sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

... PORQUE O NAOM JÁ COMEÇOU!


«Bacalhau à Monte». Um monte de emoções. O ponto final perfeito num dia perfeito. Num refúgio de prazer e bom gosto chamado Monte Filipe. [Que não se iludam aqueles que presumem ver nisto o regresso das Crónicas. Será, quando muito, uma revisitação.]


Seis anos depois, faço-me à estrada a caminho de Nisa. Seis anos que marcam outras tantas edições do Norte Alentejano O' Meeting, evento de referência da Orientação nacional, um marca viva na minha vida de orientista (perdoe-se-me o atrevimento), esses momentos primeiros bem vincados na minha memória e que remetem para Nisa, precisamente. Há seis anos... menos uns pózinhos.

O que me lembro? Tanta coisa... Uma arruada por Nisa. O Manuel Serrão a defender um Portugal de campos de golfe feito. Os claustros do Convento de Alter repletos de amigos para a apresentação do primeiro volume das Crónicas. Um robalo no Candeerinho. Um fim-de-semana na Casa do Largo. O passeio pela Coudelaria de Alter. Um painel de azulejos romanos. Uma anta sob um sobreiro. Aquela ceia memorável no Convento da Flôr da Rosa. Um fado na voz duma jovem cujo nome esqueci. Um almoço de excelência no Tomba Lobos. Uma visita à Almojanda. Um concerto do Pedro Jóia numa noite de Marvão... É certo que ao longo destes seis anos também houve Orientação. Muita e boa Orientação. Mas devo confessar: aquilo que para muitos é o acessório, é – sempre foi! - essencial para mim.

E isso transporta-me diretamente para o presente, para o NAOM 2013, que já começou. E começou logo depois de transpor a Barragem do Fratel e de «instalar» os sentidos nesta paisagem única, uma paisagem que tem o condão de me surpreender e de me «agarrar» mal nela pouso o olhar. Que tanto me delicia com umas Febras de Coentrada na Flôr do Alentejo a recordar-me que em lado nenhum se come tão genuinamente como aqui, como com um passeio pelo casario da Vila, o voo rasante das cegonhas mais as ruas estreitinhas e as casas com os seus portais góticos, as laranjeiras na praça, a espada que encima o pelourinho e de novo as cegonhas com o seu «tamborilar» os bicos...

Quando chego à Fadagosa de Nisa descubro um centro termal de excelência, onde a qualidade do espaço se conjuga com equipamentos de topo, num todo preparado para dar resposta a múltiplas situações relacionadas com a recuperação e manutenção da saúde e do bem estar. E depois há o Monte Filipe, verdadeiro porto de abrigo no coração deste Norte Alentejano, preparado para receber da melhor forma as almas famintas de paz e sossego. Monte Filipe onde comi o tal Bacalhau à Monte, uma criação do Chefe José Vieira, tocante de simplicidade, marcante pela qualidade e pelo sabor. Monte Filipe onde me entrego, dentro de momentos, a uma noite de sono.

Que o NAOM continua amanhã...


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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