quinta-feira, 4 de abril de 2013

ALBIN RIDEFELT: TRABALHO, TALENTO E AMBIÇÃO



Aos 21 anos de idade, Albin Ridefelt é uma estrela em ascensão no vasto e belo firmamento da Orientação mundial, Recuamos hoje dois meses no tempo, recordando a conversa mantida com o atleta no rescaldo do Portugal O' Meeting 2013. Passado, presente e futuro condensados em três breves palavras: trabalho, talento e ambição!


Como viu o seu terceiro lugar no final do Portugal O' Meeting 2013?

Albin Ridefelt (A. R.) - Fiquei realmente muito satisfeito. Apesar dos erros cometidos, foi uma bela competição. No último dia as pernas acusaram em demasia o cansaço acumulado e não consegui acompanhar a velocidade do Philippe [Adamski]. Ele foi mais forte do que eu.

E quanto ao evento no seu todo?

A. R. - Já cá tinha estado em 2012, embora com resultados bastante mais modestos. Pelo que tinha podido aferir então, sabia que este é um grande evento e decidi que teria de vir de novo este ano. Pessoalmente, considero que o Portugal O' Meeting é uma excelente oportunidade para 'dar um salto cá abaixo', fazer alguns bons treinos de início de temporada e esperar que toda a parte técnica volte a fluir novamente.

Estava à espera de resultados tão bons?

A. R. - Sinceramente não estava. Sabia que o treino de Inverno tinha corrido bastante bem até então, mas não esperava bater-me da forma que o fiz com tão bons atletas. Estou realmente muito satisfeito.

Para aqueles que não o conhecem, diga-me, por favor: quem é Albin Ridefelt?

A. R. - Sou um atleta ainda muito novo, sou de Uppsala, na Suécia... bem, não sei o que dizer... (?!) Tenho feito algumas provas em representação do meu país e com alguns resultados bons... Penso que – assim o espero – me irão conhecer melhor no futuro (risos).

Com que idade começou a praticar Orientação?

A. R. - Comecei muito novo. No início era mais um miúdo do Futebol e de outros desportos, mas o meu pai era orientista e acabei por me tornar orientista também. Estou muito satisfeito com esta minha escolha.

Quando é que descobriu que queria ser um atleta de Elite?

A. R. - Talvez quando tinha os meus 15 anos e andava na Orientação no Liceu. Devo dizer que foi aí que comecei a treinar verdadeiramente a sério.

Tem algum ídolo nesta modalidade?

A. R. - Sim, no início o meu ídolo era um atleta do meu clube, Mats Tröeng, que corria realmente muito bem. Mas também admiro o Thierry [Gueorgiou], acompanho a sua carreira e é sempre uma fonte de inspiração. Para mim, estas são as duas grandes figuras da Orientação.

O que é que o Thierry tem que o Albin não tem?

A. R. - Penso que ele é mais rápido do que eu. E, claro, é muito bom tecnicamente. Penso que não estarei muito distante dele no capítulo técnico, mas preciso de trabalhar, decisivamente, a minha velocidade.

Depois do Portugal O' Meeting, o que é que tem feito?

A. R. - Fiz mais alguns treinos no Sul da Europa, mas sobretudo tenho tentado fazer um bom treino de base perto de casa, em Uppsala.

O que é que se segue?

A. R. - Infelizmente ainda temos imensa neve na Suécia e há inúmeras competições canceladas, pelo que me resta esperar que o tempo se torne mais ameno e a neve se vá embora. O meu foco principal agora é a Tiomila e as séries da Silva League, que terão lugar em Abril e Maio, aqui, na Suécia.

Quando é que vamos vê-lo no top-10 mundial?

A. R. - Bem, não sei. O meu grande sonho é poder estar presente nos Campeonatos do Mundo do próximo mês de Julho, na Finlândia, mas não vai ser fácil conseguir um lugar na equipa. Dentro de três anos os Mundiais terão lugar na Suécia e é para aí que apontam os meus abjetivos de longo prazo. Talvez nessa altura consiga chegar ao top-10.

Mas para já temos a Finlândia... e uma medalha... (!?)

A. R. - Ooooh... uma medalha!... Não vai ser nada fácil chegar ás medalhas. Daqui a um par de anos, talvez.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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