quinta-feira, 14 de junho de 2012

WTOC CAMPEONATO DO MUNDO DE ORIENTAÇÃO DE PRECISÃO 2012: MODEL EVENT, A MINHA ANÁLISE




Como fiz questão de referir no quarto volume do meu Diário, o Model Event foi uma boa experiência, apesar dos resultados alcançados terem sido demasiado fracos. Nesta minha análise debruço-me de novo sobre três pontos de controlo que, pela sua especificidade, constituiram importante fonte de ensinamento.


Ponto 1

Três balizas, das quais a correta no limite de vegetação, a Noroeste. A área, como se percebe pela imagem acima, tem uma série de pequenas árvores não desenhadas no mapa. Não é fácil perceber do ponto de observação qual a baliza correta, pelo que se torna essencial encontrar uma referência segura e essa referência é uma espécie de refúgio índio, bem no centro do Parque de Merendas e muito bem representado no mapa. Basta para tanto encontrar um ponto no caminho que una ao dito refúgio e que intercepte a baliza e... já está.

A minha estratégia passou por contar os passos entre a bifurcação do caminho com a estrada e, no extremo oposto, com a delimitação da Arena (a tracejado vermelho). Depois dividir o número de passos em três e fazer a projeção a partir da junção do terço mais próximo da estrada com os dois terços mais afastados. Simples, hem? A questão é que, sem régua graduada, esta questão do terço ou dos dois terços foi “a olho”. Conclusão: Terei ficado mais próximo da estrada do que devia e, em vez da baliza B, respondi erradamente a A.



Ponto 3

Quatro balizas e uma depressão. A sinalética aponta para a baliza no interior da depressão a Sudoeste. As balizas estão distantes do caminho entre cinco e dez metros. Precisão precisa-se. E atenção!

Opto pela baliza D. Que estaria correta se a Sinalética indicasse “Bordo”. Porque falhei então? Apenas e só porque não li com atenção a Sinalética. Os bordos da depressão eram evidentes e o elemento estava muito bem desenhado no mapa. Um ponto deitado fora por causa duma distração imperdoável. Tive a oportunidade de conferir no local este ponto com o Ricardo e vi logo que tinha feito asneirada.



Ponto 6

Uma baliza apenas num ponto de observação onde temos seis balizas ao alcance da vista. Afinal que raio de coisa é esta? A organização já tinha chamado a atenção para este tipo de problemas, aconselhando uma leitura atenta da Nota Técnica 12-01 “The A Control” [http://orienteering.org/wp-content/uploads/2010/12/IOF-TrailO-TN-12-01-The-A-Control.pdf]. Trata-se dum problema interessante e onde, uma vez mais, eu errei.

A Sinalética aponta a baliza no topo norte da reentrância, tratando-se aqui de fazer uma leitura adequada da curva de nível. O esporão que serve de referência ao ponto 5 serviu-me de ponto de aferição. De facto, por esta via não consigo excluir a hipótese de estar certa. Assim, voltei a usar a estratégia de contar os passos com base na “leitura” duma régua que não tinha. Conclusão: em vez de tomar a projeção no sítio certo, tomei-a um escasso metro mais a Oeste e isso foi o suficiente para me dar uma Z. Decisão errada!





Saudações orientistas.

JOAQUIM MARGARIDO

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