domingo, 30 de setembro de 2012

XX CAMPEONATO IBÉRICO DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE: TÍTULOS PARA PEDRO NOGUEIRA E SUSANA ALVES




Dezasseis títulos individuais para Portugal contra três dos espanhóis e uma expressiva vitória coletiva para as nossas cores. Eis o resultado dos dois dias de provas que, este fim de semana, encerraram a 20ª edição do Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre. Individualmente, Pedro Nogueira e Susana Alves foram os grandes vencedores na categoria Elite.


Os concelhos da Figueira da Foz e de Montemor-o-Velho receberam este fim de semana a 2ª fase do XX Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre. Organizado pela Secção de Orientação do Ginásio Clube Figueirense e integrado no I Troféu Quiaios Hotel, o evento contou com a participação de 646 atletas, distribuídos por 32 escalões de competição (dos quais apenas vinte válidos para o Campeonato Ibérico) e quatro escalões abertos.

Do programa fizeram parte as três distâncias clássicas, com as provas a distribuírem-se pelos mapas da Lagoa da Vela Sul – Bom Sucesso (Distância Média), Montemor-o-Velho -Vila (Sprint) e Praia de Quiaios (Distância Longa). António Neto assinou o traçado de percursos sobre o trabalho de cartografia de Rui Antunes, num evento que contou com Direção de Rui Mora e Supervisão de Rui Morais.


Ilustres ausentes

O primeiro dia de provas teve início com uma Distância Média, numa zona de floresta particularmente apreciada pela sua beleza e pelos desafios que o micro-relevo e a vegetação sempre colocam. Não demasiado exigente do ponto de vista físico, a prova viria a ser ganha por Diogo Miguel (Ori-Estarreja) no escalão de Elite Masculina, impondo-se por margens inferiores a um minuto aos seus mais diretos adversários, Miguel Silva (CPOC), Pedro Nogueira (ADFA) e Tiago Gingão Leal (GafanhOri), que terminaram por esta ordem. O primeiro atleta espanhol a concluir o seu percurso foi Raúl Ferra Murcia (Lorca-O), no 16º lugar (!), a 7:29 do vencedor.

No setor feminino, Andreia Silva (COC) foi uma vencedora incontestada, deixando Susana Alves (GD4C), a segunda classificada, quase a sete minutos de diferença. Entre as onze atletas que lograram terminar o seu percurso, destaque pela negativa para a ausência de representantes do país vizinho, deixando desde logo o caminho livre às atletas portuguesas para dirimirem entre si a luta pelo título ibérico neste escalão. Mas se a ausência das espanholas retirou qualidade e competitividade a um escalão que teria beneficiado com a sua presença – Ona Ráfols, Anna Serralonga Arqués, Carla Guillén ou Annabel Valledor são, reconhecidamente, atletas de enorme valor -, ofereceu praticamente de bandeja o título coletivo a Portugal.


O “mp” de Tiago Aires

Prova concluída, estômagos retemperados e eis a tribo da Orientação a mudar-se de armas e bagagens para Montemor-oVelho onde, a meio da tarde, decorreu o Sprint. A prova teve lugar à sombra do secular castelo, num mapa que se viria a revelar curto em termos de opções, sobrando-lhe em exigência física o que faltou em matéria de apuro técnico.

Com o título ibérico “na calha” - sobretudo após a vitória na fase espanhola da competição -, Tiago Aires (GafanhOri) acabou por ser o grande protagonista da jornada, graças a um “mp” que deitou por terra as suas mais legítimas aspirações (recorde-se que o Regulamento é claro neste ponto, sendo declarado Campeão Ibérico o atleta que fizer o melhor resultado “obtido pela soma dos tempos dos seis percursos das duas etapas”). Com o tempo de 20:02, Miguel Silva viria a ser o mais rápido, ante o Campeão Nacional de Sprint em título, Tiago Gingão Leal. No setor feminino, Raquel Costa (GafanhOri) e Andreia Silva travaram intensa luta, tendo a vitória sorrido à primeira com o tempo de vinte e quatro minutos exactos, contra 24:32 da sua adversária. Nesta altura do Campeonato, já Portugal anulara os 125 pontos que trazia de desvantagem de Espanha e caminhava rumo a um título que não lhe iria escapar. Individualmente, Pedro Nogueira e Susana Alves partiam para a última prova com doze minutos à maior sobre o espanhol Raúl Ferra Murcia e Liliana Oliveira (CPOC), respetivamente, vantagem que se poderia considerar, no mínimo, confortável.


A etapa da consagração

A terceira etapa, disputada na manhã de hoje, viria a ser de consagração para ambos os atletas, levando de vencida os seus adversários diretos e conquistando o título ibérico. Raúl Ferra Múrcia e Liliana Oliveira concluíram no segundo lugar, enquanto a terceira posição do pódio apenas foi ocupada no setor masculino – por Paulo Franco (COC) -, já que no setor feminino só as duas atletas mencionadas lograram concluir as seis etapas do Ibérico sem quaisquer penalizações.

Quanto aos restantes escalões, merece uma referência o escalão H20 e a sensacional recuperação protagonizada por Luís Silva (ADFA) ante o Campeão do Mundo de Distância Longa de Desporto Escolar 2009, Eduardo Gil Marcos (Tjalve-O), anulando os mais de cinco minutos e meio de desvantagem à entrada para a derradeira prova. No escalão H35, Alberto Branco (CP Armada) também conseguiu virar o resultado a seu favor nesta derradeira prova, ante o espanhol Alberto Minguez Viñambres, o mesmo acontecendo com Luís Sousa (Clube TAP) ante Vítor Rodrigues (CPOC) e com Mar Garcia Pérez (Rumbo Madrid) face a Assunção Almeida (GafanhOri), nos escalões H55 e D50, respetivamente. Por último, fica a curiosidade de Joaquim Sousa (COC), no escalão H40, ter sido o Campeão Ibérico mais folgado, deixando Rui Botão (CPOC), segundo classificado no conjunto das seis provas, a 1:18:15 de diferença. Coletivamente, Portugal somou 1613 pontos, contra 1429 de Espanha, arrebatando o título.


Uma prova, um campeão!”

Auscultado pelo Orientovar no rescaldo do XX Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre, Pedro Nogueira confessou que “todos os títulos têm algo de especial em si”, deixando subentendido que este não será diferente. O novo Campeão Ibérico discorda, porém, da forma como são encontrados os vencedores: “Este é um formato que não premeia a competitividade, premeia mais a regularidade. Talvez o Tiago [Aires] fosse o atleta em melhor posição para conquistar este título”.

Lançando o olhar sobre o Ibérico, no seu todo, Nogueira recorda que “quando corri em Espanha, tinha um compromisso com o meu clube de Atletismo na semana seguinte e fiz apenas as provas para cumprir, sem qualquer intuito de vir a ser campeão. Aqui foi acabar as provas e tive a sorte do Tiago ter tido aquele azar.” E a terminar, uma observação que encerra, em si mesma, um lamento: “Uma prova, um campeão! É assim que se fazem os Campeonatos, não neste formato. Espero que se repense rapidamente este formato e que as seleções possam regressar. Há uma enorme magia em vestir o equipamento da seleção e esta era uma das poucas oportunidades que, enquanto portugueses, tinhamos. Neste momento acabaram com esta situação, restando-nos a possibilidade de envergar a camisola no Campeonato do Mundo. Mais nada!”


Estou surpreendida, não sabia...”

Susana Alves soube do título ibérico pelo Orientovar. À surpresa seguiu-se a emoção: “Estou surpreendida, não sabia... É sempre bom estar na Elite e receber um título. Mas temos de contar com o facto de não estar cá nenhuma atleta espanhola e também de algumas portuguesas terem sido desclassificadas em Espanha.” No conjunto das seis provas, Susana Alves destaca “as Distâncias Longas, tanto em Espanha como cá. Foram muito duras e conseguir acabá-las foi mesmo muito bom.”

Quanto ao formato atual do Ibérico, Susana Alves partilha, em certa medida, da opinião de Pedro Nogueira: “Não concordo com o formato atual, embora discordasse igualmente do formato anterior, com as seleções. Acho que não se deve restringir a uns quantos atletas a possibilidade de chegar aos títulos. Mas também ser obrigado a cumprir todas as etapas, acaba por ser complicado. Um Ibérico que contou só com portuguesas não faz sentido algum.” Assim, um modelo misto seria o ideal passando pelo “estabelecimento de quotas para cada seleção, obrigando-as a apresentar um número mínimo de atletas em cada escalão.” E, a finalizar, a dedicatória do título a uma pessoa muito especial: “Sem dúvida, ao António Marcolino, meu treinador e grande amigo!”


Títulos Ibéricos 2012

H/D16 – João Bernardino (COC) e Beatriz Moreira (CPOC)
H/D18 – Jesús Rodriguez Corrochano (Toledo-O) e Carolina Delgado (GD4C)
H/D20 – Luís Silva (ADFA) e Vera Alvarez (CPOC)
H/DElite – Pedro Nogueira (ADFA) e Susana Alves (GD4C)
H/D35 – Alberto Branco (CP Armada) e Anna Amigó Bertran (COC Barcelona)
H/D40 – Joaquim Sousa (COC) e Anabela Vieito (COC)
H/D45 – Armando Sousa (ADFA) e Alice Silva (GDU Azoia)
H/D50 – Albano João (COC) e Mar Garcia Peréz (Rumbo Madrid)
H/D55 – Luís Sousa (Clube TAP) e Cathy Dawson (GafanhOri)
H60 – Manuel Dias (GafanhOri)



Reportagem fotográfica alargada do XX Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre:

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sábado, 29 de setembro de 2012

XX CAMPEONATO IBÉRICO DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE: AMBIENTE(S)



CLUBE COM HISTÓRIA: CLUBE DA NATUREZA DE ALVITO




Fundado em 25 de Setembro de 1995, o Clube da Natureza de Alvito soprou dezassete velas na passada terça-feira. “Recordar o passado, viver dinamicamente o presente e construir os sonhos do futuro”, tais são os pressupostos que nos levam ao encontro dum clube com História.


O Clube da Natureza de Alvito foi criado, por escritura pública, em 25 de Setembro de 1995, com o sentido de desenvolver a atividade competitiva de Orientação, após dois anos de integração numa secção do GDC Alvito. Foram fundadores: Joaquim Patrício, Maria Oliveira, Lucília Penedo, Mariete Vasco e Joaquim Banha, além dos atletas que faziam parte da referida secção.

Foram definidos como Fins nos Estatutos (Art. 3º): a promoção de atividades físicas, desportivas e culturais com o objetivo de harmonizar a atividade humana com a preservação da Natureza. Foi assumida como cor do Clube, o Verde pelo seu simbolismo em relação à Natureza e como cor complementar, o azul do concelho de Alvito. O símbolo do Clube integra o Homem em atividade (verde), a árvore de copa redonda (verde azinheira), o Sol (vermelho poente), a Linha do Horizonte (dourado das searas) e as iniciais CNA (azul água).

Logo no primeiro ano de atividade foi criada, além da Secção de Orientação, também a Secção de Atletismo e, no ano seguinte, a efémera Secção de Ciclismo e BTT. Iniciaram-se, também, a prática de atividades Formativas e de Lazer nas áreas das Multi-atividades Infantis, da Ginástica, da Natação e do Campismo e, não muito depois, as do Pedestrianismo, do Badminton, do Ténis de Mesa, do Triatlo e da Patinagem, revelando-se, assim, como um clube eclético, na perspetiva de possibilitar atividade física e desportiva para todos e em todos os graus etários.

Rapidamente a atividade realizada, de tão diversificada e tão intensa, tornou-se notória a nível regional, principalmente por trazer para o Alentejo atividades ainda muito pouco praticadas como a Orientação, o BTT e o Triatlo, além do Pedestrianismo. Não tardou que a consistente e persistente ação dirigente e a promoção das atividades desportivas junto das crianças e jovens, produzisse frutos em competição, com as primeiras vitórias individuais e, logo, coletivas e, também, os títulos distritais, regionais e nacionais.

Pela sua participação nacional e pelas organizações que levou a cabo no território concelhio e um pouco por todo o Alentejo, o clube, além de trazer milhares de visitantes à região, transformou-se num autêntico embaixador de Alvito por todo o país.

Atualmente o CNAlvito é uma referência no Atletismo distrital e regional e um clube considerado, a nível nacional, na Orientação e no Triatlo. Além destas três modalidades há participação competitiva em provas de BTT, atividades Formativas e de Lazer em Ginásio, Natação e Pedestrianismo e um Projeto de Escolinhas Desportivas nas áreas do Atletismo, Badmínton, BTT, Natação e Triatlo.

A Lista de Títulos é bastante extensa, resumindo-se da seguinte forma (dados de 2012):

Atletismo – Títulos Regionais: 7 coletivos + 7 atletas Campeões do Alentejo (17 títulos) / Títulos
Distritais: 48 coletivos + 30 atletas Campeões Distritais (205 títulos);

Orientação – Títulos Internacionais: 3 atletas Campeões Ibéricos (3 títulos) / Títulos Nacionais: 19
coletivos + 20 atletas Campeões Nacionais (76 títulos);

Ténis de Mesa – Títulos Regionais: 1 coletivo + 2 atletas Campeões Regionais (2 títulos);

Triatlo – Títulos Nacionais: 2 atletas Campeões Nacionais (10 títulos).

O Clube encontra-se filiado nas seguintes estruturas associativas: Confederação Portuguesa das Coletividades de Cultura, Recreio e Desporto (membro do Conselho Nacional), Federação Portuguesa de Orientação, Federação Portuguesa de Atletismo / Associação de Atletismo de Beja, Federação de Triatlo de Portugal e Federação Portuguesa de Campismo e Montanhismo.

Localmente, o Clube integra o Conselho Geral do Agrupamento de Escolas do Concelho de Alvito, Conselho Local de Ação Social de Alvito, Conselho Municipal de Desporto e Conselho Municipal de Juventude.

Mantendo sempre uma estratégia de desenvolvimento com base no ecletismo, para servir a todos e
conferir uma ampla cultura desportiva aos seus praticantes jovens e centrada nas atividades desportivas individuais, por mor da fraca densidade populacional na região, o clube tem singrado com determinação e de forma persistente, neste difícil “campo desportivo alentejano”, merecendo os apoios que as entidades locais e regionais lhe conferem.

Morada – Praça da República, 1 | 7920-028 Alvito
Tel/Fax – 284485148 | Tlm 962960322
E-mail – cn.alvito@sapo.pt


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

PELO BURACO DA FECHADURA: TROFÉU JOAQUIM SOUSA




O Município de Barcelos recebe, pela primeira vez na sua história, um evento de Orientação Pedestre pontuável para o ranking da Taça de Portugal. Oportunidade para homenagear aquele que é considerado pela organização como “o maior atleta português de Orientação”, Joaquim Sousa, espreitando o seu Troféu pelo buraco da fechadura.


