terça-feira, 16 de abril de 2013

XXI CAMPEONATO IBÉRICO DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE 2013: LUÍS SANTOS FAZ AS CONTAS



Timoneiro da grande equipa que levou por diante a primeira mão do XXI Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre, Luís Santos traça no final do evento o seu próprio balanço. Palavras sentidas de quem ama a Orientação como poucos!


Depois de tanto trabalho, tanta ansiedade e tanta emoção, o que sente o Diretor do XXI Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre agora que tudo chegou ao fim?

Luís Santos (L. S.) - Sinto-me muito contente. Sei que a prova não foi perfeita, tivemos alguns problemas relacionados sobretudo com a incapacidade de testar os percursos e fazer um trabalho prévio mais seguro, o que nos deixou “na corda bamba” em relação a algumas questões, nomeadamente a questão dos tempos na Distância Longa. Apesar disso, o balanço foi bastante positivo, oferecemos áreas magníficas para a prática da Orientação e o tempo também ajudou. Mas sinto-me contente também pelo grupo, pelo meu Clube. Agradar a todos os participantes é sempre uma missão importante, mas a missão mais importante era usar este evento e tudo o que fizemos no sentido de unir o grupo. E isso foi inteiramente conseguido.

Se lhe pedir para eleger o momento mais intenso deste Ibérico, desde a sua implementação até ao “lavar dos cestos”, sobre qual recai a sua escolha?

L. S. - Pode parecer muito estranho aquilo que vou dizer, mas o momento mais intenso que me ocorre foi quando comecei a subir a serra no sábado, às 7 da manhã e vi que o céu estava azul. As pessoas podem não compreender isto, mas a importância das condições climatéricas aqui é enorme. Na fase de preparação deparámo-nos com situações tão adversas que posso bem afirmar que com o frio e a neve que estavam era impossível realizarmos o evento. Mas depois dum Inverno tão rigoroso e prolongado, fomos presenteados com dois magníficos dias e isso é algo que não vou esquecer depressa.

Em relação ao evento, ao índice de participações e aos apoios que receberam, qual a sua impressão global?

L. S. - Em termos de participação, não estamos propriamente numa época de “vacas gordas”, senão poderíamos apontar para mil atletas. O nosso ponto de partida foi o Ibérico do ano passado, onde estiveram 480 participantes. Mas sendo a primeira etapa, sendo próximo de Espanha e tendo o atrativo de ser a Serra da Estrela, ambicionávamos um bocadinho mais e isso foi inteiramente conseguido. Quanto aos apoios, gostaria de mencionar a parte da Comunicação que fez com que atingíssemos índices de exposição mediática ímpares, mesmo se comparando com outros eventos até de maior nomeada. Graças aos apoios do Orievents e do Orientovar foi possível aparecermos na generalidade dos mídia nacionais, nos grandes desportivos, nos semanários, em todo o lado. O meu desejo maior é que consigamos superar estes índices no próximo Portugal O' Meeting. Em relação aos apoios locais, tendo a distância como grande inimiga, quer o EcoResort e a Trilhos & Lagoas, quer a Câmara Municipal de Gouveia, quer até outras entidades como os Bombeiros ou a GNR de Montanha, todos foram fantásticos. Sem esses apoios não teríamos conseguido fazer metade do que fizemos.

Em que medida é que o evento pode trazer algum retorno para os agentes locais?

L. S. - Não tenho dúvidas que muitas das pessoas que aqui estiveram vão querer voltar. Além disso, nós quisemos ir além do próprio evento e uma das coisas que fizemos foi a colocação de estacas de madeira para percursos permanentes. Ou seja, vamos deixar o legado dos mapas, sim, mas com pontos já marcados e distribuídos por toda a floresta. Isto permitirá a realização de estágios, ações de formação, atividades comerciais, de puro lazer, enfim, dá para muita coisa. Sabemos o que acontece com tantos eventos, fazem-se centenas de quilómetros e depois tudo acaba na altura de irmos embora. Nós não queremos isso, queremos que os agentes locais tenham meios para usar a Orientação e através da Orientação dar a conhecer a beleza do seu território, algo que nós já bem sabemos.

O Portugal O' Meeting será o próximo grande passo (!)

L. S. - Eu não diria que é o próximo, mas sim o passo que está já a decorrer. O Portugal O' Meeting já começou a sua preparação há cerca de um ano e neste momento o trabalho técnico está a ser desenvolvido. Vamos dar o melhor que temos, sabendo que em Gouveia o melhor que temos é muito. Queremos que quem nos visite desfrute destas condições e possa ter um fim de semana fantástico.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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