domingo, 18 de novembro de 2012

TROFÉU DE ORIENTAÇÃO DO PORTO - 9ª EDIÇÃO: SOB O SIGNO DA PARTILHA!




O Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos elegeu a 9ª edição do Troféu de Orientação do Porto para dar o pontapé de saída na temporada 2012/2013 de Orientação Adaptada e Orientação de Precisão. No Parque da Cidade do Porto, a manhã cobriu-se de sorrisos. Todos diferentes, todos iguais!


O Parque da Cidade do Porto voltou a viver uma grande manhã de Orientação, com a realização da 9ª edição do Troféu de Orientação do Porto. Distribuindo-se pela Orientação Pedestre, Orientação Adaptada e Orientação de Precisão, o programa do evento constituiu em si mesmo um extraordinário convite a todos – mas mesmo todos! -, oferecendo-lhes uma manhã de Orientação inclusiva, partilhada e solidária. Responderam à chamada cerca de centena e meia de participantes, que souberam encontrar numa (ou mais) das propostas, um percurso à sua medida.

Começando pela Orientação Pedestre, os dois percursos oferecidos – com diferentes graus de exigência física e técnica – foram aproveitados sobretudo para a formação. Foram maioritariamente alunos do Desporto Escolar aqueles que estiveram com os seus professores no Parque da Cidade, embrenhando-se nos mistérios do mapa, aprendendo a trabalhar com a bússola e descobrindo a magia da Orientação a cada ponto vencido. Também a checa Eva Jurenikova, madrinha deste Troféu e a mais jovem atleta da história da Orientação a alcançar um título mundial Júnior (1995, em Horsens, Dinamarca), fez o percurso e exaltou no final o “excelente mapa do Parque da Cidade para um treino com as características de Sprint”.


A estreia da Competição de Orientação Adaptada

A Orientação Adaptada apresentou-se aqui pela primeira vez com esse requisito da competição inerente ao percurso. Lançada em Portugal no dia 14 de Outubro de 2011, com o forte contributo deste mesmo Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos e da ANDDI Portugal – Associação Nacional de Desporto para a Deficiência Intelectual, este vertente da modalidade particularmente virada para a pessoa portadora de Deficiência Intelectual viveu um ano no “limbo” da Atividade Adaptada, com uma faceta exclusivamente lúdica e didática. O passo seguinte acaba de ser dado, com os mais capazes a aventurarem-se num percurso que vai ao encontro das características destes atletas, misto de Orientação Pedestre e de Orientação de Precisão, mas já sem a “muleta” do(s) monitor(es) e com o cronómetro a contar.

Para José Costa Pereira, co-Presidente em exercício da ANDDI e um apaixonado por esta modalidade embrionária, “foi uma excelente manhã de divulgação da Orientação Adaptada, num belo local que se torna assim talismã, depois de há um ano atrás aqui ter “nascido” esta modalidade para a deficiência intelectual. Foi o “batismo” da Competição de Orientação Adaptada realizada em Portugal, com o lançar da semente por sete pioneiros e com a certeza que, ao longo do tempo, muitos outros vão experimentar e ganhar o direito a participar numa sadia Competição Adaptada.” Quanto às nove equipas que participaram na Atividade Adaptada, num total de 39 super-atletas, aquele responsável refere que “alegremente deitaram pés ao caminho, com o mapa na mão, à descoberta dos dez pontos coloridos e com imagens afetivas, usufrindo das vantagens de uma atividade física, lúdica e de exploração da bela natureza que o Parque da Cidade do Porto proporciona.” Para a História ficam os nomes das instituições presentes - Cercimarco, Marco de Canavezes e Clube Gaia (Centro Madre Deus, Unidade do Parque Biológico e CAO Rasa da APPACDM Gaia; Residencias das Antas e Cerco Porto APPACDM – Porto), assim como os primeiros vencedores da Competição de Orientação Adaptada, Vitor Pereira e Ana Oliveira, ambos atletas do Clube APPACDM Gaia.


Ricardo Pinto e António Aires, os vencedores

Finalmente, na Orientação de Precisão assistiu-se ao arranque da terceira edição do Circuito de Orientação de Precisão “Todos Diferentes, Todos Iguais”, cuja responsabilidade organizativa está atribuída a um significativo conjunto de oito clubes. Um arranque em moldes competitivos de elevada tecnicidade, num espaço verdadeiramente fantástico para a prática desta modalidade e onde a nota negativa vai para a fraca presença de participantes na Classe Aberta, sintoma evidente de que também aqui se estão a dar os primeiros passos no nosso País.

Distribuídos por dois pontos cronometrados e por um percurso com dezasseis pontos de decisão, os desafios colocados puseram à prova os conhecimentos dos participantes, com António Aires (Individual), na Classe Aberta, a conseguir uma excelente performance, com três erros apenas nas respostas dadas. Na Classe Paralímpica, o atleta internacional Ricardo Pinto (DAHP) foi o mais certeiro, com dez questões respondidas corretamente. À disposição dos interessados estiveram dois percursos - um de Competição e outro de Iniciação – que colheram a atenção de sete participantes em cada um deles.


Um grande salto qualitativo”

Fernando Costa, Diretor do Evento, mostrava-se no final satisfeito com a forma como as várias atividades decorreram. “Demos um grande salto qualitativo em relação à Orientação de Precisão e com a estreia da comissão organizadora do Circuito a ter um grande sucesso neste arranque do Circuito”, afirmou, ressalvando contudo esse aspeto menos conseguido “do número de participantes ter ficado abaixo das expetativas”. Mas no final, a sensação é “do dever cumprido”. Quanto à Orientação Adaptada e à Orientação Pedestre, as outras duas vertentes em foco neste 9º Troféu de Orientação do Porto, “na Orientação Adaptada foi mais um passo em frente no sentido de de ser possivel conseguir implementar esta modalidade. Por outro lado, foi muito encorajador ver as várias escolas presentes, com tantos miúdos jovens que nos dão muita esperança para o futuro.”



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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