Galegos Santa Maria reclama-se como sendo o “berço” do Galo de Barcelos. Terra marcada pelo artesanato de barro, onde galos e outros bichos saem das mãos de artesãos dedicados e que dessa forma exprimem os seus sentimentos, mistérios e crenças, o galo aqui criado é uma figura altiva, de crista bem levantada, peito largo e cores garridas.

Também foi desta terra que saiu Joaquim Sousa, o atleta que nos habituámos a ver correr como se toda a floresta fosse um tapete verde e para quem penedias, muros e matos parecem não ser mais do que simples adereços. Do seu extenso e rico currículo sobressaem inúmeras conquistas em diversas provas e taças nacionais e estrangeiras, destacando-se as duas medalhas - uma de prata e outra de bronze - conquistadas em Campeonatos do Mundo de Veteranos, uma vitória na Taça dos Países Latinos, cinco títulos Ibéricos, três vitórias no ranking da Taça de Portugal e catorze títulos nacionais, tudo na categoria de Elite.


Desafio, competitividade e emoção

Agendado já para o próximo dia 20 de Outubro, o Troféu Joaquim Sousa teve a sua génese aquando da elaboração dum mapa destinado a uma atividade de Orientação em BTT. Verificando-se que a casa do atleta se situava bem no meio do mapa e associando isso ao facto de Joaquim Sousa ser um dos vultos maiores da Orientação nacional, os Amigos da Montanha decidiram ir em frente com o propósito de homenagear desta forma o seu conterrâneo.

A prova terá lugar em terreno bem ao gosto e ao jeito do homenageado, com bastantes declives, muitas zonas de floresta limpa, alternando com zonas de rochas e alguma vegetação rasteira. Do programa constam duas etapas, a primeira de Distância Média a partir das 10h00 e à tarde, pelas 15h00, um Sprint, ambas a prometer grandes desafios, competitividade plena e muita emoção. O palco das provas será o Monte do Facho, no limite das freguesias de Oliveira e Roriz, local que acolheu no primeiro milénio antes de Cristo um povoado fortificado, hoje designado por Citânia de Roriz. Dele são visíveis ainda restos de uma muralha e de construções circulares em pedra, bem como penedos com gravuras que poderão ser ainda mais antigas que a Idade do Ferro. Na parte mais alta do Monte encontra-se a Capela de Nossa Senhora do Facho e um soberbo miradouro sobre o Vale do Cávado.


O “galo orientista”

Se aos atrativos de ordem desportiva e ao muito de belo que esta região do Norte do País tem para oferecer, juntarmos a simpatia e o habitual bem receber dos Amigos da Montanha, uma ida até Barcelos impõe-se. Mas há ainda um atrativo deveras excecional. A Junta de Freguesia de Galegos Santa Maria e a Câmara Municipal de Barcelos também quiseram associar-se a esta homenagem, querendo vincá-la através do “galo orientista”, uma peça tradicional em barro, concebida pela arquiteta-paisagista Sara Silva e preciosamente modelada pelo ceramista Hélder Ferreira, com o apoio das artistas Maria do Carmo e Carla Ferreira. O “galo orientista” será, pois, o prémio que os vencedores dos vários escalões de competição deste Troféu Joaquim Sousa irão receber.

Uma última palavra para a pessoa de Joaquim Sousa, um atleta carismático, único e que é, em si mesmo, uma imagem de marca da Orientação portuguesa. Se todos as atrativos anteriormente mencionados não fossem convincentes o suficiente para o fazer sair de casa rumo a Barcelos no dia 20 de Outubro, então faça-o pelo Sousa, na certeza porém que ninguém mais do que ele merece uma homenagem assim.

Saiba tudo sobre o Troféu Joaquim Sousa em http://www.amigosdamontanha.com/_trofeu_joaquim_sousa.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

A ORIENTAÇÃO EM PORTUGAL: UMA ABORDAGEM ANALÍTICA




por Luís Santos


Qualquer análise efetuada à evolução do número de praticantes de uma modalidade desportiva não pode ser dissociada do enquadramento económico envolvente, nomeadamente contando com os efeitos do momento de crise vivida actualmente em Portugal.

É em função de uma realidade de quebra do número de praticantes na Orientação, única nos 14 anos de história com quadros competitivos organizados, e à luz do enquadramento atual, que se explica sucintamente como evoluiu a modalidade, em que ponto se encontra e como se perspectiva o futuro.


Participantes por evento

Desde o início da Taça de Portugal em 1998/1999 até 2005/2006 o número médio de participantes foi sempre subindo, passando de 408 participantes médios por evento para 635. Até 2003/2004 nunca houve um evento que ultrapassasse os 1000 participantes, e o Portugal’O’Meeting 2007 superava, logo no início de 2007, os 1500. Desde 2006/2007 até à época atual (2012) o número de participantes médio está estável com números médios por evento acima dos 750, o que de alguma forma contradiz a leitura de quebra atual de participantes. No entanto, o número médio de 2012 não é comparável com os das épocas anteriores uma vez que a época ainda decorre e os eventos anuais com maior número de participantes já decorreram, pelo que os 832 de número médio irão ser significativamente reduzidos com os 3 eventos de nível 1 que ainda não estão contabilizados.

Objetivamente, a estabilidade do número de participantes por evento deve-se à crescente capacidade nacional de cativar cada vez mais praticantes estrangeiros nos eventos de Inverno (principalmente no Portugal O’Meeting).

Isto mostra que Portugal se posicionou muito bem comparativamente com Espanha, pois há uma década atrás, a grande maioria dos turistas/praticantes de Inverno da Orientação optava por visitar Espanha, tendo essa tendência sido gradualmente invertida, com Portugal a ter atualmente uma óptima imagem organizativa a nível internacional, capital esse que deve ser salvaguardado e potenciado nos próximos anos.

Da leitura do quadro 1 decorre também que, desde 2008, não há nenhum evento de Taça de Portugal de nível 1 com menos de 400 participantes, o que confere à Orientação uma dimensão social que poucas modalidades desportivas (ainda mais não olímpica) alcançam.

Em relação aos eventos com maior número de participantes, desde 2007 que o evento com maior número de participantes é constantemente o Portugal O’Meeting sendo a edição de 2011 a mais participada de sempre, com 1941 participantes.

O panorama atual na Orientação em BTT é bastante mais sombrio que na Orientação Pedestre. Ao contrário da Orientação Pedestre, na variante de BTT, o número de estrangeiros nunca assumiu um peso tão significativo como na pedestre, nunca excedendo a centena em nenhum evento a contar para a Taça de Portugal. Para além disso há caraterísticas na Orientação em BTT que tornam os efeitos da crise muito mais evidentes como as dificuldades logísticas quer no transporte de bicicletas quer no acesso de jovens à participação em eventos.

Entre 1998 e 2002 os números médios de participantes rondavam a centena nunca tendo nenhum evento ultrapassado a centena e meia de participantes. A partir de 2003/2004 e até 2006/2007 o crescimento da modalidade foi de tal ordem que, nesta última época, o evento com menor número de participantes ficou acima dos 250. A IOF chegou a comprovar que o WRE de Sesimbra na época de 2005/2006 terá sido o evento com maior número de participantes a nível mundial na Orientação em BTT (532).

No entanto esse crescimento não foi sustentável e a partir de 2007/2008 iniciou-se um processo de regressão nocivo para a modalidade. Entre 2007 e 2010, os números de participantes estabilizaram cerca de 20% abaixo dos anos aúreos de 2005 e 2006, mas a alteração da época desportiva para o ano civil e o agravar da crise em Portugal fizeram com que 2011 e 2012 tenham sido anos muito complicados com números médios mais baixos, a rondar agora os 50% daquele que era o número de participantes de 2005 a 2007.

No gráfico 1 é possível constatar a realidade expressa nos quadros 1 e 2. A linha vermelha mostra o número de participantes nacionais nas provas de Taça de Portugal pedestre, demonstrando que a estabilidade acima dos 750 participantes médios só é obtida à custa da participação de estrangeiros. A linha azul mostra que o número de estrangeiros não tem impacto visível no total de participantes de Orientação em BTT.

De referir que, até 2006 o número de estrangeiros por evento nunca atingia os 100 participantes, mas desde 2007 esse número encontra-se sempre acima dos 200. Isto traduz-se pelo impacto que um único evento (Portugal O’Meeting) tem na média anual, com o número de estrangeiros nesse evento a exceder o número de portugueses em 3 vezes, quando até 2006, o número de portugueses era quase sempre superior ao de estrangeiros.

Apesar do que nos mostra a linha vermelha, a redução de participantes portugueses em eventos de Taça de Portugal é compensada com um cada vez maior número de eventos locais e com a transformação dos eventos regionais em eventos de Taça de Portugal de nível 2, fazendo com que estes últimos incrementassem significativamente o número de participantes médio dos referidos eventos.


Participantes federados


Numa ótica diferente é possível analisar o número de federados com base nos participantes federados integrados nos rankings da Taça de Portugal. Esta imagem dá-nos uma perspectiva mais fiável do interesse competitivo da modalidade e da sua evolução ao longo dos anos por agrupamentos etários.

Apesar disso, as linhas gerais das conclusões são similares às tiradas anteriormente quer na vertente pedestre quer na Orientação em BTT. A leitura dos quadros deve ter em atenção duas caraterísticas que desvirtuam de alguma forma a análise e que se referem à época de 2009/2010 e à época 2012. Como se referem números absolutos (e não médias), a época 2009/2010 durou cerca de 18 meses para criar a transição para época de ano civil, o que implica que tenha uma maior área temporal para inscrição de novos praticantes tornando assim os seus números mais elevados do que nas outras épocas em análise. Pelo contrário, a época 2012 ainda não terminou e, como tal, os números irão ainda aumentar não podendo ser tiradas conclusões dos números de 2012.

Na orientação pedestre, as principais ilações mostram que o número de praticantes praticamente duplicou entre 2000 e 2006. Depois de uma ligeira quebra de 2006 a 2009, os quadros competitivos voltaram a fazer aumentar o interesse dos praticantes (já em enquadramento de crise) conseguindo ultrapassar em 2 épocas sucessivas (2009/2010 e 2011) os 900 praticantes.

Se o crescimento na orientação pedestre nos primeiros anos do século tinha sido notável (duplicação de participantes), na Orientação em BTT foi ainda mais impressionante com os números de 2006/2007 a mais que triplicar os números de 2001/2002 (427 comparando com 129). Infelizmente a estabilidade visível na Orientação Pedestre não foi conquistada na vertente de orientação em BTT com uma quebra significativa logo na época seguinte. O número elevado de 2009/2010 torna difícil tirar ilações das épocas mais recentes mas é visível que a quebra nesta ótica de análise pelo número de federados não é tão dramática como no número de participantes por evento, o que nos leva a outra conclusão: os praticantes regulares de Orientação em BTT continuam presentes mas fazem agora um número menor de provas por época.


Sugestões para o futuro

Tanto na Orientação Pedestre como na Orientação em BTT há duas traves mestras essenciais: agradar aos praticantes atuais motivando-os a continuar e trazer novos praticantes para a modalidade.

- Para fidelizar e manter os atuais praticantes é imprescindível manter os elevados padrões de qualidade atuais. Os percursos, os mapas, a escolha de áreas, o nível das arenas, o interesse competitivo do quadro de competições, são traves mestras essenciais para manter o interesse dos atuais praticantes. É importante que os clubes organizadores não baixem os padrões de qualidade dos seus eventos, consequência essa que será difícil de evitar, dada a redução do número de praticantes de alguns eventos e a maior escassez de apoios (principalmente autárquicos), o que faz reduzir a capacidade financeira dos organizadores reduzindo a sua margem para apostas de maior risco (e normalmente mais apelativas para os participantes).

- Para cativar novos praticantes a variável essencial é a divulgação. Foram dados passos significativos nos últimos anos, com o mais visível de todos a assentar na reportagem regular da TV2 Desporto, mas é possível fazer mais e melhor cativando novos praticantes. Curiosamente o panorama atual nada tem a ver com o de há 10 anos atrás. Nessa altura, a força de crescimento da modalidade assentava essencialmente no número de adultos que entrava na modalidade por via dos escalões abertos enquanto atualmente é através dos jovens que há mais entradas de praticantes na modalidade. Isto não é um sinal negativo, pois este sinal positivo nos jovens é muito benéfico mas é estranho que se tenha perdido a capacidade de cativar novos praticantes adultos. Há que analisar com detalhe todos os sinais que nos conferem os praticantes esporádicos de escalões abertos para tentar inverter esse sinal negativo da atualidade.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. O Park World Tour 2012 chegou ao fim. Ao longo das cinco jornadas promovidas em três cidades chinesas, foram perto de cinco dezenas os atletas de Elite que participaram na competição, entre os quais o português Miguel Reis e Silva. Aqueles que consultam diariamente este espaço tiveram oportunidade de acompanhar as emoções do evento, bem como as impressões do nosso atleta. Em boa verdade, porém, a falta de informação na página do evento obrigou-nos a suspender os relatos da China. Apesar de não termos ainda conhecimento oficial dos resultados da derradeira etapa, levada a cabo no Jardim Botânico de Pequim, aqui ficam as últimas declarações de Miguel Silva acerca da sua prova: “Acusei falta de ritmo e de à vontade com mapa, cometendo vários pequenos erros. A ausência de provas durante o Verão em Portugal faz muita diferença na obtenção de bons resultados em Outubro/Novembro, comparativamente aos outros países. Foram dez dias fora de série e que lembrarei por muito tempo!" Para o Miguel Silva deixamos uma palavra de apreço pelos bons desempenhos desportivos e o agradecimento sincero pela forma como nos foi mantendo a par dos acontecimentos.


2. Davide Machado e João Ferreira concluiram a temporada internacional de Orientação em BTT com a presença na ronda final da Taça do Mundo 2012, que teve lugar este ano em Värska e Räpina, na Estónia. O evento encerrou com a prova de Estafeta Mista e na qual, uma vez mais, os finlandeses deram cartas. Com um conjunto formado por Samuli Saarela, Marika Hara e Jussi Laurila, a Finlândia impôs-se à República Checa por uma margem de 2:32. Na terceira posição classificou-se a segunda equipa da Finlândia, com mais 2:35 que os vencedores. Com estes resultados, a Finlândia levou de vencida a Taça do Mundo 2012 no tocante à Estafeta Mista, depois de ter visto Jussi Laurila e Marika Hara sagrarem-se vencedores a título individual. O ranking mundial e o escalonamento final da Taça do Mundo de Orientação em BTT 2012 podem ser consultados em http://iof.6prog.org/wr_home.aspx?HOW=M.


3. Chegou ao fim em Bugalhos, no passado sábado, a IV Taça CLAC de Orientação. Composto por quatro etapas, o evento contou com uma participação total superior a uma centena de atletas, distribuídos pelas categorias Fácil, Médio e Longo. Desta derradeira etapa vêm as vitórias de Ana Carreira (CPOC) e Inês Gonçalves (CLAC), respetivamente em Fácil Feminino e Longo Feminino, que desta forma triunfaram no conjunto das etapas constituintes do certame. Na classificação final, destaque ainda para os triunfos de André Martins (CLAC) em Fácil Masculino, Maria São João (CLAC) em Médio Feminino, Ilídio Mendes (Caminheiros da Portela) em Médio Masculino e António Cotovio (COA) em Longo Masculino. Consulte os resultados completos em http://www.clac.pt/2012/09/noticias/open-bugalhos-lista-partidas-informacao/.


4. Já no domingo, dia 23, o mapa da Lamarosa – Coruche foi palco da sétima etapa do IV Troféu Ori-Alentejo 2012, levada a cabo pelo COAC – Coruche Outdoor Adventure Club. Disputada no sistema de “Estafeta Um Atleta”, a prova contou com a presença de 71 participantes e teve em Rita Rodrigues (GafanhOri) e Luís Silva (ADFA) os grandes vencedores na categoria Difícil. Na categoria Médio, assinalem-se os triunfos de Leonor Ribeiro (ADFA) e Diogo Barradas (CPOC), enquanto Betariz Esteves (COA) e Ricardo Prates (COAC) triunfaram na categoria Fácil. Resultados completos, mapas, fotos e vídeos do evento encontram-se disponíveis para consulta em https://sites.google.com/site/estafetade1atleta2012/.


5. “O Grupo Desportivo Quatro Caminhos está já a trabalhar para que em Maio do próximo ano tudo corra na perfeição e a Orientação enquanto modalidade desportiva seja mais promovida.” Foi com esta ideia subjacente que a emissão de ontem de “A Rede da Rádio” estendeu o seu espaço à Orientação. Em estúdio, Fernando Costa falou do trabalho desenvolvido pelo clube no sentido de trazer a modalidade ao encontro dos portuenses, da forma como decidiram avançar para o Centro Histórico e de como projetam fazer do Porto City Race um grande evento internacional. Sem bússola nem mapa - com Luís Represas a abrir e Jorge Palma a encerrar -, a emissão conseguiu “percorrer os caminhos desta imensa teia de sons”, cativando todos aqueles que tiveram oportunidade de escutá-la. Se não ouviu, vai poder ouvir muito em breve, em formato podcast, no endereço http://www.rtp.pt/programa/radio/p4689.


6. Sauli Niinistö, Presidente da República da Finlândia, será o patrono dos Campeonatos do Mundo de Orientação WOC / WTOC 2013, que decorrerão em Vuokatti, de 6 a 14 de Julho. “É uma grande honra para nós que o Presidente da Finlândia tenha aceite o convite para ser o patrono do nosso evento. É muito importante para os Campeonatos do Mundo de Orientação. A Orientação finlandesa encontra-se numa fase de plena ascensão e acreditamos que o regresso dos Mundiais à Finlândia, doze anos depois, será de enorme importância neste processo”, afirma o Diretor do Comité Organizador do evento, Timo Härkönen. Não perca os desenvolvimentos dum evento que promete marcar a próxima temporada, em http://www.woc2013.fi/.


[Foto de Alessio Tenani, extraída do seu Álbum no Facebook em http://www.facebook.com/media/set/?set=a.10151013533922820.409256.637807819&type=3]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

terça-feira, 25 de setembro de 2012

OS VERDES ANOS: DIANA COELHO




Olá,

Sou a Diana Coelho, tenho 19 anos e vivo em Baião. Acabei o 12º ano, na área de Ciências e Tecnologias, no Agrupamento das Escolas Vale do Ovil, Baião. Brevemente, iniciarei uma nova etapa, a vida académica, no curso de Psicologia, na Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto.

Em 2009, a convite do enfermeiro Margarido, surgiu a oportunidade de conhecer uma modalidade nova, a Orientação de Precisão. Desde logo me despertou interesse, porque permite a prática de desporto a quem tem alguma limitação física, tal como eu. Desde sempre fui muito viciada em desporto e em experiências novas e foi com esse espírito que decidi participar nessa prova, decorrida em Alijó. A verdade é que a modalidade foi crescendo aos poucos e também eu comecei a participar mais ativamente nesta nova descoberta. O que inicialmente era uma brincadeira, agora é algo mais sério, felizmente. Como qualquer atleta, acima de tudo, o importante é participar e levar, o mais longe possível, a modalidade. No entanto, não consigo simplesmente participar por participar, sem levar as coisas seriamente, com a mesma vontade de ganhar, como aconteceu no I Circuito “Todos Diferentes, Todos Iguais” em que participei e onde havia alguma desigualdade. Obtive o 3ºlugar.

O meu objetivo é sempre melhorar e não consigo ficar “parada”. Por isso quero sempre mais e mais, daí ter insistido para alterar algumas coisas, como o critério de pontuação ou de participação, para poder ser justo para todos e todos participarem no mesmo pé de igualdade. Finalmente, as coisas mudaram, apareceram as vitórias e o II Circuito “Todos Diferentes, Todos Iguais” foi um sucesso, bem como a 1ª edição da Taça de Portugal de Orientação de Precisão, onde consegui conquistar o 1º lugar em ambos. Obviamente, nada disto seria possível sem aquele núcleo de pessoas fantásticas que nos “obrigam” a lutar pelos nossos sonhos. À minha família e aos meus amigos devo um eterno obrigada por toda a força e apoio.

O futuro, costuma-se dizer que a Deus pertence. Mas como eu ambiciono muito, quer enquanto atleta, como na vida profissional, resta trabalhar bastante para melhorar cada vez mais e chegar o mais longe possível, para que um dia possa sentir-me realizada e plenamente feliz. Por agora, fica o desejo de poder participar no Europeu em 2014 realizado cá em Portugal e tentar conciliar da melhor forma os estudos com o desporto.


Diana Coelho
Desporto Adaptado do Hospital da Prelada
Fed 5580

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

SANTO TIRSO ConVIDA 2012: A FESTA DA ORIENTAÇÃO NA CIDADE DOS JESUÍTAS




Santo Tirso “ConVidou” e a festa fez-se na cidade dos Jesuítas. Com tempo excelente, a irreverente animação dos miúdos de Braga e da Apúlia e vencedores para todos os gostos.


O Circuito Nacional Urbano 2012 conheceu no passado sábado mais uma jornada. Promovido pelos Trampolins de Santo Tirso, com os apoios da Câmara Municipal e Junta de Freguesia locais, o Santo Tirso ConVida 2012 dividiu-se em duas etapas e contou com a presença de pouco mais de cem atletas. Da parte da manhã, os participantes foram surpreendidos por percursos bastante exigentes do ponto de vista físico, cruzando o aglomerado urbano da vertente oeste do Ave. Mais técnica, a etapa da tarde desenrolou-se no centro de Santo Tirso, ao encontro dos seus muitos espaços verdes.

Foi nos escalões mais jovens que a competição esteve ao rubro, graças sobretudo às fortes presenças dos alunos da Escola Básica Integrada da Apúlia e da Escola Secundária Carlos Amarante (Braga), numa demonstração do excelente trabalho levado a cabo naqueles estabelecimentos de ensino. Nomes como os de Margarida Miranda, João Magalhães ou da “consagrada” Joana Fernandes, entre outros, são já presenças habituais nos pódios do Desporto Escolar e voltaram a estar em destaque neste caso. Maria Sá foi a vencedora do escalão Damas Elite, enquanto os pódios de Veteranos foram maioritariamente preenchidos pelos atletas do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos. A turma da Senhora da Hora viria a ser a grande vencedora em termos coletivos, seguida da EDOM / ES Carlos Amarante e da EBI Apúlia.


Regionalizar é preciso!

No final, o incansável Professor Pinto André, a “alma” dos Trampolins, traçava o seu balanço da jornada: “Quisemos aproveitar esta organização numa vertente sobretudo pedagógica. O clube é feito de gente muito jovem e esta foi, para a generalidade dos nossos atletas, uma primeira experiência. Daí que o balanço que eu faço seja muito positivo, porque toda a gente se apercebeu do esquema de organização e de todo o trabalho que está por detrás deste tipo de provas.” Em termos competitivos, o Diretor do Evento realça a forma como “os trajetos foram desenhados, a gosto de toda a gente”, definindo-os como “puxadinhos, mas apelativos”.

Aspeto incontornável, é a questão do índice de participação que, na opinião do nosso interlocutor, “ficou um bocado abaixo das expetativas”. Nada, contudo, que o Professor Pinto André não estivesse já à espera: “Nesta altura as coisas não estão a correr bem no nosso País, as condições económicas acabam por limitar a participação das pessoas e, logicamente, as deslocações são caras, a permanência acarreta despesas e as pessoas têm de fazer contas.” A última questão vai ao encontro do figurino do recém-criado Circuito Nacional Urbano. Neste aspeto, Pinto André é de opinião que “deveria entrar num esquema regional, assim como as provas pontuáveis para a Taça de Portugal de Nível 2”. E a justificação para esta ideia volta a estar ligada a razões de ordem económica. “Mas o Circuito tem pernas para andar, deve manter-se e é um excelente meio de divulgação da modalidade”, conclui.


Resultados

Vencedores por escalão
H/D10 – André Serra Campos (EDOM / ES Carlos Amarante) e Rita Castro (GD4C)
H/D12 – André Santil (EBI Apúlia) e Margarida Miranda (EBI Apúlia)
H/D14 – João Magalhães (EDOM / ES Carlos Amarante) e Maria Portela (EDOM / ES Carlos Amarante)
H/D16 – Bruno Loureiro (GD4C) e Joana Fernandes (EDOM / ES Carlos Amarante)
H/D18 – Joaquim Bernardino (.COM) e Mariana Ferreira (GD4C)
H20 – Rui Pinto (AD Cabroelo)
Damas Elite – Maria Sá (GD4C)
H21A – Nuno Marques (GD4C)
D21B – LR Gouveia (Amigos da Montanha)
H/D35 – João Casal (Ori-Estarreja) e Paula Serra Campos (.COM)
H/D40 – Sandro Castro (GD4C) e Ana Casal (Ori-Estarreja)
H/D45 – José Carlos Ramalho (.COM) e Cláudia Figueiredo (GD4C)
H/D50 – Manuel Delgado (GD4C) e Judite Delgado (GD4C)
Open Curto – Pedro Azevedo (EBI Apúlia)
Open Longo – César Silva (Individual)

Resultados completos e demais informação em http://www.trampolinssantotirso.com/.



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

domingo, 23 de setembro de 2012

LONDON CITY RACE 2012: JOAQUIM SOUSA EM PLANO DE EVIDÊNCIA




Londres voltou a receber a London City Race, o maior evento urbano de Orientação do Reino Unido. Entre os 1196 atletas que lograram concluir os respetivos percursos, Joaquim Sousa foi a grande figura das hostes lusas ao concluir esta 5ª edição do evento na segunda posição no seu escalão.


Fantástica”, “divertida”, “interessante”, “bem organizada”, “ultrapassou as expectativas”, “uma grande experiência”. As mensagens “twitadas” na página da London City Race não deixam margem para dúvidas. A satisfação pela forma como a prova decorreu é o denominador comum ao conjunto de avaliações, elevando o evento a um patamar de grandeza superior no panorama das provas urbanas a nível mundial.

Organizada desde 2008, a prova contou na primeira edição com um total de 347 participantes, número este que se aproximou do meio milhar de participantes no ano seguinte (495), para superar as sete centenas (707) em 2010. No ano transato, o milhar de participantes foi ultrapassado pela primeira vez (1102) para se quedar este ano nos 1196 atletas, o que constitui um novo máximo de participações e dá uma ideia da popularidade que o evento começa a ter naquela que é uma das mais cosmopolitas cidades do Mundo. O grande mérito desta proeza organizativa vai inteirinho para a equipa do South London Orienteers e para Oliver O'Brien, mentor do projeto de parceria com Andrew Brown e o seu grande obreiro.


Prova com muitos erros” dá segundo lugar a Joaquim Sousa

Tendo o Macadam Building do Kings College de Londres como Centro do Evento e toda a zona de Temple, na margem direita do Tamisa, como palco da prova, a London City Race 2012 distribuiu-se por treze escalões, dos principiantes e crianças, aos Ultra Veteranos e às Elites. No escalão principal, a vitória sorriu a Peter Hodkinson (OUOC), que logrou completar os 8,8 km do seu percurso em 51:53. Na segunda posição classificou-se Romualdas Stupelis (HOC), com mais 26 segundos, enquanto Dave Schorah (DEE) se quedou com o terceiro lugar, com o tempo de 52:56. Na Elite feminina, a britânica Mhairi Mackenzie (WCOC) necessitou de 51:45 para completar os 7,7 km do seu percurso, sagrando-se vencedora. Abi Weeds (SLOW) e a checa Simona Karochova (Kotlarka Praha), com mais 0:46 e 2:55, respetivamente, ocuparam as posições imediatas.

Portugal esteve representado por um total de treze atletas, centrando-se as atenções em Joaquim Sousa (COC). Após ter alcançado, no ano transato, um excelente 9º lugar geral no percurso Longo Masculino (1º classificado do escalão M40), o atleta de Galegos Santa Maria voltou “à carga” este ano e, competindo no escalão Veteranos Masculinos +40 lado a lado com outros 106 participantes, alcançou a segunda posição com o tempo de 47:09. Sousa esteve muito longe de fazer uma prova perfeita – no Twitter deixou a confissão duma “prova com muitos erros” -, ficando a 1:10 do vencedor, Richard Barrett (SBOC) e deixando o terceiro classificado, John Owens (BAOC), a 0:57 de diferença. Recorde-se que a prova serviu à delegação do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos (Fernando Costa, Joana Costa, Aida Correia, Rui Tavares e Carla Tavares) para promover o Porto City Race do próximo dia 12 de Maio de 2013, evento com o qual a London City Race está geminada, sendo inclusivamente um dos prémios distribuídos um “voucher” aos vencedores a oferta da inscrição na prova da Invicta.


Resultados

Homens Elite (94)
1º Peter Hodkinson (OUOC) 51:53
2º Romualdas Stupelis (HOC) 52:19
3º Dave Schorah (DEE) 52:56
(…)
63º Rui Tavares (GD4C) 70:34

Damas Elite (25)
1º Mhairi Mackenzie (WCOC) 51:45
2º Abi Weeds (SLOW) 52:31
3º Simona Karochova (Kotlarka Praha) 54:40
(…)
16º Joana Costa (GD4C) 67:50


Resultados outros Portugueses

Aberto Masculinos (130)
41º Tiago Sacchetti (COC) 66:34
79º Alexandre Santo (Ginásio) 76:59
81º Manuel Dias (Lisboa OK) 77:21
101º Pedro Rodrigues (Ginásio) 88:15

Aberto Femininos (96)
86º Carla Tavares (GD4C) 94:35
mp Raquel Sacchetti (COC)

Veteranos Masculinos +40 (107)
2º Joaquim Sousa (COC) 47:09

Veteranos Femininos +40 (90)
65º Aida Correia (GD4C) 63:28

Super Veteranos Masculinos +50 (169)
80º Fernando Costa (GD4C) 52:00

Estreantes (74)
24º Rosário Matias (Lisboa OK) 44:24
mp Nélson Correia (Individual)

Resultados completos e demais informações em http://cityrace.org/.

[Foto extraída do Álbum de Joaquim Sousa no Facebook, em http://www.facebook.com/media/set/?set=a.4588700116855.2188129.1272646053&type=3]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

TAÇA DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO EM BTT 2012: DAVIDE MACHADO TERMINA NA 12ª POSIÇÃO




Depois duma entrada promissora na ronda final da Taça do Mundo de Orientação em BTT 2012, tanto Davide Machado como João Ferreira estiveram ontem num dia mau, não conseguindo atingir “por uma unha negra” aqueles que eram os seus grandes objetivos da temporada internacional. Nesta que foi a derradeira prova individual da Taça do Mundo, Jussi Laurila e Marika Hara confirmaram o primeiro lugar dos respetivos rankings, chamando a si os louros da vitória.


O dia foi da Finlândia! Jussi Laurila e Marika Hara foram os grandes vencedores da prova de Distância Longa, última etapa individual da Taça do Mundo de Orientação em BTT 2012, somando aos triunfos o primeiro lugar nesta terceira edição do certame. Marika Hara repete assim a vitória alcançada no ano anterior da Taça do Mundo, enquanto Jussi Laurila sucede ao dinamarquês Erik Skovgaard Knudsen, o vencedor das duas primeiras edições.

A prova teve lugar em Värska, junto à linha de fronteira entre a Estónia e a Rússia, numa zona de floresta sem grandes desníveis mas onde os percursos muito longos colocaram um desafio extra aos competidores, tanto em termos físicos como de navegação. “Obrigado” a segurar a liderança do ranking da Taça do Mundo, Jussi Laurila esteve imparável, cubrindo os 31.960 metros do percurso em 1:48:46. O finlandês contou com a forte oposição dos seus compatriotas Samuel Pökälä e Samuli Saarela e ainda do russo Ruslan Gritsan, que ocuparam as posições imediatas com diferenças inferiores a meio minuto para o vencedor. Com estes resultados, Laurila sai vencedor da Taça do Mundo com um total de 339 pontos, seguido de Ruslan Gritsan e de Samuli Saarela, com menos 52 e 68 pontos, respetivamente.


Davide Machado cai no ranking

No setor feminino, Marika Hara fechou a sua participação na Taça do Mundo de Orientação em BTT 2012 da mesma forma como a tinha aberto, ou seja, com uma vitória. Pelo meio ficam mais duas vitórias, dois segundos lugares e dois terceiros, perfazendo um total de 385 pontos, mais 85 que a helvética Christine Schaffner-Raeber e mais 110 que a russa Ksenia Chernykh, ssgunda e terceira classificadas, respetivamente. Quanto à prova de ontem, Marika Hara teve na sua compatriota Susanna Laurila a opositora mais direta, vencendo com um tempo de 1:39:32 para 24.490 metros de prova, contra os 1:40:50 de Laurila. Maja Rothweiler (Suiça) foi a teceira classificada, a 4:25 da vencedora.

No tocante aos atletas portugueses, definitivamente este não foi um dia propriamente favorável para as nossas cores e tanto Davide Machado como João Ferreira estiveram uns furos abaixo daquilo que haviam feito na prova de Sprint da passada sexta-feira. Davide Machado concluiu no 35º lugar, a 27:19 do vencedor, enquanto João Ferreira terminou três lugares abaixo, gastando mais 2:10 que Machado. Em termos de Taça do Mundo, Davide Machado segurou o 12º lugar que trazia da véspera com um total de 181 pontos, quedando-se a 36 pontos de Tõnis Erm (Estónia) e do tão almejado 10º lugar. Quanto a João Ferreira, foi o 58º classificado, com um total de 22 pontos. A época termina com Ruslan Gritsan na liderança do ranking mundial, com 7588 pontos, apenas mais três pontos que o finlandês Samuli Saarela e mais 70 pontos que o também finlandês Jussi Laurila. Davide Machado caiu quatro posições, terminando a temporada no 11º lugar com 7161 pontos, enquanto João Ferreira conclui no 51º lugar com 6169 pontos.


Desatino por completo”

Na sua página no Facebook - http://www.facebook.com/davide.machado.71 – Davide Machado confessa que esta foi “uma péssima prova para encerrar a época internacional de 2012. É verdade que as coisas nem sempre correm como nós queremos, mas tentamos sempre evitar que assim seja.” O atleta resume assim a sua prova: “Depois do 9ºlugar no Sprint, hoje sendo uma das etapas que mais gosto (Longa) as perspectivas eram melhores. Sabia que à partida a ausência de desnível me prejudicaria, mas os desgastantes 45 km de prova compensavam. Entrei bem no mapa e consegui fazer uma boa gestão inicial de prova optando por opções seguras, no entanto do ponto 9 para o 10 e depois de uma queda algo aparatosa, “desatino” por completo, obrigando-me a retornar quase ao ponto anterior e fazendo com que perdesse cerca de dezoito minutos para o primeiro atleta. Como se não fosse suficiente e sabendo eu que já tinha “perdido” ali a prova, o stress de tentar recuperar algum do tempo perdido ainda fez com que perdesse mais alguns minutos nos pontos seguintes.”

E prossegue: “A parte final foi a dar tudo por tudo e sem erros, ainda consegui recuperar posições, mas não as suficientes, acabando no 35º lugar, muito aquém das minhas expectativas. Com este resultado, apesar de subir uma posição na classificação geral da Taça do Mundo, não consegui alcançar um dos objetivos (top-10), deixando-me desiludido comigo mesmo. Mas valeu - e muito! - pela experiência adquirida e pelos reconhecimentos feitos, importantissímos para o Campeonto Mundial de 2013.” A terminar, uma palavra de agradecimento “a todos, pelo apoio, tenho pena de não os retribuir com resultados nesta prova, mas tentei!”


Bad day”

Também João Ferreira não se mostrava contente no final deste “bad day”. Em mensagem deixada também no Facebook - http://www.facebook.com/jmp.ferreira -, o atleta adianta que, “depois de uma prova de Sprint bem conseguida, onde obtive a minha melhor classificação de sempre em Taças do Mundo em Elites, o que me colocou na 48ª posição do Ranking Mundial, a prova de hoje destruiu quase tudo.” E traça o filme da prova: “Não comecei muito bem e perco tempo logo para o primeiro ponto. Depois tentei recuperar e as coisas melhoraram até ao ponto 16, onde fiz o 6º melhor parcial e seguia em 31º lugar. Para o ponto 17 perco cerca de 3:30 num atalho que bloqueou a cassete com paus. No último terço da prova tive uma quebra, o que me levou a perder tempo também em termos físicos. Acabei na 38ª posição (também a melhor em provas Longas da Taça do Mundo, mas longe do objectivo dos trinta primeiros).”

Como consequência dos bons resultados dos seus adversários, João Ferreira voltou a cair para a 51ª posição do Ranking Mundial, o que o deixa “desiludido por não ter atingido o objectivo dos top-50 esta temporada.” E conclui: “Foi por pouco (apenas 7 pontos), é preciso continuar a trabalhar para melhorar todos os dias e para a próxima época as expectativas são mais elevadas. Obrigado a todos os que me apoiam todos os dias.”


Resultados

Masculinos
1º Jussi Laurila (Finlândia) 1:48:46
2º Samuel Pökälä (Finlândia) 1:48:57
3º Ruslan Gritsan (Rússia) 1:48:59
4º Samuli Saarela (Finlândia) 1:49:15
5º Tõnis Erm (Estónia) 1:53:00
6º Jiri Hradil (República Checa) 1:53:16
7º Pekka Niemi (Finlândia) 1:54:54
8º Luca Dallavalle (Itália) 1:54:58
9º Martin Sevcik (República Checa) 1:55:19
10º Lauri Malsroos (Estónia) 1:58:28
(…)
35º Davide Machado (Portugal) 2:16:05
38º João Ferreira (Portugal) 2:18:15

Femininos
1º Marika Hara (Finlândia) 1:39:32
2º Susanna Laurila (Finlândia) 1:40:50
3º Maja Rothweiler (Suiça) 1:43:57
4º Michaela Gigon (Áustria) 1:45:02
5º Ksenia Chernykh (Rússia) 1:45:48
6º Cecilia Thomasson (Suécia) 1:46:20
7º Ramune Arlauskiene (Lituânia) 1:46:21
8º Ingrid Stengard (Finlândia) 1:46:59
9º Renata Paulickova (República Checa) 1:47:16
10º Anna Kaminska (Polónia) 1:48:03

A ronda final da taça do Mundo de Orientação em BTT 2012 termina hoje com a prova de Estafeta Mista. Toda a informação em http://www.orienteerumine.ee/mtbo2012/.

[Foto recolhida da webpage do evento, em http://www.peko.ee/mtbo12/pildid/1e/]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sábado, 22 de setembro de 2012

PARK WORLD TOUR 2012: MIGUEL SILVA TERMINA ETAPA NO 10º LUGAR




Com a participação de conceituados nomes da Orientação mundial, prossegue em território chinês o Park World Tour 2012. Numa dupla jornada onde exotismo e Orientação se passearam de mãos dadas, Miguel Reis e Silva esteve uns furos acima daquilo que havia demonstrado nas duas etapas iniciais, alcançando um 10º lugar na prova de Sprint e terminando na 14ª posição na prova de Distância Média.


Wansheng, pequena cidade nas proximidades de Chongqing, acolheu a terceira etapa do Park World Tour 2012 em terras do Oriente. Disputada na distância de Sprint, a prova integrou os Campeonatos Nacionais da China e teve lugar num mapa misto de rural e urbano, com uma enorme variedade e complexidade de desafios que não deixaram ninguém indiferente. Que o diga o português Miguel Silva, 10º classificado no conjunto de 36 participantes no escalão de Homens Elite, que classificou a prova como “simplesmente, o melhor sprint da minha vida.” Mas apresta-se a esclarecer: “Não em termos de prestação, mas em termos de prazer e ambiente, e a maioria dos orientistas presentes concordam comigo.”

Ao Orientovar, Miguel Silva conta que “a prova foi muito técnica. Foi difícil antecipar e tive mesmo de parar em alguns pontos para escolher a opção. Se o mapa parece fácil em algumas áreas, as ruelas cheias de pequenas pontes, canteiros, motas e tudo o que se possa imaginar, dificultavam muito a navegação. Curiosamente nunca me senti cansado durante a prova porque simplesmente não conseguia correr a topo. Para dificultar mais as coisas, o piso estava extremamente escorregadio por causa da chuva e humidade.” Miguel Silva admite que cometeu alguns erros durante a prova, mas... “acabei-a com um grande sorriso e um 'Wow, que prova!'. Se o WOC 2017 na China for mesmo para a frente, o Sprint vai ser certamente um desafio!”


Ona Ráfols vence etapa

A prova masculina voltou a ter no norueguês Øystein Kvaal Østerbø o grande vencedor, depois de ter já levado de vencida a primeira etapa deste China PWT. Østerbø impôs-se claramente aos seus mais diretos adversários por uma margam superior a 34 segundos, enquanto o australiano Julian Dent e o húngaro Máté Kerényi mantiveram aceso duelo pela segunda posição que acabou por sorrir a Dent por escassos cinco décimos de segundo. No escalão Damas Elite, a espanhola Ona Ráfols esteve melhor ainda do que no passado domingo, onde for a segunda classificada, vencendo a prova igualmente por margem confortável. Ona Ráfols concluiu o seu percurso com o tempo de 19:06.7, relegando a francesa Léa Vercellotti para a segunda posição, com mais 29 segundos. A chinesa Zhangyu Liang foi a terceira classificada com o tempo de 20:35.1.

Já no dia de ontem, as emoções da Orientação voltaram a Wansheng, para uma prova de Distância Média disputada entre arrozais, socalcos de cultivo e florestas de bambú. A prova, com uma distância de 4,5 km para os Homens e 3,7 km para as Damas, teve no terreno pesado e no acentuado desnível (a chegar aos 300 metros) o grande entrave a uma progressão fácil. Tomas Dlabaja (República Checa) foi o mais rápido, com um tempo de 39:19, seguido do estoniano Timo Sild e do suiço Matthias Müller, com mais 1:01 e 1:21, respetivamente. No setor feminino, a vitória sorriu à chinesa Zhu Mingyue, com o tempo de 44:13, deixando a espanhola Ona Ráfols a 0:46 e a checa Lenka Poklopova a 4:34.


Não esquecerei facilmente esta prova!”

Miguel Silva concluiu esta 4ª etapa na 14ª posição, com um registo de 47:23 e deixa-nos aqui as impressões: “Foi uma prova única que decorreu num cenário tipo Cambodja ou Vietnam, incluindo os arrozais (de facto não está fisicamente muito longe destes países). O terreno era tecnicamente fácil, mas perdi muito tempo em hesitações devido a algumas peculiaridades do terreno como a densa vegetação fora dos caminhos, os intermináveis lamaçais e alguns trilhos difíceis de distinguir. No entanto, não esquecerei facilmente esta prova!”

Duas horas e meia de vôo permitiram vencer os 1.500 km de distância entre as cidades de Chongqing e Pequim onde, hoje mesmo, se desenrola a primeira das duas etapas previstas para a capit al chinesa, marcando o fim deste China Park World Tour 2012. Não deixe de acompanhar este périplo de Miguel Silva e dos demais orientistas por terras do Oriente em http://www.pwt.org/.


Resultados

3ª Etapa (Wansheng, prova de Sprint)

Homens Elite
1º Øystein Kvaal Østerbø (Noruega) 18:01
2º Julian Dent (Austrália) 18:36
3º Máté Kerényi (Hungria) 18:37
4º Mårten Boström (Finlândia) 18:47
5º Alessio Tenani (Itália) 19:10
(…)
10º Miguel Silva (Portugal) 19:57

Damas Elite
1º Ona Rafols (Espanha) 19:07
2º Léa Vercellotti (França) 19:35
3º Zhangyu Liang (China) 20:35
4º Denisa Kosova (República Checa) 20:55
5º Liubing Yang (China) 21:25


4ª Etapa (Wansheng, prova de Distância Média)

Homens Elite
1º Tomás Dlabaja (República Checa) 39:19
2º Timo Sild (Estónia) 40:20
3º Matthias Müller (Suiça) 40:40
4º Mårten Boström (Finlândia) 41:45
5º Vincent Coupat (França) 41:54
(…)
14º Miguel Silva (Portugal) 47:23

Damas Elite
1º Zhu Mingyue (China) 44:13
2º Ona Rafols (Espanha) 44:57
3º Lenka Poklopova (República Checa) 48:47
4º Wang Yingwei (China) 49:13
5º Liis Johansson (Estónia) 50:35


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO