada
Mapa: escala 1:1500, equidistância de 2,0 metros
Número de Pontos: 10
Distância: 700 metros
Tipo de percurso: Circular
Pontuação: Em função do número de respostas certas. Os pontos com mais do que uma resposta serão anulados. O tempo de prova serve exclusivamente de fator de desempate entre participantes com igual número de pontos no final.

I Troféu Nacional de TempO
Mapa: escala 1:2500, equidistância de 2,0 metros
Número de Estações: 6, com quatro pontos em cada estação, num total de 24 pontos
Tipo de Percurso: Linear, sem declive
Pontuação: Em função do tempo total gasto nos 24 pontos que compõem o Troféu, adicionado das penalizações em tempo previstas, as quais serão de 30 segundos por cada resposta errada. Em cada estação o tempo máximo permitido para os quatro pontos é de 120 segundos, com paragem do cronómetro apenas na última resposta. O participante será informado do tempo decorrido aos 90 segundos e aos 110 segundos, com as indicações, respetivamente, de “faltam 30 segundos” e “faltam 10 segundos”. Caso o participante não responda em tempo útil, a(s) resposta(s) em falta serão assinaladas com um “X” e ser-lhes-á atribuído o tempo de 60 segundos cada. Vence o participante com menor tempo.

Atividade Adaptada
Mapa: escala 1:1500, equidistância de 2,0 metros
Número de Pontos: 10
Distância: 700 metros
Tipo de percurso: Circular
Pontuação: Não se aplica.

Orientação de Precisão / Atividade de Iniciação
Mapa: escala 1:2000, equidistância de 2,0 metros
Número de Pontos: 6, com 1 a 5 balizas em cada ponto
Distância: 700 metros
Tipo de Percurso: Linear, sem declive
Pontuação: Não se aplica.


Organização

A organização do III Open de Orientação do Hospital da Prelada tem a assinatura do DAHP, o Núcleo de Desporto Adaptado daquele estabelecimento de saúde, contando com os apoios institucionais da Santa Casa da Misericórdia do Porto, Federação Portuguesa de Orientação, Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Intelectual e Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, este último assegurando a vertente técnica do evento.


Informações complementares

Para além de celebrar os vencedores do I Troféu Nacional de TempO e do I Campeonato Nacional de Orientação Adaptada, o III Open de Orientação do Hospital da Prelada homenageará igualmente os vencedores do III Circuito de Orientação de Precisão "Todos Diferentes, Todos Iguais", nas classes Aberta e Paralímpica.

Numa iniciativa da Federação Portuguesa de Orientação, serão também distinguidos os atletas que mais se evidenciaram na temporada anterior, quer no âmbito da Taça de Portugal de Orientação de Precisão, quer ao serviço da seleção nacional.

Ambas as iniciativas terão lugar no decurso do almoço a realizar no Hospital da Prelada, a partir das 12h30, o qual terá um custo de 8,50 € por pessoa. Estão isentos do pagamento deste valor os atletas a distinguir e cujos nomes são os seguintes: Diana Coelho, Ricardo Pinto, Ana Paula Marques, Julio Guerra e Joaquim Margarido (DAHP), Nuno Rebelo, Nuno Pires e António Amador (Ori-Estarreja) e Nuno Pedro (CAOS). Estarão igualmente isentos do pagamento deste valor um representante de cada um dos clubes dos atletas a distinguir.


Inscrições

As inscrições em qualquer uma das provas são gratuitas e decorrem até às 24:00 do dia 26 de setembro, a quinta-feira anterior ao evento. Poderão igualmente ser feitas no dia e local da prova, embora condicionadas à existência de mapas. Para se inscrever basta enviar o seu nome, clube, data de nascimento, número do Bilhete de Identidade/Cartão de Cidadão e prova em que pretende participar (TempO, Orientação Adaptada, Atividade Adaptada ou Orientação de Precisão/Iniciação) para o endereço eletrónico dahp@hospitaldaprelada.pt. Se pretende almoçar no Hospital da Prelada, dê conta dessa sua intenção no momento da inscrição.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO