sexta-feira, 19 de outubro de 2012

ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO E ORIENTAÇÃO ADAPTADA NA QUINTA DAS CONCHAS FOI MESMO "GIRO"!




No passado dia 12 de Outubro, o CPOC - Clube Português de Orientação e Corrida, juntamente com o GRACE - Grupo de Reflexão e Apoio à Cidadania Empresarial, organizou uma actividade de Orientação de Precisão/Adaptada, na Quinta das Conchas (Lumiar-Lisboa) e no âmbito do Projecto GIRO 2012. O balanço é-nos trazido por Adriana Frazão, uma das pessoas que deu o seu contributo para que a atividade fosse um sucesso.


Desde o início que a organização de uma actividade de Orientação Adaptada e de Orientação de Precisão se tornou um grande desafio. Primeiro, porque o CPOC nunca tinha organizado uma prova de Orientação Adaptada; segundo, porque era necessário contactar um conjunto de instituições que não conhecíamos nem tínhamos referenciadas; e, em terceiro lugar, os 23 voluntários do projecto GIRO do GRACE desconheciam completamente o que era a Orientação. Apesar de todos os esforços reunidos em contactar as instituições, a actividade de Orientação Adaptada/Precisão apenas conseguiu reunir durante a manhã doze participantes e um durante a tarde.

Durante a manhã desenvolveu-se a parte mais gratificante de toda a organização. A actividade iniciou-se com um briefing aos voluntários, transmitindo-se algumas noções de Orientação Adaptada e de Precisão, bem como as diferenças existentes entre as duas. Aquando da chegada dos onze participantes da Orientação Adaptada (todos da instituição Quinta Essência) e de um participante da Orientação de Precisão (da instituição ARIA), tiveram início as partidas.

O participante da Orientação de Precisão, já conhecendo a modalidade, realizou a prova sozinho. Cada um dos participantes da Orientação Adaptada realizou a actividade com dois ou três voluntários do GRACE. No decorrer da actividade, verificou-se que tanto os participantes como os voluntários se foram familiarizando, com a Orientação e com os seus pares. A boa disposição de todos e o espírito de troca de experiências permitiu que, a certa altura, as barreiras se atenuassem e as relações se fortalecessem.

No que diz respeito às componentes da Orientação Adaptada propriamente dita, sendo que os participantes tinham, na sua grande maioria, dificuldades intelectuais, o sistema simbólico permitiu que percebessem, de forma mais acessível, o objectivo da actividade.

Durante a tarde, os voluntários do GRACE realizaram a actividade de Orientação de Precisão a pares, tendo um dos pares tido o privilégio de acompanhar um participante com deficiência motora que por acaso se encontrava a passear no parque e foi convidado a participar. Esta actividade despertou nos voluntários um interesse em participar noutras provas de Orientação.

Em suma, consideramos que este desafio foi superado de uma forma bastante positiva, não só pelos feedbacks que pudemos obter dos participantes, como também pelo facto de, com menor ou maior dificuldade, termos ultrapassado algumas limitações.

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