terça-feira, 4 de junho de 2013

I CAMPEONATO NACIONAL DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO: PLANIFICAÇÃO, UM DOCUMENTO DE NUNO PIRES



Realizado na Praia da Tocha no passado dia 25 de Maio, o I Campeonato Nacional de Orientação de Precisão teve em Nuno Pires o grande obreiro. Fruto dum trabalho apurado e meticuloso, o Campeonato foi aquilo que muitos puderam constatar: A melhor e mais desafiante prova de Orientação de Precisão alguma vez levada a cabo em Portugal! Hoje, o seu mentor partilha connosco o intenso e absorvente trabalho de planificação.


A melhor e mais desafiante prova de Orientação de Precisão alguma vez organizada em Portugal!” Não se trata duma afirmação gratuita esta, a propósito da primeira edição do Campeonato Nacional disputado na Praia da Tocha. Quem conhece as exigências da competição ao mais alto nível, não pode deixar de sentir uma enorme emoção ao perceber que em Portugal há pessoas capazes e competentes para levar por diante missões particularmente importantes como esta, mas sobretudo pessoas empenhadas e interessadas em saber mais, em evoluir e em partilhar essas experiências e conhecimentos com os demais. Pessoas que acreditam nesta disciplina inclusiva por excelência e naquilo que ela pode representar para a própria modalidade no nosso País.

Numa breve nota junto dum círculo mais restrito e nos quais o Orientovar se incluiu, Nuno Pires deu conta de que “este documento foi elaborado por forma a ter um guia de prova, quer na perspetiva do desenho dos pontos, da montagem (por saber à partida que não poderia estar presente no dia da prova) e para esclarecimento dos atletas caso houvesse alguma questão técnica.” Já na introdução do documento, acrescenta que este inclui “informação da montagem de todo o percurso, das balizas aos pontos de decisão, podendo ser facilmente replicado mais tarde, noutra data. Inclui também a descrição dos desafios, e uma possibilidade de raciocínio passo a passo por forma a tomar a decisão correta em cada ponto. Após a prova, foram incluídas algumas notas adicionais de planificação com vista a deixar registo dos princípios técnicos que motivaram a forma de planeamento de alguns pontos.”

Aqui fica pois – com um forte abraço de reconhecimento ao labor de Nuno Pires – um documento que merece uma particular atenção e que ajuda a perceber o que andou ele “a fazer feito maluco cerca de 100 horas no último mês, com 6 balizas às costas, um banquinho para me colocar à altura duma cadeira de rodas, mapa, caneta e máquina fotográfica.”



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

1 comentário:

Rui Antunes disse...

Ainda não consultei o documento por falta de disponibilidade de tempo.No entanto logo que possível, irei debruçar-me sobre o mesmo.Ter a humildade de compartilhar conhecimentos, não é uma das maiores virtudes do nosso povo (infelizmente) por isso mesmo, acho muito louvável esta iniciativa do Nuno. Parabéns aos dois.
Rui Antunes