segunda-feira, 30 de abril de 2012

4 DIAS DO MINHO: ALEXANDRE ALVAREZ E MARIANA MOREIRA VENCEM ETAPA DO CIRCUITO NACIONAL URBANO




No terceiro dos “4 Dias do Minho”, a bonita vila do Gerês viu a sua pacatez posta em sobressalto graças a um espectacular Sprint. Incluída no Circuito Nacional Urbano, a prova teve em Alexandre Alvarez e Mariana Moreira, ambos do CPOC, os grandes vencedores nos escalões de Elite.


Os “4 Dias do Minho” entraram na recta final. Esta manhã, a Orientação desceu o Monte de Santa Isabel e instalou-se de armas e bagagens nas Caldas do Gerês, ponto de paragem obrigatório para quem visita o Parque Nacional. A prova, um Sprint Longo integrado no recém-criado CiNU – Circuito Nacional Urbano, soube tirar o melhor partido dum espaço de reduzidas dimensões para se constituir num excelente momento de Orientação. Tal como se previa, os índices de participação caíram para sensivelmente metade do verificado no passado fim de semana, tendo marcado presença em prova um total de 213 atletas, 173 dos quais distribuídos pelos 31 escalões de competição e os restantos nos escalões abertos.

Nos escalões de Elite, Alexandre Alvarez e Mariana Moreira, envergando ambos as cores do CPOC – Clube Português de Orientação e Corrida, foram os mais fortes. Alexandre Alvarez teve em Joaquim Sousa (COC) o seu maior adversário, a quem venceu por uma margem de 1:10. Já a diferença de tempos entre Mariana Moreira e a segunda classificada no escalão de Damas Elite, Andreia Silva (COC) foi inferior a um minuto. A título de curiosidade, refira-se que o resultado mais “apertado” foi registado no escalão H60, com Manuel Dias (GafanhOri) a bater o seu colega de equipa, Roy Dawson, pela escassa margem de 12 segundos. Em contrapartida, a vitória mais folgada coube a Hélder Marcolino (GD4C), com o tempo de 24:24 contra os 42:02 de Tomás Silva (CPOC), em H20. De salientar ainda que Hélder Marcolino conseguiu, inclusivamente, no mesmo percurso de Homens Elite e H21A/B, alcançar o melhor tempo de todos quantos lograram cumprir os 2,9 km de prova (24 pontos de controlo, 190 metros de desnível).



Resultados

Homens Elite
1º Alexandre Alvarez (CPOC) 25:24
2º Joaquim Sousa (COC) 26:34
3º Leandro Lima (Amigos da Montanha) 27:32
4º Luís Leite (GD4C) 28:23
5º Sérgio Junqueira (COC) 29:04

Damas Elite
1º Mariana Moreira (CPOC) 24:15
2º Andreia Silva (COC) 25:03
3º Adelindina Lopes (COA) 27:24
4º Liliana Oliveira (CPOC) 28:18
5º Patrícia Casalinho (COC) 28:30

Vencedores Outros Escalões
H/D10 – João Pedro (ADFA) e Catarina Pereira (ADFA)
H/D12 – André Daniel (Ginásio) e Beatriz Esteves (COA)
H/D14 – Jorge Valente (CPOC) e Beatriz Sanguino (CPOC)
H/D16 – André Esteves (COA) e Daniela Pires (ADFA)
H/D18 – Daniel Catarino (CLAC) e Carolina Delgado (GD4C)
H/D20 – Hélder Marcolino (GD4C) e Vera Alvarez (CPOC)
H/D21A – Sérgio Matos (Ori-Estarreja) e Ana Porta Nova (CPOC)
H/D21B – Daniel Colaço Luís (ATV) e Catarina Santos (COALA)
H/D35 – Ricardo Oliveira (COC) e Susana Pontes (CPOC)
H/D40 – Rafael Lima (OriMarão) e Alexandra Coelho (CPOC)
H/D45 – Vítor Delgado (GD4C) e Luísa Mateus (COC)
H/D50 – Mário Santos (COC) e Helena Lopes (CIMO/Ciclonatur)
H/D55 – Vítor Rodrigues (CPOC) e Margarida Rocha (GD4C)
H60 – Manuel Dias (GafanhOri)
H65 – Coelho dos Santos (Ori-Estarreja)
H70 – José Grada (Ori-Estarreja)
Fácil Curto – Zézinha Mora (Ginásio)
Fácil Longo – Máio Morais (DA Recardães)
Difícil Curto – Alexandra Alves (Individual)
Difícil Longo – Daniel Recto (GafanhOri)



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

domingo, 29 de abril de 2012

CAMPEONATO NACIONAL DE ESTAFETAS 2012: ADFA E CPOC SÃO OS NOVOS CAMPEÕES




A ADFA em Seniores Masculinos e o CPOC em Seniores Femininos conquistaram hoje o título nacional de Estafetas 2012. Integrada nos “4 Dias do Minho”, a “festa” da Orientação regressou aos palcos da véspera e aos belos espaços do Monte de Santa Isabel, transformando-se numa jornada plena de competição sadia e emoções fortes.


No segundo dos “4 Dias do Minho”, ficaram hoje a conhecer-se os Campeões Nacionais de Estafetas 2012. Pelo triunfo nas categorias Seniores Masculinos e Seniores Femininos, respetivamente, ADFA e CPOC são os grandes ganhadores da jornada. A eles junta-se o COC que, ao embolsar cinco dos quinze títulos atribuídos, adquire por direito próprio um lugar na galeria de notáveis da edição de 2012.

Organizado pelo Clube de Orientação do Minho, com o apoio da Câmara Municipal de Terras do Bouro e da Federação Portuguesa de Orientação, o Campeonato Nacional de Estafetas 2012 contabilizou um total de 93 equipas em prova, às quais se devem somar outras 21 equipas que marcaram presença nas Estafetas Popular Curto e Popular Longo. Traçados sobre Distância Média, os percursos voltaram a colocar enormes desafios físicos e técnicos às equipas em prova, permitindo encontrar vencedores para todos os gostos.


Liliana Oliveira, a chave da vitória

Na categoria Seniores Masculinos, a ADFA entrou disposta a arrumar a questão logo de início e Pedro Nogueira terminou o seu percurso na liderança da prova, com 3:40 de vantagem sobre a equipa do COC, segunda classificada. No segundo percurso, assistiu-se a uma espetacular recuperação da turma do GafanhOri que, depois dum primeiro percurso menos conseguido do veteraníssimo Manuel Dias, teve em Tiago Aires um “ariete” de exceção. O campeão nacional de Distância Longa conseguiu recuperar os doze minutos de diferença que separavam a sua equipa da do COC, entregando o testemunho para o derradeiro percurso a escassos 9 segundos de Gildo Silva. A ADFA, essa, seguia na frente, imperturbável, com Luís Silva a fazer também ele uma grande prova. No terceiro percurso, Tiago Romão limitou-se a gerir uma vantagem que rondava os catorze minutos, dando à ADFA um muito saudado triunfo, após um jejum de três temporadas. Manuel Horta (GafanhOri) esteve imparável no derradeiro percurso, batendo André Ramos (COC) por margem superior a dois minutos e dando à turma arraiolense a segunda posição. Depois de três títulos nacionais consecutivos, o COC teve de se contentar com o lugar mais baixo do pódio.

