quinta-feira, 20 de junho de 2013

ORIENTAÇÃO EM REVISTA Nº 48: O EDITORIAL DE AUGUSTO ALMEIDA




Que dizer?! Foi desta forma aparentemente simples que Augusto Almeida, Presidente da Federação Portuguesa de Orientação, abordou no Editorial do mais recente número da Orientação em Revista o atual momento da modalidade no nosso País. Uma reflexão que termina com uma nota de otimismo mas que não deixa de traçar um cenário preocupante sobre o “aqui e agora”.


A sociedade portuguesa está dominada pela crise. Todos conhecemos alguns dos seus efeitos.

Aquando da entrega de prémios da época de 2012 da Pedestre referi que não sabia o que dizer… que temia pela modalidade. A situação piorou!

A FPO negociou com o IPDJ os contratos-programa para 2013 em janeiro, mas estes só ficaram disponíveis para assinatura no final de abril… Entretanto publicados em Diário da República, somos informados em finais de maio que sofrem um corte de 9% e os contratos relativos ao Alto Rendimento e Seleções só são válidos até Setembro, altura em que serão renegociados… se houver dinheiro.

Como é possível viver e gerir assim? Como se pode conduzir um conjunto de projectos e respectivas responsabilidades se a qualquer momento as regras podem ser alteradas?

Na minha formação, além do espírito aberto, ocuparam lugar conceitos fundamentais como o rigor, a pontualidade, o planeamento, a entreajuda, o trabalho em equipa, a comunicação assertiva e a disciplina, mas infelizmente não vejo que aos responsáveis deste País tenham ensinado nada similar e o resultado é… cada dia pior.

Temo que este desvario colectivo que nos é imposto venha a provocar danos no desporto e em especial numa modalidade como a nossa que não tem luxos, mas que tem valores, muita dedicação, voluntariado e amizade.

Temo pela Orientação, mas sei que temos uma modalidade especial, espetacular. Continuo grato a todos os que voluntariamente contribuem para a realização em patamares de grande qualidade dos eventos da modalidade e continuo confiante no trabalho que desenvolveremos para organizar brevemente excelentes eventos de âmbito internacional.

Temo-nos uns aos outros e esta é a maior riqueza da Orientação: o inestimável património humano que, sem margem para dúvidas, saberá levar a modalidade a atravessar estes tempos difíceis e a afirmar-se como um desporto com futuro.

Abraço

Augusto


[Pode ler o Editorial no contexto da Orientação em Revista nº 48, em http://content.yudu.com/Library/A28oc2/RevistaOrientaoEdio4/resources/index.htm]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

1 comentário:

Rui Antunes disse...

Bom Dia;

O mal enraizado na nossa sociedade e cuja prova viva disso mesmo é o Estado (nossos??? governantes) é que aqueles que muito fazem e pouco pedem, são os menos reconhecidos e até despresados.
A nossa modalidade cuja realidade á semelhança da maioria do que se passa na nossa sociedade, é totalmente desconhecida para esses senhores e por isso totalmente desprezada. É certo que sempre nos habituamos a viver com muito pouco, mas com nada ou até em alguns casos sendo nós voluntários e a pagar devia ser vergonhoso para essa gente. Mas vergonha é coisa que não existe na política e muito menos nos nossos políticos. Mas não vamos acabar por isso,tal como refere o nosso Presidente.
Abraço
Rui Antunes