terça-feira, 30 de outubro de 2012

ORIENTAÇÃO NOS ESCALÕES DE FORMAÇÃO




Rui Tavares publicou no Oasis Fórum, o Fórum Oficial da Federação Portuguesa de Orientação - http://orioasis.pt/forum/ -, um artigo de opinião onde reflete sobre a Orientação nos escalões de formação. Pela sua relevância, chamamos hoje o assunto para a ordem do dia, aqui no Orientovar.


Constata-se, de forma cada vez mais evidente, que os orientistas são poucos dados a estas coisas da escrita, comentários, mensagens, notas e afins. Que essa postura pouco interventiva faz com que todos, sem exceção, acabemos por passar ao lado de muito do que de bom se vai fazendo um pouco por todo o lado, acaba por ser uma triste evidência. Daí que, quando o Oasis Fórum dá a ver uma mensagem digna desse nome, aquilo que deveria ser um ato normal assume foros de verdadeiro acontecimento.

Vem isto a propósito da chamada de atenção deixada por Rui Tavares na nossa “tribuna” e que tem a ver com a “Orientação nos Escalões de Formação”. Começando por se referir àquilo que designa por “algumas falhas recorrente na aplicação do regulamento técnico-pedagógico para escalões de formação” e que o próprio considera “muito importante para garantir o futuro sustentável da orientação.”


Cumpram-se as regras

Fazendo questão de vincar que “o regulamento específico para escalões de formação em Orientação Pedestre é claro em vários aspectos”, Rui Tavares apela à reflexão sobre duas situações em concreto: 1) "(...) não deverão ser atribuídos prémios aos primeiros classificados, mas sim lembranças a todos os participantes adequadas à sua idade”; e, 2) Elementos críticos do traçado de percursos H/D11 [Regulamento de Técnico Pedagógico: http://www.fpo.pt/www/images/fpo/regulam...o_hd11.pdf]

Concretizando: “Nas últimas três provas da Taça foram realizados pódios para os escalões de formação, deixando de fora vários atletas que não se classificaram nos três primeiros lugares.” Tavares reconhece que “é possível que eu seja um pouco mais sensível para esta questão por ter uma filha a participar neste escalão, mas é verdade que para estes jovens estas questões podem levá-los à total desmotivação e à desistência da prática da modalidade.” Quanto aos já referidos “Elementos críticos do traçado de percursos H/D11”, acrescenta ser “com muita tristeza que vejo continuamente os traçados de percursos para estes escalões não cumprirem as recomendações técnicas que garantam a segurança e a aprendizagem correta por parte dos atletas.”


Parabéns ao COALA”

No final do artigo, pode ler-se uma opinião muito pessoal: “Acho que os organizadores, supervisores e traçadores deveriam ter mais atenção a estes pormenores, porque afinal, os riscos associados aos atletas mais jovens são grandes e é muito fácil um atleta destes perder-se. O regulamento nesta área é muito claro e deveria ser aplicado de forma consistente.”

Entretanto, no rescaldo do II Troféu de Orientação Pedestre “Cidade de Santiago do Cacém”, Rui Tavares regressa ao assunto para “louvar as boas prestações em relação à aplicação do regulamento de escalões de formação. A organização do COALA (...) esteve muito bem no que respeita aos escalões de formação”. Destacando o facto de “as lembranças foram entregues a todos os jovens, sem classificação atribuida” e ainda “os percursos eram perfeitamente adequados os nível de iniciação e permitiram que os jovens (e os pais) tivessem a segurança necessária”, Rui Tavares termina com uma nota: “É importante referir estes bons exemplos para que todos possamos tentar aprender entre nós e garantir uma maior consistência nos eventos de Orientação. Parabéns ao COALA”.



Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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