quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

RIINA KUUSELO: "[NOVA ZELÂNDIA]... UMA EXPERIÊNCIA MARAVILHOSA"




Neste início de temporada, o Orientovar acompanha as pisadas de Riina Kuuselo, a vencedora da primeira edição do Norte Alentejano O' Meeting. Aqui se fala da Finlândia, de Portugal e da Nova Zelândia… “uma experiência maravilhosa”!


A temporada 2013 teve início na Nova Zelândia com a ronda inaugural da Taça do Mundo. Esta calendarização surge demasiado cedo ou todas as alturas são boas para competir?

Riina Kuuselo (R. K.) – Foi um pouco estranho correr a Taça do Mundo em pleno Inverno na Europa. Mas por outro lado, foi uma experiência maravilhosa e as provas estavam muito bem organizadas. Fiquei muito contente por ter podido participar.

Falando na Nova Zelândia, como é que se sentiu?

R. K. – Foi a primeira vez que estive na Nova Zelândia. É um país exótico, repleto de áreas vulcânicas e geotermais, mas os terrenos não diferem assim tanto daqueles que encontramos nalgumas regiões da Europa. Dunas de areia podem encontrar-se em muitos países e o percurso do último dia da Taça do Mundo fez-me lembrar o País de Gales. A organização, apesar de descontraída, conseguiu uma boa mistura de excelentes provas e percursos muito bons.

Os resultados alcançados corresponderam às suas expectativas?

R. K. – Estou ainda em fase de recuperação duma lesão e não tenho treinado muito pelo que as minhas expectativas não eram particularmente elevadas. Mas foi bom perceber que, afinal, não estou assim tão em baixo de forma. Gostaria de ter conseguido algumas posições nos dez primeiros lugares, mas não foi possível. Ainda assim, não estou descontente com dois lugares no top-15 (12º e 15º). Foi muito bom, tendo em conta a minha situação.

Vou “roubar” a questão ao Jan Kocbach e perguntar-lhe qual a sua opinião acerca do formato de chasing start. O futuro da Orientação passa por aqui?

R. K. – Bom, espero sinceramente que o chasing start não faça parte do futuro da Orientação (não quereria vê-lo no programa dos Campeonatos do Mundo) mas penso que não virá mal ao mundo se de vez em quando tivermos uma prova com estas características numa Taça do Mundo. Eu sei que muitos orientistas rejeitam liminarmente esta ideia, mas consegui perceber o quanto este formato pode ser realmente excitante para os espectadores. É um formato que favorece claramente os mais fortes, mas todos terão de conquistar um bom lugar à partida e isso implica realizar um bom prólogo. É uma forma de tornar a Orientação mais sexy e visível.

O que vem a seguir na sua agenda? Portugal?

R. K. - Como muitos outros orientistas, acabo de me decidir a ir correr o Portugal O' Meeting e o Meeting de Orientação do Centro. Tenho muito boas recordações da primeira edição do Norte Alentejano O' Meeting e esse é o motivo pelo qual continuo a ir a Portugal :)

Pela primeira vez, teremos em Portugal as três provas pontuáveis para o ranking mundial em três fins de semana consecutivos. Qual é a sua opinião?

R. K. - Penso que é uma ideia muito boa e que parece atrair muitos orientistas de toda a Europa. São grandes eventos e muitos escandinavos, ansiosos por escapar aos rigores do Inverno, viajam até ao Sul ao encontro de condições para praticar Orientação. E quando se trata de eventos desta natureza, então isso ainda torna tudo mais atrativo.


Finalmente, a grande competição do ano terá lugar no seu País. Que Campeonatos do Mundo de Orientação poderemos esperar?

R. K. - Estou certa que o Campeonato do Mundo em Vuokatti será um grande evento em todos os aspetos. É um local muito bonito e estaremos na melhor época do ano. Para mim, enquanto atleta, é uma maravilhosa oportunidade termos os Campeonatos do Mundo no meu País.

E quanto a si? Pensa que será possível repetir 2010 e voltar a envergar de novo a camisola da Finlândia?

R. K. - Espero sinceramente conseguir um lugar na equipa. Trata-se do meu maior sonho, estar capaz de competir nos Mundiais.


Saudações orientistas.

Joaquim Margarido

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