No que à categoria Seniores Femininos diz respeito, a história como que se repetiu, embora com diferentes atores. O CPOC foi o grande protagonista da jornada, não só pelo título alcançado como pelo facto de o ter feito pela primeira vez no historial do clube. E se há um nome que merece ser realçado acima de todos os outros, esse é o de Liliana Oliveira, visto ter sido ela a abrir as portas da vitória ao clube de Oeiras, graças a um primeiro percurso absolutamente magistral. Na verdade, a vantagem de três minutos sobre o GafanhOri e de cinco minutos sobre o COC logo a abrir a prova, transmitiram uma enorme confiança à poderosíssima Mariana Moreira que, no segundo percurso, conseguiu ampliar a vantagem para cifras a rondar os dez minutos sobre as adversárias diretas. Vera Alvarez terá feito um percurso final pouco condizente com a sua real categoria, mas a vitória, essa, era do CPOC. A luta pelo segundo lugar decidiu-se no segundo percurso, cujo desfecho foi favorável a Andreia Silva e ao COC por uma diferença de 4:01. No derradeiro percurso, Raquel Costa mostrou-se incapaz de virar o resultado a favor do GafanhOri, deixando assim fugir um título que foi seu na época transata.


Emoções para todos os gostos

Nas restantes categorias, a maior surpresa terá ocorrido em Cadetes Masculinos, onde o CPOC, com Henrique Silva, Osvaldo Silva e Diogo Barradas, vergou o favoritismo da ADFA, vencedora em 2011, depois de João Rato ter entregue “o ouro ao bandido” logo no primeiro percurso. Surpreendentes também, mas apenas pela enorme diferença de tempos observados, contam-se as vitórias do GD4C em Cadetes Femininos, do COC em Veteranos Femininos I e do COALA em Veteranos Masculinos III, neste último caso devido à conjugação duma boa prova de Luciano Lucas e dum derradeiro percurso menos conseguido de António Cruz (CPOC). A vitória mais suada terá sido a do COC no escalão de Veteranos Masculinos I, com Joaquim Sousa a recuperar os 46 segundos de desvantagem para a ADFA trazidos de trás e a bater Jorge Correia praticamente sobre a linha de meta. Quanto à maior recuperação, essa teve lugar na categoria de Iniciados Femininos, com Sara Roberto a ganhar 17:55 (!) a Catarina Daniel e a oferecer um triunfo ao COC sobre o CPOC pela escassa margem de 10 segundos.

Em Juvenis Femininos, Helena Xavier Baptista e o GD4C ainda devem estar a fazer contas de cabeça como foi possível deixar fugir o título para o CPOC, após uma vantagem superior a dez minutos à entrada para o derradeiro percurso. Também o COC, em Juvenis Masculinos, conseguiu virar o resultado a seu favor apenas no último percurso, com João Bernardino a superiorizar-se a Bernardo Pereira (ADFA). Numa jornada feita de vencedores e vencidos, a última palavra vai para um dos grandes perdedores da jornada, Rafael Miguel. Reconhecidamente um dos maiores valores da jovem Orientação portuguesa, o atleta do Ori-Estarreja não esteve hoje nos seus melhores dias, deixando fugir para a ADFA o título de Juniores Masculinos. Um título que parecia seguro graças a uma vantagem de 3:17 à entrada para o derradeiro percurso mas que Fábio Silva teve o mérito de saber contrariar, reeditando o resultado da época passada e oferecendo ao seu clube um saboroso triunfo.


Resultados

Séniores Masculinos
1º ADFA (Pedro Nogueira, Luís Silva, Tiago Romão) 1:33:07
2º GafanhOri (Manuel Dias, Tiago Aires, Manuel Horta) 1:43:32
3º COC (Paulo Franco, Gildo Silva, André Ramos) 1:46:00
4º GD4C (Jorge Marques, Luís Leite, Hélder Marcolino) 2:01:34
5º Ori-Estarreja (Nelson Graça, Sérgio Matos, Levi Pagaime) 2:09:27

Séniores Femininos
1º CPOC (Liliana Oliveira, Mariana Moreira, Vera Alvarez) 1:54:35
2º COC (Catarina Ruivo, Andreia Silva, Patrícia Casalinho) 1:59:28
3º GafanhOri (Lena Coradinho, Rita Rodrigues, Raquel Costa) 2:00:57
4º GD4C (Céu Costa, Susana Alves, Joana Costa) 2:03:40
5º ADFA (Albertina Sá, Rita Madaleno, Marta Fonseca) 2:25:22

Vencedores outras categorias
Iniciados Masculinos – Ori-Estarreja (André Henriques, Daniel Cruz, João Pedro Casal)
Iniciados Femininos – COC (Tânia Pereira Olaio, Ana Gouveia, Sara Roberto)
Juvenis Masculinos – COC (António Ferreira, Gabriel Braz, João Bernardino)
Juvenis Femininos – CPOC (Maria Firmino, Helena Vilela, Beatriz Moreira)
Cadetes Masculinos – CPOC (Henrique Silva, Osvaldo Silva, Diogo Barradas)
Cadetes Femininos – GD4C (Vatarina Dias, Inês Alves, Carolina Delgado)
Juniores Masculinos – ADFA (Ricardo Reis, Miguel Ferreira, Fábio Silva)
Juniores Femininos – GafanhOri (Ana Anjos, Inês Pinto, Teresa Maneta)
Veteranos Masculinos I – COC (Jorge Oliveira, Ricardo Oliveira, Joaquim Sousa)
Veteranos Femininos I – COC (Cátia Marques, Claudia Garcia Monteiro, Anabela Vieito)
Veteranos Masculinos II – ADFA (Mário Duarte, Francisco Cordeiro, Armando Santos Sousa)
Veteranos Femininos II – COC (Luísa Mateus, Palmira João, Isabel Monteiro)
Veteranos Masculinos III – COALA (Armando Santos, José Raposo, Luciano Lucas)


Cada vez custa mais manter os padrões de antigamente”

O Orientovar falou com José Fernandes, Diretor do Evento, que começou por fazer um balanço muito positivo desta primeira metade dos “4 Dias do Minho”: “Para aquilo que trabalhámos, correu tudo muito bem, com alguma sorte à mistura devido à instabilidade atmosférica que felizmente não passou das ameaças e o feedback dos atletas que nos chegou é muito bom.” O homem forte destes “4 Dias do Minho” não esconde que “montar um evento desta natureza é cada vez mais complicado devido à escassez de apoios”, acrescentando que “cada vez custa mais manter os padrões de antigamente”.

Relativamente às anteriores edições dos Nacionais de Distância Longa e de Estafetas, disputados nesta região em 2009 e em 2010, a quebra de participações, ao contrário do que se tem verificado na generalidade dos eventos, não é significativa e isso deve-se, segundo José Fernandes, “ao facto de continuarmos fiéis aos nossos padrões e que se baseiam na qualidade, na justiça da competição e também na componente ambiental e paisagística desta região, autêntico recanto do paraíso”. Quanto ao que falta dos “4 Dias do Minho”, os índices de participação vão descer drasticamente, embora aquele responsável estivesse à espera “duma quebra maior, uma vez que teremos duzentos participantes na etapa de amanhã e depois, no último dia, um número perto dos trezentos.” Ainda assim, esta quebra penaliza a organização na medida em que “o trabalho que temos para duzentas pessoas ou para quatrocentas é exatamente o mesmo e a penalização vem por essa via. Mas compreendo que, na conjuntura atual, as pessoas não fiquem para os quatro dias.”




Mais informações e resultados completos em http://www.pontocom.pt/actividades/20124DiasdoMinho/apresentacao.php

[Fotos gentilmente cedidas por Paulo Fernandes]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

CAMPEONATO NACIONAL DE DISTÂNCIA LONGA 2012: TÍTULOS PARA TIAGO AIRES E RAQUEL COSTA




Tiago Aires e Raquel Costa são os novos Campeões Nacionais de Distância Longa de Orientação Pedestre. Na beleza agreste do Gerês, os dois atletas do GafanhOri confirmaram o favoritismo que lhes era atribuído, quedando-se com os louros da vitória.


São já conhecidos os primeiros Campeões Nacionais da presente temporada. Tiago Aires e Raquel Costa levaram de vencida a primeira etapa dos “4 Dias do Minho”, conquistando os títulos de Distância Longa 2012 no escalão de Elite. Naquela que é considerada a prova-rainha da Orientação Pedestre, este é um festejado regresso, após três anos de jejum,ao lugar mais alto do pódio.

Integrando os “4 Dias do Minho”, os Campeonatos Nacionais de Distância Longa tiveram lugar em Terras do Bouro, numa organização do Clube de Orientação do Minho, com os apoios da Câmara Municipal de Terras do Bouro e da Federação Portuguesa de Orientação. A prova contou com a participação de 421 atletas, distribuídos pelos escalões de Formação, Competição e Abertos. Destes, apenas os participantes nos escalões de Competição principais disputaram os títulos nacionais. Diogo Miguel (Ori-Estarreja) e Maria João Sá (GD4C), os campeões nacionais da época transata, foram os grandes ausentes.


Vencedores e vencidos

A primeira etapa dos “4 Dias do Minho” decorreu no mapa de Santa Isabel, numa zona do Gerês com tanto de belo e agreste como de exigente do ponto de vista técnico e físico. Tiago Aires (GafanhOri) foi o mais forte no escalão de Elite, cumprindo os 11,0 km do percurso (17 pontos de controlo, 525 metros de desnível) em 1:19:35. A luta pelos lugares imediatos foi intensa, com quatro atletas separados pela escassa margem de 1:38. Pedro Nogueira (ADFA) e Manuel Horta (GafanhOri) ocuparam por esta ordem os segundo e terceiro lugares, a 2:57 e 3:08 do vencedor, respectivamente. No escalão de Elite Feminina registaram-se diferenças enormes entre a vencedora, Raquel Costa e as atletas que a secundaram no pódio. A nova campeã nacional terminou o seu percurso de 7,7 km (14 pontos de controlo, 395 metros de desnível) com o tempo de 1:14:28, deixando atrás de si Mariana Moreira (CPOC) e Joana Costa (GD4C), a uma diferença de 4:24 e 12:26, respetivamente.

Nos restantes escalões, vitórias folgadas de André Esteves (COA), em H16 e Vera Alvarez (CPOC), em D20, enquanto em D18 e em H20, Catarina Dias (GD4C) e João Mega Figueiredo (CN Alvito) bateram os seus opositores por margens inferiores a um minuto. Nos escalões de Veteranos, Anabela Vieito (COC), Armando Sousa (ADFA), Ana Carreira (CPOC) e José Grada (Ori-Estarreja), revalidaram os títulos nacionais em D40, H45, D60 e H70, respetivamente. Helena Sousa (OriMarão) em D35, João Pedro Valente (CPOC) em H40, Alice Silva (GDU Azoia) em D45, Isabel Monteiro (COC) em D50 e Manuel Dias (GafanhOri) em H60, relegaram para a segunda posição os Campeões Nacionais da anterior temporada, respetivamente Susana Pontes (CPOC), Jorge Correia (ADFA), Luisa Mateus (COC), Palmira João (COC) e José Raposo (COALA). Uma nota de curiosidade para o triunfo mais apertado e que se verificou no escalão H65, com Amilcar Roberto (GafanhOri) a bater Coelho dos Santos (Ori-Estarreja) pela escassa margem de 10 segundos. Coletivamente, a ADFA levou de vencida a competição na Elite Masculina, ao passo que na Elite Feminina a vitória sorriu às cores do COC. ADFA e COC que, no conjunto, arrecadaram oito dos treze títulos atribuídos, repartidos igualitariamente por ambos os emblemas.


Resultados

Homens Elite
1º Tiago Aires (GafanhOri) 1:19:35
2º Pedro Nogueira (ADFA) 1:22:32
3º Manuel Horta (GafanhOri) 1:22:43
4º Paulo Franco (COC) 1:23:53
5º Tiago Romão (ADFA) 1:24:10
6º Miguel Silva (CPOC) 1:27:25
7º André Ramos (COC) 1:28:58
8º Joaquim Sousa (COC) 1:30:16
9º Alexandre Alvarez (CPOC) 1:31:43
10º Filipe Farinha (CPOC) 1:31:48

Damas Elite
1º Raquel Costa (GafanhOri) 1:14:28
2º Mariana Moreira (CPOC) 1:18:52
3º Joana Costa (GD4C) 1:26:54
4º Andreia Silva (COC) 1:29:24
5º Patricia Casalinho (COC) 1:41:28
6º Susana Alves (GD4C) 1:42:00
7º Catarina Ruivo (COC) 1:45:15
8º Marta Fonseca (ADFA) 1:48:34
9º Adelindina Lopes (COA) 1:54:04
10º Albertina Sá (ADFA) 2:03:03

Campeões Nacionais Restantes Escalões
H/D14 – Ricardo Tenreiro (COC) e Vanessa Sayanda (GafanhOri)
H/D16 – André Esteves (COA) e Verónica Fradique (GD4C)
H/D18 – Filipe Augusto (ADFA) e Catarina Dias (GD4C)
H/D20 – João Mega Figueiredo (CN Alvito) e Vera Alvarez (CPOC)
H/D35 – Alberto Branco (CP Armada) e Helena Sousa (OriMarão)
H/D40 – João Pedro Valente (CPOC) e Anabela Vieito (COC)
H/D45 – Armando Sousa (ADFA) e Alice Silva (GDU Azoia)
H/D50 – Mário Duarte (ADFA) e Isabel Monteiro (COC)
H/D55 – Rui Antunes (COC) e Maria São João (CLAC)
H/D60 – Manuel Dias (GafanhOri) e Ana Carreira (CPOC)
H65 – Amílcar Roberto (GafanhOri)
H70 – José Grada (Ori-Estarreja)



Uma seleção de fotos do evento pode ser visualizada clicando na imagem acima. Mais informações e resultados completos em http://www.pontocom.pt/actividades/20124DiasdoMinho/apresentacao.php


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sábado, 28 de abril de 2012

II OPEN DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO DO HOSPITAL DA PRELADA: FERNANDO GOMES E HANKA DOLEZALOVA, DOIS CONVIDADOS MUITO ESPECIAIS




Convidados de honra do II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada, Fernando Gomes e Hanka Dolezalova são duas figuras que, no dia 5 de maio, irão certamente concitar as atenções de todos os presentes. A página de hoje é, por isso mesmo, dedicada a um futebolista e a uma orientista por quem todos nutrem um especial carinho.


Há nomes que marcam a história do Futebol Clube do Porto: De Kordnya, Pinga ou Cubillas aos recentes Domingos, Jardel ou Falcão, são muitos aqueles que ajudaram a colorir de azul e branco as mais belas páginas do nóvel clube da Invicta. Mas é possível que a figura mais querida dos dragões seja, ainda e sempre, Fernando Gomes. Os 318 golos apontados no Campeonato Português valeram-lhe a conquista de seis troféus de melhor marcador, aos quais junta duas Botas de Ouro, prestigiado troféu instituído pelo jornal France Football, consagrando-o como o melhor artilheiro de todos os Campeonatos da Europa. Por esse motivo, Fernando Gomes é carinhosamente apodado de “bi-bota” pelos adeptos portistas.

Gomes aceitou o convite da organização do II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada e será ele o “padrinho” da prova. O Orientovar ouviu as declarações do grande futebolista que começou por referir ser “um orgulho para o Futebol Clube do Porto estar presente em iniciativas como esta, entendidas como relevantes para a sociedade.” E acrescenta: “Dada a importância que este evento tem no desenvolvimento físico e intelectual mas também na integração de todos aqueles que participam ao nível do Desporto Adaptado, aqui estou eu, também, com muita honra e com muita satisfação, uma satisfação que será maior se a minha presença for útil para todos.” O “bi-bota” deixa ainda um conselho aos participantes e que se baseia no seu próprio exemplo: “Trabalho, força de vontade, optimismo e disciplina são atributos daqueles que conseguem impôr-se no desporto e na vida e isso é válido tanto para pessoas com algum grau de deficiência como para todas as outras”.


Hanka Dolezalova, uma “madrinha” muito especial

Quando, no início de Julho de 2010, Hanka Dolezalova partiu da República Checa rumo a Portugal, integrando a seleção nacional do seu país presente nos Campeonatos do Mundo de Orientação em BTT, estava longe de imaginar que a sua vida iria em breve sofrer uma reviravolta de 180 graus. Corria o dia 14 de Julho quando Dolezalova sofreu uma queda durante as qualificatórias de Distância Longa dos Mundiais, de que resultou um traumatismo da coluna dorsal, obrigando à sua evacuação para o Hospital de Chaves e, daí, para o Hospital de Santo António, no Porto, onde seria intervencionada cirurgicamente. A paraplegia resultante da lesão não viria a derrotar a atleta que encontrou na Orientação de Precisão, entre outros desportos adaptados, uma razão para seguir em frente e continuar a sorrir. Hanka Dolezalova será a “madrinha” do II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada, num regresso ao Porto seguramente marcado pela emoção.

Em declarações ao Orientovar, Hanka Dolezalova confessou estar “muito feliz” com este regresso a Portugal. A viagem começou a formar-se quando, numa troca de mensagens entre a orientista e Fernando Costa, Diretor Técnico do II Open da Prelada, foi abordada a questão da Orientação de Precisão. “Diz-me se vocês fazem Orientação de Precisão. Talvez seja um bom motivo para voltar a Portugal”, terá inquirido, na circunstância, Hanka Dolezalova. A resposta afirmativa de Fernando Costa, acompanhada do convite implícito à vinda da atleta, apanhou-a de surpresa: “Parecia uma loucura, mas porque não? Afinal, há muito tempo que tinha prometido a mim mesma regressar ao Porto. Tenho um desejo imenso de voltar a encontrar-me com as pessoas que me ajudaram, e à minha família, na altura do acidente.” Fazendo um apelo às memórias que guarda desse Julho de 2010, Hanka faz questão de referir que, “a despeito do acidente e da dor, guardo recordações muito positivas acerca da bondade e da gentileza de todos aqueles que estiveram comigo.” As últimas palavras vão para o evento, naturalmente: “Espero reencontrar algumas pessoas, conhecer outras, ver como é que vai a Orientação de Precisão em Portugal. Espero emoções... e exemplos... estarmos juntos, falarmos, vermos que há um mundo de possibilidades à nossa espera. Basta querer!”


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 27 de abril de 2012

II OPEN DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO DO HOSPITAL DA PRELADA: "FAÇAM DESTE O VOSSO EVENTO!"




Estamos a uma semana da realização do II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada, prova pontuável para a Taça de Portugal de Orientação de Precisão e que encerra o II Circuito de Orientação “Todos Diferentes, Todos Iguais”. O Orientovar vai hoje ao encontro de Joaquim Margarido, o Diretor do Evento, que nos dá a conhecer mais de perto a forma como está a ser preparada esta grande festa do Desporto Adaptado naquela instituição de saúde.


Orientovar – Qual o significado deste II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada?

Joaquim Margarido – Não consigo responder a essa questão sem falar dum 'slideshow' que preparei para a Conferência de Imprensa de apresentação do evento na passada segunda-feira. Montar esse trabalho foi, acima de tudo, reviver um conjunto de 28 eventos, desde o histórico 5º Troféu de Orientação do Porto, no dia 14 de Março de 2009, até ao Troféu Sálvio Nora, este último domingo. Mas foi sobretudo o reencontro com dezenas e dezenas de pessoas que partilharam espaços e momentos muito belos, onde reabilitação e a inclusão se misturam e confundem com amizade e solidariedade. É um conjunto deveras alargado de pessoas que guardo no coração, todas elas contribuindo à sua maneira para que os sonhos de muitos se tornassem realidade. Por outro lado, é também um excelente cartão de visita do nosso Hospital e de duas modalidades desconhecidas de muitos e que se apresentam recheadas de aliciantes e de desafios. Daí que o II Open do Hospital da Prelada seja uma página deveras importante nestes livros que ajudamos a escrever e que são os da Orientação de Precisão e da Orientação Adaptada em Portugal.

Orientovar – Quer abrir-nos um pouco as portas do II Open?

Joaquim Margarido – Há no II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada uma característica que o torna único, pelo menos na forma como gosto de o entender. Trata-se dum momento alargado de partilha entre esta enorme família que são os colaboradores do Hospital e os seus utentes. Mas um momento afastado das enfermarias, afastado do espaço físico que as paredes do Hospital limitam, que o mesmo é dizer, afastado da dor. É um momento de confraternização, de convívio, de enorme alegria e emoção pelo reencontro. Um momento onde a reabilitação se torna mais patente e o trabalho e esforço de médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, auxiliares de acção médica e demais colaboradores ganha um novo sentido e uma nova expressão nos rostos de satisfação dos nossos utentes. Perante isto, a competição acaba por assumir um papel algo secundário. Se é importante, apesar de tudo? Claro que é importante. Nenhum dos nossos 'super-atletas' fica indiferente quando é chamado a receber um prémio. O reforço da auto-estima vem ao de cima de forma evidente.


Temos no Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos um parceiro de excelência”

Orientovar – Como é que se irá desenrolar o evento?

Joaquim Margarido – As provas irão decorrer nos espaços envolventes do Hospital da Prelada, estendendo-se para os terrenos adjacentes do Parque da Prelada, através duma passagem sob a Via de Cintura Interna. São terrenos pouco ricos em detalhe e que colocaram enormes 'dores de cabeça' aos traçadores de percursos no sentido de os tornar minimamente desafiantes. Os participantes estarão distribuídos pelas duas grandes vertentes do Open: a Orientação de Precisão e a Atividade de Orientação Adaptada. Para a Atividade de Orientação Adaptada está preparado um percurso com dez pontos de decisão e uma distância de 1,4 km. Quanto à Orientação de Precisão teremos os participantes agrupados em três categorias: Paralímpica, Aberta e Iniciação. As categorias Paralímpica e Aberta serão disputadas sobre o mesmo percurso, com dez pontos de controlo, um dos quais cronometrado, e uma distância de 1,4 km. A categoria de Iniciação terá um percurso com sete pontos de controlo e uma distância de 1,0 km. Todos os participantes poderão, se assim o entenderem, usufruir dum mapa de “aquecimento”, ou Model Event, no sistema A-Sketches, com uma baliza apenas por ponto de decisão e um total de dez pontos ao longo de 0,5 km. Compete dizer que os participantes na categoria de Iniciação e na Atividade de Orientação Adaptada terão o acompanhamento direto de monitores em cada ponto de controlo, prestando todos os esclarecimentos necessários à boa compreensão das atividades respetivas.

Orientovar – Num momento de crise económica, particularmente difícil para todos, tem sido difícil montar o evento?

Joaquim Margarido – O Núcleo de Desporto Adaptado do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada é constituído por pessoas que estão habituadas a tratar por “tu” as adversidades. Daí que tenhamos traçado, à partida, determinado número de objetivos dos quais não queremos desviar-nos. Temos na Santa Casa da Misericórdia do Porto e na Administração do Hospital da Prelada dois apoios substantivos, contamos com a compreensão e a solidariedade dum grupo de apoiantes que é muito importante para nós e temos no Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos um parceiro de excelência. Toda a vertente técnica do evento é garantida pelo clube e o Diretor Técnico do evento será Fernando Costa, uma das referências maiores da Orientação em Portugal. E depois há todo um conjunto de situações que incluem o envolvimento dos nossos utentes ou de instituições ligadas à Misericórdia do Porto, desde as medalhas ou o Cartaz, cujos desenhos se devem, respetivamente, ao Filipe Leite e ao António Jamba, dois dos nossos super-atletas, até aos pratos pintados no CIAD por utentes daquela instituição. Este Open representa, para todos nós, um manancial de riqueza inesgotável.


Hanka Dolezalova será a 'madrinha' da prova”

Orientovar – Quais as expectativas no tocante a índices de participação?

Joaquim Margarido – As expectativas são elevadas. A Atividade de Orientação Adaptada nasceu há apenas meio ano mas contabiliza já neste momento mais participantes do que os verificados em todas as atividades de Orientação de Precisão realizadas ao longo de três anos e dois meses. A Associação Nacional do Desporto para a Deficiência Intelectual tem desenvolvido um notável trabalho de promoção da modalidade e não me espantaria que tivéssemos entre nós um belo número de instituições ligadas à problemática da Deficiência Intelectual, com números a ultrapassarem a centena de participantes. Por outro lado, a Orientação de Precisão tem no Hospital da Prelada um dos seus grandes pólos de desenvolvimento e estou certo que o número de participantes nesta modalidade poderá vir a rivalizar com aqueles que virão para a Atividade de Orientação Adaptada. Determinante poderá ser a presença dos amantes da Orientação Pedestre no evento. Temos um mapa para eles, estarão incluídos na categoria Aberta e poderão certamente desfrutar dum evento a cuja qualidade não ficarão indiferentes. Daí o meu apelo a todos os amantes da Orientação: Façam deste o vosso evento!

Orientovar – Que programa social está especialmente preparado para a ocasião?

Joaquim Margarido – Contamos com a visita de várias delegações de Serviços ou Centros ligados à Reabilitação de todo o país. As portas da nossa casa estão abertas a todos e teremos muito gosto em dar a conhecer as nossas instalações. Para além disso, contamos com a presença de duas figuras muito significativas para todos nós, por aquilo que são e por aquilo que representam: Fernando Gomes e Hanka Dolezalova. Fernando Gomes será o 'padrinho' do evento e penso que dispensa apresentações. É o célebre 'bibota', um dos maiores ponta de lança de sempre do Futebol português e empresta desta forma a sua amizade e a sua solidariedade a esta organização. Hanka Dolezalova é uma atleta da República Checa que, nos Mundiais de Orientação em BTT que se disputaram em Montalegre, em Julho de 2010, sofreu um acidente gravíssimo, ficando paraplégica. Pela forma como foi tratada, primeiro no Hospital de Chaves mas sobretudo no Hospital de Santo António, no Porto, a Hanka tem, nas suas palavras, uma dívida de gratidão para com Portugal e nós vamos acolhê-la com enorme prazer. A Hanka Dolezalova será a 'madrinha' da prova, na certeza que o seu exemplo de coragem e persistência é um “farol” para todos nós. No final teremos uma Cerimónia de Entrega de Prémios onde esperamos saber agraciar vencedores e vencidos. Haverá medalhas para os seis primeiros classificados das categorias Paralímpica e Aberta e troféus para os três primeiros classificados do II Circuito de Orientação de Precisão “Todos Diferentes, Todos Iguais”, que terá aqui a sua etapa final. O Futebol Clube do Porto, a quem vivamente agradecemos, associa-se à nossa festa e o vencedor do II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada irá receber uma Bola de Futebol autografada por todos os jogadores do atual plantel. Os três primeiros classificados do Open receberão ainda um bilhete para assistirem a um jogo de futebol no Dragão, na próxima temporada.


Por muito que façamos, podemos fazer sempre um pouco mais e melhor”

Orientovar – Em termos pessoais, o que retira deste II Open de Orientação do Hospital da Prelada?

Joaquim Margarido – Retiro a experiência dum trabalho em equipa que envolve, em particular, o Núcleo de Desporto Adaptado e o serviço de Medicina Física e de Reabilitação, mas também os Serviços Gerais, os Serviços de Instalação e Equipamentos, a Segurança, o Serviço Social, o Serviço de Alimentação e os muitos Voluntários que se quiseram associar ao evento e que serão fundamentais para que tudo decorra com normalidade. A todos eles o meu muito obrigado. Mas retiro sobretudo essa enorme satisfação de poder continuar a contribuir para que os nossos utentes se sintam melhor, se sintam bem. Foi com esse sentido de missão e de ajuda que abracei a carreira de Enfermagem e é dentro do pressuposto que, por muito que façamos, podemos fazer sempre um pouco mais e melhor, que procuro pautar a minha vida. São já muitas centenas ou milhares de horas dedicadas à causa da Orientação Adaptada, muitas delas à conta deste II Open, mas tenho a certeza que os sorrisos daqueles que nos visitarão no dia 5 de maio serão a maior recompensa para todo este esforço.

Saiba mais sobre o evento em http://dahp.webnode.pt/ii-open/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 26 de abril de 2012

ATIVIDADE DE ORIENTAÇÃO ADAPTADA FAZ A SUA ESTREIA EM TORRES VEDRAS




A cidade de Torres Vedras recebeu, pela primeira vez, uma Atividade de Orientação Adaptada. A iniciativa partiu dos dinâmicos Maria Amador e Luís Sérgio, com o apoio do Académico de Torres Vedras, e esteve integrada no 19º Corta–Mato da APECI - Associação para a Educação de Crianças Inadaptadas. É duma jornada inclusiva por excelência e particularmente enriquecedora que Luís Sérgio nos dá conta no apontamente que hoje faz manchete neste espaço.


Admito que foi com alguma ansiedade que vi aproximar-se o dia 24 de Abril, data em que tinha assumido promover pela primeira vez uma atividade de Orientação Adaptada. Agora que a atividade já se realizou - atrevo-me a dizer que com grande sucesso! -, percebo que esses receios eram completamente infundados, já que Orientação Adaptada é muito fácil de organizar e é possuidora duma riqueza humana difícil de descrever por palavras. A atividade teve lugar no Parque Verde de Torres Vedras e para a sua dinamização contei com a valiosa ajuda duma turma de desporto da Escola Madeira Torres, que foram duma entrega e empenhamento dignos de registo.

A Orientação Adaptada era apenas uma modalidade complementar ao corta-mato e, como é normal, a palavra “Orientação” acabou por criar algumas resistências por parte dos monitores a virem experimentar com os seus grupos (agravado pelo facto de ter sido anunciada no “som” como “Corrida de Orientação”, o que me levou logo a ir clarificar e desmistificar o seu funcionamento). Com alguma insistência acabei por conseguir ter mais de 50 participantes na atividade, o que permitiu que fosse feito um acompanhamento individualizado de cada um dos participantes, por um dos meus jovens ajudantes, permitindo assim uma interação muito enriquecedora para ambas as partes.

Foi com alguma preocupação que fui informado logo pelo monitor do primeiro grupo que eles não conheciam as cores, o que comprometia a compreensão de toda a dinâmica da atividade. Como eu só fazia a explicação no primeiro ponto, entregando-os depois aos meus ajudantes para os acompanharem nos restantes, foi com muito agrado que fui informado por eles, com um brilho nos olhos, que nos pontos finais eles já tinham “aprendido” as cores.

Sem querer desvalorizar a Orientação Adaptada, tenho que assumir aqui claramente que ela de Orientação tem muito pouco. Claro que o percurso está assinalado num mapa de Orientação (mas que na verdade seria até dispensável, o que é uma mais-valia acrescida porque assim ela pode ser organizada em qualquer local), mas é óbvio que a grande maioria deles nunca conseguirá navegar autonomamente, por mais simples que seja o trajeto. Teremos sempre que contar com monitores para fazer o acompanhamento, mas a tarefa solicitada em cada ponto é exequível pela maioria deles, com algumas ajudas pontuais.

É expectável que com a continuidade de participação nesta atividade, eles vão conseguindo aumentar a sua autonomia e certamente que os seus monitores habituais ficarão cada vez mais habilitados a navegar e a envolvê-los na descoberta das soluções de cada ponto.

Para além de todos os méritos que já referi, acho que a Orientação Adaptada pode e deve ser incluída nos programas dos nossos eventos regulares, promovendo assim uma interação muito enriquecedora para ambos os públicos. Decerto que eles se sentirão muito mais motivados se sentirem que estão a fazer a mesma atividade que os restantes participantes no evento. Para a nossa modalidade seria seguramente um motivo de orgulho e potenciador de algumas valiosas lições de vida, com particular interesse para os nossos jovens.

Eu fiquei mais rico!

Luís Sérgio





quarta-feira, 25 de abril de 2012

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. A Orientação esteve em foco na Revista J, suplemento do Jornal O Jogo, do passado domingo. Rivalizando na Capa com a judoca Telma Monteiro, o basqutebolista Dwight Howard e o “corpo moldado com dança” da inefável Violet Heart, a Orientação remete para as páginas interiores onde se apresenta nos Jardins do Palácio de Cristal e no Centro Histórico do Porto em imagens de Luzir e Joaquim Margarido. Vale a pena uma espreitadela!


2. Depois do sucesso da actividade “Orientação em Família”, realizada em Marrazes no passado domingo, o COC - Clube de Orientação do Centro está já a preparar o Dia Nacional da Orientação. Inserido na terceira edição da Prova de Orientação dos Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, o evento é organizado por aquela corporação de “soldados da paz”, com o apoio técnico do COC. A prova está agendada para domingo, 13 Maio de 2012, e terá por palco o Parque da Cerca, na Marinha Grande, onde estão programadas atividades de demonstração, gratuitas, a partir das 09h00. As partidas terão o seu início às 10h00 e estão previstos quatro percursos urbanos, no centro da cidade, com distâncias variáveis entre os dois e os cinco quilómetros. Restará dizer que as inscrições, com o custo de 7,50 € (almoço incluído), podem ser feitas para Bombeiros Voluntários da Marinha Grande, através dos telefones 244575114 e 244575110, Fax 244575119 ou endereço de e-mail comando@bv-mg.com.


3. Nos próximos dias 19 e 20 de Maio, irá realizar-se na Marinha Grande um Clinic para Supervisores IOF de Orientação Pedestre e, na mesma ocasião, também para Supervisores IOF de Orientação em BTT. O Clinic terá como formador IOF o norueguês Øivind Holt e as inscrições podem ser feitas até ao dia 4 de Maio para o endereço postal da Federação Portuguesa de Orientação – Estrada da Vieira, 4 – Bairro Florestal – Pedreanes – 2430-401 Marinha Grande, pelo telefone 244575074 ou 919919801 pu pelo endereço electrónico geral@fpo.pt. Mais informações em http://www.fpo.pt/www/images/formacao2012/invitation_iof%20event%20advisers%5C%27%20clinics%202012%20por.pdf


4. Na sexta-feira passada, dia 20 de abril de 2012, a Escola de Sargentos das Armas, basilar estabelecimento de Ensino militar situado em Três Corações, no Estado de Minas Gerais (Brasil), inaugurou o Percurso Permanente de Orientação do Campo de Instrução do Atalaia. Numa cerimónia verdadeiramente memorável, que contou com todo o efetivo da EsSA e do seu Batalhão de Serviços, ficou desde logo patente o empenho dos responsáveis e o valor duma iniciativa cujo objetivo maior é o de prover os orientistas brasileiros, atuais e futuros, de excelentes condições para o ensino da modalidade. O Percurso Permanente de Orientação do Campo de Instrução do Atalaia é, atualmente, o maior e melhor do Brasil, contando com um total de 100 pontos de controlo, sendo 25 em cada categoria (N/B/A/E). O mapa é em formato A3, escala 1:10.000, frente e verso, com trabalho de campo e desenho do 1º Sargento Alcione Pivetta, reconhecidamente um dos mais destacados cartógrafos de orientação brasileiros. Informações em detalhe sobre o Percurso Permanente de Orientação do Campo de Instrução do Atalaia podem ser encontradas em http://www.esa.ensino.eb.br/inc/webparts/ppo.pdf. Um excelente conjunto de fotos da Cerimónia de Inauguração pode ser visto em http://www.flickr.com/photos/orientacaoesporte/sets/72157629870826799/.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

FEDERAÇÃO PORTUGUESA DE ORIENTAÇÃO: DECLARAÇÃO DE UTILIDADE PÚBLICA




Por despacho de 22/3 do Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros foi declarada a Utilidade Pública (Despacho 4861/2012 - DR, 2ª série, n.º 70 – 9 de Abril) da FPO!!!


Despacho n.o 4861/2012

Declaração de utilidade pública

A Federação Portuguesa de Orientação, pessoa coletiva de direito privado n.o 503083801, com sede na freguesia de Mafra, vem prestando, desde 19 de dezembro de 1990, relevantes e continuados serviços à comunidade em geral, nomeadamente, no tocante ao fomento e ao desen- volvimento da modalidade de orientação em todo o território nacional, nas suas vertentes de pedestres e em BTT, visando a representação dos seus praticantes desportivos e clubes filiados em competições nacionais,europeias e mundiais. Coopera com as mais diversas entidades e com a administração central e local, nomeadamente com o Instituto do Desporto de Portugal, na prossecução dos seus fins.
Por estes fundamentos, conforme exposto na informação DAJD/476/2011 do processo administrativo n.o 105/UP/2010, instruído na Secretaria-Geral da Presidência do Conselho da Ministros, e no uso dos poderes que me foram delegados pelo Primeiro-Ministro através do despacho n.o 9162/2011, de 15 de julho, publicado no Diário da República, 2.a série, n.o 138, de 20 de julho de 2011, declaro a utilidade pública da Federação Portuguesa de Orientação, nos termos do Decreto-Lei n.o 460/77, de 7 de novembro, com a redação dada pelo Decreto-Lei n.o 391/2007, de 13 de dezembro.
Não obstante, a entidade deverá comprovar anualmente que possui meios materiais suficientes para a realização dos seus fins.

22 de março de 2012. — O Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Luís Maria de Barros Serra Marques Guedes. 


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

terça-feira, 24 de abril de 2012

MATA DE MARRAZES RECEBEU A "ORIENTAÇÃO EM FAMÍLIA"




No passado domingo, a Mata de Marrazes foi palco duma actividade muito justamente designada por “Orientação em Família”. A iniciativa pertenceu à coesa e exemplar família do Clube de Orientação do Centro e colheu o interesse de duas centenas de participantes.


Inserida nos objectivos do Clube de Orientação do Centro em dar a conhecer-se, em divulgar a modalidade e em captar novos sócios e praticantes, teve lugar na manhã do passado domingo a iniciativa “Orientação em Família”. Em mapa redesenhado por Rui Antunes, a actividade encerrou cinco percursos com grau crescente de dificuldade e teve como novidade a oferta dum percurso de Orientação de Precisão, destinado a todos mas em particular a pessoas portadoras de mobilidade reduzida.

A iniciativa partiu, como já o dissemos, do Clube de Orientação do Centro e contou com os apoios da Junta de Freguesia de Marrazes e do Instituto Politécnico de Leiria. Para Marisa Barroso, uma das principais responsáveis por mais esta organização, “o Desporto da Família levou à Mata de Marrazes 165 participantes, acompanhados por 32 sócios. Estiveram lá o pai, a mãe, os filhos grandes, os filhos pequenos, os avós, os tios, a mana e o mano e ainda os primos, os amigos e o cão. Foi um dia lindo cheio de pessoas sorridentes, numa floresta agradável e bem disposta.”


É óptimo andar na floresta!”

Ao longo da actividade, foi possível auscultar os testemunhos de alguns dos novos praticantes de Orientação. Para João Barreira, Coordenador Distrital do Prosepe Leiria, esta é uma “actividade a fazer mais vezes. É óptimo andar na floresta!” O Miguel Veloso, a Beatriz Vieira, a Fábia e a Filipa foram de opinião que “as actividades estão muito bem organizadas e foi muito divertido. Os percursos eram simples mas motivantes. Até uma próxima!” Também o Monteiro, o Pereira e o Santos afinaram pelo mesmo diapasão: “A prova estava bem organizada, com diferentes desafios, aliando a componente desportiva e a perspectiva exótica a um ambiente familiar. Consideramos que foi uma manhã de Domingo muito agradável. Esperamos uma nova iniciativa e felicitamos a organização por este contributo ao bem-estar da comunidade.”

Gostámos muito. Esta actividade permite gozarmos um Domingo especial, juntando o exercício físico, ar puro, convívio e desporto em família. Ficámos fãs e queremos repetir.” Foi esta a forma encontrada pelo Diogo Serrão e pela Rita Pereira para demonstrarem a sua satisfação. O Alexandre Bastos e a Alice Oliveira deixaram igualmente uma nota de contentamento: “Gostámos bastante desta manhã, uma muito boa iniciativa e muito bem organizada. Esperamos que vá de encontro aos objectivos do COC.” Finalmente, a Fabiana Fortunato considera ser esta “uma iniciativa a continuar, pois dá a conhecer à população esta actividade de contacto com a natureza. Muito interessante. Gostei muito!”


[Foto gentilmente cedida por Hélder Ferreira. A Reportagem Foptográfica completa pode ser vista em https://picasaweb.google.com/116601247865404681143/Orienta_familia_22_abril_2012?authkey=Gv1sRgCPT288ufiMXDpwE]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

segunda-feira, 23 de abril de 2012

II OPEN DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO DO HOSPITAL DA PRELADA APRESENTADO EM CONFERÊNCIA DE IMPRENSA




O Auditório do Hospital da Prelada acolheu na manhã de hoje a Conferência de Imprensa de apresentação do II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada. Uma cerimónia muito concorrida e da qual o Orientovar aqui dá nota detalhada.


Foi na presença de jornalistas, convidados e muitos utentes e colaboradores do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada que decorreu ao final da manhã de hoje, no Auditório daquela instituição de saúde, a apresentação do II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada. Etapa de encerramento do II Circuito de Orientação de Precisão “Todos Diferentes, Todos Iguais” e pontuável para a Taça de Portugal de Orientação de Precisão, o II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada terá lugar no dia 5 de maio, com os percursos a desenrolarem-se através do espaço envolvente do Hospital e a estenderem-se para os terrenos do Parque da Prelada que lhe são adjacentes.

Para abordar a prova e o seu significado, a organização, a cargo do DAHP - Núcleo de Desporto Adaptado do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada, convocou a Comunicação Social, apresentando na mesa da Conferência de Imprensa duas personalidades deveras emblemáticas: Diana Coelho e Fernando Gomes. A primeira, uma atleta da “cantera” do DAHP e atual líder da Taça de Portugal de Orientação de Precisão. O segundo, um dos melhores pontas de lança de sempre do Futebol português e que, ao serviço do Futebol Clube do Porto, conquistou o prestigiado troféu “Bota de Ouro” nas épocas de 1982/83 e 1984/85


Repetir uma jornada de convívio e de alegria”

Aberta por José Caiano, Vice-Provedor da Misericórida do Porto e Presidente da Comissão de Apoio Executiva do Hospital da Prelada, a Conferência de Imprensa teve no Diretor do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada o seu primeiro orador. Rúben de Almeida começou por referir que “ao longo de quase 24 anos de existência, já passaram pelo Serviço muitos doentes, uma importante parte dos quais com deficiência motora. Ora, é unanimemente aceite a importância do Desporto neste tipo de pessoas, não apenas como factor de entretenimento e de promoção da saúde, mas também como factor da sua reintegração social. Atentos a este problema, sendo nós o segundo ou terceiro maior Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do País, não poderíamos deixar de dar uma importância fundamental ao Desporto Adaptado nos programas de reabilitação.”

Fazendo questão de lembrar que “o grande passo foi dado no ano passado com a realização do nosso I Open” Rúben de Almeida fez vincar a ideia de que “esta segunda edição vem na linha da anterior”, tendo como objetivo “repetir uma jornada de convívio e de alegria, mas também proporcionar o contacto com uma modalidade que consideramos que se adapta maravilhosamente aos programas de reabilitação para pessoas com mobilidade reduzida.”


Um modesto contributo em prol da Sociedade”

De seguida usou da palavra Fernando Costa, Diretor Técnico do II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada que, em nome do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, referiu ser “uma honra colaborar uma vez mais com o Hospital da Prelada na realização destas atividades.” Realçando o pioneirismo do DAHP na reintrodução em Portugal da Orientação de Precisão, Fernando Costa vai mais longe ao afirmar que, “se hoje temos um Circuito de Orientação de Precisão solidamente implementado e está em curso a primeira edição da Taça de Portugal de Orientação de Precisão, isso deve-se à vontade e ao querer das pessoas deste Hospital, que descobriram nesta atividade uma forma interessante de ocupar os tempos livres e de criar empatia e amizade entre todas as pessoas envolvidas.”

Fernando Costa considerou ainda que, “para uma associação como o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, que se dedica basicamente à Orientação Pedestre, este é um modesto contributo em prol da Sociedade, estando nós sempre disponíveis para colaborar em todas as atividades que o Núcleo de Desporto Adaptado do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada achar por bem levar por diante.”


Vamos ajudar na festa do próximo dia 5 de maio”

Mas não apenas de Orientação de Precisão se falou nesta Conferência de Imprensa, visto o evento incluir também uma demonstração de Atividade de Orientação Adaptada. Nascida no seio do DAHP, esta é uma modalidade voltada para a Deficiência Intelectual e na qual o nosso país é pioneiro a nível mundial. Presidente em exercício da Associação Nacional do Desporto para a Deficiência Intelectual, José Costa Pereira começou por agradecer “em nome da ANDDI – Portugal e da própria Federação Portuguesa de Desporto para Pessoas com Deficiência, a inclusão da Deficiência Intelectual no projeto do Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada.”

Referindo-se em concreto à Atividade de Orientação Adaptada, José Costa Pereira salientou ser este “o primeiro de quatro anos dum ciclo que fazemos coincidir com o ciclo olímpico e embora a Atividade de Orientação Adaptada esteja ainda numa fase experimental, o balanço é deveras positivo. As dez provas já realizadas, centradas sobretudo no Grande Porto, mas que tiveram lugar também em Vieira do Minho, em Viseu, na Marinha Grande e em Torres Vedras,envolveram, até ao momento, muito perto de um milhar de participantes.” E deixou uma garantia: “Vamos ajudar na festa do próximo dia 5 de maio, certos de que estes números irão ser significativamente ampliados.”


Desporto adaptado existe um pouco em cada um de nós”

Também no uso da palavra, Gonçalo Borges, médico fisiatra e a figura que preside aos destinos do Núcleo de Desporto Adaptado do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada, salientou que “desporto adaptado existe um pouco em cada um de nós, porque qualquer amante do desporto tem de o fazer adaptando a sua idade e a sua capacidade à atividade a que se propõe. Portanto, aquilo que estamos a fazer aqui é ajudar as pessoas que, por algum motivo, se tornam diferentes, a serem iguais a qualquer outro indivíduo no acesso à prática desportiva.”

Para Gonçalo Borges, “a criação do Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada é o resultado dessa nossa postura, contando para isso com pessoas muito envolvidas e com um extraordinário dinamismo.” E neste particular aspecto deixa uma referência especial ao Enfermeiro Joaquim Margarido e à Dra. Liliana Rocha e aos próprios utentes do Hospital da Prelada, “que se envolveram, não só como pessoas mas como atletas, contribuindo para que o DAHP tenha chegado onde chegou. A eles se deve a excelência dos resultados alcançados nos diversos eventos por onde temos passado.”


Há muita vontade de fazer mais e melhor”

Diana Coelho, atleta do DAHP e uma das convidadas de honra na mesa desta Conferência de Imprensa, fez com que o discurso sentido e vivido na primeira pessoa se transformasse num dos momentos altos desta cerimónia de apresentação do II Open de Orientação de Precisão do Hospital da Prelada. “Ter estado três anos e meio internada aqui no Hospital da Prelada dá-me o direito de falar um pouco por todos aqueles que praticam esta modalidade”, começou por afirmar, adiantando que “apesar de todo o apoio, não é fácil estar internado e são muitos os pensamentos dolorosos que nos passam pela cabeça.” Daí a importância destas provas que, para a atleta do DAHP, “fazem com que estejamos com outras pessoas, partilhemos experiências e sejamos um apoio uns para os outros.”

Para Diana Coelho, “existe uma ideia errada de quem pode praticar desporto. Basta acreditarmos em nós próprios e, com o nosso exemplo, conseguimos mudar muitas mentalidades.” A terminar, um desejo: “Isto é um sonho tornado realidade, são muitas as pessoas que gostam de praticar Orientação de Precisão e peço que dêem condições para que o Núcleo de Desporto Adaptado do Hospital da Prelada possa continuar a crescer, porque garanto que há muita vontade de fazer mais e melhor.”


Lá estaremos a competir brevemente”

Fernando Gomes, o "padrinho" da prova, começou por se referir ao seu clube: “O Futebol Clube do Porto é uma instituição que está sempre disponível para apoiar este tipo de eventos, entendidos como importantes não só para o desenvolvimento físico mas também como fatores de integração social e intelectual.”

Confessando sentir-se honrado pelo convite, o renomado “bi-Bota de Ouro” baseou-se na sua experiência para deixar alguns conselhos àqueles que irão competir dentro de alguns dias: “Vocês como eu, ou eu como vocês, sem trabalhar muito, sem ter grande força de vontade e sobretudo sem ter disciplina, naturalmente que não conseguirão nada. Mas toda essa força de vontade, todo esse trabalho constante, diário, e o saber ouvir aqueles que sabem mais do que nós, farão naturalmente com que as dificuldades sejam ultrapassadas e com que possamos conseguir atingir todos os nossos objetivos.” E termina com “o desejo das maiores felicidades para todos e lá estaremos a competir brevemente.”


Não queremos ser a excepção”

Joaquim Margarido, Diretor da Prova, encerrou a Conferência de Imprensa, salientando ser o Desporto Adaptado “uma fonte de inclusão por excelência”. Traçando um caminho de três anos recheado de emoções – desde o “histórico 14 de Março de 2009, data que marca o relançamento da Orientação de Precisão em Portugal, até aos nossos dias -, Margarido salientou que o grande objetivo se centra no “criar as condições necessárias para que o Núcleo se fortaleça, se consolide e vá por diante.”

Classificando o Open de Orientação do Hospital da Prelada como “uma grande festa dos nossos utentes, mas também das suas famílias e do seu círculo de amigos, nos quais os colaboradores do Hospital gostam de se sentir incluídos”, Joaquim Margarido deixa um repto a todos os presentes, mas em particular à Comunicação Social: “Não é comum vermos no espaço dum Hospital a dinâmica duma prova com estas características, mas não queremos ser a excepção. Ajudem-nos a espalhar este exemplo de solidariedade e inclusão para que possamos ter uma sociedade mais justa e mais equilibrada, num ideal de partilha, todos diferentes, todos iguais.”


Não falte!

A prova está apresentada e o convite a que todos se possam associar a uma jornada inesquecível do Desporto Adaptado fica feito. Dia 5 de maio, todos os caminhos vão dar ao Hospital da Prelada. Saiba mais em http://dahp.webnode.pt.





Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO