terça-feira, 31 de janeiro de 2012

OS VERDES ANOS: LÍGIA MACHADO




Olá,

Sou a Lígia Machado, tenho 16 anos, vivo no Entroncamento e frequento o 11º Ano de Ciências Sócio-Económicas na Escola Secundária c/ 3º Ciclo do Entroncamento.

Tive conhecimento da Orientação através do meu pai (Manuel Machado), pois ele já praticava este desporto e incentivou-me a experimentar. A minha primeira prova foi em 2003, na ilha da Madeira, pois vivia lá, onde eu e mais uma amiga ficámos em 1º lugar. Fiquei tão contente, pois foi a minha primeira medalha!

Em 2007, quando entrei para o 7º Ano, decidi entrar para a Orientação no Desporto Escolar, onde comecei por fazer várias provas a nível local e regional. Com a ajuda dos meus professores de Orientação, Leonor Luz e Carlos Rabaça, consegui obter bons resultados. Decidi federar-me em 2008, no meu atual clube, o CLAC, que é uma segunda família para mim, pois encontrei ali grandes amigos com o mesmo gosto que eu pela Orientação. Obtive alguns pódios individualmente e alguns em equipa (no Desporto Escolar), onde conseguimos sempre ir ao pódio nos Regionais, exceto o ano passado pois não conseguimos formar equipa por falta de elementos.

Para mim a Orientação é um desporto muito diferente de todos os outros, pela positiva, claro. Na Orientação nunca se sabe o que nos espera, uma prova é sempre um novo desafio. Através dela conhecemos melhor o nosso país, juntando o útil ao agradável, praticando desporto e conhecendo novos locais. Nas provas fiz grandes amizades, o que torna este desporto ainda mais divertido!

Tento compatibilizar ao máximo a Orientação com os estudos, o que por vezes é difícil, mas quase nunca abdico de ir a uma prova para estudar, tenho de saber gerir o meu tempo e conciliar as duas coisas.

Na Orientação tenho como objetivos evoluir mais a minha técnica e a minha condição física. Quanto à minha vida profissional, apesar de me encontrar no 11º Ano, ainda não decidi bem ao certo o que quero seguir no Ensino Superior, mas estou mais inclinada para o curso de Economia ou de Ciências da Comunicação.

Gostava de agradecer ao meu pai, por ter sido ele quem me levou a conhecer este desporto e por me incentivar a continuar e a nunca desistir. Claro que se não fosse também o apoio dos professores Leonor Luz e Carlos Rabaça, e de todos os elementos do CLAC, nada seria possível.

Deixo aqui o convite a todas as pessoas que ainda não experimentaram este desporto, que o façam, pois vão ficar com vontade de fazer cada vez mais. Além disso, é um desporto para toda a família, para todas as idades, e em contacto com a Natureza! Existe algo mais perfeito?


Lígia Machado
CLAC – Clube de Lazer, Aventura e Competição
Fed 4694

[Foto gentilmente cedida por Luís Sérgio]

PORTUGAL O' MEETING 2012: FALTAM 18 DIAS!




O PORTUGAL O’ MEETING

Ainda que a título de demonstração, a Actividade de Orientação Adaptada fará a sua estreia no Portugal O’ Meeting na tarde do próximo dia 19 de Fevereiro, paralelamente à prova de Orientação de Precisão. A Actividade de Orientação Adaptada pretende ser entendida como uma disciplina da Orientação, particularmente vocacionada para grupos específicos e onde se incluem a deficiência intelectual e as crianças em idade pré-escolar. Um mapa, um percurso, um espaço natural de liberdade e uma mão cheia de desafios, é esta a essência dum “jogo” que se desenrola ao longo dum número variável de pontos assinalados num mapa e materializados no terreno por balizas que devem ser visitadas de forma sequencial. Tal como na Orientação de Precisão, o itinerário desenrola-se ao longo de trilhos e caminhos e o vencedor não é aquele que completa o seu percurso de forma adequada e no mais curto espaço de tempo. A importância do factor tempo é relegada para um plano secundário, pedindo-se a cada participante que faça apenas a correlação entre aquilo que se encontra descrito no mapa e o que está depois materializado no terreno, sob a forma de sequência de cores. As respostas são assinaladas por meio de picotador em cartão fornecido a cada participante antes de iniciar a sua prova. No final, vence aquele que obtiver o maior número de respostas correctas.


A REGIÃO

Palco da prova de demonstração da Actividade de Orientação Adaptada, o Parque Aquilino Ribeiro é um dos pulmões da cidade de Viseu onde pululam, há séculos, grandes árvores e outras espécies vegetais, testemunhos do tempo em que aquele espaço pertenceu a uma quinta medieval e à cerca de um convento. O Parque Aquilino Ribeiro corresponde a uma parcela da antiga cerca do Convento de Santo António dos Capuchus, que fizera parte da medieval " Quinta de Mançorim". Em 1834 o convento de Santo António dos Capuchos deixa de estar instalado neste local, e logo o edifício e a cerca são requisitados para os mais diversos serviços e utilizações. Já no século passado, em 1955, o edifício é demolido para permitir a abertura da hoje Avenida 25 de Abril. Desde então, a cidade de Viseu passou a dispor de um espaço verde público de grande beleza designado até 1974 como Parque da Cidade. A designação actual - Parque Aquilino Ribeiro - é com certeza a homenagem merecida do povo da beira ao grande beirão Aquilino Ribeiro. Este parque é uma área citadina com razoável biodiversidade, com a vantagem de terem ali sido plantadas algumas árvores e arbustos autóctones. O destaque vai para alguns exemplares de carvalho alvarinho e pedamarro, mandados plantar em 1641 por Frei Gregório de Jesus, e para a adelfeira de loendro, um arbusto de flores muito vistosas e muito raro em Portugal, sendo Viseu a única cidade do país que tem esta planta cultivada como ornamental nas artérias citadinas, jardins e parques públicos.


A FIGURA

A Associação Portuguesa de Pais e Amigos do Cidadão Deficiente Mental de, tem como actividade principal a promoção do bem estar do cidadão com deficiência mental, multi-deficiência e jovens em risco. Os objectivos da sua intervenção pressupõem a educação, reabilitação, formação e integração sócio profissional. Foi fundada em Viseu no dia 01 de Dezembro de 1976. Com âmbito regional de intervenção, esta Instituição dá resposta a todo o Distrito de Viseu e nesse sentido tem vindo a reforçar-se em meios técnicos, humanos e materiais, dispondo hoje de um conjunto de infra-estruturas e equipamentos, que permitem melhorar a qualidade da sua intervenção e assim melhorar as respostas às inúmeras solicitações da comunidade, prestando um serviço de elevada qualidade nas áreas em que se encontra vocacionada. Presentemente, esta Instituição dá atendimento a cerca de 200 pessoas. A sua ligação ao Portugal O’ Meeting 2012 dá-se pela vertente de Actividade de Orientação Adaptada, à qual a APPACDM – Viseu empresta a sua colaboração.


A TÍTULO DE CURIOSIDADE

A primeira prova de Actividade de Orientação Adaptada levada a cabo no nosso país teve lugar no Parque da Cidade do Porto, no dia 14 de Outubro de 2011. A iniciativa pertenceu ao Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos e contou desde logo com o apoio da ANDDI – Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Intelectual. Depois disso, foi possível assistir a outras provas de demonstração levadas a cabo na Marinha Grande, Vila do Conde, Vieira do Minho e Matosinhos, envolvendo até ao momento um total aproximado de quatrocentos participantes, em representação de uma dezena de instituições ligadas à problemática da Deficiência Intelectual. A Actividade de Orientação Adaptada chega agora a Viseu, fazendo a sua estreia na mais emblemática prova portuguesa.

Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

PORTUGAL O' MEETING 2012: FALTAM 19 DIAS!



Esgotado o primeiro prazo de inscrições, o Portugal O' Meeting 2012 entra na contagem decrescente em velocidade de cruzeiro. Os valores em presença dão garantias dum evento de enorme qualidade. A expectativa está agora em saber se a mágica barreira dos dois milhares de participantes será finalmente vencida.


Terminou à meia-noite de ontem o primeiro prazo de inscrições para o Portugal O' Meeting 2012 e os números aí estão, soberanos, a indicar que esta décima sétima edição do evento poderá vir a ser a mais participada de sempre. Estão inscritos até ao momento um total de 1608 atletas, dos quais 1084 estrangeiros, em representação de 317 clubes. Portugal regista, naturalmente, o maior número de inscritos (524), mas países como a Finlândia, a Suécia, a Suiça ou a Noruega apresentam-se igualmente em força, com mais de uma centena de participantes cada.

O escalão de Elite Masculina é aquele que regista até ao momento o maior volume de inscritos (224), um número ainda assim algo distante dos 279 registados na 15ª edição do POM, levada a cabo na Figueira da Foz. O número de atletas inscritos na Elite Feminina é precisamente metade dos verificados no sector masculino e, aqui sim, regista-se um novo máximo absoluto neste escalão.


Thierry Georgiou, a grande figura

Lançando um olhar pelos valores em presença, o grande destaque vai para o líder do ranking mundial masculino, o francês Thierry Gueorgiou. Apesar de estarmos numa fase muito precoce da preparação para a temporada que acaba de entrar, Gueorgiou revela já um excelente momento de forma e é o grande candidato à vitória neste POM. Pela frente vai defrontar-se com nomes como os de Daniel Hubmann, Baptiste Rollier ou Mathias Muller, todos da Suiça, o norueguês Olav Lundanes ou o vencedor do POM 2011, o ucraniano Oleksandr Kratov. Embora não tenham efectivado a sua inscrição até ao momento, a organização garante a presença dos franceses Philippe Adamski e François Gonon (que com Thierry Gueorgiou deram à França o título de Campeã do Mundo de Estafeta no ano transacto), elevando para oito o número de atletas presentes nesta edição do POM e que integram o top 10-mundial.

No sector feminino, a luta pela vitória no POM promete ser mais aberta. A grande estrela do evento vem da Suécia, é nº 2 do ranking mundial e chama-se Annika Billstam. Mas o despique directo com a sua compatriota Lena Eliasson, a dinamarquesa Maja Alma, a checa Eva Jurenikova ou as suiças Rahel Friedrich, Judith Wyder e Ines Brodmann promete ser aceso e de desfecho imprevisível. De notar ainda a presença da dinamarquesa Ida Bobach, Vice-Campeã do Mundo de Distância Média, e de Simone Niggli (Suiça), a melhor orientistas de todos os tempos e vencedora do POM por três vezes, aqui no regresso à competição após paragem prolongada.


Programa para todos os gostos

O Portugal O' Meeting 2012 é uma organização conjunta do Clube de Orientação de Estarreja e do Clube de Orientação de Viseu-Natura e terá lugar de 18 a 21 de Fevereiro, nos municípios de Viseu e Sátão. Os quatro dias de competição distribuem-se por provas de Distância Longa (primeiro e quarto dias) e de Distância Média (segundo e terceiro dias), com a particularidade da prova do terceiro dia ser pontuável para o ranking mundial da modalidade. Na noite do primeiro dia, o centro urbano de Viseu irá animar-se com um sempre espectacular Sprint Noturno, enquanto a tarde do segundo dia será dedicada ao Desporto Adaptado, com a disputa da etapa inaugural da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2012 - disciplina particularmente vocacionada para pessoas com mobilidade reduzida –, a ter lugar no Parque do Fontelo, e com uma prova de demonstração de Actividade de Orientação Adaptada, destinada a pessoas portadoras de deficiência intelectual, que decorrerá no Parque Aquilino Ribeiro. Está ainda agendada para o terceiro dia do POM 2012 uma palestra aberta a todos os interessados, versando o treino físico e mental e levada a cabo pelos seleccionadores nacionais da Suiça e da França, Matthias Niggli e Kenneth Buch, respectivamente.

Mas a importância do Portugal O' Meeting 2012 não se resume aos vectores competitivos. Contas feitas, “um evento desta natureza permitirá injectar na economia nacional um valor superior a 1,5 milhões de euros”, de acordo com as palavras de António Amador, Director do Evento. A capacidade hoteleira da região regista taxas próximas dos 100% e toda a economia local, da restauração ao pequeno comércio, sentem um forte impulso graças à realização deste evento.

Saiba tudo sobre o Portugal O' Meeting 2012 em http://www.pom.pt/pt/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

domingo, 29 de janeiro de 2012

PORTUGAL O' MEETING 2012: FALTAM 20 DIAS!




O PORTUGAL O' MEETING

Sendo o Portugal O' Meeting o mais importante evento de carácter regular que tem lugar no nosso País, natural será que as atenções se virem para a sua promoção e divulgação. Neste particular capítulo, a organização da presente edição do Portugal O' Meeting tem vindo a desenvolver um trabalho exemplar, na sequência daquilo que tem sido o esforço de mediatização das anteriores edições, sobretudo a partir de 2007. O trabalho de divulgação do POM 2012 arrancou imediatamente após a anterior edição do evento, colocando-se desde logo um enorme esforço na sua promoção, duma forma personalizada, junto das grandes provas internacionais. Por cá, a criação do domínio pom.pt na Internet fez com que o lançamento do site se atrasasse substancialmente, mas as vantagens são enormes em termos de futuro. As organizações passam a contar com uma página criada de raíz e que irá aglutinar toda a informação de ora em diante, tornando mais fácil e prática a consulta de qualquer elemento relacionado com o evento. Outro aspecto fundamental para a divulgação da imagem do evento prende-se com a parceria levada a cabo com a Orievents e patrocinada pelas Tintas Sotinco. Os resultados não param de se fazer sentir, são cada vez em maior número os Órgãos de Comunicação Social com expressão nacional que dedicam algum do seu espaço ao evento e a informação mais recente dá conta que o Jornal A Bola será, pelo segundo ano consecutivo, “Jornal Oficial do POM”.


A REGIÃO

A cidade de Viseu tem uma televisão regional, a Dão TV, um espaço caracterizado pela ligação entre o audiovisual e o escrito. O site, com a sua página de notícias escritas, valoriza as chamadas “notícias de última hora”, acompanhando o ritmo alucinante da informação. A Dão TV é o primeiro site da região da Beira Alta que recorre ao suporte audiovisual para promover a divulgação de notícias regulares, opiniões e ideias num mundo cada vez mais globalizado, onde os modelos tradicionais de informação já não conseguem corresponder às necessidades existentes. Trabalhando para a consolidação de um jornalismo explicativo, a Dão TV tem como regra geral o rigor: é preciso cruzar sempre as informações e confirmá-las, ouvindo as várias partes envolvidas.


A FIGURA

Franclim Sá é uma das figuras de proa do Clube de Orientação de Estarreja e a sua contribuição no sector da Comunicação e Imagem tem sido particularmente importante na evolução da modalidade. A ele se deve o desenvolvimento e implementação do Ori-Live, um serviço/sistema informático distribuído e modular, abrangendo software e hardware, destinado ao rastreio e cobertura em tempo-real e ao vivo de acontecimentos desportivos, nomeadamente na área da Orientação. Desde a captura de tempos intermédios e finais até à sua disponibilização para comentário ou multimédia, passando pelo seu transporte e análise, o Ori-Live cobre todos as áreas do rastreio, cobertura e mediatização da competição. O objectivo deste sistema é servir as organizações de eventos de Orientação de um sistema de acompanhamento que permita fornecer ao público e atletas uma perspectiva em tempo real da competição e da performance dos corredores que se desenrola e disputa em cada momento. Permite também a apresentação de uma maior quantidade e de uma maior riqueza das informações relativas à competição e de uma maior aproximação com os atletas em prova. No limite, o Ori-Live representa uma mudança na forma de assistir a uma corrida de Orientação, oferecendo a possibilidade de acompanhar em tempo real os percursos dos atletas em prova. O Ori-Live marcará presença no Portugal O' Meeting 2012.


A TÍTULO DE CURIOSIDADE

A Bola faz hoje 67 anos. O jornal desportivo mais lido do País foi fundado a 29 de janeiro de 1945, em Lisboa, por Cândido de Oliveira, Ribeiro dos Reis e Vicente de Melo. A ideia nasceu à mesa de um café de Lisboa, numa altura em que a II Guerra Mundial estava perto do fim e renascia o interesse pelo desporto. O primeiro número, sob a direção de Álvaro Andrade, foi elaborado por um grupo de amigos do jornalismo desportivo e teve uma grande aceitação por parte do público, tendo esgotado a sua edição. De início, o jornal era editado às segundas e sextas-feiras, mas depois optou-se por trocar a sexta pela quinta-feira. Cerca de um ano após o lançamento, A Bola teve a edição suspensa durante pouco menos de um mês, entre 25 de março e 19 de abril de 1946, porque a Comissão de Censura não gostou da maneira como foi tratada uma seleção inglesa de futebol. Em julho de 1950, A Bola passou a ser um jornal trissemanário dado o interesse manifestado pelos leitores, especialmente a partir do momento em que a equipa de futebol do Benfica venceu a Taça Latina. O sábado foi o terceiro dia escolhido para a publicação do jornal. Esta fórmula manteve-se durante quase 39 anos até que, em março de 1989, se passou a publicar também ao domingo. Esta quarta edição semanal surgiu pela necessidade de dar mais destaque às modalidades de alta competição, uma vez que, por essa altura, houve várias conquistas internacionais de corredores portugueses a nível de atletismo. Entretanto, nesta altura, o jornal já era impresso em offset, tendo posto de parte o chumbo por imposição da administração do Diário Popular, quotidiano de Lisboa onde era composto e impresso. O ano de 1992 ficou marcado pela introdução da cor na primeira e última páginas. Mas a maior transformação deu-se em fevereiro de 1995, quando A Bola passou a ser um jornal diário, ao mesmo tempo que trocava o grande formato pelo tabloide, de modo a poder ser lido com mais comodidade. Em janeiro de 2000, as edições diárias de A Bola passaram a estar também disponíveis na Internet. A Bola é o jornal oficial do Portugal O' Meeting 2012.

Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sábado, 28 de janeiro de 2012

RUI ANTUNES: "FAZER UM MAPA É COMO PINTAR UM QUADRO SOBRE UMA TELA"




Rui Manuel Vieira Antunes é um dos mais conceituados cartógrafos portugueses da atualidade. O seu primeiro mapa, inteiramente desenhado à mão, surgiu em 1982 e foi utilizado nos Campeonatos da Força Aérea desse ano. Desde então desenhou um total de 125 mapas, verdadeiros “estádios” onde se desenrolaram Campeonatos Nacionais, Campeonatos Ibéricos, provas pontuáveis para o ranking mundial e mesmo Campeonatos do Mundo. Mais recentemente, o seu mapa e traçado de percursos do Portugal O' Meeting 2010, em Quiaios, recebeu uma distinção da comunidade internacional que o classificou na quarta posição entre os melhores do Mundo. Foi com esta figura incomparável que o Orientovar teve o privilégio de falar, aqui se reproduzindo o conteúdo duma conversa apaixonada e apaixonante.


Orientovar - Esteve nas Baleares até ao passado dia 20 de Dezembro, deu uma saltada a Portugal para passar a quadra natalícia e acredito que está já de malas aviadas para um novo trabalho além fronteiras. O “mercado” português esgota-se com facilidade quando temos muitos e bons cartógrafos ou as razões para a grande maioria do seu trabalho se desenvolver fora do país vão para além disso?

Rui Antunes - Em primeiro Lugar, quero mais uma vez agradecer ao amigo Margarido o excelente contributo que tem dado para a divulgação e dinamização da nossa modalidade, principalmente em Portugal mas também em Espanha e nos países da América Latina. Quero também agradecer-lhe este convite e, se me permite, fazer um apelo a todas as pessoas que achem que podem acrescentar algo no sentido de enaltecer, divulgar ou projetar a Orientação, para que não hesitem em aceder aos desafios que lhes forem feitos pelo Orientovar.

Respondendo à sua questão, estive de facto no final do ano passado, pela primeira vez, nas Baleares, acompanhado por outro cartógrafo português, José Batista. Elaborámos um mapa com 5,8 km2 de área e, por vontade da entidade que me contratou, até teríamos feito mais, não fosse a necessidade de regressarmos para passar o Natal no nosso país. Neste momento, posso dizer que já recusei um trabalho para o início deste ano por falta de tempo e também de oportunidade. Felizmente, todos os anos me tem acontecido recusar dois, três ou mais trabalhos que poderia noutras circunstancias direcionar para outros colegas portugueses se o tipo de concorrência, cooperação, solidariedade e relacionamento fossem diferentes. Infelizmente, neste pequeno mundo não tenho notado da parte de alguns dos meus colegas qualquer vontade de colaboração. Assim sendo, torna-se difícil tentar compartilhar o que quer que seja. Eu já mostrei abertura para o diálogo e possíveis concertações.

Bem, é verdade que, na minha opinião, o mercado português é pequeno. E é de tal forma pequeno que, nas condições dos últimos anos e atuais, apenas se tem visto um (dois) cartógrafos que curiosamente - e como consta nos registos - apenas trabalham (??) em cartografia aos fins de semana e férias, com volume de trabalho suficiente para sobreviverem da Cartografia em Portugal. Também é verdade que temos alguns bons cartógrafos que na minha opinião cabem numa mão e que são perfeitamente suficientes para o nosso micro-mercado, mas também não é menos verdade que existe um ou outro que não sendo em nada superiores a estes que referi, tem conseguido sobreviver em condições de injustiça que eu só vejo possível em Portugal. Eu, sempre que posso, tenho dado conta da minha revolta e indignação em relação a determinadas situações e enquanto achar que algo de injusto se passa nesta ou noutras áreas, manterei sempre a mesma postura. Mais uma vez e, como sempre, reforço que trabalhando eu praticamente apenas fora de Portugal e porque talvez seja o menos afetado por essas situações, fosse mais simpático para mim passar ao lado. Mas não é essa a minha forma de estar e não será por isso que abdicarei de dar ou mudarei a minha opinião.

Realmente em Portugal está quase generalizado que cada clube tem o seu cartógrafo, umas vezes pela sua qualidade e outras também talvez por comodidade, na medida em que praticamente em todos esses casos o Cartógrafo é também o Traçador de Percursos o que em boa verdade é uma grande mais valia para esses clubes. Eu por mim falo, dado que aparentemente nesse aspeto talvez tenha também sido privilegiado pelo meu clube. Pela informação que tenho recebido da Direcção, a escolha sobre mim tem sido baseada na qualidade dos meus trabalhos e isso dá-me imensa satisfação. Também é certo que faço todos os planeamentos de percursos, mas isso já eu fazia antes de ser cartógrafo, assim como também fiz o planeamento dos percursos de todas as finais do WMOC voluntariamente e com todo o gosto.

Mesmo assim, penso que se houvesse um rigoroso controlo de qualidade sobre os nossos mapas (o que realmente nunca houve), acho que, inevitavelmente, alguns clubes teriam de se virar para outras direções sob pena de se estarem a prejudicar a si próprios e à modalidade. Para além disso, parece-me que, inexplicavelmente - e mesmo com todos os meios de informação existentes -, ainda restam alguns clubes que não tendo um cartógrafo específico se deixam embalar pela “palmadinha nas costas”, esquecendo-se que a decisão para a elaboração dum mapa é talvez o investimento mais caro na Orientação e não deve portanto ser tomada de ânimo leve. Há ainda outros clubes que se deixam iludir por diferenças iniciais nas propostas apresentadas, optando sempre pela mais barata, e o que acontece em muitos casos é que o valor final que acabam por pagar é muito superior ao proposto. Eu quando compro um artigo através da net, antes de tomar a decisão final procuro acima de tudo saber com quem estou a lidar e isso pode fazer toda a diferença.

Para verem a minha forma de estar vou contar aqui um episódio que se passou no meu clube: Um belo dia, quando se discutia a elaboração de mais um mapa para o COC, um elemento da Direcção sugeriu que eu deveria fazer um preço ainda mais em conta porque era para o meu clube e do qual eu era e sou membro da Direcção. Eu respondi de imediato com uma contraproposta. Que procurassem um outro cartógrafo que eu do meu bolso pagaria € 25,00 por quilómetro só para já não ter de fazer esse mapa. Recordo que isto se passou há alguns anos, altura em que estes € 25,00 já eram uma percentagem simpática do preço por km2.

Assim, quando decidi iniciar a minha atividade fora do meu país, foi com dois objectivos bem definidos. Desde logo, alargar os meus conhecimentos no contacto com outros terrenos, outros cartógrafos, outras formas de trabalhar e outras mentalidades, enriquecendo-me a mim e obviamente ao meu currículo. E por outro lado, procurar outros mercados dado a constatação de que apenas aqui e nas condições (desiguais) que atrás referi superficialmente, seria impossível sobreviver da cartografia. Há cerca de 30 anos que trabalho por conta própria e a concorrência, desde que leal, sempre me afectou, mas positivamente. Com a outra é-me impossível conviver.


Todos os trabalhos que faço têm um significado muito especial para mim

Orientovar - Sem ser exaustivo, pedia-lhe que me desse uma visão daquilo que foi o o ano de 2011 e quais os trabalhos que mais o marcaram.

Rui Antunes - Felizmente, o ano de 2011 revelou-se muito positivo para mim ao nível da minha actividade profissional. Tive oportunidade de elaborar mapas em Espanha (quatro), sendo que em dois deles se disputaram os Campeonatos da Catalunha de Média e Longa Distância e em outros dois se disputaram os Campeonatos da Andaluzia de Longa Distância e Sprint. Elaborei também alguns mapas em França (oito) quatro deles na díficil mas espetacular floresta de Fontainebleau. Fiz ainda um mapa no Canadá (Nova Escócia). numa zona deslumbrante. E finalmente desenhei dois pequenos mapas em Portugal.

Todos os trabalhos que faço têm um significado muito especial para mim. Fazer um mapa é como pintar um quadro sobre uma tela. Tudo é original e único. Ainda hoje, tal como no primeiro dia, sinto uma enorme ansiedade quando, depois de andar um dia inteiro a deambular pelo terreno, chega a noite e o momento de passar tudo para o computador. Não consigo explicar o que sinto, mas é uma sensação muito boa. Por isso mesmo, todos os trabalhos me deram realmente um enorme prazer. Desde aqueles terrenos fabulosos e únicos, semeados de rochedos de todos os tamanhos e formas que são as florestas de Fontainebleau, passando pelas encostas da Catalunha, até a todos os outros fantásticos terrenos. Não posso no entanto, deixar de realçar o mapa de Wentworth Valley que realizei em Agosto, no Canadá. Porque é um terreno para mim excelente e diferente de todos os outros que conhecia e também porque foi o meu primeiro mapa fora do Continente Europeu.

Gostaria de referir também um mapa que em conjunto com outro cartógrafo, realizei em 2010 na Áustria em Forstsee,(região de Carintia). Terrenos como só tinha visto na Suécia e Noruega e um trabalho que me deu um prazer indescritível. Outra curiosidade neste trabalho foi a minha estupefação quando, no final, estava a fazer os custos junto do responsável pelo contrato e ao apresentar-lhos, ele me perguntou se eu não me importava que ele me pagasse mais € 100,00 por km2. Parece impossível nos dias de hoje, mas aconteceu em 2010.


O meu maior sonho era poder exercer a minha actividade de forma completamente gratuita

Orientovar - Está a concluir o traçado dos percursos do XIII Meeting de Orientação do Centro e a colocar já algumas das atenções no mapa do XIV MOC 2013, ambos eventos pontuáveis para o “ranking” mundial, mas aquilo que eu lhe perguntava tem a ver com esta dupla actividade de cartógrafo e de traçador de percursos. Como é que as encaixa? Quando está a cartografar está já a “colocar pontos” duma forma imaginária, mesmo sabendo de antemão que não irá ser o traçador em muitos casos específicos.

Rui Antunes - É muito fácil conciliar estas duas actividades, principalmente para quem, como eu, acima de tudo ama a Orientação e a Cartografia, independentemente de tudo o resto. Eu sou uma pessoa que trabalha em Cartografia, sou profissional e tenho que ser pago, apenas e só porque subsisto desta actividade. Tenho dito a pessoas, tanto aqui como lá fora, e reafirmo, que o meu maior sonho era poder exercer a minha actividade de forma completamente gratuita. Infelizmente isso não me é possível.

Claro que eu penso que qualquer cartógrafo, quando está a elaborar um mapa, tem como uma das suas prioridades principais encontrar muitos e bons desafios para os seus utilizadores. Realmente quando vejo uma forma de terreno mais interessante, uma pedra colocada numa zona desafiante ou qualquer outro objecto a pedir que lá seja colocado um ponto de controle, fico ainda mais feliz e, inconscientemente, dou por mim a tentar esmerar-me ainda mais nessas zonas. Não é por acaso que se diz - e eu sou apologista disso mesmo - que o Traçador de Percursos tem de ser um amigo do Cartógrafo e vice-versa. Por isso, tal como refere, realmente quando estou a desenhar um mapa estou realmente a colocar pontos de controlo. E isto é de tal forma real que em inúmeras vezes penso para mim: “O Traçador de Percursos vai com toda a certeza colocar aqui um ponto”. E mais tarde, quando vou consultar os percursos depois das provas, como sempre faço, lá estão os pontos nos locais que eu previ.

Da minha parte, o planeamento dos percursos para o XIII MOC 2012 está fechado. Nos mapas ainda terei de dar mais alguns retoques, nomeadamente no de Sprint Nocturno (Marinha Grande) principalmente, devido a uma grande e inesperada quantidade de obras que estão a acontecer na Cidade mas não só. Posso-lhe dizer que, pelos meus cálculos e baseado naquilo que já vi até agora, irei fazer nesse mapa entre 300 e 400 alterações e contando toda a zona em obras como apenas uma alteração. Depois disso, não sei ainda neste momento se irei para o mapa do WRE 2013 ou se irei partir de novo (o mais provável). No entanto, e salvo qualquer imprevisto de força maior, este ano vou participar no POM e também no Campeonato do Mundo de Veteranos onde já estou inscrito há bastante tempo. É que, tal como disse, eu adoro a Orientação e necessito de viver o seu ambiente de vez em quando também do outro lado.


Por vezes a inveja atinge limites intoleráveis

Orientovar - O ano passado tivemos o grato prazer de vermos um mapa e percursos seus alcançarem o quarto lugar nas melhores provas de 2010. E em 2011? Que provas em Portugal destacaria, atendendo à qualidade dos mapas e dos percursos?

Rui Antunes – Olhe, eu sinceramente fico muito triste quando vejo que, mesmo num mundo tão pequenino como o nosso, em que todas as pessoas se conhecem e que ainda num passado não muito distante e que eu bem conheço conseguiam entre todas criar ambientes indiscritíveis de sã camaradagem, ainda haja pessoas que não conseguem disfarçar a sua inveja. Realmente, na altura, fiquei muito feliz com essa atribuição, assim como fiquei também contente com o lugar ocupado pelo mapa/percurso do GD4Caminhos e agora com um mapa/percurso do Clube de Orientação da Gafanhoeira. Só acho lamentável que apareçam sempre pessoas com suspeitas, de cada vez que nós alcançamos algo de bom, dizendo que isso só aconteceu porque houve uma votação massiva nesse mapa. Então eu pergunto a essa pessoa se também houve uma votação massiva no mapa do Gafanhoeira, por exemplo, e porque é que mesmo assim ele ficou "apenas" em 9º, ou se houve a mesma situação em relação ao Ionut Zinca. Pergunto ainda se sendo assim, não seria mais natural que fossem sempre os países com maior número de praticantes a vencer. Realmente, por vezes a inveja atinge limites intoleráveis.

Respondendo à sua questão, apenas posso dizer que no ano passado apenas realizei dois eventos de nível 1, o Meeting de Gouveia e os Campeonatos Absolutos. Sobre o que achei da qualidade dos mapas dos absolutos, já me pronunciei na devida altura. Sobre os mapas do Meeting de Gouveia, o do primeiro dia não gostei mesmo nada do mapa e achei o terreno bom e o do segundo dia achei um mapa bom num terreno normal. Portanto não escolheria qualquer destes para constar na referida lista. Quanto aos outros mapas utilizados durante a época, não me posso nem devo pronunciar por falta de conhecimento.


O tamanho dos símbolos deveria ser obrigatoriamente respeitado

Orientovar - A Comissão de Cartografia da IOF acaba de anunciar alguns dos progressos no projecto de revisão das Especificações Internacionais para Mapas de Orientação (ISOM). Qual a sua opinião nesta matéria? Que aspectos necessitam ser urgentemente revistos?

Rui Antunes - Estive a ver e a tentar perceber que tipo de alterações poderão vir a ser implementadas e, pelo menos onde consultei, não me pareceu encontrar nada de transcendente relativamente a símbolos utilizados. Pareceu-me que se preparam para alterar, se o fizerem, algumas coisas, mas ao nível da cor e impressão, as quais não fazem parte da minha área. Em relação aos símbolos, parece-me que ainda poderá haver algumas alterações a fazer, quanto ao resto, sinceramente não sei. Duma coisa eu sou apologista: O tamanho dos símbolos deveria ser obrigatoriamente respeitado e proibir-se o desenho manual de falésias e escarpas, como abundam muito lá para os países do leste e também já começam a fazer escola em alguns mapas portugueses, muitas vezes com o objetivo de encobrir o facto do símbolo criado para o efeito não caber lá. Por vezes há alterações que na minha opinião, em vez de facilitar, acabam por complicar. Veja-se o caso da criação de mais dois caminhos na Orientação em BTT. Eu pergunto: Para quê? Para criar mais dúvidas e, por conseguinte, mais confusão e reclamações?

Orientovar - Vamos assistir em breve ao arranque da Taça de Portugal de Orientação de Precisão e o Rui Antunes é um dos cartógrafos portugueses que acompanhará ao longo da semana anterior ao evento o seu colega italiano Remo Madella, na preparação e implementação da prova. Os grandes desafios que a Orientação de Precisão encerra são, nesta fase de preparação, mais dirigidos ao Cartógrafo ou ao Traçador de Percursos?

Rui Antunes - Fico bastante contente por finalmente existir também mais esta Taça no seio da Federação Portuguesa de Orientação. Sim, espero estar presente nessa semana e poder aprender o máximo possível com o Sr. Remo Madella. Parabéns e obrigado ao Joaquim Margarido e à Federação Portuguesa de Orientação por terem trazido esse senhor que nos pode, como eu espero, ensinar muito sobre esta nossa recente variante. Eu, sinceramente, mas só falo por mim, penso que os grandes desafios serão, nesta fase, mais dirigidos aos traçadores de percursos e é também nessa qualidade que eu pretendo empenhar-me no sentido de apreender o máximo possível.


Pretendo desenhar o meu primeiro mapa de Orientação de Precisão

Orientovar - Portugal tem pela frente dois desafios enormes com a realização do Campeonato da Europa de Orientação Pedestre em 2014 e com o Europeu de Orientação de Precisão na mesma altura. Quer partilhar connosco as suas opiniões sobre estes assuntos?

Rui Antunes - Relativamente ao Campeonato da Europa de Orientação Pedestre 2014, já ouvi alguns comentários em que se dizia que que o evento se irá disputar numa zona onde os terrenos não terão a qualidade desejável. Porém, quem me conhece, sabe muito bem que eu sou apologista de que em qualquer tipo de terreno é possível fazer no mínimo um bom evento de Orientação. Assim se conjuguem os dois fatores que atrás referi. Amizade/confiança entre Cartógrafo e Traçador de Percursos. Para Portugal será mais um voto de confiança por parte da IOF que nos últimos anos já se apercebeu que a nível organizativo estamos tão ou mais capazes que os melhores. Para os Cartógrafos portugueses, será mais um teste às suas capacidades e estou à vontade para garantir que, quaisquer que sejam os designados desse lote muito restrito que referi, os mesmos irão também honrar Portugal e a Cartografia portuguesa. Em relação ao Europeu de Orientação de Precisão, penso que depois do Portugal O' Meeting, com os ensinamentos adquiridos aí e complementados depois durante as duas próximas épocas, chegaremos a 2014 perfeitamente preparados para ultrapassar mais esse desafio com distinção. Tenho a certeza.

Orientovar - No plano pessoal, quais os grandes desafios que se colocam em 2012?

Rui Antunes - Estou preparado psicologicamente para um ano muito inconstante e incaracterístico. Mentalizei-me que, nesta actividade que bem conheço, nada cai do céu nem nada está garantido. Tenho consciência que num mapa com 10.000 símbolos, se colocar apenas 9.999 corretos, corro o risco de ser muito criticado. E isso apesar, de ser uma coisa que não preocupa muitos, é a minha preocupação constante. Mas espero, em todo o caso, que me sejam feitos alguns grandes desafios, tanto em Portugal como no exterior. Também pretendo desenhar o meu primeiro mapa de Orientação de Precisão e certamente irei fazê-lo.


Lembrem-se onde estávamos há quatro ou cinco anos e onde estamos agora

Orientovar - No ano que acaba de entrar, quer deixar um voto a todos os orientistas e, em particular, à Cartografia portuguesa?

Rui Antunes - Queria antes de mais saudar todos aqueles que continuam a acreditar, tal como eu, que este é o melhor desporto do mundo sem qualquer dúvida. Que todos nós aproveitemos este ano de mais austeridade ainda, para convidar um ou uma amiga para passar um fim de semana na nossa companhia num qualquer evento. Penso mesmo que esta pode ser uma excelente oportunidade para trazer mais gente para a Orientação. Que os nossos jovens, principalmente, acreditem que se trabalharem, poderão ser capazes de pelo menos aproximar-se bem mais dos melhores. Que esses mesmos jovens aprendam a ser mais tolerantes nas suas exigências que por vezes até são legítimas. Mas lembrem-se que hoje, apesar de mesmo assim serem poucas, há condições como nunca houve. Para a Cartografia portuguesa só peço uma coisa: lembrem-se onde estávamos há quatro ou cinco anos e onde estamos agora. Mas, acima de tudo, que imaginem onde poderíamos estar se houvesse mais honestidade, mais clareza, mais lealdade e mais amizade entre todos. E somos tão pequeninos e tão pouquinhos. Muito Obrigado ao Orientovar por esta oportunidade. Um Bom Ano de 2012 para todos, SEM EXCEÇÃO.

Rui Antunes
COC – Clube de Orientação do Centro


[Foto gentilmente cedida por Rui Antunes]

PORTUGAL O' MEETING 2012: FALTAM 21 DIAS!




O PORTUGAL O' MEETING

O Portugal O' Meeting 2012 trará a Portugal qualquer coisa como 1200 estrangeiros e cuja permanência média entre nós rondará os dez dias. Contas feitas, uma competição desta natureza permitirá injectar na economia nacional um valor superior a 1,5 milhões de euros. A capacidade hoteleira da região regista taxas próximas dos 100% para as datas do evento e toda a economia local, da restauração ao artesanato e ao pequeno comércio sentem um forte impulso graças à realização deste evento. Importa ainda dizer que o Portugal O' Meeting, sendo organizado de forma associativa e vivendo de apoios municipais e das inscrições dos participantes, consegue não dar prejuízo. Mas a atractividade do Portugal O' Meeting como destino dos amantes da Orientação do mundo inteiro não se confina ao evento em si, estendendo-se à realização de campos de treino. O Clube de Orientação de Estarreja há muito que explora este potencial, rentabilizando o vasto espólio em mapas de que dispõe e ajudando a gerar, também desta forma, riqueza para a região e para o país.


A REGIÃO

Viseu caracteriza-se como um centro administrativo, de comércio e de serviços. O sector agrícola ocupa apenas 2% da população activa, em especial na produção hortícola, designadamente maçã e viticultura, especialmente os vinhos maduros DOC Dão e os verdes de Lafões. Até à década de 1980, houve a extração de minério de tungsténio e quartzo na exploração mineira do Monte de Santa Luzia, para alimentação da ENU - Empresa Nacional de Urânio e dos Fornos Eléctricos de Canas de Senhorim, entretanto desactivada. O sector secundário, com uma actividade centrada em empresas de média dimensão, ocupa 16% da população. A indústria viseense produz, essencialmente, têxteis e têxteis-lar, mobiliário, metalurgia, máquinas e equipamentos industriais, agroquímicos e componentes automóveis. Importante, igualmente, a indústria da construção civil. O sector de serviços ocupa 83% da população activa. Viseu possui a sede do maior grupo empresarial do país, a Visabeira e encontram-se no distrito das maiores fábricas de Portugal, com destaque para a Martifer, empresa de grande dimensão virada para o comércio e implementação de estruturas metálicas, sendo um dos maiores fabricantes mundiais de torres eólicas.


A FIGURA

Fernando de Carvalho Ruas nasceu em Farminhão, a 15 de Janeiro de 1949.
Licenciado em Economia pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra é Presidente da Câmara Municipal de Viseu desde 1990. Preside, desde essa altura, ao Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Viseu e à Assembleia Distrital de Viseu.E membro do Bureau Executivo da Nova Organização Mundial "Cidades e Governos Locais Unidos",
Conselheiro do Comité das Regiões, nomeado pela Assembleia da República, Presidente da Mesa Permanente Luso-Espanhola e
Vice-Presidente da Mesa do Congresso do Partido Social Democrata.
Foi Deputado da Assembleia da República, eleito em Outubro de 1995 e reeleito em Outubro de 1999.
Preside à Associação Nacional de Municípios Portugueses desde Abril de 2002. A par do Sátão, será ele e o município que representa o grande anfitrião da décima sétima edição do Portugal O' Meeting.


A TÍTULO DE CURIOSIDADE

Viver o Portugal O' Meeting 2012 por dentro, quanto poderá custar? As contas foram feitas para um casal de portugueses, sem filhos e não federados, que pretende fazer o seu batismo de Orientação na mais importante prova portuguesa. Começando pelas taxas de inscrição, até ao dia 04 de Fevereiro o seu custo é de € 8,00 por etapa por cada elemento, o que perfaz € 64,00. Este valor inclui já o seguro desportivo e o aluguer do SPORTIdent; caso pretendam participar na prova de Sprint Noturno urbano, devem pensar em mais € 3,00 por pessoa, elevando o total para € 70,00. Passando à deslocação em automóvel, aqui o valor varia de acordo com a origem de cada um, mas se estivermos a falar de um casal do Porto, preparem-se € 16,23 para portagens e combustível. Já se a origem for Lisboa, então o valor quase triplica, cifrando-se em € 47,67. Passando à estadia, uma noite do Hotel Avenida (duas estrelas) poderá ficar por € 45,00, ao passo que uma noite no Hotel Grão Vasco (cinco estrelas) ascenderá aos € 70,00. Finalmente, em termos de Restauração, por um valor a rondar os € 15,00 por pessoa (já com vinho, sobremesa e café), poderá comer muitíssimo bem em restaurantes como O Cortiço, o Lagar ou Santa Luzia. Mas para os aventureiros, estas duas últimas situações (comer e dormir) podem muito bem resolver-se com dormidas no Solo Duro e almoços nas Arenas de prova. Poderá assim poupar cerca de € 250,00, com a vantagem de poder degustar as sopas da Maria Silva e privar com uma das mais aprimoradas ori-cozinheiras de Portugal. É um bocado de dinheiro? Talvez. Mas também não é todos os dias que entramos em campo lado a lado com os Messis, Xavis, Iniestas ou Cristianos Ronaldos da Orientação!

Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

DUAS OU TRÊS COISAS QUE EU SEI DELA...




1. Armando Rodrigues finalizou a primeira parte do Trabalho de Campo com vista à produção do mapa do Parque da Prelada, local onde irá decorrer o II Open de Orientação de Precisão daquela instituição de saúde. Para o cartógrafo, “foi um trabalho simples, já que o mapa tem uma boa rede de caminhos e um enorme conjunto de elementos característicos de fácil representação.” Classificando o mapa de “excelente”, Armando Rodrigues alerta, contudo, para os desafios que se irão colocar ao traçador de percursos ao encontro de soluções inteligentes. Este novo mapa constitui um prolongamento do mapa “Hospital da Prelada”, ao qual está ligado através duma passagem sob a Via de Cintura Interna da cidade do Porto. O conceituado cartógrafo faz questão de salientar ainda a enorme beleza dum espaço que constituiu outrora parte dos jardins da Casa da Prelada, considerados uma das obras maiores de Nicolau Nasoni em termos de arquitetura paisagística, destacando em particular o castelo e o espelho de água circundante. Este é mais um passo importante dum evento que integra a Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2012 e será a etapa derradeira do II Circuito de Orientação de Precisão “Todos Diferentes, Todos Iguais”.


2. José Carlos Rodrigues Pires, Presidente da Mesa da Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Orientação, acaba de convocar, “nos termos dos Artigos 30º. e 38º. dos Estatutos”, a Assembleia-Geral da Federação Portuguesa de Orientação – FPO, para reunir em sessão eleitoral, no dia 28 de Abril de 2012, pelas 17h00, no Salão Nobre da Câmara Municipal de Terras do Bouro, em Terras do Bouro. Da Ordem de Trabalhos consta, como ponto único, a “eleição para os órgãos da FPO”. Relativamente ao processo eleitoral, as listas devem dar entrada nos serviços da FPO até às 18h00 do dia 19/04/2012, acompanhadas da declaração de aceitação dos candidatos; a lista para o órgão colegial de administração da FPO é constituída pelo Presidente da FPO e restantes membros da Direção; a eleição para o Conselho Fiscal, o Conselho de Arbitragem, o Conselho Jurisdicional e o Conselho de Disciplina é feita pelo princípio de representação proporcional (Hondt). O Orientovar chama a atenção para mais um momento elevado da vida da Federação Portuguesa de Orientação, lançando um apelo e um incentivo à participação de todos neste processo.


3. O Portugal O' Meeting 2012 prepara-se para ser um evento inesquecível a vários títulos, nomeadamente no que à área do Desporto Adaptado diz respeito. O evento irá acolher, já o sabemos, a primeira etapa da edição inaugural da Taça de Portugal de Orientação de Precisão 2012, uma prova que terá lugar na tarde do dia 19 de Fevereiro e que regista já a extraordinária conta de 132 inscritos. Sabe-se agora que a Organização do evento decidiu aceitar também a inclusão duma prova de demonstração de Actividade de Orientação Adaptada, que contará com a participação dum significativo número de utentes de instituições do distrito ligadas à problemática da Deficiência Intelectual. A Actividade de Orientação Adaptada será levada a cabo sob a orientação técnica da Orievents e com o apoio logístico dos dois clubes organizadores - Clube de Orientação de Estarreja e Clube de Orientação de Viseu - Natura - da ANDDI - Associação Nacional do Desporto para a Deficiência Intelectual e da APPACDM - Viseu, decorrendo em paralelo com a prova de Orientação de Precisão.


4. A IOF - Federação Internacional de Orientação acaba de anunciar o seu recuo na decisão de alterar o programa dos Campeonatos do Mundo de Orientação Pedestre. O anúncio foi feito no decurso do encontro que reuniu as várias Comissões da IOF e que teve lugar no passado fim-de-semana em Vantaa, Finlândia. Na base desta tomada de posição estão as declarações assumidas por 19 Federações nacionais e que não reúnem o necessário consenso face à importância, significado e implicações das medidas a tomar. O Conselho da IOF concluiu que, embora haja consenso no que concerne à necessidade de desenvolvimento da modalidade, os pontos de vista das várias Federações sobre a forma como as medidas deverão ser implementadas são muito diversos. Assim, o Conselho não proporá as alterações inicialmente previstas no programa “WOC in the Future” à Assembleia-Geral que decorrerá em Lausanne, em Julho deste ano. “Há uma significativa diferença de opiniões entre as nossas maiores e mais pequenas Federações. Neste momento é mais importante manter unida a família da Orientação do que aplicar as alterações sugeridas na Assembleia-Geral de Trondheim, em 2010”, salientou o Presidente da IOF, Åke Jacobson. As mais recentes reacções das 19 Federações nacionais ao documento “WOC in the Future” podem ser consultadas em http://orienteering.org/wp-content/uploads/2012/01/WIF-replies-January-20121.pdf.



5. Do Clube de Orientação do Minho recebemos esta bela imagem, ilustrando a festa da Orientação que se instalou no ISAVE – Póvoa de Lanhoso, no passado sábado. Integrado na iniciativa “Braga 2012: Capital Europeia da Juventude”, o evento constituiu a primeira etapa do V Torneio .ComMapa, foi igualmente a primeira etapa pontuável para o ranking regional norte do Desporto Escolar e contou com a extraordinária presença de 507 participantes.


6. O Orientovar acaba de firmar parcerias para a área da Comunicação do XIII Meeting de Orientação do Centro – WRE 2012, V Ori-BTT Rota da Bairrada / VIII Campeonato Ibérico de Orientação em BTT e XX Troféu de Orientação do CPOC. Esta é a resposta ao convite endereçado pelas respectivas organizações, em mais um gesto que representa o reconhecimento dum trabalho digno e sério. Recorde-se que estas parcerias vêm juntar-se às celebradas com dois grandes eventos da temporada, levados a cabo pelo Clube de Orientação de Estarreja / Clube de Orientação de Viseu – Natura e Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos, o Portugal O' Meeting e o Norte Alentejano O' Meeting / Campeonato Nacional de Sprint e de Distância Média.


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

PORTUGAL O' MEETING 2012: FALTAM 22 DIAS!




O PORTUGAL O' MEETING

Em 2007, S. Pedro do Sul acolheu a 12ª edição do Portugal O’Meeting. A organização do evento foi confiada, pela segunda vez no seu historial, ao Clube de Orientação de Estarreja e estabeleceu-se um novo record de participantes, com o extraordinário número de 1562 atletas, dos quais mais de 1000 estrangeiros, em representação de 20 países. O POM 2007 fica para a história da Orientação como um dos eventos mais difíceis de levar a cabo até hoje em Portugal. A intempérie, feita de chuva, neve e frio, tomou conta dos quatro dias de prova e foi um teste aos limites de resistência física e psicológica da organização. Impossibilidade de abrir o Secretariado no dia anterior por falta de material, mapas e peitorais feitos em cima da hora, um apoio fundamental do Exército com um conjunto de tendas indispensável que falhou, uma avaria num Trail que implicou passar toda a noite a mudar o material logístico duma arena para outra com a ajuda duma única carrinha, montar todo o chasing start do último dia debaixo de neve… resumindo, quatro dias duma exigência indescritível, ao longo dos quais os organizadores não foram à cama um segundo. Destaque para a supremacia nórdica em terrenos montanhosos e tão do seu agrado e para a participação dos líderes do “ranking” da modalidade, Thierry Gueorgiou e Simone Niggli.


A REGIÃO

São Pedro do Sul é uma cidade portuguesa do Distrito de Viseu. Sede de um município com 348,68 km² de área e 16 851 habitantes, S. Pedro do Sul subdivide-se administrativamente em 19 freguesias. O município é limitado a nordeste pelo município de Castro Daire, a sueste por Viseu, a sul por Vouzela, a sul e oeste por Oliveira de Frades, a oeste por Vale de Cambra e a noroeste por Arouca. O concelho foi criado em 1836 pela divisão do antigo concelho de Lafões, do qual era uma das duas sedes, juntamente com Vouzela. Foi Senhor desta localidade nas terras do souto de Lourosa e da Quinta do Amaral, D. Afonso Ermigues do Amaral, nascido em 1245, como ficou provado nas inquirições do rei D. Afonso III. S. Pedro do Sul foi elevada a cidade em 12 de Junho de 2009. A cidade é particularmente conhecida pelas suas Termas - com dois balneários a funcionar todo o ano -, as mais frequentadas da Península Ibérica. A zona montanhosa do concelho proporciona ao visitante visões de deslumbrante beleza natural, para além do tipicismo de várias povoações milenares.
A simpatia das gentes, o encanto paisagístico, a qualidade hoteleira, a boa gastronomia e a fama das suas águas termais fazem da "Sintra da Beira" um local obrigatório de romagem turística e/ou curativa.


A FIGURA

Actual líder do ranking mundial, Thierry Gueorgiou é considerado pela generalidade dos orientistas como o melhor atleta de todos os tempos nesta modalidade. Aos dez títulos mundiais de Elite conquistados ao longo da sua carreira, junta Thierry Gueorgiou três títulos europeus e dois triunfos na Taça do Mundo (21 vitórias em etapas). Nascido em 30 de Março de 1979, Tero (nome pelo qual é conhecido) representa o clube francês NO St-Étiènne e o clube finlandês Kalevan Rasti, com o qual venceu a Estafeta Jukola por três vezes. Gueorgiou venceu ainda o Campeonato da Europa de Orientação de Precisão em 2006, colocando em apreço a sua enorme qualidade técnica. Presença assídua na grande prova portuguesa, apenas em 2007 Thierry Gueorgiou levou de vencida o Portugal O' Meeting, na edição levada a cabo em S. Pedro do Sul pelo Clube de Orientação de Estarreja. Restará apenas dizer que Thierry Gueorgiou é a grande figura de cartaz do Portugal O' Meeting 2012.


A TÍTULO DE CURIOSIDADE

A etapa pontuável para o ranking mundial (WRE) do Portugal O' Meeting 2007, levada a cabo no segundo dia do evento (18 de Fevereiro), representa um dos momentos mais altos da história da Orientação a nível mundial. Foi precisamente nessa prova que Thierry Gueorgiou alcançou a maior pontuação de sempre num evento WRE, com a extraordinária marca de 1516 pontos. Outro francês, Damien Renard, segundo classificado com 1473 pontos, ocupa actualmente o quarto lugar na lista das maiores pontuações de sempre, enquanto Daniel Hubmann (Suiça), o terceiro classificado em 2007 com 1462 pontos, é o 9º classificado desta lista. O nome de Thierry Gueorgiou volta a surgir entre os mais pontuados, graças aos 1488 pontos alcançados no Portugal O' Meeting 2011 e que lhe vale o segundo lugar na lista. Esta é uma das razões que fazem do Portugal O' Meeting um evento particularmente atrativo e uma verdadeira “meca” dos orientistas do mundo inteiro.

Saiba tudo em http://www.pom.pt/pt/


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

CAMPEONATO REGIONAL DRELVT 2011/2012: SECUNDÁRIA DE PINHAL NOVO EM EVIDÊNCIA




Arrancou no passado sábado, em Torres Vedras, o Circuito Regional de Orientação de Desporto Escolar da DRELVT 2011/2012. A Escola Secundário do Pinhal Novo esteve em plano de evidência, enquanto a título individual Pedro Cabeça, Leonor Ribeiro, Ricardo Reis e Sofia Pinto foram as grandes figuras do evento.


Em busca de um enriquecimento da atividade desportiva e social e ao mesmo tempo procurando optimizar custos, a Direção Regional de Educação de Lisboa e Vale do Tejo (DRELVT) optou este ano letivo por um modelo de quadro competitivo que se caracteriza, essencialmente, pela substituição das fases Local e Regional por um Circuito Regional. Este circuito será composto por três dias de competição e em cada um dos dias haverá duas etapas (manhã e tarde).

A Coordenação Local do Desporto Escolar do Oeste (CLDE- Oeste) teve a responsabilidade de organizar as 1ª e 2ª etapas no dia 21 de Janeiro, em Torres Vedras. As provas contaram com o apoio técnico do Académico Torres Vedras e nelas estiveram presentes cerca de 400 alunos oriundos de 24 escolas. A 1ª etapa decorreu no Parque Verde da Várzea, enquanto a 2ª etapa aconteceu na zona urbana histórica de Torres Vedras.

A competição esteve ao rubro nos vários escalões e é interessante notar o bom trabalho que está a ser feito na região Oeste, com Ana Sofia Cipriano, Daniela Tordo (ambas da AE Visconde de Chanceleiros), Nicole Basílio e Tiago Andrade (ambos do AE Fernão Pó) a levarem de vencida os seus opositores em etapas distintas. Nos escalões Juvenis e Juniores, os pupilos do Professor Daniel Pó fizeram valer a sua enorme qualidade e experiência, sendo de destacar aqui a intromissão de Leonor Ribeiro (ES Palmela), uma das grandes figuras do dia ao vencer as duas etapas no escalão Juvenis Femininos.

Vencedores 1ª Etapa

Escalão Nome Escola Tempo
Infantil A Fem Ana Sofia Cipriano AE Visconde Chanceleiros (Oeste) 19:21
Infantil A Mas Tiago Andrade AE Fernão Pó (Oeste) 13:51
Infantil B Fem Nicole Basílio AE Fernão Pó (Oeste) 9:57
Infantil B Mas Pedro Cabeça ES Sampaio (Península Setúbal) 10:22
Iniciados Fem Beatriz Sanguino E Sarrazola_EB23Colares (Sintra) 10:46
Iniciados Masc Osvaldo Silva E Sarrazola_EB23Colares (Sintra) 10:17
Juvenis Fem Leonor Ribeiro ES Palmela (Península Setúbal) 11:00
Juvenis Masc João Rato ES PinhalNovo (Península Setúbal) 11:50
Juniores Fem Sofia Pinto ES PinhalNovo (Península Setúbal) 12:00
Juniores Masc Ricardo Reis ES PinhalNovo (Península Setúbal) 10:56
Open Carlos Silva ES PinhalNovo (Península Setúbal) 07:55

Vencedores 2ª Etapa

Escalão Nome Escola Tempo
Infantil A Fem Daniela Tordo AE Visconde Chanceleiros (Oeste) 24:23
Infantil A Mas Gonçalo Carvalho ES Sampaio (Península Setúbal) 13:23
Infantil B Fem Raquel Almeida EB José Saramago (Península Setúbal) 13:16
Infantil B Mas Pedro Cabeça ES Sampaio (Península Setúbal) 15:33
Iniciados Fem Catarina Daniel E Sarrazola_EB23Colares (Sintra) 14:19
Iniciados Masc João Gonçalves ERD Conde Ourém (LMT) 12:33
Juvenis Fem Leonor Ribeiro ES Palmela (Península Setúbal) 14:52
Juvenis Masc João Parreira ES PinhalNovo (Península Setúbal) 12:58
Juniores Fem Sofia Pinto ES PinhalNovo (Península Setúbal) 17:07
Juniores Masc Ricardo Reis ES PinhalNovo (Península Setúbal) 12:00
Open Carlos Silva ES PinhalNovo (Península Setúbal) 09:31



A próxima organização será da responsabilidade da Coordenação Local da Península de Setúbal e terá lugar no dia 3 de Março. Mais informações em http://sites.google.com/site/oestedesportoescolar/entrada

[Fotos extraídas do álbum de Luís SérgioAQUI]


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO