quinta-feira, 31 de maio de 2012

NORTE ALENTEJANO O' MEETING 2012: MARVÃO EM FESTA





A melhor Orientação está de regresso ao Norte Alentejo. Depois de Nisa, Castelo de Vide, Alter do Chão, Crato e Portalegre, Marvão prepara-se para receber a mais recente edição do NAOM. A quarenta e oito horas do evento, conferimos as últimas desta verdadeira festa.


Está aí o Norte Alentejano O' Meeting 2012. Com ele vem, para além da festa e do convívio, das belezas da paisagem e das riquezas dum património único, a luta pelos títulos nacionais de Sprint e de Distância Média da presente temporada. As provas decorrem no concelho de Marvão, nos dias 2 e 3 de Junho e contam com a assinatura organizativa do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, da Câmara Municipal de Marvão e da Federação Portuguesa de Orientação.

Do programa do NAOM 2012 constam duas provas de Sprint e uma prova de Distância Média. O somatório de tempos das duas provas de Sprint, que ocuparão o primeiro dia do evento, permitirão apurar os respetivos campeões nacionais nesta disciplina. O último dia de provas é dedicado à disputa dos títulos nacionais de Distância Média. Estão inscritos até ao momento 503 atletas, em representação de 35 clubes, distribuídos por 32 escalões de competição e quatro escalões abertos. Dez dos presentes viajarão da vizinha Espanha e pertencem todos ao clube ADOL, de Sevilha.

Luta acesa

A primeira etapa do Campeonato Nacional de Sprint será realizada na Herdade do Pereiro, uma aldeia que foi notícia no início do ano por ter sido colocada à venda pelo valor de sete milhões de euros. A segunda etapa será realizada no interior das muralhas da Vila de Marvão, numa prova com tanto de belo como de exigente. Tiago Romão (ADFA) e Raquel Costa (GafanhOri) defendem os títulos alcançados em 2011, em Peniche. Romão deverá contar com a forte oposição de Tiago Aires (GafanhOri), Miguel Silva (CPOC) e Diogo Miguel (Ori-Estarreja), ao passo que Raquel Costa deverá ter como principais opositoras as jovens Mariana Moreira (CPOC) e Joana Costa (GD4C) e ainda o combativo trio de atletas do COC, Patrícia Casalinho, Catarina Ruivo e Andreia Silva.

O Campeonato Nacional de Distância Média realiza-se no Carvalhal de Vale do Ródão, numa encosta única em Portugal, com a sua frondosa e verdejante floresta a prometer um constante desafio às capacidades dos melhores especialistas presentes. Miguel Silva (CPOC) e Raquel Costa (GafanhOri) ostentam o título de campeões nacionais da distância, prevendo-se acesa luta com os demais competidores na defesa dos mesmos. As competições em ambos os dias decorrem em mapas assinados por Armando Rodrigues, com traçado de percursos de Fernando Costa e Supervisão de Jorge Simões.


Lugar de destaque no panorama desportivo da região

Esta é a segunda vez que o Norte Alentejano O' Meeting acolhe os Campeonatos Nacionais de Sprint e de Distância Média, depois da inesquecível jornada de Castelo de Vide, em 2008. Norte Alentejano O' Meeting que soube alcançar, por direito próprio, um lugar de destaque no panorama desportivo da região, tendo reunido nas cinco anteriores edições um total de 5.500 participantes, dos quais 2.200 estrangeiros de 30 países. Um evento que tem no seu quadro de honra nomes tão importantes como os de Eva Jurenikova ou Anders Nordberg, Helena Jansson ou Olav Lundanes, Simone Niggli ou Thierry Gueorgiou.

Para Fernando Costa, Diretor do Evento, o NAOM 2012 “é uma prova como outras que já fizemos, embora estes terrenos sejam mais agrestes e julgo que as pessoas irão sentir algumas diferenças, sobretudo na prova de Distância Média.” Se os desafios técnicos são um aliciante para os participantes, já os desafios logísticos que se colocam à organização acarretam consigo preocupações acrescidas: “Este é um concelho pequenino e não encontramos aqui as condições ideais em termos de infra-estruturas desportivas.” Também em relação aos terrenos, as adversidades foram uma constante e, a este propósito, Fernando Costa deixa um aviso: “A modalidade começa a ser conhecida e começamos a ter mais dificuldade em contar com a boa vontade dos proprietários. Felizmente as coisas resolveram-se praticamente em cima da hora, mas estimo que não vai ser fácil, no futuro, termos terrenos disponíveis para a realização das nossas provas.”


Um património cultural, paisagístico e gastronómico absolutamente fantástico”

No tocante à articulação com a autarquia local, Fernando Costa afirma que “tem sido boa, mas as Câmaras também não podem fazer milagres quando não têm muito mais do que isto para oferecer.” E a terminar: “Contamos com a compreensão dos participantes e esperamos que eles entendam que vêm para um local do país muito esquecido. Marvão pode não ter as infra-estruturas ideais para um evento desta envergadura, mas em contrapartida tem a simpatia das pessoas e um património cultural, paisagístico e gastronómico absolutamente fantástico.”

Saiba tudo sobre o evento em http://gd4caminhos.com/eventos/naom/2012/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quarta-feira, 30 de maio de 2012

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. “Para salvaguarda da imagem da modalidade e da FPO, a Direcção da FPO decidiu alterar as normas de funcionamento do Forum da FPO. Este espaço continua a ser de acesso livre a qualquer utilizador em termos de visualização, mas a possibilidade de publicação passa a estar reservada exclusivamente a filiados com situação regularizada, passando também a publicação a estar sujeita a moderação. A FPO garante a absoluta independência e transparência no acesso ao fórum nos termos nele indicados.” É esta a notícia que, no presente momento, faz a manchete da página da Federação Portuguesa de Orientação, em www.fpo.pt. Uma medida que há muito se impunha e que se espera possa devolver a dignidade a um espaço que é da Orientação e para a Orientação.


2. Já se encontram publicados em http://www.orioasis.pt/oasis/rankings/cache/TPdeOrientacaodePrecisao2012.34.pdf, os rankings da Taça de Portugal de Orientação de Precisão referentes às classes Paralímpica e Aberta. As pontuações foram calculadas com base numa fórmula sugerida pela Comissão Técnica da Federação Internacional e que leva em linha de conta, não apenas as pontuações em cada prova, mas também os tempos de resposta nos pontos cronometrados. Por ser a primeira edição da Taça de Portugal, excepcionalmente, qualquer atleta, mesmo que não filiado ou com a sua situação não regularizada, pontua para o ranking. A uma prova do encerramento da temporada (Serpa, 06 de Outubro), refira-se que, na Classe Paralímpica, Diana Coelho (DAHP) é a virtual vencedora do ranking, enquanto na Classe Aberta Nuno Pedro (CAOS) está muito perto de alcançar igual desiderato.


3. No próximo dia 16 de Junho, a EB 2,3 D. João II – Alvor, inserida no Agrupamento de Escolas da Bemposta, irá promover a segunda edição do Troféu Multi-Atividade Outdoor. A iniciativa tem a assinatura do Projecto CulturAlvor e enquadra-se nos objectivos do coletivo, nomeadamente o incremento da participação em atividades realizadas em cenários naturais, o reconhecimento da importância da comunicação e da entreajuda para a obtenção de resultados desejados e o reforço da divulgação do património de Alvor como cenário para a prática de atividades de lazer e de competição. Esta é uma iniciativa direcionada principalmente a alunos e pais, privilegiando a comunidade escolar. Resta dizer que BTT, Orientação e Team Building são as vertentes-base dum Troféu cuja concentração está agendada para as 08h00, junto à Igreja da Figueira. Mais informações em https://www.facebook.com/events/390651194314115/


4. A Associação Amigos da Montanha organiza no dia 07, 14, 21 e 28 de Julho a XIV edição dos Jogos do Rio. Em 2012, os Jogos do Rio prometem continuar a animar o Areal do Rio Cávado, em Barcelinhos, com um programa recheado e aberto a toda a população e um ambiente festivo envolto numa paisagem magnífica. O ambiente, o desporto e o lazer continuarão a marcar este evento, com actividades diversificadas para públicos de todas as idades. A realização deste evento tem também o objectivo da revitalização do espaço do areal do rio, muitos anos deixado ao abandono e que os Amigos da Montanha preservam desde 1999 aquando da realização dos I Jogos do Rio. Este ano a ligação com a vertente ambiental estará ainda mais presente com a dinamização de jogos interactivos com o público em geral. Haverá jogos competitivos de Futebol, Voleibol, Canoagem, Orientação e Atletismo, bem como diversificadas actividades de animação e lazer que estarão disponíveis para todos aqueles que se deslocarem ao Areal de Barcelinhos. As inscrições já se encontram abertas e são gratuitas, mas limitadas à participação de 21 equipas. O número de elementos para a formação de uma equipa é de 8 a 12 e a idade mínima de participação é de 14 anos. A ficha de inscrição está disponível em www.amigosdamontanha.com.


5. Após decisão da Comissão Técnica de Orientação Pedestre e em consonância com o projeto 2012 para a Seleção Nacional Pedestre, Portugal irá estar representado no Campeonato do Mundo de Orientação Pedestre 2012, a realizar em Lausanne, na Suíça, entre 7 e 22 de Julho, por uma delegação constituída por cinco atletas. São eles Diogo Miguel (Ori-Estarreja), Manuel Horta (Gafanhori), Miguel Silva (CPOC), Raquel Costa (Gafanhori) e Tiago Aires (Gafanhori). Esperando-se que já totalmente recuperado da lesão que o condicionou nos recentes Europeus da Suécia, Tiago Aires terá aqui a sua sexta participação em Campeonatos do Mundo, enquanto para Raquel Costa esta será a quinta presença. Diogo Miguel compete num Mundial pela terceira vez, enquanto Miguel Silva repete a presença de 2011 (onde foi, juntamente com Diogo Miguel, finalista A na vertente de Sprint). Manuel Horta fará em Lausanne a sua estreia em Campeonatos do Mundo.




6. Depois da Orientação de Precisão, é agora a vez da Orientação Pedestre receber a atenção da Outdoor, revista on-line de periodicidade bimensal dedicada às temáticas de Desporto, Aventura, Turismo e Natureza. Assim, na sua edição de Maio.2012, em artigo assinado por Fernando Costa e com fotos de Joaquim Margarido, a “Outdoor” chama às suas páginas a 6ª edição do Norte Alentejano O' Meeting. Tudo para ler em http://www.revistaoutdoor.pt/5/ (páginas 24 a 27).


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

terça-feira, 29 de maio de 2012

CANDIDATURA À PRESIDÊNCIA DA IOF: FEDERAÇÃO PORTUGUESA APOIA HELGE SØGAARD




Um dos momentos altos da Assembleia-Geral da Federação Internacional de Orientação, que decorrerá em Lausanne no próximo dia 20 de Julho, tem a ver com a eleição do novo Presidente daquele organismo para o mandato dos próximos dois anos. O dinamarquês Helge Søgaard é o principal candidato a assumir o lugar que, nos últimos oito anos, foi ocupado pelo sueco Åke Jacobson. E conta com o apoio da Federação Portuguesa de Orientação.


Helge Søgaard prepara-se para assumir os destinos da Federação Internacional de Orientação. Praticante desde 1971, Presidente da Federação Dinamarquesa de Orientação nos dois últimos mandatos (2008-2012) e um “habitué” do Portugal O' Meeting, Søgaard é um homem que importa conhecer. Em entrevista publicada num número especial da “Orientering”, a revista oficial da Federação Dinamarquesa de Orientação, Helge Søgaard fala daquilo que são, do seu ponto de vista, os grandes desafios que se colocam à Orientação no plano internacional. O “crescimento generalizado do número de participantes” é visto como essencial para “elevar o perfil da modalidade, cativar a atenção dos meios de comunicação, apelar aos patrocinadores e conseguir apoios oficiais.” Por outro lado, Helge Søgaard salienta a ambição da Federação Internacional em conseguir para a Orientação o estatuto de modalidade olímpica, mas afirma que devemos ser “equilibrados” e saber dosear “a pressão que a IOF tem colocado sobre os países membros que assumem a organização de eventos internacionais”, sobretudo porque “esta é uma corrida que não poderá ser vencida nos próximos quinze ou vinte anos”.

Questionado sobre as matérias que irão necessitar um maior esforço e empenho, Helge Søgaard elenca, desde logo, o “desenvolvimento regional”, referindo como exemplo os países do sudeste Europeu, a América do Sul e a África, os quais têm uma série de lacunas em comum: “Falta de cartógrafos, suporte técnico, cursos, educação... e financiamento!” A cobertura televisiva é vista pelo candidato como uma fonte de “dores de cabeça”, pelo que a solução passa por “uma espécie de amplo acordo” entre produtoras e Federações. Finalmente, Helge Søgaard aposta no “debate aberto” e na “delegação de tarefas” junto dos grupos regionais de trabalho. “Seria altamente benéfico expandir a rede democrática e, assim, fazer um uso adequado dos recursos mais significativos”, diz.


A Orientação no coração”

A experiência enquanto Presidente da Federação Dinamarquesa de Orientação confere ao candidato a expectativa de que será um bom Presidente da Federação Internacional de Orientação: “Creio que, ao longo duma vida recheada de alegrias e tristezas, muitos desafios e algumas vitórias, adquiri uma forma multifacetada de abordar as questões e um maior conhecimento na forma como interagir, colaborar e relacionar-me”.

Afirmando que a sua liderança à frente dos destinos da IOF se caracterizará pela “abertura e uma abordagem positiva para a resolução dos problemas”, Helge Søgaard reconhece que “é preciso estar ciente que todo o árduo trabalho em torno da Orientação é feito por pessoas muito dedicadas e comprometidas, o que exige compreensão, intuição e sabedoria em saber ouvi-las.” Afinal “estamos todos envolvidos neste trabalho porque gostamos, porque temos a Orientação no coração.”


FPO apoio candidatura

Pela voz do Secretário-Geral da Federação Dinamarquesa de Orientação, a Federação Portuguesa de Orientação foi convidada a apoiar a candidatura de Helge Søgaard. “Um novo olhar sobre a organização e gestão da IOF” foi o principal argumento invocado por Erik Nielsen e ao qual os responsáveis pela nossa Federação foram sensíveis. Em troca, a Federação Portuguesa de Orientação pediu “o melhor empenho na inclusão da disciplina Corridas de Aventura / Raids no seio da IOF, que é um anseio antigo da FPO e da FEDO, pelo menos” e ainda “um maior desenvolvimento da Orientação em BTT e, especialmente, na igualdade com a Orientação Pedestre”, no que aos escalões de competição e aos eventos internacionais diz respeito.

Helge Søgaard mostrou-se honrado pelo apoio manifestado pela Federação Portuguesa de Orientação, garantindo “o apoio às Corridas de Aventura como uma nova iniciativa da IOF, vendo nelas uma grande possibilidade de expandir o número de disciplinas e o número de praticantes no seio da IOF.” Quanto à Orientação em BTT, a concordância é total: “Penso que deve estar ao mesmo nível da Orientação Pedestre”, diz, relembrando que a Dinamarca se encontra, no momento presente, na linha da frente no que ao desenvolvimento desta disciplina diz respeito, tendo estado na base das novas regras e princípios da modalidade. “Envidaremos todos os esforços no sentido da promoção e desenvolvimento da Orientação em BTT”, conclui.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

segunda-feira, 28 de maio de 2012

WTOC 2012 CAMPEONATO DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO: PORTUGAL PRESENTE!



Pela primeira vez na sua história, a Orientação portuguesa irá marcar presença num Campeonato do Mundo de Orientação de Precisão. Ricardo Pinto e Joaquim Margarido terão a responsabilidade de representar as nossas cores no WTOC 2012, que irá decorrer em Dundee, na Escócia. Aqui fica a antevisão duma participação histórica, a pouco mais de uma semana do grande evento.


Tem lugar em Dundee (Escócia), de 05 a 10 de Junho próximos, o Campeonato do Mundo de Orientação de Precisão WTOC 2012. Entre as muitas e variadas novidades que o evento encerra, uma há que nos diz particular respeito. Trata-se da presença de Portugal pela primeira vez na maior competição do calendário internacional de Orientação de Precisão. Portugal é, desta forma, o 29º. país a juntar o seu nome à lista de participantes nas oito edições já disputadas, sendo mesmo o único país – entre os 22 que estarão presentes em Dundee - a fazer a sua estreia nesta edição do Campeonato do Mundo de Orientação de Precisão.

A representação portuguesa é constituída por Ricardo Pinto e Joaquim Margarido, ambos atletas do DAHP – Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada. Actual vice-líder do ranking da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2012, Ricardo Pinto vai competir na Classe Paralímpica. Joaquim Margarido, vencedor do recente XX Troféu de Orientação do CPOC, competirá na Classe Aberta. Esta é a segunda participação internacional dos dois atletas – depois da presença em Plasência, nos Campeonatos Nacionais de Espanha -, a primeira num evento sob a égide da IOF – Federação Internacional de Orientação.


O programa dos Mundiais

Conhecida como a cidade dos três “jotas” – “Jam” (“compota”), “Juta” e “Jornalismo” – Dundee acolhe a nona edição dos Campeonatos do Mundo de Orientação de Precisão, pela primeira vez em separado dos Campeonatos do Mundo de Orientação Pedestre. Com efeito, desde 2004, data da primeira edição, os Mundiais de Orientação de Precisão tiveram sempre lugar “à sombra” dos Mundiais de Orientação Pedestre. E embora este figurino seja retomado já em 2013, em Vuokati (Finlândia), a verdade é que este ano os Mundiais de Orientação de Precisão não irão ter a concorrência mediática desse evento maior, numa luta absolutamente desigual e que tem concorrido para perpetuar o estatuto de “irmão menor”.

Anne Braggins, um nome que se mistura e confunde com o da própria Orientação de Precisão, é a Diretora do Evento. Ao seu lado estarão, na cartografia e traçado de percursos, Brian Parker, e na organização Anne Hickling. O programa competitivo estende-se ao longo de dois dias e decorrerá em Tentsmuir, numa zona de dunas e floresta junta à costa, a sul de Dundee, na margem oposta do Rio Tay. Baseados em mapas de Orientação Pedestre de 2010, os mapas de Tentsmuir são desenhados de acordo com as especificações ISOM (não ISSOM), à escala de 1:5000, com equidistância de 2,5 metros. A prova do primeiro dia (8 de Junho) terá uma distância de 2,3 km, com 10 metros de desnível e 20 + 2 pontos de controlo. No segundo dia (9 de Junho), o decisivo desafio estende-se por 1,9 km – ao longo de duas secções distantes 800 metros uma da outra –, com 23 + 2 pontos de controlo (e ainda dois pontos cronometrados extra para a classificação colectiva). O tempo permitido para a realização dos percursos será, em ambos os casos, de 132 minutos.


Troféu Mundial de TempO

Mas o “programa das festas” não se resume aos dois dias de competição. O Troféu Mundial de TempO – TempO World Trophy – abrirá as hostilidades no dia 06 de Junho, em Camperdown Park, Dundee. O formato da competição cifra-se num percurso linear com oito diferentes estações, cada uma das quais compreendendo três pontos de controlo. A Cerimónia de Entrega de Prémios deste Troféu Mundial de TempO terá lugar ao final da tarde desse dia, integrada na Cerimónia de Abertura do Campeonato do Mundo WTOC 2012. No dia seguinte, 07 de Junho, decorrerá o Model Event já em Tentsmuir, num percurso de 1,3 km, com 10 + 2 pontos de controlo, para um tempo limite de prova de 72 minutos. A Cerimónia de Encerramento e o Banquete, ao início da noite do dia 09 de Junho, serão o ponto final perfeito num evento que se estima memorável. Uma última referência ao facto dos Campeonatos do Mundo de Orientação de Precisão WTOC 2012 integrarem o Jan Kjellström International Festival of Orienteering 2012, no ano em que a Associação Escocesa de Orientação celebra as Bodas de Ouro.

Conforme referido, serão 22 as seleções presentes neste Mundial, com o número de atletas no conjunto das duas classes a ascender aos 94. São números que representam uma ligeira quebra em relação ao verificado em 2011, no WTOC de Savoie – França, onde o número de participantes foi de 102, em representação de 26 países. Com sete atletas cada, Finlândia e Rússia constituem as maiores comitivas, mercê do facto de integrarem nas suas fileiras os detentores do título mundial na Classe Aberta e na Classe Paralímpica, Lauri Kontkanen e Dmitry Kucherenko, respetivamente. Kucherenko e Kontkanen que terão ao seu lado “históricos” como a alemã Anne Straube, o esloveno Kreso Kerestes, o britânico John David Gittus, a italiana Roberta Falda, os bi-campeões suecos Ola Jansson e Lennart Wahlgren, o ucraniano Vitaliy Kirichenko ou o lituano Evaldas Butrimas (o qual, a par de outros sete atletas, formam o conjunto de “totalistas” em Campeonatos do Mundo).


Vontade e crer

Voltando à representação nacional, importa referir o crer e a vontade subjacentes à deslocação à Escócia. Desde logo no que ao DAHP – Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada e à Santa Casa da Misericórdia do Porto diz respeito, viabilizando esta participação e vendo nela uma oportunidade única de valorização dos seus atletas com vista aos grandes desafios que se oferecem no futuro. Depois uma palavra para a Federação Portuguesa de Orientação, pela forma como acarinhou o projeto e agilizou com a organização do evento as questões processuais relacionadas com a inscrição dos atletas. Finalmente para a própria organização e para a Federação Internacional de Orientação, pelo entusiasmo e carinho demonstrado pela nossa participação e pelas facilidades concedidas e que permitiram, mesmo depois de esgotados todos os prazos, proceder à concretização das formalidades necessárias à participação dos dois atletas.

Resta agora esperar que tudo decorra conforme planeado e que a riqueza de conhecimentos inerentes a uma participação desta natureza possa servir para alavancar em definitivo a nossa Orientação de Precisão. Que os amantes da Orientação – da Pedestre e da BTT, às Corridas de Aventura - estejam connosco na Escócia e que, sobretudo, num futuro próximo, possam ser também presença assídua nas provas. Que vejam nelas uma forma de desenvolverem as suas capacidades de leitura e interpretação de mapas, de competirem, de conviverem, de ajudarem a promover a inclusão através dum desporto único e de fazerem parte desta história lindíssima chamada Orientação de Precisão. Este é o nosso voto!

Tudo sobre o Campeonato do Mundo de Orientação de Precisão WTOC 2012 em http://www.scottish-orienteering.org/wtoc2012


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

domingo, 27 de maio de 2012

FILIPE MARQUES E OS NACIONAIS DE DESPORTO ESCOLAR: "TUDO MUITO POBRE"




Relativamente à minha apreciação destes Campeonatos Nacionais do Desporto Escolar (CNDE), em termos de resultados, este foi um ano de "colheita". Apesar de alguns erros cometidos por alguns alunos, a nossa equipa era sem dúvida a segunda melhor no escalão de Iniciados Masculinos. O João Novo cometeu dois erros na etapa individual de Monsanto, que lhe custaram o primeiro lugar, pois tinha vencido as duas mangas da primeira etapa de sábado por uma diferença significativa.

Quanto à organização destes CNDE - e de acordo com a minha experiência de muitos anos -, estes foram os mais fracos. Em termos técnicos, foi pena a primeira etapa ser uma prova urbana e outra de parque. Bastava a urbana.

Quanto ao resto, tudo muito fraco. No plano do transporte, foram oito horas de viagem de Braga a Lisboa e outras oito de Lisboa a Braga. A alimentação era em quantidade suficiente mas a qualidade muito fraca. O alojamento - em bungalows no camping de Monsanto - apesar de mais aconchego, fez com que se perdesse o espírito de grupo. Os alunos encontravam-se espalhados por vários bungalows, não deu para falar muito e partilhar muitas emoções com eles. O enquadramento deixou muito a desejar. Os guias não demonstraram interesse pela nossa comitiva e não conheciam os locais. A título de exemplo, da Escola Secundária de Camões até ao Parque Eduardo VII era para fazer em 10 minutos a pé e demorámos 45 minutos... Os guias andaram “ao banano” uns com os outros. Não conheciam o programa. Nunca vi nada assim. Foi lamentável. Como lamentável foi a Cerimónia de Entrega de Prémios. Qual pódio, qual quê! Uma cadeira de plástico e está a andar. Basta comparar as fotos do facebook da Orientação da AEmaximinos deste ano com as do ano passado. Dá logo para perceber as diferenças. A finalizar, uma falha ainda e que se prende com o facto de não ter havido programa de diversão para os alunos.

Eu tenho dito, desde há três anos para cá, a partir do momento em que começaram a separar as modalidades por jornadas, que se está a perder o espírito dos Campeonatos Nacionais. Antigamente concentravam todas as modalidades, eram 2500 alunos concentrados na cidade. Tinham um programa de festa e convívio. Os miúdos conviviam entre todos os das várias modalidades e de regiões diferentes. Era tudo feito em três dias e num só fim de semana.

Este ano, enfim, tudo muito pobre.

Neste Nacionais, fiz uma experiência piloto. Fiz a cobertura dos CNDE desde a saída de Braga até ao regresso. Digamos que fiz praticamente a cobertura em direto com fotos e comentários. Os Encarregados de Educação adoraram. Houve muita gente a acompanhar a reportagem, incluindo os directores de turmas, professores, avós, tios, irmãos e um jornalista. Creio que esse aspeto foi interessante e para repetir... se puder.

Filipe Marques
Agrupamento de Escolas de Maximinos



sexta-feira, 25 de maio de 2012

ADRIANO RODRIGUES: "SOMOS TODOS IGUAIS, APESAR DAS NOSSAS DIFERENÇAS"




Atleta de referência do DAHP – Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada, Adriano Rodrigues é reconhecido pelo seu carácter afável e brincalhão. Um bloco de granito roubou-lhe a mobilidade dos membros inferiores, mas não a alegria de viver e palavras como “infortúnio” ou “desventura” parecem arredadas do seu vocabulário. Hoje damos a palavra à pessoa e ao atleta, ficando a conhecer melhor o espírito combativo e altruísta de alguém que encara o desporto e a vida da mesma forma: como uma dádiva!


Orientovar - Quando veio para Portugal, os seus sonhos passavam certamente por muita coisa, mas nunca por uma cadeira de rodas. Como foi o tomar conta dessa dura realidade?

Adriano Rodrigues - Confesso que estar nesta situação seria a última coisa que me passaria pela cabeça. Enfrentar a realidade duma vida em cadeira de rodas foi muito difícil. A verdade é que, se o acidente fechou muitas portas, também abriu outras e as portas que se abriram foram os amigos que se fazem, a cumplicidade e a solidariedade que se gera entre as pessoas. Hoje já consigo encarar a minha situação duma forma mais natural.

Orientovar - Como é que decorreu o processo de recuperação após o acidente?

Adriano Rodrigues - Após o acidente encontrei-me numa situação muito delicada. Senti que tinha perdido tudo, tinha perdido até o gosto de viver. O processo de recuperação, tanto a nível físico como psicológico, devo-o ao Hospital da Prelada e ao Serviço de Medicina Física e de Reabilitação. Foi ali que iniciei todo o processo de recuperação e que ganhei, em grande medida, alguma autonomia. Foi ali que passei duma cama para uma cadeira de rodas e, daí, de novo, para o mundo cá fora. Hoje sinto-me uma pessoa realizada porque consegui levar por diante o sonho de me tornar de novo independente. Faço tudo sozinho, estou bem!


Fiquei com pena de não termos comido a Sopa de Pedra

Orientovar - Percebe-se que é uma pessoa muito positiva e que soube grangear uma estima muito grande entre pessoas na mesma situação. Onde é que se vai buscar essa energia, essa alegria de viver?

Adriano Rodrigues - Sinceramente, não sei. Talvez ao facto de ver que há muitas pessoas que estão pior do que eu, que não têm essa força que eu tenho. Sinto uma grande necessidade de lhes transmitir a minha experiência, que vale a pena levantar a cabeça, olhar o mundo e seguir em frente. É essa a mensagem que procuro transmitir às pessoas. E depois gosto muito de falar, de brincar. Isso também ajuda a ultrapassar os meus próprios problemas, para mim está tudo bem.

Orientovar - Foi no Hospital da Prelada que, através do DAHP, tomou contacto com a Orientação de Precisão. Lembra-se dessa primeira experiência?

Adriano Rodrigues – Lembro, pois, apesar de não ter sido uma experiência lá muito bem sucedida (risos). Foi em Almeirim, em 2009, numa prova que acabou por não se realizar devido a uma chuvada terrível. Guardo, sobretudo, o convívio entre as pessoas que foram a Almeirim. Fiquei com pena de não termos comido a Sopa de Pedra porque, dos três Restaurantes que encontrámos, nenhum deles tinha condições para receber um grupo de pessoas em cadeira de rodas. Lembro-me, depois, da segundo vez em que participei – a primeira vez realmente “a valer” – e que foi na Tocha, no Hospital Rovisco Pais. Foi um autocarro cheio de doentes da Prelada, foi uma coisa fantástica. Foi incrível aquilo que três ou quatro pessoas conseguiram, levar aquele pessoal todo… passámos um dia realmente inesquecível.


Esquecemos até que estamos doentes

Orientovar - Este conjunto de participações ao longo dos últimos três anos, tem algum significado especial para si?

Adriano Rodrigues - Tem um enorme significado. Representa, desde logo, a ligação a um desporto que não conhecia e a esse conceito de que o desporto deve ser para todos. Mas representa, sobretudo, a partilha de momentos muito bonitos, mesmo durante a prova, com aqueles que nos acompanham. A Orientação de Precisão é uma modalidade fantástica. Quando estamos a fazer a prova estamos concentrados e esquecemos tudo o resto. Esquecemos até que estamos doentes.

Orientovar - A Orientação de Precisão tem, como todos os desportos, a competição inerente e o objectivo é ganhar. Também entende a modalidade desta forma?

Adriano Rodrigues - Sim, o objetivo é ganhar. Mas é também o convívio com os outros que está aqui em causa. As pessoas mantêm, desta forma, uma ligação muito mais forte. Pertencemos a um mesmo clube, fazemos aquilo que gostamos e essa é uma mais-valia muito grande para todos nós.


O resto é o desafio, é intelecto

Orientovar - Entre todos os locais que conheceu e onde competiu, consegue eleger aquele que mais o marcou?

Adriano Rodrigues - Há um que, realmente, supera todos os outros. Esse lugar é Vila do Conde, onde estive em Dezembro do ano passado. Não consigo explicar o porquê, mas foi em Vila do Conde que tive o acidente e a prova decorreu mesmo junto ao local onde tive o acidente. Eu não queria ir, não queria enfrentar a realidade, mas acabei por me convencer a mim próprio que tinha de ser. Eu sou como sou e esta é a minha situação. Então fui e gostei muito. Lembro-me do percurso, de todos os pontos, das pessoas… É uma prova que estará sempre presente na minha memória.

Orientovar - Às pessoas com mobilidade reduzida e que nunca experimentaram a modalidade, o que diria?

Adriano Rodrigues - É uma modalidade fantástica e as pessoas não precisam de se preocupar com nada. Existe muito apoio, muita entreajuda e os percursos, embora decorram em espaços naturais, são escolhidos de forma a facilitar a progressão, nomeadamente duma cadeira de rodas, por exemplo. O resto é o desafio, é intelecto, é saber interpretar o mapa e o terreno. Tenho a certeza que aqueles que experimentarem não ficarão desiludidos e vão querer voltar.


O difícil é começar

Orientovar - Ainda que timidamente, a Orientação de Precisão vai dando alguns pequenos passos no Brasil. Sendo um cidadão brasileiro, como é que vê esta realidade?

Adriano Rodrigues - Através do Orientovar acompanho os desenvolvimentos que a Orientação de Precisão brasileira teve nos últimos tempos e fico muito feliz por ver que, no meu País, começa a trabalhar-se junto das pessoas portadoras de mobilidade reduzida no sentido de lhes mostrar esta modalidade lindíssima. E fico muito emocionado por ver que este trabalho assenta, em grande medida, no esforço da Enfermeira Stefania. Para ela eu gostaria de mandar uma grande força e pedir-lhe que prossiga com este trabalho. O difícil é começar, mas depois de começar as coisas não vão mais parar. O Brasil tem muita gente empenhada, é uma potência desportiva muito grande e tenho a certeza que a Orientação de Precisão tem aqui um enorme futuro.

Orientovar - Vai regressar em breve ao Brasil. Considera a possibilidade de vir a fazer Orientação de Precisão no seu País?

Adriano Rodrigues - Isso seria uma coisa fantástica. Vou procurar levar os ensinamentos que adquiri em Portugal e levar algumas dessas sementes lá para o Brasil. Seria um sonho encontrar os meios para poder levar os atletas do Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada a competir no Brasil. E outro sonho seria o de poder vir a representar o Brasil num evento internacional de Orientação de Precisão. Quero manter esta ligação ao Núcleo, quero continuar a aprender, a crescer. Talvez assim possa ver um dia o meu sonho tornar-se realidade.


Um trabalho fantástico

Orientovar - A finalizar, quer deixar uma mensagem?

Adriano Rodrigues - A minha mensagem vai no sentido de que continuem com esse trabalho em levar o Desporto a todas as pessoas. O Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada faz um trabalho fantástico junto dos doentes, para muitos de nós a primeira oportunidade de contacto de novo com a sociedade é-nos dada por esta via e isso é muito importante. Ajuda-nos a sentir que somos de novo capazes, que somos todos iguais apesar das nossas diferenças. Nesse sentido, lanço também um apelo à sociedade civil para que olhe para este exemplo e apoie o Núcleo. É um trabalho que deve merecer o apreço de todos, que deve ser apoiado.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 24 de maio de 2012

CAMPEONATOS NACIONAIS DE ORIENTAÇÃO DE DESPORTO ESCOLAR 2011/2012: IMPRESSÕES




Ainda os Campeonatos Nacionais de Orientação de Desporto Escolar 2011/2012. No rescaldo da competição, o Orientovar procurou auscultar as mais diversas opiniões e fazer um ponto da situação no tocante ao atual momento do Desporto Escolar. Aqui ficam as impressões dos professores José Paulo Pinho, Hélder Ferreira, Avelina Alvarez e José Mateus.


Considero que a equipa de Juvenis Femininos da Escola Secundária de Palmela teve uma participação muito positiva, destacando o empenho e a atitude revelada pelas minhas alunas ao longo de toda a competição. Os resultados do 1º dia chegaram a criar a ilusão de podermos chegar ao 1ºlugar.

Relativamente aos Campeonatos, penso que tanto a nível logístico como a nível técnico a organização esteve muito bem. Na minha opinião, o facto destes campeonatos não incluirem apenas percursos de floresta, e do grau de dificuldade dos mapas não ser elevado, foi uma melhoria em relação a edições anteriores, por considerar que as provas do desporto escolar devem estar calibradas para o nível médio dos alunos presentes, o que não tem sucedido em algumas das edições anteriores. A postura competitiva de todos os atletas e professores foi sempre a mais correcta.

Penso que participaram nestes campeonatos equipas de um nível muito bom, nos vários escalões, o que pode ter algo a ver com a relativa proximidade dos Campeonatos do Mundo de 2013, em Portugal. Destaco a competitividade e equilibrio existente no escalão de Iniciados Femininos e a falta de competitividade no escalão de Juvenis Masculinos, com apenas duas equipas presentes.

José Paulo Pinho
Escola Secundária de Palmela


O Agrupamento Guilherme Stephens teve uma participação muito boa, em que os alunos se dedicaram a 100%, empenhando-se em todas as provas. Além da competição eles divertiram-se imenso num convívio saudável entre todos. De um modo geral, foi um fim-de-semana bastante competitivo em que a maior parte dos escalões lutaram até ao fim para definir o vencedor, quer coletivo quer individual, sendo até a diferença a rondar os cinco pontos.

A qualidade dos nossos jovens tem vindo a melhorar, o que denota um trabalho muito bom, feito pelos professores em parceria com os clubes, salientando a região de Braga, Porto, Estarreja, Ourem, Entroncamento, Leiria, Lisboa, Pamela, Pinhal Novo e Arraiolos. Se há modalidade que faz uma interligação perfeita ente Desporto Escolar e o Federado, essa é sem duvida a Orientação. Daí a forte imagem que projeta e, para quem está mais atento às modalidades amadoras, o verifica.

De referir que estamos no bom caminho mais uma vez para chegar ao mundial ISF 2013 com uma forte comitiva em termos de Iniciados e Juvenis em ambos os sexos. E também em termos organizativos em que todos nós sabemos, quando se trata de organizar, quer em termos de Desporto Escolar, quer em termos Federado, Portugal é excelente. E este fim-de-semana verificou-se isso, uma excelente organização interagindo muito bem com o clube organizativo – CPOC.

Hélder Ferreira
Agrupamento de Escolas Guilherme Stephens (Marinha Grande)


Em termos de organização, esta foi a melhor edição dos Nacionais do Desporto Escolar em que alguma vez participei. O mesmo posso dizer relativamente ao nível das equipas participantes nos vários escalões, bastante equilibrado, tendo-se verificado verdadeiros despiques, quer individuais quer coletivos.

Quanto à prestação da equipa da EB 2,3 de Colares (Sarrazola) de Iniciados Femininos (Catarina Daniel, Rita Albuquerque, Beatriz Sanguino, Helena Vilela e Camila Rodrigues), as coisas não correram da melhor forma no sábado, com a desclassificação de duas das alunas. No entanto, no domingo, o nível técnico e a garra demonstrada por estas meninas levaram a que os resultados se alterassem e conseguissem alcançar o desejado e merecido título. Trata-se de uma equipa extremamente jovem e onde existe um grande equilíbrio entre todos os elementos, sem exceção. São alunas que, a nível federado já têm cartas dadas, tendo obtido este ano títulos de campeãs nacionais (umas de Distância Longa, em D14, e outra de Estafetas, em D16).

Relativamente aos alunos que concorreram individualmente, a Debora Swinke, a menos experiente e a única que ainda não é federada (que não fazia parte das cinco da equipa), surpreendeu e arrecadou o 3º lugar da classificação geral (1ª nas provas de sábado). Nos Iniciados Masculinos, o Isac Brito esteve ao seu melhor nível e o Osvaldo Silva, a recuperar de uma gripe, não conseguiu defender da forma que desejava a sua posição de campeão regional. Nos Juvenis Femininos, a Bárbara Louro fez excelentes provas, tendo em conta as suas aspirações. Menos satisfeita com as suas prestações ficou a nossa internacional Beatriz Moreira pois, não obstante o 2º lugar alcançado da classificação geral, alguns percursos não lhe correram de feição.

No que concerne ao atual momento do DE, verifica-se, na minha opinião, um grande empenho por parte do Gabinete Coordenador, da Direção Regional, da Coordenação Local e do Coordenador Nacional, nomeadamente em relação à Orientação, apesar da escassez de meios que todos conhecemos. Certo que (também) os Clubes e a FPO têm dado excelentes contributos. Só assim foi possível chegar a bom termo a época que agora termina e só assim será possível perspetivar o próximo ano letivo que se avizinha, com a realização dos Campeonatos do Mundo de Orientação do Desporto Escolar (ISF) no nosso país.

Avelina Alvarez
EB 2,3 Colares (Sarrazola)


O Campeonato Nacional de Orientação de Desporto Escolar 2011/2012, constitui o final de um capítulo e o virar de uma nova página, naquela que tem sido a participação da Escola EB 2,3/S Cunha Rivara no Desporto Escolar Orientação. Depois de quatro anos onde um conjunto de magníficos alunos/atletas defendeu de forma sempre generosa as cores da Cunha Rivara, alcançando vários títulos por equipas, individuais, duas presenças nos Mundiais ISF e outros resultados individuais de destaque, a Cunha Rivara enfrenta agora o seu maior desafio. E esse desafio é, nada mais nada menos, que conseguir reinventar-se, renovar-se e tentar formar novos atletas que consigam dar o seu contributo ao magnífico trabalho que todas as escolas que acarinham a Orientação têm vindo a desenvolver. Certamente que para tal seria muito importante surgirem mais escolas a desenvolver a modalidade no Alentejo. 


Relativamente ao decorrer da competição, o Professor Ricardo Chumbinho já realizou uma excelente descrição da mesma, mas não posso deixar de destacar a óptima contribuição no que a nível organizativo e técnico (mapas muito bem adaptados ao Desporto Escolar) diz respeito por parte do CPOC.

José Mateus
EB 2,3 Cunha Rivara (Arraiolos)

[Foto gentilmente cedida por Hélder Ferreira]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quarta-feira, 23 de maio de 2012

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. Daniel Hubmann, actual nº 2 do ranking mundial, vai falhar os Campeonatos do Mundo de Orientação WOC 2012 que terão lugar em Lausanne (Suiça), de 14 a 21 de Julho próximos. O atleta fez uma rotura do Tendão de Aquiles na prova de Estafeta que encerrou os Campeonatos da Europa de Orientação EOC 2012, tendo sido submetido ontem a uma intervenção cirúrgica. A paragem prevista pelos médicos que operaram o atleta estima-se em oito meses. Líder do Ranking Mundial por duas vezes – a última das quais entre 30 de Agosto de 2008 e 19 de Setembro de 2010 -, vencedor da Taça do Mundo por quatro vezes, Campeão Mundial de Distância Longa em 2008 e 2009 e Campeão Mundial de Sprint em 2011, Hubmann vê, aos 29 anos de idade, desvanecer-se a grande possibilidade de repetir um feito maior na Orientação no seu próprio país. Ao atleta o Orientovar deseja rápidas melhoras e o regresso em breve aos grandes palcos da modalidade.


2. A Orientação está de regresso aos mais belos recantos do Alentejo. Conhecida como a "Terra dos Tapetes" e pelas suas condições naturais de excelência, Arraiolos será o centro do I Alentejo Orienteering Trophy 2012, que decorrerá nos dias 23 e 24 de Junho de 2012. Esta edição do troféu irá ter início no Sábado com uma etapa de Distância Média em Pavia, no concelho de Mora, à qual se segue um Sprint noturno na Vila de Arraiolos e a prova que encerra o troféu, no Domingo, em Santana do Campo (Arraiolos). Organizado pelo COAC – Coruche Outdoor Adventure Club, em parceria com a Federação Portuguesa de Orientação, Gafanhori e CPOC, o evento será pontuável para a Taça de Portugal de Orientação Pedestre e aberto a todas as pessoas de qualquer idade. Cerca de seis centenas de participantes, dos 7 aos 77 anos, são esperados no final de Junho no Alentejo para praticar desporto em contacto com a natureza, desfrutando dos mais belos recantos desta zona do país com características naturais absolutamente deslumbrantes. Todas as informações sobre o evento estão disponíveis em http://www.coaclub.com/alot2012


3. A ASPP/PSP – Associação Sindical dos Profissionais da Polícia PSP para além de, em primeira linha, pugnar pela defesa e firmação dos direitos dos seus associados, posiciona-se de forma a contribuir para a satisfação de demais expectativas, quer pessoais quer sociais, de marcada relevância. Assim, atenta às problemáticas das complexas sociedades contemporâneas e iniciativas internacionais, a ASPP/PSP, associando-se à iniciativa europeia - Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade ente Gerações 2012 - e apresenta a I Prova de Orientação Pedestre ASPP/PSP. Solidariedade e coesão social, salutar convívio e abertura, estilo de vida activo e saudável e promoção da modalidade desportiva de Orientação Pedestre são os principais princípios e objetivos duma atividade que terá lugar no próximo dia 17 de Junho, a partir das 10h00, no sempre aprazível Parque da Cidade do Porto. Decorrente de um forte espírito solidário e inclusivo, para além dos associados, demais profissionais das Forças de Segurança e respectivos familiares e amigos, fomentar-se-á a participação dos sócios aposentados da ASPP/PSP, estando ainda o evento aberto à participação de toda a comunidade. A organização técnica do evento será assegurada pela Orievents, contando com a colaboração do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos. Mais informações em http://orientacaoaspp.blogspot.pt/


4. Aalborg, na Dinamarca, irá receber de 8 a 14 de Junho a 45ª edição dos Campeonatos Mundiais Militares de Orientação Pedestre MWOC 2012. Está confirmada até ao momento a presença de 26 delegações militares, aguardando-se ainda em definitivo a decisão da Indonésia no tocante à sua participação no evento. Entre os países participantes, destaque para a presença das fortíssimas seleções da Rússia e Suiça, que a par da Finlândia, Noruega, Suécia e Dinamarca se apresentam como as grandes candidatas à conquista dos títulos em disputa. Da América Latina, marcam presença a Colômbia, o Equador e o Brasil. Líbano, Irão e Emiratos Árabes Unidos são igualmente presenças saudadas. Portugal é o grande ausente dum certame onde já fez história, tendo inclusivamente organizado o XXXIV Campeonato Mundial Militar de Orientação do CISM, em Beja, nos idos de 2001. Toda a informação em http://www.mwoc2012.dk/


5. Não viu na RTP 2 no passado dia 13?! Não há problema... fica aqui o O'TV do mês de maio. Não pode deixar de assistir aos "4 Dias do Minho" e ainda ao II Open de Orientação do Hospital da Prelada. Para conferir em http://videos.sapo.pt/lbOr5lBNPm6T7tAjn3NZ ou clicando na imagem acima.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

terça-feira, 22 de maio de 2012

CAMPEONATOS NACIONAIS DE ORIENTAÇÃO DE DESPORTO ESCOLAR: TRIUNFOS BEM REPARTIDOS




Decorreu em Lisboa, no passado fim de semana, o Campeonato Nacional de Orientação de Desporto Escolar 2011/2012. Fique agora a conhecer as incidências desta empolgante jornada dupla, num texto do Professor Ricardo Chumbinho.


Este ano os Nacionais de Desporto Escolar assumiram um formato diferente, já que passámos de um cenário de maior ou menor concetração de modalidades num único espaço e/ou local, para uma situação totalmente desconcentrada. Isto significou, ao contrário do que aconteceu em anos anteriores, uma total liberdade para escolher o local de realização, desde que na janela de datas disponível para esta fase nacional.

Esta possibilidade levou-nos a apostar numa opção algo sensível, mesmo arriscada diriam alguns, já que a escolha recaiu sobre Lisboa e o XX Troféu de Orientação do CPOC que teve lugar em 19 de maio e com o qual foi estabelecida uma parceria de articulação para o efeito. Ao aplicar o termo "risco" não estou, naturalmente, a pensar na qualidade técnica do evento e muito menos na capacidade do parceiro para assumir esta articulação. Mas tratando-se de uma prova com duas etapas, sendo uma delas urbana e a outra de parque, poderia haver quem encarasse esta opção como uma desvalorização dos nacionais já que, habitualmente, esta fase tem lugar em mapas de floresta à escala 1:10.000. No entanto, desde o início que o CPOC e o seu Presidente, Luís Santos, asseguraram que, particularmente a etapa da manhã, seria, para além de muito interessante do ponto de vista do envolvimento, também muito desafiante do ponto de vista da Orientação. Não se enganou!


A festa vai começar

Juntou-se a estas etapas de sábado a organização de uma prova de Distância Média e uma Estafeta em Monsanto, ambas no domingo, e assim ficou constituído o calendário competitivo do Campeonato Nacional de Orientação de Desporto Escolar, organizado pelo Gabinete Coordenador do Desporto Escolar e operacionalizado pela DRELVT com o apoio técnico do CPOC. A prova destinou-se a alunos de ambos os sexos nos escalões de Iniciados e Juvenis, provenientes de fases anteriores de qualificação nas respectivas regiões. As duas etapas de sábado e a Distância Média de domingo definiram a classificação individual em cada um dos escalões e concorreram, juntamente com a Estafeta, para a classificação colectiva.

As comitivas foram chegando ao centro do evento, a Escola Secundária de Camões, a partir do meio da tarde de sexta-feira, para procedimentos de acreditação, a que se seguiu a habitual reunião técnica com os professores responsáveis pelas diversas equipas. Todos os participantes ficaram alojados em bungalows no Parque de Campismo de Monsanto.


Desafio vezes dois

No sábado de manhã avançou-se para a primeira etapa que, para aqueles um pouco mais antigos, fez recordar os saudosos tempos do Baixanima, evento que durante alguns anos abria a época em Portugal. Concentração na Rua Augusta e 900 metros a subir, por um corredor balizado, até ao Castelo de S. Jorge onde seriam dadas as partidas. E aqui a primeira dose de emoção: a magnífica vista de que era possível desfrutar, em todas as direcções, a partir da zona das partidas. E assim que se pegava no mapa, os primeiros grandes e intricados desafios: os primeiros pontos no labiríntico castelo de Lisboa! E se estes foram desafios assinaláveis, menos não o foram as ruelas, escadinhas, pátios, terraços, miradouros e desníveis da encosta do castelo, que aos menos atentos ao mapa e descrição de controlos pregou verdadeiras partidas. No final um espectacular sprint até ao finish em plena rua Augusta, coração de uma cidade que não parou e assim conviveu com o colorido desta prova da Taça de Portugal entre turistas, homens-estátua e passantes surpresos com o desusado movimento para uma manhã de sábado.

Pausa para almoço e a segunda etapa do Troféu CPOC: Sprint no Parque Eduardo VII e Jardim Amália Rodrigues. Prova muito rápida na qual a velocidade de decisão e execução marcou a diferença entre os classificados nas diferentes posições. Para efeitos do DE, a pontuação de sábado resultou da média das pontuações obtidas em cada uma destas duas etapas.


Tudo em aberto

Com excepção do escalão de Juvenis Masculinos, em que a Escola Secundária de Pinhal Novo desde logo marcou uma diferença apreciável relativamente aos seus opositores, nos restantes três escalões em competição as classificações ficaram bastante apertadas, com diversas escolas a poderem aspirar a qualquer lugar do pódio na classificação final. Tudo ficaria pois reservado para decidir no domingo, na floresta de Monsanto, em ambiente totalmente distinto da véspera a que, previsivelmente, se juntaria a intervenção pouco simpática de S. Pedro.

No domingo nova paisagem de cortar a respiração a partir do anfiteatro Keill do Amaral, com vista para o Rio Tejo e até Palmela ou, como alguém dizia em jeito de brincadeira, para a "margem certa". Quanto ao tempo, nenhuma surpresa: frio, vento, chuva e até granizo, foram companheiros bastante presentes neste último dia dos Nacionais. Nada a que os jovens atletas não estejam habituados ou com o qual não saibam conviver.


Domingo de todas as decisões

Iniciadas as partidas e à medida que se iam dando as chegadas, aqueles que viriam a ser os diversos campeões nacionais iam marcando a sua superioridade sobre os adversários, embora por vezes por margens tão curtas como 5 pontos em 2000 na pontuação final! Foi o que aconteceu com Tiago Baltazar da ES de Sampaio, que levou de vencida Daniel Catarino da ES Entroncamento e Filipe Augusto da ES Pinhal Novo, depois de na véspera se ter ficado pela terceira posição com os mesmos pontos de João Parreira da ES Pinhal Novo. Foi de facto em Juvenis Masculinos que a competição foi mais cerrada até ao fim, com a vitória a sorrir ao jovem sesimbrense por escassíssima margem.

No resto, Sara Roberto, da EB 2,3 Guilherme Stephens, saltou da terceira posição da véspera para a vitória em Iniciados Femininos, João Bernardino da mesma escola ultrapassou João Novo do Agrupamento de Escolas de Maximinos em Iniciados Femininos e Ana Anjos da EB 2,3 Cunha Rivara fez o mesmo a Beatriz Moreira da EB 2,3 Sarrazola nas Juvenis.


Estafetas disputadas

Na competição colectiva e à entrada para a Estafeta, todos os motivos de interesse da véspera se mantinham: conseguiria a EB 2,3 Sarrazola sair do pouco esperado terceiro lugar com que terminou o primeiro dia no escalão de Iniciados Femininos? Até onde conseguiriam chegar as equipas de Iniciados Masculinos e Femininos da EB 2,3 Guilherme Stephens? E as jovens palmeloas da ES Palmela conseguiriam segurar a curta margem com que saíram à frente das gafanhotas da EB 2,3 Cunha Rivara em Juvenis Femininos?

E na emoção da Estafeta as dúvidas foram-se desfazendo. As meninas da Sarrazola protagonizaram uma espectacular recuperação e sagraram-se Campeãs Nacionais... mais uma vez! Os rapazes da Marinha Grande, contando com as espectaculares prestações de João Bernardino e António Ferreira, sagraram-se, talvez com alguma surpresa para muitos, Campeões Nacionais em Iniciados Masculinos. As atletas de Arraiolos mostraram superioridade sobre as de Palmela em Juvenis Femininos e a ES Pinhal Novo, correndo sem qualquer margem de erro, fruto de duas desclassificações administrativas que deixaram a equipa reduzida a três elementos, limitaram-se a confirmar e aumentar a superioridade desde cedo evidenciada.


Fair-Play e competição de mãos dadas

De destacar ainda o acto perpetrado por António Ferreira da EB 2,3 Guilherme Stephens na etapa de Monsanto que, ao ver um colega de uma outra equipa cair completamente desamparado numa escarpa quando atacava um ponto, e adivinhando que poderiam ter sido graves as consequências deste acidente, prescindiu momentaneamente da luta em que estava empenhado pelos lugares de pódio e voltou atrás para se certificar de que o colega estava bem. Só após ter esta garantia prosseguiu a sua prova, ainda a tempo de se classificar na segunda posição e contribuir para a vitória colectiva da sua equipa. Fair-Play e competição de mãos dadas, numa jornada de Orientação que encheu as medidas dos jovens participantes.



Resultados na página do XX Troféu de Orientação do CPOC, em http://www.cpoc.pt/eventos.php?ev=20Trofeu&op=resultados

[Foto gentilmente cedida por Hélder Ferreira]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

segunda-feira, 21 de maio de 2012

XX TROFÉU DE ORIENTAÇÃO DO CPOC: TRIUNFOS DE DIOGO MIGUEL E LÍDIA MAGALHÃES




Duma alucinante descida pelas ruas de Alfama ao alto do Parque Eduardo VII se fez o XX Troféu de Orientação do CPOC. Duas etapas num cenário de sonho, que Diogo Miguel e Lídia Magalhães souberam levar de vencida.


Foi necessário esperar dez anos para vermos de novo, na capital do país, uma prova maior do calendário nacional de Orientação Pedestre. Pontuável para a Taça de Portugal 2012 – Nível 2, o XX Troféu de Orientação do CPOC chamou a Alfama e ao Parque Eduardo VII um pouco mais de cinco centenas de participantes, saldando-se por uma jornada dupla de muita e boa Orientação.

Numa manhã marcada por um céu de cinzentas e encasteladas nuvens feito, com um ou outro aguaceiro disperso de permeio, as ruas de Alfama viram-se invadidas por gente de todas as idades que, do castelo à baixa pombalina, se ufanavam em alegres correrias na busca dos tão almejados prismas laranja e brancos. Da parte da tarde foi a vez do Parque Eduardo VII e do Jardim Amália Rodrigues serem esquadrinhados por gente de todas as idades – algumas das quais em cadeira de rodas – para uma etapa mais verde e sob um céu mais azul.


Desporto Escolar e Desporto Adaptado também em alta

No escalão Homens Elite, Diogo Miguel (Ori-Estarreja) foi o grande vencedor com um tempo total de 42:42, juntando ao primeiro lugar da etapa da manhã um terceiro lugar na etapa vespertina. João Mega Figueiredo (CN Alvito) concluiu na segunda posição a 01:01 do vencedor, tendo Tiago Romão (ADFA) ocupado o lugar mais baixo do pódio com um tempo total de 45:15. Em Damas Elite a luta pelo primeiro lugar foi dirimida apenas entre Lídia Magalhães (ADFA) e Carla Saraiva (Ori-Estarreja), com a primeira a levar vantagem em ambas as provas e a quedar-se com o troféu.

Os escalões de Iniciados e Juvenis foram aqueles onde se verificou maior participação devido ao facto de ambas as etapas pontuarem para os Campeonatos Nacionais de Desporto Escolar 2011/2012 (e que trataremos em peça separada). Destaque, nos escalões de Iniciados, para as vitórias de João Novo (ES Maximinos) e de Debora Swinke (EB 2,3 Sarrazola), esta última pela larga margem de 07:36 (!), enquanto nos escalões de Juvenis triunfaram Daniel Catarino (EB 2,3/S Entroncamento) e Beatriz Moreira (EB 2,3 Sarrazola). O XX Troféu de Orientação do CPOC incluiu ainda a 4ª etapa da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2012, com Diana Coelho (Classe Paralímpica) e Joaquim Margarido (Classe Aberta) a serem os vencedores. Colectivamente, a vitória sorriu ao ADFA, com uma confortável vantagem sobre Ori-Estarreja e COC, segundo e terceiro classificados, respetivamente.


Resultados

Homens Elite
1º Diogo Miguel (Ori-Estarreja) 42:42
2º João Mega Figueiredo (CN Alvito) 43:43
3º Tiago Romão (ADFA) 45:15
4º Nélson Graça (Ori-Estarreja) 45:21
5º Joaquim Sousa (COC) 45:51

Damas Elite
1º Lídia Magalhães (ADFA) 58:02
2º Carla Saraiva (Ori-Estarreja) 01:02:21

Vencedores outros escalões
H/D10 – João Pedro (ADFA) e Catarina Pereira (ADFA)
H12 – André Roberto (COC)
H/D14 – João Novo (ES Maximinos) e Debora Swinke (EB 2,3 Sarrazola)
H/D16 – Daniel Catarino (ES 2,3/S Entroncamento) e Betariz Moreira (EB 2,3 Sarrazola)
H/D18 – Oleksandr Zaikin (ADFA) e Sofia Pinto (CIMO / Ciclonatur)
H/D20 – Fábio Silva (ADFA) e Susana Almeida (CO Viseu – Natura)
H/D21A – Sandro Castro (GD4C) e Rita Madaleno (ADFA)
H/D21B – Levi Pagaime (Ori-Estarreja) e Alda Marcelo (Ginásio CF)
H/D35 – Pedro Pereira (ADFA) e Ana Paula Serra Campos (.COM)
H/D40 – António Aires (Individual) e Maria Leonor Luz (CLAC)
H/D45 – Eduardo Sebastião (ADFA) e Aida Correia (GD4C)
H/D50 – Mário Duarte (ADFA) e Helena Lopes (CIMO / Ciclonatur)
H/D55 – Armando Santos (COALA) e Margarida Rocha (GD4C)
H60 – José Raposo (COALA)
H65 – Coelho dos Santos (Ori-Estarreja)
H70 – José Grada (Ori-Estarreja)
Open Fácil – Luis Fortunato (Individual)
Open Difícil - Samuel Leal (Ginásio CF)
Pares/Grupos – Pedro D. + Fábio D. + (Montepio Geral)

Clubes
1º ADFA – 2590,34 pontos
2º Ori-Estarreja – 2335,76 pontos
3º COC – 2327,67 pontos
4º GD4C – 1932,73 pontos
5º CIMO / Ciclonatur – 1354,72 pontos


Recuperar forças para o próximo grande desafio”

Para Luís Santos, Presidente do CPOC e um dos responsáveis pelo traçado de percursos, “foi objectivo do clube criar mais um evento com características invulgares, apostando em 'vender' a imagem da Orientação aos lisboetas e em 'vender' Lisboa aos orientistas.” Apesar da ambição das apostas, Luís Santos reconhece que “nenhum destes objectivos foi inteiramente conseguido, o que deixa uma certa sensação de frustração. O primeiro porque a chuva não permitiu que o enorme esforço do Clube em divulgar a prova permitisse um número recorde de não federados. As condições climatéricas adversas roubaram-nos certamente a possível presença de largas dezenas de participantes, muitos deles inscritos e outros que acabaram por recear o mau tempo nos dias anteriores ao evento. A segunda porque os desafios urbanos que propusémos não despertaram o interesse da grande maioria da comunidade orientista.”

Mesmo assim, os cerca de 500 participantes proporcionaram uma animação invulgar em espaços emblemáticos da cidade de Lisboa. A este propósito, Santos adianta: “Apesar de serem duas provas urbanas, tinham características totalmente diferentes com um traçado baseado nos desafios que só a sinalética ajudava a resolver e que proporcionaram momentos difíceis, principalmente no Castelo de São Jorge, enquanto no Parque Eduardo VII se realizou uma prova mais rápida, mas num espaço muito agradável da Cidade, nomeadamente na parte nova do mapa, no Jardim Amália Rodrigues, mapa este que foi um belo trabalho de estreia do casal Ana Carreira e Acácio Porta Nova.” E a terminar: “Resta-nos agora recuperar forças para o próximo grande desafio organizativo do CPOC que será a 10 de Novembro, pois tencionamos realizar mais um grande evento, desta conta inserido no Circuito Urbano com duas apostas que possam merecer o interesse da comunidade orientista, com um mapa novo do centro da Vila de Sintra e um possível regresso ao tão emblemático espaço do Parque da Pena.”

Resultados completos e demais informações em http://www.cpoc.pt/eventos.php?ev=20Trofeu



Para visualizar a reportagem fotográfica da etapa da tarde, clique na imagem acima.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO