segunda-feira, 6 de maio de 2013

CAMPEONATOS NACIONAIS DE DISTÂNCIA LONGA E DE SPRINT 2013: RUI MORA, NO "LAVAR DOS CESTOS"




No “lavar dos cestos” dos Campeonatos Nacionais de Distância Longa e de Sprint 2013, falámos com Rui Mora, o grande timoneiro desta nau chamada Secção de Orientação do Ginásio Clube Figueirense e Diretor da Prova em ambos os dias. É ele que traça o balanço – positivo, diga-se! - daquilo que foram dois dias recheados de emoções.


Os Nacionais chegam ao fim e imagino que a sensação é a do dever cumprido, depois destas duas belíssimas provas.

Rui Mora (R. M.) - Bom, eu sou suspeito para dizer se as provas são ou não belíssimas, porque estou do lado da organização. Deixo isso ao critério dos atletas e de quem esteve connosco, mas saio de consciência tranquila porque tudo fizémos para que fossem uns bons Nacionais e um bom V Troféu Mondego. Tenho apenas a lamentar a situação dos carros assaltados no primeiro dia, mas tratou-se duma situação alheia à nossa vontade. Tanto eu como o Ginásio ficámos extremamente penalizados com tudo isto e gostaria de deixar uma palavra de apreço para quem ficou lesado.

No primeiro dia, uma Distância Média na Leirosa a uma hora que foi considerada por muitos como menos adequada. Os horários das partidas poderiam ter sido geridos de outra forma ou teve de ser mesmo assim?

R. M. - Pessoalmente, acho que uma prova a começar ao meio dia é tarde. Mas se levarmos em linha de conta que há muita gente que vem de longe e que a situação financeira atual não é a melhor, colocar as partidas às 9 da manhã vai complicar a vida a todos. Para nós era o termos de pagar mais uma noite de Solo Duro – sim, infelizmente até o Solo Duro já temos de pagar – e para os atletas é mais uma noite, mais refeições extra e tudo isto acaba por pesar em cima de todos. Foi a pensar nos atletas que decidimos marcar a prova para aquela hora. Tentamos a perfeição mas isso é impossível e este é um reparo que fica.

E quanto a Buarcos? Tivemos o tempo a ajudar, uma bela moldura humana, enfim, este Nacional de Sprint no último dia excedeu as suas expectativas?

R. M. - Exceder nunca excede, até porque há coisas que podemos sempre melhorar. Mas penso que foi um Nacional bem conseguido e que os atletas saem daqui satisfeitos, tanto pelo mapa que é um excelente trabalho do António Neto e que está a dar os primeiros passos na cartografia, como pelos percursos, sempre feitos a pensar no melhor para o atleta e tendo de levar em conta as limitações impostas pelos regulamentos. As pessoas falam mas é preciso ler primeiro os regulamentos para depois se poder criticar.

Estes foram uns Nacionais onde os apoios foram escassos (!) ...

R. M. - Para a situação de crise que vivemos e numa modalidade ainda desconhecida de tanta gente, os apoios são poucos. A nível logístico tivemos um apoio muito bom da Câmara Municipal da Figueira da Foz e da Junta de Freguesia de Buarcos, mas o único apoio financeiro – e eu tenho de o referir porque foi o único apoio financeiro que nos deram – foi do Santander Totta que nos deu duzentos euros para o Magazine OTV. É um valor que cobre em parte essa despesa, não chega mas é uma ajuda e um agradecimento especial a eles porque foram realmente os únicos que contribuiram financeiramente. Mas depois há os mapas que têm de ser pagos, há despesas com carrinhas, pagar à Federação – temos agora um protocolo que a Federação fez relacionado com massagens mas que a organização tem de dar alojamento, alimentação e montagem de tenda -, tudo isto vem complicar ainda mais a nossa situação. Mas o balanço é positivo e podem contar comigo para continuar cá a trabalhar.

Falando de trabalho, para onde se viram agora as atenções do Ginásio?

R. M. - Para a etapa de Orientação de Precisão, no próximo mês de Julho. Vai ser a primeira experiência do Ginásio como organizador duma etapa de Precisão. É uma aposta nossa e queremos fazer parte desse Circuito de Orientação de Precisão que achamos muito interessante, não apenas para as pessoas com mobilidade reduzida, mas para todos. Espera que esta seja a primeira de muitas organizações e que possa ter uma moldura humana condigna para nos divertirmos todos na Lagoa da Vela.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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