sábado, 31 de março de 2012

ÂNGELA SILVA: "CONSEGUIMOS CHEGAR A TODA A GENTE"




Convenhamos que não é todos os dias que vemos o entrevistador ser entrevistado. Mas foi precisamente isso que aconteceu em Sátão, com o Orientovar a ir ao encontro da Localvisão e de Ângela Silva, para um agradável momento de conversa e... aprendizagem. Que aqui se partilha, com o devido louvor ao extraordinário trabalho efectuado no Portugal O' Meeting 2012.


Orientovar – Foi um mergulho na Orientação de forma quase abrupta. Como viveu esta experiência de quase uma semana de Portugal O’ Meeting?

Ângela Silva – Esta foi a minha primeira experiência no mundo da Orientação. Foi um bocadinho assustador quando me foi feita a proposta, porque eram quatro dias dum Portugal O’ Meeting mas, chegados ao final, posso dizer que não poderia ter começado da melhor maneira. Obrigou-me a um grande trabalho de casa, a muitas semanas de preparação, mas estou bastante satisfeita.

Foram quatro dias muito intensos, com muito poucas horas de sono, mas quatro dias imensamente produtivos, nos quais aprendemos bastante, convivemos com campeões de mundo descobrindo neles pessoas muito simples, muito acessíveis. E depois o apoio da organização, que foi excepcional, sempre pronto e disponível. Sem os meios disponibilizados, seria de todo impossível fazermos o trabalho da forma como foi feito.


Acabei por me colocar no lugar do espectador

Orientovar – Imagino que todo este trabalho obedeceu a um rigoroso planeamento prévio. Feito o balanço, as coisas correram dentro do esperado ou excederam mesmo as expectativas?

Ângela Silva – Podemos planear muito uma coisa e estruturar ao máximo – eu trazia as peças que queria fazer por dia – mas a realidade acaba por moldar aquilo que é, no início, apenas um esboço. Há imagens que não podemos falhar de todo. São necessárias imagens bonitas, imagens dos campeões do mundo a partir e a chegar.

Sabia que era importante dar a conhecer as provas, os vencedores, mas acabei por me colocar no lugar do espectador e senti que havia a necessidade de mostrar um bocadinho o que é a Orientação, de dar a conhecer os mapas, por exemplo, desmistificar um bocadinho o conceito de Orientação Pedestre. Penso que só desmistificando é que podemos aproximar as pessoas deste desporto da floresta. E foi esse o meu objectivo. Falar das provas, falar dos campeões, mostrar os tempos, mas mostrar também a organização e como é que se leva por diante um evento desta grandeza.


O trabalho jornalístico pode não estar a ser feito da melhor maneira

Orientovar – Tivemos aqui quase duas mil pessoas, falou-se muito das Elites mas talvez se tenha falado pouco da generalidade dos atletas, dos mais novos aos mais velhos. O Portugal O’ Meeting está a tornar-se num evento demasiado elitista?

Ângela Silva – Não concordo. Este é um Portugal O’ Meeting, é uma prova que pontua para o ranking mundial e temos de ter obrigatoriamente os melhores do mundo entre nós, temos de falar neles. Esta é também uma forma que temos de mostrar Portugal ao Mundo. Não concordo na parte de que se trata duma prova elitista. Falar mais nas elites depende da forma como se faz o trabalho. Se nos cingirmos ao WRE do terceiro dia, por exemplo, é obrigatório falar nas elites. Mas nos restantes dias há espaço para falar de tudo um pouco.

Se para alguns o Portugal O’ Meeting é uma prova elitista é porque o trabalho jornalístico pode não estar a ser feito da melhor maneira. A Localvisão procura mostrar um bocadinho de tudo e espero que, ao longo destes quatro dias, o tenhamos conseguido fazer. Nem tudo foi possível, temos consciência disso, mas gostávamos de ter a oportunidade de, num POM 2013 ou noutras provas de Orientação a nível nacional, por exemplo, complementar e ir fazendo um pouquinho mais deste trabalho.


O convívio entre os profissionais da comunicação e a organização

Orientovar – Se lhe pedisse para eleger dois ou três momentos marcantes deste Portugal O’ Meeting, quais seriam?

Ângela Silva – É difícil, sobretudo porque não consegui digerir ainda quatro dias de Portugal O’ Meeting. Sem dúvida, surpreendeu-me a forma física do Thierry Gueorgiou e, embora soubesse tratar-se do melhor orientista da actualidade, não estava à espera que concluísse a prova do primeiro dia tão rapidamente. Foi excepcional. E consigo também eleger o convívio entre os profissionais da comunicação e a organização. É importante que haja esta possibilidade.

Mas o Portugal O’ Meeting não se consegue resumir em dois ou três momentos. Só quem faz um Portugal O’ Meeting é que percebe a dimensão deste grande evento da Orientação e que percebe a realização pessoal, enquanto profissionais da comunicação, de chegarmos ao final de quatro dias com a satisfação do dever cumprido e com a noção de que, com o nosso trabalho, conseguimos chegar a toda a gente. Saímos muito, muito satisfeitos deste POM 2012, eu e os meus colegas, o Nuno André Moreira e o Armando Ferreira.


E porque não?

Orientovar – Sem a pressão dum microfone nas mãos, aventurava-se a fazer um percurso de Orientação?

Ângela Silva – Eu aventurava-me. Tive a oportunidade de falar com o Tiago Aires e de ficar a perceber um pouco de cartografia e falei depois com o Nuno Leite que me explicou os símbolos. Se calhar sozinha, numa primeira experiência, teria um bocadinho de medo de arriscar ir muito longe. Mas claro que sim, claro que gostava muito de experimentar. E porque não? Um dia!...

Orientovar – A Orientação é um desporto para todos?

Ângela Silva – É um desporto para todos. Como tivemos também oportunidade de ver neste POM, qualquer pessoa pode fazer Orientação, independentemente da sua idade ou condição física. Isso ficou, aliás, bem patente no segundo dia com a Orientação de Precisão e com a Actividade de Orientação Adaptada. É um desporto para todos e é um desporto que deve começar a ser mais conhecido. É um desporto que tem que vir para o público em geral e deve, de todo, ser conhecido. Eu irei experimentá-lo, com toda a certeza. Já não será no POM 2012, mas irei experimentá-lo em breve. Está prometido!

[Recorde os melhores momentos do Portugal O' Meeting 2012 clicando na imagem acima]

Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 30 de março de 2012

CAMBOR 2012: CAMPEONATO BRASILEIRO DE ORIENTAÇÃO ARRANCA HOJE




Realiza-se este fim de semana a primeira etapa do Campeonato Brasileiro de Orientação. Com uma etapa pontuável para o ranking mundial, o evento chama a Guaraniaçu a fina flor da Orientação brasileira para três dias de desafiante competição e salutar convívio.


Guaraniaçu, topónimo de origem Guarani e que significa “Lobo Habitante das Águas Grandes”, é um município brasileiro situado no Oeste do Estado do Paraná, junto à faixa de fronteira do Brasil com as Repúblicas do Paraguai e da Argentina. Será aqui que, a partir de hoje e até domingo, terá lugar a primeira etapa do XIV Campeonato Brasileiro de Orientação, numa organização do Cobra Clube de Orientação de Cascavel, Federação Paranaense de Orientação, Confederação Brasileira de Orientação e com o apoio da Prefeitura Municipal de Guaraniaçu.

Com temperaturas médias previstas a rondar os 25º C e sem chuva, o programa do evento abre já esta tarde com a grande festa da Orientação que é a prova de Estafetas e na qual estão inscritas 86 equipas distribuídas pelos 9 escalões de competição. Amanhã corre-se a prova de Distância Longa, ficando a prova de Distância Média, pontuável para o ranking mundial, reservada para domingo, último dia da provas. Nestas duas últimas etapas, estão inscritos 461 atletas em representação de 52 clubes. A título de curiosidade, refira-se que o Clube de Orientação de Curitiba é o clube com maior número de inscritos, com 58 atletas presentes em Guaraniaçu. O escalão Homens Elite (H21E) é aquele que regista maior número de atletas inscritos, nada mais nada menos que 35, sendo que, em 40 dos 73 escalões de competição, o número de inscritos é igual ou inferior a três. O número de atletas inscritas no sector feminino é de 119, num rácio aproximado de 3 atletas masculinos para uma atleta feminina.

De acordo com as informações disponibilizadas no Boletim do evento [AQUI], a prova de Estafetas decorre na Fazenda de Santa Ana na Comunidade de Linha Cascudo, com áreas abertas, pequenas áreas de vegetação e praticamente sem desnível. Desnível esse que será a nota dominante das áreas das provas de Distância Média e de Distância Longa. Todas as provas terão lugar em terreno de fácil corrida, permitindo pôr à prova as capacidades físicas e técnicas dos intervenientes.


Um pouco de história do Clube Cobra de Orientação

Foi numa rotineira viagem a Curitiba para participar no Circuito Paranaense de Orientação que, no seio do grupo de amantes da modalidade, uma voz se fez ouvir: “Vamos fundar um Clube de Orientação em Cascavel?”. Atravessava-se nesse momento a cidade de Irati – PR e a sugestão foi aceite com entusiasmo, de tal forma que, chegados a Curitiba, os atletas trataram de providenciar de imediato junto do Clube de Orientação de Curitiba, cópia do estatuto e demais documentos necessários a fundação de um Clube de Orientação. Estávamos no início de Novembro de 1996 e a ideia foi agarrada “com a alegria de uma criança que acaba de ganhar um presente”. De tal forma que, no último dia desse mês, o grupo reuniu-se na sede do Clube dos Subtenentes e Sargentos de Cascavel (Clube de Militares do Exército) - que gentilmente cedeu uma sala e que funciona ainda como sede provisória - e aí nasceu o Cobra Clube de Orientação e que teve em Luiz Borella o seu primeiro Presidente.

Após a fundação, conforme consta dos Estatutos do Clube, com data de 30 de novembro de 1996, o CCO foi registrado com o CGC nº 02.319.798/0001-64, (hoje CNPJ), organizando logo no ano de 1997 o I COO (Circuito Oeste de Orientação), ganhando adeptos a cada ano que passa. Em 2005, foi dividido o estado do Paraná em duas regiões para fins de disputa do Campeonato Estadual, recebendo a 9ª edição do Circuito Oeste de Orientação a denominação de Circuito Oeste Paranaense de Orientação. O Circuito Oeste Paranaense de Orientação é o evento mais antigo no Brasil disputado regionalmente dentro de um estado brasileiro e que agrega atletas de estados vizinhos. A “marca registada” é o símbolo do Clube que destaca a estrela de 8 pontas simbolizando os pontos cardeais imprescindíveis para o orientista e a cobra que representa a cidade de Cascavel.

Cabe destacar alguns nomes que fizeram parte do clube, integrando os seus Corpos Sociais, tais como Valdecir Ernesto Folador, Gelson Leandro Kaul, Félix Ribeiro da Silva, Juares Gonçalves Dias, José Carlos Wickert, Giovane Almeida Alves, Acir José de Almeida, Dilamar Pilatti, Ilson Luiz Mendonça Domingues, Odenézio Frasson e Sérgio Luiz Borba. A eles se deve muita da importância que o clube assume hoje em dia no panorama da Orientação brasileira e que faz dele um dos fundadores da Confederação Brasileira de Orientação, conforme consta do Estatuto de Fundação daquela entidade. Resta dizer que estes apontamentos históricos foram retirados dum texto assinado por Valdir Tasca, uma homem que faz naturalmente parte da história da fundação do Cobra Clube de Orientação e que assume as funções de Diretor da Prova nesta I Etapa do CamBOr 2012.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 29 de março de 2012

THIERRY GUEORGIOU: "NÃO HÁ LIMITES PARA O SONHO"




Thierry Gueorgiou dispensa apresentações. No rescaldo da sua vitória no recente Portugal O' Meeting 2012, o Orientovar falou com ele. O resultado dessa conversa pode ver-se em seguida, aqui se ficando a saber um pouco mais do homem e do atleta.


Orientovar - Regressar, cinco anos depois, ao lugar mais alto do pódio do Portugal O' Meeting, que especial significado tem para si?

Thierry Gueorgiou - Guardo boas recordações de 2007. Quanto a esta edição do Portugal O' Meeting ela foi, realmente, muito diferente. Em 2007 estávamos a uma altitude de 1000 metros, num terreno um pouco mais aberto, daí que tenha sido uma agradável surpresa encontrar aqui um terreno muito técnico, em zona de floresta. As duas primeiras etapas foram muito boas mas as etapas 3 e 4, na verdade, ultrapassaram-nas de longe. Todos os participantes irão recordar por muito tempo as duas etapas de Sátão.

Orientovar - Começar a época a ganhar é importante para o que vem aí? Em que medida pode constituir um reforço dos níveis de confiança?

Thierry Gueorgiou - No Inverno tenho necessidade de traçar objectivos de curto prazo. O meu objectivo supremo, obviamente, aponta para os Campeonatos do Mundo, mas é realmente importante, nesta altura do ano, que trace objectivos intermédios, para este mês ou para o mês seguinte. O Portugal O' Meeting foi um; a Silva League, na Suécia, em Abril, será outro; a Tiomila... Faz parte da minha preparação e é por isso que me sinto satisfeito pelas boas provas que realizei aqui, apesar de não estar muito contente com o meu desempenho na segunda etapa do Portugal O' Meeting e na primeira etapa do XIII Meeting de Orientação do Centro. Há imensos aspectos a trabalhar, claramente, mas ganhar acarreta sempre uma boa dose de confiança.


Aprendi a conviver com este tipo de pressões

Orientovar - Tive a oportunidade de falar com Olav Lundanes, Daniel Hubmann ou Anders Nordberg e bater Thierry Gueorgiou parece ser, em si mesmo, um objectivo. Como consegui gerir esta enorme pressão nos momentos mais importantes e de maior intensidade? É gelo aquilo que lhe corre nas veias?

Thierry Gueorgiou - Não, não é gelo (risos). Diria que nos habituamos a essa pressão, visto que toda a gente que me vê no início duma prova espera que eu ganhe. Aprendi a conviver com este tipo de pressões e as coisas são como são de há dez anos a esta parte. À partida para uma competição sinto-me sempre muito descontraído porque a Orientação é, realmente, aquilo que eu gosto de fazer. E depois na floresta, quando me emprego a fundo, divirto-me imenso. Não preciso de me concentrar nos outros, basta concentrar-me no prazer que a prática da Orientação me proporciona, naquilo que faço no momento, numa bela floresta, com um belo percurso para desfrutar.

Orientovar - Mas quando percebe que errou, isso não o leva a desconcentrar-se?

Thierry Gueorgiou - Sim, precisamente. Se é um erro menor, procura voltar a entrar na prova e no ritmo o mais rapidamente possível porque as hipóteses de ganhar estão ainda todas lá. Mas se é um erro como aquele que aconteceu na segunda etapa do Portugal O' Meeting, bom, é verdade que a frustração é muito maior, sei que as hipóteses de ganhar ou mesmo de entrar nos três primeiros lugares são quase nulas e aí torna-se muito mais difícil reencontrar o ritmo certo. São coisas que se vão percebendo com o tempo, tanto podemos ganhar apesar de cometermos dois ou três pequenos erros, como podemos perder, apesar de termos feito uma prova perfeita.


Gosto muito de descobrir novos lugares, novas culturas

Orientovar - Fora da Orientação, quem é Thierry Gueorgiou? Onde habitam os seus pequenos prazeres da vida?

Thierry Gueorgiou - Infelizmente os meus tempos livres praticamente não existem. A minha vida reparte-se entre Estágios e Campos de Treino e, nos intervalos, o tempo disponível é empregue a traçar os planos de acordo com os objectivos mais próximos. Assim, diria que 90% do meu tempo é, apenas e só, Orientação, mas gosto muito de descobrir novos lugares, novas culturas. Aproveito o final do ano para viajar e escolho locais onde a Orientação está absolutamente ausente. As minhas últimas férias foram em Nova Iorque e pude usufruir de momentos muito bons. Mas tenho outras paixões como o cinema ou a pesca. Aliás, a pesca é o meu passatempo preferido, é aí que mais me descontraio. Quanto ao cinema, o último filme que vi foi “Millennium” [N.R. Niels Arden Oplev, Suécia 2009], fui vê-lo com a Annika [Billstam] em versão original e estava muito bem. Tenho um bom número de filmes entre os meus favoritos mas talvez eleja o “Gladiador” acima de todos. E também gosto de ler, claro. Leio imenso, sobretudo publicações relacionadas com o desporto. Leio o diário desportivo L'Équipe e, de tempos a tempos, leio também um livro durante um estágio.

Orientovar - O que diria a alguém que se está a iniciar na Orientação?

Thierry Gueorgiou Penso que o mais importante, como aliás digo frequentemente, é sonhar. Ter um sonho e persegui-lo é muito importante em termos de motivação. Que isso possa vir a ter uma tradução no dia a dia, depende da dimensão e do alcance desse sonho. Se o sonho é vir a ser campeão do mundo, torna-se necessário treinar diariamente com uma tal entrega e uma tal vontade que corresponda, finalmente, aos objectivos traçados. Não há limites para o sonho. Temos o caso, por exemplo, dessa pequena grande atleta do Canadá, a Emily Kemp, que integra o nosso grupo de treino. É verdade que no Canadá a Orientação não tem a expressão que tem em França ou na Suécia, por exemplo. Mas a vontade dela é tal que começa a fazer excelentes coisas e os resultados estão a aparecer. Quando se sonha e quando se trabalha para alcançar os resultados, é possível chegar lá.


Ficarei imensamente feliz se conseguir uma medalha de ouro

Orientovar - O grande objectivo, como disse anteriormente, são os Campeonatos do Mundo. Vamos poder vê-lo repetir as três medalhas de ouro alcançadas em 2011?

Thierry Gueorgiou Vai ser extremamente difícil. Todos sabemos que os suíços são praticamente imbatíveis, irão estar excepcionalmente bem preparados pelo que, pessoalmente, vou ter de fazer melhor do que fiz no ano passado para chegar ao ouro. Não tenho dúvidas nenhuma que o nível das competições vai ser extraordinariamente elevado e se, em França, havia esse grande objectivo de alcançar as três medalhas de ouro, aqui na Suíça, já ficarei imensamente feliz se conseguir uma medalha de ouro.

Orientovar - Em 2014, Portugal será o País organizador dos Campeonatos da Europa de Orientação Pedestre. A esta distância, o que espera do evento?

Thierry Gueorgiou - Portugal tem imenso a oferecer a todos os orientistas dos quatro cantos do mundo. O Portugal O' Meeting é um excelente exemplo e vocês conseguem, ano após ano, organizar provas absolutamente incríveis. Penso que não irão desperdiçar esta oportunidade para fazer algo que toda a gente recordará por muito tempo. Portugal tem terrenos magníficos, de montanha, como aqueles que vimos em Viseu, e toda a gente irá ficar uma vez mais surpreendida com a qualidade da organização. Pessoalmente, não sei se em 2014 estarei ainda a fazer Orientação de alta competição mas, na pior das hipóteses, espero estar aqui entre o público a assistir às provas. Estou certo que, se conseguirem oferecer aquilo que de melhor existe em Portugal, teremos um Campeonato da Europa memorável. Em todo o caso, não tenho dúvidas que a organização será perfeita. O número de pessoas apaixonadas pela Orientação em Portugal é de tal maneira elevado que me deixa totalmente confiante e tranquilo quanto à qualidade destes Campeonatos da Europa.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quarta-feira, 28 de março de 2012

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. Dando seguimento aos objectivos traçados para a formação de técnicos de Orientação e conforme divulgado no Plano de Actividades da FPO para 2012, vai realizar-se no dia 07 de Abril de 2012, no Centro de Estágio da Marinha Grande, um Curso de Traçador de Percursos de Corridas de Aventura. São requisitos de admissão ao curso ser praticante de Orientação, maior e federado. O curso tem um máximo de 16 vagas pelo que, no caso de o número de interessados ser superior, serão consideradas as primeiras 16 inscrições recebidas que cumpram os requisitos. No âmbito dos protocolos e/ou acordos estabelecidos com o Exército, a DGIDC e a FADU, podem estas entidades inscrever até um máximo de 4 (quatro) candidatos, nas mesmas condições dos filiados da FPO. As fichas de inscrição deverão ser remetidas para a FPO, até 03 de Abril de 2012. O Curso tem uma carga horária de 8 horas. Para qualquer informação ou esclarecimento adicional é favor contactar a FPO através do endereço geral@fpo.pt ou pelos telefones 261819171 ou 919919801.


2. Para os alunos do 7º ano do Externato Liceal de Albergaria dos Doze, a tarde do passado dia 22 de Março foi certamente diferente do habitual. Inscrita no Plano Anual de Atividades (PAA), no âmbito da Educação para a Saúde, cujo tema aglutinador é “Atividade Física”, teve lugar uma pequena prova de Orientação Pedestre pelas ruas da vila, preparada pelo Núcleo de Aventura e Desporto de Albergaria dos Doze (N.A.D.A.). Os alunos começaram por se reunir no auditório do Externato, onde Luís Barreiro, dedicado atleta do NADA e um dos grandes dinamizadores das actividades do clube, explicou os símbolos e cores presentes num mapa de Orientação e prestou os esclarecimentos necessários para a realização duma prova. Divididos em grupos de 7 elementos, os alunos, acompanhados por um(a) professor(a), cumpriram então um percurso formal com cerca de 3,3 km, passando por nove pontos previamente definidos. O facto de a prova ser em zona urbana, bem conhecida dos alunos, facilitou em grande medida a tarefa, tendo todos eles realizado o percurso dentro do tempo previsto. “Sensibilizar os alunos para a aquisição de hábitos regulares da prática de atividade física e proporcionar situações de convívio eram os objetivos definidos no PAA… sem dúvida que ambos foram alcançados”, referiu a propósito o Professor Nelson Silva, que deixou uma palavra de agradecimento “ao NADA, de forma especial ao Barreiro e ao Jairo, toda a atenção e disponibilidade tida na realização desta atividade”. A notícia pode ser lida na íntegra em http://clubenada.blogspot.pt/2012/03/percurso-de-orientacao-pedestre-7-ano.html.


3. Os Amigos da Montanha vão realizar no próximo dia 22 de Abril de 2012, pelas 10 horas, uma prova de Orientação designada por “Franqueira – Paraíso Natural”. A prova decorrerá entre o Santuário da Franqueira e o Convento dos Frades, percorrendo o Santuário da Franqueira e o seu Parque de Merendas, Quinta do Convento dos Frades, zona do Castelo de Faria e o Escadório. Nesta prova podem participar pessoas de todas as idades e sexo, individuais ou em grupo, federados e não federados, existindo percursos ajustados, com vários graus de dificuldade.
Antes disso, já no próximo sábado, o Monte da Franqueira merecerá dos Amigos da Montanha uma atenção muito especial. Trata-se duma acção de limpeza que terá lugar naquele que é um dos ex-libris do Concelho e cenário privilegiado para a prática de desportos de natureza e estará associada ao dia de limpeza mundial World Clean Up 2012/Limpar Portugal 2012. “E tu, vais ficar em casa?” Saiba tudo em http://www.amigosdamontanha.com/.


4. Também já no próximo sábado, terá lugar em Miranda (Arcos de Valdevez) a segunda etapa do V Torneio .COM Mapa. É o regresso a um mapa de boa memória, palco em 2010 dos Campeonatos Nacionais de Distância Longa e de Estafetas e que, no ano transacto, acolheu já as 6ª e 7ª etapas do IV Torneio .COM Mapa. Esta segunda etapa do torneio deste ano tem partidas com horºario livre entre as 10h00 e as 12h00. Serão três os percursos postos à disposição dos interessados, com o percurso Fácil a rondar os 1200 metros, o percurso Médio a ascender aos 290 metros e o percurso Difícil a atingir os 4000 metros, aproximadamente. Ana Margarida é a Directora da Prova, tendo o traçado dos percursos a assinatura de qualidade de José Fernandes. Sozinho, ou acompanhado por toda a família, por lazer ou imbuído de um espírito mais competitivo, experimente esta fascinante modalidade desportiva e de lazer. Para mais informações, consulte a página do Clube de Orientação do Minho em http://www.pontocom.pt/.


5. Terminou o prazo para a entrega de propostas por parte dos países membros da IOF – Federação Internacional de Orientação à Assembleia Geral 2012, ascendendo o seu número a cinco. A Espanha regressa à proposta levada à discussão na Assembleia Geral de 2008 (Prostejov, República Checa), no sentido de ver incluídas as Corridas de Aventura como disciplina oficial da IOF. A FISO - Federação Italiana de Orientação propõe alterações aos Estatutos da IOF, procurando garantir que haja pelo menos um elemento de cada género no conjunto de Vice-Presidentes e, para além disso, pelo menos dois elementos de cada género entre os membros dos restantes órgãos. A FISO pretende que estas alterações aos Estatutos entrem em vigor de imediato, durante a Assembleia-Geral de Lausanne, ou seja, antes das eleições para o Conselho da IOF. Depois de ter retirado a intenção de propor alterações ao actual programa dos Campeonatos do Mundo de Orientação Pedestre WOC e de ter publicado esta informação, a IOF recebeu três propostas relacionadas com o programa do WOC com origem na Itália, Suiça e Países Nórdicos (Dinamarca, Finlândia, Noruega e Suécia). Estas propostas serão discutidas no próxima reunião do Conselho da IOF, em 20 e 21 de Abril próximos, sendo os resultados da apreciação do Conselho divulgados imediatamente após. Leia a notícia original em http://orienteering.org/five-proposals-from-member-federations-to-the-general-assembly/.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

terça-feira, 27 de março de 2012

XX CAMPEONATO IBÉRICO DE ORIENTAÇÃO PEDESTRE: ESPANHA SEGUE NA FRENTE




Adamuz foi o palco escolhido para a realização da primeira mão do XX Campeonato Ibérico de Orientação Pedestre. E se, em termos colectivos, o equilibrio no sector masculino foi a nota dominante, já no sector feminino as diferenças foram claras e notórias. Individualmente, porém, as coisas não podiam estar mais empatadas.


Ponto de passagem obrigatória no histórico Caminho Real de La Plata Toledo – Córdoba, Adamuz atraiu este fim de semana um milhar de orientistas oriundos dos quatro cantos da Península. Pontuável para a Liga Espanhola e para a Taça de Portugal de Orientação Pedestre 2012, o XII Trofeo Orientación Internacional Diputación de Còrdoba / I Trofeo Adamuz World Ranking Event teve na primeira mão do XX Campeonato Ibérico um aliciante suplementar.

Organizado pelo Club Los Califas de Orientación e pela Federação Espanhola de Orientação e tendo Cândido Castillo Morillas como Director Técnico, o evento decorreu nos Montes Comunales de Adamuz. O mapa, com trabalho de campo de Valentin Vladimirov (Dezembro de 2003, actualizado em Maio de 2011 por Mario Rodríguez Martínez), recebeu no primeiro dia uma prova de Distância Média e uma prova de Sprint, encerrando no segundo dia com a prova de Distância Longa, pontuável para o ranking mundial. O terreno, duro fisicamente dado o desnível nalgumas zonas do mapa, apresentou-se limpo e de fácil corrida, proporcionando aos atletas excelentes momentos de Orientação.


Vera Alvarez, Santos Sousa e Manuel Dias fazem o pleno

Protocolado entre a Federação Portuguesa de Orientação e a sua congénere espanhola, o novo fomato do Campeonato Ibérico entrou em pleno esta época e o resultado vai dando vantagem a Espanha. A prova de Sprint foi aquela onde se registou maior equilibrio e onde Portugal esteve mais próximo de conseguir um parcial favorável, alcançando um total de 132 pontos, contra 133 da Espanha no sector masculino. Para isso muito terão contribuído as vitórias nos escalões respectivos de Daniel Catarino (CLAC), Alberto Branco (CP Armada), Joaquim Sousa (COC), Armando Sousa (ADFA) e Manuel Dias (GafanhOri). No que diz respeito ao sector feminino, Vera Alvarez (CPOC), Leonor Ribeiro (ADFA), Anabela Vieito (COC) e Assunção Almeida (GafanhOri) estiveram igualmente em excelente plano, triunfando nos respectivos escalões.

Disputada na manhã do primeiro dia, a prova de Distância Média já tinha assistido às vitórias de Vera Alvarez, no escalão D20, Armando Sousa, em H45 e Manuel Dias, no escalão H60. Os escalões de H16, H18 e D18 registaram igualmente vitórias portuguesas por intermédio de João Bernardino (COC), Filipe Augusto (ADFA) e Carolina Delgado (GD4C). A ADFA esteve em destaque nos escalões de Veteranos, graças às vitórias de Jorge Correia e Mário Duarte, em H40 e H50, respectivamente. Quanto à prova de Distância Longa, são de destacar novas vitórias de João Bernardino, Vera Alvarez, Anabela Vieito, Joaquim Sousa, Armando Sousa e Manuel Dias, bem como os triunfos de Beatriz Moreira (CPOC), Samuel Leal (Ginásio), Susana Pontes (CPOC), Albano João (COC) e Tiago Aires (GafanhOri), respectivamente nos escalões de D16, H18, D35, H50 e HElite.


Tiago Aires lidera Elite Masculina

Contas feitas, o XX Campeonato Ibérico de Orientação vai dando vantagem a Espanha em ambos os sectores, registando-se um enorme equilibrio no sector masculino, com 408 pontos contra 397 dos portugueses, embora em femininos as coisas estejam francamente abaixo das expectativas, com Portugal quase a uma centena de pontos da Espanha (414 pontos contra 319). O Orientovar abre aqui um parêntesis para sublinhar que estes são resultados apurados oficiosamente e que carecem de confirmação, pedindo desde já desculpa por eventuais erros.

Em termos individuais, o resultado do confronto ibérico cifra-se num empate, com dez atletas portugueses a seguirem na frente dos vinte escalões de competição. No escalão de Homens Elite, Tiago Aires lidera ante uma verdadeira “armada” espanhola, onde pontificam Antonio Martinez Perez (COLIVENC), Luis Enrique Nogueira de la Muela (COMA), Andreu Blanes Reig (COLIVENC) e Daniel Portal Gordillo (CODAN EXTREMADURA). Beatriz Moreira, Carolina Delgado, Vera Alvarez e João Bernardino lideram a classificação do Campeonato Ibérico nos escalões de D16, D18, D20 e H16, respectivamente. Quanto aos Veteranos, são três os atletas que fazem sobressair as cores do COC na vanguarda dos escalões respectivos: Anabela Vieito (D40), Joaquim Sousa (H40) e Albano João (H50). A estes juntam-se Armando Santos Sousa e Manuel Dias, em H45 e H60, respectivamente.


Resultados do Troféu

Mas o evento não se resumiu ao Campeonato Ibérico e os vencedores do XII Trofeo Orientación Internacional Diputación de Còrdoba foram encontrados pelo somatório de tempos nas etapas de Distância Média e de Distância Longa. Os seus nomes são os seguintes:

H/D EliteTiago Aires (GafanhOri) e Annabel Valledor Fernández (Badalona-O)
H/D12 – Kaarel Vesilind (SRD SK) e Beatriz Esteves (COA)
H/D14 – David Rojas Jiménez (Alabarda-O) e Liina Vesilind (SRD SK)
H/D16João Bernardino (COC) e Maria Prieto Del Campo (Colmenar)
H/D18 – Algirdas Bartkevicius (LT United) e Andrea Guillen Escribà (GO-XTREM)
H/D18-20B – Daniel Toro Valle (Montellano-O) e Izcel Lorena Ortiz Benitez (O-Ciudad Real)
H/D20 – Eduardo Gil Marcos (Tjalve) e Vera Alvarez (CPOC)
H/D21A – Rubén DárioTejedor Murias (Veleta) e Ângela Silvério (CN Alvito)
H/D21B – Juan Carlos Rol Rúa (Monte El Pardo) e Irene Muñoz Bardera (Navalcan-O)
H/D35 – Ángel Rojas Avilés (Alabarda-O) e Anna Amigó Bertrán (COC Barcelona)
H/D35B – Miguel Aguilar Hontoria (Navalcan-O) e María Del Mar Fernández Vidrié (ADOL)
H/D40Joaquim Sousa (COC) e Ausra Bartkeviciene (LT United)
H/D45Armando Sousa (ADFA) e Antonia Sánchez Martinez (Colivenc)
H/D50 Albano João (COC) e Alfonsa Corrochano Galán (Toledo-O)
H/D55Jacinto Eleutério (ADFA) e Asta Terkelsen (Sant Joan)
H/D60Manuel Dias (GafanhOri) e Amalia Sanz Barceló (Villena-O)
H/D Infantil – Pedro Stangegaard Pérez (Málaga) e Elena Marti Barclay (Cadiz)
H/D Cadete – Carlos Landa Sánchez (Granada) e Belém Rojas Rodriguez (Málaga)
Open Rojo – Pedro Rodriguez Jimenez (Los Califas)
Open Naranja – Juan Pérez-Caballero Martin (Surco)
Open Amarillo – Isaac Puerta Barrera (Independiente)

O XX Campeonato Ibérico estará de regresso em 29 e 30 de Setembro, com a disputa do Poiares Ori-2012, numa organização da Secção de Orientação do Ginásio Clube Figeuirense.

Toda a informação sobre o XII Trofeo Orientación Internacional Diputación de Còrdoba / I Trofeo Adamuz World Ranking Event em http://www.orientacioncalifas.es/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

segunda-feira, 26 de março de 2012

CAMPEONATO DE ESPANHA DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO: HOSPITAL DA PRELADA PARTICIPA




Cinco atletas do Núcleo de Desporto Adaptado do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada irão deslocar-se a Plasência, no próximo dia 6 de Abril, para a disputa do I Campeonato Nacional de Espanha de Orientação de Precisão. Em perspectiva uma jornada de enorme importância e significado para o Desporto Adaptado peninsular e, em particular, para a Orientação de Precisão.


Volvidos 25 anos sobre a realização do I Campeonato Nacional de Espanha de Orientação, eis que a Orientação de Precisão é chamada a integrar, pela primeira vez, o Programa da mais importante competição de Orientação do país vizinho. Disputados tradicionalmente na Páscoa, os Campeonatos Nacionais de Espanha terão lugar este ano em Plasência, de 05 a 08 de Abril, contando com a assinatura organizativa do CDO Vía de la Plata, Federación Española de Orientación e Federación Extremeña de Orientación. A grande novidade no Programa deste ano é, precisamente, a Orientação de Precisão. Agendada para a tarde do dia 06, a prova terá lugar no Parque de Los Pinos, a partir das 16h00, num mapa desenhado por Miguel Ángel Rodríguez (2006, revisto em 2011).

As inscrições encerraram com o extraordinário número de 120 participantes, aos quais se devem somar Adriano Rodrigues, Ana Paula Marques, Diana Coelho, Filipe Leite e Ricardo Pinto, todos eles atletas do Núcleo de Desporto Adaptado do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada. Completam a equipa portuguesa os acompanhantes Liliana Rocha (Médica), Joaquim Margarido (Enfermeiro), Pedro Cunha (Fisioterapeuta), Homero Araújo (Massagista) e Serafim Pinto Sousa (Motorista). Apesar de apresentarem mobilidade reduzida e quatro deles se deslocarem em cadeira de rodas, os cinco atletas portugueses participarão na Classe Aberta, a única classe de competição.


Uma experiência gratificante”

O Orientovar foi ao encontro do responsável pelo traçado do percurso e grande impulsionador desta tão desafiante quanto inclusiva modalidade desportiva no País vizinho. Para Roberto Munilla, o convite da Federação Espanhola de Orientação ao Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada e ao seu Núcleo de Desporto Adaptado prende-se directamente com “a amizade que me une a Joaquim [Margarido] e que me levou imediatamente a pensar que esta poderia ser uma experiência gratificante para os atletas do Núcleo”. Mas vai mais longe, admitindo que “egoisticamente, fui ao encontro da sua maior experiência, visto que os orientistas e os organizadores de provas de Orientação de Precisão em Portugal possuem valiosos conhecimentos que podem e devem ser partilhados com os orientistas espanhóis”.

O traçado do percurso levará os participantes ao encontro dos mais belos locais do Parque, oferecendo o desafio de 15 pontos de controlo e ainda um ou dois pontos cronometrados. Roberto Munilla refere que “o Parque de los Pinos, ao ser muito frequentado por pessoas com mobilidade reduzida e possuir uma topografia variada e suficientemente aproveitável para a prática da Orientação de Precisão, permite desenhar desafios dos mais variados níveis, embora os desafios ao nível de Elite não sejam tão numerosos quanto seria desejável. O facto de se tratar dum parque pequeno e com pouca profundidade de visão, faz com que seja praticamente impossível utilizar alguma técnica (linhas de referência) e torna-se por vezes difícil encontrar diferentes pontos de observação para o grupo de balizas”. Aquele responsável refere, ainda, que “os orientistas deverão adaptar-se a um mapa que foi actualizado com a filosofia da Orientação Pedestre, verificando-se nalguns casos que a disposição relativa entre elementos característicos do terreno não está representada com a suficiente exactidão, forma e dimensões que seria desejável na Orientação de Precisão”. E deixa uma advertência: “Os participantes que estejam pouco identificados com as técnicas e normativas que regem a modalidade poderão sentir algumas dificuldades para encontrar as respostas correctas. As limitações expostas obrigam, nalgumas situações, a fazer uma leitura muito precisa do terreno, com uma margem de observação reduzida”.


Que este seja o início duma frutífera relação”

Convidado a comentar o facto de estar prevista apenas uma classe de competição, fechando os Nacionais de Espanha, por agora, à Classe Paralímpica, Roberto Munilla devolve a questão: “Poderá haver maior integração que competirem, na mesma categoria, pessoas com algum grau de incapacidade e aquelas que não o têm? Essa é, para mim, a igualdade suprema”. Realçando o facto de que “as únicas diferenças na Orientação de Precisão apenas se poderão estabelecer ao nível das capacidades técnicas e nunca pelas capacidades físicas”, Munilla particulariza o caso concreto do evento de Plasência onde “todos os problemas foram desenhados a pensar nas limitações dos orientistas com mobilidade reduzida, tendo a organização providenciado um acompanhante para auxiliar na deslocação das cadeiras de rodas” e garante: “Ninguém irá ter razões para se queixar de se encontrar numa situação de inferioridade em relação aos demais”.

Com a cifra de 120 atletas inscritos, as expectativas de participação estão integralmente cumpridas, superando inclusivamente as previsões mais optimistas. Roberto Munilla espera ver nesta competição “uma oportunidade para o aprofundar de conhecimentos em torno da Orientação de Precisão”, mas também um estímulo para “traçar objectivos mais ambiciosos, tanto a nível pessoal como colectivo”. E termina com a expressão dum desejo, visando em particular convidados tão especiais: “Espero que os participantes portugueses regressem satisfeitos com as suas prestações e com a organização. Espero igualmente ter desenhado problemas com uma dificuldade suficientemente elevada, que motive os orientistas espanhóis a promover e a praticar a Orientação de Precisão”. E como a integração é uma premissa desta modalidade, Roberto Munilla faz votos para “que este seja o início duma frutífera relação entre Portugal e Espanha, entre os orientistas com incapacidade e aqueles que o são um pouco menos”.

Saiba tudo sobre o evento em www.ceo2012.es/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

domingo, 25 de março de 2012

THIERRY GUEORGIOU EM DESTAQUE NO JORNAL A BOLA




O recorte que ilustra esta mensagem terá passado despercebido a muitos de nós. Trata-se duma reportagem de página inteira, publicada no jornal A Bola do passado dia 21 de Fevereiro, e que se debruça sobre a terceira etapa do Portugal O’ Meeting 2012 e, em particular, sobre a performance do “francês voador”.


Jornal oficial do maior evento regular de Orientação Pedestre do ano levado a cabo no nosso País, A Bola deu um particular destaque ao Portugal O' Meeting 2012, com duas reportagens de grande alcance, a primeira fazendo a antevisão dos quatro dias de prova e esta, com um texto notável e um grafismo particularmente chamativo, a coroar a etapa-rainha do evento.

Se é verdade que a mediatização da nossa modalidade tem sido, desde sempre, uma preocupação de todos os agentes envolvidos na sua promoção e na organização de provas, nunca como hoje esse esforço foi levado tão longe. Ao conseguir divulgar a modalidade num espaço de eleição como é A Bola e ao fazê-lo com esta dimensão e impacto, a Orientação portuguesa e todos aqueles que, desmultiplicando-se em contactos, tornaram isto possível, estão verdadeiramente de parabéns.

A título de curiosidade, uma nota final para o facto de Thierry Gueorgiou ter guardado para si dois exemplares do jornal, oferecidos por Fernando Costa e por Bruno Nazário. Na altura, o atleta referiu nunca ter merecido um destaque assim no prestigiado “L’Équipe”, quotidiano francês do qual se confessa leitor assíduo.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sábado, 24 de março de 2012

EOC/ETOC 2014: PALMELA, UMA MÃO CHEIA DE OPORTUNIDADES




1. O Orientovar anunciou-o em primeira mão e a notícia apanhou (quase) toda a gente de surpresa. A organização do Campeonato da Europa de Orientação Pedestre / Orientação de Precisão EOC/ETOC 2014 acabava de ser atribuída a Portugal e Palmela iria sediar o evento. O entusiasmo inicial, porém, cedo pareceu desvanecer-se. Datas para o evento, qualidade dos terrenos, capacidade organizativa na vertente da Orientação de Precisão e oferta de Campos de Treino vêm pontuando as principais dúvidas em torno dos Europeus, dúvidas essas que se vão avolumando há medida que o tempo avança. O Orientovar aceitou desempenhar o papel de “advogado do Diabo” e, ao mesmo tempo, desmistificar o que pudesse ser desmistificado. E chegou há conclusão que “não há botas para descalçar”. Há, isso sim, um manancial de oportunidades que não podem ser desperdiçadas.


2. A escolha de Palmela assenta num pilar fundamental. Tratou-se de uma iniciativa com origem nas diversas forças vivas do Concelho (Escolas, Clubes e Autarquias) que, de forma articulada, vieram junto da Federação Portuguesa de Orientação manifestar interesse em receber uma grande organização da modalidade, precisamente no momento em que a Federação Internacional de Orientação propunha a Portugal que se candidatasse ao EOC/ETOC juntamente com alguns outros países. É de louvar que as coisas tenham acontecido desta forma, já que é dada expressão ao genuíno interesse de uma região em acarinhar a modalidade.


3. Ao manifestar este interesse, Palmela assegurou desde logo as condições financeiras necessárias para que a organização pudesse ser uma realidade. Como deve ser timbre duma gestão financeira racional em qualquer plano de actividade, o actual Órgão de Gestão da Federação Portuguesa de Orientação não dá passos maiores do que as pernas e que possam condicionar o futuro sustentado da modalidade, pelo que a garantia de apoios financeiros sólidos foi condição sine qua non para a parceria com Palmela. Isoladamente, o factor financeiro não pode sustentar, por si só, a opção da FPO pelo município de Palmela. Mas que é um factor muito importante, todos o devem entender e aceitar.


4. Para além dos dois aspectos anteriormente referidos, há a questão dos terrenos e que tem feito soar muitas vozes em surdina. A verdade é que Palmela é o concelho com maior área na zona metropolitana de Lisboa, estendendo-se desde a sede de concelho até Alcácer do Sal e Vendas Novas. Não são, reconhecidamente, os melhores terrenos de Portugal, mas são seguramente terrenos que permitirão fazer um EOC/ETOC 2014 com toda a dignidade que a modalidade exige em Portugal e que nos deixará seguramente orgulhosos de mais um grande evento. De qualquer forma, a “expansão” para concelhos limítrofes está em cima da mesa e não é hipótese que se deva descartar, desde que resulte de um entendimento entre as partes envolvidas.


5. Mas há ainda um aspecto que, recorrentemente, vem à baila e é discutido de forma apaixonada. É que não nos podemos esquecer que, tão ou mais importante do que a qualidade dos terrenos é o planeamento dos percursos. Sou daqueles que defende que um mau traçado pode arruinar por completo um terreno com boas características, da mesma forma que um traçado inteligente, capaz de tirar o melhor partido das características do terreno, é o melhor ponto de partida para a construção de verdadeiros desafios para os participantes, podendo elevar à condição de excelente um terreno que, à partida, não reunia as condições julgadas ideais. Na verdade, não deveríamos nunca falar de terreno ou traçado de forma isolada, mas sempre em termos binários: terreno/percursos.


6. As datas para o evento não estão fechadas, aguardando-se o parecer favorável da Federação Internacional de Orientação aos dias sugeridos. Sabe-se, no entanto, que a proposta foi feita tendo em conta diversos factores, nomeadamente a realização de um WRE no país vizinho e dos Campeonatos Nacionais de Espanha, na época da Páscoa. Neste particular, a articulação entre a Federação Espanhola de Orientação e a sua congénere portuguesa tem sido fantástica, pelo que as datas apontadas por ambos os lados potenciam, ao invés de inibirem, a participação em todos os eventos implicados.


7. A questão dos Campos de Treino, que constituem uma excelente oportunidade para atrair atletas ao nosso País já em 2013, é outro aspecto que deve merecer uma particular atenção. O Concelho de Palmela poderá não ser hipótese neste particular aspecto, mas isto abre enormes janelas de oportunidade para os clubes localizados na periferia e com terrenos muito idênticos nas respectivas áreas de influência. Há que pôr mãos à obra desde já e apostar fortemente nesta oportunidade. É única e pode não se vir a repetir tão em breve.


8. ETOC 2014: Como vamos "descalçar esta bota"? A verdade é que não há qualquer bota a necessitar de ser descalça. Sendo um facto que temos em Portugal uma experiência quase nula na organização de eventos de maior dimensão na disciplina de Orientação de Precisão, não é menos verdade que estamos em contacto com alguns elementos internacionalmente reconhecidos e com cuja colaboração contamos no sentido de nos apoiarem nesta organização. Este compromisso tem de ser entendido por todos como uma oportunidade irrepetível de darmos um enorme salto nesta disciplina em Portugal. E tem de ser entendido desde já! A combinação de mapas e terrenos de qualidade, conhecimento técnico e clima duma bondade imensa pode fazer de Portugal um oásis da Orientação de Precisão no período de Inverno, atraindo a fina flor da Orientação de Precisão mundial. À semelhança, aliás, do que acontece com a Orientação Pedestre.


9. Resumindo o que ficou dito, a Federação Portuguesa de Orientação foi ao encontro de uma vontade manifestada por Palmela, que avançou ao mais alto nível com a expressão dessa vontade acompanhada dos necessários apoios e da existência de terrenos adequados. Nenhuma outra região, através da respectiva autarquia ou clubes, alguma vez o fez em relação ao EOC/ETOC e devemos estar gratos e reconhecidos por esta abertura do município à Orientação. As oportunidades que se oferecem são únicas e o seu impacto e abrangência podem projectar a modalidade no nosso País para patamares de excelência nunca antes alcançados. É, pois, fundamental poder contar com o envolvimento massivo de toda a comunidade orientista para, uma vez mais, cada um dar o melhor de si em prol do bem comum. Desta forma, estamos seguros de que Portugal voltará a escrever de novo, com letras douradas, o seu nome no Livro de Honra dos grandes eventos internacionais.

[Veja aqui o Vídeo Promocional]


Saudações orientistas.


JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 23 de março de 2012

GRUPO DESPORTIVO DOS QUATRO CAMINHOS: SETE SEMANAS, SETE PROVAS




Sete provas em sete semanas! Para os cabalistas, não haverá nada de mais perfeito. Mas para o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, esta autêntica maratona organizativa é sinónimo dum intenso desafio, muito trabalho árduo e cinquenta dias de enorme ansiedade e expectativa. Pelas mãos de Fernando Costa, deixemo-nos levar de baliza em baliza, num roteiro que terá o seu inicio nos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto, e irá terminar no interior das alcantiladas muralhas da vila de Marvão.


Ao longo de quase quinze anos de existência, o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos tem-se notabilizado pela sua enorme capacidade organizativa. Competência técnica, matrizes inovadoras e uma forte aposta na promoção da modalidade são referentes que induzem a chancela de qualidade aos eventos com a sua assinatura organizativa.

Neste ano de 2012, o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos volta a pôr mãos à obra e, num curto espaço de tempo, propõe um leque variado de provas, cinco novos mapas e a promessa de aliciantes desafios, ao encontro de todos os gostos. Pelas ruelas e escadarias do centro histórico da Cidade Património Mundial da Humanidade ou no interior das muralhas da vila alentejana de Marvão, em brincadeiras e correrias com o Desporto Escolar ou em sorrisos com o Desporto Adaptado, no calor da luta pelos títulos nacionais de Sprint e Distância Média ou comemorando o Dia Nacional da Orientação, é numa oferta rica e variada que se fundem sete provas em sete semanas da melhor Orientação. Para gáudio dos amantes do desporto da floresta!


Palácio de Cristal, um lugar com história

A cidade do Porto absorve a parcela de leão deste leque de organizações, abrindo as suas portas a quatro das iniciativas. O pontapé de saída será dado já no próximo dia 14 de Abril, com o Justlog Park Race a estender-se pelos Jardins do Palácio de Cristal, no Porto. Os relvados, jardins e lagos dum dos mais belos e verdes espaços da cidade, serão palco duma multiplicidade de percursos destinados a todos aqueles que, individualmente ou em grupo, queriam aceitar o desafio duma prova de Orientação. Modalidade vocacionada para pessoas com mobilidade reduzida, a Orientação de Precisão volta a ter aqui um dos seus pontos altos, com a disputa da 5ª etapa do II Circuito “Todos Diferentes, Todos Iguais” e, simultaneamente, da 2ª etapa da Taça de Portugal 2012. Como vem sendo habitual, haverá ainda lugar a um percurso de demonstração de Atividade de Orientação Adaptada, vocacionado para pessoas portadoras de Deficiência Intelectual.

Mas porquê o Palácio de Cristal? Para Fernando Costa, um dos grandes responsáveis por todo este trabalho, “é o regresso lógico, cinco anos depois, a um espaço emblemático da cidade do Porto e o retomar dum novo ciclo, depois de termos feito provas em todos os espaço verdes da cidade. Mas também a oportunidade de aproveitarmos um mapa que existe, numa altura em que se anunciam grandes obras de remodelação do edifício e dos espaços envolventes.” Bonito, interessante e desafiante são alguns dos adjectivos com que Fernando Costa “brinda” o espaço onde terá lugar a primeira das sete provas, “um espaço que caiu um bocadinho em desuso mas que merece ser mais visitado”.


Percurso permanente, a razão de ser dum mapa

O Justlog Park Race dá o pontapé de saída na 8ª edição do Troféu de Orientação do Porto, cuja segunda etapa terá lugar no dia seguinte, 15 de Abril, à descoberta do Centro Histórico da Cidade do Porto. O O’Porto Urban Race 1 marca o arranque do recém-criado Circuito Nacional Urbano 2012 e destina-se a todos os públicos, com escalões Abertos (qualquer idade ou sexo, individualmente ou em grupo), 4 classes de Formação e 26 classes de Competição.

Resultado dum “longo namoro” com a autarquia portuense, o O' Porto Urban Race é, para Fernando Costa, “uma prova num mapa muito interessante, numa zona com o peso enorme de ser Património Mundial”. Mas pode ser mais do que isso: “Temos um projecto de fazer aqui um percurso permanente de carácter urbano e essa é, objectivamente, a razão de ser deste mapa. Para além dos vários percursos temáticos já existentes, pretende-se criar um percurso de Orientação ao encontro de quinze monumentos históricos da cidade”. O futuro é uma incógnita mas, para aquele responsável, “se tudo correr bem, pode acontecer como em Londres, com as coisas a começarem num bairro e depois o mapa foi alastrando e hoje já cobre a cidade toda”.


Uma estreia absoluta na Maia

Ainda não se desvaneceram as emoções da dupla jornada e já um fim de semana se configura “ao virar da página”, com duas novas propostas com tanto de emotivo como de desafiante. O dia 21 de Abril promete transformar-se em mais uma data de referência para o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, porquanto o município da Maia irá receber pela primeira vez na sua história uma prova de Orientação. O Parque de Avioso – S. Pedro oferece os seus magníficos espaços verdes à realização do I Troféu de Orientação da Maia, com percursos ao gosto e ao ritmo de cada um, podendo participar individualmente ou em grupo. O evento integra a terceira etapa do Ranking Regional Norte do Desporto Escolar, preparando-se para receber 600 alunos de quatro dezenas de estabelecimentos de ensino. Para além disso, a Actividade de Orientação Adaptada abre-se de novo às pessoas com Deficiência Intelectual e, muito especialmente neste caso, aos alunos com Necessidades Educativas Especiais.

Espaço natural de treino de muitos dos atletas do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, a Maia era, até há bem pouco tempo, o único município que tinha indeferido projectos do clube. Daí que a viabilização deste I Troféu de Orientação da Maia seja entendida por Fernando Costa como “uma batalha ganha”. Falando do Parque de Avioso – S. Pedro, refere tratar-se dum espaço com “uma área bastante boa, embora com alguma vegetação um pouco agreste, o que inibe a utilização plena dos 30 hectares do Parque.” Também aqui, a implementação dum percurso permanente está em cima da mesa e as perspectivas para a sua concretização parecem ser excelentes: “Da forma como as coisas estão a correr, se calhar a Maia ainda vai bater o Porto e ter mais cedo um percurso permanente”, diz Fernando Costa.


Orientação “em casa”

No dia 22 de Abril terá lugar a 3ª edição do Troféu de Orientação Sálvio Nora, ainda e sempre no Parque do Carriçal, na Senhora da Hora. Oportunidade para, uma vez mais, o clube prestar homenagem a um dos seus, “um homem muito estimado, um exemplo para todos nós”. A Orientação de Precisão volta a merecer uma atenção especial, com a disputa da 6ª e penúltima etapa do II Circuito “Todos Diferentes, Todos Iguais”, este ano de mãos dadas com essa inovação chamada Atividade de Orientação Adaptada e que aqui terá mais um percurso de demonstração.

A propósito do evento, Fernando Costa lembra ser este o quarto ano consecutivo que aquele espaço recebe uma prova de Orientação de Precisão e “temos sempre algum orgulho neste género de inciativas onde, afinal de contas, fomos um bocado pioneiros”. Admitindo que estas iniciativas paralelas “sobrecarregam um bocadinho as provas”, aquele responsável não deixa de reconhecer que “é gratificante ver que a nossa insistência na Orientação de Precisão, com a criação do Circuito, teve sucesso e daqui nasceu a Taça de Portugal. Foram passos importantes e que demonstram claramente que, das pequenas coisas, é que nascem as grandes coisas.” E faz um voto: “Espero que esta dinâmica alastre a outros clubes, porque a força da modalidade só pode fazer-se com a intervenção de todos e não apenas de alguns.”


A grande festa do Desporto Adaptado

O dia 05 de Maio traz com ele a etapa final do II Circuito de Orientação de Precisão “Todos Diferentes, Todos Iguais”, agendada para o Hospital da Prelada e para os espaços contíguos. Preparada que está uma grande festa do Desporto Adaptado, o II Open do Hospital da Prelada trará com ele algumas novidades bem interessantes e que em muito contribuirão para a valorização da modalidade. O evento inscreve-se na Taça de Portugal de Orientação de Precisão e representa, em si mesmo, uma homenagem ao esforço, dedicação e pioneirismo do Núcleo de Desporto Adaptado do Serviço de Medicina Física e de Reabilitação do Hospital da Prelada.

Fernando Costa enaltece a persistência e o empenho dos responsáveis do Núcleo, salientando que “todas as associações devem desempenhar um papel social na área onde estão inseridas, pois só assim é que têm razão de existir.” Este é o principal motivo pelo qual o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos vem associando o seu nome a este tipo de iniciativas, considerando ser “fundamental nesta altura colaborar com o Hospital, a cujo envolvimento se deve certamente a actual dinâmica da Orientação de Precisão em Portugal, pelo menos como a reconhecemos”.


Regresso ao “Património da Humanidade”

O sábado seguinte, dia 12 de Maio, é um dia especial, nele se festejando, pela quarta vez no nosso País, o Dia Nacional da Orientação. Os desafios de mapa e bússola na mão regressam ao Centro Histórico para a realização do O' Porto Turístico - Dia Nacional da Orientação, a derradeira etapa do 8º troféu de Orientação do Porto. À semelhança das inúmeras iniciativas que, neste dia, irão varrer o país de Norte a Sul, também aqui o grande objectivo será o de divulgar a modalidade, convidando as pessoas para, informalmente, se aventurarem à descoberta dum Porto diferente.

O Inatel quer aproveitar esse dia para levar a efeito uma atividade integrada no Ano Europeu do Envelhecimento Activo e da Solidariedade entre Gerações 2012 e este pode ser um bom motivo para chamar ali um número de pessoas muito interessante”, afirma com optimismo Fernando Costa, garantindo que “os participantes vão ficar surpreendidos, uma vez que, com um mapa de Orientação na mão, vão descobrir um Porto muito diferente”.


Ponto final em Marvão

Ponto alto desta autêntica maratona de provas, a sexta edição do Norte Alentejano O' Meeting encerra sete semanas intensas de Orientação. Depois de Nisa, Castelo de Vide, Alter do Chão, Crato e Portalegre, será a vez de Marvão abrir as suas portas ao grande evento, com a disputa de dois dos mais importantes troféus da temporada: Os Campeonatos Nacionais de Sprint e de Distância Média. A competição de Sprint terá lugar no dia 02 de Junho, com a realização duma primeira manga na Herdade do Pereiro, numa zona de floresta, e a decisiva manga a ter lugar no espaço urbano da vila de Marvão. No dia seguinte, as atenções voltam-se para o Vale de Rodão, em pleno Parque Natural da Serra de S. Mamede, para a disputa dos títulos nacionais de Distância Média.

Numa altura em que os preparativos não se encontram tão adiantados quanto seria desejável, Fernando Costa esclarece que “esta é a prova que até hoje mais dores de cabeça tem acarretado ao clube em termos de organização e, curiosamente, foi aquela que começou mais cedo a ser preparada.” Com os mapas da prova de Distância Média concluídos há seis meses, a verdade é que as coisas complicaram-se com os proprietários dos terrenos e houve a necessidade de alterar por completo os planos.” Hoje, o mapa de Distância Média ainda não está iniciado, mas “apesar duma fase final acelerada, esperamos que corra tudo bem e que as pessoas gostem daquilo que temos preparado para elas.”

Tudo para conferir em http://www.gd4caminhos.com/pt/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO