domingo, 18 de novembro de 2012

III CIRCUITO DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO "TODOS DIFERENTES, TODOS IGUAIS": COMENTÁRIOS




Adequado mas muito exigente”, foi assim que a generalidade dos intervenientes na 1ª etapa do III Circuito de Orientação de Precisão, levado a cabo na manhã de ontem no Parque da Cidade do Porto, classificaram o percurso. Uma súmula de opiniões aqui deixada e que complementa a reportagem do evento publicada anteriormente.



Realço a qualidade do Parque da Cidade do Porto para competições de Orientação de Precisão. Após esta prova, o espaço do Parque ficou ainda muito longe de se esgotar. Aliás, apenas no percurso que fizemos, facilmente se conseguiriam criar muitos outros problemas de Ori-Precisão. Realço ainda a grande evolução na qualidade técnica das competições de Orientação de Precisão, da qual esta competição foi um bom exemplo. É sempre de lamentar a fraca participação por parte de atletas das outras vertentes da Orientação, pelo que é essencial conseguir convencer os orientistas a experimentar. É essencial tornar as competições de Orientação de Precisão interessantes e atrativas para os participantes de ambos os escalões (Paralímpico e Open) que têm características e necessidades bastante díspares. Penso que neste capítulo esta competição esteve bem. Finalmente, gostaria de felicitar o Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos pela excelente estratégia de organizar um percurso formal de Orientação Pedestre como complemento, contribuindo para que os orientistas possam sentir que a sua deslocação é mais proveitosa.”

António Aires (Individual)
1º classificado na Classe Aberta


Sendo esta prova o meu primeiro contacto com a Orientação de Precisão e principalmente logo com uma prova deste nível e sem outra comparação, claro que achei a prova difícil e em certas alturas senti-me um pouco “perdido” na leitura do terreno. De qualquer maneira, acho que se a modalidade e os atletas querem evoluir, é com provas com um grau de dificuldade médio/alto que o conseguem. Gostei do percurso, acho que foram bem utilizadas as diferenças que o Parque da Cidade oferece para a colocação das balizas, com uma variação bastante de estilo entre elas. Do pouco do meu conhecimento, acho que foi uma prova muito bem conseguida.”

Júlio Guerra (DAHP)
3º classificado na Classe Paralímpica


Devo salientar que me deparei com elementos novos de sinalética e que não dominava. Eu sou de opinião que o domínio da sinalética por completo é o primeiro passo para depois, e duma forma mais abrangente, conseguirmos alcançar a relação dos elementos no mapa com o terreno. Muitas vezes errei por não conseguir estabelecer esta relação. Mas foi uma boa e dificil prova... Os meus parabéns!

António Jamba (DAHP)
4º classificado na Classe Paralímpica


Como se deve imaginar, este local tem um significado especial para mim, pois foi no Parque da Cidade do Porto que eu tive o meu primeiro contacto com a Orientação, foi no Parque da Cidade do Porto que eu tive a minha primeira vitória e foi no Parque da Cidade do Porto que eu tive a minha primeira saída ao exterior durante o meu internamento hospitalar. Relativamente à prova de hoje, julgo ter sido esta aquela em que eu utilizei mais a conjugação do mapa, sinalética e o meu raciocínio. Achei a prova bastante dificil, mas julgo ter sido esta a prova em que eu mais me senti realizado na orientação, pois foi o dia em que eu consegui interpretar melhor todos os aspetos do mapa.”

Pedro Massa (DAHP)
2º classificado na Classe Aberta


Esta prova em nada teve a ver com as provas realizadas no Circuito anterior, principalmente o grau de dificuldade técnica e que se aproxima das provas realizadas internacionalmente. Compreendo que para evoluirmos na modalidade tenhamos de aumentar o grau de dificuldade. No entanto, penso que é importante não partir do 8 para o 80 e, aos poucos sim, aumentar o grau de dificuldade, para que possamos aprender e, um dia, estar preparados para realizar uma prova desse nível sem grandes dificuldades, como foram hoje sentidas. Hoje, ficou evidente que nós não dominámos “pequenas coisas”, que fazem toda a diferença no momento da decisão, como por exemplo, as curvas de nível, ou até mesmo, situar o círculo representado no mapa no terreno sem a presença de elementos bem definidos. Estes pequenos detalhes fazem toda a diferença e visto que não estamos preparados para tal, penso que é fundamental aprender a utilizar os outros recursos que não estão presentes no mapa, nem na sinalética, mas sim no terreno.”

Diana Coelho (DAHP)
2ª classificada na Classe Paralímpica


É nosso propósito alcançarmos o mais rapidamente possível um nível competitivo que nos permita pensar numa representação condigna nos próximos embates internacionais e, em especial, nos Campeonatos da Europa de Orientação de Precisão que, em 2014, se irão realizar na bonita vila de Palmela. Este percurso permitiu pôr a nú aquelas que são as principais debilidades técnicas dos atletas sem exceção e isso constitui um importante ponto de partida para trabalharmos ao nível do treino específico. Julgo que tecnicamente este Percurso ofereceu qualidade e variedade e a organização do Grupo Desportivo dos Quatro Caminhos está, uma vez mais, de parabéns, pela forma como soube interpretar e implementar esta 'filosofia' de futuro para a modalidade, assente em bases sólidas e apontando no caminho da excelência. Fica desde já o convite para a 2ª etapa, celebrando o Dia Internacional da Pessoa Portadora de Deficiência, que terá lugar na Praia da Tocha, no dia 8 de Dezembro, com o desejo secreto de, no curto prazo, podermos vir a multiplicar por dez o número de participantes.”

Joaquim Margarido
Supervisor e Traçador de Percursos


Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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