quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...



1. Depois do Parque da Cidade do Porto e da Praia da Tocha terem sido palco das duas primeiras etapas do III Circuito de Orientação de Precisão “Todos Diferentes, Todos Iguais”, é agora a vez do fantástico espaço do Bom Jesus, em Braga, receber a terceira etapa. Organizado pelo Clube de Orientação do Minho, com o apoio da Federação Portuguesa de Orientação, o evento terá lugar na tarde do próximo dia 02 de março, com início às 14h00 e concentração junto ao Hotel do Lago. Aos percursos de competição (classe Aberta e Paralímpica) e de formação, na vertente de Precisão, soma-se ainda um percurso de Orientação Adaptada, disciplina particularmente vocacionada para a pessoa com Deficiência Intelectual. Estas atividades realizam-se em paralelo com a terceira etapa do 6º Torneio .ComMapa, evento local de Orientação Pedestre com três níveis de dificuldade. As inscrições podem ser feitas por e-mail para o endereço geral.pontocom@gmail.com, até ao dia 27 de fevereiro (dados necessários: nome, data nascimento, BI/CC, indicação de classe Aberta ou Paralímpica para a Orientação de Precisão). Sozinho ou acompanhado por toda a família, por lazer ou imbuído de um espírito mais competitivo, não perca esta oportunidade soberana de experimentar uma destas três vertentes da Orientação... ou todas elas! [Fonte: Clube de Orientação do Minho]

2. Com o patrocínio da Câmara Municipal de Coimbra e o apoio da Associação Desportiva e Cultural de Vila Verde, o Ginásio organizou no sábado e domingo o I-Ori BTT de S. Marcos, prova a contar para o Ranking da Taça de Portugal da especialidade. 119 concorrentes de 25 clubes disputaram duas etapas de Distância Média, com todos os aspectos da organização a cargo dos atletas do Clube anfitrião, os quais, como é regra na modalidade, estão impedidos de participarem. Davide Machado (Clube de Orientação do Minho) e Susana Pontes (Clube Português de Orientação e Corrida) foram os vencedores absolutos, enquanto o BTT de Loulé triunfou colectivamente. A Secção de Orientação do Ginásio apelou aos participantes para serem portadores de roupa, calçado, brinquedos e livros para doação à Loja Social “Dar e receber”, da Associação Desportiva e Cultural de Vila Verde, iniciativa que no entanto não teve o sucesso esperado. [Fonte: Gabinete de Comunicação do Ginásio Clube Figueirense]

3. A segunda etapa do Campeonato Regional Norte de Desporto Escolar de Orientação foi disputada, no último sábado, por 442 jovens atletas oriundos de 38 escolas do norte do país. A prova realizada na Mata do Camarido, em Caminha, constou de duas etapas de Sprint e teve organização dos Amigos da Montanha. João Fontes, da Escola Júlio Saúl Dias, de Vila do Conde, cotou-se como o atleta mais rápido em prova, vencendo o escalão Juniores Masculinos, e no final da prova referiu: “- Gostei muito do terreno, com os elementos bem identificados, e para começar este terreno ajuda muito a desenvolver tecnicamente as nossas capacidades”. Sobre os percursos, considerou: “Para mim que sou federado não foram tão desafiantes, mas para os não federados sim; tinham que tomar opções e nesse aspecto acho que foram bem desafiantes”. De referir que este atleta federado disputa o Campeonato Nacional. No que concerne à relação, por vezes conflituosa, entre estudar e ser atleta federado, João Fontes aproveitou a ocasião para referir: “O problema coloca-se mais nos treinos porque, relativamente às provas, tenho tempo para tudo. Aproveito para estudar no solo duro, após as provas. Em relação aos treinos, às vezes é preciso faltar a um treino para estudar, mas é possível fazer tudo”, incentivando os mais jovens a praticarem este desporto. [Fonte: Gabinete de Comunicação de Os Amigos da Montanha]

4. A 8ª edição do Troféu de Orientação “Vila de Pinhal Novo” decorre durante a manhã de domingo, 9 de março, numa iniciativa conjunta do Departamento de Educação Física da Escola Secundária de Pinhal Novo e da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, com o apoio da Câmara Municipal de Palmela. A concentração está agendada para as 9h30, na Praça da Independência, junto à Biblioteca Municipal de Pinhal Novo, com partida em massa às 10 horas e entrega de prémios ao meio-dia. Trata-se de um percurso urbano de Orientação, com duração prevista entre 15 a 60 minutos e um nível muito acessível para que pessoas sem experiência possam contactar, pela primeira vez, com esta modalidade. A Orientação conjuga a atividade física com a capacidade de interpretação do mapa, com vista à escolha do melhor trajeto, constituindo-se como uma modalidade bastante completa e inclusiva, já que permite a participação de pessoas de todas as idades, e com qualquer nível de conhecimento da modalidade ou hábito de prática física. Recorde-se que os Campeonatos Europeus de Orientação 2014 decorrerão no concelho de Palmela, em abril do próximo ano. As inscrições estão abertas até ao dia 6 de março, através do email oriespn@gmail.com, com possibilidade de realização do percurso em grupos. [Fonte: Gabinete de Comunicação do Município de Palmela]

5. Como é do conhecimento geral, a IOF – Federação Internacional de Orientação atribuiu a Portugal a organização do Campeonato Europeu de Jovens de Orientação 2013 (EYOC’13), que decorrerá de 24 a 27 de outubro de 2013 e que inclui uma prova para a Taça de Portugal de orientação Pedestre – Nível 2 no dia 26 e uma prova para o Circuito Nacional de Estafetas no dia 27. Por tal motivo, a Federação Portuguesa de Orientação viu-se obrigada a proceder a ajustamentos nos Quadros Competitivos Nacionais que passam a ficar como segue: Open EYOC’13 – TP Ped2 – 26 de Outubro – FPO; Open EYOC’13 – CiNE – 27 de Outubro – FPO; Troféu do Alvão – TP Ped2 – 9 e 10 de Novembro – OriMarão; Campeonato Nacional Absoluto de Orientação em BTT – TP O-BTT – 16 e 17 de Novembro – FPO; e, Campeonato Nacional Absoluto de Orientação Pedestre – TP Ped1 – 23 e 24 de Novembro – COAC. [Fonte: Departamento de Comunicação e Imagem da Federação Portuguesa de Orientação]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

MAREK POSPISEK: "A ORIENTAÇÃO EM BTT TEM DE SER EXPERIMENTADA, É AÍ QUE RESIDE A SUA FORÇA"



Marek Pospisek foi uma das grandes revelações dos últimos Campeonatos do Mundo de Orientação em BTT, perdendo por dois segundos o duelo travado com o austríaco Tobias Breitschädel pela medalha de ouro na final de Sprint. Mas esse é apenas um dos temas da longa conversa com ele mantida, onde se fala ainda da Comissão de Atletas, do momento atual da Orientação em BTT e do futuro. Um futuro que pode passar pela primeira medalha de ouro da história da República Checa nos Mundiais de Séniores e, mais lá para o Outono, por uma vitória na Taça do Mundo... em Portugal.


Começaria por lhe pedir que falasse um pouco de si. Quem é Marek Pospisek?

Marek Pospisek (M. P.) - Nasci no dia 8 de Abril de 1989 e vico em Brno, a segunda maior cidade da República Checa. Estudei Economia e agora sou Empresário e co-fundador da WeLoveMail (welovemail.com), interessada em questões de marketing e no desenvolvimento de negócios. Gosto de inovação e alta tecnologia. Procuro ir ao encontro daquelas pessoas que conseguem pensar ''fora do contexto''. I gosto realmente muito de comida, cerveja, vinho e café.

Como teve início essa paixão pela Orientação em BTT?

M. P. - No início fazia apenas Orientação Pedestre, mas depois ouvi falar da Orientação em BTT como uma ''cena marada''. Em 2003 corri a minha primeira prova de Ori-BTT e gostei muito. E, claro, ganhei no meu escalão :-D

O que vê nesta disciplina que a torna tão especial?

M. P. - As pessoas, a velocidade, tomadas de decisão rápidas, uma verdadeira ligação com a natureza, sabor de liberdade (pelo menos na família dos desportos de Orientação), festas (na Taça da República Checa).

Quer falar-nos da sua rotina diária?

M. P. - Rotina diária? Isso é coisa que não tenho. Sou um tipo realmente preguiçoso :-D. No Inverno, faço Esqui Todo-o-Terreno, corrida, ginásio e Spinning. Também faço umas descidas em Esqui e no próximo Inverno quero experimentar Esqui Alpino. Ultimamente tenho apreciado as corridas longas com técnica clássica. Corri mesmo a Maratona de Tartu, na Estónia. No Verão, metade do meu tempo de treino é passado a pedalar em cima duma bicicleta de estrada. Faço-o, quer para treino técnico como de mapa. No período final, treino velocidade.

Como é ser orientista em BTT na República Checa?

M. P. - A República Checa é, muito provavelmente, o melhor sítio para fazer Orientação em BTT. Gostaria de explicar, muito sucintamente, porquê: Cada etapa pontuável para a Taça da república Checa conta com aproximadamente 300 participantes. A Taça é constituída por 18 etapas individuais em cada temporada. Temos, claro, provas de Estafeta e há uma classificação por Clubes. Isto perfaz cerca de dez fins-de-semana por ano. Os participantes em provas de score de Distância Longa são aos milhares. Os terrenos são muito variáveis na República Checa – desde o plano aos grandes declives, dos trilhos muito estreitos às intrincadas redes de caminhos. Penso que existe uma enorme quantidade de mapas de Orientação Pedestre que não foram ainda usados na Orientação em BTT. Não há profissionais de Orientação em BTT na República Checa. As pessoas trabalham ou estudam. Um orientista em BTT só consegue ter um patrocinador se também fizer provas de estrada. Mas os patrocínios são apenas em termos de materiais ou equipamentos. Já com a seleção as coisas passam-se de maneira diferente. A Federação recebe dinheiro através de vários fundos governamentais. Desta forma, temos os meios suficientes para participar nas provas da Taça do Mundo e nos Campeonatos do Mundo sem termos de dispender dinheiro do próprio bolso.

De todos os momentos vividos na Orientação em BTT, quais aqueles que guarda com maior emoção?

M. P. - O primeiro momento foi na Dinamarca, num Campeonato do Mundo de Juniores, onde estive toda a noite anterior à prova de Distância Média com diarreia e febre, naquela que era a minha grande aposta da temporada. De manhã sentia-me péssimo. Mas disse a mim próprio que tinha de ''ir a jogo''. Felizmente as minhas pernas não estavam totalmente arruinadas e consegui encontrar os meios de me concentrar exclusivamente na prova. Mesmo sem estar nos meus melhores dias, esse esforço de concentração valeu o primeiro lugar. O segundo momento terá sido, provavelmente, dois meses depois, nos Campeonatos do Mundo de Israel. Aí eu estava super-motivado e fiz disparates atrás de disparates desde o início. No percurso para o quarto ponto de controlo não vi uma rocha com um metro e meio de altura e saltei por cima dela – bem, falhei o salto. Isso danificou o quadro da bicicleta, mas só dei conta disso no dia anterior à prova de Estafetas. E durante a Estafeta a coisa deu para o torto. Eu fazia o último percurso e, dois pontos de controlo após o Ponto de Espectadores, seguia na frente. Infelizmente, uma viragem abrupta e o quadro partiu. Felizmente, atrás de mim vinha o Lubos [Lubomir] Tomecek, da equipa nº 2 da República Checa e cobseguimos a medalha de prata no final. Eu acabei a prova a correr com a bicicleta à mão no 8º lugar.

Pedindo-lhe que recue as suas memórias ao dia 21 de Agosto de 2012, na Hungria, o que se sentiu ao perceber que, por dois segundos apenas, acabara de perder a oportunidade de conquistar a primeira medalha de ouro da história da Orientação em BTT da República Checa num Mundial de Elite?

M. P. - São coisas que acontecem :-D Perdi a medalha de ouro mas conquistei a minha primeira medalha individual no escalão de Elite. Era esse o meu objetivo. Felizmente, ninguém da equipa fez melhor na Hungria e eu consegui ser o primeiro :-D

Acaba de ser nomeado para a Comissão de Atletas da IOF de Orientação em BTT. Como viu o convite e quais os motivos que o levaram a aceitar o cargo?

M. P. - Quando a Michi [Michaela Gigon] me ofereceu esta oportunidade, disse-me que ficaria muito satisfeita se visse alguém da República Checa na Comissão. De início comecei por recusar a oferta, mas depois pensei melhor e acabei por ver nisso uma grande oportunidade de intervenção e de criação de algo.

Ser ainda tão jovem, num cargo destes, é uma vantagem ou uma desvantagem?

M. P. - Penso que é uma vantagem. E é uma vantagem para toda a Comissão, porque ninguém do grupo fez o percurso completo nas grandes competições ao nível dos escalões jovens e juniores. Consigo ter pontos de vista diferentes e isso pode ser muito importante para o trabalho na Comissão.

Se tivesse o poder de tomar decisões, o que mudaria na Orientação em BTT?

M. P. - Não aprecio particularmente o esforço de tornar a Orientação em BTT – e a Orientação, dum modo geral – mais televisionável. Pura e simplesmente, não somos um desporto atrativo do ponto de vista do espectador. A Orientação em BTT tem de ser experimentada, é aí que reside a sua força. É por isso que eu gosto de insistir na oferta da Orientação, nas suas mais variadas formas, como uma atividade. Não através dos meios de comunicação social. A seu tempo, os meios de comunicação social descobrirão a Orientação. E se as condições necessárias para virmos a integrar a lista das modalidades olímpicas passar pela desvirtuação da Orientação, então eu sou frontalmente contra a ideia de ver qualquer uma das suas disciplinas nos Jogos Olímpicos.

Neste início de temporada, para onde apontam os seus grandes objetivos competitivos? É desta que iremos ver o Marek no lugar mais alto do pódio?

M. P. - Como referi antes, a primeira medalha de ouro da República Checa ainda pode vir a ser minha :-) Veremos de que forma serei capaz de combinar o treino com o meu trabalho, mas as coisas irão provavelmente mudar bastante durante o mês de Março. Portanto, logo veremos.

Vai concerteza regressar a Portugal, em Outubro, para a ronda final da Taça do Mundo. O que espera que aconteça? Vencer aqui a Taça do Mundo?

M. P. - Gostaria, sem dúvida, de voltar a Portugal para correr a ronda final da Taça do Mundo. Talvez mesmo vencê-la. Guardo recordações muito boas de 2010. Provas muito bem desenhadas. Terreno duro, bons mapas e percursos. E gostei muito de Portugal, como país e pela sua cultura. Infelizmente, o acidente sofrido pela Hanka Dolezalova é outra recordação muito forte que conservo ainda na memória. Mas é algo que pode ocorrer em qualquer parte do mundo. Portanto, uma força muito grande aos organizadores portugueses pelo seu trabalho e espero que as provas do próximo Outono venham a ser tão boas como foram as do campeonato do Mundo.

Oito anos depois de Nove Mesto na Morave, a República Checa volta a receber os Campeonatos do Mundo, em 2015. Apesar de estarmos ainda a uma enorme distância do evento, pedia-lhe que nos fizesse uma antevisão daquilo que vamos poder esperar.

M. P. - Podemos esperar terrenos muito bonitos e interessantes nos arredores da cidade de Liberec. As provas irão ser duras e desafiantes e do lado da organização as coisas irão decorrer sem quaisquer problemas. E, finalmente, todos terão a oportunidade de apreciar a melhor cerveja do mundo :-)


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

ENTREVISTA: CATHERINE TAYLOR, UMA ESTRELA EM ASCENSÃO




É um dos nomes maiores do recente Portugal O' Meeting e surpreendeu pela sua determinação, classe e... juventude. Chama-se Catherine Taylor, é uma grande promessa da Orientação mundial e é, também, a nossa convidada de hoje.


Devo confessar a minha surpresa ao ver os excelentes resultados que alcançou ao longo dos quatro dias de competição do Portugal O' Meeting. Isto também a deixa surpreendida?

Catherine Taylor (C. T.) - Não sei bem se devo estar surpreendida porque, na realidade, treinei muito neste Inverno. Vivo em Uppsala, na Suécia, tenho treinado com a Annika [Billstam], o nosso grupo de treino integra atletas muito rápidas e muito fortes e estes resultados surgem na sequência deste excelente período de treino.

Falou em Annika Billstam. Como é que a vê?

C. T. - Faço recair sobre a Annika muitas das minhas atenções, mas na verdade somos uma equipa, olhamos muito umas para as outras. Treinamos imenso todas juntas, talvez cinco dias por semana, conhecemo-nos muito bem umas às outras e apoiamo-nos mutuamente. Talvez uma de nós possa hoje ter um dia melhor, amanhã será outra com certeza, mas há sempre uma grande união e que resulta num ambiente de treino fantástico.

Como é que começou a fazer Orientação?

C. T. - Não tive opção (risos). Os meus pais já faziam Orientação antes de eu nascer, por isso... E já corro desde os oito anos!

E aquele "clique", aquele momento em que decide que virá a ser uma orientista de elite, lembra-se como ocorreu?

C. T. - Eu tinha cerca de dez anos. Nessa altura, tivemos os Campeonatos do Mundo na Escócia [Inverness, 1999] e a Yvette Baker foi a grande estrela desse WOC ao ganhar uma medalha de ouro [Distância Curta]. Foi aí que eu disse para mim mesma: "Um dia também quero fazer isto!"

E agora estamos a vê-la correr tão bem... É a primeira vez que vem a Portugal?

C. T. - Não. Estive aqui em 2007, quando era ainda junior. Não voltei a Portugal desde essa altura, mas este ano não podia faltar. Todo o Inverno aguardei ansiosamente por estes momentos pois sabia que iria encontrar boas provas, bons mapas e bom tempo.

Que balanço faz das suas prestações no Portugal O' Meeting?

C. T. - Cometi erros em todas as provas, mas também é verdade que em todas elas momentos houve em que estive muito bem. Quando as coisas dão certo, realmente é uma sensação ótima. Levo algumas coisas boas de todas as provas, levo também algo para aprender de cada uma delas.

No dia decisivo, o último dia do Portugal O' Meeting, ainda chegou a colar-se à Amélie [Chataing] e esteve com um pé no terceiro lugar, mas depois...

C. T. - Depois perdi-a na descida para o "finish", penso que não fui suficientemente forte. As descidas são algo que necessito, decisivamente, de trabalhar. Talvez se as coisas se tivessem discutido em terreno plano, como aquele que encontrámos na fase inicial da prova, tudo teria sido diferente. Talvez...

Mas sente-se satisfeita com o quarto lugar na classificação final?

C. T. - Não posso dizer, verdadeiramente, que me sinta satisfeita com o quarto lugar, mas quando comecei esta competição também não sabia muito bem o que esperar. Acho, portanto, que o quarto lugar é bom e com certeza que as coisas poderiam ter corrido bem pior.

Quais os seus próximos objetivos?

C. T. - O meu principal objetivo da temporada é a prova de Distância Longa dos Campeonatos do Mundo...penso eu. Mas ainda não tenho bem a certeza. E ainda a Jukola e a Tiomila com o meu clube, o OK Linné. São grandes provas e é um divertimento incrível.

Quando vamos poder vê-la no top-10 do ranking mundial da Federação Internacional?

C. T. - (risos) Em breve... espero!

Em 2015 vamos ter os Campeonatos do Mundo no seu país e neste momento já está envolvida, juntamente com outros orientistas britânicos, no chamado "Projeto 2015"? Quer falar-me um pouco desse projeto?

C. T. - São dois os objetivos principais do Projeto 2015. O primeiro é que o grupo e as pessoas envolvidas se sintam entusiasmadas e motivadas para trabalhar, visto que o WOC será disputado "em casa". Por outro lado, pretendemos com o Projeto manter a ligação com o nosso público, dando a ver um pouco do nosso trabalho. Não os nomes, não os resultados, mas a forma como treinamos e o que fazemos. Isso ajuda o público a compreender que vida é esta que abraçamos quando apostamos em ser orientistas de Elite.

Como está a correr o Projeto até agora?

C. T. - Sinto que as coisas estão a evoluir bastante bem. Há uma enorme quantidade de trabalho que estamos a realizar neste momento e sentimos já uma maior força e união dentro do grupo.

Uma última questão: Já pensa no lugar mais alto do pódio em 2015, concretizando o sonho de vir a ser como Yvette Baker?

C. T. - (risos) Bem... De facto tenho pensado nisso: Mas acima de tudo tenho pensado que irão ser uns Campeonatos extraordinários. Estou muito entusiasmada com essa perspetiva, toda a gente no grupo está entusiasmada, todos os orientistas britânicos estão entusiasmados. Vão ser momentos fantásticos e, claro, espero muito de mim mesma.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

EYOC 2013: É NOSSO, É DE PORTUGAL!




É uma grande notícia para Portugal. O Campeonato da Europa de Jovens de Orientação Pedestre EYOC 2013 decorrerá no nosso País, de 24 a 27 de Outubro. O European Working Group foi sensível aos argumentos da nossa candidatura e, a partir de hoje, todas as atenções se viram para Portugal.


Pouco passava das nove da manhã quando a notícia fazia manchete na página da Federação Internacional de Orientação: “Portugal é o país organizador do EYOC 2013.” Muito curta, a mensagem refere que “o European Working Group baseou a sua decisão no resultado das visitas de avaliação [a Portugal e à Polónia]”. Ambas as candidaturas apresentaram argumentos de peso mas, como refere Dusan Vystatel, o Presidente do EWG, “só um pode ganhar e desta vez ganhou Portugal”.

O Orientovar foi ao encontro de António Amador, Diretor Executivo da Federação Portuguesa de Orientação. Ele e Augusto Almeida, Presidente da FPO, foram os grandes obreiros desta candidatura e António Amador poderá vir a ser, muito em breve, indigitado na qualidade de Diretor do Evento. São dele as seguintes palavras: “Quando surgiu esta oportunidade, achámos que conseguiríamos reunir as condições necessárias para organizar o EYOC. Seria, em certa medida, o premiar o trabalho que tem sido feito ao nível das nossas seleções jovens. Quer no capítulo técnico, quer no empenho dos atletas, temos sentido uma evolução muito grande e organizar o EYOC em Portugal acarretará, seguramente, uma motivação acrescida para todos.”


A área onde o EYOC irá decorrer é bastante boa”

O EYOC 2013 terá lugar de 24 a 27 de Outubro, com o seu epicentro apontado para a Foz do Arelho e para a unidade hoteleira do INATEL, num cenário natural magnífico dominado pelo areal situado na confluência da Lagoa com o mar. Toda uma região que António Amador avalia da seguinte forma: “A área onde o EYOC irá decorrer é bastante boa. Vamos levar a competição para os mapas de Ferrel e Óbidos, o Centro do Evento ficará na Foz do Arelho e tudo isto, para além de se inserir numa região muito bonita, tem a grande vantagem da proximidade, o que permitirá um maior convívio entre todos.”

Os próximos tempos são agora de trabalho intenso: “Só avançámos com a candidatura quando vimos que estariam reunidas as condições para dar esse passo. Foi um passo seguro, estando acautelados os aspetos fundamentais relacionados com a logística, os transportes e o alojamento de cerca de 400 participantes. Na vertente técnica temos mapas que nos dão a garantia de excelentes competições mas que irão necessitar duma atualização e esse é já o próximo passo. A partir daí haverá a questão dos percursos uma vez que queremos, quando em Julho recebermos a visita do Supervisor Internacional [David Ales, da República Checa], apresentar já os mapas e uma primeira versão dos percursos de competição do EYOC. Até lá temos um intenso trabalho pela frente, mas é tudo perfeitamente exequível e acredito que não teremos qualquer problema em atingirmos essas metas”, refere aquele responsável. Daí que “trabalho” seja aquilo que se pode prometer no imediato. É nesse sentido que vão as últimas palavras de António Amador: “Nesta altura é o que podemos prometer, muito trabalho, com vista a mais um evento de excelência organizado por Portugal. Acabámos de encerrar um ciclo de três eventos internacionais de muito boa qualidade e estou certo que o EYOC 2013 será um evento dentro dessa linha, um evento de elevada qualidade e a que já habituámos todos aqueles que nos visitam.”


Uma motivação muito grande para quem quer ir mais além”

Mas falar de EYOC é falar de Diogo Miguel e desse “sprint dourado” de Eger (Hungria), em 2007, onde o atleta do Ori-Estarreja escreveu uma das mais belas páginas de sempre da Orientação portuguesa. Daí que fosse igualmente importante ouvir o atleta: “Participei em três EYOC, com alguns resultados bastante bons. São momentos que estão sempre presentes na minha memória e que guardo duma forma muito especial. É claro que foram no estrangeiro, porque se tivesse sido em Portugal a emoção teria sido dez vezes maior”, começou por referir.

Diogo Miguel lembra que “o EYOC constitui, para muitos atletas, a primeira oportunidade de representar o País numa grande competição internacional. Surge numa altura decisiva da vida do atleta, quando ele se começa a dar conta da importância que a Orientação tem para si.” Mas competir no EYOC “é também uma motivação muito grande para quem quer ir mais além”, refere Diogo Miguel, que cita o exemplo do atual líder do ranking mundial: “Ainda recentemente li uma entrevista do Matthias Kyburz na qual ele referia que um dos momentos mais importantes da sua carreira tinha sido, precisamente, a vitória na prova de Estafeta dum EYOC, na República Checa.” Quanto a votos para o futuro, o atleta espera “que esta organização esteja ao nível das organizações que tivemos nestas últimas três semanas em Portugal”.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

"NÃO HÁ EDUCAÇÃO SEM EDUCAÇÃO FÍSICA": VÍDEO SOBRE ORIENTAÇÃO ADAPTADA CHEGA À VOTAÇÃO FINAL




O vídeo “Orientação Adaptada num dia Especial!”, da autoria de Hélder Ferreira e António Ferreira, está entre os doze finalistas do Concurso Nacional de Vídeo “Não há Educação sem Educação Física”. Uma notícia que nos enche de satisfação e orgulho e que o Orientovar tem o prazer de partilhar.


No passado dia 15 de Outubro de 2012, o CNAPEF – Conselho Nacional de Associações de Professores e Profissionais de Educação Física e a SPEF – Sociedade Portuguesa de Educação Física entregaram na Assembleia da República a petição pública “Não há Educação sem Educação Física.” O documento, com cerca de 12.600 signatários, foi entregue à Vice-Presidente da Assembleia da República, Teresa Caeiro. O pedido de audiência foi também utilizado para discutir os assuntos que estiveram na origem desta petição, nomeadamente a redução da carga horária na disciplina de Educação Física no 3º ciclo e Ensino Secundário, a avaliação na disciplina de Educação Física e a redução dos tempos atribuídos ao Desporto Escolar.

Transpondo muitas destas interrogações para o ambiente escolar, ao encontro de professores, alunos, encarregados de educação e demais agentes educativos, as duas instituições atrás referidas lançaram um conjunto de questões que, na sua essência, congregam uma verdade única e mil vezes repetida: “Não há Educação sem Educação Física”. E fizeram-no, “anexando” a desafiante proposta dum concurso de vídeo subordinado a esta temática, tendo como principal objetivo a promoção duma maior reflexão na sociedade portuguesa. Hélder Ferreira e António Ferreira lançaram mão do trabalho efetuado aquando do Dia Internacional da Pessoa com Deficiência 2012 e, com a Orientação Adaptada por tema de fundo, chegam agora à fase final da votação nacional.


“Queremos levar a todos a Orientação Adaptada”

Instado a comentar a inclusão do seu vídeo [AQUI] entre os doze finalistas, Hélder Ferreira confessou estar “muito contente por verificar que, dentro de tantos vídeos concorrentes, a nossa apresentação teve o impacto e a sensibilidade de captar a atenção dos avaliadores.” Concorrer com um vídeo onde a Orientação Adaptada é o tema, foi um risco assumido. Mas afinal, o que é que Helder Ferreira vê de tão especial numa disciplina que luta por ganhar o seu espaço na Orientação mas na qual, infelizmente, muita gente não acredita? A resposta não se faz tardar: “Julgo que a opinião de muitas pessoas já mudou, graças a alguns Clubes que tem investido nas suas organizações, como fazendo parte do programa de atividades a oferecer durante o seu evento. Quando realizei há dois anos a Orientação Adaptada na Escola Guilherme Stephens, presenciei gestos associados a sorrisos de felicidade como forma de agradecimento pelo facto de estes jovens estarem a realizar tarefas desafiantes, atingindo o sucesso com orgulho, no qual nunca tinha sentido.”

Estar nesta fase é, para Hélder Ferreira, “um prémio a dedicar à modalidade e as estes jovens, mas claro queremos ir mais longe. Queremos levar a todos a Orientação Adaptada, para que vejam o quão rica e especial ela é e que Não Há Educação sem Educação Física.” Para ganhar, é importante que o vídeo seja muito votado e isso só acontecerá se for muito divulgado. Daí que as últimas palavras encerrem em si mesmas um apelo: “Vejam o vídeo, sintam e observem. Caso sintam curiosidade em saber mais, apareçam em Braga no próximo dia 02 de Março - http://www.orioasis.pt/oasis/homepages.php?action=ev&eventid=1269 - para verem com os próprios olhos. E quanto ao vídeo... se gostarem não hesitem: votem no nosso vídeo!!!


Divulgue, partilhe e... vote!

A fase de votação pública decorre já, estendendo-se até ao próximo domingo, dia 24 de Fevereiro. Neste momento, a divulgação, através de email, mensagens, redes sociais, será decisiva para que o vídeo seja um dos vencedores deste concurso. Divulgue, partilhe e... vote!

Os conjunto de doze vídeos pode ser visto na página da CNAPEF, em http://cnapef.wordpress.com/. Para votar nos seus vídeos preferidos, clique na seguinte ligação: https://docs.google.com/forms/d/1WSmwBnu0DUBs0k4cdo-kTcRWBlJYEucHh1hS_Ur2k5g/viewform.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

XIV MEETING DE ORIENTAÇÃO DO CENTRO - WRE 2013: DIAS 1 E 2, MAPAS E FOTOS












Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


domingo, 17 de fevereiro de 2013

XIV MEETING DE ORIENTAÇÃO DO CENTRO - WRE 2013: FINAL FELIZ!




Matthias Kyburz e Simone Niggli foram os grandes vencedores da 14ª edição do Meeting de Orientação do Centro. Nos fantásticos terrenos dunares junto à Praia do Osso da Baleia, no concelho de Pombal, o par helvético mostrou o porquê de liderar o ranking mundial da modalidade, impondo-se à concorrência de forma categórica.


Ponto final em mais uma grande maratona competitiva de Orientação em Portugal. Uma maratona que - de Nisa a Pombal, passando por Idanha-a-Nova – chamou ao nosso país uma mole imensa de atletas de todas as proveniências, entre os quais muitos dos melhores especialistas mundiais da modalidade. Ao longo de três fins-de-semana consecutivos, a ementa conjunta servida pelo Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, Associação dos Deficientes das Forças Armadas e Clube de Orientação do Centro teve o mérito de primar pela elevada qualidade organizativa e pela variedade e diversidade de provas.

Os mais resistentes e que foram deslocando as suas atenções de evento para evento, tiveram a oportunidade de disputar cinco provas de Distância Média, três provas de Distância Longa, quatro provas de Sprint (três das quais noturnas) e ainda uma prova de Orientação de Precisão, com esse acréscimo de interesse de aqui se concentrarem as primeiras oito etapas da Taça de Portugal de Orientação Pedestre da presente temporada, a primeira etapa da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2013 e ainda três etapas pontuáveis para o ranking mundial da Federação Internacional de Orientação. Acrescente-se a isto o excelente tempo que uma vez mais se fez sentir e facilmente compreenderemos o porquê de tanto interesse por Portugal e de tanta afluência às nossas provas nesta altura do ano.


Kyburz riu no fim

Atenções centradas na prova que encerrou este ciclo, o XIV Meeting de Orientação do Centro - WRE 2013, Olav Lundanes (Halden SK) e Matthias Kyburz (Swiss O' Team) reeditaram no dia de hoje o duelo que fez deles os grandes protagonistas da etapa da véspera. E se ontem Lundanes levou a melhor, hoje o dia foi de Kyburz. Foi ele quem riu no fim... e riu melhor, juntando à vitória na etapa o triunfo neste XIV Meeting de Orientação do Centro – WRE 2013. Kyburz cumpriu os 7,4 km do percurso em 33:45, um escasso segundo à frente do letão Kalvis Mihailovs (IKHP) e com menos 32 segundos que o russo Valentin Novikov (CSP V. Novgorod), terceiro classificado. Lundanes não conseguiu melhor que o quarto lugar, a 42 segundos do vencedor. Com uma prova de grande nível, no excelente tempo de 37:50, Diogo Miguel (Ori-Estarreja) foi o 18º classificado da geral no dia de hoje e o melhor português.

Para Matthias Kyburz, “o terreno de hoje era muito rápido, perfeito para uma corrida “a todo o gás” do princípio ao fim. Cometi alguns pequenos erros – um não tão pequeno assim e que me fez perder talvez vinte, trinta segundos -, mas num terreno destes é necessário estar-se muito concentrado. É um terreno muito bonito e muito mais praticável do que o de ontem.” Fazendo o balanço da sua estadia de quase duas semanas em Portugal, o líder do ranking mundial afirmou: “Foi muito bom vir a Portugal neste início de temporada. Pude fazer uma enorme quantidade de quilómetros e muita Orientação. É sempre bom começar a temporada com esta possibilidade de aferir a nossa forma física e em termos técnicos as coisas correram igualmente muito bem. Tivemos excelentes treinos e competições e vir a Portugal foi uma boa decisão. Além de que é sempre bom ganhar, apesar de estarmos ainda numa fase muito inicial da temporada” Quanto ao futuro... “As próximas três semanas vão ser em Itália, num Campo de Treino e só mais lá para a frente vêm os grandes objetivos, com a Taça do Mundo no Nordic Orienteering Tour e algumas outras provas, como a Tiomila ou a Jukola. E depois os Campeonatos do Mundo, claro.


Ainda e sempre Simone

Quanto às senhoras, Simone Niggli esteve de novo num plano superior, vencendo com o tempo de 33:39 para 6,0 km de prova. Imediatamente após classificaram-se Eva Jurenikova (Halden SK) e Anastasia Tikhonova (MS Parma), com mais 58 segundos e 2:21, respetivamente. Segunda classificada na etapa da véspera, a dinamarquesa Ida Bobach quedou-se hoje pela 4ª posição, a distantes 3:07 da vencedora. Quanto às portuguesas, temos de descer na tabela até ao 32º lugar para ver a nossa melhor representante, Vera Alvarez, que registou no Finish o tempo de 48:15.

Parca em declarações, Simone Niggli não escondia, apesar de tudo, o seu contentamento no final: “Para uma Distância Média, o terreno hoje era perfeito porque era maioritariamente plano e o traçado de percurso obrigava a muitas mudanças de direção. Não fiz uma prova limpa, cometi alguns pequenos erros, mas estou satisfeita e esta vitória foi o final perfeito da minha estadia em Portugal.”



Resultados Finais

Homens Super-Elite
1º Matthias Kyburz )Swiss O' Team) 1995.17 pontos
2º Olva Lundanes (Halden SK) 1979.68 pontos
3º Valentin Novikov (CSP V. Novgorod) 1944.69 pontos
4º Leonid Novikov (Belgorod Spartak) 1944.63 pontos
5º Hannu Airila (Kalevan Rasti) 1925.78 pontos
6º Jani Lakanen (Terä) 1920.84 pontos
7º Tero Föhr (Individual FIN) 1920.59 pontos
8º Kalvis Mihailovs (IKHP) 1916.26 pontos
9º Dmitriy Tsvertkov (Russia O' Team) 1887.64 pontos
10º Martin Hubmann (Swiss O' Team) 1874.10 pontos
(…)
29º Diogo Miguel (Ori-Estarreja) 1722.15 pontos
32º Tiago Aires (GafanhOri) 1710.07 pontos
34º Manuel Horta (GafanhOri) 1690.59 pontos
38º Miguel Silva (CPOC) 1655.19 pontos
39º Tiago Romão (ADFA) 1624.65 pontos

Damas Elite
1º Simone Niggli (Swiss O' Team) 2000.00 pontos
2º Eva Jurenikova (Halden SK) 1917.96 pontos
3º Ida Bobach (OK PAN) 1868.36 pontos
4º Anastasiya Tikhonova (MS Parma) 1801.05 pontos
5º Catherine Taylor (GB O' Team) 1751.86 pontos
6º Dana Safka Brozkova (Individual CZE) 1746.39 pontos
7º Natalia Vinogradova (AngA) 1744.98 pontos
8º Riina Kuuselo (Individual FIN) 1726.14 pontos
9º Karoliina Sundberg (Lynx) 1715.27 pontos
10º Irina Nuberg (Hellas) 1672.42 pontos
(…)
31º Vera Alvarez (CPOC) 1354.72 pontos
33º Magalie Mendes (COC) 1293.37 pontos
34º Mariana Moreira (CPOC) 1290.14 pontos
35º Maria Sá (GD4C) 1278.16 pontos
37º Raquel Costa (GafanhOri) 1257.81 pontos

Resultados completos e demais informações em http://www.coc.pt/eventos/16fev2013/pt/.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


[Artigo patrocinado por Orievents e SERI]


sábado, 16 de fevereiro de 2013

XIV MEETING DE ORIENTAÇÃO DO CENTRO - WRE 2013: OLAV LUNDANES E SIMONE NIGGLI VENCEM NO OSSO DA BALEIA



A Praia do Osso da Baleia e toda a floresta adjacente, a Mata Nacional do Urso, foram palco da primeira etapa do XIV Meeting de Orientação do Centro – WRE 2013. Numa prova de Distância Longa rijamente disputada, Olav Lundanes e Simone Niggli foram os grandes vencedores.


Arrancou há quinze dias com o Norte Alentejano O' Meeting, prosseguiu no período do Carnaval com o Portugal O' Meeting e vai terminar agora com o XIV Meeting de Orientação do Centro. É o grande ciclo de provas internacionais de Orientação que se aproxima rapidamente do seu final e que, no conjunto dos três eventos, colocou em competição mais de três milhares e meio de participantes. Último vértice deste triângulo, o XIV Meeting de Orientação do Centro – WRE 2013 chamou ao litoral centro do país, na manhã e início da tarde de hoje, um milhar de atletas, metade dos quais estrangeiros.

E foram precisamente os estrangeiros que, sem surpresa, dominaram por inteiro a prova de Distância Longa WRE, pontuável para o ranking mundial da modalidade. Uma prova na distância de 18,3 km no escalão de Elite Masculina e de 11,4 km na Elite Feminina e que se desenrolou em plena Mata Nacional do Urso. Extraordinariamente desafiante do ponto de vista técnico, o terreno apelou fortemente à capacidade física dos participantes, não apenas pela distância inerente a cada percurso, como também pela enorme intervenção que a floresta tem sofrido nos últimos dias e que alterou, ainda que numa parte reduzida do mapa, os elementos cartográficos relacionados com os trilhos e a vegetação. Modalidade fértil em imponderáveis, a Orientação, aqui a pôr uma vez mais «os nervos em franja» a alguns participantes menos avisados e a constituir uma dor de cabeça acrescida para a organização, da responsabilidade do Clube de Orientação do Centro.


Lundanes em grande

Na Super-Elite Masculina, a luta esteve particularmente acesa pela primeira posição. No final a vitória sorriu ao norueguês Olav Lundanes (Halden SK), com o tempo de 1:29:24, apenas 26 segundos à frente do número 1 do ranking mundial, o suiço Matthias Kyburz (Swiss O'Team). Leonid Novikov (Belgorod Spartak), Tero Föhr (Individual FIN) e Hannu Airila (Kalevan Rasti) estiveram igualmente em excelente plano, terminando nas posições imediatas a 40, 1:25 e 1:30 de Lundanes, respetivamente. Refira-se que foram estes cinco atletas os únicos a correr abaixo dos 5 minutos ao quilómetro, em termos de média.

Superada a inoportuna lesão que o obrigou a doze dias de paragem, Olav Lundanes não escondia no final a sua satisfação: «O joelho recuperou muito bem, muito mais depressa do que estava à espera. Recomecei a treinar há três dias e correu muito bem.» A propósito da sua prova, o norueguês referiu: «O terreno era muito bom e o mapa também. É verdade que foi um azar haver uma parte da floresta cortada, mas até ao primeiro 'loop' foi perfeito. A partir daí era preciso ter alguma flexibilidade na leitura do mapa para perceber o que é cortado e o que não é. Mas as curvas de nível estavam extraordinariamente desenhadas e era necessário usá-las, portanto...» A terminar, uma palavra sobre o resto da temporada: «O próximo grande objetivo é o Nordic Tour, mas para já continuamos com os Campos de Treino e é nisso que tenho de me concentrar.»


Niggli demolidora

Sem surpresas, Simone Niggli (Swiss O' Team) foi a grande vencedora no escalão de Elite Feminina. A melhor orientista de sempre mostrou-se uma vez mais em excelente plano e concluiu o seu percurso com um registo de 1:06:26, deixando atrás de si a dinamarquesa Ida Bobach (OK PAN), que gastou mais 3:16. Eva Jurenikova (Halden SK), Catherine Taylor (GB O'Team) e Svetlana Mironova (Hellas) fecharam o pódio por esta ordem com tempos de 1:10:14, 1:13:28 e 1:14:18, respetivamente.

«Estou muito satisfeita com a minha prova de hoje», começou por dizer Simone Niggli, acrescentando: «Foi uma prova praticamente limpa e senti-me muito bem fisicamente, depois duma semana intensa de treino. A prova foi bastante exigente e, apesar duma parte do mapa mais suja, gostei bastante». Após um período de dez dias em Portugal, Simone Niggli não escondia o seu contentamento: «Tivemos bom tempo e também terrenos muto bons, mas agora é tempo de regressar a casa para o pé da família. Nesta altura da época, penso que Portugal é o melhor lugar para fazer Orientação. Temos aqui bons mapas e terrenos, competições muito bem organizadas e é esta a principal razão da minha escolha por Portugal.»


Tiago Aires e Maria Sá, os melhores portugueses

Entre os atletas portugueses, Tiago Aires (GafanhOri) e Maria Sá (GD4C) foram hoje os mais fortes. Tiago Aires cumpriu o seu percurso em 1:40:48, tendo concluído no 21º lugar. Quanto a Maria Sá, gastou 1:38:10 a que correspondeu a 34ª posição. Destaque para as vitórias de Luís Silva (ADFA), no escalão M20, Dinis Lopes (CAOS) em M10 e Tomás Lima (OriMarão) em M12, os únicos portugueses a vencer nos escalões de competição. Confirmando a excelente campanha no nosso país, o brasileiro Gilmar Steffler (Individual) foi o grande vencedor no escalão M40.




Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


[Artigo patrocinado por Orievents e SERI]


sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

XIV MEETING DE ORIENTAÇÃO DO CENTRO - WRE 2013: A ANTEVISÃO DE JORGE SILVA



A vinte e quatro horas do início do XIV Meeting de Orientação do Centro – WRE 2013, está tudo a postos para o grande evento. É o final dum ciclo de grandes competições internacionais de Orientação, um final com o selo de garantia do COC e que, seguramente, deixará rendidos todos os participantes à qualidade organizativa, ao desafio dos percursos e à beleza dos espaços.


Tal como em 2012, após o Portugal O' Meeting as emoções voltam-se já este fim de semana para o XIV Meeting de Orientação do Centro – WRE 2013 e para a Praia do Osso da Baleia onde terão lugar as duas etapas. A organização conta com o excelente número de 1099 atletas inscritos, metade dos quais estrangeiros, provenientes de 22 Países e as atenções centram-se sobretudo na primeira etapa, uma Distância Longa pontuável para o ranking mundial da modalidade e que terá lugar a partir das 10:00. Para fechar em beleza o primeiro dia de provas, um pouco mais de meio milhar de participantes marcará ainda presença no Sprint nocturno na Praia da Costa de Lavos, com os primeiros atletas a partirem às 19:30. Num regresso ao mapa da véspera, o segundo e decisivo dia será composto por uma etapa de Distância Média com início agendado para as 09:30.

Para nos falar disto e algo mais, o Orientovar foi ao encontro de Jorge Silva, o Diretor da prova e Presidente do Clube de Orientação do Centro, “ um clube jovem, a pensar no futuro com dinamismo e entusiasmo, orientado por uma estratégia que minimiza os momentos altos, procurando superar o que já foi feito”.


O Meeting de Orientação do Centro fecha um ciclo de três provas WRE em três fins-de-semana consecutivos. Como avalia esta estratégia da nossa Federação em concentrar num reduzido espaço de tempo as principais provas do nosso país?

Jorge Silva (J. S.) - Em relação a esta estratégia, penso que devemos considerar dois aspetos. Desde logo, estou seguro que a iniciativa foi baseada num conjunto de pressupostos, com o objetivo de trazer mais valias para a Orientação. Segundo, após este ciclo, deverá ser feita uma análise para verificar se foi uma boa ou má opção realizar as três provas consecutivas. Na minha opinião, e sem grande análise, diria que os atletas na sua maioria ficam apenas para duas provas. A confirmar-se este pressuposto, a minha opinião é de que deveremos voltar ao modelo anterior de duas provas WRE e definir objetivos para incrementar anualmente o número de participantes.

Ter mil e cem inscritos, dos quais metade são estrangeiros, é um número que o satisfaz?

J. S. - Atendendo à conjuntura atual e a este ciclo de três provas, estes são números que nos deixam extremamente satisfeitos. Significa que gostam dos nossos mapas, dos nossos percursos e nós tudo faremos para não os desiludir.

O contacto dos nossos atletas com um tipo de Orientação mais evoluída que mais-valia poderá acarretar para a Orientação nacional?

J. S. - É muito importante para os nossos atletas contarem com a presença de atletas de um patamar superior, só desta forma vão conseguir evoluir e atingir maior performance. São estes contactos que permitem ver as diferenças técnicas e táticas, atitudes e perfis do atleta antes, durante e depois da prova. Esta interação acaba por ser benéfica de uma forma transversal, porque nós aprendemos muito com os atletas estrangeiros mas estes certamente também levam de cá ensinamentos.

Quer apresentar-nos os mapas, os terrenos e os percursos deste XIV MOC?

J. S. - Em relação ao mapa, penso que dentro da ideia “micro relevo e dunas” vamos conseguir apresentar algo de novo em termos de dificuldade técnica. O mapa tem despertado muito interesse nos atletas que têm testado os percursos, razão pela qual me adianto a dizer que o mapa e os percursos são desafiantes. O mau tempo que assolou o País no final de Janeiro fez-se sentir com intensidade nesta região, os estragos na floresta obrigaram-nos a percorrer todo o mapa, mas felizmente não interferiram com a cartografia existente.

E quanto aos «artistas»?

J. S. - Quanto aos artistas do XIV MOC/WRE, da nossa parte desejamos que superem os seus objetivos individuais. Pretendemos dar tudo o que está ao nosso alcance para que se faça uma excelente prova, tendo que para isso superar as dificuldades preparadas pela organização para cada etapa. A grande atração para os presentes neste momento passa por saberem que vão estar em palco os nº1 do ranking mundial W/M, ambos da Suíça (Simone Niggli e Mattias Kyburz), onde naturalmente a competitividade terá um maior incremento, benéfico para alguns, mas talvez mais stressante para outros.

À margem do evento, o que é que as pessoas que visitarão Pombal não devem absolutamente perder?

J. S. - Pombal é uma cidade com oito séculos de história, onde poderia salientar o Período Romano, Medieval e o difícil período das Invasões Francesas. No Concelho de Pombal podemos encontrar paisagens formidáveis com excelentes percursos de lazer, podendo saborear uma ótima gastronomia, adquirir variadíssimos produtos desde o artesanato, queijo, azeite, mel… vale a pena explorar. A Praia do Osso da Baleia é uma beleza selvagem que todos os atletas terão oportunidade de visitar.

O Clube de Orientação do Centro já tem uns anos largos nas lides da Orientação e os seus elementos continuam a ser praticamente os mesmos. De onde vem esta enorme resistência a um tempo que parece não fazer mossa no COC?

J. S. - Quanto à estrutura da Direção, pode não parecer, mas vai alterando ao longo dos anos porque só assim nos poderemos ir adaptando às novas necessidades e exigências do Clube a nível desportivo, organizativo e à própria administração interna. Somos um Clube em crescimento, que passa por dificuldades como tantos outros e por isso é necessário ter um espírito resistente e também de paciência (paciência no sentido em que nada aparece de um momento para o outro). Para atingir os objetivos é preciso trabalhar e não desistir.

A uma tão curta distância do evento, o que lhe causa ainda alguma preocupação?

J. S. - Apesar de estar tudo controlado as nossas preocupações são constantes e só terminam quando os materiais estão arrumados e os relatórios entregues. Por agora, resta-me desejar a todos uma excelente estadia, boas provas e que desfrutem!



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


[Artigo patrocinado por Orievents e SERI]



PORTUGAL O' MEETING 2013: POM SPRINT CUP, MAPAS E FOTOS







Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

PORTUGAL O' MEETING 2013: THIERRY GUEORGIOU E SIMONE NIGGLI VENCEM SPRINT EM MONSANTO



Um espetáculo dentro do espetáculo, assim se pode definir o Sprint de Monsanto que encerrou o 3º dia do Portugal O' Meeting 2013. Atraídos pela certeza dum momento deveras especial, foram muitos aqueles que fizeram questão de marcar presença na "aldeia mais portuguesa de Portugal". No final, Thierry Gueorgiou e Simone Niggli carregaram uma vez mais os louros da vitória!


Percorrer Monsanto é mergulhar num mar de serenidade. Avistada ao longe, a aldeia funde-se no granito, conferindo ao conjunto um ar místico, mágico. À medida que os passos nos transportam veredas acima, vamos sendo tomados pela emoção. Em cada rua, em cada casa, são visíveis as fundas marcas dum tempo parado no tempo. Em cada pedra há um retalho de vida que nos conduz ao mais íntimo de nós próprios e nos obriga a meditar sobre a nossa condição. E de cada corpo, de cada rosto, desprende-se uma energia telúrica que nos impregna e nos faz mais fortes, nos torna mais vivos.

Foi uma homenagem a esta terra, Monsanto – essa “nave de pedra” que Fernando Namora tão bem soube descrever nos seus “Retalhos da Vida de Um Médico” -, aquilo que a Organização do Portugal O' Meeting reservou para a segunda metade do 3º dia de competição. Depois duma desgastante prova de Distância Média WRE, toda a “tribo” da Orientação se mudou para Monsanto “de armas e bagagens”, ao encontro deste “monumento à criação” e dum mapa que, no final, mereceria de Thierry Gueorgiou o seguinte comentário: “Já não são muitos os mapas que guardo nos meus arquivos, mas tenho de encontrar um lugar para este mapa de Sprint.” E um lugar especial, acrescente-se!


Duelo de gigantes

Feito de ruas e ruinhas, becos e escadinhas, estreitas passagens entre as casas ou sob as rochas – mas sempre, sempre a subir, até ao altaneiro castelo – os percursos traçados colocaram desafios inimagináveis aos 970 participantes, naquilo que constituiu para todos – sem exceção – uma experiência única de Orientação e, num esforço de comunhão com a terra e as gentes – porque não? - uma lição de vida, também.

Thierry Gueorgiou (Kalevan Rasti) e Matthias Kyburz (Swiss Team), respetivamente nº 3 e nº 1 do ranking mundial, travaram um duelo de gigantes pelo triunfo. Foram eles os únicos a lograr baixar dos 19 minutos para cobrir os 2,1 km de prova, mas a vitória acabaria por sorrir a Gueorgiou por uma diferença de 37 segundos (18:17 contra 18:54), fazendo valer toda a sua enorme garra num percurso de rara exigência técnica e física. Nas três posições imediatas, a mais de um minuto do vencedor e com um segundo de intervalo apenas entre si, classificaram-se Severin Howald (Swiss Team), Gernot Kerschbaumer (Pan-Kristianstad) e António Martinez (Colivenc).


Simone Niggli, ainda e sempre!

Na Elite Feminina, a melhor orientista de todos os tempos exibiu-se em Monsanto a grande nível. Apenas duas horas após ter vencido a etapa WRE do Portugal O' Meeting 2013, Simone Niggli (Swiss Team) veio aqui cumprir o seu percurso de 1,6 km em 15:51, deixando a 1:06 a segunda classificada, a sua compatriota Julia Gross. Anastasia Tikhonova (MS Parma), Ausrine Kutkaite (SNO) e Elena Roos (Swiss Team) ocuparam por esta ordem as posições imediatas.

Mas este foi apenas o “segundo acto” do POM Sprint Cup, conjunto de dois eventos de Sprint que arrancou na noite do primeiro dia na vila de Idanha-a-Nova. E aí, enquanto Thierry Gueorgiou aproveitava para um treino de descompressão, Matthias Kyburz empenhava-se a fundo, levando de vencida tanto a etapa como, no somatório final, a própria Taça de Sprint. Nas senhoras, a vitória em Idanha coube a Anastasia Tikhonova, tendo sido ela a grande vencedora no conjunto de ambas as etapas.

Resultados das duas etapas de Sprint em http://www.pom.pt/pt/.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO