sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

XIV MEETING DE ORIENTAÇÃO DO CENTRO - WRE 2013: A ANTEVISÃO DE JORGE SILVA



A vinte e quatro horas do início do XIV Meeting de Orientação do Centro – WRE 2013, está tudo a postos para o grande evento. É o final dum ciclo de grandes competições internacionais de Orientação, um final com o selo de garantia do COC e que, seguramente, deixará rendidos todos os participantes à qualidade organizativa, ao desafio dos percursos e à beleza dos espaços.


Tal como em 2012, após o Portugal O' Meeting as emoções voltam-se já este fim de semana para o XIV Meeting de Orientação do Centro – WRE 2013 e para a Praia do Osso da Baleia onde terão lugar as duas etapas. A organização conta com o excelente número de 1099 atletas inscritos, metade dos quais estrangeiros, provenientes de 22 Países e as atenções centram-se sobretudo na primeira etapa, uma Distância Longa pontuável para o ranking mundial da modalidade e que terá lugar a partir das 10:00. Para fechar em beleza o primeiro dia de provas, um pouco mais de meio milhar de participantes marcará ainda presença no Sprint nocturno na Praia da Costa de Lavos, com os primeiros atletas a partirem às 19:30. Num regresso ao mapa da véspera, o segundo e decisivo dia será composto por uma etapa de Distância Média com início agendado para as 09:30.

Para nos falar disto e algo mais, o Orientovar foi ao encontro de Jorge Silva, o Diretor da prova e Presidente do Clube de Orientação do Centro, “ um clube jovem, a pensar no futuro com dinamismo e entusiasmo, orientado por uma estratégia que minimiza os momentos altos, procurando superar o que já foi feito”.


O Meeting de Orientação do Centro fecha um ciclo de três provas WRE em três fins-de-semana consecutivos. Como avalia esta estratégia da nossa Federação em concentrar num reduzido espaço de tempo as principais provas do nosso país?

Jorge Silva (J. S.) - Em relação a esta estratégia, penso que devemos considerar dois aspetos. Desde logo, estou seguro que a iniciativa foi baseada num conjunto de pressupostos, com o objetivo de trazer mais valias para a Orientação. Segundo, após este ciclo, deverá ser feita uma análise para verificar se foi uma boa ou má opção realizar as três provas consecutivas. Na minha opinião, e sem grande análise, diria que os atletas na sua maioria ficam apenas para duas provas. A confirmar-se este pressuposto, a minha opinião é de que deveremos voltar ao modelo anterior de duas provas WRE e definir objetivos para incrementar anualmente o número de participantes.

Ter mil e cem inscritos, dos quais metade são estrangeiros, é um número que o satisfaz?

J. S. - Atendendo à conjuntura atual e a este ciclo de três provas, estes são números que nos deixam extremamente satisfeitos. Significa que gostam dos nossos mapas, dos nossos percursos e nós tudo faremos para não os desiludir.

O contacto dos nossos atletas com um tipo de Orientação mais evoluída que mais-valia poderá acarretar para a Orientação nacional?

J. S. - É muito importante para os nossos atletas contarem com a presença de atletas de um patamar superior, só desta forma vão conseguir evoluir e atingir maior performance. São estes contactos que permitem ver as diferenças técnicas e táticas, atitudes e perfis do atleta antes, durante e depois da prova. Esta interação acaba por ser benéfica de uma forma transversal, porque nós aprendemos muito com os atletas estrangeiros mas estes certamente também levam de cá ensinamentos.

Quer apresentar-nos os mapas, os terrenos e os percursos deste XIV MOC?

J. S. - Em relação ao mapa, penso que dentro da ideia “micro relevo e dunas” vamos conseguir apresentar algo de novo em termos de dificuldade técnica. O mapa tem despertado muito interesse nos atletas que têm testado os percursos, razão pela qual me adianto a dizer que o mapa e os percursos são desafiantes. O mau tempo que assolou o País no final de Janeiro fez-se sentir com intensidade nesta região, os estragos na floresta obrigaram-nos a percorrer todo o mapa, mas felizmente não interferiram com a cartografia existente.

E quanto aos «artistas»?

J. S. - Quanto aos artistas do XIV MOC/WRE, da nossa parte desejamos que superem os seus objetivos individuais. Pretendemos dar tudo o que está ao nosso alcance para que se faça uma excelente prova, tendo que para isso superar as dificuldades preparadas pela organização para cada etapa. A grande atração para os presentes neste momento passa por saberem que vão estar em palco os nº1 do ranking mundial W/M, ambos da Suíça (Simone Niggli e Mattias Kyburz), onde naturalmente a competitividade terá um maior incremento, benéfico para alguns, mas talvez mais stressante para outros.

À margem do evento, o que é que as pessoas que visitarão Pombal não devem absolutamente perder?

J. S. - Pombal é uma cidade com oito séculos de história, onde poderia salientar o Período Romano, Medieval e o difícil período das Invasões Francesas. No Concelho de Pombal podemos encontrar paisagens formidáveis com excelentes percursos de lazer, podendo saborear uma ótima gastronomia, adquirir variadíssimos produtos desde o artesanato, queijo, azeite, mel… vale a pena explorar. A Praia do Osso da Baleia é uma beleza selvagem que todos os atletas terão oportunidade de visitar.

O Clube de Orientação do Centro já tem uns anos largos nas lides da Orientação e os seus elementos continuam a ser praticamente os mesmos. De onde vem esta enorme resistência a um tempo que parece não fazer mossa no COC?

J. S. - Quanto à estrutura da Direção, pode não parecer, mas vai alterando ao longo dos anos porque só assim nos poderemos ir adaptando às novas necessidades e exigências do Clube a nível desportivo, organizativo e à própria administração interna. Somos um Clube em crescimento, que passa por dificuldades como tantos outros e por isso é necessário ter um espírito resistente e também de paciência (paciência no sentido em que nada aparece de um momento para o outro). Para atingir os objetivos é preciso trabalhar e não desistir.

A uma tão curta distância do evento, o que lhe causa ainda alguma preocupação?

J. S. - Apesar de estar tudo controlado as nossas preocupações são constantes e só terminam quando os materiais estão arrumados e os relatórios entregues. Por agora, resta-me desejar a todos uma excelente estadia, boas provas e que desfrutem!



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO


[Artigo patrocinado por Orievents e SERI]



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