sexta-feira, 31 de maio de 2013

I CAMPEONATO NACIONAL DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO: TÍTULOS PARA JOÃO PEDRO VALENTE E RICARDO PINTO



A Praia da Tocha recebeu a primeira edição dos Campeonatos Nacionais de Orientação de Precisão. Numa prova histórica a todos os títulos, João Pedro Valente e Ricardo Pinto foram os grandes vencedores.


Numa organização do Clube de Orientação de Estarreja, com os apoios do Município de Cantanhede, Federação Portuguesa de Orientação e Instituto Português do Desporto e Juventude, a Praia da Tocha foi palco dos I Campeonatos Nacionais de Orientação de Precisão. O percurso de floresta, particularmente aprazível e desafiante e com uma distância de 1.100 metros (16 pontos de controlo + dois pontos cronometrados), teve desenho de Nuno Pires e nele evoluíram um total de 45 atletas, 26 dos quais na Classe Aberta e cinco na Classe Paralímpica.

Começando pela Classe Aberta, a vitória sorriu a João Pedro Valente (CPOC), com um total de 14/18 pontos. Acabadinho de se sagrar Campeão Nacional de Distância Média de Orientação Pedestre (escalão H35), João Pedro Valente deslocou-se de Mira para a Tocha e foi chegar, ver e vencer, naquela que constituiu a sua estreia nesta disciplina. O atleta teve uma entrada excelente em prova – foi um dos sete atletas a fazer o pleno nos pontos cronometrados -, vindo a claudicar já na parte final e numa altura em que, tipicamente, o cansaço mental começa a fazer-se sentir, aliando-se ao tempo de prova que se está a esgotar. Não foi este o caso de Luís Leite (GD4C), que fez um final de prova limpo e terminou igualmente com um “score” de 14/18 pontos. Valeu no desempate o registo de tempos no ponto cronometrado, com uma resposta errada a penalizar o atual líder do ranking da Taça de Portugal de Orientação de Precisão. A terceira posição coube a Carlos Ferreira (DA Recardães), com menos um ponto que os vencedores, também ele a estrear-se de forma auspiciosa nesta disciplina.

Na Classe Paralímpica não houve propriamente uma surpresa. Ricardo Pinto (DAHP) tem vindo a apresentar-se em crescendo nas últimas provas e este percurso surgiu à medida das suas qualidades, trazendo-lhe certamente à memória a experiência marcante dos últimos Campeonatos do Mundo de Orientação de Precisão WTOC 2012, nos quais o atleta marcou presença em representação da Seleção Nacional. Claudicando de forma drástica na fase intermédia da prova – ironicamente, aquela onde se encontravam os pontos mais acessíveis do ponto de vista técnico -, o atleta não conseguiu melhor que 9/18 pontos, ainda assim suficiente para se sagrar Campeão Nacional. Na segunda posição – e não sem surpresa – classificou-se António José Novais (DAHP) com 6/18 pontos, relegando para a terceira posição Júlio Guerrra (DAHP) com 5/18 pontos, este último que vinha sendo a grande sensação da temporada e que se apresentava na Tocha na qualidade de líder do ranking da Taça de Portugal.


Organização de parabéns

De regresso aos vencedores, João Pedro Valente confessou ao Orientovar que “as surpresas acontecem mas, realisticamente, não estava à espera de vencer.” O segredo do sucesso residiu, sobretudo, no “muito trabalho de casa, consultando tudo aquilo que me foi possível consultar numa semana normal de trabalho.” Avaliando a prova como “muito difícil, com muito que pensar em cada um dos pontos”, o atleta acrescenta que “aquele que me pareceu ser o ponto mais fácil foi um dos que falhei”. Quanto ao futuro na Orientação de Precisão, João Pedro Valente não se furta à responsabilidade acrescida de ser o primeiro Campeão Nacional da história desta disciplina: “Estou numa fase da minha vida na Orientação que faz com que tente aproveitar tudo o que há num evento. Adorei esta experiência e sempre que puder participarei de novo.” A terminar, uma mensagem deixada sobretudo àqueles que não conhecem esta disciplina: “É interessante e divertido, é um desafio importante e representa um valor acrescido no qual se pode aprender muito para as provas de floresta.”

Também Ricardo Pinto nos deixou algumas notas breves. Para o atleta, “a prova foi muito boa, muito apelativa, muito difícil e com desafios muito interessantes”. Os 9 pontos em 18 possíveis deixaram o atleta “satisfeito, devido à dificuldade da prova em si, mas obviamente que poderia ter feito melhor. Fazem-nos falta mais provas com este grau de dificuldade para nos prepararmos para este tipo de desafios e para conseguirmos progredir.” Falando da organização da prova e do labor do Clube de Orientação de Estarreja em levar por diante este I Campeonato Nacional de Orientação de Precisão, a avaliação do atleta não podia ser mais positiva: “A prova esteve muito bem coordenada e atribuo-lhe a nota máxima. Os pontos estavam muito bem traçados e notou-se uma grande preocupação em adequar o percurso às pessoas com mobilidade reduzida, deslocando-se em cadeira de rodas.” Uma última questão e que tem a ver com a deslocação do atleta à Finlândia onde, de 6 a 13 de Julho, marcará presença nos Campeonatos do Mundo de Orientação de Precisão, o que acontecerá pelo segundo ano consecutivo: “Foi um excelente treino e um passo muito importante nesta fase de preparação para o Campeonato do Mundo. Sei que não nos esperam facilidades e daí voltar a referir a importância deste tipo de provas. Os meus parabéns à organização e o meu muito obrigado.”



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

I CAMPEONATO NACIONAL DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO: MAPAS, SOLUÇÕES E CLASSIFICAÇÕES







Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 30 de maio de 2013

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. Depois da extraordinária jornada do passado sábado, na Praia da Tocha, a Orientação de Precisão está de regresso ao nosso convívio com mais uma etapa pontuável para a Taça de Portugal 2013. Com três provas delineadas – para além da Orientação Precisão, o programa contempla ainda percursos de Orientação Adaptada e de Orientação Pedestre - o I Troféu de Orientação de Precisão “Viana do Castelo – Fica no Coração” vai atrair à Praia da Amorosa cerca de uma centena de participantes, entre os quais Joaquim Sousa (COC), medalha de prata nos Mundiais de Veteranos 2011 na vertente de Sprint de Orientação Pedestre, Nuno Pires e António Amador, ambos do Ori-Estarreja e que ocupam lugares cimeiros no ranking da Taça de Portugal de Orientação de Precisão e ainda os atletas do Clube Gaia, na vertente de Orientação Adaptada, com particular destaque para a campeoníssima Graça Fernandes. A organização tem a assinatura do DAHP – Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada, com o apoio do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, da Câmara Municipal de Viana do Castelo e da Federação Portuguesa de Orientação. Toda a informação em http://dahp.webnode.pt/.


2. Acaba de ser divulgada a Convocatória referente ao Campeonato do Mundo de Orientação Pedestre 2013, que decorrerá em Vuokatti (Finlândia), de 6 a 14 de Julho. Assim, “após decisão da Comissão Técnica de Orientação Pedestre e em consonância com os critérios de seleção definidos no plano de alto rendimento e seleções nacionais 2013”, a comitiva portuguesa será constituída pelos seguintes atletas: Diogo Miguel (Ori-Estarreja), João Mega Figueiredo (CN Alvito), Tiago Aires (GafanhOri) e Tiago Romão (ADFA). O atleta Miguel Silva (CPOC) figura na convocatória na condição de suplente. Foi igualmente divulgada a Convocatória para o Campeonato do Mundo de Juniores de Orientação Pedestre 2013, a realizar em Hradek Králové (República Checa), de 24 de Junho a 07 de Julho, sendo a delegação portuguesa constituída pelos seguintes atletas: Rafael Miguel (Ori-Estarreja), Rita Rodrigues (GafanhOri) e Vera Alvarez (CPOC). Mais informações em http://www.fpo.pt/.


3. Teve lugar no passado fim de semana, em Mira, a 19ª edição dos Campeonatos Nacionais de Distância Média e de Estafetas. Organizada pelo Clube de Orientação de Estarreja, com os apoios da Câmara Municipal de Mira e da Federação Portuguesa de Orientação, a prova contou com a participação de cerca de quatro centenas de atletas, dando a conhecer os novos campeões nacionais em ambas as vertentes. Na prova de Distância Média, disputada no sábado, o Clube de Orientação da Gafanhoeira – Arraiolos foi o grande dominador na Elite Masculina, com Manuel Horta a juntar ao título de Distância Longa alcançado na Leirosa, no início de Maio, o título de Distância Média. Tiago Aires e Tiago Gingão Leal, ambos do GafanhOri, ajudaram a completar um pódio colorido pelos “gafanhotos”. No setor feminino, Vera Alvarez mostrou ser a figura do momento, vencendo a prova de forma conclusiva e somando o seu segundo título da temporada, depois da vitória no Nacional de Sprint, em Buarcos. Manuel Horta, Tiago Aires e Tiago Gingão Leal voltaram a estar em foco no domingo ao levarem de vencida a prova de Estafeta Senior Masculina. O mesmo sucedeu com Vera Alvarez, secundada por Mariana Moreira e Susana Pontes, que arrecadaram o título nacional de Estafeta na categoria Sénior Feminina. Resultados completos em http://ori-estarreja.pt/.


4. O DAR - Desportivo Atlético de Recardães, em colaboração com a Federação Portuguesa de Orientação e as Juntas de Freguesia de Cordinhã e Recardães e o apoio de algumas empresas, leva a efeito já no próximo fim de semana mais uma prova de Orientação em BTT. Pontuável para a Taça de Portugal de Orientação em BTT 2013, o VI Ori-BTT Rota da Bairrada conta até ao momento com 109 atletas inscritos na primeira etapa (Distância Longa) e 116 inscritos na segunda etapa (Distância Média). Além dos escalões de competição, existem percursos para os amantes do BTT com vários níveis de conhecimento, desde a iniciação até aos mais conhecedores da modalidade, incluindo a participação a pares ou em grupos. “O desafio está a ser preparado e espera-se uma boa recetividade aos atletas que se queiram deslocar à região bairradina”, pode ler-se na página do evento. Mais informações em http://www.dar.pt/dar/.


5. Os mais novos talvez não se lembrem, mas aqui há uns anos atrás – em 2004, mais precisamente - fez grande sucesso um programa que foi gravado numa prova do CPOC e que passou durante mais de um ano no Canal Panda, no programa Panda Sports. Pois bem, uma produtora voltou a contactar o Clube Português de Orientação e Corrida e a Orientação está de novo em grande destaque no canal infanto-juvenil, desta feita no Panda Biggs. Gravado em Colares, na Mata da Sarrazola, e tendo como intervenientes alguns dos jovens alunas da Escola e atletas do Clube, o programa terá a sua estreia na série Outdoors, “um convite à prática de várias modalidades desportivas com vertente radical”. A emissão irá para o ar no próximo sábado às 19h50, repetindo no domingo no mesmo horário e depois de segunda a sexta-feira às 9h15, 17h45 e 20h20. Não perca!


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quarta-feira, 29 de maio de 2013

EU E A MINHA ESCOLA: DANE BLOMQUIST




No segundo capítulo da nova rubrica do Orientovar, viajamos hoje até Inglaterra, ao encontro de Dane Blomquist. Vejamos que histórias tem ele para nos contar acerca de si e da sua escola.


Quem é Dane Blomquist?

Dane Blomquist (D. B.) - Olá, chamo-me Dane Blomquist. Nasci em Rinteln, na Alemanha, no dia 2 de Outubro de 1996, já que o meu pai trabalhava para o exército britânico aí estacionado. Um ano mais tarde, eu e a minha família mudámo-nos para Inglaterra e fomos viver para uma cidade chamada Frimley, perto de Guildford, onde teve lugar a Taça do Mundo em 2005. A minha família sou eu, as minhas duas irmãs, que infelizmente já não praticam Orientação, a minha mãe que também não faz Orientação mas que me apoia nas horas boas e más, o meu pai que me deu a conhecer este desporto, que me levou às provas ao longo de todos estes anos e que ainda gosta de competir e finalmente o meu cão, Jasper, que todas as noites dorme na minha cama. As minhas atenções vão, obviamente, para a Corrida e para a Orientação, mas também gosto de jogar Futebol, agora e sempre. Para além do desporto, gosto de sair com os meus amigos. O meu género de musica favorito é o Indie Pop e os meus artistas preferidos são Miike Snow e MGMT. Gosto muito de cinema, especialmente thrillers ou filmes de ação, sendo o meu favorito no momento “Gangster Squad”. Mas acho que, onde quer que esteja uma televisão a passar um bom filme, eu sento-me e fico a ver. Quanto a comida, a minha preferida é a cozinha Italiana.

Gostavas de nos apresentar a tua escola?

D. B. - Frequento a Tomlinscote School e o 6th Form College, em Frimley; este é o meu último ano antes de me mudar em definitivo para o 6th Form College. A minha escola é especializada em línguas estrangeiras modernas mas tem igualmente um excelente departamento desportivo. Atualmente estudo uma série de assuntos diversos, mas a minha disciplina favorita sempre foi a Geografia. Como muitas outras escolas na Grã-Bretanha, a minha escola está focada no Futebol, Atletismo e Râguebi; contudo, somos uma das poucas escolas a terem um pequeno grupo-equipa de Orientação. Muitos alunos da minha escola têm de fazer Orientação nas aulas de Educação Física e não gostam de sair para o frio no Inverno, não acham grande piada à Orientação e queixam-se que isto não é um desporto a sério, que é mais uma “caça ao tesouro”. Entre mim e os meus amigos conseguimos perceber que este é um desporto mesmo a sério e apoiamo-nos nessa convicção. Penso mesmo que a Orientação é um dos melhores desportos que existem e gostaria que, no futuro, fossem muitas as pessoas que conseguissem perceber isto. Sobretudo, espero que quando um qualquer professor falar comigo depois dos Campeonatos do Mundo e disser que acha a Orientação um desporto melhor do que o Atletismo porque implica não apenas as pernas mas também a mente, eu saiba que ele sabe o que é a Orientação.


Como é que tomaste contacto com a Orientação?

D. B. - O meu pai arrastou-me e ao resto da família para a Orientação, durante a sua permanência no Exército onde tudo começou. Desde que me conheço, sempre me lembro de fazer Orientação ou de estar num evento de Orientação, caminhando ou correndo no terreno de prova ou a torcer pela minha família. A minha primeira prova sozinho foi perto de casa e lembro-me de estar totalmente perdido, da minha irmã vir em meu “auxílio” e me ter mandado seguir numa direção completamente errada.


No teu desenvolvimento como orientista, que importância tem a tua relação com a escola?

D. B. - A minha escola teve desde sempre um papel ativo no meu desenvolvimento desportivo. Custearam as minhas deslocações para os Campeonatos do Mundo de Desporto Escolar e sempre me deram o tempo livre que eu necessitava, mesmo que não estivessem totalmente de acordo.


Quando é que decidiste levar mais a sério a Orientação?

D. B. - Comecei a levar a Orientação a sério há cerca de quatro anos quando tive a minha primeira oportunidade de envergar a camisola de Inglaterra. No ano seguinte comecei a trabalhar com o meu treinador Colin Dickson e tem sido ele a chave do meu desenvolvimento como orientista e como pessoa. Desde então tenho progredido mais e mais e o meu gosto por este desporto não cessa de crescer.


Que oportunidades é que a Orientação te trouxe até ao momento?

D. B. - A Orientação trouxe-me imensas oportunidades. Conheci os meus melhores amigos na Orientação, passei os melhores momentos da minha vida na Orientação, tenho podido viajar por diferentes sítios à volta do mundo e conhecer pessoas muito diferentes.


Olhando para o teu currículo, sobressai essa medalha de ouro na prova de Distância Média dos Campeonatos do Mundo de Desporto Escolar ISF 2013, no Algarve. Estavas à espera deste título?

D. B. - Senti-me muito bem durante a competição e adoro áreas do género daquelas onde teve lugar a pova de Distância Média, mas realmente não estava à espera dum pódio e muito menos de ganhar. Daí sentir-me extremamente feliz por ter conquistado este título. É fantástico conseguir a minha primeira medalha de ouro numa competição internacional.


Falando de Portugal, gostava de saber a tua opinião acerca da competição e o quão importante pode ser um evento desta natureza no futuro do jovem orientista.

D. B. - O evento foi uma grande experiência e adorei cada segundo. Quero agradecer a todos quantos contribuiram para que o evento fosse o sucesso que foi, tudo extraordinariamente bem planeado e com a comunidade local a apoiar-nos. Os nossos guias demonstraram uma disponibilidade extraordinária e todos nós ficámos muito bem impressionados. O hotel onde ficámos instalados era excelente e adorei o ficar perto da praia e ter ainda uma piscina onde podíamos relaxar. Não tenho dúvidas que estas competições são extraordinariamente importantes no desenvolvimento dos jovens orientistas, constituem algo pelo qual lutar, trabalhar e gozar. Estas competições são as raízes a partir das quais os futuros campeões hão-de crescer.


E quanto ao futuro, como é que vai ser?

D. B. - Tenho imensos planos para o futuro e há uma enorme quantidade de coisas que gostaria de fazer. Quero continuar a progredir na Orientação e a manter o meu gosto por este desporto. O meu objetivo final consiste em vir um dia a ser campeão do mundo. Para lá do desporto, quero ir para a Universidade e depois veremos onde é que a vida me leva.


Queres deixar uma mensagem para aqueles que sempre quiseram saber algo acerca da Orientação, mas têm medo de perguntar?

D. B. - Não me interpretem mal. A Orientação é um desporto desafiante tanto do ponto de vista físico como mental. E, contudo, é um desporto para todos, não interessa a idade, o género ou as capacidades de cada um. Quando se decidirem a praticar Orientação, irão perceber que tudo se resume a ter um mapa nas mãos e um objetivo em mente, seja ele o primeiro ponto numa prova local ou o último num Campeonato do Mundo.



Dane Blomquist em resumo

Eu...

- A melhor definição de Orientação é... um desporto que combina o desafio da navegação com o físico.
- Para praticá-la, apenas é necessário... uma bússola e muita determinação.
- A grande dificuldade é... as tuas pernas até conseguem levar-te mas a cabeça pode não ser capaz de te acompanhar.
- Essencial na minha mochila é... o meu colar da sorte e todo o restante equipamento de Orientação.
- Um extraordinário momento de alegria foi... encontrar aquele ponto depois de andar ali às voltas há dez minutos – não negues, já nos aconteceu a todos!
- Sou um grande admirador de... Thierry Gueorgiou, que conheci antes e cujo autógrafo está na minha parede, mas em termos nacionais sou fã de Yvette Baker.
- O meu principal objetivo no futuro é... ser Campeão do Mundo!

... e a minha escola

- A minha escola é... um lugar animado.
- Vejo os meus professores como... interessantes.
- Os meus colegas dizem que eu sou... barulhento.
- Combinar os estudos com o desporto é... difícil, é necessário encontrar o devido ponto de - equilíbrio.
- Vejo este mundo... como a minha ostra.
- O maior problema social... a discriminação.
- A pessoa que mais admiro é... o meu pai.
- Numa ilha deserta não dispensava... Joe Woodley e Will Rigg.




[Foto: Campeonatos do Mundo de Desporto Escolar, www.isfori2013.pt/]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 24 de maio de 2013

CAMPEONATOS NACIONAIS DE DISTÂNCIA MÉDIA, ESTAFETAS E ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO 2013: EMOÇÕES AO RUBRO!




O fim de semana está “aí à porta” e, com ele, a 19ª edição dos Campeonatos Nacionais de Orientação Pedestre, nas vertentes de Distância Média e Estafetas. A acompanhar esta grande festa, a Orientação de Precisão faz a sua estreia de gala, colocando uma nota de inclusão numa festa que é de todos e para todos!


O mês de Maio, como todos estarão recordados, abriu com a disputa dos primeiros títulos de Orientação Pedestre 2013, dirimindo-se na Figueira da Foz os títulos de Distância Longa e de Sprint. Agora que o mês caminha para o seu final, é a vez de serem conhecidos os novos campeões nacionais de Distância Média e de Estafetas, naquela que será a 19ª edição dos Campeonatos. O evento terá lugar em Mira e a organização tem o selo de qualidade do Clube de Orientação de Estarreja, com o apoio da Câmara Municipal de Mira e da Federação Portuguesa de Orientação.

O dia de sábado abrirá com o Campeonato Nacional de Distância Média, estando o início das partidas agendado para as 10h00, o mesmo acontecendo no domingo com o Campeonato Nacional de Estafetas. Em ambos os casos, o palco das provas será o mapa de Mira Norte, cartografado por Rui Antunes (Dezembro de 2012 e Janeiro de 2013), em terreno de pinhal típico desta região do país, com uma vasta rede de caminhos. O terreno é na generalidade muito rápido, tendo nos pormenores de vegetação a sua maior dificuldade, quer ao nível técnico quer de progressão. Importa referir que o Diretor da Prova é Rafael Miguel, naquilo que representa, mais do que uma estreia nestas lides, um extraordinário voto de confiança da Direção do Clube nas qualidades e capacidades dum dos valores seguros da jovem Orientação portuguesa. Rafael Miguel, com supervisão de Bruno Nazário e Nuno leite, assina igualmente o traçado de percursos do Campeonato Nacional de Estafetas, ao passo que os percursos do Campeonato Nacional de Distância Média têm assinatura de Rui Morais.


A minha grande aposta”

O número de inscritos em ambas as provas ultrapassa as quatro centenas de participantes, registando-se a presença de praticamente todos os maiores valores da Orientação nacional. Daí que se adivinhe intensa luta pela vitória na generalidade dos escalões e em ambas as etapas. Campeão Nacional de Distância Média em título, Pedro Nogueira referiu ao Orientovar ser esta “a distância que mais gosto e aquela que será a minha grande aposta (à semelhança do ano transacto). Porém, também este ano (à semelhança do ano anterior), fruto da época do ano em que nos encontramos e aos meus problemas relacionados com alergias, sinusite e rinite alérgica, tenho passado uma semana péssima. Espero melhorar até ao dia da prova...”

O atleta da ADFA deixa-nos igualmente as suas impressões no tocante ao Campeonato Nacional de Estafetas: “Fazendo uma rápida análise das equipas inscritas, parece-me que saltam à vista duas equipas com forte chance de ganhar este evento: ADFA e Gafanhori. O Manuel [Horta] apresentou-se muito forte no Campeonato Nacional de Distância Longa, o Tiago Leal apresentou-se também ele muito forte no evento anterior, o Campeonato Ibérico e por fim o Tiago Aires, que dispensa qualquer tipo de análise ou comentário pela sua grande valia. Mas esta é uma prova de Estafetas e o que conta é o resultado da equipa no seu todo. E a ADFA, ao longo de vários anos, tem demonstrado toda a sua força, e também este ano vamos demonstrar aquilo somos capazes, lutando como sempre até ao fim por mais uma vitória, para juntar às várias já conquistadas anteriormente.” O Orientovar tentou também auscultar a opinião de Joana Costa, a Campeã Nacional de Distância Média em título, ficando a saber que a atleta não marcará presença em Mira “por motivos académicos”.


41 à conquista do título de Precisão

Uma referência ainda para o Campeonato Nacional de Orientação de Precisão, cuja edição inaugural ocorrerá na tarde de sábado, a partir das 15h00, na Praia da Tocha. O mapa, da autoria de Luís Sérgio e atualizado por Rui Antunes (Janeiro de 2013), à escala de 1:4.000, será o palco de todas as emoções, distribuindo-se o percurso por dezasseis pontos ao longo duma distância de 1100 metros. Nuno Pires e António Amador serão os responsáveis pela prova, cabendo ao primeiro a assinatura do traçado de percursos.

São em número de 41 os atletas inscritos neste I Campeonato Nacional de Orientação de Precisão, trinta e cinco na Classe Aberta e seis na Classe Paralímpica. Luís Leite (GD4C) e Júlio Guerra (DAHP), os atuais líderes do Ranking da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2013 nas Classe Aberta e Paralímpica, respetivamente, são os cabeças de cartaz deste evento. A acompanhá-los, entre outros, encontram-se Nuno Pedro (CAOS) e Diana Coelho (DAHP), vencedores da anterior edição da Taça de Portugal de Orientação de Precisão, e ainda um bom punhado de atletas de Elite cujos nomes dispensam apresentação: Tiago Aires e Raquel Costa, ambos do GafanhOri, Filipe Dias (GD4C) e Mariana Moreira (CPOC).



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 23 de maio de 2013

TAÇA DE PORTUGAL DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO 2013: "HAVEMOS DE IR A VIANA, Ó MEU AMOR ALGUM DIA..."



Está “fechado” o percurso de Orientação de Precisão do I Troféu “Viana do Castelo - Fica no Coração”. A Praia da Amorosa recebe o evento no próximo dia 01 de Junho e aos desafios no terreno, com o mar imenso em pano de fundo, junta-se a inclusividade da iniciativa num dia deveras especial, o Dia Mundial da Criança.


É já no próximo dia 01 de Junho, Dia Mundial da Criança, que tem lugar na Praia da Amorosa o I Troféu de Orientação de Precisão “Viana do Castelo - Fica no Coração”. Pontuável para os rankings da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2013 e do III Circuito de Orientação de Precisão “Todos Diferentes, Todos Iguais”, o evento tem assinatura organizativa do DAHP – Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada, apoio técnico e logístico do GD4C - Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos e os apoios institucionais da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Santa Casa da Misericórdia do Porto, Federação Portuguesa de Orientação e ANDDI – Portugal, Associação Nacional do Desporto para a Deficiência Intelectual.

Para o DAHP, esta será uma primeira experiência “fora de portas”. Após a organização, em 2011 e 2012, das duas primeiras edições do Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada, o Núcleo sentiu a necessidade de responder às responsabilidades que lhe são acometidas desde que em 2009 ajudou a relançar esta disciplina em Portugal, encontrando na Câmara Municipal de Viana do Castelo e no Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos parceiros proativos e empenhados. Já quanto à coletividade da Senhora da Hora, esta ligação a Viana tem raízes profundas graças, sobretudo, à realização no concelho do Portugal O' Meeting 2003, de tão excelente memória. Um regresso com enorme significado e com a perspetiva de importantes iniciativas num futuro que se adivinha próximo.


Desafios mil

A etapa de Orientação de Precisão decorrerá, toda ela, num percurso em passadiço sobre o cordão dunar, tirando partido do micro-relevo existente. Os participantes serão confrontados com desafios de alta intensidade ao longo de 16 pontos convencionais, precedidos de dois pontos cronometrados. Em simultâneo decorrerão provas de Orientação Adaptada - uma disciplina particularmente vocacionada para a Deficiência Intelectual e para crianças em idade pré-escolar - e de Orientação Pedestre, neste último caso com um micro-sprint a decorrer no interior da pequena localidade e ideal para aqueles que estarão a tomar contacto com a modalidade pela primeira vez.

As provas são todas elas abertas à participação de qualquer pessoa podendo, à exceção da Orientação de Precisão, ser efetuadas em grupo e com acompanhamento de monitor. Aqueles que pretenderem tomar contacto com a Orientação de Precisão, terão de aguardar a saída do último atleta e poderão, acompanhados por monitor, fazer uma parte da prova (pontos 1 a 8 e cronometrados). A Arena estará localizada junto à Residencial Amorosa e o Secretariado estará a funcionar a partir das 09h00, com o início das provas previsto para as 10h00. No final, haverá prémios para os três primeiros classificados da etapa de Orientação de Precisão, nas Classes Aberta e Paralímpica. As inscrições podem ser feitas para o endereço de e-mail helena.almeida@hospitaldaprelada.pt, tendo o custo de € 1,50 para atletas federados e € 2,50 para os restantes atletas. Os atletas Paralímpicos e da Orientação Adaptada, os atletas do DAHP e do GD4C, bem como as crianças até aos 12 anos, neste que é o seu dia, estão isentos de Taxa de Inscrição. A data limite para inscrições é o dia 29 de maio (quarta-feira), podendo ser aceites inscrições no dia da prova sujeitas à existência de mapas.


Orientação volta a Viana

Entretanto, na sequência das comemorações do Dia Mundial da Criança, a Orientação Pedestre e a Orientação Adaptada vão regressar a Viana do Castelo onde, no dia 3 de Junho, integrarão um conjunto de atividades lúdicas e desportivas que decorrerão na zona ribeirinha da cidade. Uma vez mais, o Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada e o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos dão as mãos em prol da promoção e divulgação da modalidade, numa jornada dirigida a um universo escolar estimado em 2.000 crianças, a prometer doses redobradas - e bem orientadas! - de alegria e muita animação.

Mais informações em http://dahp.webnode.pt/.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

terça-feira, 21 de maio de 2013

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. O concelho de Pombal recebeu no passado fim de semana a segunda mão do IX Campeonato Ibérico de Orientação em BTT / XIII Ori-BTT N.A.D.A. Organizada pelo Núcleo de Aventura e Desporto de Albergaria dos Doze, com os apoios do Município de Pombal, Junta de Freguesia de Albergaria dos Doze e das federações Portuguesa e Espanhola de Orientação, a prova chamou à região centro do país um total de 175 atletas de um e outro lado da fronteira. Ao juntar as vitórias nas duas etapas portuguesas àquelas já alcançadas em Espanha, Davide Machado (.COM) foi a grande figura do evento, logrando revalidar o título de Campeão Ibérico no escalão de Elite Masculina. Na Elite Feminina, Susana Pontes (CPOC) levou igualmente de vencida as duas etapas portuguesas e sagrou-se de novo Campeã Ibérica. Coletivamente, Portugal recuperou da desvantagem trazida da primeira mão e logrou chegar uma vez mais ao título com um vantagem de 45 pontos sobre a vizinha Espanha. Também no sábado, mas da parte da tarde, teve lugar o Campeonato Nacional de Estafetas com vitórias do COC (Daniel Marques, Guilherme Marques e Joel Morgado) e da ADFA (Sandra Rodrigues, Marta Fonseca e Albertina Sá) em Seniores Masculinos e Femininos, respetivamente. Resultados completos e demais informação em http://cioribtt2013.blogspot.pt/.


2. O Clube de Orientação do Centro, em colaboração com a Câmara Municipal da Marinha Grande, levou a cabo no passado domingo mais uma manhã de Orientação em Família. Lançada em finais de 2011 com o intuito de promover a modalidade e o Clube, a iniciativa chegou desta feita ao Parque da Cerca, movimentando um total de 207 participantes. “O conceito assenta em trazer famílias à prática desportiva, tirando-os da inactividade e do sedentarismo”, pode ler-se na página do COC, a propósito do evento, em http://www.coc.pt/2013/05/19/orientacao-em-familia-na-marinha-grande/. Como sempre, a atividade constou de dois percursos de baixo grau de dificuldade física e técnica- “AEIOU” e “ABC Orienta-te” -, e ainda de outros dois percursos, “DESAFIO” e “DESATINO”, com grau crescente de dificuldade física e técnica, permitindo assim o salto para maiores desafios a quem quisesse testar-se ou aceitar o desafio que lhe era lançado. Os números falam por si e são claramente demonstrativos do interesse encanto que a nossa modalidade desperta nos que a experimentam. A organização faz questão de lembrar que no dia 22 de Junho, pelas 10h00 a norte de Pedreanes e às 17h30 em Leiria (Fonte Luminosa), disputam-se as duas etapas do 15º Grande Prémio do RA4, com Orientação em Família em ambas as etapas, manhã em floresta e tarde em zona urbana. Toda a informação disponível em http://www.coc.pt/eventos/22jun2013/.


3. No próximo dia 1 de Junho (Sábado), a partir das 10h00, tem lugar em São Brás de Alportel uma actividade de Orientação, num percurso urbano. As partidas e chegadas serão na Escola EB 23 Poeta Bernardo de Passos e o secretariado no Pavilhão Municipal. O Dia da Orientação em São Brás de Alportel é um evento de Orientação pedestre, de âmbito local, aberto a pessoas de qualquer idade. As formas de participação serão as seguintes: individualmente, em grupo, pais e filhos, avós e netos, ou famílias. Estará organizado com três percursos com grau crescente de dificuldade técnica e física. Percursos Fácil / Pais e Filhos / Famílias (percurso de baixa dificuldade técnica e física), Médio (percurso com baixa dificuldade técnica e baixa exigência física), Difícil (percurso de Orientação, com alguma exigência física e técnica). Todos os percursos poderão ser realizados individualmente, a pares ou em grupo, sem distinção de idade e sexo. A organização estará a cargo do grupo de Educação Física e da turma do Curso de Apoio à Gestão Desportiva do Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas, com os apoios da Câmara Municipal de São Brás de Alportel, COALA – Clube de Orientação e Aventura do Litoral Alentejano, Desporto Escolar e Federação Portuguesa de Orientação. As inscrições poderão ser efectuadas através de e-mail, para diaorientacao@aejbv.pt até dia 24 de Maio, indicando escalão de participação, data de nascimento, nome e n.º do BI (ou de outro documento de identificação). A taxa de inscrição é de € 3,00 relativa ao seguro desportivo, mapa e aluguer do SI Card – sistema electrónico de controlo de prova. Para os alunos do Agrupamento de Escolas José Belchior Viegas a inscrição é gratuita. O pagamento pode ser efectuado no Secretariado no dia da prova. Mais informações em www.aejbv.pt.


4. Nos dias 08 e 09 de Junho de 2013 a Aventura vai de viagem até ao Norte do País, mais precisamente até Macedo de Cavaleiros, Barragem do Azibo. A ADFA - Associação dos Deficientes das Forças Armadas, em colaboração com o Município de Macedo de Cavaleiros e o apoio da Federação Portuguesa de Orientação, vai organizar o Raid Aventura do Azibo, prova pontuável para o Ranking da FPO de Corridas de Aventura. A prova vai dar a conhecer aos aventureiros algumas das mais belas paisagens do Nordeste Transmontano e tem como cartaz de visita a barragem do Azibo e a sua praia fluvial. Orientação Pedestre, Orientação em BTT, Canoagem, Slide, Escalada, Rappel e Multi-Atividades constituem um “menu” de enorme qualidade e que nenhum aventureiro vai querer perder. A organização faz notar que a prova será disputada em formato "estrela", não sendo necessário deslocamentos da assistência. Toda a informação em http://raid-aventura-azibo.webnode.pt/.


5. A Suécia é, todos o sabemos, uma das grandes potencias mundiais da Orientação Pedestre. Mas aquilo que começa a perceber-se é que há uma clara aposta da Federação Sueca de estender esse domínio à Orientação em BTT. O popular O-Ringen tem apostado nesta disciplina nos últimos anos, a Taça do Mundo em Rättvik (2011) constituiu um enorme sucesso e nomes como os de Cecilia Thomasson ou Mood Linus Karlsson já não são ilustres desconhecidos. A estes parece estar em vias de se juntar o de Helena Jansson. Ouviram bem: Helena Jansson. Com três títulos europeus, dois mundiais e a vitória na Taça do Mundo em 2011, Helena Jansson é uma das figuras maiores do universo da Orientação Pedestre. Este fim de semana, porém, a atleta saltou para cima da bicicleta e, duma assentada, levou de vencida as duas provas da etapa inaugural da Taça da Suécia de Orientação em BTT 2013, ante Carina Svensson e Fredrika Alvarsson, segunda e terceira classificadas, respetivamente. A atleta conta como foi, em http://helenajansson.com/Blogg/Poster/2013/5/19_Svenska_Cupen_MTBO__seger%21.html.


6. Lançada este ano pela primeira vez, ainda que com caráter “não oficial”, a Taça da Europa de Orientação de Precisão conheceu este fim de semana, em Kokemäki e Nousiainen, no Sudoeste da Finlândia, as terceira e quarta etapas. O finlandês Anttii Rusanen foi o grande vencedor da prova de TempO, registando o tempo de 163 segundos, contra 177 e 194 do sueco Lennart Wahlgren e do finlandês Lauri Kontkanen, respetivamente segundo e terceiro classificados. Quanto às provas de PreO foram dominadas pelo norueguês Lars Jakob Waaler, terminando com um total de 18 pontos, tal como dez outros competidores (!), mas vencendo ao “sprint”, que é como quem diz, nos pontos cronometrados, onde gastou 16 segundos, contra os 20 segundos dos finlandeses Marko Maattala, Anttii Rusanen e Lauri Kontkanen e da sueca Marit Wiksell, todos ex-aequo na segunda posição. Lars Jakob Waaler segue na liderança do ranking da Taça da Europa com um total de 148 pontos e com o segundo classificado, o sueco Ola Jansson, a distantes 39 pontos. Refira-se que o número de atletas registados neste ranking é já de 137 e que as próximas duas etapas se disputarão a 22 e 23 de Junho, em Itália. Resultados, mapas e fotos da dupla jornada finlandesa em http://www.nousiaistenalku.net/fintrailo-2013/.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

domingo, 19 de maio de 2013

CAMPEONATO NACIONAL DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO 2013: A ANTEVISÃO DE NUNO PIRES



Aproxima-se a passos largos a primeira edição do Campeonato Nacional de Orientação de Precisão. O Orientovar esteve ontem na Tocha, acompanhou os trabalhos de planificação e supervisão e gostou muito do que viu. Sobretudo, apreciou o rigor e empenho de Nuno Pires, um traçador que se afirma em pleno nesta desafiante disciplina, e também o terreno de prova e os desafios propostos. Orientação de Precisão de alto nível em perspetiva, numa antevisão de Nuno Pires.


Como foi abraçar o desafio de traçar o percurso de Orientação de Precisão dos Campeonatos Nacionais do próximo sábado?

Nuno Pires (N. P.) - Quando o convite me foi endereçado pelo Nuno Leite em Fevereiro, após o POM, confesso que fiquei reticente e pensei se estaria à altura de o fazer. Estamos a falar do Campeonato Nacional de Orientação de Precisão, que na Pedestre equivale ao Absoluto. É uma responsabilidade muito grande que me foi colocada nos ombros. Em Idanha-a-Nova, a prova tinha tido um nível de planificação elevado, de Elite, e a minha prestação não estava nesse patamar como participante. No entanto, aceitei com a convicção que teria tempo para conhecer ao pormenor as linhas mestras de planificação de percursos de Elite e criar um que faça jus à importância da prova.

Já que não posso ser o primeiro Campeão Nacional, estabeleci o objetivo de preparar um percurso que, de alguma forma, possa ser o mais desafiante possível para os atletas que invejarei dentro de dias, e que todos se divirtam acima de tudo. Sei que ao tentar elevar a fasquia de dificuldade no planeamento, corro o risco de criar alguns pontos que possam gerar alguma discussão , mas tenho confiança que controlei bem esse fator, e no final serão mais aqueles que estarão frustrados consigo próprios do que comigo.

Que Nacionais vão ser estes?

N. P. - Acima de tudo, estes Nacionais pretendem ser inovadores no que toca ao tipo de terreno, já que vai ser usado maioritariamente uma área de pinhal, onde os pontos serão colocados em elementos distintos dos habitualmente encontrados nos parques ou em zonas rochosas. Mas tenho a certeza que alguns vão ser verdadeiras surpresas para os participantes, pela variedade de problemas com que serão brindados. A leitura do mapa e terreno vai ter uma importância vital nas tomadas de decisão. Haverá diversidade nas técnicas que permitem determinar com exatidão o posicionamento das balizas no terreno, mas nem sempre essas leituras serão óbvias. Cada ponto foi planificado com bastante rigor, e quase posso contar uma pequena história com o raciocínio que efetuei para cada um deles. Tentei minimizar as escolhas por instinto e que tudo o que foi idealizado tenha um propósito no ato da tomada de decisão.

A escala utilizada será de 1:4.000. A prova vai ser um pouco longa, com cerca de 1500 metros, com boa progressão mesmo para as cadeiras de rodas. Terá 16 pontos convencionais e 2 pontos cronometrados, logo no início. Em princípio, o tempo máximo de prova rondará os 100 minutos, e é a única variável em aberto neste momento, tendo em conta que haverá muitos pontos onde será necessário gastar algum tempo para tomar a decisão acertada. Na minha opinião, os primeiros Campeões Nacionais serão os que consigam manter a concentração alta mesmo entre pontos de decisão, porque as balizas estão no terreno desde o minuto 0, e que sejam os mais metódicos e convictos nas zonas de decisão. Nestes Campeonatos, quem levar a palma será seguramente por mérito, e sinceramente, não creio que ninguém consiga acertar todos os pontos. Vai haver muita pressão.

Até ao momento, o número de inscritos está claramente abaixo das expectativas. Que mensagem deixa àqueles que, por desconhecimento ou indecisão, ainda não juntaram o seu nome na lista de participantes?

N. P. - Sinceramente esperava mais inscrições, mas a Orientação de Precisão ainda é vista com alguma desconfiança, principalmente por alguns atletas da Pedestre, que poderão engrossar a lista de participantes. Na prova de Gouveia partilhei transporte com 4 atletas de Elite que não entendiam o fascínio que tenho por esta variante da modalidade e que lhes parecia óbvia demais. Era só olhar para o mapa e já estava a decisão tomada. Isso é a correr… Expliquei-lhes que não era assim tão fácil e que a única forma de tomar contato era efetivamente fazer uma prova de Orientação de Precisão. Vocês sabem quem são.

Gostava sinceramente de ver os nossos melhores Elites na Tocha, já que ao contrário do que vem sendo habitual, não sobrecarregámos o programa dos Campeonatos de Distância Média e Estafetas com um Sprint, e assim deixámos o Sábado à tarde livre para ter mais participantes na Praia da Tocha. Vamos estender o prazo de inscrições até quarta-feira, dia 22, para ver se este meu convite tem eco nos meus colegas da Pedestre.

Após esta experiência, o que retira em termos pessoais?

N. P. - Pessoalmente, esta aventura serviu para melhorar substancialmente a minha compreensão da Orientação de Precisão a um nível mais avançado, porque tomei conhecimento das diversas técnicas de desenho de pontos seguindo orientações de Elite, no que respeita à função de traçador de percursos. Os conhecimentos que apreendi deixam-me agora alerta para provas futuras como participante, porque já estarei preparado a procurar um conjunto de opções que poderão ter dado origem à planificação dos pontos com que seja confrontado, e me permita analisar e tomar as minhas decisões com objetividade e sair de lá sem a sensação plena de ter tomado a decisão correta.
Como prova deste processo de melhoria, posso dizer que já no passado Campeonato Ibérico de Ori-Precisão, disputado no Vale do Rossim, senti uma confiança muito maior, resultante de estar a conseguir interiorizar os desafios que cada ponto apresentava e assim reduzir os momentos de indecisão.



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sábado, 18 de maio de 2013

MAGALIE CORDEIRO MENDES: "ADORO PORTUGAL!"



Magalie Cordeiro Mendes nasceu em Noyon, França, no primeiro dia de Outubro de 1991. Filha de pai português e mãe francesa, escolheu a Educação Física como ponto fulcral dos seus estudos e, no âmbito da sua carreira académica, rumou a Portugal em Setembro do ano passado. O Orientovar conversou com ela e... matou a curiosidade! Afinal, que rapariga é esta que nos habituámos a ver, franzina e lutadora, nas nossas provas de Orientação com a camisola do COC?


Como é que a Magalie aparece nestas “andanças” da Orientação?

Magalie Mendes (M. M.) - Comecei a fazer Orientação muito cedo. A minha mãe é professora de Educação Física e ajudou a fundar um clube de Orientação em Noyon, cerca de cem quilómetros a Norte de Paris. Eu tinha na altura oito anos e sempre fiz Orientação no clube da minha cidade, o Noyon Course d'Orientation. A minha escola não tinha um grupo de Orientação e foi pelo meu clube que fui ao meu primeiro Campeonato de França de Distância Longa, em 2004, e fiquei em primeiro lugar, Fui campeã de França quase sem saber porquê, apenas porque as outras fizeram mais erros do que eu. Então pensei: “Agora vou treinar a sério para ser de novo campeã”. Porque eu gostei muito (risos)!...

E então?

M. M. - Então, posso dizer que treino mais a sério desde 2004. Fiz um pouco de Orientação ao nível do Desporto Escolar, no Liceu, durante três anos. Mas foi mais numa base de ser eu a organizar as coisas. Os professores só diziam: “OK, tu fazes e nós seguimos-te”. Não voltei a ser campeã de França de Distância Longa, mas fui vice-campeã na Média e campeã por clubes e nos Campeonatos Noturnos, por três ou quatro vezes.

E agora está em Portugal (!)...

M. M. - Eu já tinha estado em Portugal algumas vezes, mas nos Açores, de onde o meu pai é natural. Esta é a primeira vez que estou no Continente e vim “à boleia” do programa ERASMUS. Estou no primeiro ano do Mestrado de Ensino de Educação Física, em Coimbra.

E esta sua ligação ao Clube de Orientação do Centro tem a ver com a proximidade a Coimbra.

M. M. - Em certa medida, sim. Bem, eu acompanho aquilo que se passa em Portugal ao nível da Orientação. Sabia que havia um bom número de clubes e as organizações portuguesas têm um grande prestígio. Ouvi sempre falar muito bem do Portugal O' Meeting e quanto ao COC, vi muitas vezes esta camisola em provas em França ou na Eslovénia, por exemplo. Na verdade, não escolhi especificamente o COC mas enviei alguns e-mails para os clubes mais próximos de Coimbra e talvez tenha sido o COC o clube a responder mais rapidamente ou a dar-me informações mais detalhadas. E foi assim que escolhi o COC... e escolhi bem (risos).

O que representa para si o COC?

M. M. - O COC é um dos maiores clubes em Portugal e, apesar de ter muitos membros, é como se fosse uma grande família. Fui muito bem acolhida e adoro este clube. Estou aqui há seis meses apenas e é como se conhecesse todas as pessoas do clube há muito mais tempo.

Depois de ter participado num grande número de provas no final da temporada passada e já esta temporada, que impressões tem da Orientação em Portugal e, em particular, das nossas organizações?

M. M. - Em Portugal organiza-se muito bem. São organizações de alto nível, muito superiores à generalidade das organizações em França. Até uma prova local consegue ter uma organização superior a certos Campeonatos de França. Quando vou a França não me canso de dizer que é preciso vir pelo menos uma vez a Portugal para ver como é. Portugal tem uma excelente reputação em França ao nível das organizações, embora o expoente máximo, o evento de que toda a gente fala como sendo de excelência, seja mesmo o Portugal O' Meeting.

Como avalia a Elite feminina portuguesa, na qual também se insere?

M. M. - Não conheço suficientemente todas as atletas do escalão de Elite feminina para poder avaliar de forma correta. Penso que o nível é elevado e há um grande equilíbrio. Não há uma atleta que se sobrepõe de forma clara às demais. Há seis ou sete atletas que podem discutir entre si o primeiro lugar em qualquer prova. E depois há esta coisa fantástica, que na floresta somos adversárias mas a pova termina e conversamos todas, trocamos ideias, discutimos as nossas opções. Há muita amizade entre todas.

Onde é que esta Elite feminina portuguesa poderia melhorar?

M. M. - Bem, como referi, não conheço muito bem todas as atletas para poder falar por elas. Falando por mim, sei que tenho de melhorar muito a parte física. Sinto que estou bem na parte técnica mas isso não chega, nomeadamente quando se trata duma prova de Distância Longa, por exemplo. Mas este é um problema não apenas meu ou das atletas portuguesas, mas de todas as atletas dum modo geral. Em França, por exemplo, valoriza-se muito a parte técnica; pelo contrário, eu sei que na República Checa vem primeiro a parte física. Talvez os checos é que estejam certos, começar por trabalhar a parte física e só depois avançar com a técnica. Talvez assim os resultados possam ser melhores.

Que projetos para o futuro imediato?

M. M. - Agora tenho os Campeonatos de França e vou tentar treinar um pouco mais para conseguir bons resultados. Em Portugal foi o Porto City Race e penso que já não voltarei a fazer provas aqui uma vez que o meu ERASMUS termina já no próximo mês. Mas o meu clube é e será sempre o COC e tenho quase a certeza de que voltarei no próximo ano para o POM. Gostaria de voltar mais vezes, mas isso vai depender do meu tempo e se tenho ou não condições financeiras para vir mais frequentemente a Portugal.

Vamos falar de Portugal. O que acha deste País?

M. M. - Adoro Portugal e quase tenho pena de regressar a França. Também adoro a França mas aqui as pessoas são muito mais simpáticas. Cheguei aqui quase sem saber uma palavra de português, não conhecia a cidade, nem as pessoas, nem nada. Mas todos me receberam tão bem... Não sei como explicar, simplesmente adoro este País.

Apesar da crise?

M. M. - Bom, a crise é bem visível e está a tornar a vida dos portugueses muito difícil. Posso ver quase todos os dias as pessoas a manifestarem-se contra as medidas de austeridade. Mas mesmo assim os portugueses não perdem a sua alegria de viver, não se deixam abater. As coisas podem ser difícieis, mas os portugueses são como são: Simpáticos, alegres e muito atenciosos.

E a nossa comida? Há algo que valha a pena ser mencionado?

M. M. - Não sei... Eu nunca provei o leitão (risos). Toda a gente me diz que tenho de o fazer e talvez até Junho ainda consiga comer um (!). Mas algo que goste muito, hummm, é difícil... Não sei... Ahhh! Gelatina! Não há em França. Acho muito estranho comer uma coisa assim.

É bom?

M. M. - É... estranho (risos)!

Voltando-nos para França e para nomes como Thierry Gueorgiou ou Amélie Chataing, Philippe Adamski ou Céline Dodin, o que representa para si lutar por um título lado a lado com atletas de tão grande nomeada?

M. M. - É um enorme orgulho pertencer ao mesmo país e estar ali com eles, que são símbolos no mundo da Orientação. Gostaria que eles fossem símbolos do desporto dum modo geral e que mais gente em França soubesse quem eles são. Para além das suas qualidades como atletas, são as qualidades humanas, a sua simpatia, que mais sobressai. E isso é muito bonito numa modalidade como a nossa, onde nos podemos aproximar despreocupadamente dos melhores do mundo. Isto é algo impensável com um jogador de futebol da Liga Francesa, por exemplo, que não nos podemos aproximar dele, ao passo que o Thierry é dez vezes campeão do mundo e podemos ir falar com ele sem quaisquer problemas. Isto é fantástico!

Um desejo para portugueses e franceses nas grandes competições internacionais que se avizinham.

M. M. - Desejo a todos o maior sucesso. Estão a treinar muito e merecem o melhor!


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 17 de maio de 2013

INSIDE ORIENTEERING 03.2013: BOAS LEITURAS!


Está aí o terceiro número de 2013 da Inside Orienteering, a newsletter da Federação Internacional de Orientação. Nesta edição, destaque para a rubrica “North South East West”, toda ela dedicada à Turquia e para a história dos Campeonatos da Europa de Orientação em BTT. Dois artigos com uma mesma assinatura: Joaquim Margarido.


Já se encontra disponível para visualização o terceiro número de 2013 da Inside Orienteering. Menos “volumosa” que as mais recentes edições, a publicação do mês de maio abre com o habitual Editorial, assinado pelo Presidente da Federação Internacional de Orientação, Brian Porteous. Nele se percebe que o sonho olímpico continua a ser uma miragem e a aposta, de momento, deve centrar-se no contínuo crescimento da nossa modalidade, incrementando a sua atividade nos países onde a Orientação é já uma realidade e indo ao encontro de novos países. E, claro, aumentar a visibilidade através da televisão.

Entre os vários artigos que compõem esta edição da Inside Orienteering, o primeiro destaque vai para a entrevista conduzida por Sindre Jansson Haverstad ao “Rei” dos Campeonatos da Europa de Orientação em Esqui e novo coordenador da Comissão de Atletas da IOF, o norueguês Hans Jørgen Kvale. Nela se fala da importância da Comissão e na forma como as suas recomendações são ouvidas pelo Conselho da IOF, mas também dos feitos “para além do sonho” nos recentes eventos internacionais, nomeadamente as cinco medalhas alcançadas nos Europeus.

Outro artigo em destaque, da autoria de Joaquim Margarido, é aquele que lança um olhar detalhado sobre a Orientação na Turquia, uma potência emergente em busca da afirmação no panorama da modalidade a nível mundial. Destino de Inverno por excelência, rivalizando com países como Portugal, Espanha e Itália, a Turquia é-nos apresentada por Tatiana Kalenderoglu, membro do Conselho da Federação Internacional de Orientação e uma grande “ativista” da modalidade no seu país. Também com assinatura de Joaquim Margarido, “Era uma vez...” conta a história das cinco edições dos Campeonatos da Euopa de Orientação em BTT, através do olhar e das memórias de quatro dos cinco Supervisores desses grandes eventos, nomeadamente do português Tiago Lourenço Lopes, o Supervisor da terceira edição, em Nida (Lituânia).

Os Jogos Mundiais de Cali - vistos por Edgars Bertuks como “a grande hipótese de me aproximar ao máximo do espírito olímpico” -, os próximos Mundiais de Orientação Pedestre (Vuokatti, Finlândia), notícias breves e os rankings das várias disciplinas completam um número que está disponível no endereço http://www.orienteering.org/edocker/inside-orienteering/2013-3/, ou em formato pdf em http://www.orienteering.org/edocker/inside-orienteering/2013-3/InsideOrienteering3_13_print.pdf. Boas leituras!


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quarta-feira, 15 de maio de 2013

PORTO CITY RACE 2013: NO CORAÇÃO DO PORTO, COM O PORTO NO CORAÇÃO



Correu-se na Invicta a segunda edição da Porto City Race. Dando a ver uma cidade diferente aos olhos de muitos – mesmo dos portuenses! - a prova teve em Joaquim Sousa e Andreia Silva dois vencedores “reincidentes”.


A Orientação voltou a espalhar o seu encanto e beleza pelas ruas da Invicta com a realização da segunda edição da Porto City Race. Ponto de encontro dos participantes, o emblemático Palácio de Cristal viu-se invadido na manhã do passado domingo por meio milhar de entusiastas, ávidos de partir à descoberta dum prometido Porto diferente. Diferente porque feito de fechadas ruas, estreitos becos, intermináveis escadarias e que, no mais inesperado instante, oferece a visão romântica dum pequeno átrio de casas abertas umas para as outras, dumas “alminhas” à esquina da rua, do espelho de água cintilante, a espaços entrevisto.

O grande trabalho de promoção da prova, aliado à marca “Porto Património Mundial”, terão sido trunfos especiais para uma tão profícua ligação entre turismo e desporto, acabando por resultar em pleno mais esta grande aposta do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, a entidade organizadora do evento. O número de participantes no Percurso Turístico suplantou mesmo o dos atletas distribuídos pelos 28 escalões de competição, com gente de todas as idades lançando-se ao encontro de algumas das jóias mais preciosas do Centro Histórico.

Na ressaca duma noite de emoções futebolísticas, foram muitos aqueles que se entregaram a um Porto vivo, de mapa e bússola na mão. Um mapa que – até pela sua dimensão – rapidamente se transformou numa marca distintiva dos que aproveitaram a soalheira manhã para se orientar. É que, na dúvida, buscam-se certezas na expressão dos mais afoitos. Passo estugado na tentativa de acompanhar quem parece saber o caminho e... “até que enfim o 48!” Da Sé à Ribeira, da Alfândega aos Clérigos, sente-se o pulsar duma cidade cuja memória se perde na noite dos tempos. Uma cidade concentrada num mágico retângulo de papel seguro entre as mãos, mirado com curiosidade e desvelo, agora o centro de todas as atenções.


Joaquim Sousa e Andreia Silva “bisam”

Mas porque isto de Orientação não é só “turismo”, convirá dizer que os representantes do Clube de Orientação do Centro, Joaquim Sousa e Andreia Silva, foram os grandes vencedores desta segunda edição, repetindo o feito do ano anterior. Teimando em assumir-se como um dos melhores orientistas de Elite portugueses, Joaquim Sousa triunfou de forma sensacional com um registo de 58:16 contra os 58:34 de Diogo Miguel (Ori-Estarreja). Nas senhoras, Andreia Silva alcançou uma saborosa vitória no tempo de 1:07:50, batendo a segunda classificada, Paula Nóbrega (Ori-Marão), pela expressiva margem de oito minutos.

No final, a máscara de cansaço no rosto de alguns era largamente compensada com a certeza duma agradável descoberta. São muitos aqueles que fazem planos a pensar já em 2014. Quem fez o Fácil quer experimentar o Médio; quem fez o Médio está certo de que o verdadeiro desafio é no Difícil que reside. Os que fizeram a passo, vão querer correr para a próxima; quem fez sozinho, vai querer trazer os amigos ou a família. E há sempre este ou aquela que não pretendem esperar tanto tempo e perguntam já por novos e próximos desafios. Que são muitos, durante todo o ano, numa floresta ou numa cidade perto de si!

Mais informações e resultados completos em http://www.gd4caminhos.com/portocityrace2013

[Foto de Susana Luzir, gentilmente cedida por Orievents]


[Artigo patrocinado por Orievents e Criobaby]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO